Panelaço ganha o mundo como sátira a Dilma, ao PT e à roubalheira na Petrobras

Não conheço pessoalmente o Jaci Capistrano, mas por suas manifestações nos comentários deste “Opiniões” ele parece ser um desses antipetistas tão fanáticos quanto aqueles cuja crença no partido de Lula e Dilma Rousseff ainda sobrevive, mesmo em coma e respirando por aparelhos, após tudo que foi afunilado até confluir nas ruas de todo o Brasil no dia histórico de ontem (15/03). Mas aqui, nos comentários do blog, o Jaci trouxe o link de um vídeo do comediante britânico John Oliver, apresentador do Last Week  Tonight, da HBO, exibido também no Brasil, que é imperdível. Até porque, mesmo com o “panelaço” contra Dilma e o PT ganhando o país e agora o mundo, no típico (e ferino) humor britânico, ainda é possível rir da nossa própria cara:

 

 

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Da hipocrisia de Campos aos dilemas do Brasil do Petrolão

Stoa Sul da ágora de Atenas, berço da democracia, julho de 2009 (foto de Ícaro Barbosa)
Stoa Sul da ágora de Atenas, berço da democracia, julho de 2009 (foto de Ícaro Barbosa)

Não sou e dificilmente um dia serei leitor de Facebook, me atendo nesta função ao que escrevem os comentaristas do meu próprio mural. Nele, alguns debates interessantes têm sido gerados, entre pessoas de posições políticas bem distintas, forçando-me a publicar mais pensamentos próprios do que aqui, neste blog, onde tenho mais reproduzido opinião e noticiário sobre o Brasil do Petrolão produzidos por terceiros. Não por outro motivo, na pretensão de que possam ajudar você, leitor deste “Opiniões”, a entender o momento político atual, transcrevo abaixo parte dois comentários concebidos aqui e aqui, entre a noite de ontem e a madrugada de hoje, para responder a dois debatedores diferentes, de ideias diferentes, na democracia irrefreável das redes sociais:

 

Sobre o protesto contra Dilma em Campos (e o PT local)

Não diria pouca gente, Newton. Certamente mais (e por livre e espontânea vontade), do que aqueles que na sexta só saíram daqui ao Rio pela viagem de ida e volta paga, com direito a quentinha e R$ 80 por cabeça. Todavia, concordo contigo que essas mesmas 800 pessoas, independente de ser consideradas poucas ou muitas, tropeçam na própria hipocrisia qd protestam contra Dilma e se calam sobre Rosinha. Ademais, bom nunca esquecer que o PT de Campos tem um dos melhores vereadores entre os 25 da atual legislatura: Marcão.

 

