Hirano tenta “abrir portas para o futuro” em Brasília

Paulo Hirano com o novo ministro da Educação José Mendonça Bezerra Filho, hoje, em Brasília (foto: divulgação)
Paulo Hirano com o novo ministro da Educação José Mendonça Bezerra Filho, hoje, em Brasília (foto: divulgação)

Como anunciado ontem (aqui), o vereador Paulo Hirano (PR) foi recebido hoje em Brasília pelo novo ministro da Educação, o deputado federal José Mendonça Bezerra Filho (DEM), que já foi governador do estado de Pernambuco. Também pré-candidato a prefeito, após apresentar ao ministro um resumo das ações do governo Rosinha Garotinho (PR) na Educação, Hirano disse:

— Esse encontro visa abrir portas para o futuro, pois acredito que somente pela educação promovemos transformações significativas na sociedade, garantindo, assim, uma vida melhor para todos. Continuo muito ligado ao ensino. Fui professor de Medicina por 20 anos e diretor geral de uma grande universidade, formando milhares de alunos nas mais diversas áreas.

Depois do encontro com o ministro da Educação, o vereador esteve no gabinete do deputado federal Paulo Feijó (PR). De lá, ele foi também ao Palácio do Planalto, para a posse do novo ministro da Cultura, Marcelo Calero, diplomata carreira e ex-secretário municipal de Cultura do município do Rio.

 

Com informações da assessora Kamilla Uhl

 

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Ocinei Trindade — O Líbano é aqui (bem aqui)

Cedro do Líbano
Cedro do Líbano (reprodução)

 

 

Desde que Michel Miguel Elias Temer Lulia (com i mesmo, não confundir) chegou à Presidência da República sob muitos protestos de uns e alguns aplausos de outros, especulação é o que não falta sobre o futuro do Brasil com este (assim nem tanto) novo governo. Há quem diga que ele veio para ficar até 2018, período que se encerraria o mandato da presidente afastada Dilma Rousseff que responde no Senado Federal a um turbulento julgamento de impeachment, acusada de crime de responsabilidade. Golpe para uns, processo legal para outros, só teremos o desfecho dessa guerra de tronos em até 180 dias. Se pararmos para analisar, Temer já é presidente há muito tempo. Desde 2001 preside o PMDB, maior e mais influente partido do país, além de ter presidido a Câmara dos Deputados por três mandatos.  Já Dilma, que se “casou” com Temer em 2010, parece ter se esquecido que nessa “aliança” que o PT promoveu, o “dote” maior sempre foi o do “noivo” com origens familiares do Líbano.

São cerca de sete milhões de descendentes de libaneses que vivem no Brasil, quase o dobro da população atual do Líbano. País com mais de sete mil anos de História, o Líbano é um dos berços da civilização antiga, já passou por inúmeras ocupações, guerras, e segue sob tensão política e iminentes conflitos em seu território e com os vizinhos nervosos e barulhentos do Oriente Médio. Na última semana, o jornalista Guga Chacra, correspondente em Nova York da Globonews e do jornal O Estado de São Paulo, que também é de ascendência libanesa, destacou no programa Em Pauta, alguns nomes da política e da literatura brasileiras que possuem raízes no Líbano. Entre os citados por ele estavam os escritores Raduan Nassar e Milton Hatoum, além dos experientes políticos Espiridião Amin, Geraldo Alckmin, Paulo Maluf, Fernando Haddad e Anthony Garotinho (Matheus), que assim como Michel Temer, todos se orgulham da ascendência libanesa. Em Campos, ainda é possível escutar alguém falando árabe por aí ou em algum comércio tradicional da cidade.

O Líbano está sem presidente da República há quase dois anos devido a conflitos políticos internos. Lá, por lei, todo presidente tem que ser cristão maronita, o primeiro-ministro muçulmano sunita e o porta-voz do parlamento muçulmano xiita. Acordo alcançado desde 1943, quando o Líbano deixou de ser colônia da França (aliás, dizem que Beirute é a Paris do Oriente).  Parece exemplar essa tolerância e arranjos entre as religiões que descendem de um hebreu, o patriarca Abraão, mas não sejamos ingênuos: a tensão (ou traição) política, mesmo em país laico, passa por credos e vai além destes. Quem assume atualmente a presidência interina do Líbano é o primeiro-ministro Tammam Salam. Curiosa essa interinidade perpétua dos governos do Brasil e do Líbano nestes dias incertos. Quando chegou ao Palácio do Planalto, Michel Temer ganhou festejos e celebração na vila onde seu pai nasceu. Não sei se Temer é cristão maronita ou muçulmano de alma (há relatos de desconstrutores de imagem e personalidade de plantão na internet que ele é satanista), mas deve ser um homem de fé e obstinado, com certeza, pois está de pé. Ainda. Na política, muitos falam em nome de Deus, mas fica evidente, quase sempre, que esse negócio tem mais a ver com o inferno ou com o diabo, cá entre nós.

