Adeus aos poetas

Alfredo Di Stéfano (04/07/1926 - 04/07/2014)
Alfredo Di Stéfano (04/07/1926 – 04/07/2014)

 

 

Esse punhado de ossos

(Ivan Junqueira)

 

Esse punhado de ossos que, na areia,

alveja e estala à luz do sol a pino

moveu-se outrora, esguio e bailarino,

como se move o sangue numa veia.

Moveu-se em vão, talvez, porque o destino

lhe foi hostil e, astuto, em sua teia

bebeu-lhe o vinho e devorou-lhe à ceia

o que havia de raro e de mais fino.

Foram damas tais ossos, foram reis,

e príncipes e bispos e donzelas,

mas de todos a morte apenas fez

a tábua rasa do asco e das mazelas.

E ai, na areia anônima, eles moram.

Ninguém os escuta. Os ossos choram.

 

 

Ivan Junqueira (03/11/1934 - 03/07/2014)
Ivan Junqueira (03/11/1934 – 03/07/2014)

 

 

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Pegada do Brasil contra técnica da Alemanha com mistério nas escalações

Com Dante e Luiz Gustavo praticamente confirmados, a grande dúvida na Seleção Brasileira que entra em campos hoje por uma semifinal de Copa do Mundo é: Willian ou Paulinho? (foto de Gaspar q Nóbrega VIPCOMM)
Com Dante e Luiz Gustavo praticamente confirmados, a grande dúvida na Seleção Brasileira que entra em campos hoje por uma semifinal de Copa do Mundo é: Willian ou Paulinho? (foto de Gaspar Nóbrega VIPCOMM)

 

Na certeza que hoje, às 17h, no Mineirão, o Brasil terá diante da Alemanha seu adversário mais poderoso até agora nesta Copa do Mundo, fica a dúvida: quem entrará em campo no lugar Neymar?

Se a presença de Dante para compor a zaga ao lado de David Luiz é também uma quase certeza, assim como a volta do volante de Luiz Gustavo, após cumprir suspensão automática como hoje terá que fazer o capitão Thiago Silva, a questão é: Felipão vai buscar no meia Willian o “Amarildo” (meia atacante que saiu do banco para substituir Pelé e ajudar a ganhar a Copa em 1962) ou o volante Paulinho será mantido, deixando o meio de campo brasileiro com três jogadores de marcação?

Embora a Seleção Brasileira tenha treinado no domingo com Willian no lugar de Neymar, além de também testar o meia Bernard, um relatório sobre a seleção alemã entregue ontem por Roque Júnior (zagueiro pentacampeão com Felipão em 2002 e hoje seu olheiro), parece ter feito o treinador brasileiro mudar de ideia. Pelo menos o suficiente para depois disso começar o treinamento de ontem com três volantes no meio de campo: Luiz Gustavo, na frente dos zagueiros, mais Fernandinho e Paulinho. Ainda que estes dois últimos também tenham que ajudar no apoio ao ataque, Oscar seria o único jogador original na função de criação, ainda que nesta Copa tenha se destacado mais como ladrão de bolas.

A se confirmar um meio de campo brasileiro tão defensivo, o motivo seria o tal relatório que indicou a escalação da Alemanha sem o veterano centroavante Klose, que começou o jogo nas quartas de final na vitória de 1 a 0 sobre França. No caso, Thomas Müller atuaria contra o Brasil como falso camisa 9, saindo da área para buscar jogo ou abrir espaços para outros jogadores alemães entre os volantes brasileiros.

Com quatro gols já marcados nesta Copa, Müller ocupa a vice-artilharia da competição, empatado com os craques Messi e Neymar, todos com dois a menos do que o colombiano James Rodríguez. Para se ter uma ideia, na comparação com Fred, que fez apenas um gol nos mesmo cinco jogos até aqui, o atacante alemão deu 139 passes certos e finalizou a gol 14 vezes, enquanto o brasileiro acertou 54 passes e teve 10 finalizações.

Outro destaque alemão é o volante Bastian Schweinsteiger, que chegou ao Mundial se recuperando de contusão, não jogou no primeiro jogo, na goleada de 4 a 1 sobre Portugal, mas foi entrando aos poucos e recuperando a forma durante a competição. Mesmo executando funções defensivas de volante, é o maestro do time. Com impressionante índice de 90% de passes certos nesta Copa, simboliza nela o último representante da clássica linhagem dos espanhóis Xavi Hernández e Andrés Iniesta, além do italiano Andrea Pirlo.

Mas também há dúvidas na escalação da Alemanha para daqui a pouco. Não na cabeça do técnico Joachim Löw, mas como Felipão admitiu que fará, o alemão também deve manter o suspense até a confirmação da escalação momentos antes do jogo. Se os habilidosos meias Mesut Özil e Toni Kroos são indiscutíveis, não está definido se jogará pela direita Mario Götze ou André Schürlle.

