Um leitor e colaborador do blog enviou dois vídeos feitos ontem (29) na estrada municipal da Vila da Palha, que liga a localidade de Guandu à BR 101. Os flagrantes ao acaso registram um morador de Conselheiro Josino que tem a iniciativa particular de tapar com barro os muitos buracos da estrada vicinal. Foi asfaltada no governo Arnaldo Vianna (PDT), nos tempos das vacas gordas dos royalties, que (constate aqui) jamais voltarão. Em que pese a propaganda enganosa do arnaldismo em ano eleitoral.
Da atitude admirável do cidadão anônimo, duas conclusões óbvias. A primeira: a iniciativa individual à preservação coletiva, que tanto caracteriza outras sociedades, como a dos EUA, infelizmente ainda é rara abaixo do Equador. Noves fora o complexo de vira-latas injustificado ou não, a segunda é a ausência do poder público municipal. Não só na área rural, como na urbana, que também sofre (relembre aqui) com buracos nas vias públicas, problema agravado pela erosão das chuvas recentes.
Com a demanda gerada pelo blog, a superitendência de Comunicação (Supcom) enviou a nota abaixo:
A secretaria de Infraestrutura e Mobilidade Urbana já tem o levantamento das necessidades do município e aguarda viabilidade financeira ou uma parceria para realizar o serviço de recuperação de estradas.
Atualizado às 16h13 para incluir o retorno da Supcom
A partir das 7h da manhã desta quinta (30), na Folha FM 98,3, o convidado do Folha no Ar 1ª edição é o comandante do 8º BPM de Campos. tenente-coronel Luiz Henrique Barbosa. Entre outros assuntos, ele falará sobre a segurança nas praias da região e dos reincidentes transtornos em áreas residenciais provocados pelas casas noturnas de Campos. Além do papel da política de enfrentamento policial ao crime, na redução dos números de homícidios no muncícpio (aqui) e no Estado do Rio.
Quem quiser participar pode fazê-lo com comentários em tempo real no streaming do programa, cujo link será disponibilizado alguns minutos antes do seu início, na página da Folha FM 98,3 no Facebook.
Com entrevista marcada e previamente confirmada a partir das 7 da manhã de hoje (29) ao Folha no Ar 1ª edição, da Folha FM 98,3, o prefeito de Campos, Rafael Diniz (Cidadania) não pôde estar presente. Às 5h36 da madrugada, ele enviou mensagem de WhatsApp, avisando que se encaminhava a Três Vendas, entre Campos e Cardoso Moreira. Desde o fim da tarde de ontem, a localidade estava ameaçada de alagamento, depois que as águas do rio Muriaé, com as chuvas recentes, romperam (aqui) o dique do Boianga.
Em ligação de celular, dificultada pelo sinal ruim em Três Vendas, Rafael chegou a participar do programa. Mas se ateve a falar sobre a situação dos estragos das chuvas. Sua entrevista pessoal e mais ampla ao Folha no Ar será remarcada e anunciada na próxima semana. Enquanto ela não acontece, ouça no vídeo abaixo o que disse por telefone o prefeito, na manhã de hoje, na rádio mais ouvida de Campos e região:
Aristides Soffiati
Sobre a situação de Três vendas, agravada ainda na manhã de hoje, depois que a manilha da BR 356 também se rompeu com a força das águas do rio do Muriaé, confira abaixo o que disse nas redes sociais (aqui) o ecohistoriador Aristides Soffiati sobre a ação das chuvas na região. Que continuarão a exigir medidas dos governos em suas várias esferas, sobretudo depois que a tempestade passar:
— Como costumo dizer, passada a tempestade vem o esquecimento. Em fevereiro de 2012, o Dnit recompôs o rombo na BR 356 provocado pelo rio Muriaé, que já havia rompido o dique de Boaianga. Mais adiante, as águas do Muriaé subiram o canal da Onça (antes rio) e romperam o dique que o separa da lagoa da Onça. Outeiro só não foi atingido com mais ímpeto porque a água se alastrou no leito da lagoa da Onça. Passada a enchente, o Dnit recompôs a BR 356 considerando apenas a engenharia de estradas. O dique de Boianga foi refeito com a garantia de que recebeu reforço e não se romperia mais. A lagoa da Onça, que deveria ser devolvida à natureza como área de amortecimento, foi rapidamente esvaziada. O Inea sustentou que não se trata de uma lagoa. Pezão entrou em cena, prometendo um sistema de desvio de água no Muriaé. Antes de cada cidade, um desvio seria feito por trás dela. Assim, a água do rio seria dividida e perderia força. Depois da cidade, ela voltaria ao rio. Na licitação, já houve corrupção. A licitação foi cancelada e não se falou mais no projeto. Assim caminha o Brasil.
