Thiago Rangel reage a Waguinho sobre Campos-2024

 

Waguinho e Thiago Rangel (Foto: Reprodução)

“Depende da vontade do povo. Estarei à disposição do nosso povo e nossa cidade”. Foi o que disse o deputado estadual Thiago Rangel, que teve autorização unânime do TRE-RJ para sair do Podemos (confira aqui). E busca no Republicanos, partido da Igreja Universal do Reino de Deus (Iurd), vaga para se candidatar a prefeito de Campos em 2024.

O deputado estadual campista reagiu à declaração do presidente estadual do Republicanos e prefeito de Belford Roxo, Wagner Carneiro, o Waguinho. Que, ao blog Caminhos, do jornalista Rodrigo Gonçalves, apostou (confira aqui): “Thiago desistiu de disputar a eleição (a prefeito) de Campos”.

— Qualquer discussão sobre candidaturas a prefeito de Campos, neste momento, é prematura. Respeito a todos os políticos e suas opiniões, mas me declaro servidor e escravo das vontades do povo de Campos dos Goytacazes. Este povo decidirá, no momento oportuno, quem dirigirá os destinos da nossa cidade — reafirmou hoje à noite Thiago Rangel.

 

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Entre 1º turno e “já ganhou”, Wladimir e seus adversários

 

Christino Áureo, Wladimir Garotinho, Welberth Rezende, Thiago Ferrugem, Jefferson Manhãs de Azevedo, Thiago Rangel, Sérgio Mendes e Caio Vianna (Montagem: Eliabe de Souza, o Cássio Jr)

 

 

Wladimir no primeiro turno?

“Wladimir só perde sua reeleição a prefeito para ele mesmo”. A projeção foi feita à coluna por uma fonte do primeiro escalão do grupo dos Bacellar. Que, dentro dele, está entre os que melhor conhecem o grupo dos Garotinho. Sem pertencer a nenhum dos dois grupos, embora já tenha sido secretário dos governos estaduais de Anthony e Rosinha Garotinho, além de ex-deputado estadual e federal, o macaense Christino Áureo (PP) foi perguntado no Folha no Ar de ontem (confira aqui) se Wladimir poderia repetir em 2024 o que Rosinha fez em 2012, ao se reeleger prefeita de Campos em primeiro turno. “Esse cenário é muito provável”, admitiu Christino.

 

Reajuste do servidor e “já ganhou”

Também ontem, como o blog Opiniões adiantou no Folha1 desde terça (confira aqui), com mais detalhes nesta coluna do dia seguinte, Wladimir marcou (confira aqui) para a próxima terça (27) o anúncio do reajuste salarial de 10% aos 14 mil servidores e 5,4 mil inativos e pensionistas do município. Todos, sem reposição há 7 anos. O que, em qualquer conta, reforça o favoritismo eleitoral do prefeito. “Fiz uma votação em Campos (a deputado federal em 2022) superior a 5 mil votos e andei muito no município. Então vejo esse cenário (da reeleição de Wladimir) bastante provável. Mas não pode ter ‘já ganhou’. E ele sabe muito bem disso”, advertiu Christino.

 

Campos faz mais com menos que Macaé

Apesar de apontar que o prefeito da sua Macaé, Welberth Rezende (Cidadania) também como “franco favorito à reeleição” em 2024, no contraste entre o orçamento e a população dos dois municípios, Christino acredita que o prefeito de Campos fez mais com menos: “O mérito da gestão do prefeito Wladimir é muito maior (do que de Welberth), porque lida com o orçamento proporcionalmente menor (que o de Macaé). Mas demonstra uma capacidade de gestão, uma capacidade de entrega e uma capacidade política que, no meu ponto de vista, é um destaque na região; é um destaque no Estado do Rio”, avaliou o político experiente.

 

Pacificação é o mapa da mina

Sobre outros prefeitáveis de Campos para 2024, Christino ressaltou: “Tenho muito respeito ao Thiago Rangel (sem partido), ao Jefferson (Manhães de Azevedo, PT), inclusive o Marquinho Bacellar (SD), presidente da Câmara”. Mas emendou: “a manutenção dessa relação (do governo Wladimir) com a Câmara, o equilíbrio entre esses dois núcleos (Garotinhos e Bacellar) é muito decisivo”, apostou Christino no Folha no Ar de ontem. Na terça, o programa tinha entrevistado o chefe de gabinete de Wladimir, Thiago Ferrugem (União). Que fez críticas (confira aqui) aos possíveis adversários do prefeito em 2024. E, na quarta (21), foi rebatido (confira aqui) por quatro deles.