Sobre o PT nacional, impeachment de Dilma e reforma política

(…) Qt ao PT, sabe quem foi seu pai de verdade? O general Golbery do Couto e Silva, eminência parda da Ditadura Militar, sobretudo na presidência de Ernesto Geisel, a quem o cineasta Glauber Rocha chamou de “o gênio da raça”. Ao pôr em prática a “distensão lenta e gradual” e permitir a volta dos políticos exilados com a Lei da Anistia, Golbery soube identificar o namoro da USP com o sindicalismo do ABC para estimular e permitir a criação do PT, visando rachar o trabalhismo brasileiro com o retorno de Leonel Brizola, herdeiro natural do getulismo. O general estava tão certo que Lula acabaria tirando de Brizola a chance de disputar o segundo turno presidencial, em 1989, com Fernando Collor de Mello, hoje aliado do PT no Senado e tb listado no Petrolão. Qt ao velho PCB, ele realmente teve vários outros valores. Na Ditadura Militar, por exemplo, sua maior virtude foi se opôr à luta armada, canoa furada na qual embarcou Dilma Rousseff com objetivo confesso de implantar uma outra ditadura no Brasil e tendo como única consequência prática o recrudescimento da repressão. Em tempos mais felizes de democracia, sim, maioria é maioria. Agora, seja ela de 50,1% ou 99,9%, se quem foi eleito cometeu crime de responsabilidade, a lei determina que seja apeado do cargo. Na incerteza (ainda) se este é o caso de Dilma, creio não existir ninguém em sã consciência capaz de imaginar que a presidente, com apenas 7% de aprovação popular, hoje fosse capaz de ganhar uma eleição de síndica de prédio. Diante de tanta insatisfação popular, se vivêssemos num regime parlamentarista, para o qual a Constituição de 1988 foi feita, seria mais simples: dissolver-se-ia o governo, com convocação imediata de novas eleições gerais. Como o regime que venceu o plebiscito de 1993 foi o presidencialista, ficamos nesse hibridismo, esse presidencialismo de coalizão montado sobre (e sob) uma carta magna parlamentarista, num modelo que foi definitivamente esgotado pela cooptação do Congresso na corrupção que sempre existiu no Brasil, mas foi institucionalizada pelo PT como produto de linha de montagem, como bem evidenciou o recente depoimento na CPI da Petrobras dado por Pedro Barusco, ex-diretor da estatal. Não por outro motivo, urge a reforma política! O gd problema é fazê-la com os políticos que aí estão.

 

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“Que país é esse?” — No dia seguinte a protestos, homem do PT no Petrolão é preso pela PF

Em seus tempos de diretor da Petrobras, Renato Duque aparecia na foto por trás de Lula e Graça Foster, ex-presidentes, respectivamente, do Brasil e da estatal
Em seus tempos de diretor da Petrobras, Renato Duque aparecia na foto por trás de Lula e Graça Foster, ex-presidentes, respectivamente, do Brasil e da estatal

 

 

Por Alessandro Lo Bianco, Cibelle Brito, Germao Oliveira, Jailton de Carvalho, Renato Onofre e Jaqueline Falcão

 

Voltou a ser preso na manhã desta segunda-feira o ex-diretor de Serviços da Petrobras Renato de Souza Duque. A prisão faz parte da 10ª fase da Operação Lava-Jato da Polícia Federal, que cumpre 18 mandados e foi batizada de “Que país é esse?”. A ação conta com 40 policiais no Rio e São Paulo. Desse total, quatro mandados são de prisão temporária e outros 12 de busca e apreensão. Os crimes investigados nesta etapa são associação criminosa, corrupção ativa e passiva, lavagem de dinheiro, uso de documento falso e fraude em licitação.

Duque foi preso em sua casa, na Barra da Tijuca, e não ofereceu resistência. O empresário paulista de origem libanesa Adir Assad, ligado à construtora Delta e investigado na CPI do Cachoeira, também foi preso, em São Paulo. As prisões de Duque e Assad são preventivas, e os detidos serão levados para o Paraná. Segundo a PF, eles ficarão na sede da Superintendência à disposição da Justiça Federal de Curitiba.

Entre outros presos está Lucélio Goes, filho do consultor Mário Goes, também investigado na operação. (Confira o perfil de Mário Goes). Dario Teixeira e Sonia Branco, considerados laranjas de Assad, também tiveram prisão temporária decretada. Outro mandado de segurança é de Sueli Maria Branco, já falecida, segundo a PF.

De acordo com informações divulgadas pela PF, 131 obras de arte foram apreendidas na casa de Duque. Segundo a superintendência da Polícia Federal no Paraná, o ex-diretor será transferido do Rio para Curitiba, às 17h, em um voo de conercial. A previsão é de que ele desembarque na capital paranaense por volta das 19h.

De acordo com a advogado de Duque, Alexandre Lopes, o ex-diretor da Petrobras ainda permanência em casa por volta das 8h junto a agentes da Polícia Federal. O advogado disse ainda não ter tido acesso ao processo. Ele disse ter estranhado o pedido.

