Artigo do domingo — As fiandeiras e o Flamengo

 

As fiandeiras em óleo sobre tela de John Strudwick, 1885

 

As fiandeiras e o Flamengo

 

Sobre quem diz nunca ter sido traído, há três classificações possíveis: mentiroso, desinformado ou ambos. Pode ser pelo seu semelhante. Pode ser pelo destino. Este, para os gregos antigos, era determinado por três irmãs fiandeiras, as moiras. Na roda da fortuna, teciam os fios das vidas de homens e deuses.

Foi o destino que fez o Flamengo ser fundado como clube de regatas em 1895. E entrar no futebol em 1912, com uma dissidência de atletas do Fluminense. Em 1927, numa pesquisa promovida pelo Jornal do Brasil, já era apontado como o mais “symphatico” do país. Posição que se consolidaria com o tempo e a adoção dos critérios estatísticos. Este ano, foi reconhecido pela Fifa como “o único time do mundo que tem 40 milhões de torcedores”.

 

Flamengo de 1943. Em pé: Volante, Biguá, Domingos da Guia, Jurandir, Newton e Jaime. Agachados: Valido, Zizinho, Pirilo, Perácio e Vevé.

 

O Flamengo já era o clube mais popular do Brasil antes de 1980. E só as fiandeiras do destino podem explicar, pois ainda não tinha um único título de expressão nacional. Até então, suas duas maiores conquistas eram dois Tricampeonatos Cariocas: o de 1942/43/44, com Zizinho, Domingos da Guia e Pirilo; e o de 1953/54/55, com Rubens, Evaristo e Dida. Este seria o grande ídolo de quem mudaria a história do clube, filho da periferia carioca, mas português na origem e no nome: Arthur Antunes Coimbra.

 

Flamengo tricampeão de 1955. Em pé: Pavão, Chamorro, Jadir, Tomires, Dequinha e Jordan. Agachados: Joel, Paulinho, Índio, Dida e Zagallo.

 

Pequeno e franzino, era chamado quando criança de Arthurzinho e Arthurzico. Quando homem, passaria à história do futebol mundial como Zico. Quem, além das fiandeiras do destino, faria com que um filho de pai português e mãe brasileira, mas por sua vez filha de portugueses, se tornasse o maior ídolo do arquirrival do Vasco da Gama?

A geração de Zico, que ascendeu com ele das categorias de base do Flamengo, era quase toda brilhante. Leandro e Júnior estão entre os maiores laterais da história do futebol brasileiro. Enquanto zagueiro, Mozer não fica atrás. Andrade é considerado um dos volantes mais clássicos que já atuaram com a camisa rubro-negra, como está Adílio entre os seus meias mais habilidosos e Nunes, entre seus centroavantes mais decisivos. Esta era a espinha dorsal daquela equipe, que tinha em Zico seu coração, cérebro e pé de apoio.

 

Flamengo campeão do Mundial de 1981. Em pé: Leandro, Raul, Mozer, Figueiredo, Andrade e Júnior. Agachados: Lico, Adílio, NUnes, Zico e Tita

 

Juntos, Zico e sua geração conquistariam os Brasileiros de 1980, 1982 e 1983. O auge daquele Flamengo seria em 1981, na pausa nacional para se adonar da América do Sul, em final épica e violenta da Libertadores da América em três jogos contra o Cobreloa, do Chile. Que deu acesso à final do Mundial em Tóquio, vencida com um passeio de 3 a 0 sobre o inglês Liverpool. Apesar do placar, o derrotado é tido até hoje entre os maiores times de clube já formados na Europa, com quatro Champions nas costas para tirar as dúvidas: 1976/77, 1977/78, 1980/81 e 1983/1984.

 

 

Em 1987, com Zico, Leandro e Andrade ainda em campo, o Flamengo bateu o Internacional por 1 a 0 na fnal do Maracanã, para conquistar a Copa União. Era o Brasileiro de fato, mas não de direito, numa dessas imutáveis sacanagens dos cartolas. Além dos três remanescentes do Mundial de 1981, as fiandeiras do destino determinariam àquele time revelar cinco jovens que dariam a base da Seleção Brasileira do Tetra, na Copa do Mundo de 1994: Aldair, Jorginho, Leonardo, Zinho e Bebeto.

 

Flamengo de 1987: Em pé: Leandro, Zé Carlos, Andrade, Edinho, Leonardo e Jorginho. Agachados: Bebeto, Aílton, Renato Gaúcho, Zico e Zinho.

 

Antes, com Júnior de volta da Itália para assumir como Maestro no meio de campo, o Flamengo venceria o Brasileiro de 1992. Atropelou na final o Botafogo por 3 a 0, no Maracanã apinhado, onde a grade da arquibancada caiu e matou pessoas a poucos metros de mim. Mesmo no regozijo, as fiandeiras podem ser também cruéis.

 

Flamengo de 1992. Em pé: Gérson Baresi, Gilmar, Wilson Gottardo, Charles Guerreiro, Piá e Júnior. Agachados: Júlio César, Gaúcho, Zinho, Fabinho e Uidemar

 

Dezessete anos depois, em 2009, com Adriano Imperador e o sérvio Petkovic fazendo a diferença, o Flamengo conquistaria seu sexto e último Brasileiro, primeiro na era dos pontos corridos. Pelo tempo, não dava mais para ter ninguém de 1981 jogando. Mas as fiandeiras mantiveram um deles no comando do time: Andrade era o técnico. A independência da geração de Zico só virá este ano, se o Flamengo do revolucionário treinador português Jorge Jesus confirmar sua larga vantagem de 10 pontos no Brasileiro.

 

Flamengo de 2009. Em pé: Diego, Kléberson, Aírton, Petkovic, Adriano, Bruno e David. Agachados: Juan, Álvaro, Gil, Bruno Mezenga, Fierro, Zé Roberto, Éverton, Ronaldo Angelim, Toró, Léo Moura e Willians

 

Mas a maior torcida do planeta jamais se libertou do seu maior momento de glória. Como canta hoje, inebriada por estar em outra final de Libertadores, 38 anos depois: “Em dezembro de 81/ Botou os ingleses na roda/ 3 a 0 no Liverpool/ Ficou marcado na história/ E no Rio não tem outro igual/ Só o Flamengo é campeão mundial/ E agora o seu povo/ Pede o mundo de novo”. É uma adaptação da música “Primeiros Erros”, do compositor Kiko Zambianchi, que fez sucesso nos anos 1980 das glórias de Zico, voltou às paradas ao ser regravada pelo Capital Inicial em 2000, e agora, com nova letra, virou quase um segundo hino do clube da Gávea.

O fenônemo viralizou nas redes sociais, com o vídeo de cinco campeões pelo Flamengo em 1981, Adílio, Andrade, Mozer, Júnior e Nunes, cantando a versão rubro-negra da música de Zambianchi:

 

 

O motivo? Só as fiandeiras do destino podem responder. Foram elas que colocaram novamente o Liverpool, que ganhou outra Champions, como possível adversário do Flamengo no Mundial. Será disputado em 11 de dezembro no Qatar. Para chegar lá, resta um único jogo ao Rubro-Negro, contra o tradicional copeiro argentino River Plate. Será em 23 de novembro, em Santiago, capital de um Chile incendiado por protestos que lembram muito os do Brasil de 2013.