Com as chuvas recentes, a força das águas do rio Muriaé fez um prédio desabar na manhã de hoje (29) em Cardoso Moreira. O flagrante do vídeo foi publicado (aqui) nas redes sociais pelo José Armando Barreto.
Confira abaixo o desmoronamento da construção, à beira do rio Muriaé:
Gilberto Gomes no Folha no Ar da manhã de hoje (Foto: Cláudio Nogueira – Folha da Manhã)
“Quando surge a fala do (deputado estadual André) Ceciliano (PT, presidente da Alerj) de apoiar (a prefeito de Campos na eleição de outubro) o nome indicado por Rodrigo (Bacellar, deputado estadual pelo SD), que deve ser o Caio Vianna (PDT), que estava presente naquele churrasco (no dia de Santo Amaro), o PT (de Campos) no primeiro momento já se posicionou. Acima de tudo a gente comunicou, como foi no caso do (ex-deputado estadual Geraldo) Pudim (de saída do MDB), a direção estadual (do PT). Que a todo momento ratificou a posição do diretório de Campos, tanto o fato do PT (de Campos) ter se posicionado contra a filiação do Pudim, quanto no caso do apoio do Ceciliano ao candidato que vier apoiado por Rodrigo. A gente teve a todo momento a proteção do diretório estadual, deixado claro que o posicionamento do diretório municipal vai ser respeitado. Nós aprovamos no último sábado (25), no diretório regional do Partido dos Trabalhadores, o indicativo de que Campos terá candidatura própria”.
Foi o que disse no início da manhã de hoje (28), no programa Folha no Ar 1ª edição, da Folha FM 98,3, o secretário de Comunicação do PT de Campos, Gilberto Gomes. Mesmo quando lembrado da popularidade do ex-prefeito Arnaldo Vianna (PDT), que apoia o filho ao pleito de outubro, Gilberto avaliou que não há nenhuma chance do seu partido caminhar com Caio a prefeito no primeiro turno, como foi em 2016.
— Vou ser enfático: chance zero de o PT estar coligado na chapa do Caio Vianna. Naquele momento (eleição a prefeito de 2016) foi coligado (ao candidato pedetista) porque o PT não tinha a construção e o acúmulo que tem hoje. Temos uma plataforma que, assim que a legislação permitir, será publicizada. O Partido dos Trabalhadores em Campos está constituindo um plano emergencial de direitos sociais. A gente tem José Maria Rangel, que foi candidato a deputado federal (em 2018), fez mais de 20 mil votos (20.591) na primeira tentativa; Odisséia (Carvalho, presidente municipal do partido), que já ocupou a Câmara (Municipal), preparadíssima; Hélio Anomal também um companheiro imprescindível, que atua no saneamento. Independente do nome, abrir mão desse programa é chance zero.
E no segundo turno a prefeito de Campos, caso ocorra e o PT não esteja lá?
— No segundo turno, o PT vai sentar, vai analisar. Eu acho muito difícil um cenário em que o PT se abstenha. OPT não tem o histórico de não se posicionar (…) A gente tem um cenário que está desenhado: Wladimir (Garotinho, PSD, deputado federal) está no segundo turno. Eu brinco que o maior cabo eleitoral dos Garotinho tem sido Rafael (Diniz, Cidadania, prefeito). Eu não condeno a mentalidade lógica do povo. A mentalidade não é A não deu certo, eu votei em B, B não deu certo, eu vou votar em C. A mentalidade é A estava ruim, eu votei em B e ficou pior, eu vou voltar para o A. Agora se Rafael conseguir, ele tem a máquina, tem toda a estrutura. Se for se candidatar mesmo, não sei se alcança o segundo turno, ou se quem vai alcançar é Caio. Não posso antecipar qual vai ser o posicionamento do PT. Qualquer decisão de segundo turno será tomada pelas bases (…) O que penalizar menos o povo e o que estiver mais disposto a dialogar com o programa que o PT vai estar apresentando, vai ser determinante. Não existe chance do PT não se posicionar no segundo turno (…) Se for até para avisar os pré-candidatos, eu adianto: o candidato que tiver o apoio do bolsonarismo, não terá o apoio do PT.