 

Professor Jefferson

“O PT entregou muito a Campos nos governos Lula e Dilma. Na educação, foi implantado no IFF o campus Guarus; ampliou-se o campus Campos Centro, criou-se mais de 80% dos seus cursos superiores. Na ação social, foram 7,7 mil casas no Minha Casa Minha Vida; 3,9 mil idosos e 4,3 mil pessoas com deficiência beneficiadas no BPC; 30,2 mil famílias no Bolsa Família. Na saúde, foram 92,4 mil beneficiados com remédio gratuito para hipertensão, diabetes e asma. Em 2024, teremos um conjunto ainda mais amplo de ações para o futuro de Campos”, disse o professor Jefferson, reitor do IFF e provável candidato do PT a prefeito.

 

Thiago Rangel

“Tenho amizade pelo Thiago Ferrugem, mas ele precisa sair da bolha. Falam tanto em olhar para frente e ficam lembrando de gestão passada. Será que Ferrugem lembra do desperdício de bilhões e da farra da gestão Rosinha? Um governo que construiu um Cepop por R$ 100 milhões e deixou hospitais caindo aos pedaços. O debate sobre Campos tem que ser em alto nível. Temos que falar sobre toda a população. Atrás da maquiagem, o povo sofre na periferia, com transporte caótico e péssimo atendimento de saúde”, alfinetou o deputado estadual Thiago Rangel. Que saiu do Podemos e busca o Republicanos para disputar a Prefeitura.

 

Sérgio Mendes

“Como foi dito por Ferrugem, ele era muito novo no meu governo (1993/1996). Não acompanhou as obras que fiz em Campos. Sugiro que acesse minha página no Facebook e pesquise ‘A história que não foi contada’. Lá tem entregas como a desapropriação de 500 mil metros quadrados para o governo Brizola implantar a Uenf. Lá está como cobramos da Petrobras e trouxemos o Heliporto e o gasoduto. Como asfaltamos mais de 500 ruas. Demos reposição salarial aos servidores municipais anualmente, criamos o auxílio alimentação”, lembrou o ex-prefeito Sérgio Mendes (Cidadania). Que quer concorrer novamente ao cargo.

 

Caio Vianna

“Estou muito empenhado no debate em prol de desenvolvimento do Brasil, do estado do Rio de Janeiro e, em especial, de Campos, na Câmara dos Deputados. Não dá para entrar em um debate com um porta voz do governo que não teve condições nem de concluir um mandato. Em Campos, há muitos problemas para serem resolvidos. É triste e vergonhoso que o governo, em um veículo relevante da cidade, fique disseminando inverdades”, acusou o deputado federal Caio Vianna (PSD). Que disputou um segundo turno duríssimo a prefeito de Campos em 2020, vencido por Wladimir.

 

Confira abaixo o vídeo com o terceiro bloco da entrevista do ex-deputado Christino Áureo ao Folha no Ar de ontem, onde ele projetou as eleições a prefeito de Macaé e Campos, analisando seus prováveis atores:

 

 

Publicado hoje na Folha da Manhã.

 

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Macaé de Welberth e Campos de Wladimir no Folha no Ar desta 6ª

 

(Arte: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)

 

A partir das 7h desta sexta (23), ao vivo na Folha FM 98,3, o convidado para encerrar a semana do Folha no Ar é o médico veterinário e administrador Christino Áureo (PP), ex-deputado federal, ex-deputado estadual e ex-secretário do Estado do Rio nas pastas da Agricultura e da Casa Civil e Desenvolvimento Econômico. Ele falará sobre o empoderamento do Poder Legislativo no Brasil dos presidentes Lula (PT) e Arthur Lira (PP/AL).

Christino também analisará o governo Cláudio Castro (PL) e a ascensão do deputado estadual campista Rodrigo Bacellar (PL) à presidência da Alerj. Por fim, analisará os governos Welberth Rezende (Cidadania) em Macaé e Wladimir Garotinho (PP), em Campos, tentando projetar as eleições de 6 de outubro de 2024 nestes dois municípios.

Quem quiser participar ao vivo do Folha no Ar desta sexta poderá fazê-lo com comentários em tempo real, no streaming do programa. Seu link será disponibilizado alguns minutos antes do início, na página da Folha FM 98,3 no Facebook.

 

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Livro, Uenf, Arquivo, eleições a reitor e prefeito no Folha no Ar desta 5ª

 

(Arte: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)

 

Professor de Letras da Uenf e escritor, Sérgio Arruda é o convidado para o Folha no Ar desta quinta, ao vivo, a partir das 7h da manhã, na Folha FM 98,3. Ele falará do lançamento do seu novo livro, “Caderneta de Campo”, assim como da literatura de Campos. Também analisará a Uenf dentro e fora do campus, a eleição a reitor deste ano e a polêmica do atraso na reforma do Arquivo Público Municipal (confira aqui), com R$ 20 milhões liberados à universidade para este fim desde outubro de 2021 (confira aqui).