– Há uma decisão do Supremo por ter colocado em liberdade. É preciso checar se o juiz sabe dessa decisão para ter solicitado a prisão — disse ao GLOBO.

Em São Paulo, Adir Assad foi preso em sua casa por volta das 11h, e segue para Curitiba em uma viatura da PF. A previsão é de que ele chegue à carceragem paranaense por volta das 15h. Segundo advogado de Assad, Miguel Pereira Neto, ao contrário do que se diz, seu cliente não é doleiro ou lobista, mas sim engenheiro civil.

Com a nova prisão, Duque se junta a outros dois ex-diretores da Petrobras que já estão na cadeia: Paulo Roberto Costa, que fez acordo de delação premiada, e Nestor Cerveró. Os três foram dirigentes da estatal quando Dilma Rousseff era presidente do Conselho de Administração. Convocado a prestar depoimento na CPI da Petrobras, na próxima quinta-feira, Duque é obrigado a comparecer. Na última sessão da comissão, na terça-feira passada, o ex-gerente da Petrobras Pedro Barusco reafirmou que ele próprio, Duque e o tesoureiro do PT, João Vaccari, recebiam recursos do esquema de propina da Petrobras. Eles eram os “protagonistas”, como disse o próprio Barusco.

— O mecanismo envolvia representante da empresa, próprio empresários, eu, Duque e João Vaccari, são protagonistas — afirmou, observando, no entanto, que não sabe como Vaccari recebia esses recursos, se eram depositados no exterior, se iam direto para o PT como doações ou se eram entregues em espécie.

 

20 milhões de euros em contas secretas

A prisão de Duque foi determinada pelo juiz Sérgio Moro. A decisão foi baseada após uma investigação do Ministério Público ter constatado que o ex-diretor da estatal tinha contas secretas na Suíça, no valor de 20 milhões de euros, esvaziadas posteriormente, e transferidas para o Principado de Mônaco. O dinheiro está bloqueado pelas autoridades europeias por não ter sido declarado à Receita Federal. Ele chegou a ficar preso por 20 dias, em novembro do ano passado, na sétima fase da Lava-Jato. O nome de batismo da operação — “Que país é esse?” — foi justificada por conta da frase dita por Duque na primeira vez que foi preso em casa.

No dia 3 de dezembro, ao julgar habeas corpus apresentado pela defesa de Duque, Zavascki concedeu a liminar. Explicou que o simples fato de o suspeito ter dinheiro no exterior não significa que ele vai fugir. O ministro acrescentou que, para citar qualquer risco de fuga, o juiz precisa apontar elementos concretos comprovando esse fato – algo que Moro não teria feito no decreto de prisão.

No dia 10 de fevereiro, a Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu, por três votos a zero, que o ex-diretor de Serviços da Petrobras Renato de Souza Duque continuaria em liberdade.

Nesta segunda-feira, o Ministério Público Federal apresenta às 15h a primeira denúncia contra Duque. Ele é acusado de corrupção passiva e lavagem de dinheiro. A denúncia está baseada nos depoimentos do delator Pedro Barusco, ex-gerente de Serviços. Ele admitiu à força-tarefa que recebeu propina em 87 obras da Petrobras para ele, Duque e para o PT. Barusco disse que as empreiteiras pagaram de R$ 150 a R$ 200 milhões ao partido.

Assad é suspeito de ser um dos principais operadores financeiro responsável por depósitos, transferências e saques de bilhões de reais que abasteciam o esquema de corrupção instalado na Petrobras. A quebra do sigilo bancário das empresas do doleiro Alberto Youssef e do ex-diretor de Abastecimento Paulo Roberto Costa, a PF descobriu pelo menos cinco das 19 empresas que serviriam de fachada de Assad — Soterra Terraplenagem, Legend Engenheiros Associados, JSM Engenharia, Rock Star Marketing e SM Terraplanagem. De acordo com as investigações, cerca de R$ 65 milhões foran desviados através dessas empresas, entre 2009 e 2011. A PF descobriu ainda que parte dos repasses feitos pelas empresas de Assad tinham como destino as consultorias de fachada de Youssef, que abastecia políticos ligados ao PP e a diretoria de Abastecimento.