Zagueiro adaptado à lateral esquerda, se for mantido pelo técnico Joachim Löw, Höwedes será o ponto da defesa alemão  que Felipão vai querer explorar
Zagueiro adaptado à lateral esquerda, Höwedes será o ponto da defesa alemã que Felipão vai querer explorar

Na defesa, o grandalhão Per Mertesacker pode voltar à zaga, deslocando Jérôme Boateng à lateral. Mas como toda a imprensa alemã cobra a manutenção do capitão Philipp Lahm na lateral direita, não no lugar de Sami Khedira como volante, quem poderia perder a vaga é o lateral esquerdo Benedikt Höwedes, zagueiro de origem que não tem feito uma boa Copa na função adaptada. Se ele jogar, será o mapa da mina alemã que Felipão tentará explorar.

Caso o Brasil jogue com três volantes, vai liberar seu laterais para atacar, o que explica o fato de Daniel Alves também ter começado o treino de ontem como titular pela direita (para atacar do lado de Höwedes). Considerado melhor na defesa, Maicon só fica com a vaga se Paulinho der lugar a Willian. O entrosamento deste com Oscar no Chelsea, onde o primeiro joga mais pela direita e o segundo mais solto pelo meio, numa função próxima à desempenhada por Neymar na Seleção, seria uma vantagem dessa escalação mais ofensiva. No caso, seria Willian quem jogaria em cima de Höwedes, com Hulk caindo mais pela esquerda.

Em meio às possibilidades, as certezas dos números conferem à Alemanha a condição de time que mais toca a bola e valoriza sua posse nesta Copa. Até agora, em cinco jogos, os germânicos contabilizaram 2,9 mil passes, enquanto os brasileiros só deram 1,8 mil. Em contrapartida, o time de Felipão se desataca pela marcação por pressão, na qual a retomada da bola no ataque pode causar sérios problemas numa seleção que joga tão compactada e com a zaga tão avançada quanto a alemã, ao ponto de ter seu (excelente) goleiro Manuel Neuer muitas vezes atuando fora da área como líbero.

E são também os números que, nos confrontos diretos, dão ampla vantagem ao Brasil: em 21 jogos, foram 12 vitórias (39 gols marcados), com apenas quatro alemães (24 gols) e cinco empates. Mesmo sem Neymar, a Alemanha respeitará isso. Se não for por mais nada, pela memória ainda relativamente fresca da única vez em que as duas seleções se cruzaram em Copa do Mundo: na final de 2002, quando um time melhor de Felipão fez 2 a 0 para levar o título.

Para todos com mais de 25 anos, idade suficiente para acompanharem futebol pelo menos desde aquela Copa, só não deixa de ser irônico perceber que num jogo entre Brasil e Alemanha, independente do placar final, será o primeiro que dependerá da sua pegada para tentar suplantar a qualidade técnica do segundo. De fato, as coisas parecem tão mudadas, mas tão mudadas, que mesmo jogando no Brasil, para quem quiser saber quem são os alemães, bastará buscar em campo aqueles vestindo a camisa do Flamengo.

E se nem isso despertar Fred nesta Copa, nada mais o fará!

 

Schweinsteiger, Götze e Özil, com a camisa rubro-negra com que a Alemanha jogará hoje
Schweinsteiger, Götze e Özil, com a camisa rubro-negra com que a Alemanha jogará hoje

 

Publicado hoje na edição impressa da Folha

 

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2014: Copa e Eleições

Copa 2014

 

 

Jornalista e dirigente do PV Joca Muylaert
Jornalista e dirigente do PV Joca Muylaert

Por Joca Muylaert

Há três semanas o Brasil está voltado para a Copa. Como publicou a Ruth Aquino em sua coluna semanal na revista Época, parece que o país virou um mar de rosas. Quase todo o noticiário é voltado para o certame. As editorias jornalísticas se tornaram todas de esporte. O inculcamento da vitória do Brasil é claro e irresponsável. Transformam uma competição esportiva num verdadeiro campo de batalha, seja dentro ou fora dos estádios.

A fifa — permito-me diminutilizá-la — dá uma aula mundial de como se invadir um país e apenas visar o resultado financeiro para voltar para casa. Impõe suas regras e salve-se quem puder. O pior de tudo é a permissividade dos poderes nacionais. Mas vai deixar um legado!, afirmam muitos interessados. Pergunto em quais das pastas. Na educação, no transporte, na saúde, na segurança…

A “copa da fifa no Brasil” — antigamente (e olha que já tenho várias copas) as copas eram chamadas pelo nome dos países que a sediavam: Copa do México, Copa da França, Copa dos Estados Unidos…  — vai deixar a certeza do poder da grande mídia brasileira. Vai deixar claro o poder de influência que exerce sobre todos os setores da sociedade nacional. Ela, para garantir aos seus patrocinadores o sucesso deste um mês de disputa, cria o nacionalismo esportivo. É bem verdade que muitos outros países também sofrem com o mesmo sintoma quase imperceptível, subliminar, dos veículos de comunicação.

