Rafael Diniz: “O governo Rosinha é um dos piores da história”

 

Rafael Diniz (foto: Folha da Manhã)
Rafael Diniz (foto: Folha da Manhã)

 

 

“O governo Rosinha é um dos piores da história. Foi o que mais arrecadou e, ainda assim, venderam nossos royalties duas vezes, comprometendo nosso futuro pelo menos até 2020”.

“Os ‘independentes’ podem muito bem dizer que o governo, ou melhor, desgoverno, vai de mal a pior, pois estiveram lá e hoje não estão mais exatamente por entender que quem manda na Prefeitura não cuida de Campos como deveria”.

“A história deles (Zezé Barbosa e Anthony Garotinho) foi uma. A minha, aqui e agora, é outra. Carrego o orgulho de ser neto de Zezé e filho de Sérgio Diniz”.

 

Estes foram alguns trechos da entrevista concedida hoje pelo vereador Rafael Diniz (PPS), pré-candidato à sucessão da prefeita Rosinha Garotinho (PR). Confira a íntegra da entrevista amanhã (12/04), na Folha da Manhã.

 

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Artigo do domingo — Dos grandes navios

espuma dos grandes navios

 

 

Do lado de cá da apuração, alguns lances revelaram a importância que o ex-deputado Alberto Dauaire tinha no cenário político da região. A quem apurou, dois marcaram mais. O primeiro, do governador Luiz Fernando Pezão (PMDB). Sob a pressão combinada da grave crise financeira no estado do Rio com a gravidade da sua situação pessoal de saúde, ele achou tempo, mesmo internado num hospital, para digitar e enviar de próprio punho a mensagem pessoal (aqui), antes mesmo que sua assessoria o fizesse com mais extensão e formalidade:

— Alberto Dauaire era um grande amigo e um companheiro de muito tempo. Conhecemos-nos em 1982, quando entrei na política. O estado do Rio perdeu um grande político.

Entre os que me couberam ouvir, na divisão de trabalho com os jornalistas Arnaldo Neto, Suzy Monteiro e Antunis Clayton, o segundo depoimento que mais marcou foi (aqui) o do também ex-deputado estadual Fernando Leite, atualmente sem partido. Jornalista sem jornal, mas atuante nas redes sociais e em seu blog como “ronin” (samurai sem senhor), ele destacou a elegância de Alberto, unanimidade entre os testemunhos colhidos, mas na prosa com jeito de verso que só um (bom) poeta seria capaz de cometer:

— Alberto Dauaire tinha a fleuma dos lordes ingleses. Até sua figura física lembrava esse traço de sua personalidade política. Era discreto, elegante, falava manso. Quando eu cheguei à Alerj, em 1990, encontrei no jardim frontal do prédio anexo, uma placa que fazia referência aos seus sete mandatos consecutivos.

Na concordância com a definição de Fernando, nessa “fleuma inglesa” do brasileiro filho de imigrantes libaneses, o pensamento se estendeu até Thomas Edward Lawrence (1888/1935). Arqueólogo, militar e escritor britânico, ficaria mais conhecido no mundo como Lawrence da Arábia, nome que batizaria um clássico do cinema dirigido em 1962 pelo mestre inglês David Lean (1908/91), com o irlandês Peter O’Toole (1932/2013) inigualável no papel-título.

Na vida real, detalhada em seu livro “Os sete pilares da sabedoria”, Lawrence narra em pormenores a Revolta Árabe, em apoio aos britânicos e franceses, na qual ele comandou “ondas de homens” de língua e cultura diferentes da sua contra o Império Turco Otomano, durante a I Guerra Mundial (1914/18). Historiador, guerreiro e prosista de raro brilho, entre as muitas faces de um gênio renascentista em pleno século XX, Lawrence impressionava também por sua lealdade ao general Edmund Allenby (1861/1936), comandante da frente britânica no Oriente Médio.

Em dado momento das mais de 600 páginas do livro, nas quais demonstra dotes incomuns de inteligência, cultura e sensibilidade, Lawrence ressalva que Allenby poderia não possuir a agudeza do seu pensamento, mas embainhava dentro de si o gume mais grave do leme que determina o curso dos grandes navios.

O primeiro depoimento colhido sobre Alberto Dauaire, filho brasileiro daquele Oriente Médio redesenhado por Lawrence e Allenby, foi de quem me deu a notícia momentos após sua morte: seu filho Betinho. Ao falar consternado pelo telefone sobre a vida e morte do pai, confidenciou só então ter a dimensão do que seu interlocutor sentira quando perdera o seu — um neto de imigrante português, igualmente capaz de reunir a realidade da sua família em torno do seu sonho.

