A federal, Makhoul conta com votos de Campos, Macaé, Maricá, médicos e libaneses

Segundo colocado na última disputa à Prefeitura de Campos, ainda que sem conseguir forçar o segundo turno com a prefeita Rosinha (PR), o petista Makhoul Moussallem quer garantir a manutenção dos seus mais de 60 mil votos, nas urnas de 2012, para a eleição à Câmara Federal, em 2014. Em outros municípios, como Macaé e Maricá, onde já teve declarado o apoio dos respectivos prefeitos, Aluízio Júnior (PV) e Washington Quaquá (PT), Makhoul espera ampliar o eleitorado em todo o Estado, assim através da sua militância na medicina e da numerosa colônia libanesa fluminense. Em relação à composição de chapas com os pré-candidatos do PT de Campos à Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), ele lembra que lançou seu nome a federal no mesmo dia que Odisséia Carvalho a estadual. Mostrando respeito às prováveis alianças de Alexandre Lourenço com Molon, e de Marcão com Chico D’Ângelo, Makhoul busca o que há de comum entre ele e seus correligionários goitacá, mas ressalva: “Não sendo adúltero, sou político-partidariamente poligâmico”.

Foto de Edu Prudêncio - Folha da Manhã
Foto de Edu Prudêncio - Folha da Manhã

Folha da Manhã – Você teve 61.143 votos para prefeito de Campos, em 2012. Não bastou para o forçar o segundo turno com a prefeita Rosinha (PR), mas quantos desses votos pretende manter na eleição para deputado federal?

Makhoul Moussallem – Se possível, manter todos e tentar acrescentar mais votos, já que não há motivos para que as pessoas que em mim confiaram para ser prefeito, não confiem para ser deputado. Na eleição de 2012, em torno de 103 mil pessoas votaram na oposição. Até o momento, sou o único pré-candidato a deputado federal do grupo da oposição, donde, se trabalharmos com afinco, acredito que poderemos não só manter os nossos, como conquistar mais votos.

Folha – Além dos votos de Campos, você terá o apoio dos prefeitos Aluízio Júnior (PV), de Macaé, e Washington Quaquá (PT), de Maricá. Como os conquistou e o que eles podem ajudá-lo a conquistar em 2014?

Makhoul – O apoio do meu amigo Aluísio Júnior, prefeito de Macaé, como ele mesmo declarou numa entrevista à Folha da Manhã, é porque me conhece de longa data e sabe do meu caráter e da minha maneira de pensar, e acredita que eu posso representar bem o Norte Fluminense na Câmara Federal, defendendo não só os interesses de Campos e Macaé, como de todos os Municípios da região, e, inclusive, do Estado, principalmente na área da educação e da saúde. O apoio de Quaquá é pelos mesmos motivos, e também por acreditar que eu possa ser uma força renovadora no PT. Ambos podem e vão me ajudar na captação de votos de maneira ética, conquistando uma cadeira na Câmara dos deputados, onde vamos levantar as bandeiras da educação e da saúde, e apresentar projetos de interesse coletivo, como, por exemplo, o “Brasil Saudável”, que começa com a alimentação sadia, prática de esportes, aprimoramento da atenção básica, finalizando com a assistência médica na média e alta complexidade.

Folha – E sua atuação como médico, na Unimed, no Álvaro Alvim e no Cremerj, como podem ser revertidos em votos e apoio político? No mesmo sentido, que apoio espera ter da comunidade libanesa fluminense?

Makhoul – A minha atuação ao longo da minha vida profissional foi sempre visando o coletivo. Montei o primeiro Pronto Socorro de Campos na Santa Casa em parceria com a mesma, a Prefeitura e o Inamps. Fundei a Unimed-Campos com outros 60 colegas. Na presidência da Fundação Benedito Pereira Nunes transformei o Hospital Álvaro Alvim, um prédio de 6 andares, onde só funcionava o ambulatório no térreo, em Hospital de Ensino (Hospital Escola Álvaro Alvim), certificado pelos ministérios da Saúde e da Educação, e instalei vários serviços de excelência para atender o SUS. No Cremerj, onde já sou conselheiro por 20 anos, trabalho junto com outros 41 conselheiros pela preservação da ética, pugnando por melhores condições de trabalho para os médicos e, consequentemente, melhorando o atendimento à população. Todos que comigo trabalharam e trabalham nestas instituições sabem da minha capacidade de trabalho, honestidade de propósitos, das minhas convicções sociais e humanitárias. E, sem dúvida, são meus apoiadores em qualquer tarefa que eu empreenda, ajudando-me politicamente e na conquista de votos.  É evidente que há exceções; não tenho a pretensão de agradar a todos e nem de ser unanimidade. Os projetos na área da saúde contarão com apoio da esmagadora maioria dos médicos e de outros profissionais da saúde. Em relação à comunidade libanesa fluminense, tenho a pretensão de ser por ela apoiado politicamente e em votos. Sou um dos poucos libaneses que se tornou brasileiro da gema, sem, no entanto, renegar a sua origem e de perder a ligação com ela, de falar e escrever a língua árabe e de querer uma profunda comunhão do Líbano com o Brasil, em favor dos dois povos e de se orgulhar de ambos.

