Wladimir garante que Garotinho e Rosinha não seriam seus secretários

 

Wladimir Garotinho na manhã de hoje (10) no Folha no Ar (Foto: Genilson Pessanha – Folha da Manhã)

 

“(O ex-governador Anthony Garotinho, sem partido) Não será secretário (de um eventual governo municipal Wladimir) e não é vontade dele. Nem Rosinha. Não será secretária e não é a vontade dela. Isso eu posso afirmar aqui para todos os ouvintes. Que (Garotinho) vai ser meu conselheiro, claro que vai. Como é que eu vou negar? Um cara que foi governador, ela foi governadora. Foram prefeitos aqui (em Campos), cada um duas vezes. Eu vejo secretários estaduais ligando para ele, eu vejo prefeitos de municípios ligando para ele. Você não tem ideia de como ser filho de Garotinho me abre portas em Brasília”. Foi o que garantiu na manhã de hoje (10), no terceiro e último bloco da sua entrevista ao Folha no Ar 1ª edição, na Folha FM 98,3, o deputado federal Wladimir Garotinho (PSD).

Um pouco antes, no segundo bloco, Wladimir também condicionou sua própria pré-candidatura a prefeito de Campos a um projeto de grupo. E descartou a possibilidade de o pai encabeçá-lo nas urnas de outubro. Como Garotinho, a despeito dos seus problemas com a Justiça (relembre aqui), andou afirmando recentemente:

— Meu pai não é o candidato. Ele está dizendo que vai ser, mas eu acho que não será. Nós temos o PSD, o PSC, o Pros, o Avante, o Podemos, o PTC e o PRTB. São sete partidos que compõem um grupo político que está desenvolvendo um projeto para a cidade. Vamos acabar de elaborar o projeto e decidir quem vai ser o candidato. É simples (…) Mas se fosse (Garotinho candidato a prefeito) iria animar o ambiente — ressalvou depois o filho.

O deputado federal também bateu forte no G8, grupo independente dos vereadores de Campos, liderado por Igor Pereira (PSB). Que, dividido em manobra do governo e da oposição no município durante a votação do Orçamento de 2020, acabou virando G5. E, segundo Wladimir, já estaria fechado com a pré-candidatura a prefeito de Caio Vianna (PST), em articulação que atribuiu ao deputado estadual Rodrigo Bacellar (SD):

— O tal G8, que agora virou G5, ele participou do governo (Rafael Diniz, Cidadania) o tempo todo, aproveitou tudo que o prefeito quis. Se aproveitou da votação do Orçamento para tentar criar um clima com o governo e agora está tentando se afastar para fugir do desgaste. Pura e simplesmente por uma questão eleitoral que se aproxima. Mas se eles (G8, ou G5) são oposição ao governo, tem uma CPI da Saúde pedida a um tempão (pela oposição) e eles não assinam. Então assinem! São oposição, G8? Assinem a CPI! Não adianta fazer um teatro político para mostrar que é o que não é.  O G8 está fechado com Caio através de Rodrigo Bacellar. O G8, não, que agora virou G5 — disse, se remetendo ao fato de que os vereadores Jorginho Virgílio (Patri), Neném (PTB) e Enock Amaral (PHS) votaram (relembre aqui) a favor dos 20% de remanejamento do Orçamento, contra a liderança de Igor.

Primeiro colocado em todas as pesquisas conhecidas às urnas de outubro, ainda sem necessidade do registro eleitoral, o que só ocorre após as convenções, o entrevistado também comentou a última que viu. Sem dar números, foi segundo ele encomendada pelo presidente da Alerj, deputado estadual André Ceciliano (PT). Mas garantiu que seu grupo fará uma outra, após o carnaval. Embora fale de projeto e grupo, Wladimir disse que, caso seja candidato, hoje seria difícil imaginá-lo fora de um eventual segundo turno a prefeito de Campos:

— Acho difícil eu não estar (no provável segundo turno da eleição a prefeito) matematicamente. Eu não vou dizer impossível, porque nada é impossível. Eu vi no final de dezembro, na Assembleia Legislativa, a última pesquisa, que foi o presidente André Ceciliano que encomendou. Eu vou fazer uma pesquisa minha, grande, com mil entrevistados, após o carnaval; preciso fazer. Não vou falar números aqui, mas nunca uma pesquisa apontou que eu estaria fora do segundo turno.  Estatisticamente, é pouco provável.