 

Jornadas de Junho de 2013 ocupam o prédio do Congresso em Brasília

 

Por obra e graça das fiandeiras, estava no Chile em 2013, quando estouraram por aqui as “Jornadas de Junho”, inicialmente por conta de aumento de passagem no transporte público e que depois tomariam o país. “O que está havendo no Brasil?”, perguntavam os chilenos. Sem que tivesse ideia da resposta, pois nossa economia estava bem àquela época.

É o mesmo destino traçado pelas fiandeiras agora no Chile, há anos a economia mais acertada da América do Sul. Lá, também um reajuste no transporte público conduziu a manifestações de pauta difusa. As moiras me levariam novamente a Santiago em junho deste ano, quando testemunhei e fotografei protestos ainda sem violência, diante do Palácio de La Moneda.

 

Em 24 de junho deste ano, em frente ao Palácio de La Moneda, protestos ainda não entravam em choque com a polícia chilena (Foto: Aluysio Abreu Barbosa)

 

Na ironia das fiandeiras acima dos deuses e das ideologias dos homens, o alvo em 2013 foi um governo brasileiro de esquerda, com Dilma Rousseff, que cairia três anos depois. E agora, no Chile, é o governo do liberal de centro-direita Sebastián Piñera.

Difícil adivinhar os desígnios das moiras. Julgava ser destino estar presente no Maracanã, para assistir ao Flamengo e Grêmio na semifinal da Libertadores da última quarta-feira, dia 23. Afinal, na última vez que lá fui torcer pelo Flamengo, este bateu o mesmo Grêmio por 2 a 1, com gol de cabeça do zagueiro Ronaldo Angelim, na final do Brasileiro de 2009.

 

No meio da torcida e abaixo do Flamengo, presença na final do Brasileiro de 06/12/09, nas arquibancadas do Maracanã (Foto: Alexandre Durão – O Globo)

 

Maracanã, cair de tarde de 23/10/19 (Foto: Christiano Abreu Barbosa)

A presença naquele Brasileiro, em outro capricho das fiandeiras, acabaria sendo registrada em meio à torcida pelo fotógrafo Alexandre Durão, de O Globo. Embora ausente na foto, tinha meu filho, Ícaro, ao meu lado, então com 10 anos. Aos 20, ele estava novamente comigo na quarta, junto ao meu irmão, Christiano, tricolor como nosso pai, quando tomamos o bolo da cambista, a quem já havíamos pago os três ingressos. Esperamos à toa por ela, mais de duas horas, na estação de metrô do Maracanã.

Sem sucesso ou retorno às dezenas de tentativa de contato pelo celular, fomos perdendo os minutos e as cargas de bateria até que resolvemos voltar à estação da praça General Osório, em Ipanema. Não era a primeira vez em que seria traído. E, provavelmente, não será a última. Ademais, se mesmo Zeus se submetia ao destino tecido pelas fiandeiras, quem seríamos nós para nos rebelar?

Consolou também encontrar, na ida do metrô, um pai e filho mineiros de Uberlândia, que foram ao Maracanã sem ingresso. E vi ao longe voltarem, antes de nós, após não conseguir comprá-lo por lá. Assim como um jovem de Osasco, mais ou menos da idade do meu filho. Flamenguista do coração de São Paulo, estava ali sem contato ou dinheiro para entrar no estádio, só para participar da festa. Ele atenuou minha decepção pela cambista ausente em cada onda humana rubro-negra que descia cantando na estação, ao mostrar no seu celular o vídeo com os sósias do time do Flamengo circulando pelo Rio.

Voltamos à Ipanema a tempo de pegar a partida do início pela TV. Assistimos no Boteco Belmonte da General Osório. No primeiro tempo disputado de igual para igual, o placar foi aberto por Bruno Henrique. Jogador que tem sido o mais decisivo do Flamengo, ele puxou o contra-ataque e aproveitou o rebote do goleiro. Depois, fomos perdendo a conta dos chopes e gols na segunda etapa, aberta com mais dois de Gabigol, em belo chute dentro da área e de pênalti.

 

 

Confesso que, após o quarto gol, do zagueiro espanhol Pablo Marí escorando de cabeça a cobrança de escanteio do uruguaio Arrascaeta, entrei em estado de choque. Vi, mas não acreditei muito no quinto, marcado também de cabeça pelo outro zagueiro, Rodrigo Caio, após cobrança de falta de Éverton Ribeiro, destaque individual da partida por sua atuação coletiva.

Capitão do Uruguai campeão da Copa de 1950, Obdulio Varela, “El Negro Jefe”, primeiro herói do Maracanã

Cerca de meia hora após o apito final, foram chegando gremistas ao Belmonte. Passava por eles, abatidos em suas mesas, quando saía para fumar um cigarro. E solidarizava-me de maneira muda, lembrando da noite que o volante Obdulio Varela contou dos bares e ruas do Rio de 16 de julho de 1950. Capitão do Uruguai da Copa do Mundo decidida naquele dia, quando bateu o Brasil por 2 a 1 no Maracanã construído para desfecho diferente, “El Negro Jefe” (“O Chefe Negro”) se compadeceu da tristeza alheia que deveria ser sua alegria.

Na manhã seguinte, despertei com a indagação: “Será que aconteceu mesmo?”. Ao caminhar até o mar do Arpoador, passando pelo local do antigo Circo Voador da primeira apresentação da Legião Urbana no Rio, a credulidade e felicidade vieram em cada camisa rubro-negra com que cruzei no caminho. Cumprimentei seus donos: “Agora é o River!”. E fui fraternalmente correspondido. Estávamos todos umbilicalmente ligados pela glória da tribo.

O mar estava de ressaca, como a que rebati com analgésico ao acordar. Na água gelada, de correnteza forte para a direita, só havia surfistas. Alonguei o corpo e encarei o desafio que já vencera outras vezes, nadando, furando ondas e nelas pegando jacarés. Submerso em dado momento, segredei a Iemanjá, com o oceano dentro do peito: “Mulher, é muito bom ser Flamengo!”.

Difícil saber o que as fiandeiras tecerão. Ninguém nunca sabe. Mas parece emblemático que o clube que conquistou o mundo liderado dentro do campo por um descendente de lusitanos, peça o mundo de novo com o português Jorge Jesus no comando fora das quatro linhas. Comparado pela imprensa argentina ao “Carrossel” da Holanda na Copa de 1974, o Flamengo vive melhor momento e parece ter mais time. O River, com quatro Libertadores, tem mais tradição. E não há competição de futebol no planeta em que ela conte mais.

 

 

Se o time brasileiro pegar o Liverpool do craque egípcio Mohamad Salah na final do Mundial, a glória de Zico estará logo ali, ao alcance do pé. Aquele do tamanho do sol, como media o grego Heráclito. Mas como o destino pode trair, convém temer as fiandeiras. E calar a euforia com o conselho do tricolor Chico Buarque na música “Biscate”: “Quieta que eu quero ouvir Flamengo e River Plate”.