Folha – Em relação à sua condição de médico, você participou ativamente da mobilização contra a contratação de médicos cubanos pelo governo federal do PT. Entre o médico e o petista, sua opção será sempre pelo primeiro? Por quê?

Makhoul – Antes de ser médico e ser filiado ao PT, sou um cidadão brasileiro que gosta de seu país e dos seus compatriotas, donde a minha primeira opção será sempre pelo que acredito ser correto e o melhor para a população, principalmente a carente. Não só fui contra a contratação de médicos estrangeiros sem revalidação do diploma, como também fui contra a MP 621 na sua íntegra, porque entendo que não vai resolver o problema da assistência médica no país. Medidas midiáticas para atender o clamor das ruas, decididamente, não são o melhor caminho e nem fazem a minha cabeça; mas sim um estudo profundo das raízes do problema e daí um planejamento sério e estratégico com começo, meio e continuidade. Participei ativamente e continuarei participando, emitindo minha opinião sempre que se fizer necessário, pois, modéstia à parte, deste riscado eu entendo; inclusive e, principalmente, para ajudar o PT a reencontrar o seu verdadeiro caminho na solução dos problemas nacionais e na consolidação da cidadania e da democracia.

Folha –  Você participou da manifestação dos médicos no último dia 3, que saiu do HFM até a praça São Salvador, onde se juntou aos “Cabruncos Livres”, seguindo até a Câmara. Após ver de perto, qual sua opinião sobre o movimento dos jovens nas ruas de Campos?

Makhoul – O meu contato com os “Cabruncos Livres” foi de uma boa comunhão, por eu já defender as mesmas bandeiras. Por ser contra a maneira vigente de se fazer “política”, fui chamado de “arrogante e de não saber fazer política”. Agora já tem uma multidão de “arrogantes que não sabem fazer política”. Junto com os jovens e com outras faixas etárias e com os “Cabruncos Livres”, vamos livrar a política destes “sabidos e falsos humildes que acham que sabem fazer política”, e estabelecer novo modus faciendi de política, na qual o homem público deve servir e não se servir.

Folha – Dos três pré-candidatos do PT de Campos a deputado estadual, o Alexandre Lourenço já deixou claro seu apoio à reeleição do deputado federal Alessandro Molon. E quanto a Marcão e Odisséia?

Makhoul – O compromisso do Alexandre Lourenço com a reeleição do deputado Molon é anterior a minha pré-candidatura, assim como o do nosso vereador Marcão com a possível pré-candidatura do deputado Chico D’Angelo, atual secretário de Saúde de Niterói. A ex-vereadora Odisséia lançou a sua pré-candidatura no partido no mesmo dia que lancei a minha. Todos somos do mesmo partido e defendemos as mesmas ideias e bandeiras em relação à ética e à honestidade na política. O bom de uma eleição proporcional no Estado é que os votos vão todos para um fundo comum do partido, tanto federal, como estadual, e uns ajudam os outros a se elegerem, donde farei uma campanha partidária, ou seja, casado com todos e todas; não sendo adúltero, já que sou político-partidariamente poligâmico.

Publicado hoje na edição impressa da Folha da Manhã.

0

Cultura de Campos, há 178 anos, não é mais a da vila

Desde que os artistas de Campos se mobilizaram em protesto à denúncia da censura da peça “Bonitinha, mas ordinária”, por supostos motivos religiosos da prefeita Rosinha (PR), segundo denunciaram integrantes do grupo teatral carioca “Oito de Paus”, que encenaria a peça de Nelson Rodrigues no Trianon, um movimento dos aloprados rosáceos foi feito no sentido de se tentar responsabilizar pessoalmente um dos titulares desta coluna, também titular do blog Opiniões, pela reação de toda uma categoria em torno das críticas à política cultural pública do município.

No blog, onde a interatividade do leitor é bem mais direta, rápida e fácil, e onde o comentarista pode usar nome e e-mail falsos para tentar se manter no anonimato, aquele que funciona como cachaça, no sentido de dar coragem a quem não tem, uma sucessão de comentários ofensivos, com ameaças pretensas, do nível mais baixo possível, passou a se suceder quase diariamente. Embora editados ou retidos pela moderação, todos foram devidamente arquivados em sua íntegra, com seus IPs de origem, para a devida investigação policial e as providências jurídicas cabíveis.