Ao final da entrevista ao Folha no Ar, Wladimir aceitou fazer um pinga-fogo sobre os demais pré-candidatos a prefeito de Campos em outubro:

Rafael Diniz — “Vendedor de sonho”.

Caio Vianna — “Um bom garoto. Mas eu acho que ainda não tem maturidade para o cargo que está almejando”.

Gil Vianna (PSL) — “Um bom sujeito. Gosto do Gil, tenho um relacionamento pessoal bom com ele. Acho que é uma pessoa que vai fazer carreira no Legislativo.

José Maria Rangel (PT) — “Uma pessoa muita ativa, tem uma garra louvável. E vai se colocar, acho que não a prefeito. Acho que ele vai ser candidato a vereador. Pelo menos é o que eu tenho ouvido do pessoal do PT: mudaram a estratégia. Ele vai tentar se eleger se eleger vereador, porque o PT há tempo não faz um em Campos”.

Marcelo Mérida (PSC) — “Também um bom sujeito. É um cara muito preparado, que representa um segmento expressivo na cidade de Campos. Talvez que não se una no período eleitoral, mas representa uma classe que faz diferença para uma eleição majoritária”.

Lesley Beethoven (PSDB) — “Uma pessoa que eu conheci há pouco tempo. Mas que me surpreendeu no relacionamento. Pelo menos a cada 20 dias a gente fala no telefone. Está me surpreendendo com uma capacidade de visão e até na maneira de conduzir a articulação política”.

Roberto Henriques — “Uma pessoa de temperamento duro, até de posições muito firmes. Eu acho que ele vai ter dificuldade em encontrar partido para ser candidato. Tem um temperamento contundente, até parecido com o meu pai, mas é um cara correto”.

Alexandre Buchaul — “Tenho pouco relação. Sei que é um odontólogo, ativista na política, fez parte até do governo da minha mãe em determinado momento. Mas eu não tenho muito contato. Tive com ele umas duas conversas. Mas também nunca ouvi falar nada que fosse contra a pessoa ou a ima

 

Confira abaixo, em vídeo, os três blocos do Folha no Ar com Wladimir Garotinho:

 

 

 

 

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São Francisco entra na pauta do Folha no Ar nesta terça, com Marcelo Garcia

 

(Arte: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)

 

A sucessão no município de São Francisco de Itabapoana (SFI) entra na pauta do Folha no Ar 1ª edição, da Folha FM 98,3. A partir das 7h da manhã desta terça-feira (11), o convidado do programa será o ex-vereador Marcelo Garcia. Membro da executiva estadual do PSDB, e ex-secretário municipal e candidato a prefeito em 2016, passou recentemente pela Fundação Leão XII, de assistência social do Governo do Estado. Ele falará dessas experiências na vida pública, do seu racha e da tentativa de reaproximação com o ex-prefeito Pedrinho Cherene (atual MDB), projetando suas perspectivas para a eleição municipal de outubro.

Quem quiser participar ao vivo pode fazê-lo com comentários em tempo real no streaming do programa, cujo link será disponibilizado alguns minutos antes do seu início, na página da Folha FM 98,3 no Facebook. A bancada do programa terá a participação especial do servidor federal Edmundo Siqueira, blogueiro do Folha1.

 

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Wladimir Garotinho ao vivo, a partir das 7h desta segunda, no Folha no Ar

 

(Arte: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)

 

A partir das 7h da manhã desta segunda-feira (10), o deputado federal Wladimir Garotinho (PSD) será o convidado do Folha no Ar 1ª edição, na Folha FM 98,3. Pré-candidato a prefeito, ele falará ao vivo sobre a aliança da bancada garotista com a governista na Câmara Municipal, para (relembre aqui) rachar o G8 e aprovar o Orçamento de Campos em 2020, além da sua expectativa sobre o julgamento da partilha dos royalties do petróleo pelo Supremo Tribunal Federal (STF), em 22 de abril. E, a partir dele, das suas projeções para as eleições municipais de outubro.