Confira os três blocos do Folha no Ar com a entrevista de Gilberto Gomes, secretário de Comunicação do PT de Campos, estudante da Uenf e blogueiro do Folha1:
A partir das 7h da manhã desta quarta-feira (29), na Folha FM 98,3, o convidado do Folha no Ar 1ª edição é o prefeito de Campos, Rafael Diniz (Cidadania). Entre outros assuntos, ele falará sobre os estragos das chuvas recentes no município e na região, da redução de 30% para 20% da sua capacidade de remanejamento do Orçamento em seu 4º ano de mandato e da sua pré-candidatura à reeleição nas urnas de outubro.
Quem quiser participar pode fazê-lo com comentários em tempo real no streaming do programa, cujo link será disponibilizado alguns minutos antes do seu início, na página da Folha FM 98,3 no Facebook.
A ligação (aqui) sobre o estrago das chuvas no Norte e Noroeste Fluminense, entre o governador Wilson Witzel (PSC) e o presidente em exercício Hamilton Mourão (PRTB), gravada e divulgada pelo primeiro, sob a reprovação moral do segundo. E a entrevista na manhã de hoje no Folha no Ar 1ª edição (aqui) do deputado estadual Gil Vianna (PSL), em que o pré-candidato a prefeito de Campos reprovou seu hoje adversário, mas aliado de chapa em 2016, Caio Vianna (PDT). E, fora do campo da política, a tragédia que no domingo (26) tirou precocemente a vida (aqui) de um gênio das quadras de basquete, Kobe Bryant.
Os três assuntos foram tratados no início da noite de hoje (28), na terceira edição do programa “Jogo Jogado”, com a participação dos jornalistas Arnaldo Neto, Aldir Sales e minha. Veiculado aqui na conta do Facebook da Folha, trará sempre no início das noites de segunda e quinta a análise dos bastidores dos principais fatos da política de Campos e região.
A partir das 7h da manhã desta terça-feira (28), sem retorno do convite feito desde sexta (24) ao pré-candidato a prefeito Caio Vianna (PDT), o convidado do Folha no Ar 1ª edição será Gilberto Gomes, secretário de Comunicação do PT em Campos, estudante da Uenf e blogueiro do Folha1. O entrevistado da Folha FM 98,3 analisará o governo Jair Bolsonaro (sem partido) e os rumos do PT, além da polêmica envolvendo o partido no município, a partir da posição do deputado estadual petista André Ceciliano, presidente da Alerj, e as críticas do sociólogo Roberto Dutra. Gilberto também falará sobre suas perspectivas para as eleições municipais de Campos em outubro.
Quem quiser participar pode fazê-lo com comentários em tempo real no streaming do programa, cujo link será disponibilizado alguns minutos antes do seu início, na página da Folha FM 98,3 no Facebook.
Deputado estadual e pré-candidato a prefeito de Campos, Gil Vianna no Folha no Ar 1ª edição (Foto: Cláudio Nogueira – Folha FM 98,3)
“Fizeram uma pergunta e eu só respondi o que o próprio pai (o ex-prefeito Arnaldo Vianna, PDT) falou lá atrás (relembre aqui, na última resposta da entrevista de 15 de agosto de 2016), que ele (o pré-candidato a prefeito Caio Vianna, PDT) tem que trabalhar, tem que estudar, tem que se preparar. E aí virou essa polêmica (confira aqui). Eu fui realmente ver de perto quando fui disputar a última eleição (a prefeito, de 2016) com Caio. E o menino tem que trabalhar mesmo, o menino é preguiçoso. Eu fiquei chateado que o pai dele falou que eu era mentiroso. Na verdade, o Vianna meu é bom, é melhor que o dele. Meu pai era garçom, tem uma história muita bacana. Minha mãe era costureira, muito humilde, criou cinco filhos (…) Eu não me envolvi em nada errado, em denúncia e processo. Arnaldo não está inelegível até hoje?”