Por fim, como cidadão para além do literato, Sérgio analisará os governos Lula (PT), Cláudio Castro (PL) e Wladimir Garotinho (PP), tentando projetar a eleição a prefeito de Campos em 2024. Quem quiser participar ao vivo do Folha no Ar desta quinta poderá fazê-lo com comentários em tempo real, no streaming do programa. Seu link será disponibilizado alguns minutos antes do início, na página da Folha FM 98,3 no Facebook.

 

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Prefeitáveis reagem a críticas do grupo dos Garotinho

 

Chefe de gabinete do prefeito Wladimir Garotinho (PP), o ex-vereador Thiago Ferrugem (União) indicou na manhã de ontem (20), no programa Folha no Ar, o aumento salarial dos servidores ativos e inativos de Campos. Ele também fez questionamentos aos possíveis adversários de Wladimir na eleição a prefeito de Campos de 2024. Que, ao blog, exerceram o princípio do contraditório.

Abaixo, na ordem em que foram ontem citados na Folha FM 98,3, as manifestações do professor Jefferson Manhães de Azevedo (PT), reitor do IFF; do deputado estadual Thiago Rangel (sem partido), do ex-prefeito Sérgio Mendes (Cidadania) e do deputado federal Caio Vianna (PSD). Os quatro responderam às críticas do chefe de gabinete de Wladimir:

 

Prefeitáveis Jeffferson Manhães de Azevedo, Thiago Rangel, Sérgio Mendes e Caio Vianna (Montagem: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)

 

Jefferson Manhães de Azevedo – “Apesar de muito nos orgulhar, os mandatos do meu avô, José Alves de Azevedo, como prefeito e Deputado Federal, se deram há mais de 60 anos, antes da ditadura militar, quando eu não havia nascido. Acredito, no entanto, nos que afirmam que Campos, sob o governo José Alves de Azevedo vivenciou uma ‘bonita história’. Quanto o que o PT entregou a Campos, nos governos federais Lula e Dilma em nosso município, nos anos 2015 e 2016, relembro:

1) Na educação foi implantado um novo campus do IFF, o campus Campos Guarus; ampliou-se e reestruturou-se o campus Campos Centro, criando-se mais de 80% dos seus cursos superiores; implantou-se o Polo de Inovação e o Centro de Referência de Tecnologias na Educação; foram realizadas 28,9 mil matrículas do Pronatec; pelo Reuni foram criados 4 novos cursos superiores na UFF; 2,6 mil beneficiados pelo Prouni; 3,2 mil alunos beneficiados a partir de 2010 com o novo Fies; 399 bolsas concedidas para estudantes do ensino superior para estudar no exterior pelo Ciência sem Fronteiras; 9 mil inscrições realizadas no Sisu; 11,7 mil estudantes do município prestaram o Enem; foi construída 1creche; 11 escolas participavam do programa Mais Educação (2015); e, pelo programa Caminho da Escola, 21 ônibus foram entregues no município;

2) Na ação social, renda e agricultura, foram 7,7 mil unidades habitacionais no Minha Casa Minha Vida; 3,9 mil idosos e 4,3 mil pessoas com deficiência beneficiados no BPC; 30,2 mil famílias no Bolsa Família; 42,7 mil postos de trabalho formal criados no município desde 2003; a energia elétrica chegou para 1,3 mil lares na zona rural de Campos pelo programa Luz para Todos; 187 contratos foram firmados com agricultores no Plano Safra da Agricultura Familiar; e  301 escolas públicas participavam do programa Alimentação Escolar, estimulando a agricultura familiar da região; e

3) Na saúde, foram 92,4 mil pessoas beneficiadas com medicamentos gratuitos para hipertensão, diabetes e asma no programa Saúde Não Tem Preço; 53,5 mil pessoas beneficiadas no programa de Medicamento com desconto; 81 farmácias atendiam a população pelo programa Farmácia Popular; 28 vagas de médicos no Programa Mais Médicos para a população; 16 postos reformados ou ampliados; 1 UPA inaugurada; e 16 equipes no programa Saúde da Família em 2016.

Tenho certeza absoluta de que, no próximo ano, elencaremos e acrescentaremos um conjunto ainda mais robusto e amplo de ações a fim de debatermos o futuro de nossa cidade, a melhoria do ambiente de emprego e renda de nossa região, assim como a melhoria das condições de vida de todos os campistas”.