Certo que a rica cultura de Campos, que não se restringe ao poder público, é muito, mas muito mais importante que as pessoas nela envolvidas, sejam como artistas, presidentes de fundações municipais, jornalistas ou blogueiros. A polarização pessoal, portanto, só deve ser buscada por quem nada tem, além dela, a oferecer como argumento ao debate. E se tratam de duas certezas historicamente alicerçadas em outra: desde 28 de março de 1835, há mais de 178 anos, quando Campos foi elevada à condição de cidade, que sua cultura não é mais a da vila.

Publicado hoje na coluna Ponto Final, na edição impressa da Folha.

0

Boia salva vidas no marasmo cultural de Campos, Sesi divulga agenda de agosto

O incansável administrador do teatro do Sesi de Campos, Fernando Rossi, divulgou por e-mail, agora há pouco, a agenda cultural da instituição para o mês que se avizinha. Além disso, com inscrições abertas a partir de 13 de agosto, e com vagas limitadas, será oferecida uma oficina de teatro para crianças e adolescentes entre 7 e 12 anos. Até porque o Sesi, sob comando do Rossi e sua competente equipe,  tem sido uma das poucas boias salva vidas neste oceano do marasmo cultural do município, vale muita a pena a divulgação…

0

No resgate a Jesus e Francisco, o que o Papa trouxe de novo

Frei Betto, escritor e religioso
Frei Betto, escritor e religioso

Bem vindo, Papa Francisco!

Por Frei Betto

Bem-vindo aos nossos corações, nos quais gravou seu cativante sorriso e a simplicidade tão rara naqueles que, como você, galgam os degraus do poder.

Bem-vinda a sua ousadia evangélica de entrar no Brasil como Jesus em Jerusalém: não montado no cavalo branco dos imperadores, equivalente hoje às limusines blindadas, e sim no “burrico” de um carro de classe média, com o vidro aberto, sem nojo do cheiro de povo nem temor da acolhida calorosa da população.

Bem-vindo este nome, Francisco, para nomear um papa. O santo de Assis rejeitou, nas origens do capitalismo, o sistema produtivo que gerava concentração de riquezas e exclusão social, e que teve em Bernardone, pai do jovem Francisco, um dos pioneiros.

Bem-vindo à opção pelos pobres, à denúncia da corrupção dentro e fora da Igreja, e da “globalização da indiferença” diante dos fluxos migratórios provocados pela miséria semeada na África pelo colonialismo europeu.

Bem-vindo ao “colocar mais água no feijão” de todos que, “comprometidos com a justiça social”, não se cansam de “trabalhar por um mundo mais justo e solidário.”

Bem-vindo, Francisco, ao grêmio de todos que combatem a “cultura do descartável” e, como você, acreditam que “a medida da grandeza de uma sociedade é dada pelo modo como esta trata os mais necessitados, que não têm outra coisa senão a sua pobreza.”

Bem-vindo à Igreja “advogada da justiça e defensora dos pobres diante das intoleráveis desigualdades sociais e econômicas que clamam ao céu”, como você enfatizou ao fazer eco ao Documento de Aparecida. Não mais uma Igreja que, sob o pretexto de “não se meter em política”, se aninha à sombra dos ricos e poderosos, cala a voz de seus profetas, prega a cruz de Jesus mas se recusa a carregá-la por considerar difamações e perseguições uma maldição, e não uma bem-aventurança.

Bem-vindo à reforma da Igreja iniciada pela mudança que você imprime ao papado. Nada de arminho, cruz de ouro, sapatos vermelhos. “Acabou o carnaval!”, você advertiu ao quererem vesti-lo como um príncipe. Nada de tratá-lo por Sua Santidade, Sumo Pontífice, Santo Padre, e sim apenas por papa, bispo de Roma, servo dos servos de Deus.

Bem-vindo, Francisco, à urgência de abrir os altares aos sacerdotes casados e às mulheres vocacionadas ao sacerdócio; e os sacramentos aos casais que contraíram segundas núpcias.

Bem-vindo às Comunidades Eclesiais de Base, que você tanto valorizou em Aparecida, em 2007, ao fim do celibato obrigatório, à abertura do debate sobre todos os temas atuais relacionados à teologia moral: preservativo, homossexualismo, aborto, pílula do dia seguinte, célula-tronco etc.