Mais tarde, na escolha entre as muitas fotos da carreira do patriarca dos Dauaire postadas nas redes sociais por Cacá, seu outro filho, visando aproveitá-las na edição de ontem da Folha, entre Brizolas, Albertos, Dodozinhos e Zezés, inevitável refletir sobre o muito que esses homens passaram e fizeram. Olhar para seus tempos e feitos, remete a quem divisa da popa a esteira de espuma rasgada nas águas por um grande navio. O mesmo no qual todos hoje navegamos sem leme nos mares do município, do estado e do país.

 

Publicado hoje (10/04) na Folha da Manhã

 

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Fabio Bottrel — Vou Caminhando

O Grito, pintura de Edvard Munch
O Grito, pintura de Edvard Munch

 

 

Querido leitor, peço que volte ao tempo comigo, poucos dias, prometo trazê-lo logo com um novo sabor para o mesmo café que tomarás.

Caminhando próximo ao IFF, soube, ao meu lado abriram uma ferida numa menina, tão grande que pele nenhuma cicatrizaria. 1 Minha respiração pediu tempo ao corpo e minha alma refúgio. À noite um jovem de 18 anos será morto a tiros enquanto conversa com um amigo sentado na calçada de Travessão. 2 Há poucas horas, a primeira das sete balas perfurava a cabeça de um adolescente de 14 anos. 3 Amanhã os jornais noticiarão, morrerá um homem no Parque Prazeres 4 enquanto outro jovem é baleado em Guarus 5, mas dessa vez não será você, caro leitor, nem eu.

Depois de amanhã morrerá o jovem, vítima do amanhã, no Hospital Ferreira Machado. 6 Não resistiu às dores desse mundo, levou as lágrimas da família, a esperança no futuro, deixou as tristezas dessa terra manchada de sangue. Mas dessa vez não foi você, leitor, nem eu.

Chegamos ao dia presente, agora, já não posso dizer, se amanhã será eu ou você. 7 Para alguns o futuro está nas mãos de Deus, que protege os homens bons daqueles que não tiveram as mesmas oportunidades, daqueles que o primeiro giz de professor foi a pólvora.

‘Abandonado aos pensamentos nascidos das aparições noturnas, quando o sono profundo cai sobre os homens, o medo apoderou-se de mim e também o tremor, que sacudiu os meus ossos… houve um silêncio e ouvi uma voz: — Será o homem mortal mais justo do que Deus?’ 8

Para outros o futuro está sendo vendido num navio sem rumo. Escravos do tempo, quem me comprou e não pagou pra ser o curativo da pele que o tempo estragou? Na veia fraca cortada pela ignorância, o sangue, a bomba, bomba, bomba, bomba, bomba…

Eu aqui, catando poesia no chão, rasgando a garganta, gritando forte antes que o coração perdoe os surdos para quem recitei, os cegos para quem apresentei num eterno pretérito prefeito, vou caminhando… até quando?

Diluídas nessas palavras estão as minhas lágrimas, precisamos lutar, leitor, precisamos mudar…

 

1 http://diarionf.com/noticia-2199/estudante-de-17-anos-violentada-a-caminho-do-iff-campus-centro

2 http://novosite.ururau.com.br/cidades/61729e252acd8ef7375ff4e0e5e7f62482fb8ddf_violencia__mais_um_jovem_morto_no_distrito_de_travessao

3 http://www.nfnoticias.com.br/noticia-163/menor-de-14-anos-morto-com-7-tiros-na-cabeca

4 http://www.jornalterceiravia.com.br/noticias/campos-dos-goytacazes/82936/violencia-homem-eassassinado-a-tiros-no-parque-prazeres

5 http://novosite.ururau.com.br/cidades/665a01d5471d4c34236961be8011a82111fecf43_jovem_vitima_de_tentativa_de_homicidio_em_custodopolis

6 http://campos24horas.com.br/portal/morrem-no-hfm-homem-e-jovem-que-foram-baleados-parqueprazeres-e-custodopolis/

7 Entenda, minha escrita é de arte e não de gramática, encontrará formas sem fórmulas.

8 Jó, IV, 13-17.

 

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Carla Machado: “Alberto Dauaire sempre buscou o melhor para o Norte Fluminense”

Ex-prefeita Carla Machado
Ex-prefeita Carla Machado

 

“Meus sentimentos à família, através de Thereza, com a qual me solidarizo neste momento de dor. Alberto Dauaire foi um homem público que através da vida acumulou mandatos como deputado estadual, chegando a ser secretário estadual duas vezes. Ele sempre buscou melhor para o Norte Fluminense”

 

Carla Machado (PP), ex-prefeita e pré-candidata a prefeita de São João da Barra

 

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Mauro Silva: “Alberto Dauaire foi um nome de grande importância para a região”

Vereador Mauro Silva
Vereador Mauro Silva

 

“Alberto Dauaire foi um político de expressão regional, muito importante na luta do desenvolvimento não só de São João da Barra, como também de Campos. Ele manteve as tradições de homem público atento à sua região, fazendo ecoar os pleitos do Norte Fluminense na capital do Estado do Rio, tanto o novo, quanto o antigo. A política perde um nome de grande importância para a região”.