 

Thiago Rangel — “Tenho amizade pelo Thiago Ferrugem, mas ele precisa sair da bolha. Falam tanto em olhar para frente e ficam lembrando de gestão passada.

Por falar em gestões passadas, será que Ferrugem se lembra do desperdício de bilhões e da farra que foi a gestão Rosinha? Um governo que construiu um Cepop por R$ 100 milhões e deixou hospitais caindo aos pedaços.

O debate sobre Campos tem que ser em alto nível. E temos que falar sobre toda a população. É hora de mostrar que por trás da maquiagem tem um povo sofrendo na periferia, tem um transporte caótico e péssimo atendimento de saúde”.

 

Sérgio Mendes – “Como foi dito pelo próprio Thiago Ferrugem, ele era muito novo e ouviu falar sobre meu governo. Ou seja, não acompanhou as obras que fiz em Campos. Sugiro que ele acesse minha página no Facebook, Sérgio Mendes, e pesquise ‘A história que não foi contada’: lá tem entregas como a desapropriação de 500 mil metros quadrados e doação para o governo Brizola implantar a Uenf.

Lá também está como cobramos da Petrobras e trouxemos o Heliporto e o gasoduto. Como calçamos e asfaltamos mais de 500 ruas. Demos reposição salarial para os servidores municipais anualmente, criamos o auxílio alimentação, concedemos um cartão de crédito para compras no comércio local, conveniamos com o antigo Hospital São João, demos assistência médico-hospitalar privada para os servidores e seus familiares custeadas pela PMCG, etc…

Enfim, é só acessar na minha página”.

 

Caio Vianna – “Estou muito empenhado no debate em prol de desenvolvimento do Brasil, do estado do Rio de Janeiro e, em especial, de Campos. Não dá para entrar em um debate com um porta voz do governo que não teve condições nem de concluir um mandato.

Em Campos, há muitos problemas para serem resolvidos. É triste e vergonhoso que o governo, em um veículo relevante da cidade, fique disseminando inverdades”.

 

Também citado criticamente por Ferrugem no Folha no Ar de ontem, embora não tenha até aqui cogitado se candidatar em 2024, o ex-prefeito Rafael Diniz (Cidadania) preferiu não se manifestar.

 

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Salário do servidor, Wladimir e seus possíveis adversários

 

Campos dos Goytacazes, Wladimir Garotinho, Thiago Ferrugem, Jefferson Manhães de Azevedo, Thiago Rangel, Rafael Diniz, Sérgio Mendes, Caio Vianna, Marquinho e Rodrigo Bacellar (Montagem: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)

 

 

Wladimir vai reajustar servidor

Como o blog Opiniões adiantou ontem (20): vai sair o reajuste do servidor municipal de Campos. Será anunciado pelo prefeito Wladimir Garotinho (PP) nos próximos dias, ou horas. Foi o que o seu chefe de gabinete, o ex-vereador Thiago Ferrugem (União), indicou no Folha no Ar da manhã de ontem, na Folha FM 98,3. No correr do dia, fontes da Caprev e do Siprosep deram mais detalhes: o reajuste ficará em torno de 10%. A categoria, que reúne 14 mil servidores ativos e 5,4 mil aposentados e pensionistas, estava há 7 anos sem reposição salarial.

 

Comércio de Campos agradece

O anúncio deveria ter sido feito antes. Mas a cobrança do senador Renan Calheiros (MDB/AL) ao Supremo Tribunal Federal (STF) para que decidisse em plenário a decisão monocrática que suspendeu, em 2013, a partilha dos royalties do petróleo aprovada pelo Congresso, colocou o reajuste do servidor de Campos em banho-maria. Uma redução drástica das verbas petrolíferas poderia colocar o município em situação de insolvência. Mas o anúncio de um acordo entre os entes da Federação, pacificando a questão dos royalties, sorriu ao servidor. Que, como o comércio de Campos, agradece.

 

O próprio adversário

Se Wladimir seria hoje o favorito numa natural candidatura de reeleição a prefeito, a confirmação do reajuste tende a consolidar esse favoritismo. Pelo menos, a curto prazo. Ressalvado que a eleição de 6 de outubro de 2014 está um pouco mais de 15 meses adiante, Ferrugem ontem disse ao Folha no Ar: “Tenho muito orgulho daquilo que fizemos até o presente momento e daquilo que está projetado até o final do governo Wladimir. Hoje, acredito, sim, pelo que está posto, que a gente não pode errar, tem que seguir nessa evolução. Acredito que nosso maior adversário somos nós mesmos”.