Adir Assad é acusado de participar do desvio de recursos da empreiteira Delta, de Fernando Cavendish, recebeu R$ 1 bilhão de 134 empresas entre 2006 e 2013, a maioria do ramo da construção. Assad controlaria uma série de empresas de engenharia e de terraplanagem de fachada para recolher o dinheiro que, supostamente, seria distribuído em propinas para funcionários públicos e caixa dois de partidos e políticos. Segundo reportagem da revista Veja, Assad ficaria com 10% dessa arrecadação.

 

Publicado aqui, na globo.com

 

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A solução não está no impeachment. O que fazer então?

 Em progresso

 

 

 

Jornalista e blogueiro Ricardo Noblat
Jornalista e blogueiro Ricardo Noblat

As lições do dia em que o PT perdeu o controle das ruas e o povo insultou Lula como jamais o fizera

Por Ricardo Noblat

 

Lição número um do domingo histórico de 15 de março de 2015, quando o Brasil celebrou com maturidade, coragem e alegria os 30 anos do fim da ditadura de 1964 e do início da redemocratização: o PT perdeu o controle das ruas.

De fato começara a perder desde que a corrupção passou a corroê-lo por dentro em 2005 – portanto, há exatos 10 anos –, tão logo o escândalo do mensalão fez o primeiro governo Lula tremer. Não caiu, é verdade. Mas perdeu a pose e nunca mais a recuperou.

Lição número 2 de um domingo histórico: Lula deixou de ser intocável. Em nenhum ato público de grande porte até aqui, manifestantes haviam ousado, em coro e por muito tempo, ofender Lula com palavras de ordem.

Os que tentaram em outras ocasiões não foram bem-sucedidos. Mas ontem foram sim. “Lula cachaceiro, devolve meu dinheiro” foi uma das agressivas palavras de ordem. Estamos longe da cultura nórdica que cobra boa educação a qualquer hora.

Infelizmente é assim e sempre será neste país abençoado por Deus e bonito por natureza. Não foi  assim quando Dilma acabou insultada no jogo de abertura da Copa do Mundo, no ano passado? Não devemos nos julgar inferiores por isso.

Quantos países, de pouca experiência democrática como o nosso, seriam capazes de pôr mais de dois milhões de pessoas nas ruas pacificamente? Isso é quase metade da população da Noruega. É sete vezes mais do que a população da Islândia.

Atravessamos apenas 30 anos ininterruptos de Estado Democrático de Direito. A democracia por aqui está mais no papel do que na realidade das pessoas. Temos liberdade. Não temos rede de esgoto. E liberdade sem rede de esgoto não melhora a vida de ninguém.

Agravou-se a situação da presidente Dilma. Ela não pode falar ao país por meio de rede nacional de rádio e de televisão porque seria recepcionada por um panelaço. Não pode circular por aí para não ser vaiada. Muito menos confraternizar com seu povo sem medo.

À crise econômica somou-se a crise política. Roguemos para que disso não resulte uma crise institucional. No momento, Dilma nada tem a dizer aos brasileiros – nada de novo, nada que mude sua situação. E os brasileiros não desejam ouvi-la. Simples.

Como restabelecer o diálogo sem o qual o país entrará em uma das fases mais delicadas de sua história recente? O governo carece de líderes. Os partidos, idem. Por espontâneas e desorganizadas, as manifestações não têm quem as guie. E não admitem ser guiadas.

A solução não está no impeachment. Presidente só pode ser deposto se cometer um dos oito crimes de responsabilidades previstos na Constituição. Dilma não cometeu nenhum deles. O que fazer então? Eu não sei. De outras vezes pensei que sabia. Desta, não.