Foi o que disse no início da manhã de hoje o deputado estadual Gil Vianna (PSL), “pré-candidatíssimo a prefeito de Campos”, no Folha no Ar 1ª edição, da Folha FM 98,3. Com a entrevista de Gil marcada na semana passada e, por conta da polêmica com Caio, este foi convidado desde sexta (24) para o programa na manhã desta terça (28), mas não retornou o contato. Gil foi vice na chapa da candidatura de Caio em 2016. E falou daquele tempo:
— Eu lembro, eu estava com Caio, ficou triste demais, quase chorou porque o pai saiu para apoiar outro candidato (Geraldo Pudim, MDB, que hoje apoia Caio). E qual foi o motivo dele ter largado o filho dele? Aí depois eu é que sou mentiroso? Aí fez vídeos para inserção de TV, para dizer que o filho não estava preparado. Todo mundo sabe o que aconteceu em Campos. E tem um detalhe: o Caio fala por si. Vai ser vereador, vai ser deputado, faz um estágio. O cara quer vir prefeito logo? A gente vai elevar o nível. Inclusive, quando tiver campanha e chegar na hora do debate, a gente vai falar tudo isso e outras coisas mais. Arnaldo precisa deixar o filho falar por ele. Qual a idade de Caio hoje? Trinta e cinco (tem 31)? Não precisa o pai defender o menino. Arnaldo precisa estar preocupado com ele, ver os processos que ele tem até hoje, porque está inelegível. A gente precisa ir para a rua trabalhar, conhecer os problemas das pessoas. Caio nem mora aqui, mora no Rio. Só aparece na hora de eleição. Tem que trabalhar, tem que suar a camisa, tem que lutar. Qual o currículo desse garoto? Nenhum!
Além das críticas ao ex-companheiro da chapa em 2016, e das respostas às acusações de “mentiroso” do pai, Gil também falou de pontos que entende como fundamentais ao município:
— A primeira coisa é auditar a Prefeitura, saber como está Campos e compartilhar com a população. Auditar geral, de 2008 para cá. Proposta, claro que não está na hora para isso. Tem o momento certo e a gente vai registrar no TRE. Saúde é o principal problema de Campos, que vive um caos hoje. Está no Brasil e Campos passa por isso. A gente tem que trabalhar junto ao estado e ao governo federal, convocar mesmo para estar presente. Campos é uma cidade grande, com quase 600 mil habitantes e é a nave mãe para todos os municípios da região. É difícil, não há gestor que dê conta disso. Agora, é preciso ter aliado, é preciso ter relacionamento. Não pode ter brigas, picuinhas. Dizer: “Não, eu não vou lá em Campos porque lá estão as famílias”. Não adianta ser prefeito hoje se você não colocar o estado para estar presente. De 2008 para cá, eu não vejo relacionamento da Prefeitura com o estado e o governo federal. É a briga das famílias, querem tomar conta de Campos.
Confira abaixo os três blocos da entrevista de Gil Vianna ao Folha no Ar 1ª edição:
No detalhe, o flagrante de cliente da boate Luxx correndo de pistola e punho, após briga generalizada e três tiros disparados na madrugada de 01/12/18 (Fotos: Reprodução de vídeo)
Na madrugada da última quinta (23), duas viaturas da PM passam por carro de clientes da boate Luxx, que permaneceu parado na contramão da Pero de Góis, função que caberia a GCM fiscalizar (Foto: Reprodução)
No Ponto Final de domingo (26), a superintendência de Comunicação (Supcom) da Prefeitura informou (aqui) que a Guarda Civil Municipal (GCM) finalmente vai fiscalizar, quando acionada, os constantes abusos dos clientes da boate Luxx, na rua Pero de Góis, que têm infernizado as noites e madrugadas do bairro residencial do Parque Tamandaré. O que a Supcom também informou, mas a coluna não divulgou, é que, nas operações que a GCM promete fazer junto com o 8º BPM, será exigido que o morador reclamante acompanhe os desordeiros de outros bairros, não raro bêbados e por vezes armados (como evidencia o flagrante das imagens acima), para registrar a ocorrência na 134ª DP durante a madrugada.