Bom libanês que se preza faz alguma relação de sua resignação e patriotismo com o Cedro do Líbano, árvore-símbolo que estampa a bandeira nacional. Acho que a primeira vez que ouvi falar do Líbano foi lendo textos bíblicos. O tal cedro aparece em várias menções, com destaque para alguns poemas do livro dos Salmos. Uma vez estive em Segóvia, Espanha, e pela primeira vez fui apresentado à árvore majestosa. O cedro é imponente,  símbolo de força e eternidade. Nos primeiros três anos de vida cresce apenas cinco centímetros, mas suas raízes nesse período já atingiram um metro e meio de profundidade. Só depois de quarenta anos, o cedro produz sementes. A arvore pode alcançar quarenta metros de altura. No Salmo 92 se lê: “O justo florescerá como a palmeira; crescerá como o cedro do Líbano. Os que estão plantados na casa do Senhor florescerão nos átrios do nosso Deus. Na velhice ainda darão frutos; serão viçosos e vigorosos”. Mudando de assunto rapidamente, os alquimistas estão chegando, segundo Jorge Benjor. Os libaneses também.

Fico pensativo sobre quem seria esse “justo” que o salmista sugere na política. Nas biografias dos nossos libaneses como Garotinho (que já concorreu à Presidência da República e é o atual presidente estadual do Partido da República),  e sua esposa, a linda prefeita Rosinha, também de origem libanesa (ela é Assed), percebemos que suas raízes têm se espalhado fortemente (seja para o bem ou para o mal, dependendo de cada ponto de vista). Temer e Garotinho são admiráveis e natos líderes, é visível (mas há quem discorde disto). Um mais diplomata e sutil e o outro mais passional e sanguíneo. Além de libaneses, o casal de ex-governadores do Rio de Janeiro tem lá atrás um histórico de ligação com Michel Temer (e qual político não tem?), pois também já passaram pelos quadros do PMDB. Desconheço o fato de que os três, Rosinha, Garotinho e Temer, tenham plantado cedros no Brasil, mas muita expectativa e polêmica têm sido plantadas abundantemente por muitos políticos na história recente do país. Esparramam-se mais céleres que as raízes poderosas da árvore simbólica, mais parecidos com o descontrole e pragas de ervas daninhas.  Quanto tempo durarão? Coisas da política além-Líbano, além-Brasil, acima de qualquer botânica suspeita. SallamAleikum.

 

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Hirano com agenda na Educação e Cultura em Brasília

Paulo Hirano (foto de Helen de Souza - Folha da Manhã)
Paulo Hirano (foto de Helen de Souza – Folha da Manhã)

 

 

Entre 10 pré-candidatos governistas (aqui) à sucessão da prefeita Rosinha Garotinho (PR), não é só o vereador Mauro Silva (PSDB) que está costurando (aqui) apoios fora de Campos para se fortalecer na disputa interna. Antecessor de Mauro como líder da situação na Câmara Municipal, o também vereador Paulo Hirano (PR) cumpre amanhã (24) agenda em Brasília. No final da manhã, ele terá agenda com o ministro da Educação Mendonça Filho (DEM/PE). Depois, estará na posse do novo ministro da Cultura Marcelo Callero, marcada para às 13h.

Sem adiantar sua pauta, o vereador disse que vai tratar de assuntos do interesse de Campos nas áreas dos dois ministérios. Apesar de ter sido o último a entrar na lista dos pré-candidatos a prefeito, como o Christiano Abreu Barbosa apostou aqui, em seu “Ponto de vista”,  Hirano entrou com força no páreo.

 

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Mauro Silva costura com Otávio Leite e agenda Geraldo Alckmin

Mauro Silva, Otávio Leite e Robson Colla no encontro de hoje no Rio (foto: divulgação)
Mauro Silva, Otávio Leite e Robson Colla no encontro de hoje no Rio (foto: divulgação)

 

Com a disputa entre 10 pré-candidatos governistas (conheça-os aqui) à sucessão da prefeita Rosinha Garotinho (PR), a disputa por apoio não se restringe a Campos. Hoje, o líder da situação na Câmara Municipal, vereador Mauro Silva (PSDB), esteve com o presidente estadual do seu partido, deputado federal Otávio Leite, que afirmou: “Estamos muito animados com a sua pré-candidatura  à Prefeitura de Campos, não só pelo sua conduta, propostas e compromissos, como também pela sua capacidade de articulação”.

Ficou acertado hoje que Mauro participará no dia 11 de uma reunião com o governador paulista Geraldo Alckmin (PSDB), no Rio. E, juntamente com Otávio Leite, o vereador está preparando a agenda para reunião no ministério das Cidades, ocupado pelo deputado tucano Bruno Araújo (PE), para avaliar projetos importantes para o município que podem ter o apoio do presidente Michel Temer (PMDB):

— Tivemos a satisfação de ouvir do presidente que está animado com a nossa pré-candidatura, pelos compromissos assumidos e pela capacidade de articulação e já anunciou que vai nos levar ao Ministério das Cidades, para avaliarmos o que pode ser feito desde já em projetos importantes e viáveis para Campos — disse o pré-candidato a prefeito.

O encontro de hoje foi antecipado aqui, no último sábado, quando Mauro recebeu em Campos o presidente estadual do PT do B, Vinicius Cordeiro, que oficializou o apoio do seu partido à pré-candidatura de Mauro a prefeito.