Quem quiser participar ao vivo pode fazê-lo com comentários em tempo real no streaming do programa, cujo link será disponibilizado alguns minutos antes do seu início, na página da Folha FM 98,3 no Facebook.

 

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Há 30 anos o Flamengo se despedia do seu Rei no Maracanã

 

(Foto: Arquivo pessoal)

 

Ontem(06), completaram-se 30 anos da despedida do maior craque da história do Flamengo, um dos grandes do futebol mundial. Foi, ao lado do meu pai, o herói da minha infância. Tinha suas figurinhas coladas nas contracapas dos livros e cadernos de primário. E, quando adolescente, economizava na merenda para ir vê-lo jogar no Maracanã.

Aos 17 anos, testemunhei sua volta de adeus, à beira do campo, perto do fim do jogo comemorativo.Gritava junto a quase 100 mil pessoas: “Ei, ei, ei, O Zico é o nosso Rei”. E jurei a mim mesmo, aos prantos naquela arquibancada do velho Maraca, nunca repetir isso a mais ninguém.

Na certeza de ter um Rei e diante da incerteza de Deus, não tenho dúvida do que responderia se Ele me perguntasse, quando chegada a hora, sobre o que fiz da vida. Com a convicção de uma alma, diria: “Eu vi Zico jogar!”

 

 

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Mãe doa rins, fígado e tecidos do único filho em captação do NF Transplantes

 

Equipe do NF Transplantes (Foto: Supcom)

 

Hoje está ocorrendo outra captação de órgãos pela equipe do NF Transplantes. Rins, fígado e tecidos doados pela mãe de um paciente de 49 anos que veio a óbito no Hospital Ferreira Machado (HFM), por conta de um trauma crânio encefálico. A primeira captação de órgãos do ano na região havia sido anunciada aqui, em 25 de janeiro.

Segundo o psicólogo do NF Transplante, Luiz Antonio Cosmelli, o mais marcante do processo foi a mãe que autorizou a doação. Morava só com esse filho e queria um desfecho que gerasse boas lembranças dele. Ela já havia perdido seu outro filho, também aos 49 anos, por problemas cardíacos.

Coordenador do NF Transplantes, o médico Luiz Eduardo Castro de Oliveira explicou que, pela vida útil menor do órgão, o fígado será transplantado ainda hoje. Os rins devem sê-lo até a manhã deste sábado (08). Já os tecidos têm vida útil maior. Com base em lista de espera e critérios pré-estabelecidos, a seleção já está sendo definida pelo Programa Estadual de Transplantes.

 

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George no Jogo: Cabral, Garotinho, Weintraub, Maia, Fátima, Carla, Marcão e Dirceu

 

 

Em sua sexta edição, no final desta tarde de quinta (06), o programa Jogo Jogado (confira aqui na conta do Folha 1 no Facebook) recebeu o sociólogo e cientista político George Gomes Coutinho, professor da UFF, para tratar dos bastidores políticos de Campos, região e Brasil. Ao lado do jornalista Aldir Sales e de mim, o debate começou com a delação do ex-governador Sérgio Cabral, homologada pelo Supremo Tribunal Federal (STF), que envolve até o Superior Tribunal de Justiça (STJ). Assim como a liberação, também pelo STF, do julgamento do casal Garotinho pela Chequinho no Tribunal Regional Eleitoral (TRE).

Na condição de educador, George também falou das relações conflituosas entre o ministro da Educação Abraham Weintraub e o presidente da Câmara Federal, Rodrigo Maia (DEM). A reboque da entrevista da prefeita de Quissamã, Fátima Pacheco (DEM), ao Folha no Ar (aqui) na manhã de hoje, também se analisou o movimento partidário dela e de outras lideranças regionais, como a prefeita sanjoanense Carla Machado (PP) e o deputado federal Marcão Gomes (PL), todos saídos do PT para legendas de centro-direita.

Na deixa petista, foi analisada ainda a confusão na noite de ontem (05) no Sindipetro Campos, quando dois integrantes de extrema-direita local acabaram expulsos (aqui) do evento feito para receber o ex-ministro José Dirceu. Ao final do programa dedicado à política, coube também o registro à vida e à obra do ator Kirk Douglas, último sobrevivente da Era de Ouro de Hollywood, que morreu ontem (aqui) aos 103 anos.