Divulgada em grupos de WhatsApp dos residentes do Tamandaré, a proposta da GCM de passar a fiscalizar o que deveria fazer por força de lei, mas desde que um morador se disponha a acompanhar quem insiste em se deslocar ao bairro residencial para fazer das suas ruas um baile funk a céu aberto, gerou muitas críticas:
— Na verdade o poder público municipal é totalmente descoordenado, ineficiente e desperdiça recursos escassos. Caso cumprissem o que determina a lei de zoneamento urbano não dariam permissão para fazer funcionar uma boate num bairro residencial, a raiz do problema. Desta forma os órgãos de segurança pública estadual e municipal não teriam que desviar os recursos já carentes para resolver estes problemas. Portanto a (superintendência municipal de) Postura, a secretaria de Obras e (a superintendência de) Segurança deste município ou não se falam ou existem interesses por trás desse funcionamento, que desconhecemos — questionou um residente do Tamandaré
— Com certeza é uma maneira de intimidar! — concluiu outra moradora.
— Concordo também! A Prefeitura está de acordo com tudo isso! É um absurdo um de nós prestar serviço que nos expõe com pessoas de péssimos comportamentos! — desabafou mais uma residente.
— Estão passando para os moradores o que eles têm a obrigação e não estão fazendo. Isso é uma piada? — indignou-se outra moradora.
Diante do que os residentes do Tamandaré encaram como tentativa de intimidação por quem deveria ter obrigação de fazer cumprir a lei, o blog foi ouvir um especialista em Segurança Pública, sem ligação com os poderes públicos municipal e estadual. Policial federal com especialização em Segurança Pública pela UFF e mestrando em Sociologia Política pela Uenf, Roberto Uchôa deu razão aos moradores do bairro que se sentem intimidados pela exposição proposta. Ele ressaltou que a PM tem cumprido seu papel, mas reforçou as críticas ao poder público municipal na maneira de encarar suas obrigações com a Segurança Pública:
Roberto Uchôa, policial federal especialzado em Segirança Pública pela UFF (Foto: Facebook)
“O longo período de inércia do poder público municipal com relação aos constantes tumultos que têm ocorrido no Parque Tamandaré, principalmente no trecho onde está localizada uma casa noturna, mostra como os gestores municipais de nossa cidade ainda não entenderam que Segurança Pública também é responsabilidade municipal.
A Polícia Militar tem enviado viaturas ao local quando acionada. Mas sem o auxílio dos órgãos municipais, fica inviável resolver o problema. Porém, devido à grande repercussão do tema durante a semana passada (relembre aqui) e após inúmeras reclamações, a Prefeitura decidiu mudar de atitude e prometeu atuar juntamente com a Polícia Militar no local quando acionados.
Ocorre que, segundo informações, seria exigido que o denunciante estivesse presente para, juntamente com a Guarda Municipal, ir até a delegacia fazer o registro da ocorrência.
Essa é uma medida sem fundamento. Em tempos de disque denúncia e de incentivo ao papel da sociedade civil como auxiliar das forças policiais através do fornecimento de informações, expor a pessoa que faz a reclamação parece ser muito mais uma forma de evitar as denúncias, do que de realmente resolver o problema que aflige os moradores.
Se a Prefeitura finalmente compreendeu que tem um papel a ser desempenhado na Segurança Pública, parece que ainda não sabe como desempenhá-lo. A única certeza é que expor o morador não é o melhor caminho para resolver o problema”, advertiu Roberto Uchôa.