 

A dosagem do governo

O chefe de gabinete de Wladimir pareceu ciente das dificuldades internas que o grupo pode vir a ter até o pleito: “A gente não pode errar na dosagem dos secretários que vão ser candidatos a vereador, não pode errar na dosagem dos vereadores que podem chegar a complementar a nossa base do governo, a gente tem as lideranças políticas que nos acompanham há muito tempo e querem a oportunidade de vencer as eleições”. Ainda assim, Ferrugem destacou: “Acredito, sim, que Wladimir, hoje, é o grande nome dessa eleição do ano que vem, para se reeleger e dar continuidade a esse trabalho”.

 

Jefferson, debate e família

“A candidatura do professor Jefferson (Azevedo, reitor do IFF) está bem avançada, acho um caminho sem volta. Vejo com muito bons olhos, para ajudar a melhorar o debate na cidade de Campos. Eu só vi uma matéria dele dizendo: ‘Campos, família’. Acho difícil colocar essa coisa, ‘é filho de político’, quando ele é neto de um prefeito de Campos. A família dele também tem história de governar a cidade. E uma bonita história, diga-se de passagem. Inclusive, o centro administrativo de Campos leva o nome do avô dele (o ex-prefeito José Alves de Azevedo)”, lembrou Ferrugem à Folha FM.

 

Cobranças ao PT

Ao ex-vereador, entre aqueles que forem confirmados candidatos a prefeito nas convenções de julho de 2014, “o debate teria que ser em cima das realizações de cada um, das suas ideias, as suas ações e o que cada grupo político já entregou. Inclusive, o PT precisa entregar mais em Campos, o PT hoje é governo. A Prefeitura quer diálogo, está de portas abertas. Quer ter uma candidatura forte do PT em Campos? Então que o Governo Federal se faça presente na cidade. Com todo o respeito, um ônibus universitário não pode ser pauta de campanha a prefeito”, provocou Ferrugem.

 

Thiago Rangel

O chefe de gabinete de Wladimir também analisou outros possíveis adversários do prefeito: “Thiago Rangel (sem partido, desde que teve julgamento favorável do TRE para sair do Podemos) é deputado estadual. Tenho uma relação maravilhosa com ele, posso chamá-lo de amigo pessoal. Mas, se quer ser candidato a prefeito de Campos, precisa apresentar, dizer a que veio. Porque, se não, nós vamos produzir novos Rafaeis Diniz (Cidadania). Que não fez nada, só tinha discurso, ia para a tribuna e falava muito bem. Mas e a entrega? Fez o quê? Campos não pode mais passar por aventuras”.

 

Sérgio, Caio e os Bacellar

“Sérgio Mendes (Cidadania), eu era muito novo quando ele foi prefeito, mas o que ouço é que foi a versão primeira de Rafael Diniz. Caio Vianna (PSD) vai ter agora o seu primeiro emprego, como deputado federal, e vamos ver o que vai entregar”, questionou Ferrugem. Que pregou união com os Bacellar: “Quanto a Marquinho (SD), é legítimo um presidente da Câmara querer ser candidato (a prefeito). Rodrigo (Bacellar, PL) tem se tornado um dos grandes políticos da história de Campos, conduzindo muito bem a Alerj. Gostaria muito que estivéssemos todos no mesmo projeto”.

 

Confira abaixo, em vídeo, o terceiro e último bloco do Folha no Ar de ontem, onde o chefe de gabinete do prefeito Wladimir Garotinho, Thiago Ferrugem, tentou projetar as eleições a prefeito e vereador de Campos em 2024: 

 

 

Publicado hoje na Folha da Manhã.

 

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Wladimir vai anunciar reajuste salarial dos servidores

 

Servidores da Prefeitura de Campos terão reajuste salarial (Foto: Secom)

 

O reajuste salarial do servidor municipal de Campos vai sair. Será anunciado pelo prefeito Wladimir Garotinho (PP) nos próximos dias, ou horas. Foi o que o seu chefe de gabinete, o ex-vereador Thiago Ferrugem (União), indicou no Folha no Ar da Manhã da manhã de hoje, na Folha FM 98,3. No correr do dia, fontes da Caprev e do Siprosep deram mais detalhes: o reajuste ficará em torno de 10%. A categoria, que reúne 14 mil servidores ativos e 5,4 mil aposentados e pensionistas, estava há 7 anos sem reposição salarial.

 

Leia a cobertura completa na coluna Ponto Final, na edição da Folha da Manhã de amanhã (21), bem cedo nas bancas e nas residências dos assinantes.

 

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Porto do Açu, Firjan, ambiental e social no Folha no Ar desta 4ª

 

(Arte: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)

 

Fernanda Sossai e Jorge Peron, respectivamente, gerente de Desenvolvimento Portuário e de ESG do Porto do Açu e gerente de Sustentabilidade da Firjan, são os convidados do Folha no Ar desta quarta (21), ao vivo, a partir das 7h da manhã.