 

Com informações do assessor Adelfran Lacerda

 

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Homem forte de Temer, Romero Jucá foi gravado querendo parar Lava Jato

Um dos principais articuladores do impeachment de Dilma no Congresso, Romero Jucá deve ter vida curta no ministério do presidente interino Michel Temer (foto: reprodução)
Um dos principais articuladores do impeachment de Dilma no Congresso, Romero Jucá deve ter vida curta no ministério do presidente interino Michel Temer (foto: reprodução)

 

 

Em conversas ocorridas em março passado, o ministro do Planejamento, senador licenciado Romero Jucá (PMDB/RR), sugeriu ao ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado que uma “mudança” no governo federal resultaria em um pacto para “estancar a sangria” representada pela Operação Lava Jato, que investiga ambos. Gravados de forma oculta, os diálogos entre Machado e Jucá ocorreram semanas antes da votação na Câmara que desencadeou o impeachment da presidente Dilma Rousseff. As conversas somam 1h15min e estão em poder da Procuradoria Geral da República (PGR).

Machado passou a procurar líderes do PMDB porque temia que as apurações contra ele fossem enviadas de Brasília, onde tramitam no STF (Supremo Tribunal Federal), para a vara do juiz Sergio Moro, em Curitiba (PR). Em um dos trechos, Machado disse a Jucá: “O Janot está a fim de pegar vocês. E acha que eu sou o caminho. […] Ele acha que eu sou o caixa de vocês”. Na visão do ex-presidente da Transpetro, o envio do seu caso para Curitiba seria uma estratégia para que ele fizesse uma delação e incriminasse líderes do PMDB.

Machado fez uma ameaça velada e pediu que fosse montada uma “estrutura” para protegê-lo: “Aí fodeu. Aí fodeu para todo mundo. Como montar uma estrutura para evitar que eu ‘desça’? Se eu ‘descer’…”. Mais adiante, ele voltou a dizer: “Então eu estou preocupado com o quê? Comigo e com vocês. A gente tem que encontrar uma saída”. O ex-presidente da Transpetro disse que novas delações na Lava Jato não deixariam “pedra sobre pedra”. Jucá concordou que o caso de Machado “não pode ficar na mão desse [Moro]”.

O atual ministro afirmou que seria necessária uma resposta política para evitar que o caso caísse nas mãos de Moro. “Se é político, como é a política? Tem que resolver essa porra. Tem que mudar o governo para estancar essa sangria”, diz Jucá, um dos articuladores do impeachment de Dilma.

 

Fonte: Folha de São Paulo

 

Atualização às 18h16: Pressionado pela revelação da gravação, Romero Jucá pedirá licença do ministério da Previdência a partir de amanhã (24), como o jornalista Arnaldo Neto divulgou aqui em primeira mão na blogosfera goitacá.

 

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Ocinei Trindade empata o jogo dos escritores no “Opiniões”

Campos empata o jogo da prosa literária no blog. Depois do capixaba Fabio Bottrel (aqui) e do itaperunense Guilherme Carvalhal (aqui) abrirem o jogo e abrirem o marcador e o ampliarem a favor dos escritores “visitantes”, com o placar descontado bravamente pela campista Paula Vigneron (aqui), outro escriba goitacá vai passar a colaborar com o blog. Também jornalista, como Carvalhal e Paula, Ocinei Trindade fará sua estreia por aqui amanhã (24).

Apesar de manter seu próprio blog, o “Ocinei Trindade escreve”, ele generosamente aceitou escrever também neste “Opiniões”, terça sim, terça não.Vencedor do FestCampos de Poesia Falada de 2015, com “Ode ao falo”, poema apresentado ao público antes aqui, Ocinei usou da prosa para dizer abaixo o que pretende trazer quinzenalmente a você, leitor:

 

Jornalista e poeta Ocinei Trindade (foto do Facebook)
Jornalista e poeta Ocinei Trindade (foto do Facebook)

 

Contrariando Raul Seixas, “eu prefiro ser essa opinião ambulante, do que ter aquela velha metamorfose formada sobre tudo”. Brincadeira. Entretanto, fico com o que Sueli Costa e Cacaso defendem na canção “Face a Face”, famosa na voz de Simone: “São as trapaças da sorte, são as graças da paixão, pra se combinar comigo tem que ter opinião”. Dizem que todo mundo tem um comentário a fazer, mesmo sem opinião formada, como Glória Pires na transmissão do Oscar. Tenho dúvidas. Bem mais que certezas. Mesmo assim, me arrisco ao opinar. Me informo e estudo o máximo que puder antes de tornar público o que penso sobre temas polêmicos como política, sexualidade e religião, por exemplo. Escrever é sempre desafiador para provocar e refletir. Ler também é assim. Espero que por algum tempo tenhamos chances de pensarmos e repensarmos juntos aqui. Até breve!