 

Publicado hoje (27) na Folha da Manhã

 

0

Com o oceano dentro do peito: “E agora o seu povo/ Pede o mundo de novo”

 

Maracanã, cair de tarde de 23/10/19 (Foto: Christiano Abreu Barbosa)

Um moleque de 9 anos que viu seu time campeão da Libertadores e do mundo, liderado por um gênio como Zico. E teve a chance de testemunhar aos 47, ao lado do filho de 20, o sonho carnado de outra final de clubes da América do Sul. Foi uma experiência inesquecível. Sem falsa humildade, mais do que eu talvez merecesse numa mesma vida.

Depois dos 5 a 0 sobre o Grêmio na noite de ontem, no Maracanã, só acordei na manhã de hoje. Ao nadar e furar ondas no mar de bandeira vermelha do Arpoador. Por ora, só posso repetir o que segredei a Iemanjá, com o oceano dentro do peito: “Mulher, é muito bom ser Flamengo!”.

Da água salgada e gelada aos pés no chão, no meio do caminho tem o River, tem o River no meio do caminho. Mas, de volta a Campos, já não dá mais para deixar de ecoar a maior torcida da Terra: “E agora o seu povo/ Pede o mundo de novo”.

 

 

 

0

Campos: royalties em risco, atraso aos hospitais e 10 pré-candidatos a prefeito

 

 

 

Dez pré-candidatos a prefeito na cidade que pode perder os royalties. E, com eles, atrasa pagamento da complementação dos hospitais (Montagem: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)

Dez pré-candidatos a prefeito

No Folha de ontem (21), na Folha FM 98,3, o ex-prefeito interino de Campos Roberto Henriques (PPL, em processo de fusão com o PC do B) se lançou pré-candidato à Prefeitura de Campos em 2020. Com ele já são 10: o prefeito Rafael Diniz (Cidadania), o deputado federal Wladimir Garotinho (PSD), os deputados estaduais Gil Vianna (PSL) e Rodrigo Bacellar (SD), Caio Vianna (PDT), Marcelo Mérida (PSC), Lesley Beethoven (PSDB), Alexandre Buchaul (PSDB, em busca de nova legenda) e José Maria Rangel (PT). Com a cidade em colapso financeiro e perspectiva concreta de piora, o número de pré-candidatos a administrá-la impressiona.

 

Nova ameaça de greve na Saúde

Após Campos viver a greve dos médicos da Saúde Pública, de 7 a 30 de setembro, agora são os profissionais dos hospitais contratualizados que podem (aqui) cruzar os braços. O Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos de Serviços de Saúde de Campos (SES) publicou convocação para decidir a questão em assembleia às 19h desta quarta (23). Por atraso na complementação municipal (R$ 5 milhões/mês) aos repasses federais do Sistema Único de Saúde (SUS), foram afetados cerca de 2 mil funcionários da Santa Casa de Misericórdia de Campos (SCMC), Hospitais Beneficência Portuguesa (HBC) e Plantadores de Cana (HPC), e Abrigo João Viana.

 

Hospitais no MP

Pela gravidade da situação, representantes do Sindicato dos Hospitais, Clínicas, Casas de Saúde e Estabelecimentos de Serviços de Saúde da Região Norte Fluminense (Sindhnorte) estiveram na tarde ontem (aqui) no Ministério Público Estadual. A promotora Maristela Faria, da 3ª Promotoria de Tutela Coletiva, recebeu a reclamação protocolada, instaurou inquérito civil público e marcou uma reunião nesta sexta (25) entre representantes do município e dos dos quatro grandes hospitais contratualizados de Campos: SCMC, HPC, HBP, além do Hospital Escola Álvaro Alvim (HEAA). Estes alegam que o atraso é de três meses: julho, agosto e setembro.

 

Enxugando gelo

Em nota, a Prefeitura disse estar “tomando providências para regularizar os pagamentos pendentes o quanto antes”. Na verdade, só deverá poder pagar quando chegar a próxima Participação Especial (PE) trimestral do petróleo, em novembro. Com os royalties mensais em queda durante quase todo o ano, a previsão orçamentária de R$ 2 bilhões para 2019 deve ter apenas R$ 1,8 bilhão executados. Sinal disso, na noite de ontem foi divulgado (aqui) o valor dos royalties que devem ser depositados hoje a Campos: R$ 25,3 milhões. É uma redução de 10,5% em relação ao último mês, que chega triplica a 36,8% em relação ao mesmo período de 2018.

 

Daqui a 29 dias, o STF

Como não há nada que não possa piorar, hoje faltam 29 dias para o Supremo Tribunal Federal (STF) julgar a nova lei de partilha de royalties. Aprovada desde 2012 pelo Congresso Nacional, está travada desde 2013 por uma liminar da ministra Carmem Lúcia. Se passar agora no julgamento marcado para 20 de novembro, não existe solução matemática para Campos. Dos R$ 580 milhões de receita do petróleo que a cidade projeta ter em 2020, ficariam apenas R$ 350 milhões, chegando a R$ 160 milhões em 2026. Isso se houver transição na aplicação da nova lei. Sem transição, seriam só os R$ 160 milhões já no próximo ano.

 

Luz no fim do túnel

Se passar a valer a nova lei de partilha, mais de meio milhão de campistas, incluindo os cínicos que pregam ser merecida a perda dos royalties, pelo exemplo real da sua má aplicação, verão uma luz no fim do túnel. Será o trem vindo na direção contrária. A perda substancial de receita tornaria impossível cumprir o limite dos seus 54%, fixados na Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), com gasto de pessoal, que consome R$ 1 bilhão/ano do município. Que ainda teria que devolver R$ 2,6 bilhões, pelo efeito retroativo da partilha. De que forma? No dia em Campos que tiver uma máquina de fazer dinheiro. Como parece ter de pré-candidatos a governá-la.

 

Publicado hoje (22) na Folha da Manhã

 

0

Roberto Henriques se lança a 2020 e critica Gil, Rodrigo, Wladimir, Caio e Rafael

 

Roberto Henriques no início da manhã desta segunda (21) no Folha no Ar (Foto: Isaias Fernandes – Folha da Manhã)

 

Ex-prefeito interino e ex-deputado estadual, Roberto Henriques (antigo PPL, em processo de fusão com o PC do B) se colocou na briga entre os vários pré-candidatos à Prefeitura de Campos em 2020. Um dos tantos ex-aliados do ex-governador Anthony Garotinho (sem partido), usou a conhecida metralhadora giratória do seu ex-líder para atirar para todos os lados no Folha no Ar 1ª edição da manhã de hoje (21), na Folha FM 98,3. Os alvos preferenciais foram os pré-candidatos a prefeito considerados mais fortes ao próximo ano. No último bloco da entrevista, dedicada a 2020, Henriques começou mirando nos deputados estaduais Gil Vianna (PSL) e Rodrigo Bacellar (SD):

— Participei do governo (municipal) Garotinho, participei do governo do Arnaldo (Vianna, PDT), fui vice-prefeito desta cidade num período conturbado (governo Alexandre Mocaiber, sem partido, que chegou a assumir interinamente). Mas o meu comportamento sempre foi independente de todos eles. Agora, que autoridade têm Rodrigo Bacellar, o Gil Vianna, para questionar o modelo implantado pelos ex-prefeitos (de Campos)? Incluindo a Rosinha, na qual batizaram, crismaram e benzeram, no caso do Gil. O caso do Rodrigo, tem o pecado original do pai. O (então presidente da Câmara Municipal) Marcos Bacellar (PDT) foi um dos sustentáculos daquela desgovernança que foi o governo Alexandre Mocaiber. Diretamente, não, mas ele (Rodrigo) foi beneficiário, inclusive contratado daquelas empresas terceirizadas (contratadas no governo Mocaiber). É o pecado original, o vício do cachimbo.