 

Confira abaixo o Jogo Jogado de hoje, que terá nova edição na próxima segunda, 10/02:

 

 

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Acolhidos? — Menores infratores arriscam suas vidas diariamente e sem controle

 

Um problema social tem se transformado numa bomba prestes a explodir, pela falta de controle e de entendimento entre as esferas do poder público. Conviver é o nome da casa de acolhimento para menores da Fundação Municipal da Infância e Juventude (FMIJ) na rua Almirante Wanderkolk, no Parque Tamandaré, entorno da avenida Pelinca. E a convivência no bairro de classe média alta tem sido o maior problema desde que a casa alugada pelo município passou a abrigar menores infratores, por decisões judiciais e do Conselho Tutelar. Egressos de comunidades periféricas e distantes, esses adolescentes de histórico infracional não têm controle de entrada e saída, que fazem diariamente pulando o muro da frente da casa. E colocam suas próprias vidas em risco, escalando também diariamente os muros ainda mais altos com as residências vizinhas, mesmo diante da presença impassível dos vigias.

Na manhã de hoje, a redação da Folha foi acionada pela moradora de um prédio vizinho da Conviver. Inicialmente, sua queixa era o estado de abandono da piscina da casa alugada pelo município, com receio de que pudesse ser foco de infestação do mosquito da dengue. Mas o problema se revelou mais grave. Para evidenciar a falta de controle sobre os menores infratores, foi na presença dos vigias da Conviver que eles localizaram a equipe de reportagem, na varanda do apartamento. Os adolescentes infratores não se intimidaram. E diante das lentes repetiram sua rotina diária de escalar o muro lateral com a casa onde um idoso reside sozinho, e o muro dos fundos, com uma casa abandonada. Todos com cerca de três metros de altura. E o fizeram também na presença dos seguranças.

Acompanhe abaixo, nos flagrantes em fotos e vídeo, o que os menores infratores fazem diariamente na casa de acolhimento Conviver:

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Os vigias também não impediram que os menores infratores depois saíssem da Conviver para cercar a entrada do prédio em que a equipe da Folha registrou os flagrentes. Alguns desses aolescentes interpelaram o motorista do carro que do jornal. E chegaram a segui-lo usando bicicletas. A demanda foi gerada desde o início da tarde à assessoria de comunicação da FMIJ. Às 20h, a Supcom enviou a nota abaixo:

“O Acolhimento Conviver é vinculado à Fundação Municipal da Infância e da Juventude (FMIJ) e atualmente se destina ao acolhimento de adolescentes em situação de vulnerabilidade, encaminhados por decisão judicial ou por razões emergenciais, por decisão do Conselho Tutelar.

Compete à FMIJ o dever de acatar os acolhimentos encaminhados pelo Judiciário e pelos Conselhos Tutelares, e cabe ao poder público municipal, representado pela FMIJ, gerir os acolhimentos institucionais e assegurar os direitos das crianças e adolescentes, como saúde, educação, lazer, entre outros.

Importante ressaltar que o Acolhimento Institucional é um serviço regulamentado pelo Estatuto da Criança e do Adolescente e por orientações técnicas, os quais não preveem o auxílio de força policial dentro das unidades. Os adolescentes recebem orientações dos educadores que atuam no acolhimento e, caso haja configuração de atos infracionais, há o encaminhamento para órgãos competentes.

No que se refere à piscina, a última limpeza ocorreu há menos de um mês, quando uma árvore do terreno vizinho caiu na casa onde funciona a Unidade de Acolhimento. Os materiais necessários para nova manutenção e limpeza estão sendo adquiridos, a partir da abertura do orçamento municipal, que ocorreu recentemente.

Atualmente, 10 adolescentes estão acolhidos no Conviver, os quais, em sua maioria, não se enquadram nas violações que definem a medida de Acolhimento como a mais adequada, como é o caso de adolescentes ameaçados, os quais teriam que ser encaminhados ao Programa de Proteção à Criança e ao Adolescente, vinculado ao Governo do Estado. Outras situações de acolhimento ocorrem por própria conduta dos adolescentes, o que por si só também não se enquadra na medida de proteção excepcional e muitas vezes estão relacionadas até mesmo à prática de atos infracionais.