 

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Vereador Dayvison Miranda solicitou Defesa Civil na Graça de Deus

Ex-vereador do PRB, onde foi eleito com apoio da Igreja Universal do Reino de Deus (Iurd), antes de se mudar ao PSDC do deputado estadual João Peixoto, o vereador Dayvison Miranda ligou neste final da noite e enviou e-mail, para explicar a presença de um veículo oficial da Prefeitura de Campos dentro da Igreja Internacional da Graça de Deus, na rua 13 de Maio. A presença estranha foi flagrada aqui por um leitor em foto e vídeos na manhã da última quinta.

Segundo Dayvison, foi ele quem solicitou a ação da Defesa Civil, em virtude de quatro árvores nos fundos do templo, com infestação de cupins e que ofereceriam risco, necessitando de corte. Ainda de acordo com o vereador, a caixa que aparece num dos vídeos sendo transportada para dentro da Igreja para dentro do veículo oficial seria das ferramentas utilizadas no serviço.

Dayvison se aproximou da Igreja Internacional da Graça de Deus por intermédio de João Peixoto, que é católico, mas tem contato com a denominação religiosa fundada pelo televangelista R.R. Soares, em 1980, após deixar ao bispo Edir Macedo a Iurd que também ajudara a fundar em 1977. O vereador de Campos se deu tão bem na nova igreja neopentecostal que é menos conhecidos na Graça de Deus como político do que por tocar órgão nos cultos.

Confira abaixo a explicação enviada no e-mail de Dayvison:

 

Vereador Dayvison Miranda (à dir.), depois que passou a rezar na cartilha do PSDC do deputado João Peixoto (foto: reprodução)
Vereador Dayvison Miranda (à dir.), depois que passou a rezar na cartilha do PSDC do deputado João Peixoto (foto: reprodução)

 

Diante da matéria publicada no site Fmanha, envolvendo a Defesa Civil e a Igreja Internacional da Graça de Deus, não poderia deixar que especulações fossem criadas envolvendo as duas instituições, uma vez que conheço o real motivo pelo qual a equipe da secretaria estava naquele local. Ocorre, que existiam nos fundos da Igreja quatro árvores que devido ao tempo e existência de cupins estavam colocando em risco o nosso bem maior, a vida, uma vez que estavam colocando em risco as estruturas das construções vizinhas e pessoas que frequentam a igreja diariamente.

Diante dessas possibilidades, solicitei à vistoria da Defesa Civil no local, onde de fato foi constatado o risco eminente de acidente, já que fica ao lado de um banco, do INSS, da OI e nos fundos da própria igreja. A equipe imediatamente providenciou o corte das árvores evitando assim assistentes fortuitos ou por força maior da natureza. A tal caixa mostrada no vídeo não se trata de mobília ou até mesmo pertences da Igreja e sim os equipamentos de trabalho da equipe, o carro da secretaria no rol de entrada da igreja, se deu pelo fato de não existir estacionamento naquele local.

Por fim parabenizo a equipe da Defesa Civil por trabalharem não só em desastres como também na prevenção.

Grato pela possibilidade de esclarecimento,

vereador Dayvison Miranda.

 

Atualização às 18h15 de 24/05: Por telefone e depois e-mail, a assessoria da Defesa Civil de Campos esclareceu que é de sua responsabilidade o corte de árvores dentro de imóveis, se constatado risco de acidente, mediante avaliação de um técnico agrícola.  Respondendo ao questionamento de leitores do blog nos comentários deste post, foi informado que as árvores em vias públicas são de competência da superintendência de Meio Ambiente. Abaixo, foto postada nas redes sociais pelo vereador Dayvison Miranda, com a ação nos fundos da Igreja Internacional da Graça de Deus, na rua 13 de Maio, enviadas pela assessoria da Defesa Civil:

 

(Facebook do vereador Dayvison Miranda)
(Facebook do vereador Dayvison Miranda)

 

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Kombi da Prefeitura de Campos na Igreja da Graça de Deus fazendo o quê?

Flagrante da Kombi da Prefeitura de Campos na Igreja Internacional da Graça de Deus, na rua 13 de Maio (foto do leitor)
Flagrante da Kombi da Prefeitura de Campos na Igreja Internacional da Graça de Deus, na rua 13 de Maio (foto do leitor)

 

Chegou ao blog duas filmagens e uma fotografia que flagraram, na manhã da última quinta (19), uma Kombi da Prefeitura de Campos, ostentando em sua porta o emblema da Defesa Civil, fazendo não se sabe o que na neopentecostal Igreja Internacional da Graça de Deus, na rua 13 de Maio. Em um dos dois vídeos, três homens uniformizados de amarelo aparecem aparentemente transportando algo da igreja para dentro do veículo oficial, até que um deles, de óculos, ao lado da porta do carona, percebe estar sendo filmado do outro lado da rua e a ação é paralisada.

O casal Garotinho é conhecido pela religião (e eleitorado) evangélica, orientação pessoal que já se manifestou em episódios administrativos polêmicos, como na tentativa de introdução (aqui) do criacionismo bíblico na grade científica da rede estadual de ensino, em 2004, quando a hoje prefeita de Campos foi governadora do Rio (2003/07). Por sua vez, a Igreja Internacional da Graça de Deus foi fundada em 1980 pelo televangelista e missionário Romildo Ribeiro Soares, mais conhecido como R. R. Soares, quarto pastor mais rico do Brasil, segundo a revista estadunidense Forbes, com fortuna pessoal avaliada em US$ 125 milhões.