 

Publicado aqui, no Blog do Noblat

 

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Protestos contra Dilma repercutem na imprensa do mundo

Fora Dilma - BBC
“Fora Dilma” na britânica BBC

 

 

“Fora Dilma” no argentino Clarín
“Fora Dilma” no argentino Clarín

 

 

“Fora Dilma” no britânico Financial Times
“Fora Dilma” no britânico Financial Times

 

 

“Fora Dilma” no espanhol El País
“Fora Dilma” no espanhol El País

 

 

“Fora Dilma” na versão espanhola do estadunidense Huffington Post
“Fora Dilma” na versão espanhola do estadunidense Huffington Post

 

 

“Fora Dilma” no britânico The Guardian
“Fora Dilma” no britânico The Guardian

 

 

 

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Na maior manifestação do Brasil desde as “Diretas Já”, quem mudou de lado? E por quê?

Observe bem as bandeiras e cores ontem na avenida Paulista, onde mais de um milhão de pessoas protestou contra o governo Dilma Rousseff e o PT...
Observe bem as bandeiras e cores ontem na avenida Paulista, onde mais de um milhão de pessoas protestou contra o governo Dilma Rousseff e o PT…

 

 

... E compare atentamente com as bandeiras e cores do histórico comício das “Diretas Já” na Praça da Sé, na São Paulo de 31 anos atrás, antes de responder:: Quem mudou? E por quê?
… E compare atentamente com as bandeiras e cores do histórico comício das “Diretas Já” na Praça da Sé, na São Paulo de 31 anos atrás, antes de responder:: Quem mudou de lado? E por quê?

 

Uma multidão foi neste domingo, 15, às ruas para protestar contra a presidente Dilma Rousseff, dois meses e meio após ela dar início ao segundo mandato numa acirrada disputa com o PSDB, principal adversário político do PT. Os manifestantes pediram o fim da corrupção, reclamaram da situação econômica e defenderam o impeachment da presidente. Uma minoria falou em intervenção militar. O antipetismo foi a marca comum entre todos os grupos que decidiram protestar.

Segundo o instituto Datafolha, essa foi a maior manifestação política registrada no Brasil desde o movimento das Diretas-Já, em 1984. Em São Paulo, a Avenida Paulista foi praticamente toda tomada. Grupos organizados discursaram de carros de som para um público predominantemente vestido de verde e amarelo. Políticos de oposição até participaram dos protestos, mas preferiram ficar à margem, sem comandar palavras de ordem. Aécio Neves (PSDB) e Marina Silva (PSB), principais adversários de Dilma em 2014, comemoraram a mobilização via rede social.

O governo foi surpreendido com a quantidade de gente que foi às ruas. Dilma chegou a afirmar a auxiliares que as manifestações deixam a situação política “mais complicada” do que em junho de 2013, quando uma série de protestos derrubaram a popularidade da presidente. Para dar uma resposta formal aos atos de ontem, Dilma escalou dois ministros para falar com a imprensa. Enquanto seus discursos eram transmitidos por programas de TV, várias capitais voltaram a repetir o panelaço de domingo da semana passada.

“2 milhões” —  Os protestos contra o governo Dilma Rousseff ao longo do domingo foram realizados em todos os 26 Estados e no Distrito Federal.

Houve manifestações em repúdio à gestão petista nas capitais e em, ao menos, 185 cidades do País. Atos, bem mais tímidos, também foram realizados em Nova York, Londres, Paris e Buenos Aires.

Segundo informações oficiais das Polícias Militares dos Estados, no mínimo, 1,950 milhão de brasileiros foram às ruas, a maioria vestida de verde e amarelo e com cartazes pedindo impeachment, renúncia da presidente e até mesmo a intervenção militar.