Os dois falarão sobre a Jornada ESG (em inglês Environmental, Social and Governance; ou em português: governança ambiental, social e corporativa), em parceria da Firjan e do Porto do Açu. Que se inicia no próximo dia 27, reunindo empresas do Norte e Noroeste Fluminense.

Por fim, Fernanda e Jorge analisarão o impacto econômico, social e ambiental do Porto do Açu na região, no Estado do Rio e no país. Quem quiser participar ao vivo do Folha no Ar desta quarta poderá fazê-lo com comentários em tempo real, no streaming do programa. Seu link será disponibilizado alguns minutos antes do início, na página da Folha FM 98,3 no Facebook.

 

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Chefe de gabinete de Wladimir no Folha no Ar desta 3ª

 

(Arte: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)

 

Ex-vereador e chefe de gabinete do prefeito Wladimir Garotinho (PP), Thiago Ferrugem (União) é o convidado do Folha no Ar desta terça (20), ao vivo, a partir das 7h da manhã, na Folha FM 98,3. Ele analisará os dois anos e meio do governo Wladimir, entre acertos e erros. Também falará da relação com a Câmara Municipal e da pacificação entre Garotinhos e Bacellar.

Por fim, Thiago tentará projetar as eleições municipais de 2024, daqui a pouco mais de 15 meses, a prefeito e vereador. Quem quiser participar ao vivo do Folha no Ar desta terça poderá fazê-lo com comentários em tempo real, no streaming do programa. Seu link será disponibilizado alguns minutos antes do início, na página da Folha FM 98,3 no Facebook.

 

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Arquiteto urbanista critica iniciativa do ônibus para Uenf

 

Feita na quarta (14), o link da postagem do blog (confira aqui) que noticiou uma emenda parlamentar para a aquisição de um ônibus para oferecer transporte universitário gratuito aos alunos da Uenf, gerou, só no Instagram, 337 likes. A interação indica a aprovação majoritária à iniciativa do secretário de Comunicação do PT de Campos, Gilberto Gomes, como assessor parlamentar do deputado federal Lindbergh Farias (PT/RJ), que assina a emenda no valor de R$ 500 mil. Mas nem todos concordam:

 

O arquiteto Renato Siqueira criticou a iniciativa do petista Gilberto Gomes como assessor parlamentar do deputado federal Lindbergh Farias (Montagem: Joseli Matias)

 

— Uma lástima. É de fato o mais grave problema de gestão o transporte público, que remonta há cerca de 40 anos, onde operavam no sistema de transporte público 14 empresas de ônibus. A partir do ano de 2010, foi incorporado o sistema de vans por decreto. Eram as vans que operavam clandestinamente. Isso, somado ao subsídio tarifário, agravou a crise, onde em 2013 foi publicado o edital 001/2013, na tentativa de salvar o sistema de transporte. Porém, com uma fórmula sem equilíbrio habilitou precariamente 7 das 14 empresas em 3 consórcios. De lá para cá o subsídio tarifário foi interrompido por não atender à demanda da população, foi intensificado o combate ao transporte clandestino e, o sistema de vans foi licitado. Contudo, diante da falta de condição técnico-operacional, comum a todas as empresas, essa medida que acertou na fórmula não foi suficiente. Nesta gestão atual, tentaram mascarar o problema, com o subsídio do diesel e o edital da bilhetagem eletrônica. Acontece que o sistema está capenga, composto por menos de 1/3 da frota de ônibus definido no edital de 2013. Frota está em grande parte além da vida útil. Uma falência que o relatório que produzi em 2017 indicava a possibilidade. Hoje (na quarta, dia 14), foi anunciado que a Uenf receberá um ônibus para o transporte de seus estudantes. Nada mais ruim neste momento crítico. Primeiro devido a inserção truncada nas rotas das concessionárias e permissionários; segundo, devido à quantidade estudantes x lotação do único ônibus ser assimétrica. Isso para não incluir a superfície territorial do município. Essa medida isolada da Uenf, se tem algo de bom, é o reconhecimento tácito de que o sistema de transporte ruiu. A medida pode inclusive mal inspirar outras instituições a fazerem o mesmo, cabendo só para citar, por semelhança: UFF, IFF, Ucam, Isecensa, Universo, Uniflu e Estácio. É legítimo o direito de buscar melhorias que garantam o transporte público coletivo, desde que, no âmbito coletivo do debate público. Que se habilite a Câmara Municipal para promover o debate, na forma e onde ele deve ocorrer, inclusive para cobrar a implantação do Comurb (Conselho Municipal de Mobilidade Urbana), pela Lei 8754/2017. O mais é apenas uma disputa vã de continuar a tratar um problema sério de gestão com achismo. É um jogo político que não interessa — disse em comentário no blog (confira aqui) e nas redes sociais o arquiteto urbanista Renato Siqueira, que foi diretor do IMTT no governo Rafael Diniz (Cidadania).