Estamos às portas de uma eleição que vai ditar os rumos do país nos últimos quatro anos. Mas o que importa é a terceira vértebra do Neymar e o jogo de amanhã. Que ele se recupere logo e que o Brasil vença de goleada. Apenas não assistirei ao jogo por recomendações médicas, mas estou na torcida. Não tanto, confesso, como para assistir às pelejas dos políticos nesta campanha que teve início ontem. Quero estar bem atento quando falarem em combater o mau uso da coisa pública e da corrupção. Quero filtrar a fisionomia dos que prometem a lisura com os investimentos sociais quando fazem campanhas com recursos advindos das negociatas da corrupção enquanto exercem o poder conferido pelo próprio povo.

A agenda dos candidatos é um nada se compararmos ao noticiário esportivo. O povo, por sua vez, responde bem à anestesia da copa. É um tempo de paz que preambula mais quatro anos de total desmando na vida da população. O gigante não adormeceu de novo. Ele nunca acordou. Teve um surto de birra e ataques de histeria. Parte dos brasileiros mostra a sua hospitalidade e capacidade de se acomodar com festas e oba-obas. Outra se acomoda com as benesses eleitoreiras que são oferecidas como se jogam rações nos cochos dos animais. Festa, pão e circo!!! Imagens bonitas na TV, um churrasquinho na laje e uma copa.

Se alguns políticos não podem aparecer em público com medo das vaias, outros se tornam os maiores torcedores junto às tantas multidões. Quero ver o povo torcer pelo Brasil de verdade na final. No dia das eleições, daqui a pouquinho.

E que vençam as melhores equipes de verdade. Tanto na copa quanto nas Eleições.

Na real, a grande final para um Brasil de Verdade será no dia 5 de outubro!!!

 

Publicado aqui no blog Carraspana Campista

 

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Suspeito de chefiar cambistas na Copa, com celular da Fifa, é preso no Copacabana Palace

Ray Whelan
Ray Whelan

 

A Polícia Civil do Rio prendeu agora há pouco, na tarde de hoje, no hotel Copacabana Palace, o britânico Ray Whelan, diretor executivo da Match Services, única empresa autorizada pela Fifa para venda de pacotes de ingressos e camarotes da Copa. A suspeita é que ele seja o chefe do esquema milionário de venda ilegal de ingressos da Copa, pelo qual já foram presas 11 pessoas na última terça (relembre aqui), entre eles o franco-argelino Lamine Fofana, que teria feito centenas de ligações por Ray Whelan, que as atendia numa celular oficial da Fifa, cujo presidente Joseph Battter é tio de Phillipe Blatter, ligado à Match Services. Por sua vez, Fofana teria ligações com vários empresários, dirigentes, ex-jogadores e jogadores do futebol brasileiro.

O delegado responsável pela investigação, Fabio Barucke, da 18ª DP (Praça da Bandeira), disse que chegou ao nome do diretor da Match com a colaboração do advogado José Massih, um dos 11 presos sob suspeita de integrarem a quadrilha:

— Ele foi imprescindível para chegarmos nessa pessoa. A Fifa enviou a lista dos credenciados, que bateu com as declarações dele”, disse o delegado. Entre os 11 presos está o franco-argelino Lamine Fofana, que inicialmente foi apontado como chefe da quadrilha.

 

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Campista que entrou no lugar de Pelé para ganhar a Copa: “Ninguém é insubstituível”

Capa de hoje da edição impressa da Folha, com edição de Cilênio Tavares, concepção gráfica de Aluysio Abreu Barbosa e diagramação de Eliabe de Souza, o Cássio Jr.
Capa de hoje da Folha, com edição de Cilênio Tavares, concepção gráfica de Aluysio Abreu Barbosa e diagramação de Eliabe de Souza, o Cássio Jr.

 

 

Jornalista Arnaldo Neto
Jornalista Arnaldo Neto

Por Arnaldo Neto

Não é a primeira vez que a Seleção Brasileira perde seu grande craque em uma Copa do Mundo. No Mundial de 1962, Pelé foi cortado no segundo jogo contra a Tchecoslováquia, após sentir um estiramento na coxa que o tirou da competição. Para substituí-lo, o técnico Aymoré Moreira convocou o campista Amarildo, que devido à importante atuação na competição entrou para história do futebol como o “Possesso”. O fato de substituir o “Rei do futebol” não foi um fardo de responsabilidade para o atacante que começou a carreira no Goytacaz. Ele encarou a situação com a alegria e a satisfação de defender o Brasil.

— Não senti nenhum peso, nenhum pensamento negativo. Teria que mostrar ao povo brasileiro e ao mundo que a seleção não depende apenas de um jogador. Ninguém é insubstituível — afirmou Amarildo.