Além de Gil e Rodrigo, Roberto também investiu contra o deputado federal Wladimir Garotinho (PSD), o pré-candidato Caio Vianna (PDT) e contra aquele que é considerado o principal cabo eleitoral do filho, o ex-prefeito Arnaldo Vianna. Para Roberto Henriques foi Arnaldo quem instalou o “modelo perdulário” de governar Campos, que considera ter sido seguido por Mocaiber e Rosinha:

— Qual experiência o Wladimir tem, a não ser a herança do “filhismo”? Qual a força de portaria que o nomeou para ele exercer algum cargo no governo da mãe dele? Nenhuma! Caio? Eu votei no Caio (na eleição a prefeito de 2016, quando mudou a um mês das urnas seu apoio inicial ao candidato Rogério Matoso) porque ele estava sem o Arnaldo. Porque quem instalou esse modelo perdulário, gastador, aqui na Prefeitura de Campos, foi o Arnaldo. Que Mocaiber continuou e Rosinha continuou. O Arnaldo (que até aqui caminha com o filho para 2020, após ter apoiado Geraldo Pudim a prefeito em 2016) vai ser o abraço do afogado em Caio — profetizou.

Segundo Roberto, apenas os pré-candidatos a prefeito hoje considerados de menor densidade eleitoral, como ele mesmo, teriam “legitimidade” para questionar o modelo de governar Campos:

— Esses têm legitimidade. O José Maria (Rangel, PT) tem, o (Lesley) Beethoven (PSDB) tem, o (Alexandre) Buchaul (ainda PSDB, mas em busca de nova legenda) tem, o Marcelo Mérida (PSC) tem. Eles têm autoridade de questionar esse modelo que está aí. Agora, nos outros, eu não vejo essa autoridade.

Roberto também avaliou a pré-candidatura à reeleição de Rafael Diniz (Cidadania), que aconselhou o prefeito a abandonar:

—  Arnaldo esteve aqui, neste programa (Folha no Ar de 9 de abril). Arnaldo fala (risos) muita lorota. Mas Arnaldo falou uma verdade aqui: não há tempo mais para Rafael. O Rafael foi daqueles que pegou a Prefeitura em maior dificuldade. Sou um crítico das primeiras medidas que ele tomou, cortar recursos sociais. Mas ele recebeu as consequências do modelo gastador de Arnaldo, Mocaiber e principalmente de Rosinha. Recebeu um comprometimento de receita que qualquer prefeito pegaria empréstimo (Rosinha pegou três, popularmente conhecidos como “venda do futuro”, pela qual Campos paga mensalmente 10% das suas receitas dos royalties agora em risco, aqui, com o julgamento da lei de partilha no Supremo Tribunal Federal, em 20 de novembro). Mas nunca para fazer o que Rosinha fez. Ela pegou pensando eleitoralmente, jogou um pool de obras irresponsavelmente, largadas pela metade. Então Rafael, ao meu ver, deveria dizer: “Olha, vou me dedicar a esse resto de mandato, não darei apoio a prefeito algum, eu vou ser magistrado, vou procurar entregar a Prefeitura da melhor maneira possível”.

Indagado se faria isso, se estivesse no lugar de Rafael, o ex-prefeito interino disse:

— Eu não faria porque eu tomaria outras medidas. Não precisaria fazer.

 

Embaixador do Fla-Campos, Thiago Corrêa será o entrevistado desta terça (22) do Folha no Ar

 

Nesta terça (22), sempre a partir das 7h da manhã, o convidado do Folha no Ar 1ª edição será o empresário Thiago Corrêa, embaixador do Fla-Campos. O assunto será a liderança isolada do Flamengo no Brasileirão, com 10 pontos de vantagem sobre o segundo colocado. E a semifinal da Libertadores em que o time de Gabigol, Gérson, Bruno Henrique e do treinador protuguês Jorge Jesus, encara o Grêmio de Everton Cebolinha e do técnico Renato Gaúcho, nesta quarta (23), no Maracanã. Enquanto isso, confira nos três blocos abaixo a íntegra do Folha no Ar desta manhã de segunda, com a entrevista de Roberto Henriques:

 

 

 

 

0

Visita de secretária de Witzel ao Restaurante Popular de Campos será reagendada

 

O Restaurante Popular entre Rafael, Rodrigo, Wladimir e a secretária estadual de Desenvolvimento Social Fernanda Titonelli, cuja visita a Campos será reagendada (Montagem: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)

Anunciada (aqui) na última terça (15) pelo prefeito Rafael Diniz (Cidadania) e o deputado estadual Rodrigo Bacellar (SD), além do deputado federal Wladimir Garotinho (PSD), a visita a Campos da secretária estadual de Desenvolvimento Social Fernanda Titonelli, para uma vistoria técnica ao prédio do antigo Restaurante Popular Romilton Bárbara, não ocorrerá mais nesta segunda (21). Uma nova data deve ser marcada na semana que vem.

Segundo Rodrigo, a demora se dará pela reunião da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), que deixará os parlamentares  da região no Rio, segunda e terça. Por determinação (aqui) do Supremo Tribunal Federal (STF), a Alerj definirá se os deputados Luiz Martins (PDT), André Correa (DEM) e Marcus Vinicius Neskau (PTB) serão soltos, ou não. Eles foram presos na operação Furna da Onça, desdobramento da Lava Jato.

A secretária do governo Wilson Witzel (PSC) viria a Campos na segunda, com o objetivo de estabelecer uma parceria entre estado e município, costurada por Rodrigo e outros deputados estaduais da região, para reabrir o Restaurante Popular em Campos. Mas ela teve que cancelar também por conta de uma reunião de todo o secretariado estadual, convocada hoje, para a segunda. Segundo Wladimir, Fernanda Titonelli teria sugerido enviar dois técnicos da sua pasta. Mas, após uma conversa, concluíram que a presença dela seria necessária.

Instalado em prédio estadual na rua Lacerda Sobrinho, o Restaurante Popular fazia parte de um programa estadual. Fechado, foi reaberto em junho de 2016 (aqui) com administração compartilhada pelo município, na gestão Rosinha Garotinho (hoje, Patri). E voltou a ser fechado (aqui) em junho de 2017 no governo Rafael, que alegou falta de recursos. Desde então, a reabertura do Restaurante é cobrada. E chegou a ser prometida (aqui) este ano, quando Marcão Gomes (PL) deixou a Câmara de Vereadores para assumir a secretaria municipal de Desenvolvimento Social.