Bem-vindo à reforma da Cúria Romana e à sua iniciativa de nomear uma comissão de oito cardeais dos cinco continentes para assessorá-lo na profilaxia da Igreja. Queira Deus que sejam extintos o Banco do Vaticano, e também as nunciaturas apostólicas, de modo a valorizar, no espírito colegiado do Vaticano II, as conferências episcopais.

Bem-vindo, Francisco, a esse mundo globocolonizado que tanto necessita de um papa que seja expressão de Jesus e São Francisco: tolerante, amigo dos pobres, misericordioso, alegre, servidor da justiça, capaz de respeitar as diferenças religiosas e denunciar as causas das desigualdades sociais.

Deus o conserve e Francisco de Assis o encoraje!

0

Legado institucional dos mais velhos tira o emprego dos mais jovens

Paulo Guedes, economista
Paulo Guedes, economista

Conflito de gerações

Por Paulo Guedes

Jovens nas ruas , anunciava O Globo em sua primeira página do caderno de Economia da última quinta-feira. Era uma clara alusão ao protagonismo da juventude nas recentes manifestações. Mas era implacável o título completo: Jovens nas ruas. No olho da rua . Pois a verdadeira notícia foi o aumento do desemprego entre os jovens de 16 a 24 anos, de 14,6% para 15,3%, mais do que o dobro dos 6% registrados para a média de todas as idades. O desemprego entre os jovens é muito alto e não para de subir. Sem legislação trabalhista, sem encargos sociais e previdenciários sobre a mão de obra, 3,5 bilhões de eurasianos mergulharam nos mercados de trabalho globais, condenando ao desemprego em massa os países com mercados de trabalho inflexíveis. Uma verdadeira guerra mundial por empregos.

O problema é mais agudo em economias prisioneiras da armadilha social-democrata do baixo crescimento. Regimes previdenciários irrealistas, legislações trabalhistas inadequadas e organizações sindicais anacrônicas derrubaram o crescimento, aumentaram o desemprego e marginalizaram toda uma geração ao impedir o acesso de jovens pouco experientes aos mercados de trabalho. Na Europa, ficou conhecido como euroesclerose o fenômeno do baixo crescimento e da incapacidade crônica de geração de empregos nas décadas anteriores à criação do euro. Sim, pasme o leitor, pois os males atuais são todos atribuídos à nova moeda. Na Grécia, em Portugal e na Espanha, as taxas de desemprego entre os jovens estão em torno dos 50% – metade dos jovens não tem futuro. No Brasil, com encargos sociais e trabalhistas de quase 100% dos salários, um emprego é destruído para cada emprego criado.

Os jovens sem futuro são vítimas de instituições inadequadas. Justamente indignados, devem perguntar a seus pais por que as garantias trabalhistas e previdenciárias outorgadas a si próprios pelos membros das gerações mais velhas destruíram a capacidade de geração de empregos para os mais jovens. Afinal, herdam de seus pais não apenas valores morais e bens materiais, mas também seus países e suas instituições. O conflito entre as gerações aumenta quando a juventude é ameaçada pelo despreparo, pelo egoísmo, pela irresponsabilidade e pela desatenção dos mais velhos e pelo seu legado institucional.

0

Lula e PT no poder passam pela reabilitação de Dilma

Salvem Dilma!

Dilma disse à Folha de S. Paulo: “Lula não vai voltar porque não saiu”. Foi em resposta à pergunta se ele voltaria a ser candidato à presidência da República em 2014 quando, a principio, Dilma tentará se reeleger. O que Dilma quis dizer com essa história de “não voltar porque não saiu?” Objetivamente, nada. Apenas fugiu de uma resposta direta, frontal à pergunta. Razoável. Se nem ela sabe o que vai acontecer…

Uma coisa é termos uma presidência compartilhada como temos hoje. Dilma não se sente segura para governar sozinha. Pede conselho a Lula sempre que a infelicidade bate à sua porta. Se não pede, ele oferece por telefone. Ou por meio de ministros e assessores que devem o emprego a ele e não a Dilma. Bem, outra coisa é proceder como Lula quando Dilma substituiu José Dirceu na chefia da Casa Civil.

Para enganar os tolos, Lula passou os dois últimos anos do seu segundo mandato repetindo que Dilma governava tanto quanto ele. E que era melhor gestora do que ele. Ora, Dilma fazia o que Lula mandava. Muitas das sugestões que deu foram acatadas por Lula, outras não. Esperto, Lula entregou a gerência do governo a ela para governar à vontade. Não se governa sem fazer política. Muito menos se governa centralizando tudo.