Todos os agentes do Sistema de Garantia de Direitos destes adolescentes estão sendo comunicados, na medida de suas competências sobre todos os fatos envolvendo os adolescentes, inclusive, sobre o firme entendimento técnico da gestão pública municipal de que estes acolhimentos são indevidos”.

 

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Morre aos 103 anos Kirk Douglas, um dos rostos mais icônicos do séc. 20

 

KIrk Dougas, filho pródigo da Era de Ouro de Hollywood

Morreu ontem (05), aos 103 anos, o dono de um dos rostos mais icônicos do século 20: Kirk Douglas. Estrela da Era de Ouro de Hollywood, entre os anos 1950 e 1960, era poderoso e viril na presença física, em um tempo que isso era natural, não condicionado em academias e anabolizantes. Sua marca era outro detalhe natural: o inconfundível furo no queixo. Filho de imigrantes judeus da Rússia, nasceu nos EUA e foi batizado Issur Danielovitch. Mudou o nome para Kirk Douglas ao se alistar na Marinha do seu país, pela qual lutou na 2ª Guerra Mundial (1939/45) contra o Império do Japão.

Como ator, Kirk concorreu ao Oscar três vezes. Pelo papel do pugilista inescrupuloso em “O Invencível” (1949), de Mark Robson; como o ambicioso produtor de cinema em “Assim Estava Escrito” (1952), de Vincente Minnelli; e como o atormentado pintor holandês Vincent Van Gogh, em “Sede de Viver” (1956), também de Vincente Minnelli, codirigido por George Cukor. Sem nunca ganhar, receberia o Oscar honorário em 1996 pelo conjunto da carreira. Seu filho, o ator Michel Douglas, levaria a estatueta dourada como ator por Wall Strett (1987), de Oliver Stone.

 

Protagonista do drama de guerra “Glória Feita de Sangue”

 

Mas os papéis pelos quais Kirk será para sempre lembrado foram em três clássicos. Dois deles dirigidos pelo, talvez, mestre do cinema dos EUA, Stanley Kubrick. O primeiro é um dos maiores filmes de guerra já realizados. “Glória Feita de Sangue” (1957) é baseado em uma história real da 1ª Guerra Mundial (1914/18) no Exército Francês. Que imortalizou a sentença do pensador inglês Samuel Johnson: “O patriotismo é o último refúgio dos canalhas”. O segundo talvez seja o auge de Kirk, ao protagonizar “Spartacus” (1960). Baseia-se em outra história real, a revolução de escravos na Roma Antiga, liderada por quem Karl Marx consideraria o primeiro herói da luta de classes. Cujo intérprete resgatou da lista negra da caça ao comunismo nos EUA o roteirista Dalton Trumbo.

 

Como o líder escravo Spartacus, seu papel mais marcante

 

Para alguém que está nessa história de jornalismo há mais de 30 anos, nenhum filme estrelado por Kirk Douglas marcou mais do que “A Montanha dos Sete Abutres” (1951). Foi dirigido por outro mestre do cinema, o austríaco Billy Wilder. Que foi jornalista em seu país natal, quando tentou entrevistar Sigmund Freud, antes de emigrar aos EUA para fugir do avanço da Alemanha Nazista. E se tornar um dos maiores nomes de Hollywood, primeiro como roteirista, depois também como cineasta. Na corrupção da ética jornalística para ganhar leitores, tanto quanto hoje qualquer Zé Mané busca likes nas redes sociais, o diretor/roteirista e seu protagonista estavam mais de meio século à frente do seu tempo. Como convém aos gênios.

 

“A Montanha dos Sete Abutres”, maior filme já feito sobre jornalismo

 

Se ainda não assistiu a nenhum desses filmes, você não sabe a inveja que tenho de você. Cada um deles foi descoberta, e referência, para a vida inteira. Como observou após a morte de Kirk Douglas uma outra jornalista, a quem muito prezo: “A gente sabe que uma vida valeu a pena quando sua morte aos 103 anos nos surpreende”.

 

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Com a anuência escrota das feministas identitárias que se calaram

 

Anthony Hopkins no personagem que imortalizou em “O Silêncio dos Inocentes” (1991), de Jonathan Demme

 

Evito palavras de baixo calão ao escrever. Sobretudo no mundo virtual, que não precisa delas para manter sua polarização acéfala. Mas às vezes elas são necessárias, como lecionou Euclides da Cunha, na “precisão integral do termo”.