Marcão chegou a se reunir com representantes do governo Witzel no Rio, propondo a parceria entre estado e município para reabertura do Restaurante Popular em Campos. A conversa não prosperou. E estado e município chegaram a pensar em abrir cada qual seu próprio Restaurante, o que também não foi à frente pelas dificuldades financeiras nas duas esferas. Daí, Rafael pediu a intermediação de Rodrigo, que marcou a reunião da última terça com a secretária estadual Fernando Titonelli.

Nos bastidores, a iniciativa tem sua paternidade disputada por Rafael, agora com apoio de Rodrigo, e por Wladimir, cujo principal aliado político, o deputado estadual Bruno Dauaire, é líder do PSC de Witzel na Alerj. É uma prévia da disputa que deve se dar na eleição de 2020 a prefeito de Campos. Em 2019, a pauta deveria ser só o Restaurante Popular.

 

Atualizado às 2h30 para incluir a versão do deputado Rodrigo Bacellar

 

0

Wladimir se reúne com ministra Rosa Weber, do STF, para tratar dos royalties

Deputado Wladimir e ministra do STF Rosa Weber (Foto: Divulgação)

Acabou agora há pouco o encontro do deputado federal Wladimir Garotinho (PSD) com a ministra Rosa Weber, do Supremo Tribunal Federal (STF). Os dois trataram do julgamento no plenário da Corte da questão da partilha dos royalties do petróleo, cujo julgamento está na pauta do STF para 20 de novembro, daqui a 34 dias. A nova lei de partilha, considerada como tragédia financeira para estados e municípios produtores de petróleo, foi aprovada no Congresso Nacional em 2012. Mas, desde 2013, teve seus efeitos suspensos por uma liminar da ministra Carmem Lúcia, do STF, favorável à Ação Direta de Inconstitucionalidade (Adin) nº 4.917, movida à época pelo Governo do Estado do Rio.

— Senti a ministra muito sensibilizada com os estados e municípios produtores, reforcei a necessidade do adiamento para a busca de um entendimento pelo Congresso Nacional. Caso não seja possível o adiamento, até porque não depende dela, reforcei todos os argumentos sociais, jurídicos e constitucionais. Gostei muito da recepção — disse Wladimir, que já tinha se encontrado (aqui) em 24 de setembro com outro ministro do STF, Marco Aurélio Mello, para tratar do mesmo tema.

 

0

Restaurante Popular: secretária de Witzel virá a Campos após receber Rafael e Rodrigo

 

Secretária estadual de Desenvolvimento Social, Fernanda Titonelli recebeu hoje o prefeito Rafael Diniz e o deputado Rodrigo Bacellar (Foto: Divulgação)

 

 

Fechado em 2017, o Restaurante Popular de Campos receberá a visita na segunda do prefeito Rafael e dos deputados Rodrigo e Wladimir, na vistoria para sua reabetura pela secretária estadual Fernanda Titonelli (Montagem: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)

Além de participar do lançamento (aqui) da Frente Parlamentar da Defesa dos Royalties na Assembleia Legislativa do Estado do Rio (Alerj), o prefeito de Campos, Rafael Diniz (Cidadania), tratou no Rio da reabertura do Restaurante Popular de Campos com a secretária estadual de Desenvolvimento Social, Fernanda Titonelli. A reunião foi intermediada pelo deputado estadual Rodrigo Bacellar (SD). A secretária do governo Wilson Witzel (PSC) vem a Campos na próxima segunda (28) para uma vistoria técnica no prédio estadual onde funcionou o antigo Restaurante na rua Laceda Sobrinho. Ele foi fechado (aqui) em junho de 2017 pelo governo Rafael, que alegou falta de recursos e recebeu críticas. Hoje, o deputado federal Wladimir Garotinho (PSD) também anunciou a visita da Titonelli na segunda, mas reforçou as críticas ao fechamento do empreendimento. E recebeu o troco de Rodrigo.

A parceria entre Rafael e Rodrigo pela reabertura do Restaurante Poular Romilton Bárbara foi divulgada (aqui) no último dia 28. Sobre o passo dado hoje para sua concretização, com a vistoria da secretária estadual nesta segunda, o prefeito de Campos declarou:

— Foi aberto um diálogo com o Governo do Estado, que foi muito solícito em nos atender para a reabertura do restaurante, agora em parceria estadual. Aproveito para agradecer o empenho de todos os deputados de nossa região nesta luta, em especial ao deputado Rodrigo Bacellar, que disponibilizou indicação legislativa com esta finalidade.

Com vistas  à eleição a prefeito de Campos em 2020, uma disputa tem se dado como pano de fundo à possibilidade de reabertura do Restaurante Popular. Pré-candidato à reeleição, Rafael recebe críticas desde seu fechamento. Que foram reforçadas por movimentos sociais e de estudantes, já que muitos também se alimentavam no Restaurante, cujo serviço foi municipalizado no governo Rosinha Garotinho (hoje, Patri).

Antes de Rodrigo fazer a ponte entre os governos Rafael e Witzel pela rebertura do Restaurante a possibilidade da sua reabertura chegou a ser anunciada em iniciativas particulares do município e do estado. Também pré-candidato a prefeito, Wladimir hoje usou as redes sociais para a anunciar a visita da secretária estadual a Campos na segunda, antes mesmo dela se reunir com Rafael e Rodrigo. Após o encontro, o deputado federal ressaltou a importância da reabertura do Restaurante, que deu como certa. Mas reforçou as críticas pelo seu fechamento:

— O Restaurante Popular é uma necessidade da população e também do comércio do centro da cidade. Recebi hoje um telefonema confirmando a vinda da secretaria em exercício, atendendo a um pedido que fiz, que na verdade reiterava um ofício que enviei ao governador em fevereiro. Tem gente que matou a criança e quer dar boa notícia, não tem problema, desde que o povo seja beneficiado de verdade. A história se encarrega de clarear os fatos, todos na cidade sabem a verdade. Estou feliz demais com a reabertura por parte do governado do Estado.

Pos sua vez, elo da parceria entre estado e município para reabrir o Restaurante Popular em Campos, Rodrigo Bacellar agredeceu também aos colegas da Alerj que o ajudaram na iniciativa. E deixou a crítica velada aos Garotinho, “que se acham donos da cidade de Campos”:

— Apenas cumprindo meu dever, afinal fui eleito pra isso. E o mérito não é somente meu. Agradeço aos meus companheiros deputados, a secretaria em exercício, e ao governador Wilson Witzel pelo empenho. O importante é ajudar a população, independente de política partidária. Infelizmente ainda temos  figuras que se acham donos da cidade de Campos.

 

0

Rafael representa Ompetro na instalação da Frente em Defesa dos Royalties na Alerj

 

Representando a Ompetro, prefeito Rafael Diniz hoje na Alerj (Foto: Divulgação)

 

O prefeito de Campos e presidente da Organização dos Municípios Produtores de Petróleo (Ompetro), Rafael Diniz, destacou, mais uma vez, a necessidade de união na luta contra a partilha dos royalties. O posicionamento ocorreu durante o discurso, nesta terça-feira (15), na audiência de instalação da Frente Parlamentar Estadual em Defesa dos Royalties do Petróleo. A audiência, no plenário da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), foi conduzida pela deputada estadual Rosângela Zeidan, do PT de Maricá, presidente da comissão.