Nos comentários do link da postagem no Instagram, Gilberto Gomes questionou o arquiteto:

— Renato, sua leitura é equivocada devido à compreensão limitada do que se propõe este programa de assistência estudantil. Ele não pretende substituir a operação regular. Porém, enquanto perdurar a situação crítica, atenuar essa crise. Os horários serão pré-definidos e limitados aos períodos de maior gargalo. A operação se dará nos mesmos moldes em que a UFF já opera há anos em Niterói. E com sucesso. A situação grave só transporte já perdura há pelo menos 8 anos em Campos. Isso impactou diversos estudantes que, devido aos custos com transporte, não puderam se formar. É muita pretensão acreditar que apenas um ônibus, com horários limitador, atendendo somente uma linha, com claro objetivo de atender estudantes específicos, irá prejudicar de alguma forma a luta pelo sistema de qualidade. Pelo contrário, o programa deve ter prazo pra acabar, que será enquanto o novo modelo de transporte não estiver plenamente funcionando. Vamos esperar mais quantos estudantes desistirem de universidade? Até lá, o programa irá atender todos e todas que precisarem desta alternativa. Culpar essa iniciativa é culpar as vítimas. Essa alternativa teve que ser pensada porque a cidade não leva os debates de mobilidade urbana e passe livre universitário a sério. Recomendo a leitura da matéria em totalidade e aguardar a conclusão da construção do programa, que levará em consideração agentes municipais. Outro equívoco é dizer que a Uenf não cuida de sua frota. Essa leitura ainda é da época que você me deu aula de desenho técnico na Uenf. De lá pra cá muita coisa mudou. A frota é nova e com manutenção em dia. Estou à disposição para um diálogo mais profundo se preferir — propôs o jovem petista, em defesa da sua iniciativa.

— Gilberto, o debate fora do campo onde e deve ocorrer fica muito prejudicado. Em especial com o componente político, do qual fica evidente você estar participando. Lamentável também. O tema é de política pública, para ser debatido neste contexto. Os debates para a elaboração do Plano de Mobilidade local, aprovado em 2022, ocorreram entre os anos de 2018 a 2022. Não o vi em nenhum deles, embora tenham sido amplamente anunciados. Mas, se essa é a sua convicção, lamento. Volto a dizer, é uma atitude equivocada da Uenf que esbarra também na gestão da própria universidade, que é de domínio público, não só relacionado à frota. O problema do transporte público no município, Gilberto, data de pelo menos 40 anos. Busque se informar — cobrou Renato Siqueira.

 

Confira abaixo o vídeo divulgado pelo Gilberto na terça (13), gravado em Brasília. Em que ele, o deputado federal Lindbergh Farias e o professor Jefferson Manhães de Azevedo, reitor do IFF e provável candidato do PT a prefeito em 2024, defendem a iniciativa de adquirir um ônibus para oferecer transporte universitário gratuito à Uenf:

 

 

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Confusão no Centro por sociólogo e presidente da CDL

 

A confusão no Boulevard Francisco de Paula Carneiro, na manhã da última sexta (16), quando partidários do governo Wladimir Garotinho (PP) desmontaram um protesto contra o abandono do Centro da cidade, foi o assunto daquele dia. Que levou o próprio prefeito a se manifestar à tarde, em vídeo nas redes sociais. E continua rendendo, mesmo depois que a coluna “Ponto Final”, da Folha da Manhã, questionou ontem (17) a iniciativa de desmontar a manifestação. Mas também revelou (confira aqui) as estranhas coincidências e a aparente motivação política do protesto.

 

Sociólogo Roberto Dutra, vereador Juninho Virgílio e Edvar Júnior, presidente da CDL-Campos (Montagem: Joseli Mathias)

 

— Não podemos achar normal um vereador invadir uma manifestação de rua, ainda mais da forma truculenta como foi. Esta norma de civilidade política é parte inseparável do que chamamos de democracia. É verdade que a política real não corresponde às nossas expectativas, e não devemos demonizá-la em nome de ideias utópicas sem nenhuma aderência na realidade. Mas aceitar o direito de manifestação, mesmo que motivados por interesses nada generosos, não me parece ser ideal utópico. Acho que é um modo de convivência que pode ser facilmente incentivado e que já sabemos praticar em Campos. Neste sentido, o prefeito deveria publicamente condenar o vereador truculento como sinalização de civilidade. Campos é uma cidade com um histórico de baixa violência política, comparada a municípios do mesmo porte e até mesmo com municípios menores. Tudo deve ser feito para que este tipo de violência praticada pelo vereador não seja tratado como algo normal — disse sobre o episódio o sociólogo Roberto Dutra, professor da Uenf.