Em São Paulo, a Polícia Militar calculou cerca de 1 milhão de pessoas na Avenida Paulista por volta das 15 horas, momento de maior concentração no local. Nota da corporação informou ter estimado a presença de cinco manifestantes por metro quadrado na avenida e ruas adjacentes.

De acordo com o Datafolha, o evento reuniu 210 mil participantes no local. Se levado em conta o histórico de levantamentos do instituto, o ato político de ontem foi o maior já realizado desde o movimento pelas eleições diretas, em 1984, quando cerca de 400 mil pessoas, ainda de acordo com dados do Datafolha, se reuniram no centro de São Paulo.

Na sexta-feira, o ato pró-governo e em defesa da Petrobrás, organizado pelas centrais sindicais e por movimentos sociais na Avenida Paulista, reuniu, segundo a PM, número aquém de participantes ao registrado pelo Datafolha. Enquanto os policiais estimaram o público em 12 mil pessoas, o instituto de pesquisa falou em 41 mil.

Outras capitais — Capitais como Vitória e Porto Alegre chegaram à marca de 100 mil manifestantes, segundo as PMs locais, superando até mesmo a expectativa da organização. Em Curitiba, foram calculadas 80 mil pessoas. E em Goiânia, 60 mil.

Tradicional reduto do PT, o Nordeste teve passeatas nas nove capitais da região. Cerca de 75 mil nordestinos, segundo a PM, participaram dos protestos.

 

Publicado aqui, no estadao.com

 

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Protesto contra Dilma levou 800 campistas às ruas no domingo

Blog do Bastos

 

 

De verde e amarelo, campistas protestam contra Dilma

Por alexandre bastos, em 15-03-2015 – 13h18

 

Em Campos, o ato contra a presidente Dilma Rousseff (PT)  reuniu, de acordo com a Polícia Militar (PM), cerca de 800 pessoas e transcorreu de forma pacífica. Vestidos de verde e amarelo, os manifestantes se concentraram na Praça São Salvador, caminharam pela Avenida Alberto Torres, passaram pela Beira Valão e encerraram os protestos na Pelinca. Confira algumas imagens do ato na planície goitacá:

 

 

 

 

 

Atualização às 16h50 – Por volta das 10h, a concentração para a manifestação contava com cerca de 200 pessoas. Neste momento, representantes da indústria e do comércio, como Acic e CDL, exibiram faixas contra a política econômica da presidente Dilma Rousseff. Posteriormente, por volta das 11h30, com a chegada de jovens, a maioria da chamada “pedra”, a manifestação ganhou mais corpo. Na saída, de acordo com a PM, cerca de 800 pessoas seguiram o mini-trio elétrico até o final da Pelinca. Durante o percurso, por conta do calor, pelo menos 200 manifestantes deixaram o ato. Na página do ato no Facebook, 4,7 mil internautas haviam confirmado presença.

No trio elétrico, Igor Franco, Roger Azevedo e Fabrício Lírio usaram o microfone para protestar e puxar gritos de guerra como: “Fora, PT”, “Povo nas ruas, Dilma a culpa é sua”, “De verde e amarelo, sem foice nem martelo”. Os manifestantes também alfinetaram os manifestantes pró-Dilma, que teriam recebido R$ 80 para participar de ato no Rio (aqui). “Aqui ninguém recebeu R$ 80 para protestar. Estamos lutando pelo nosso país, sem bandeira partidária, usando verde e amarelo”, diziam os manifestantes que estavam no trio.

Provocação (I) – Durante o protesto, um eleitor da presidente Dilma exibiu bandeira com o nome da presidente na varanda de um luxuoso apartamento próximo ao Palácio da Cultura. A provocação foi recebida com bom humor pelos manifestantes, que rebateram mostrando bandeiras do Brasil.

Provocação (II)  Após a manifestação nas ruas, o debate esquentou nas redes sociais. Simpatizantes do PT e da presidente Dilma debocharam sobre o número de campistas no ato. “Quando eu ia na praça trocar figurinhas da Copa, tinha mais gente!”, ironizou Sandre Antunes.