— O momento é de unir todos para que não ocorra essa tragédia, caso o Supremo Tribunal Federal (STF) aprove a partilha, no dia 20 de novembro. Mesmo os municípios que recebem menos royalties devem fortalecer esse movimento, porque esta é uma luta contra a falência do estado, independente de legendas partidárias. Vamos nos mobilizar, usar todos os meios, levar todos os estudos que temos para mostrar ao Supremo o que pode representar essa partilha — destacou Rafael Diniz.

Integrante da comissão, o deputado Luiz Paulo (PSDB) também reforçou o coro pela união de forças. “Além de tentarmos adiar a votação, temos que tentar retirar os artigos da Lei que tratam da partilha, que é irracional e inconstitucional. Ou não muda nada, até que, mais na frente, aconteça a votação. O Rio não ganha nada com exportação de petróleo, devido à Lei Kandir, e nem com ICMS, que no caso do petróleo, é cobrado no destino, e não na fonte. Nós só perdemos”, explicou.

O professor Mauro Osório, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), mostrou um quadro preocupante. “O Rio já teve a segunda maior indústria do país e hoje caiu pra sexta posição. O estado vem empobrecendo nos últimos anos. O quadro que tentaram mostrar para a aprovação dessa lei não é real. O Rio repassa muito recurso para o governo federal e tem pouco retorno. Com estados nordestinos ocorre o contrário”, disse Osório.

Diretor da Associação dos Engenheiros da Petrobras, Ricardo Maranhão também reforçou o discurso. “Participei do início da luta pela Lei dos Royalties, em 1978. É importante essa união suprapartidária nesse momento”, resumiu. Discurso também adotado pela presidente da comissão. “Vamos continuar realizando outras audiências, levar esses estudos ao Supremo. Se a partilha for aprovada, o estado poderá ter um prejuízo de R$ 56 bilhões até 2023”, alertou Zeidan. Participaram ainda da audiência o prefeito de Arraial do Cabo, Renato Vianna, e o secretário de Desenvolvimento Econômico de Maricá, Igor Sardinha.

Aprovada pelo Congresso em 2012, a Lei 12.734/12 (Lei da Partilha) foi suspensa no ano seguinte pela ministra Cármen Lúcia, do STF, que concedeu liminar a uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (Adin), apresentada pelo governo fluminense. No ano passado, a Alerj ajuizou nova Adin, alegando que as modificações impostas pelas normas violam o pacto federativo inscrito na Constituição Federal, ao subtraírem propriedade do estado do Rio de Janeiro.

 

Da Supcom

 

0

AIC e Tonico Pereira convocam para o 3º FDP! em novembro. Inscrições até 21/10

 

 

Presidente da Associação de Imprensa Campista (AIC), Wellington Cordeiro publicou aqui, no blog da instituição, a convocação para o III Festival Doces Palavras (FDP!), que será realizado entre os dias 02 e 30 de novembro. Após perder o apoio da Prefeitura Municipal de Campos, que alegou contingenciamento de gastos devido às perdas das receitas do petróleo, os demais organizadores do evento decidiram fazê-lo por conta própria. E receberam apoio de várias entidades da cidade, listadas ao final do chamamento, que promoverão o FDP! de forma descentralizada. Interessados em participar podem se inscrever até 21 de outubro, na próxima segunda.

Na redes sociais, quem também chamou ao evento foi o grande ator campista Tonico Pereira. Confira tudo abaixo:

 

 

Reunidos (aqui) em 04 de outubro de 2019, no auditório da Casa de Cultura Villa Maria, em Campos dos Goytacazes, produtores culturais da cidade decidiram realizar a terceira edição do Festival Doces Palavras, que seria realizado pela Prefeitura Municipal de Campos dos Goytacazes no próximo mês de novembro.

Em virtude da surpresa do anúncio de cancelamento e do curto tempo para realização ainda em 2019 nas mesmas proporções e formatos das edições realizadas pela Prefeitura nos anos de 2015 e 2017, os produtores culturais da cidade aprovaram a realização do III Festival Doces Palavras, no período de 02 a 30 de Novembro em forma de mutirão, com cada espaço de cultura, ativista, coletivo cultural, manifestando a forma como pode participar do evento e propondo atividades culturais para que a curadoria organize em uma grande agenda.

As atividades a serem propostas precisam atender ao escopo do Festival Doces Palavras, de valorização da produção literária campista ou da região, assim como valorização da cultura da produção do doce tradicional na região.
Dentro deste espírito, toda ação é bem vinda. São sugeridos debates, apresentações musicais, feiras de doces e de livros, lançamentos, apresentações teatrais, intervenções artísticas nas mais diversas linguagens, que tenham sempre os autores e autoras campistas (ou regionais) e os produtores e as produtoras de doces tradicionais como focos.

A curadoria do Festival Doces Palavras também se coloca à disposição para fazer sugestões individualizadas a cada espaço ou agente cultural que queira participar deste grande esforço para manter vivo o sonho do FDP!. Uma série de debates e atividades haviam sido programados que, em virtude do cancelamento pela Prefeitura, tornaram-se pendentes de locais para acontecer. Parte destas mesas e oficinas podem ser sugeridas para os espaços culturais voluntários.

As sugestões sobre formas de participação no Festival podem ser enviadas até o dia 21 de outubro de 2019 para o e-mail mutirao3fdp@gmail.com, indicando a instituição/entidade/ativista proponente, o tipo de atividade a ser realizada e as datas e horários possíveis.

Também são bem vindas manifestações de disponibilidade voluntária para contribuir na organização e na divulgação do festival, com a formação de coletivos de Logística e de Comunicação, para atuarem junto à Comissão Organizadora.

É muito importante a participação de todos e todas neste momento. Vamos fazer um festival lindo para mostrar a força dos agentes culturais de Campos dos Goytacazes e da região.

Somos todos FDP!

Campos dos Goytacazes, 15 de outubro de 2019

3º Festival Doces Palavras

Instituições e entidades organizadoras e adesões confirmadas até 14/10/19

– Academia Campista de Letras (ACL)

– Academia de Letras do Brasil (ALB)

– Academia Pedralva Letras e Artes

– Associação das Doceiras de Campos dos Goytacazes

– Associação de Imprensa Campista (AIC)

– Associação dos Escritores e Escritoras de Campos dos Goytacazes

– Câmara Municipal de Campos dos Goytacazes

– Centro Cultural Marcelo Sampaio

– Centro Universitário Fluminense (Uniflu)

– Clube do Vinil de Campos

– Espaço Arte Garimpo

– Espaço Multicultural Kátia Macabu

– Instituto Federal Fluminense (IFF) Campos

– Instituto Histórico e Geográfico de Campos dos Goytacazes – IHGCG

– Núcleo de Arte e Cultura de Campos

– Oráculo Espaço do Saber

– Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) de Campos

– Santa Paciência – Casa Criativa

– Sindicato dos Petroleiros do Norte Fluminense (Sindiperto-NF)

