Nem apelo a Cristo salva a Espanha da maldição dos campeões do mundo

Em diálogo com a criativa composição entre imagem e texto feita na edição virtual de hoje do diário esportivo Marca (aqui), na qual o jornal espanhol pedia a piedade do Cristo Redentor com a seleção daquele país, o editor de arte da Folha, Eliabe de Souza, o Cássio Jr., arriscou uma resposta, após os chilenos terem imposto seu excelente futebol na vitória de 2 a o que eliminou os campeões do mundo de 2010 no segundo jogo desta Copa de 2014. Como a França (campeã em 98 e eliminada em 2002) e a Itália (campeã em 2006 e eliminada em 2010, parece estar virando sina dos campeões do mundo ser eliminados na primeira fase da Copa seguinte, maldição da qual só o Brasil escapou neste séc. 21, após ser Tetra em 2002 e só dançar nas quartas de final em 2006.

Bem, na esperança de perpetuação como exceção nas maldições, fiquemos com a arte do Cássio Jr:

 

(Arte de Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)
(Arte de Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)

 

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Chilenos invadem, de fato, o Maracanã

(foto: Twitter)
(foto: Twitter)

 

Por Arnaldo Neto

Cerca de 100 torcedores do Chile causaram grande tumulto dentro do Maracanã nesta quarta-feira (18), uma hora antes do início da partida da seleção sul-americana contra a Espanha, pela segunda rodada do Grupo B da Copa do Mundo. Sem ingressos, eles conseguiram acesso à sala de imprensa do estádio e tentaram se dispersar na multidão.

Os chilenos conseguiram derrubar a grade de acesso ao centro de imprensa para invadir a área. Depois, correram para o interior, perseguidos por policiais militares e seguranças particulares. Pelo menos 25 foram detidos, porém, vários conseguiram passar para o túnel de acesso ao gramado e subiram a escada que chega às arquibancadas.

O chefe de segurança do Comitê Organizador Local da Copa do Mundo informou que já assistiu às imagens do circuito interno de câmeras e identificou o problema. A Fifa ainda deve se pronunciar sobre o ocorrido no Maracanã.

 

Fonte: Folha Online

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Espanhóis apelam a Cristo por redenção na Copa

Depois de ser humilhada em sua estreia na Copa pelos 5 a 1 impostos pela Holanda — que suou sangue para vencer agora há pouco a Austrália, numa virada de 3 a 2 —, a Espanha tem apelado até ao Divino para tentar se recuperar no Grupo B e na autoestima do próprio país, diante da perigosa seleção do Chile. O jogo começa daqui a pouco, às 16h, no Maracanã, sob os braços abertos do Cristo Redentor. O apelo foi feito na criativa reportagem do enviado especial Alberto Barbero, postada hoje na edição virtual do tradicional jornal esportivo espanhol. Quem estiver com o castelhano em dia e quiser conferir no original, basta clicar na imagem:

 

Marca

 

 

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Ironia virtual na catarse real da torcida brasileira

A partir da da excelente atuação do goleiro Guillermo Ochoa, que garantiu o empate sem gols entre Brasil e México, boa parte dos brasileiros usou a ironia virtual para fazer a catarse real da sua frustração com a atuação da Seleção. Aqui e aqui, respectivamente, os sempre atentos Alexandre Bastos e Christiano Abreu Barbosa já tinham reproduzido algumas dessas criativas demonstrações. Abaixo, conheça outras:

 

 

paredão mexicano 2

 

paredão mexicano 1

 

paredão mexicano 4

 

paredão mexicano 5

 

paredão mexicano 7

 

paredão mexicano

 

paredão mexicano 8

 

 

 

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Quem fez mais falta contra o México?

Após o Brasil 0 x 0 México, o dublê de humorista e comentarista esportivo Claudio Manoel não perdeu a chance da pergunta
Após o Brasil 0 x 0 México, o dublê de humorista e comentarista esportivo Claudio Manoel não desperdiçou a bola rolada e emendou de primeira a pergunta:

 

“Quem fez mais falta contra o México: o Hulk, ou o juiz japonês?”

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Use a cabeça e responda: além do 10, temos o quê?