 

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Domingo de passeatas — Bola do Petrolão aberta na ponta ao Blog do Bastos

pausa

 

 

Para quem se acostumou a buscar aqui, dentre todas as opções na blogosfera goitacá, as últimas notícias e opiniões mais relevantes acerca do Brasil do Petrolão, o blog pede licença neste domingo abafado de passeatas contra o governo Dilma Rousseff (PT), em Campos, no Brasil e no mundo, para rolar a bola ao craque do time dos blogueiros hospedados na Folha Online. Até amanhã, quando espero voltar à ativa, você pode acompanhar tudo, em tempo real, no Blog do Bastos.

Inté!!!…

 

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Crítica de cinema — Dragão devorador de atores

Caixa de luzes

 

O sétimo filho

 

Mateusinho 2O sétimo filho — No universo quase ilimitado da computação gráfica, a partir de meados dos anos 1990, com as inovações revolucionárias da Pixar Studios, praticamente não há fantasia humana que o cinema não possa conceber. Com o sucesso de público e crítica da trilogia inicial de “O senhor dos anéis” (2001, 2002 e 2003), que no conjunto faturou quase três bilhões de dólares de bilheteria, além de receber 30 indicações ao Oscar, arrebatando 17 estatuetas douradas, o tradicional gênero aventura de capa e espada foi reinventado, polvilhado por todo tipo de criaturas fantásticas.

O problema é que nem sempre se tem uma material rico como o do escritor britânico J. R. R. Tolkien (autor da trilogia homônima na qual os filmes se baseiam) para se trabalhar, tampouco a competência do diretor, roteirista e produtor neozelandês Peter Jackson para adaptar com sucesso as fantasias da literatura ao cinema. Frutos deste dilema, filmes descartáveis como “Caça às bruxas” (2011, de Dominic Sena), “João e Maria: Caçadores de bruxas” (2013, de Tommy Wirkola) e mesmo “Jack: O caçador de gigantes” (2013), do talentoso diretor estadunidense Bryan Singer, têm sido empilhados na prateleira dos blockbusters de 15 dias, incapazes de imprimir qualquer memória duradoura no espectador, aturdido em meio a tantos efeitos especiais.

É o mesmo caso de “O sétimo filho”, que estreou esta semana nos cinemas de Campos. Nele, Jeff Bridges vive Master Gregory, o último cavaleiro da ordem dos Falcões, composta apenas por sétimos filhos de sétimos filhos, especializada na caça de bruxas e criaturas sobrenaturais. Apesar dos elementos de cristianismo, o mundo em que vivem é fantasioso, misturando chineses e seus típicos chapéus num cotidiano que remete à Europa medieval.

Anos atrás, Gregory prendeu a poderosa feiticeira Mother Malkin (Julianne Moore) numa solitária escavada no meio da rocha de uma montanha. Com a chegada da lua vermelha, ela se fortalece e se liberta, incorporando no corpo de uma menina. Na nova batalha com a bruxa, o cavaleiro perde seu devotado aprendiz Bill Bradley (Kit Harington, o Jon Snow da brilhante série de TV “Game of thrones”). Para substituí-lo, Gregory compra o passe do camponês Tom Ward (Ben Barnes), outro sétimo filho de um sétimo filho, acometido por visões que não entende ou consegue controlar.

Dividido por sua paixão pela jovem bruxa Alice (Alicia Vikander) e a lealdade ao seu novo mestre caçador de bruxas, assim como por sua verdadeira origem, descoberta no decorrer do filme, Tom vai perdendo aos poucos sua pureza, assim como aconteceu no passado com os próprios Master Gregory e Mother Malkin, fazendo de ambos o que se tornaram. Talvez, se fosse buscado algum significado mais profundo, o filme pudesse revelar o caráter misógino e machista de homens caçando mulheres que tanto a eles se impõem, quanto os seduzem.