Hannibal Lecter do lulopetismo, José de Abreu disse ontem (04) da colega Regina Duarte: “Vagina não transforma mulher em ser humano”. Se está certo, significa dizer que sororidade é a casa do caralho! Desde que este, lógico, entorte à esquerda.

E com a anuência escrota de todas as feministas identitárias que se calaram.

 

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Críticas, elogios e advertências — Entrevista de Rafael à Folha FM viraliza nas redes

 

 

Capa da Folha da Manhã de hoje (05)

 

Rafael no Folha no Ar

A entrevista (leia e assista aqui) de Rafael Diniz (Cidadania) à Folha FM 98,3 na manhã de ontem (04), gerou muita participação. Antes, durante e depois do Folha no Ar 1ª edição. Tanto em elogios à franqueza do prefeito, que deu números à crise financeira do município e reafirmou sua pré-candidatura à reeleição em outubro, quanto em cobranças e críticas a algumas das suas posições. Através do grupo de WhatsApp do programa, pautas como o atraso do pagamento dos RPAs foram aproveitadas. Com interação intensa dos ouvintes e telespectadores em comentários pelo streaming do programa na página da rádio mais ouvida de Campos no Facebook.

 

Hospitais (I)

Depois de encerrado a entrevista, ela continuou gerando repercussão no WhatsApp. Sobretudo na questão dos hospitais contratualizados. Presidente do sindicato que os reúne, Frederico Paes foi citado no programa. Primeiro de maneira velada pelo prefeito, que questionou a cobrança de diálogo com o setor. Lembrado pela bancada do programa que quem cobrou foi Frederico, nesta mesma coluna (aqui), em 22 de janeiro, Rafael respondeu dizendo que “dialogar não significa sempre dizer sim”. Depois, pelas redes sociais, o líder dos hospitais contratualizados citou pontos de divergência com o chefe do Executivo goitacá

 

Hospitais (II)

Sobre a questão do diálogo, Frederico confirmou o contato informal que teve com Rafael, citado por este na entrevista. Mas disse que “os hospitais só foram recebidos em outubro, depois de muita insistência, pelo prefeito. De lá para cá não tivemos mais nenhuma reunião formal para tratar do pagamento atrasado dos hospitais. O para frente, a gente está disposto a repactuar. Mas continuamos a atender à população e sem receber. O que está para trás, qual é o cronograma de pagamento? A questão do para frente, como ele mesmo propôs, deve ser resolvido a quatro mãos. Mas a gente não é chamado para conversar”.

 

Hospitais (III)

Quem também questionou as declarações do prefeito foi o médico Geraldo Venâncio. Diretor do Hospital Escola Álvaro Alvim e ex-integrante do governo municipal Rosinha Garotinho (hoje, Patri), ele ressalvou que as verbas federais do SUS, que passam pela Prefeitura aos hospitais contratualizados “são um mero repasse, que nada tem a ver com o tesouro municipal”. Outro médico, Cléber Glória, diretor da Santa Casa de Misericórdia de Campos, disse que “quando fala que em 2019 realizou mais repasses dedo que no ano de 2018, o prefeito simplesmente soma valores de recursos federais e estaduais a essa conta”.

 

Tréplica

Assessora de comunicação da Prefeitura, a jornalista Suzy Monteiro explicou no Whats App as declarações de Rafael à rádio: “Em momento algum o prefeito fala que fez mais repasses municipais em 2019 do que em 2018. Ele afirma que, mesmo com o atraso, houve mais repasses no ano passado do que no ano anterior. Longe de política, isso é de fácil comprovação. Santa Casa: R$ 33.608.385,20 em 2018 e R$ 42.952.232,35, em 2019. Plantadores: R$ 38.572.636,79 em 2018 e R$ 38.755.685,61, em 2019. Álvaro Alvim: R$ 23.173.724,41 em 2018 e R$ 29.837.657,33, em 2019. Beneficência Portuguesa: R$ 23.820.074,22 em 2018 e R$ R$ 34.331.202,19, em 2019”.