Sei, pode parecer sacrilégio, mas a melhor defesa desta Copa, no tapa de gato de Guillermo Ochoa que furtou a bola na linha do gol (como o tira teima da Fifa mostraria depois) na forte cabeçada de Neymar, lembrou muito aquela considerada a maior defesa da história de todas as Copas. Se não de um mexicano, mas feita no México de 1970, foi a obra da vida do goleiro inglês Gordon Banks, na bola testada e quicada ao chão por um outro camisa 10 da Seleção Brasileira vindo do Santos.

Na impossibilidade de se comparar os donos das cabeças e das camisas, mas por maior que sejam suas diferenças individuais, a questão é: o primeiro camisa 10, para ser tricampeão, teve ao seu lado Gérson, Jairzinho, Tostão, Rivelino, Jairzinho, Clodoaldo, Carlos Alberto Torres, além de um 12º jogador como Paulo Cezar Caju. E Neymar, para ser hexa? Tem quem?

Use a cabeça, como nos dois lances abaixo:

 

 

 

 

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Empate sem gols pode bastar para chegar às oitavas, mas Brasil precisa de mais

E ficou no 0 a 0. Com grandes defesas do goleiro Ochoa, e sem nenhum erro capital do juiz, o México confirmou o equilíbrio do seu retrospecto recente com o Brasil e parou o dono da casa, hoje na Arena Castelão, em Fortaleza.  Após chamar o Brasil para o seu campo defensivo no primeiro tempo, os mexicanos voltaram ao segundo tentando pressionar, arriscando chutes perigosos de fora da área.  O volante Vásquez, aos 9 minutos; o meia Herrera, aos 11; e Guardado, aos 14, deram sustos em Júlio César, com bolas para fora, mas sempre próximos ao gol.

A pressão mexicana durou até uma falta dura, aos 16 minutos, que valeu o cartão amarelo a Vásquez, sobre Neymar. Ele mesmo cobrou, com a bola saindo após roçar o ângulo direito de Ochoa. A partir daí, quem partiu para o ataque foi o Brasil, com Jô como nova referência de frente, após substituir Fred, que saiu vaiado pela torcida aos 22. Um minuto depois, numa blitzen brasileira sobre a área mexicana, Bernard (que começou o segundo tempo no lugar de Ramires) cruzou da esquerda. Neymar matou no peito e chutou de canhota dentro da área, obrigando Ochoa a uma grande defesa.

Aos 30, com as tabelas do Atlético Mineiro ainda na memória, Bernard enfiou para Jô penetrar na área pela esquerda, mas o chute cruzado do atacante saiu pela linha de fundo no lado oposto. Aos 40, uma cobrança de falta de Neymar, também pela esquerda, achou Thiago Silva dentro da pequena área, que cabeceou à queima roupa em mais um milagre operado pelo goleiro mexicano.

Como a bola não entrava, o lateral Marcelo invadiu a área do México pela esquerda e, pressionado por Jimenez, se jogou na área, mesmo com a possibilidade de seguir no lance. Mas diferente do que ocorreu contra a Croácia no polêmico lance de Fred, o árbitro turco Çüneyt Çakir não entrou na encenação brasileira. Aos 45, o mesmo Jimenez bateu uma bomba na quina esquerda da área de Júlio César, colocando o goleiro brasileiro para também trabalhar.

No apito final do juiz, os mexicanos comemoram o empate, que os coloca iguais ao Brasil em números de pontos (4), na disputa pela liderança do Grupo A, mesmo que o técnico time da Croácia vença amanhã, em Manaus, no jogo que fecha a rodada, a desorganizada seleção de Camarões. Quanto ao time de Felipão, esse primeiro empate da Seleção sob seu comando num jogo de Copa (incluindo a campanha do Penta, no Japão e na Coréia do Sul, em 2002) pode ser suficiente para garantir a vaga às oitavas, mas a partir daí, as dificuldades certamente serão maiores do que a boa atuação de um goleiro.