Mas se “O sétimo filho” merece algo de maior profundidade é o lamento pela maneira como os efeitos especiais em 3D conseguem roubar quase completamente o espaço que poderia ser dividido com grandes atores. Oscar de melhor ator por “Coração louco” (2010, de Scott Cooper), Jeff Bridges consegue ter seu momento, quando Gregory, diante do túmulo da esposa, revela ao jovem aprendiz como e porque se tornou um homem velho, amargo e solitário. Já a Julianne Moore, Oscar de melhor atriz este ano por “Para sempre Alice” (de Wash Westmoreland e do recém-falecido Richard Glatzer, também em cartaz nos cinemas da planície, cuja excelente crítica da Paula Vigneron você pode conferir aqui), é permitida uma única nesga da intérprete que de fato é, em sua expressão física após o fratricídio, já perto do final do filme.

Mas a melhor definição dessa predominância acéfala da computação gráfica sobre a interpretação, fica por conta do ator beniense Dilmon Hounsou. Depois de impressionar meio mundo por sua intensidade dramática em “Amistad” (1997, de Steven Spielberg) e de ser indicado ao Oscar de coadjuvante por “Terra dos sonhos” (2002, de Jim Sheridan), o africano não tem rigorosamente nenhuma chance de mostrar seu talento na pele de Radu, chefe dos assassinos aliado de Malkin. É que, toda vez que ele poderia fazê-lo, no lugar do grande ator, vê-se apenas as três dimensões de um dragão.

O filme hollywoodiano do diretor russo Sergey Brodrov é feito para vender pipoca e ponto. Mas para quem gosta de cinema, sobretudo da arte da interpretação, talvez fosse o caso de cuspir fogo.

 

Mateusinho viu

 

Publicado hoje na Folha Dois

 

Confira o trailer do filme:

 

 

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Datafolha: Em passeata da CUT na sexta, 63% acham que Dilma sabia da corrupção

Deu ruim

 

Dos cerca de 41 mil participantes do protesto liderado pela CUT (Central Única dos Trabalhadores) em São Paulo na sexta-feira, 63% acham que a presidente Dilma Rousseff sabia da corrupção na Petrobras, segundo dados de uma pesquisa do Datafolha divulgados neste domingo pelo jornal “Folha de S.Paulo”. O Instituto realizou 313 entrevistas, e a margem de erro é de seis pontos para mais ou para menos.

Para 36% dos entrevistados, a presidente sabia da corrupção, mas não poderia fazer nada. Outros 27% acreditam que ela sabia e deixou que os malfeitos ocorressem; e 32% entendem que ela não tinha conhecimento de nada.

Entre os participantes do ato, 71% afirmaram ter votado em Dilma no segundo turno de 2014. De cada 10 presentes, 4 afirmaram que têm o PT como partido de preferência. Ao todo, 25% dos entrevistados disseram estar na rua para protestar contra medidas recentes do governo que tiram direitos trabalhistas. E 22% mencionaram necessidade de aumento salarial para os professores. A reforma política foi citada por 19%, e a defesa da Petrobras, por 18%. Em um questionário em que cada entrevistado poderia marcar mais de um motivo para estar protestando, só 4% mencionaram estar na rua em apoio à Dilma.

No universo dos participantes, 68% disseram ter ensino superior. Estima-se que o total de participantes do ato tenha sido de cerca de 41 mil, também segundo o Datafolha.

 

Publicado aqui, no globo.com

 

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Hoje à esquerda ou direita de quem, cara pálida?

Nas palavras do Nelson Motta no contravapor ao anacrônico Juca Kfouri, entre os conceitos de esquerda e direita fundamentados no parlamento da França do séc. XVIII, que esse seja o pensamento de quem hoje sair às ruas ou ficar dentro de casa:

 

 

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