Lula teve melhor equipe do que Dilma tem. Embora soubesse lidar com políticos, cercou-se de gente que também sabia.Os bons ventos sopraram a economia enquanto governou. Por hábil e carismático, levou no gogó a maioria dos brasileiros sempre que se viu em aperto.Depois de consultar amigos, viu que não valeria a pena batalhar pelo terceiro mandato consecutivo. Deu um tempo. Chamou Dilma. Espera reciprocidade.

Há condições para que a reciprocidade se consuma. Mas Dilma está obrigada antes a reagir. Sua popularidade não poderá continuar caindo. Falta mais de um ano para a próxima eleição. Se Dilma chegar feito um trapo em março, não parecerá natural que anunciem para deleite certo do distinto público: “Senhoras e senhores, o candidato do PT e de nove entre 10 partidos à presidência da República será… Luiz Inácio Lula da Silva”.

Que brincadeira é essa? A melhor gestora do governo Lula teria fracassado ao se tornar gestora do seu próprio governo? Ou simplesmente Lula mentiu ao imputar-lhe a falsa condição de melhor gestora? Lula pensa que é assim? Que o povo é bobo e jogará a culpa na Rede Globo? Que o país engolirá a desculpa de que o mau desempenho de Dilma surpreendeu até ele mesmo? Mas que uma vez de volta ele haverá de correr atrás do tempo perdido?

O eventual retorno de Lula passará pela reabilitação de Dilma. A permanência do PT no poder passará pela reabilitação de Dilma. Se candidata outra vez ela talvez não se reeleja. Mas se for alijada da disputa presidencial para evitar uma derrota é quase seguro que o PT acabará alijado do Palácio do Planalto. Sem arrogância alguma, aceita-se apostas. Cartas à redação. Ou: e-mails. Como preferirem.

0

Estado laico — Um dos recados do Papa Francisco aos políticos do Brasil

“A pacífica convivência entre religiões diversas se vê beneficiada pela laicidade do Estado que, sem assumir como própria qualquer posição confessional, respeita e valoriza a presença da dimensão religiosa na sociedade, favorecendo suas expressões concretas”

(Papa Francisco, em seu discurso mais político na Jornada Mundial da Juventude, ontem, no Teatro Municipal do Rio de Janeiro)

Babalaô Ivanir dos Santos, representante do candomblé e filho de uma ex-cortadora de cana de Campos, foi recebido ontem pelo Papa Francisco, no Teatro Municipal do Rio de Janeiro (Foto: Claudio Menezes)
Babalaô Ivanir dos Santos, representante do candomblé e filho de uma ex-cortadora de cana de Campos, foi recebido ontem pelo Papa Francisco, no Teatro Municipal (Foto: Claudio Menezes)
0

Candidato à Alerj por um PT que aprenda com as ruas

Embora “acusado” por alguns pragmáticos como inocente politicamente, por não estar disposto a adotar políticas clientelistas para se eleger, pelo menos naquilo que o PT de Campos projeta para tentar fazer pela primeira vez um deputado estadual, em 2014, o professor Alexandre Lourenço parece ser o mais realista dos três pré-candidatos locais: nem ele, nem a ex-vereadora Odisséia Carvalho, nem o vereador Marcão, devem desistir de lançar seus nomes à Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj). Acerca da entrada de Marcão na disputa, diferente de Odisséia, Alexandre disse já estar ciente antes do seu anúncio na imprensa, assim como não se furtou em analisar o desempenho do vereador petista, que julgou estar atuando dentro do esperado para um parlamentar de oposição. Acompanhante assíduo do movimento “Cabruncos Livres”, o professor acredita que não apenas ele, como Campos e o próprio PT, têm muito a aprender com as manifestações de rua que ganharam o Brasil, composto em sua maioria por jovens estudantes.

Foto de Mariana Ricci - Folha da Manhã
Foto de Mariana Ricci - Folha da Manhã

Folha da Manhã – A ex-vereadora Odisséia Carvalho disse que, numa conversa pessoal, vocês dois partilharam a intenção comum de concorrer à Alerj. O papo não serviu para que um abrisse mão para apoiar o outro?

Alexandre Lourenço – Conversamos um pouco, ela falou que estava pensando em ser candidata e eu falei da reunião que tive com o deputado federal Alessandro Molon, que é o líder do grupo político do qual faço parte, e que estava muito animado para disputar a vaga. E a ex-vereadora me incentivou.

Folha – Odisséia também disse que soube pela imprensa do projeto do vereador Marcão de também concorrer à Alerj. E você, como soube e como recebeu essa terceira pré-candidatura a deputado estadual do PT de Campos?

Alexandre – O vereador Marcão me disse que estava pensando e que havia grande chance de ser pré-candidato. Não fiquei surpreso.