 

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Primeiro tempo sem gols, mas com duas defesas difíceis do goleiro do México

Tecnicamente, foi um primeiro tempo bem abaixo do que contra a Croácia. Diferente desta, a seleção do México abriu mão de disputar o jogo no meio, preferindo se defender na sua metade do campo e explorar os contra-ataques, com apoio dos seus laterais, sobretudo o esquerdo Layun, na tentativa de explorar a velocidade e habilidade dos seus homens de frente: Giovanni dos Santos e Peralta. Também com apoio dos seus laterais, o Brasil aceitou o convite e tentou atacar, obrigando Ochoa a duas defesa difíceis. A primeira aos 25 minutos, numa forte cabeçada de Neymar, após cruzamento de Daniel Alves da direita, que o goleiro tirou rente à trave esquerda, em cima da linha do gol, como mostrou depois o tira teima eletrônico da Fifa. A outra, aos 43, num chute à queima roupa de Paulinho, dentro da área, após um passe de peito do zagueiro Thiago Silva.

Emboda com menos trabalho, Júlio César também fez uma defesa difícil, aos 23, ao desviar com a ponta dos dedos o chute forte de fora da área do meia Herrera, ao 23. Ramires, que como previsto substituiu Hulk, não teve boa atuação e tomou um merecido cartão amarelo aos 44, após fazer falta dura. No seu lugar, o Brasil voltou ao segundo tempo com Bernard, na promessa de um time mais ofensivo.

 

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“Gentalha! Gentalha!” — Até o mexicano Quico se preocupa com a arbitragem

O comediante mexicano Carlos Villagrán, encarnando o Quico em 2013 (foto de Vanessa Carvalho - Ag. Estado)
O comediante mexicano Carlos Villagrán, encarnando o Quico em 2013 (foto de Vanessa Carvalho – Ag. Estado)

 

O ator mexicano Carlos Villagrán, que interpretou o personagem Quico na série “Chaves”, vai ver o jogo entre Brasil e México nesta terça-feira com o coração partido e preocupado com a arbitragem. Fã do Brasil, mas leal à sua terra natal, ele diz que vai torcer “0,0001%” a mais para o México. Seu medo são os juízes: “Quico” não foi com a cara dos árbitros de Brasil x Croácia e de México x Camarões.

Em entrevista por telefone ao G1, direto de Guadalajara, no México, de onde ele verá o jogo, o ator de 70 anos disse:

— Os árbitros estão falhando muito. Detesto injustiças. É uma festa grande de futebol. A honestidade e a justiça devem prevalecer. O árbitro apitou muito mal, anulou dois gols legítimos nossos — criticou Villagrán, sobre a estreia do México no grupo A, o mesmo do Brasil.

Melhor ver o Pelé

Villagrán viu Pelé jogar de pertinho na Copa de 1970. Um ano antes de estrear como Quico, ele era fotojornalista e registrou o tricampeonato brasileiro:

— Foi muito bonito. O Brasil era muito poderoso, a melhor seleção de todos os tempos. Só craque. Como fotógrafo, chegava muito perto de todos os jogadores do Brasil. Os mexicanos estavam loucos, aqui [o México] era como se fosse o Brasil, todos torciam por vocês”, lembra o ex-fotógrafo do jornal El Heraldo.

Naquele tempo, Villagrán se virava como fotógrafo, mas os sonhos eram diferentes:

— Sempre quis duas coisas. A primeira era ser jogador de futebol e a segunda, ser comediante. Na época, era mais fácil entrar na TV como comediante que no futebol, então fui.

“Quico” e “Chaves” disputavam o título de maiores fãs do futebol nos bastidores:

— Os mais fanáticos eram o Roberto Bolaños [criador e intérprete de Chaves]. Quando era época de Copa, parávamos sempre de gravar em dia de jogo. Só tinha trabalho depois da partida.