Tudo isso posto, fica a pergunta: o que uma Kombi da Prefeitura de Campos estava fazendo dentro da Igreja Internacional da Graça de Deus? Será que a placa anunciando “oração pelos casais”, ao lado do veículo oficial, oferece alguma pista?

Na dúvida, confira os vídeos:

 

 

 

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Ocupa TB — Crítica e generosidade na visão de quem veio de fora

Hoje, duas visões sobre a ocupação do Teatro de Bolso Procópio Ferreira, desde o último dia 9 (aqui), pelos artistas de Campos, foram publicadas. Uma, mais lírica e generosa, de autoria do escritor Fabio Bottrel, foi reproduzida como artigo principal de opinião da edição dominical da Folha, após ter sido publicada originalmente aqui, neste “Opiniões”.

A outra visão, mais objetiva e crítica, por parte do advogado, publicitário e crítico de cinema Gustavo Alejandro Oviedo, que se focou mais na pauta de 11 reivindicações (aqui) protocolada pelos artistas junto ao poder público municipal, foi publicada aqui, na democracia irrefreável das redes sociais. Independente do juízo de valor, interessante observar que, além de complementares na aparente oposição, ambas são visões sobre a cultura goitacá a partir da perspectiva de outras tribos: Bottrel é capixaba, enquanto Oviedo, argentino.

Abaixo, leitor, à sua reflexão, as duas manifestações:

 

 

(Foto do blog “Ocinei escreve”)
(Foto do blog “Ocinei escreve”)

 

 

Advogado, publicitário e crítico de cinema Gustavo Alejandro Oviedo (foto: Folha da Manhã)
Advogado, publicitário e crítico de cinema Gustavo Alejandro Oviedo (foto: Folha da Manhã)

Os novos Garotinhos

Por Gustavo Alejandro Oviedo

 

Após ter lido a lista da pauta de reivindicações elaborada pelo grupo Ocupa Teatro do Bolso, confesso que um calafrio me percorreu a espinha.

Os primeiros quatro pontos da lista exigem (este é o término correto) o seguinte:

1 – Administração compartilhada, ficando a cargo da associação ‪#‎OcupaTeatroDeBolso‬ a administração artística do Teatro, como pautas, projetos internos e divulgação, através de um contrato de concessão de direito real de uso do espaço. E a cargo da Prefeitura, os serviços de manutenção, limpeza, alvarás de licença, técnicos de luz e som, etc.

2 – Criação de um Fundo do Teatro de Bolso Procópio Ferreira para destinar 1% do IPTU e do ISS para fomentar atividades artísticas do teatro a ser administrado democraticamente pelos artistas.

3 – Até que este fundo seja criado por lei, solicitamos repasse de verba fixa para despesas oriundas da gestão artística do teatro via crédito adicional no Orçamento Público (LOA 2016), no valor de (trinta mil reais)R$ 30.000,00 /mês, conforme contrato que será proposto pelo Coletivo #OcupaTeatroDeBolso.

4 – Que todos anteprojetos de lei apresentados pelos artistas sejam encaminhados à Câmara pelo Gabinete da Prefeita em regime de Urgência.

O primeiro ponto da pauta pretende garantir ao grupo que ocupou o TB a administração exclusiva do espaço cultural; os dois seguintes, dinheiro para os administradores – livres das despesas. O quarto é simplesmente uma confirmação da arrogância.

Pelo visto, para o Coletivo Ocupa Teatro De Bolso, a iniciativa da ocupação outorga direitos pessoais e permanentes. Isto é, dado que foram eles os que ocuparam o espaço, são eles os merecedores da sua direção. Não parece ser uma idéia muito democrática, ainda mais quando consideramos que as pretensões do grupo foram impostas aos representantes do governo municipal sem a menor chance de discussão ou debate. “Nada temos a fazer aqui” teria sido a resposta de Garotinho antes de abandonar a reunião.

Não se pretende questionar aqui o valor e a importância cultural dos projetos dos integrantes que estão ocupando o Teatro de Bolso, nem os de seus simpatizantes. E não se questiona pela seguinte convicção pessoal de quem subscreve: cultura, como religião, não se discute — e, como religião, não se impõe. A cultura, ou bem existe, ou bem não é nada. O que determina a existência de uma manifestação cultural é a sua produção e o seu consumo.

Todo mundo tem direito a produzir cultura, mas ninguém está obrigado a consumi-la. A relevância de um determinado produto cultural está dada pela crítica e pelo público. Quando a arte vive, ela acontece. Seja num galpão, numa praça, numa sala de cineclube ou num vídeo de Youtube. Quando a arte agoniza, por falta de procura, ela precisa de respirar através do aparelho do estado e do ‘fomento cultural’.

O pessoal do Ocupa TB tem todo o direito de exigir a abertura do teatro de Bolso. Mas se arvorar no direito de administrá-lo e ainda pretender receber por isso, apenas por ter tomado a iniciativa de invadir o lugar, tem outra finalidade: é querer se transformar num burocrata da cultura, com verba vinculada.