Depois de Michael Jordan, nenhum jogador de basquete voou como Kobe Bryant
Morreu hoje, aos 41 anos, em acidente de helicóptero na Califórnia, um dos maiores gênios da história do basquete: Kobe Bryant. Para ampliar a tragédia, ele estava com sua filha Gianna, de 13 anos, e mais sete pessoas. Todos morreram. Kobe foi campeão cinco vezes da NBA, maior título do basquete, sempre como protagonista e atuando pelo Los Angeles Lakers. Em 2000, 2001 e 2002, o ala-armador fez uma dupla inesquecível com o pivô Shaquille O’Neall. O ego enorme de ambos era equilibrado pelo comando “zen” do técnico Phil Jackson, que vinha da experiência de ter antes treinado o maior time de basquete todos os tempos: o Chicago Bulls de Michael Jordan, vencedor seis vezes do título da NBA, nos anos 1990.
Com a saída de Shak do Lakers, Kobe assumiria de vez a condição de estrela maior do time. E escudado por outro grande pivô, o espanhol Paul Gasol, ele ganharia mais dois títulos da NBA, em 2009 e 2010, quando foi o MVP (Most Valuable Player, “jogador mais valioso”) daquelas duas finais. Seu melhor ano na NBA, no entanto, é considerado o de 2008, quando foi o MVP da temporada. Mas perderia a final do campeonato para o Boston Celtics de Kevin Garnet e Paul Pierce, em série de seis jogos.
Naquele mesmo ano de 2008, Kobe liderou a seleção de basquete dos EUA na conquista do seu primeiro ouro olímpico, em Pequim, batendo na final a Espanha do companheiro de clube Paul Gasol. Aquele time, que tinha também LeBron James no auge da forma, seria o único comparado ao “Dream Team” (“Time dos Sonhos”) original. Aquele de 1992, em Barcelona, que reuniu monstros como Michael Jordan, Magic Johnson, Larry Bird, Scottie Pippen, Charles Barkley, Karl Malone, John Stcokton e David Robinson, na primeira Olimpíada aberta aos jogadores profissionais da NBA. “Filho” mais brilhante daquela geração inigualável de duas décadas antes, Kobe conquistaria em Londres-2012 sua segunda medalha de ouro olímpica pelos EUA, contra a mesma Espanha de Gasol.
Maiores jogadores de basquete das décadas de 80 e 90 do século 20, Magic Johnson e Michael Jordan
De fato, Kobe era filho do também jogador de basquete Joe Bryant. Após atuar na NBA pelo Philadelphia 76ers e Houston Rockets, foi jogar na Itália nos anos 1980. E levou junto seu filho caçula, que cresceria tendo como ídolo no esporte um certo brasileiro que àquela época brilhava no basquete italiano: Oscar Schmidt. A criação na Itália fez com que Kobe fosse também um apaixonado por futebol, torcedor do Milan e fã do jogo brasileiro. Quando voltou aos EUA em 1991, a grande habilidade demonstrada na High School (ensino médio) fez com que fosse draftado em 1996 com apenas 17 anos, sem passar por nenhuma universidade, como é o hábito no maior basquete do mundo.
O cestinha brasileiro Oscar Schmidt e seu grande fã dos tempos da Itália, Kobe Bryant
No draft da NBA, feito para dar a preferência dos melhores reforços jovens aos clubes de pior desempenho na última temporada, o jogador não pode escolher seu time. A não ser que você seja Kobe Bryant. Sem nunca esconder que queria jogar no Los Angeles Lakers, ele foi draftado pelo New Orleans Hornets, pelo qual não chegou a jogar nenhuma partida. Ainda mera promessa, forçou sua troca com o já consagrado pivô sérvio Vlad Divac, que era ídolo do Lakers.
Menino de 17 anos, Kobe foi o mais jovem a estrear como jogador profissional na NBA
Kobe nunca vestiu o uniforme de nenhum outro clube. Desde 1996, quando foi o jogador mais novo a pisar numa quadra da NBA. Até se aposentar, em abril 2016, quando abriu mão de disputar a Olimpíada daquele ano no Rio. Sempre com a camisa roxa e dourada do Lakers, Kobe só mudou de número: a 8 com que jogou até 2007, e a 24, com que atuaria pelo resto da carreira. As duas seriam aposentadas em 2017 pelo único clube que defendeu por duas décadas, conduzindo-o a cinco conquistas do maior título de basquete da Terra.