 

Fonte: G1

 

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Hulk deve dar vaga a Ramires na briga com o México pela liderança do grupo

Ramires deve ganhar a vaga de Hulk, cm dores, para manter a pegada do time contra o México
Ramires deve ganhar a vaga de Hulk, cm dores, para manter a pegada do time contra o México

 

Salvo uma surpresa, Hulk não deve jogar hoje, contra o México, a partir das 16h, na Arena Castelão, em Fortaleza (CE), pela liderança do Grupo A. Salvo outra surpresa, seu substituto não será Ramires. Apesar de ter feito uma ressonância magnética na manhã de ontem, já com a Seleção em Fortaleza, sem detectar nenhuma lesão, o atacante titular ainda sente o incômodo na parte posterior da coxa esquerda, que no último domingo (15/06) o tirou do coletivo na Granja Comary, em Teresópolis (relembre aqui). Por seu temperamento, se Felipão perguntá-lo, Hulk provavelmente escolherá jogar, mas escalá-lo seria correr o risco de perder um jogador fundamental no esquema tático do treinador. E priorizar uma partida de primeira fase que poderá causar desfalque para os jogos eliminatórios a partir das oitavas de final, não faz parte da cartilha pragmática de Felipão.

Mas por que Ramires, que é volante de origem, e não os meia ofensivos Willian, que se cogitava para o lugar de Oscar, ou Bernard, que entrou bem no lugar de Hulk, na vitória brasileira de 3 a 1 sobre a Croácia? Além da força física, da velocidade e do chute perigoso, a maior virtude de Hulk é reunir todas essas características ofensivas sem deixar de cumprir eficazmente seu papel na marcação, dando combate desde o campo adversário a subida do lateral-esquerdo. Por isso, o escolhido deve ser mesmo Ramires, que além de volante, atua também no seu clube, o inglês Chelsea, como meia direita. Foi nesta posição que Felipão lhe entregou o colete de titular dos dois últimos treinos da Seleção.

Se o gaúcho sempre foi um treinador preocupado com a marcação, o poder de pegada dos seus times, as precauções talvez não sejam desnecessárias contra uma seleção que, nos últimos anos, tem se tornado uma pedra na chuteira brasileira, tão chata quanto uma banda de mariachis. Contabilizados só os jogos oficiais neste século 21, foram 10 confrontos, com quatro vitórias para cada lado e dois empates. Isso sem contar a final das Olimpíadas de Londres em 2012, em Wembley, quando o México derrotou o Brasil por 2 a 1, com dois gols do atacante Peralta, que estará em campo hoje. Por sua vez, aquela Seleção Brasileira, ainda treinada por Mano Menezes, já tinha Neymar, Thiago Silva, Marcelo e Hulk, que marcou o gol de honra brasileiro, mas dificilmente irá a jogo hoje.

Nosso último carrasco olímpico, Peralta também marcou o gol da vitória de 1 a 0 contra Camarões, na boa estreia do México na Copa. Único porque o juiz colombiano Wilmar Róldan anulou os outros dois gols absolutamente legais marcados pelo grande nome da partida, o meia atacante Giovanni dos Santos, filho do ex-jogador brasileiro Zizinho (apenas homônimo do grande craque do Flamengo, Bangu e São Paulo, além de craque da Seleção Brasileira de 1950), o que reforçou as suspeitas das arbitragens estarem favorecendo o Brasil, já que a disputa pelas duas vagas às oitavas, em caso de empate no número de pontos, será definido pelo saldo de gols. Por esse motivo, os olhos mexicanos e de toda a mídia mundial estarão bem atentos a qualquer eventual equívoco do árbitro turco Çüneyt Çakir.

Se o Brasil quiser vencer, necessário também estar atento, não só aos homens da frete, como também a quem inicia quase todas as jogadas do time, na passagem da defesa ao ataque: o veterano zagueiro Rafa Máquez, cuja habilidade e visão de jogo já o fizeram jogar como meia. Hoje, atua como líbero do México, ficando na sobra na hora do combate e armando o jogo desde o seu campo de defesa. Além disso, não faria nenhum mal se nossos laterais Daniel Alves e Marcelo se incomodasse com as cobranças de Maradona (aqui), Paulinho reencontrasse seu melhor futebol, Oscar mantivesse o mesmo nível da bela atuação contra a Croácia, Neymar elevasse o seu um pouco mais e Fred finalmente entrasse em campo nesta Copa para fazer algo além de se jogar para cavar pênaltis.

De qualquer maneira, se o retrospecto recente contra o México projeta um confronto sem favoritos, relevante por outro lado constatar que a Seleção Brasileira venceu todas as três partidas em que os dois se cruzaram em Copa do Mundo — a primeira, por 4 a 0, também dentro de casa, foi em 1950.

 

 

 

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