Se a intenção do movimento fosse verdadeiramente democrática, apenas duas reivindicações deveriam constar na pauta de pedidos: o funcionamento imediato e pleno do Teatro de Bolso, e a disponibilidade da sala para qualquer grupo artístico que ali queira se apresentar, a qualquer dia da semana. Os custos de manter o teatro aberto correriam por conta do Município; o sucesso ou o fracasso daquilo que for colocado no palco seria responsabilidade de seus organizadores.

Nos primeiros dias da ocupação alguns apontaram, e festejaram, a ironia de Garotinho estar sofrendo hoje como governante aquilo que ele próprio fez, como ator, na década de 80, quando comandava a Associação Regional de Teatro Amador. Todos comemoram a reviravolta do destino contra Anthony Matheus, enquanto ninguém se atenta que a história pode se repetir, e que um novo Garotinho pode se esconder por trás de uma pauta autoritária.

 

 

Fabio Bottrel 1 (foto de Daniel Marins)
Escritor Fabio Bottrel (foto de Daniel Marins)

Bata fora, artista, como os anos pela vida!

Por Fabio Bottrel

 

Estalava o ventilador numa noite tão quente do ar machucar o pulmão. Com um violão, a esperança na mão, no palco do Teatro de Bolso um artista dormiu, e ao dormir sonhou que era um pássaro. Bateu as asas forte, tão forte, muito forte! E subiu, subiu, subiu. Achou uma fresta num cano escuro, entrou e voou além do teto, subiu, subiu, subiu, viu, toda a cidade iluminada, a ponte verde ao lado do abandono rosa. Enquanto o vento frio soprava no seu bico, sentia o pequeno coração bater acelerado com as asas abrindo altas e donas do céu estrelado atrás de si, sentia o ar entre as penas, a vida longe de ser pequena. Do alto viu sua morada, no telhado do teatrinho, um velho ninho amassado e usurpado por predadores ao longo do tempo. Ali estavam seus filhos gritando, aproximava-se uma trupe de aves de rapina para roubar-lhes a casa. Desceu com toda a força, bateu forte as asas como batem os segundos no tempo, desceu, desceu, desceu enquanto o vento passava como passam os anos pela vida o levando há 48 anos atrás…

…Ainda era sua primeira muda de pena quando levava alguns pedaços de palha no bico para construir um aconchegante e pequeno ninho no telhado do teatrinho, escutava as vozes de Gilda Duncan, Rubens Fernandes, Nely Fernandes, Paulo Roberto, Romilda Nunes e Odilon Martins ecoarem e chegarem aos seus ouvidos através da pequena fresta do cano no teto enquanto a cidade iluminada observava a primeira peça no Teatro de Bolso, onde construiu sua casa às vozes de A Moratória, em 15 de abril de 1968. Sentia nas patinhas os tremores dos aplausos, olhava as ondinhas que o vento fazia no rio Paraíba, arrumava palha por palha alinhavando seu ninho e depois empoleirava-se no muro para ver todo o mundo ir embora, quando o último ia, voltava para sua casa, ficava a observar as estrelas até seus olhos fecharem…

De manhã bateu as asas como batem os segundos no tempo, o vento passava como passam os anos pela vida e após 7 rajadas quebrou a asa num tronco soltando 26 penas no Boulevard Francisco de Paula Carneiro. Banhou seu canto com silêncio, não haveria mais dança nesse terreno, corpos ao relento, sua árvore fora cortada. De peito estufado, que pássaro da arte não se dobra com a dor, viu seu coração ser demolido, pétala por pétala, pena por pena. Ali ficou, demorou, caminhou, voltou para a sua casa, no telhado do Teatro de Bolso, chorou. O tempo derramou três lágrimas de silêncio enquanto a pele do pássaro enrugava, em agosto de 1978, na solidão de seu ninho, pôde voltar a admirar o canto dos atores ecoando pela fresta do cano no telhado, anunciando O Pagador de Promessas de Dias Gomes, numa montagem com Orávio de Campos enquanto o mar de luzes da cidade era o holofote do seu palco. Nesse mesmo dia, um passarinho com cores tão vivas que mesmo no escuro pareciam brilhar pousou no muro do telhado e ficou a olhar, imaginar, enquanto ouvia Marisa Almeida e Roberta Nogueira cantar, dançar nas ondas sonoras do ar. O passarinho se aproximou e o pássaro da arte curvou sua cabeça na alegria de ser, um dia, a saudade de alguém. O passarinho colorido subiu ao ninho, se aconchegou, asa com asa, pena com pena, protegeram-se do frio dobrando as patinhas dentro do ninho, e de que importava o mundo se estavam juntos?

Bateram as asas como batem os segundos no tempo, o vento passava como passam os anos pela vida e no silêncio costumeiro do frio alienador o pássaro voltou para a casa e viu três ovos, que foram se romper com a trilha sonora de poesias nas vozes de Osório Peixoto, Fernando Rossi, Adriano Moura e Kapi em 27 de março de 1991. Nasceram, filhos da poesia e das cores, filhos das vozes eternas que ecoam no vazio das reles rouquidões. Com a alma dos artistas moldaram seus cantos.Cresceram, pássaros da planície imensa, da angústia imensa, da luta imensa, densa, seus cantares pediram bença à arte.