O “Possesso” recorda que o anúncio do corte de Pelé foi tratado pela imprensa como uma situação catastrófica, apesar de a seleção contar com grandes nomes no elenco, como Garrincha, considerado por Amarildo o maior jogador de todos os tempos. A substituição deu resultado e o Brasil conquistou o bicampeonato. “Entrei no mata a mata e fiz dois gols logo na minha estreia, contra a Espanha, que vencemos por 2 a 1”, acrescentou.

Quanto à situação que vive o atacante Neymar, Amarildo acredita que a perda pode motivar os outros atletas a mostrarem que o brilho da Seleção está no coletivo, embora considere o camisa 10 como o melhor jogador que a equipe tinha. “O Neymar era sacrificado porque todo mundo esperava muito dele. A partir de agora todos os jogadores terão que fazer tudo com mais empenho. Pode ser que com isso a equipe cresça, todos mostrem que o brilho da Seleção não está apenas em um jogador, mas no coletivo”, acrescentou o bicampeão mundial, que confia na Seleção para o próximo confronto contra a Alemanha.

Na visão do ex-jogador, o substituto ideal não foi convocado. “Se o Kaká fosse convocado, poderia fazer o jogo no lugar de Neymar, modificando o estilo de jogo da seleção. Inclusive, daria mais suporte ao Fred, fixo na frente, com o Kaká jogando mais solto. Agora o Felipão tem que fazer um trabalho com as peças que tem, para que esses jogadores não se mostrem dependente do Neymar”.

 

Fonte: Folha da Manhã

 

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Artigo do domingo — Hipocrisia de lado e bola pra frente

Obdulio Varela brasileiro

 

Encerrado o primeiro tempo do Brasil e Colômbia da sexta, com 15 minutos para tentar resumir em palavras os 45 minutos anteriores de futebol, na missão de alimentar o blog e a Folha Online, nesse jogo tenso e sem prorrogação da comunicação em tempo real, concluí aquela postagem (aqui), em premonição então despercebida: “O fato do Brasil estar jogando bem, sem que Neymar tenha conseguido brilhar até agora, alimenta esperanças”.

Concluída a etapa final e o jogo, com a vitória brasileira de 2 a 1, passei a escrever preocupado com o segundo cartão de Thiago Silva e com o estado de Neymar, que havia saído de campo de maca e chorando, após uma dividida mais dura, mas cuja gravidade do caso ainda não era conhecida.

Até então, o que conduzia meu texto era o encantamento com aquele improvável gafanhoto verde no ombro de James Rodríguez, no momento em que converteu o pênalti, bem como o choro do jovem craque colombiano ao final do jogo, quando foi amparado pelo zagueiro brasileiro David Luiz, épico agigantado em lirismo ao erguer a mão e pedir os aplausos do público ao adversário que se despedia aos 22 anos de uma Copa, mesmo jogando bem em seus cinco jogos e marcando gols em todos eles.

Enquanto escrevia pressionado pelo tempo, ainda encontrei algum para descobrir que, no Ceará, aquele gafanhoto verde é chamado de “esperança”. E esperança foi que o descrevi pousada sobre o ombro de 200 milhões de brasileiros, quanto à condição de Neymar, pouco depois revelada numa fratura na terceira vértebra lombar que tiraria da Copa outro gênio da bola de 22 anos.

Sobre o lance da contusão, entro logo de sola, mas de frente, no que me parece ser o novo “complexo de vira latas” já assumido pela maioria da torcida brasileira: não vi no lateral direito colombiano Juan Zúñiga a intenção de quebrar Neymar. Aliás, nem eu, nem o próprio Felipão, conforme o treinador declarou ao mundo na entrevista coletiva após o jogo.

Lógico que entrar com o joelho erguido, sobretudo com o adversário de costas, trata-se de uma temeridade, mesmo para tentar retomar uma bola rebatida na área adversária, quando seu time busca no empate um sonho inédito na história do futebol do seu país. Mas, sinceramente, pelo que acompanho deste mesmo futebol há 34 anos, se Zúñiga pode ser acusado de algo, é de grosseria, não de má intenção.

Deixemos de hipocrisia nesse patético patriotismo cometa que só nos acomete de quatro em quatro anos. Afinal, quantas janelas de carros, casas e apartamentos manterão suas bandeirinhas e bandeirões verdes e amarelos, tão logo acabe a Copa? A verdade é que sumirão tão rapidamente quanto o vermelho que agora cora a sua cara, patriótico leitor.

Consequências traumáticas à parte, a verdade é que o Brasil bateu tanto, se não mais, quanto apanhou da Colômbia. Se o time de Felipão dominou o jogo no primeiro tempo, foi também porque Rodríguez foi caçado em campo nesta etapa. O volante Fernandinho jogou muito bem, mas fez no mínimo três entradas merecedoras de cartão sobre o craque colombiano, que foi ainda alvo de rodízio de botinadas pelos demais jogadores do time de Felipão, confesso adepto do uso da falta como recurso de jogo, naquilo que mestre Telê Santana considerava uma abominação do futebol.