– União Brasileira de Trovadores (UBT)

– Universidade Estadual do Norte Fluminense Darcy Ribeiro (Eduenf, Casa de Cultura Villa Maria e Incubadora Tecnológica de Empreendimentos Populares – Itep)

 

Abaixo, a convocação para o 3º FDP! pelo ator campista Tonico Pereira:

 

 

0

Crônica, músicas e poema do domingo — Dúzia de anos depois, o voo de Dédalo

 

Dédalo em óleo sobre tela de Jacob Peter Gowy, 1635, Museu do Prado

 

 

O voo de Dédalo

 

Fernando Pessoa

Era o verão de 2007. O tempo, como definiu em vida o diretor de cinema e teatro Domingos Oliveira, “é um camundongo passando pela sala”. O que não mudava era o umbigo de Dédalo no mundo em Atafona. Leal até no combate, só àquela praia na foz do rio Paraíba do Sul e à língua de Luís de Camões era fiel. Em meio às dúvidas do resto, sobre a mesa da sala iluminada pelo sol que entrava pela porta direita aberta ao vento nordeste, observou atentamente a conjugação. Parecia casual. Mas não era. Sobre as fotos do ensaio que Roxanne enviara por lobby, estavam os brincos sem lóbulo deixados na passagem física de Lígia.

Poeta de vagas horas, das vagas de um mar castanho, se sentou diante da mesa e suas dúvidas. E resolveu transformá-las em versos. Olhando os brincos e as fotos sobrepostos, pensava no que um poeta de fato, conterrâneo de Camões, falava sobre definições. Para Fernando Pessoa optar pelo crescimento do ramo de uma árvore, era abrir mão das possibilidades de todos os outros. Por isso promoveu antes de Oppenheimer, pai da bomba atômica, a primeira divisão do átomo. Pessoa se repartiu em pessoas. E liberou a força dos heterônimos Alberto Caeiro, Ricardo Reis e Álvaro de Campos. Caberia a este descrever o ruído nuclear da explosão: “Estala, coração de vidro pintado!”.

 

Alberto Caeiro, Ricardo Reis e Álvaro de Campos no traço de Almada Negreiros

 

Leitor obsessivo de Pessoa na adolescência, a quem passou a ter como messias, no sentido daquele que veio à Terra para salvar-lhe a alma, Dédalo dera sorte. Da mais de dezena e meia de relações sérias que mantivera ao longo da vida, só se arrependia de duas. Que viriam depois daqueles brincos e daquelas fotos. Na média, se julgava no lucro. Considerava todas válidas ao conhecimento do caráter humano em sua face primeva e mais fértil de mulher.

Incomodava a Dédalo apenas o sofrimento alheio, causado sem dolo aos términos. Sentira na pele no único determinado contra a sua vontade. Foi quando inoculou o vírus que tornaria seu cotovelo imune. Era a mesma das fotos, agora sobre a mesa. Talvez sua única paixão, Roxanne também tinha dúvidas. Mas, na disputa dela, o adversário era o Deus fundamentalista dos pentecostais. Dogmas à parte, um homem não pode competir com o Divino. Nem se devoto do primeiro milagre de Cristo. Submisso como islâmico, tomou a benção ao mesmo Deus de Abraão. E, entre Sara e Agar, conformou-se.

Naquele verão de 2007, Dédalo já vivia há algum tempo da prosa parida em teclado e tela de computador. Mas só era capaz de escrever versos com papel e caneta. Pensando nos descaminhos da sua vida na conjugação de carne e sentimento, lembrou-se de Jack Kerouac. A leitura da maior obra deste, “On the Road”, diário de viagem de quem cruzou várias vezes os EUA do pós-II Guerra, abriu a cabeça de um adolescente a machadadas. Como Pessoa.

Agora adulto, Dédalo pensou numa frase do prosista para abrir o poema. Mas em ato de oxímoro: tirar de dentro de si a desilusão para louvá-la. E o resto foi vindo em aliterações. Aprendera em festivais de poesia que participou no início dos anos 2000 com Alexandro Mouro, seu camarada em armas. E com elas abriu veredas de papel e tinta à catarse: expressar com palavras o que apenas palavras não podem expressar.

Como era do seu hábito, tomou sem pedir licença outras duas referências na estrofe final. De Shakespeare, conferiu a todas as mulheres a paixão de Julieta, “na bela cidade de Verona” que Dédalo depois conheceria ao lado de Lígia, calçada de brincos. E do maldito Charles Bukowski, emblematicamente do seu “Um Poema de Amor”, roubou o desejo feminino carnado em metáfora com a manteiga derretida no miolo quente do pão. Com destino trágico ou não, pão, manteiga e desejo são comuns a qualquer mulher. Derreta-se por Romeu ou outra Julieta.

 

 

Na dúvida entre o brinco e as fotos sobre a mesa daquele verão de 2007 em Atafona, desposaria as donas de ambos em tempos diferentes, antes e depois. E delas se separaria, como de outras, na fluidez das “relações líquidas” do filósofo polonês Zygmunt Bauman. Como da sua primeira (ex-)esposa, Dana, mãe do seu único filho, hoje homem, sobre o qual Dédalo passou a orbitar quando cambiou sua existência de sol a satélite. E se rebatizou enquanto personagem coadjuvante da própria vida.

 

 

Mas, mesmo na liquidez, algo concreto sempre fica a ser redescoberto. A lembrança de uma mulher é capaz de revelar o que há de comum em todas. De uma maneira ou outra, como Chico Buarque escreveu sobre a melodia de Tom Jobim: “É desconcertante rever um grande amor”. De outro estilo musical, só quando da morte do compositor e cantor inglês George Michael, no dia de Natal de 2016, Dédalo tomou conhecimento da regravação de um sucesso do grupo The Police, que integrou sua trilha sonora pessoal nos anos 1980.

Entre as prostitutas do famoso Bairro da Luz Vermelha, na Amsterdã de 1999, um homem que amava outros homens foi capaz de cantar de maneira pungente a condição masculina seduzida por mulheres. Na contrapartida de Chico, heterossexual que canta o macho como fêmea, o homossexual George Michael reinventou com sensibilidade à flor da pele uma canção de Sting: “Roxanne”.

 

 

Dédalo descobriu na regravação da música, homônima à sua paixão do passado, uma síntese do que sentia em fascínio de menino e desejo de homem pelas mulheres. Foi no mesmo ano de 2016 em que estreou nos cinemas do mundo o filme “La La Land”, de Damien Chazelle. Indicado ao Oscar do ano seguinte em 13 categorias, o musical levaria sete estatuetas. É uma história romântica passada em Los Angeles, entre um pianista de jazz (Ryan Gosling) e uma aspirante a atriz de Hollywood (Emma Stone).

No final do filme, em meio ao solo de piano, os desencontros do casal protagonista parecem caminhar à reconciliação do “felizes para sempre”. Deve ter sido a todos os demais espectadores, capazes de acreditar nisso, naquela mesma sala escura de cinema. Mas não para Dédalo.