A vida era boa naquele teatrinho, brincavam de descer na fresta do cano no telhado e se empoleiravam ao lado dos refletores que iluminavam o palco. Olhavam os artistas ensaiarem com o coração a vapor, voavam entre eles como um balé encenado, sapecavam de poltrona em poltrona até saírem pela janela para continuarem as brincadeiras nas árvores da avenida 15 de novembro. À noite iam se aconchegar, os três filhotes e os pais dentro do ninho, e ver toda a cidade aplaudir os atores que antes encenavam para as cadeiras vazias.  No eco de suas almas bateram as asas como batem os segundos no tempo, o vento passava como passam os anos pela vida levando a 2014…

…Desceu, desceu, desceu! Enquanto batia forte as asas para proteger sua família, lembrava de ter visto os pássaros dissimulados nos entornos, aves de rapina com pele de cordeiro, chegaram até a sua casa pelo inverno, comendo as últimas folhas das árvores que morreram sufocadas. Ouvindo seus filhos gritando enquanto tentavam se defender, batia as asas até quebrá-las de tanta força, desceu, desceu, desceu! Com o bico afiado enfiou no olho da primeira ave que viu, mas eram muitas, e viu, seus filhotes mortos no bico da ave maior, carregados e dissolvidos na noite. Enquanto lutava, suas penas foram arrancadas uma por uma, olhou seu companheiro se debater sem vida no cimento frio do telhado enquanto as cores se tornavam apenas vermelho. Machucado, o pássaro da arte apoiou seu bico no cimento áspero ao lado do pescoço aberto de quem agora é sua saudade, e dormiu. Ao dormir sonhou que era um artista, no centro do Teatro de Bolso, em meio ao silêncio campista, segurava um poema de Eduardo Alves da Costa, com os braços abertos e o pulso sangrando recitava fragmentos da alma para a plateia de cadeiras vazias:

 

“Na primeira noite eles se aproximam

e roubam uma flor

do nosso jardim.

E não dizemos nada.

Na segunda noite, já não se escondem;

pisam as flores,

matam nosso cão,

e não dizemos nada.

Até que um dia,

o mais frágil deles

entra sozinho em nossa casa,

rouba-nos a luz, e,

conhecendo nosso medo,

arranca-nos a voz da garganta.

E já não podemos dizer nada.”

 

— Bata forte, artista, como os anos pela vida! — Gritou uma voz sem corpo no meio da escuridão. O artista não teve medo, ocupava sua casa com o coração e a alma abraçada às de outros artistas — cujo tempo já havia levado o corpo — sonhando com o dia em que ali ganhará seu pão.

— Meu bem, não se culpe tanto com o tanto de alma que és feito. Tire do seu rosto essa gordura dos três anos de solidão, tudo na vida deixa de ser, mesmo você. — Disse a atriz ao caos dentro do ator.

Ele correu para a coxia, arrumou-se rápido, era dia de peça na ocupação e sua voz não mais silenciada será escutada. De peito nu, no dia 15 de maio de 2016 o ator abriu os braços ao lado de Yve Carvalho e José Carlos Rosa enquanto encenava a peça Pontal, montada por Kapi. Com o corpo em cruz bateu forte no peito, como batem os segundos no tempo, o vento passava como passam os anos pela vida e quando o grito dos três anos perdidos bateu à porta, acordou!

 

Para quem quiser formar sua própria opinião a partir da multiplicidade de outras emitidas sobre o Ocupa TB, confira aqui e aqui as visões dos jornalistas e escritores campistas Paula Vigneron e Ocinei Trindade.

 

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“Garotinho quebrou a Prefeitura e pegou empréstimo para fazer eleição”

Info Pudim 22-05-16

 

 

Por Aluysio Abreu Barbosa

 

Com base em levantamento feito pelo economista Ranulfo Vidigal, entre receitas e despesas do município de Campos de 2009 a 2015, o deputado estadual e pré-candidato a prefeito Geraldo Pudim (PMDB) não tem dúvida: “(O secretário municipal de Governo Anthony) Garotinho (PR) não vendeu o futuro, ele vendeu o presente. O governo Rosinha (Garotinho, PR) quebrou a Prefeitura de Campos. Esse empréstimo que eles pegaram agora (R$ 367 milhões, aqui, com a Caixa Econômica Federal) não foi para a cidade, mas para fazer a eleição”.

Entre 2009 e 2014, os dados foram colhidos por Ranulfo junto à secretaria do Tesouro Nacional. Já os números de 2015 foram tirados do Portal da Transparência da Prefeitura de Campos, ainda que Pudim ressalve que eles só ficaram disponíveis em abril de 2016, com atraso de quatro meses. Os valores de receitas e despesas do município foram corrigidos com base no Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), índice oficial do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Com os valores devidamente reajustados pela inflação, a receita de 2015, no valor de R$ 2.033.856.900,00 é a menor dos últimos sete anos da administração Rosinha. A maior foi justamente a do ano anterior, em 2014, quando os rosáceos contaram com R$ 3.027.788.959,49. Nos dois anos, foram contabilizados como “receita de capital” os empréstimos feitos pelos Garotinho usando como garantia os royalties do petróleo — em dezembro de 2014 (aqui), de R$ 250 milhões, com o Banco do Brasil, e em dezembro de 2015 (aqui), com a Caixa Econômica, de R$ 308 milhões.