Folha – Falando objetivamente, vê a possibilidade de desistir da sua pré-candidatura para apoiar Odisséia ou Marcão, ou que um deles venha a desistir para apoiá-lo?

Alexandre – Não penso em desistir, estou muito animado, sou pré-candidato de oposição ao governo Sérgio Cabral (PMDB, aliado do governo federal do PT), com o apoio do Alessandro Molon, que é considerado um dos mais competentes e respeitados políticos na atualidade. Recentemente, ele foi escolhido pelos jornalistas que cobrem o Congresso como o melhor deputado do PT e um dos cinco melhores do Brasil, além de ser o petista mais votado no Estado do Rio. Acho improvável que Marcão e Odisséia desistam.

Folha – Levando-se em consideração os votos que cada um dos três teve na última eleição a vereador, Marcão sai na vantagem e você na ponta oposta? Considera-se o “azarão” nessa disputa?

Alexandre – Não. No ano passado, disputei minha primeira eleição, uma candidatura de oposição, defendendo a valorização da educação pública e a ética na política. Fiz uma campanha baseada em ideais, inspirada nas mais românticas candidaturas de esquerda, com poucos recursos e, mesmo assim, foi bonita e vitoriosa, já que fiquei em quarto lugar na coligação, tendo sido diplomado como terceiro suplente, na frente de mais de 500 candidatos, dentre ex-prefeito, ex-deputado e secretários municipais. Tenho 27 anos e nunca usufruí de cargo, nem apadrinhamento político, e, mesmo assim, meu nome aparece nas pesquisas. O fato de atuar como professor concursado da Faetec, em Volta Redonda, e na prefeitura de São João da Barra, além de ter trabalhado na Prefeitura de Rio das Ostras, na Seeduc e no Cederj, em Bom Jesus, só favorece a minha pré-candidatura. Posso considerar que tenho potencial de crescimento.

Folha – Quem o conhece pessoal e/ou politicamente, sabe da sua intransigência na defesa da ética. Este discurso, no PT pós-Mensalão, não soa deslocado? Por quê?

Alexandre – Sou muito otimista e penso que, depois das grandes manifestações ocorridas no país, o Partido dos Trabalhadores pode voltar às suas origens, se aproximar dos movimentos sociais, ouvir as vozes das ruas, se distanciar do fisiologismo, das negociatas, dos acordos espúrios e dos partidos de aluguel. Ética na vida pública é fundamental e tem tudo a ver com o momento de transição que estamos passando. Defendo o fim da aliança com o PMDB, sempre fui contra, sou oposição ao governo do Sérgio Cabral.

Folha – Você tem acompanhado de perto a atuação dos “Cabruncos Livres”. Marcão já propôs a principal pauta deles, o Orçamento Participativo, na Câmara. Qual sua opinião sobre o movimento e a atuação do vereador petista?

Alexandre – Tenho carinho e respeito enormes pelo movimento “Cabruncos Livres”. Foi uma das coisas mais bonitas que aconteceu em Campos ultimamente. Participei das reuniões e dos atos, tudo bem democrático. Foi muito emocionante ver milhares de jovens nas ruas da minha cidade. E, principalmente, foi um movimento espontâneo, feito por jovens insatisfeitos com o governo municipal, que estão cansados de populismo barato e querem mais transparência e ética. Considero as pautas do movimento fundamentais para o desenvolvimento e melhoria da educação pública, que é a pior do Estado. Com o orçamento bilionário que temos, não podemos aceitar esta vergonha! O vereador tem desempenhado o papel que esperamos de um oposicionista.

Folha – Se o PT de Campos insistir mesmo nas três candidaturas à Alerj, não estará correndo o risco de repetir a sina de nunca ter eleito um deputado estadual?

Alexandre – Acho que a minha pré-candidatura é necessária. Quero ser a opção progressista dos insatisfeitos, dos estudantes, dos professores, para combater o bom combate e praticar a boa política, pois já temos muitos jovens com pensamentos e atitudes reacionárias exercendo a “velha política”. O partido pode fazer um representante, sim, mesmo com mais de uma candidatura. Nada deve parecer impossível de mudar!

Publicado hoje na edição impressa da Folha.

0

Pelo PT de Campos, Odisséia quer aumentar bancada feminina na Alerj

Sua cessão da Prefeitura de Campos à assessoria parlamentar do senador, e pré-candidato a governador, Lindbergh Farias (PT), é só uma questão burocrática. Foi o que garantiu a ex-vereadora e professora Odisséia Carvalho, que não tem planos para desistir da sua própria pré-candidatura à Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), uma das três que ostenta o PT de Campos, que nunca conseguiu eleger nenhum deputado estadual. Sobre os dois outros pré-candidatos petistas à Alerj, ela disse que trocou com o também professor Alexandre Lourenço, numa conversa, seus planos mútuos de se lançarem; enquanto sobre o vereador Marcão, cujo mandato declinou de analisar, disse que só soube dos seus planos para 2014 pela imprensa.