Aos que cobram o juiz espanhol Carlos Velasco por nada ter marcado na entrada de Zúñiga sobre Neymar, que revejam o VT do jogo e digam com sinceridade quantos cartões merecidos foram igualmente sonegados a jogadores brasileiros. A verdade, antecipada por jornalistas que cobrem de perto a Copa, como o Paulo Calçade, da ESPN Brasil, revelou logo ao início da transmissão do jogo, é que o árbitro apitou previamente orientado pela Fifa para economizar nos cartões.

O objetivo doloso era evitar a suspensão nas semifinais de jogadores importantes pendurados com um cartão amarelo, o que não deu para fazer no inevitável e tolo cartão dado a Thiago Silva, por atrapalhar a saída de bola do goleiro Ospina, e como poderia ser o caso do próprio Neymar. Assim, por irônico que possa parecer, Neymar pode ter saído da Copa como consequência de uma vista grossa da arbitragem pensada e executada para garantir a sua presença nas semifinais.

Agora, contra a forte Alemanha, na semifinal da próxima terça, dia 8, no Mineirão, a Seleção Brasileira terá duas alternativas: ou assumir nosso velho “complexo de vira lata” e abraçar a atenuante à derrota antes de mesmo tentar vencer, ou se apegar à realidade descrita num texto então quente do forno para resumir o exemplo a ser seguido naquele primeiro tempo contra a Colômbia: “O fato do Brasil estar jogando bem, sem que Neymar tenha conseguido brilhar até agora, alimenta esperanças”.

Como lembrado por um campista e legenda do futebol mundial, na página 12 desta edição, que saiu do banco para substituir ninguém menos que Pelé e assumir papel fundamental na conquista da Copa de 1962, em entrevista cavada com brilhantismo (aqui) pelo jornalista da Folha Arnaldo Neto: “Ninguém é insubstituível!”

Muito embora, na analogia fácil entre passado e presente, mais importante do que saber quem poderá ser o “Amarildo” vindo do banco, é descobrir um “Garrincha” entre os titulares para assumir o protagonismo de “Pelé/Neymar”.

Insistir na autopieade já propagada do “Joelhaço”, nesse culto ao tadinho que atravanca este país há meio milênio, não passa de masturbação — igual a esta por infértil, embora distinta por desprazerosa. E tanto pior quando essa covardia é reforçada por todo tipo de ofensas, inclusive racistas, que Zúñiga e sua família têm sofrido pelos canalhas reais de coragem (apenas) virtual, habitando como ácaros nas redes sociais.

Se mesmo depois de cinco Copas conquistadas, ainda nos assombra o fantasma do “Maracanazzo” de 1950, que Nelson Rodrigues tentou exorcizar justamente ao fundamentar o seu (nosso) “complexo de vira latas”, talvez a única maneira de fazê-lo seja justamente agora. E para sempre!

Diante da Alemanha em Belo Horizonte, sem Neymar e Thiago Silva, qualquer “Mineiraço” virou prerrogativa exclusiva da vitória dos donos da casa. Se o Brasil perder, que saiba fazê-lo com a mesma dignidade do jovem James Rodríguez na sexta, ou de todo time da Costa Rica, que ontem cobrou suor de sangue à poderosa Holanda.

Agora, se passarmos pelos alemães, o que é improvável, mas não impossível, quem tremerá numa final épica no Maracanã, estejam argentinos ou holandeses do outro lado, não seremos nós. Neste caso, que ninguém duvide, até Obdulio Varela voltará dos mortos para entrar em campo de camisa amarela.

 

Publicado hoje, na edição impressa da Folha.

 

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Contusão de Neymar na Copa do Mundo no Brasil foi prevista em “Os Simpsons”

Juiz da final da Copa do Brasil, Homer Simpson observa o camisa 10 e craque brasileiro ser retirado de campo de maca para não mais voltar ao Mundial
Juiz da final da Copa do Brasil, Homer Simpson observa o camisa 10 e craque brasileiro ser retirado de campo de maca para não mais voltar ao Mundial

 

Sucesso mundial há quase 25 anos e hilária trincheira de resistência contra a chatérrima ditadura do politicamente correto, a série de animação Os Simpsons previu que o grande craque brasileiro sairia de maca durante a Copa do Mundo sediada no Brasil. No episódio, o camisa 10 da Seleção Brasileira e conhecido pela fama de cai-cai sofre uma contusão e sai de campo levado numa maca para não voltar mais à Copa. Na animação, o nome do personagem é El Divo, e o problema ocorre na final do Mundial, entre Brasil e Alemanha, que tem Homer como juiz e é vencida pelos europeus por 2 a 0.