 

Análise

Quem também se manifestou no grupo de WhatsApp do Folha no Ar foi o delegado Pedro Emílio Braga, titular da 146ª DP. Sem ligação com nenhum grupo político, ele analisou a participação do prefeito na Folha FM: “Excelente a entrevista de Rafael Diniz. Pessoalmente, enquanto gestor tanto na esfera pública, quanto privada, é gratificante ver um chefe do Executivo falar em números, custos, despesas, receitas e, principalmente, da decorrente austeridade que se impõe ao município pelo atual estado das coisas. Tudo sem politicagem barata e ataques eleitoreiros, mas com técnica e transparência. O único projeto é este”.

 

Advertência

Pedro Emílio foi além na análise da entrevista de Rafael, conjecturando sobre o futuro que as urnas de outubro determinarão a Campos: “Uma eventual sucessão que nos conduza pelos caminhos da antiga política, que pensa no hoje, ignorando as consequências no amanhã, certamente redundará na derrocada total da cidade. Rafael chega ao final da sua administração se preservando, em muitos aspectos, como o ‘novo’ que se propôs ser. E paga por isso, como ele bem sabe. Mas segue firme fazendo o que pode ser feito, no interesse da cidade e da população. Acreditar em milagres é para os ingênuos ou os mal-intencionados”.

 

Publicado hoje (05) na Folha da Manhã

 

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Na DP, atropelador de Grussaí disse que não teve intenção de atropelar banhista

 

Em vídeo viralizado nas redes sociais, o caminhoneiro Leonardo Siqueira Rodrigues, de 36 anos, foi flagrado (relembre aqui) no início da tarde de sol do último domingo (02), quando conduzia a esposa e o filho pequeno em um quadriciclo à beira-mar, na praia de Grussaí lotada de veranistas. Ao ser advertido por Aucilene Mendonça Nunes Teixeira de que era proibido trafegar ali, Leonardo parou o veículo, engatou a ré, acelerou, atropelou a banhista e fugiu do local. O caso causou grande revolta em SJB, Campos e região. Segundo o atropelador declarou na tarde de hoje (04), na 145ª DP de São João da Barra, ele não teve intenção de atropelar, ferir ou matar a vítima. Ela fez ontem (03) o exame de corpo de delito no IML, cujo resultado deve sair ainda esta semana. Assim que isso acontecer, o delegado Rodolfo Maravilha, titular de SJB, pretende encaminhar o caso ao Juizado Especial Criminal do município, como lesão corporal dolosa (com intenção de ferir).

Intimado ontem (03), como revelado aqui, Leonardo Siqueira prestou depoimento hoje sobre o caso. Ele disse não ter feito uso de bebida alcoólica no Polo Gastronômico de Grussaí, onde chegou por volta das 10h. Do qual saiu às 13h, levando a mulher e o filho no quadriciclo emprestado de um primo. Resolveu cortar caminho pela areia porque sua sogra teria ligado dizendo estar com dor nas costas e pediu ajuda à filha com o almoço. Na altura da barra da lagoa de Grussaí, ele teria ouvido alguém gritar “Ei!”. Quando teria parado e dado ré, para saber do que se tratava, chegou a uma mulher caída ao lado direito do veículo, a quem perguntou se ela o conhecia. Como a mulher nada teria dito, ele seguiu seu caminho até ouvir populares gritando “pega, pega”. E, com medo, resolveu acelerar.

Mesmo sem acesso ao depoimento, que o delegado titular de SJB não divulgou à imprensa, o blog chegou ao resumo da versão de Leonardo Siqueira Rodrigues. Sua história é bem diferente do que interpretou quem assistiu ao vídeo do atropelamento. Inclusive, ainda no domingo, tanto o delegado Rodolfo, quanto o plantonista do final de semana, Pedro Emílio Braga, titular da 146ª DP de Guarus, que disseram não ter dúvida do dolo do condutor do quadriciclo em atropelar a banhista. No mesmo dia, ela prestou depoimento na 145ª DP, junto ao seu marido, Mauro César de Almeida Teixeira, que testemunhou o caso. Ambos identificaram o atropelador. E a vítima repetiu o que disse a Leonardo Rodrigues, antes de ser atropelada por ele: “É proibido trafegar aqui”.