Foto de Mariana Ricci - Folha da Manhã
Foto de Mariana Ricci - Folha da Manhã

Folha da Manhã – Como reagiu ao cancelamento, por parte da Prefeitura de Campos, à sua cessão ao senador e pré-candidato a governador Lindbergh Farias?

Odisséia Carvalho – Essa questão é meramente burocrática e envolve prazos. Foi enviado no início deste ano, ao Governo de Estado e a Prefeitura de Campos dos Goytacazes, o pedido de cessão das minhas matrículas para ocupar o cargo de assistente parlamentar do senador Lindbergh Farias,o que não foi respondido em tempo hábil. A cessão do município saiu no DO de 21 de maio, e a do Estado tinha sido enviada para publicação,o que infelizmente não foi possível, pois minha nomeação no Senado ocorreu no dia 15 de abril e tinha apenas um mês para tomar posse. Atualmente, o Senado se encontra em recesso e será enviado um outro ofício solicitando minha cessão a ambos os órgãos, no qual espero ser atendida. É bom lembrar que a cessão é com ônus para o Senado e não onera os cofres públicos municipais, além de existir vários casos no município de Campos de profissionais com matrículas e cedidos  à Prefeitura, como o professor Suledil (Estado) e Fábio Ribeiro (Fenorte).

Folha – E quanto ao lançamento da pré-candidatura do vereador Marcão à Alerj, depois que você e o também professor Alexandre Lourenço já tinham posto seus nomes à mesma disputa?

Odisséia – O professor Alexandre Lourenço foi à minha residência e manifestou o desejo de se candidatar, quando coloquei que também é o nosso desejo de ocupar uma vaga na Alerj, o que fizemos formalmente na reunião do diretório do partido.No caso de Marcão, ele informou que realizou uma reunião com seu grupo político e soubemos pela imprensa  do seu interesse de se candidatar-se à Alerj, o que é legítimo e importante para o PT.

Folha – Há a possibilidade de você retirar sua pré-candidatura para apoiar Marcão ou Alexandre? Ou vai buscar com que um deles, ou ambos, se retirem da disputa para apoiá-la?

Odisséia – O PT é democrático e é necessário ampliar nossa bancada na Alerj. Em 2010, fizemos uma aliança e temos hoje cinco deputados e duas deputadas  do PT. Nessa eleição, teremos candidatura própria, com o pré-candidato Lindbergh Farias ao Governo do Estado e vamos aumentar nossa nominata e legenda. Nossa candidatura será mantida, sabemos que apoio sempre é importante e respeito a decisão dos companheiros, se desejarem manter suas candidaturas.

Folha – Como primeira suplente do PT como vereadora, se Marcão se elegesse deputado estadual, seu regresso à Câmara Municipal não seria uma possibilidade também interessante?

Odisséia – A representação do PT em todas as instâncias é importantíssima. Na reforma do estatuto do partido, ocorrida no  4º Congresso Nacional do PT, foi garantida a paridade, prevendo participação feminina de 50% na composição das nominatas. Não é natural que 52% da população brasileira seja mulheres  e apenas 9% ocupem as cadeiras no Congresso. Na Alerj, dos 70 deputados, apenas 12 são mulheres. Vamos  aumentar nossa bancada feminina do PT.

Folha – Qual sua avaliação da atuação de Marcão no mandato que já foi seu no Legislativo goitacá?

Odisséia – Na nossa concepção partidária, não existe mandato do vereador, mas do partido, baseado no nosso estatuto e princípios construídos ao longo de 33 anos de existência do PT. Cada legislador tem o seu perfil, sou oriunda dos movimentos sociais, filiada ao PT desde 1986.

Folha – Se insistir em três candidaturas locais à Alerj, o PT de Campos não corre o risco de cumprir mais uma vez a sina de nunca ter feito um deputado estadual?

Odisséia – Precisamos seguir com coragem e determinação, com representações do PT na região. Makhoul é pré-candidato a deputado federal e eu, Odisséia Carvalho, sou pré-candidata a deputada estadual. Estamos trabalhando e buscando apoios na região.

Publicado hoje na edição impressa da Folha.