Bem, já que na realidade perdemos Neymar nas quartas de final contra a Colômbia, para enfrentaremos a Alemanha na semifinal da Copa, esperemos que a previsão do placar não se cumpra, a não ser como produto em ordem inversa dos fatores.

Confira abaixo o trecho do episódio no qual o craque brasileiro sai de campo e da Copa contundido:

 

 

 

 

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Depois de Neymar, Di María também está fora da Copa

Após sentir a lesão, na perna de apoio ao tentar um chute, Di María sentiu a lesão e ficou no chão ( foto de Dennis Sanbangan / EFE / EPA)
Após sentir a lesão, na perna de apoio ao tentar um chute, o craque da Argentina e do Real Madri sentiu a lesão e ficou no chão ( foto de Dennis Sanbangan / EFE / EPA)

 

Depois de Neymar, outro craque está fora da Copa. O meia atacante Ángel Di María vai desfalcar a Argentina, que pela primeira vez em 24 anos voltará a disputar uma semifinal de Copa do Mundo. Depois do gol, aos 33 minutos do primeiro tempo, Di María sentiu o músculo adutor da perna direita e foi substituído. Apesar de ter saído de campa andando, a informação de que ele não poderá se recuperar a tempo de jogar as duas próximas partidas do Mundial foi confirmada por Eugênio Lopez, empresário do jogador. Depois de Lionel Messi, Di María era o jogador mais importante da seleção argentina.

 

 

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Neymar: “O sonho de ser campeão não acabou”

Confira o vídeo que Neymar gravou hoje na Granja Comary, em Teresópolis, antes de seguir à tarde de helicóptero à sua casa no Guarujá, no litoral paulista, para sua recuperação da fratura na vértebra lombar sofrida ontem (relembre o caso aqui) na vitória brasileira de 2 a 1 sobre a Colômbia:

 

 

 

 

 

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Brasil 2 x 1 Colômbia — Sem Neymar ou Thiago Silva, com a esperança no ombro

Thiago Silva ao abrir o placar para o Brasil como craque e capitão
Thiago Silva ao abrir o placar para o Brasil como craque e capitão

 

Em todos os quatro jogos nesta Copa, até as oitavas de final, a Seleção Brasileira podia ser resumida a um craque em busca de um time. Pois ontem, na arena Castelão, em Fortaleza, mesmo com a atuação apagada do craque, foi a boa apresentação do time que garantiu o primeiro jogo convincente do Brasil, ao vencer por 2 a 1 uma Colômbia que tinha uma campanha até então perfeita. E foi neste momento de aparente independência coletiva do seu maior valor individual, que o Brasil agora terá de se reafirmar como time, sem poder mais contar com seu grande craque, se quiser vencer a forte Alemanha na semifinal da próxima terça, dia 8, no Mineirão, para  manter aceso o sonho de ser campeão do mundo de futebol dentro da própria casa.

Dentro dessas aparentes contradições, o jogo de ontem teve os gols brasileiros marcados por quem teria como função impedi-los: os zagueiros Thiago Silva e David Luiz. E o protagonismo dos dois grandes defensores, auxiliados pelo volante Fernandinho, outro marcador brasileiro em tarde inspirada, não impediu que também brilhasse o craque colombiano James Rodríguez, que ontem saiu da Copa, mas não sem antes marcar mais um gol e se isolar com seis como maior artilheiro da competição.

O equilíbrio entre as virtudes, com a balança do resultado pendendo com justiça a favor do Brasil, estaria completo, não fosse a fatalidade que, já perto do jogo acabar, se converteu em tragédia para 200 milhões de brasileiros e bilhões de admiradores do bom futebol a despeito de cores pátrias. Aos 41 minutos do segundo tempo, numa saída de bola da defesa brasileira, quando a Colômbia ainda buscava seu direito de sonhar, o lateral direito Zuniga acabou acertando o joelho nas costas de Neymar, em lance aparentemente sem intenção. Apesar de ter saído de campo de maca, chorando e com a mão ao rosto, ninguém ainda suspeitava do porvir.

E o espetáculo do campo, desde seu início, deu bons motivos para não se buscar nada fora dele. Logo aos seis minutos, o mesmo Neymar cobraria o escanteio que Thiago Silva desviaria de joelho canhoto para vencer o goleiro Ospina. E o zagueiro só entrou livre no segundo pau para abrir o placar, porque Fred e David Luiz puxaram a marcação no primeiro, numa jogada ensaiada que anunciou de cara a boa apresentação coletiva do Brasil que tanto se cobrava.

Também cobrado por seu equilíbrio emocional e sua capacidade de liderança, na disputa de pênaltis contra Chile, o capitão brasileiro saiu correndo após abrir o placar contra Colômbia, bateu no peito e gritou diante às câmeras de TV: “Isso aqui é a camisa do Brasil, porra!”