Confira abaixo as fotos de Leonardo Siqueira Rodrigues chegando nesta tarde na 145ª DP, acompanhado do seu advogado, para prestar depoimento:

 

(Foto: Folha da Manhã)

 

 

(Foto: Folha da Manhã)

 

 

(Foto: Folha da Manhã)

 

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Atropelador de Grussaí revela o pior da nossa sociedade. E não está sozinho

 

 

A quem não faz jornalismo aos domingos, o atropleador Luiz Siqueira Rodrigues alegou só na segunda não ter percebido que “tinha encostado na banhista”. Ele não está sozinho no pior que a história revelou

 

 

Atropelos (I)

O que houve a partir do atropelamento doloso de uma banhista nas areias de Grussaí, na tarde quente do domingo (02), após advertir ao condutor do quadriciclo que era proibido trafegar ali, revelou o pior da nossa sociedade. E sua encarnação não se resume a quem, mesmo conduzindo uma mulher e uma criança, parou o quadriciclo, engatou a ré e acelerou para atropelar a banhista que o advertira. Com o vídeo do fato viralizado nas redes sociais, a apuração do caso ganhou profundidade jornalística no blog Opiniões, do Folha1, com as manifestações em tempo real (aqui) de todas as forças de Segurança Pública envolvidas no caso.

 

Atropelos (II)

Mesmo de posse da identificação do condutor do quadriciclo desde às 18h40 da tarde de domingo, o nome de Leonardo Siqueira Rodrigues foi inicialmente mantido em sigilo, por prudência. E só foi divulgado pelo Opiniões no final da noite do domingo. O motivo? No tribunal de Inquisição das redes sociais, com fogueiras virtuais sempre acesas e prontas para transformar a reputação alheia em cinzas reais, estavam sendo divulgadas fake news com a imagem de um homônimo do atropelador, que nada tinha a ver com o caso. E quem fez isso, sem checar a informação, não pode se achar diferente de quem de fato guiava o quadriciclo.

 

Atropelos (III)

Mesmo depois do condutor do quadriciclo ser corretamente identificado, com nome e foto, as fogueiras das redes sociais continuaram ardendo. Para queimar as “bruxas” de lado a lado na bipolaridade política de uma sociedade doente. Na direita autoritária do “mata, esfola e arrebenta”, houve quem pregasse publicamente o linchamento do suspeito, atitude não menos cruel ou covarde do que o vídeo evidenciou no atropelamento. Já na esquerda popularmente chamada de “festiva”, causa séria da reação social no bolsonarismo, o avanço deste no país passou a ser considerado cúmplice do atropelador de Grussaí.

 

Atropelos (IV)

O suspeito foi intimado ontem (confira aqui) e ficou de ir hoje à 145ª DP de SJB, dar a sua versão. Que deve ser ouvida, como em qualquer estado democrático de direito. Por mais que, divulgada ontem por quem chegou atrasado na notícia, pareça ridícula: deu a ré no quadriciclo porque ouviu “alguém chamar”, não percebeu que “tinha encostado na banhista” e “estava com pressa porque minha sogra tinha passado mal”. A quem não deixa de fazer jornalismo aos domingos, os delegados Rodolfo Maravilha, na 145ª DP, e Pedro Emílio Braga, plantonista do final de semana, já tinham dito um dia antes não ter dúvida do dolo (intenção) no atropelamento.

 

Reveja o vídeo e tire a dúvida que os delegados não tiveram:

 

 

 

Atropelos (V)    

Se, a partir do vídeo, o dolo pareceu evidente aos olhos treinados de dois delegados da Polícia Civil, no domingo o titular de SJB mostrou dúvida. A tipificação seria lesão corporal ou tentativa de homicídio? Ontem ele se mostrou inclinado pela primeira, de pena mais branda, em caso de condenação na Justiça. O que também gerou reação negativa nas redes sociais. Da direita punitivista à esquerda garantista. Nesta, houve quem levantasse a bandeira identitária: “Li nas entrelinhas uma possível amizade entre os machos intolerantes e misóginos desse embate”. Como diria Lula, patriarca desse matriarcado: “menas”! Que o delegado trabalhe em paz.

 

Publicado hoje (04) na Folha da Manhã

 

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