 

Mauro Silva (PSDB), vereador, líder governista e pré-candidato a prefeito de Campos

 

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Rafael Diniz: “Alberto Dauaire é uma grande perda para toda nossa região”

Rafael Diniz (boneco)
Vereador Rafael Diniz

 

 

“Com certeza uma grande perda para toda a nossa região, pois Alberto Dauaire era uma figura expressiva, sempre em defesa dos interesses dos municípios do Norte Fluminense, mas especialmente de sua amada cidade São João da Barra. Não poderia deixar de citar a grande amizade dele com meu avô Zezé Barbosa, o que só nos faz sentir ainda mais a sua partida. Nossos sentimentos a toda família”.

 

Rafael Diniz (PPS), vereador e pré-candidato a prefeito de Campos

 

 

 

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Pezão: “O Estado do Rio perdeu um grande político”

Governador licenciado Luiz Fernando Pezão
Governador licenciado Luiz Fernando Pezão

 

“Alberto Dauaire era um grande amigo e um companheiro de muito tempo. Conhecemos-nos em 1982, quando entrei na política. O Estado do Rio perdeu um grande político”.

 

Luiz Fernando Pezão (PMDB), governador licenciado do Estado do Rio de Janeiro

 

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Fernando Leite: “Alberto Dauaire tinha a fleuma dos lordes ingleses”

Ex-deputado estadual Fernando Leite (foto: reprodução de Facebook)
Ex-deputado estadual Fernando Leite (foto: reprodução de Facebook)

 

 

 

“Alberto Dauaire tinha a fleuma dos lordes ingleses. Até sua figura física lembrava esse traço de sua personalidade política. Era discreto, elegante, falava manso. Quando eu cheguei na Alerj, em 1990, encontrei no jardim frontal do prédio anexo, uma placa que fazia referência aos seus sete mandatos consecutivos. Tratávamos-nos com cordialidade. Encaminho meus sentimentos à família”.

 

Fernando Leite (sem partido), jornalista, poeta e ex-deputado estadual

 

 

 

 

 

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Paulo Feijó: “Alberto Dauaire cumpriu sua missão como político, homem, pai e avô”

Deputado federal Paulo Feijó (foto: divulgação)
Deputado federal Paulo Feijó (foto: divulgação)

 

“Alberto teve toda uma vida dedicada à política. Era uma homem educado, habilidoso, jeitoso no trato pessoal, e de grande espírito público. Acho que sou um dos poucos que posso falar que fiz campanha com ele, com seu filho Betinho Dauaire (PR) e seu neto Bruno Dauaire (PR). Então, tive a oportunidade de ter uma ligação muito grande, pessoal e politicamente, com ele e sua família. Alberto vai deixar saudade em todo mundo, mas deixa seu legado de dedicação e honradez na vida pública. Cumpriu sua missão como político, homem, pai e avô”

 

Paulo Feijó (PR), deputado federal

 

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Moreira Franco: “Alberto Dauaire é uma perda para todo o Estado do Rio”

Nos tempos de Moreira governador, Zezé Barbosa prefeito de Campos e Alberto Dauaire deputado estadual (foto: arquivo de família)
Nos tempos de Moreira governador, Zezé Barbosa prefeito de Campos e Alberto Dauaire deputado estadual (foto: arquivo de família)

 

“Alberto foi um grande deputado estadual. Foi secretário estadual tanto do antigo, quanto do novo Estado do Rio. Ao longo da sua vida soube personificar a tradição política do Norte do Estado. Sempre foi muito fiel ao MDB, depois ao PMDB. Esteve entre aqueles que desenharam o desenvolvimento sócio-econômico do seu município e da sua região. É uma perda para todo o Estado do Rio não poder mais contar com homens públicos com a fidelidade e a integridade de Alberto Dauaire. Por isso, meu abraço afetuoso a toda sua família”.

 

Moreira Franco (PMDB), ex-governador, ex-ministro da República e presidente da Fundação Ulysses Guimarães

 

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