Desde sexta, o vereador Juninho Virgílio, vice-líder da bancada governista na Câmara Municipal, já tinha dado a sua versão dos fatos à reportagem da Folha da Manhã (confira aqui):

— A gente estava no Centro, vimos o caixão e madeiras espalhadas. Perguntamos para saber de quem era e ninguém se manifestou. Ligamos para o Edvar Júnior, presidente da CDL-Campos, e ele disse que não sabia ser de nenhum comerciante. Edvar, inclusive, estava reunido naquele momento, de manhã, com o prefeito Wladimir, junto a outros empresários do Centro de Campos, para discutir melhorias para a área. O que deixa claro não ser coincidência, mas fruto de orquestração política: o prefeito debate melhorias com o setor produtivo para o Centro, no mesmo momento em que se promove uma manifestação no Centro, sem autorização da Postura e sem ninguém para assumir? Sou a favor da manifestação, já participei de várias e sempre as assumi. Como não apareceu ninguém, o que a gente fez foi só limpar o Calçadão, sem baderna, sem violência, para garantir o direito de ir e vir dos campistas — disse o edil governista. Que pareceu ser endossado pelo prefeito:

— Algumas pessoas que gostam e são parte do governo, revoltados com aquela situação, desmontaram a manifestação que estava sendo feita. Eu, como democrata, respeito todo e qualquer direito à manifestação, que é legítima. Mas quem representa de verdade os comerciantes, quem representa de verdade o Centro da cidade, no mesmo exato momento da manifestação, estava aqui comigo na Prefeitura trabalhando e propondo melhorias para o Centro da cidade — disse Wladimir em seu vídeo.

Citado por Juninho e após ter a CDL-Campos também acusada de motivação política pelo comerciante do Centro e ex-candidato a vereador que liderou o protesto, o presidente da entidade também se manifestou sobre o ato:

— Estávamos reunidos com o prefeito Wladimir, junto a outros representantes do setor produtivo do município, para discutir melhorias para o Centro, enquanto ocorreu o protesto. Na verdade, ele já vinha sendo anunciado nos bastidores há umas duas semanas. Mas esperou para ser realizado exatamente no momento da reunião. Como arquiteto, empresário e líder de classe, o Centro é com um irmão para mim. Que merece todos os nossos esforços conjuntos para ter sua saúde reestabelecida. Quando se enterra, mesmo que simbolicamente, o Centro em um caixão, é porque já se matou esse irmão. Eu prefiro lutar por sua vida — disse ao blog Edvar Júnior, arquiteto urbanista, empresário e presidente da CDL-Campos.

 

Abaixo, os vídeos da confusão na desmontagem do protesto na manhã e da manifestação de Wladimir à tarde:

 

 

 

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Jefferson no PCdoB: “Campos do futuro não é de uma famíla”

 

Provável candidato do PT a prefeito de Campos em 2024, o professor Jefferson Manhães de Azevedo participu ontem do Seminário do PCdoB de Campos (Foto: Divulgação)

Provável candidato do PT a prefeito de Campos em 2024, o professor Jefferson Manhães de Azevedo, reitor do IFF, vem trabalhando nos bastidores para reforçar seu nome. Ontem (17), por exemplo, ele participou do Seminário do PCdoB de Campos, realizado no Siprosep. Pela Federação que elegeu Lula presidente em 2022, o PT está ligado ao PCdoB e ao PV nas próximas eleições.

— Ninguém vai definir a cidade que queremos, além de nós mesmos. A Campos do futuro não é de uma pessoa ou de uma família, é de todos” — disse ontem Jefferson a lideranças estudantis, comunitárias e sindicais que participaram do evento do PCdoB. Foi uma alfinetada velada em representantes dos clãs políticos familiares do município, como o prefeito Wladimir Garotinho (PP), candidato natural à reeleição. Além do deputado federal Caio Vianna (PSD) e do presidente da Alerj, Rodrigo Bacellar (PL)

Além da conjuntura nacional do novo governo Lula, os participantes também debateram um programa para a cidade de Campos. Presidente do PCdoB goitacá, Maycon Maciel anunciou que o partido irá realizar nos próximos meses seminários nos bairros para debater os problemas da cidade e propostas na área de saúde, educação e transporte público.

 

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