A conhecida marcação sob pressão do time de Felipão também funcionava, dificultando a saída de bola da habilidosa seleção colombiana, com destaque ao desempenho de Fernandinho. Bem verdade que, ao perceber a clara intenção do juiz espanhol Carlos Velasco de economizar nos cartões amarelos para evitar tirar alguém pendurado das semifinais, tanto o volante brasileiro, quanto companheiros e adversários, passaram a não economizar das entradas duras. Em todo o primeiro tempo, o craque James Rodríguez, além da atenção especial de Fernandinho, sofreu rodízio de faltas do time brasileiro.

Júlio César à direita, bola à esquerda, a categoria de Rodríguez

No segundo, a Colômbia passou a dominar as ações ofensivas, em busca do empate. E o clima ficou mais tenso para o Brasil depois que Thiago Silva atrapalhou a saída de bola do goleiro Ospina, recebendo um cartão amarelo desnecessário, mas inevitável para o juiz, que o deixou o importante jogador suspenso para as semifinais contra a Alemanha. Caberia ao outro zagueiro brasileiro aliviar as tensões. Numa bela cobrança de falta, relativamente distante da área, David Luiz acertou uma bomba no ângulo esquerdo de Ospina, que chegou a tocar com a ponta dos dedos a bola venenosa.

Ainda assim, os colombianos não se intimidaram e continuaram a pressionar, mesmo se expondo às tentativas de contra-ataque, interceptadas em sua maioria pela atuação impecável de outro grande zagueiro: o veterano Yepes, ex-parceiro de Thiago Silva nos tempos do Milan. Seguros atrás, aos 32 minutos, o craque James Rodríguez achou o atacante Bacca dentro da área brasileira. Júlio César saiu e cometeu o pênalti claro, bem marcado pelo árbitro espanhol, cujo cartão amarelo dado ao goleiro acabou saindo barato.

A esperança foi verde no ombro de Rodríguez

Com categoria e um enorme e gafanhoto verde pousado ao acaso em seu ombro direito, o canhoto Rodríguez deslocou o goleiro brasileiro e cobrou no canto direito para diminuir. Ele pegou a bola e enquanto corria para reiniciar o jogo, ainda sem ver o inseto em seu ombro, beijou um nome que leva tatuado no mesmo braço. Segundo informaram, no Ceará aquele tipo de gafanhoto é chamado popularmente de “esperança”.

Aos 41 minutos, estava marcada pelo destino aquela fatídica dividida entre Zunida e Neymar, obrigando o craque brasileiro a sair de campo na maca, sob aplausos, mas chorando de dor. Antes da divulgação dos exames que apontariam uma fratura da terceira vértebra, excluindo sua participação desta Copa, outra cena de forte carga dramática ocorreu após o jogo, ainda dentro de campo. Ao perceber o jovem James Rodríguez em prantos, inconsolável por ser eliminado de uma Copa em que jogou bem e marcou gols em todos os jogos, David Luiz levantou o braço do colombiano e pediu que a torcida aplaudisse a quem saía de cabeça em pé, assim como fizera antes quem fora obrigado a sair de maca.

Esta Copa perdeu ontem dois dos seus maiores craques, flores do Lácio da América aos 22 anos. Mas o time de um deles permanece, com a esperança pousada sobre o ombro de uma nação.

Comovido pelo drama, como escreveu nas redes sociais e em português outro craque mais maduro, o alemão Bastian Schweinsteiger, agora de alma queimada do sol da Bahia e do Rio: “Vamos Brasil!”

 

David Luiz pede palmas a quem acabou de cabeça em pé
David Luiz pede palmas a quem acabou de cabeça em pé

 

Torcida de um alemão
Torcida de um alemão

 

 

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Neymar fraturou a vértebra e está fora da Copa do Mundo

Instante seguinte à disputa de bola com Zuniga que fraturou a vértebra de Neymar (foto de Fabrizio Bensh / AFP)
Instante seguinte à disputa de bola com Zuniga que fraturou a vértebra de Neymar (foto de Fabrizio Bensh / AFP)

 

Está confirmado: Neymar sofreu uma fratura na terceira vértebra da região lombar e está fora da Copa do Mundo. A informação foi divulgada agora há pouco pelo repórter André Plihal, da ESPN Brasil, antes de entrevistar na sequência o lateral direito colombiano Zuniga, que fez a falta, aos 41 do segundo tempo, ao atingir com o joelho as costas do craque brasileiro, numa disputa de bola de saída de bola da Seleção. No Hospital São Carlos, em Fortaleza, a fratura foi constatada e a cirurgia descartada.

Confira abaixo o que disse Zuniga, ainda na arena Castelão, ao saber da gravidade da contusão de Neymar:

 

O lateral colombiano Zuniga
O lateral colombiano Zuniga

Plihal — Está confirmado, Neymar teve uma fratura na vértebra e está fora da Copa. O que você tem a dizer sobre o lance?