Quatorze anos depois da sua estreia, Kobe abraça os cinco títulos da NBA que deu ao Los Angeles Lakers
Considerada sua maior atuação em um jogo de basquete, Kobe marcou 81 pontos pelo Lakers contra o Toronto Raptors, em 22 de janeiro de 2006. É a segunda maior pontuação da história da NBA. Pela evolução na marcação e placares menos elásticos, é considerada pelos especialistas como mais difícil que a primeira: os 100 pontos do pivô Wilt Chamberlain, pelo Philadelphia Warriors sobre o New York Knicks, em 2 de março de 1962. Confira no vídeo abaixo os 81 pontos de Kobe, 44 anos depois:
Para quem nasceu anos 1970 como Kobe, e começou a gostar de basquete nos anos 1980 por conta do Lakers de Magic Johnson, outro campeão cinco vezes da NBA, os anos 1990 existiram para ficar boquiaberto com o talento de Michael Jordan. E aplaudir seus seis títulos pelo Chicago Bulls. Até que Kobe surgiu ainda adolescente naquela mesma década, para se tornar homem na seguinte. E voar como Jordan, por sobre as cabeças de gigantes, para igualar a façanha de Johnson, vestindo a camisa do mesmo clube.
Companheiros de Lakers, Paul Gasol e Kobe Bryant defendem Espanha e EUA na final olímpica de Pequim-2008
Mesmo torcedor do Lakers por conta de Johnson, confesso: para mim, as atuações de Kobe que nunca vou esquecer foram com a camisa dos EUA. Eram as Olimpíadas de Pequim-2008 e estava “internado” na casa de uma namorada no inverno de Teresópolis. Vendo pela TV, com o Pico do Dedo de Deus pela janela, jamais esquecerei da semifinal de 22 de agosto contra a Argentina, campeã das Olimpíadas de Atenas-2004 batida na seguinte por 101 a 81. Nem da final contra a Espanha, dois dias depois, vencida por Bryant e companhia por 118 a 107.
Kobe foi um gênio do esporte. Dos maiores que vi em meu tempo de vida. E marcou uma fase dela, aquecida entre pernas e edredons, que guardo dentro de um estojo.
Confira o vídeo com as 40 melhores jogadas de Kobe na sua brilhante carreira de 20 anos na NBA:
Servidor público federal, Edmundo Siqueira estreou como blogueiro do Folha1 com uma cobertura jornalística irretocável sobre a greve dos médicos na Saúde Pública de Campos (relembre aqui), em agosto de 2019. Em 2020, ano de eleições municipais, ele parece disposto a retomar o ritmo.
Ao comentar a polêmica aberta com a posição (aqui) do petista André Ceciliano, presidente da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), que gerou forte reação do PT de Campos, com críticas igualmente contundentes do sociólogo e professor da Uenf Roberto Dutra, Edmundo fez uma postagem no sábado (25). Que, confesso, só tive tempo para ler neste domingo (26).
Edmundo Siqueira, servidor federal e blogueiro do Folha1
Com um dia de atraso, indico antes tarde do que nunca: a análise do Edmundo vale a leitura. Sobretudo pela esquerda goitacá que não pretenda sair das urnas de outubro com a descoberta de que a luz no fim do túnel era, mais uma vez, a do trem na direção contrária. Abaixo, um trecho da postagem feita por um analista de orientação política progressista, que merece ser conferida na íntegra aqui:
“Em Campos o recente episódio André Ceciliano X Roberto Dutra X Odisséia Carvalho (entenda aqui) evidencia as dificuldades internas de partidos progressistas promoverem a tal “união da esquerda”. É preciso levar em consideração o excessivo desgaste do Partido dos Trabalhadores (PT) para as forças de esquerda sejam vitoriosas em novas eleições e que estejam unidas. Seria preciso um reconhecimento do PT de seus erros, que foram muitos e graves, uma reformulação interna aliada a modernização do pensamento, menos alijada do ‘homem comum’, que dialogue mais com a realidade fática e menos com um marxismo ultrapassado e anacrônico e com um pensamento gramsciano batido e visivelmente fracassado nas trincheiras extra-cultura. Que não seja esquerda festiva, em resumo”.