 

 

“Pianista” que nunca aprendeu a dedilhar nada, a não ser por conta própria a melodia de “But Not for Me” (“Mas Não Para Mim”), dos irmãos George e Ira Guershwin, Dédalo sabia previamente que o final do filme remeteria aos seus. Que seriam melhor descritos em outros versos de Álvaro Campos: “Ah, quem escreverá a história do que poderia ter sido?/ Será essa, se alguém a escrever,/ A verdadeira história da humanidade”.

 

 

Expectativa real confirmada na ficção, Dédalo sentiu um estranho frescor de melancolia no peito. Libertou as idealizações de Ida, menina sonhadora como a personagem de Emma Stone, pela qual conservava ternura paternal. E optou pela pavimentação dos rumos que nunca abandonara em Lena. Ao norte e ao sul da geografia mais ampla de mulher.

Depois foi ler o poema que escrevera naquele verão de 2007 em Atafona. Dúzia de anos depois, em busca de pouso, seu uivo ainda enfunava o voo de Dédalo:

 

“louvada seja a desilusão, o ondular”

(jack kerouac)

 

uivo

 

lobby nas fotos

brincos sem lóbulo

— lembranças por lobo

com brancos caninos

à caça de luas

 

verão na varanda

visões à vera, veredas

 

julietas diversas

vararam veronas

com manteiga

no miolo quente do pão

 

atafona, 20/02/07

 

0

Na Folha FM, Luciano D’Ângelo projeta Rafael, Wladimir e Caio a prefeito em 2020

 

Na manhã de hoje, o professor Luciano D’Ângelo fechou a semana do Folha no Ar 1ª edição (Foto: Isaias Fernandes – Folha da Manhã)

 

“Eu não estou vendo com muito entusiasmo esse quadro que está aí, de (pré-)candidaturas (a prefeito de Campos em 2020). Eu sempre fiquei esperançoso que tivesse um outsider, que saísse desse quadro antigo de sucessão familiar. É só uma vontade. Se eu tivesse que olhar para a realidade, eu diria: é o Rafael (Diniz, Cidadania), é o Wladimir (Garotinho, PSD), é o Caio (Vianna, PDT). A disputa vai se dar aí. O Rafael tem desgaste, há que reconhecer isso. O Wladimir, por sua vez, embora faça um bom mandato de deputado federal, traz o desgaste familiar. E o Caio é um menino que ainda não brotou de forma exuberante, embora tenha sido bem votado, de forma até surpreendente para deputado (federal em 2018, quando não se elegeu, mas fez 21.017 votos, 18.900 deles em Campos)”. Essa foi a opinião de um respeitado analista da política goitacá, o professor Luciano D’Ângelo (PT), convidado que encerrou na manhã de hoje a rodada semanal de entrevistas do programa Folha no Ar 1ª edição, da Folha FM 98,3.

Com o conhecimento de quem foi secretário municipal de Campos duas vezes, nos governos Arnaldo Vianna (PDT) e Carlos Alberto Campista (ex-PDT, hoje sem partido), assim como de Niterói, na gestão Godofredo Pinto (PT), Luciano foi por décadas considerado um dos maiores articuladores petistas no interior do Norte Fluminense. Primeiro diretor eleito da antiga Escola Técnica Federal, hoje Instituto Federal Fluminense (IFF), no último ano da ditadura militar no Brasil (1964/85), ele cobrou que Campos tenha um prefeito que “faça uma coisa diferente”:

—  A obrigação principal do prefeito é ter um lema para a cidade. E que a sociedade reconheça o lema dele. Eu tive um lema quando fui diretor da Escola (Técnica Federal de Campos). Naquela ocasião, o lema se justificava, era democracia. Eu vim para democratizar a Escola, que era autoritária, não por conta do ex-diretor. Era por conta de uma ditadura militar autoritária. Tudo que eu fiz na Escola estava fundamentado na redemocratização. Então eu quero um prefeito, que o munícipe olhe para ele, entenda qual é o lema dele e colabore com ele. (O governo Rafael) claramente não tem isso, não tem um apelo. Ele não trouxe a população com ele para ajudá-lo a governar. Isso é política. Falta isso. E aos outros também. Isso, para mim, é uma questão fundamental. É a comunicação com a sociedade. Aí, diga-se de passagem, Garotinho, com todos os defeitos, eu sempre fui seu adversário, essa identificação com o povo, os governos dele sempre tiveram. Não da forma melhor. Mas tenho que reconhecer também que esse município viveu esses últimos anos (no governo Rafael) debaixo de uma grave crise econômica.

Pelo papel histórico na redemocratização do que hoje é o IFF, seu ex-diretor foi saudado por vários ex-estudantes durante o Folha no Ar, através das redes sociais do programa. Inclusive pelo atual reitor, professor Jefferson Manhães de Azevedo, candidato à reeleição este ano, como anunciou aqui, em entrevista à Folha em 27 de abril). Luciano também analisou o processo eleitoral da maior instituição de ensino de Campos e região, que ja começou (aqui) e cujo pleito deve ocorrer no próximo dia 10 de dezembro:

— Pelo que estou informado, o Jefferson deve ser candidato único, como foi da última vez. Então acho que não vai polarizar. Ele fez uma boa gestão e é um bom quadro.

 

De volta da Espanha, professores do Uniflu Inês Ururahy, Rafael Crespo e Cristiano Miller abrirão o Folha no Ar da próxima semana (Montagem: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)

 

Após o final de semana, o Folha no Ar 1ª edição volta ao ar na próxima segunda-feira (14), na Folha FM 98,3. Sempre a partir das 7h da manhã, trará outros educadores da cidade: a reitora do Uniflu, Inês Ururahy e outros dois professores da instituição, Rafael Crespo e Cristiano Miller, que também é presidente da OAB-Campos. Eles regressam a Campos após uma missão acadêmica na Espanha, onde participaram de eventos na Universidade Coplutense de Madrid e na Universidade de Burgos.

Antes da rodada da próxima semana, a partir desta segunda, confira os quatro blocos do Folha no Ar da manhã de hoje, com o professor Luciano D’Ângelo:

 

 

 

 

 

0

Inês, Cristiano, Sana e Rafael em missão acadêmica do Uniflu de Campos na Espanha

 

Nas três fotos de hoje, na Universidade de Burgos, os professores Rafael Crespo; Cristiano Miller e Sana Gimenes; e Inês Ururahy (Fotos: Dvulgação – montagem: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)

 

A reitora do Uniflu, Inês Ururahy, acompanhada dos professores de Direito Cristiano Miller, Rafael Crespo e Sana Gimenes participam de eventos acadêmicos na Espanha. O primeiro ocorreu na Universidade Complutense de Madrid, no último dia 08. O segundo foi realizado hoje (10), na Universidade de Burgos. As exposições dos professores versaram sobre Direitos Humanos, Cidadania e Acesso à Justiça. Dos eventos em evidência, participaram estudiosos da América Latina e da Europa.

Do lado de cá do Atlântico, o promotor estadual Victor Queiroz saudou a missão acadêmica dos colegas juristas em terras de Espanha: “É a difusão internacional presencial do pensamento jurídico campista. Gente de Campos brilhando na Europa em nível acadêmico”. Das palavras dele, o blog pede licença de fazer as da comarca goitacá.

 

0