Zuniga — Foi uma jogada normal. Nunca com a intenção de fazer algum mal ao outro jogador. Quando está em campo, sempre temos a intenção de jogar pela nossa camisa, pelo nosso país, pelo que estamos representando. Mas nunca com a intenção de lesionar um jogador. 

Plihal — Era possível evitar?

Zuniga — Era uma partida assim, que víamos que poderíamos ainda conseguir um bom resultado (o empate) e queríamos marcar e a partida estava um pouco quente. O Brasil estava entrando forte e nós entrando igual. Mas espero que, com a ajuda de Deus, não seja nada grave.

Outro repórter — Ele fraturou a espinha e está fora da Copa.

Zuniga — Por isso digo, uma jogada em que você está pensando em defender sua camisa, não em fraturar a espinha. Foi uma jogada em que estava defendendo minha camisa e meu país.

Plihal — E como você se sente ao receber essa informação, essa notícia?

Zuniga — Para min, creio que antes de entrar nessa jogada, fui para marcá-lo, não pensando em fazer-lhe mal. Fui defender minha camisa, como sempre havia dito que faria. Lastimosamente se passou isso e espero como vocês que ele se recuprere.

Plihal — E o que você diria para ele neste momento?

Zuniga — Como te digo, esperamos com a ajuda de Deus que não seja nada grave e esperamos que volte, pois tem muito talento para dar ao futebol do Brasil e do mundo.

 

Com dores e chorando Neymar teve que sair de maca do gramado (Foto de Fabrizio Bensh / AFP)
Com dores e chorando Neymar teve que sair de maca do gramado (Foto de Fabrizio Bensh / AFP)

 

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Brasil 2 x 1 Colômbia faz a esperança tocar o ombro de todos nós

Se o capitão Thiago Silva foi o herói brasileiro do primeiro tempo, quando abriu o placar, o segundo teve como protagonista seu companheiro de zaga, David Luiz. Após a Colômbia voltar melhor do intervalo e passar a dominar as ações ofensivas em busca do empate, as coisas pareceram piorar ainda mais depois que Thiago atrapalhou uma saída de bola do goleiro Ospina, aos 18 minutos, e levou um desnecessário cartão amarelo, que vai deixá-lo de fora das semifinais.

Mas quatro minutos depois, seria a vez do outro zagueiro brasileiro brilhar para tranquilizar as coisas. Numa bela cobrança de falta, relativamente distante da área, David Luiz acertou uma bomba no ângulo esquerdo de Ospina, que ainda chegou a tocar com a ponta dos dedos a bola venenosa e cheia de curvas, que depois o técnico Felipão compararia na entrevista coletiva às cobranças de Marcelinho Carioca, ídolo do Corinthinas.

Ainda assim, os colombianos não desistiram e continuaram a pressionar, mesmo se expondo às tentativas de contra-ataque, interceptadas em sua maioria pela atuação impecável de outro grande zagueiro: o veterano Yepes, ex-parceiro de Thiago Silva nos tempos de ambos no Milan. Seguros atrás, aos 32 minutos, o craque James Rodríguez achou o atacante Bacca dentro da área brasileira, nas costas de David Luiz. Júlio César teve que sair e cometeu o pênalti claro, bem marcado pelo árbitro espanhol Carlos Velasco, cujo cartão amarelo dado o goleiro acabou saindo barato.

Com categoria e um enorme e gafanhoto verde pousado ao acaso em seu ombro direito, o canhoto Rodríguez deslocou o goleiro brasileiro com categoria e cobrou no canto direito para diminuir. Ele pegou a bola e enquanto corria para reiniciar o jogo, ainda sem ver o inseto em seu ombro, beijou um nome que leva tatuado no mesmo braço. Segundo informaram, no Ceará aquele tipo de gafanhoto é chamado popularmente de “esperança”.

Aos 41, numa saída de bola brasileira para desafogar a pressão colombiana, o lateral direito Zuniga, numa disputa de bola forte, mas aparentemente sem maldade, entrou com o joelho nas costas de Neymar, que até então não havia conseguido brilhar. Com o craque brasileiro teve que sair de campo na maca e chorando de dor, sendo levado de imediato para um hospital de Fortaleza, para fazer exames. com a esperança pousada no ombro de todos os brasileiros para que não seja nada capaz de tirá-lo das semifinais da próxima terça, dia 17, em Belo Horizonte, contra a forte seleção da Alemanha.

Enquanto a terça no vem, a cena mais especial da partida se deu após o seu final, quando David Luiz brilhou ainda mais que no seu belo gol de falta. Ao perceber que o jovem craque James Rodríguez estava em prantos, inconsolável por ter saído de uma Copa em que jogou bem e marcou gols em todos os jogos, o viril zagueiro brasileiro levantou o braço do colombiano e pediu que a torcida o aplaudisse. Naquele único gesto, o orgulho de ser brasileiro ultrapassou qualquer Copa, na mesma humanidade que faz de craques todos nós.

 

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