O segundo empréstimo foi usado para pagar o primeiro, com R$ 108 milhões retidos e só R$ 200 milhões disponibilizados ao município, assim como o mais recente foi feito para pagar o segundo. Dos R$ 562 milhões tomados na Caixa no último dia do governo Dilma Rousseff (PT), o município só pegou R$ 367 milhões, deixando o resto para saldar a dívida anterior. O prazo para o pagamento da operação foi de 10 anos. Somadas, as três “vendas do futuro” pelos Garotinho já ultrapassam R$ 1 bilhão. Só nas duas primeiras, os juros foram de R$ 160 milhões.

Sobre essa rolagem de dívida às custas das divisas futuras do município, Pudim é taxativo:

— Tão logo tomou esse novo empréstimo com a Caixa Econômica, no valor líquido de R$ 367 milhões, o governo Rosinha aumentou (aqui) em R$ 50 milhões a folha de pagamento, com o justo reajuste concedido (de 9,38%) aos servidores. Além disso,  anunciou novos gastos de R$ 40 milhões já contratados (aqui) com os hospitais e R$ 50 milhões para (aqui) finalizar as obras paralisadas. A conta não fecha. A estratégia é criar um clima de oba-oba até as eleições e depois passar a conta para a próxima administração e para a sociedade. Sobrarão no máximo R$ 300 milhões para investir em Saúde, Educação, Habitação, área social. Será o caos, parando os serviços públicos e deixando a população órfã de seus direitos. Isso tudo fruto de uma irresponsabilidade da atual administração, que corroeu todos os recursos com um único objetivo: manter-se no poder.

 

Página 3 Folha 22-05-16
Página 3 da edição de hoje (22) da Folha

 

 

Publicado hoje (22) na Folha da Manhã

 

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Pudim: “Garotinho não vendeu o futuro, vendeu o presente”

Geraldo Pudim
Geraldo Pudim: “Garotinho faliu Campos” (foto: divulgação)

 

“(O secretário municipal de governo Anthony) Garotinho (PR) não vendeu o futuro, ele vendeu o presente. O governo Rosinha (Garotinho, PR) quebrou a Prefeitura de Campos. Esse empréstimo que eles pegaram agora (R$ 367 milhões, com a Caixa Econômica Federal) não foi para a cidade, mas para fazer a eleição”

 

Feita a partir de levantamento do economista Ranulfo Vidigal, com base nas receitas e despesas do município de Campos entre 2009 e 2015, a afirmação é do deputado estadual e pré-candidato a prefeito Geraldo Pudim (PMDB). Confira a íntegra da matéria amanhã (22), na Folha da Manhã.

 

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PT do B apoia pré-candidatura de Mauro Silva a prefeito

Vinicius Cordeiro veio a Campos para garantir o apoio do PT do B à pré-candidatura a prefeito do vereador Mauro Silva (foto: divulgação)
Vinicius Cordeiro veio a Campos, hoje, para garantir o apoio do PT do B à pré-candidatura a prefeito do vereador Mauro Silva (foto: divulgação)

 

 

Apesar de ter saído do PT do B para se candidatar à Prefeitura de Campos pelo PSDB, o líder do governo na Câmara Municipal, vereador Mauro Silva, vai ter o apoio do antigo partido para tentar suceder a prefeita Rosinha Garotinho (PR). Hoje, em viagem pela região para preparar sua legenda para o pleito de outubro, o presidente estadual do PT do B Vinicius Cordeiro passou em Campos, onde declarou agora há pouco:

— Teremos chapas completas de candidatos  à Prefeitura e Câmara de Vereadores em pelo menos 15 municípios do Estado do Rio. Mas, estamos deixando uma mensagem ao ex-governador Garotinho e à prefeita Rosinha Garotinho: embora ainda não esteja definido o candidato de seu grupo político, em Campos,  anunciamos nosso apoio ao pré-candidato Mauro Silva.

Vinicius acrescentou que Mauro “é  o nome de predileção” de seu partido, num apoio  já comunicado ao presidente do diretório Municipal , Otávio Cabral. Além do apoio na eleição à Prefeitura de Campos, o PT do B vai trabalhar para tentar reeleger dois vereadores: Dona Penha e Cecília Ribeiro Gomes. Satisfeito pela aliança, o líder rosáceo na Câmara comentou que o anúncio do PT do B fortalece o seu nome na disputa pela Prefeitura de Campos:

— Também no PSDB continuamos tendo o  mesmo comportamento político de sempre, estimulando o diálogo, a conciliação e a convergência de idéias e propostas suprapartidariamente, aumentando e consolidando alianças — disse Mauro, que na próxima segunda-feira, 23 de maio, vai ao Rio de Janeiro, com o presidente do diretório municipal do PSDB, Robson Cola, para reunião de trabalho com o presidente estadual do PSDB Otávio Leite.

 

Com informações do assessor Adelfran Lacerda

 

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