0

“E que justiça a resguarda?… Bastarda”

Já disse e escrevi, mais de uma vez, que considero o professor Adriano Moura o melhor entre nós, poetas de Campos vivos. Menos vezes, embora merecesse ainda mais, reafirmei outra opinião meramente pessoal: o advogado Gregório de Matos Guerra (1636/95), o “Boca do Inferno”, para mim, é o maior talento que já viveu na poesia brasileira. Assim, no diálogo entre os dois vates, aqueles que vaticinam, que veem antes, estabelecido aqui, na democracia irrefreável das redes sociais, abro minha lida blogueira na tentativa de aquecer esta manhã fria de sexta-feira…

Gregório de Matos
Gregório de Matos

Trechos de um poema de Gregório de Matos, escrito no século XVII. Qualquer semelhança com a “República do Chuvisco”, não será mera coincidência:

Que falta nesta cidade?… Verdade.
Que mais por sua desonra?… Honra.
Falta mais que se lhe ponha?… Vergonha.

O demo a viver se exponha,
Por mais que a fama a exalta,
Numa cidade onde falta
Verdade, honra, vergonha.

Quem faz os círios mesquinhos?… Meirinhos.
Quem faz as farinhas tardas?… Guardas.
Quem as tem nos aposentos?… Sargentos.

E que justiça a resguarda?… Bastarda.
É grátis distribuída?… Vendida.
Que tem, que a todos assusta?… Injusta.

O açúcar já acabou?… Baixou.
E o dinheiro se extinguiu?… Subiu.
Logo já convalesceu?… Morreu.

A Câmara não acode?… Não pode.
Pois não tem todo o poder?… Não quer.
É que o Governo a convence?… Não vence.

Quem haverá que tal pense,
Que uma câmara tão nobre,
Por ver-se mísera e pobre,
Não pode, não quer, não vence.

0

Marcão busca vaga na Alerj e Orçamento Participativo na Câmara

Anunciada publicamente pelo jornalista e blogueiro Gustavo Matheus (aqui), a pré-candidatura do vereador Marcão à Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), nas eleições do ano que vem, é mesmo uma certeza do petista e do seu grupo político. Ainda assim, ele confirma que buscará, até o último momento, o entendimento com os dois outros nomes do PT de Campos que já tinham se lançado antes a deputado estadual: os professores Odisséia Carvalho (ex-vereadora e suplente de Marcão na Câmara) e Alexandre Lourenço. Sem descuidar do seu mandato de vereador, que admite ser a base do seu lançamento à Alerj, Marcão já tem definido seu objetivo assim que terminar o recesso do Legislativo goitacá: brigar pelo Orçamento Participativo no município de Campos, pauta lançada das ruas pelo movimento “Cabruncos Livres”.

Foto de Edu Prudêncio
Foto de Edu Prudêncio

Folha da Manhã – Por que se colocar agora como pré-candidato à Alerj, depois que Odisséia Carvalho e Alexandre Lourenço já haviam posto seus nomes?

Marcão – No início do mês, tomei conhecimento de uma pesquisa feita para Alerj em nosso município, onde o nome do vereador Marcão aparece com 5,33% de intenções de voto para deputado estadual, aparecendo nas intenções de voto tanto na pesquisa estimulada, quanto na espontânea, sem que em nenhum momento eu tivesse dito que seria pré-candidato à Alerj. A partir daí fizemos uma reunião com nosso grupo político e ficou decidido que este seria o momento de optar pela pré-candidatura.

Folha – Conversou com algum dos dois antes? Tem esperança que algum deles abandone a pré-candidatura própria e abrace a sua?

Marcão – Havia tido conversas informais com os dois companheiros, dando conta de que havia recebido um convite da direção estadual do PT, desde o mês de abril, para ser pré-candidato, e que existia, sim, essa possibilidade. Esperança, como diz o ditado popular, é a última que morre. Eu alimento, sim, a esperança de que consiga unificar os companheiros em torno da nossa candidatura, até pelo fato de que caso esse projeto tenha a aprovação das urnas, no caso da companheira Odisséia, ela poderá assumir o mandato na Câmara Municipal, já que é a primeira suplente no PT. E tenho pensado em algumas propostas de diálogo para serem apresentadas ao companheiro Alexandre.

Folha – E você abrir mão da sua pré-candidatura para apoiar um dos dois? Há também essa possibilidade recíproca? Qual deles teria sua preferência? Por quê?

Marcão – Na política temos que estar a todo instante dialogando e buscando a meu ver o estabelecimento de uma relação mutuamente consentida e respeitosa. É isso que procuro fazer em minhas ações. Não penso em abrir mão de minha pré-candidatura, tenho ótimo relacionamento com os dois, portanto não há preferência.

Folha – O fato de você sair de um mandato de vereador bastante atuante na oposição o coloca em vantagem sobre os outros dois?

Marcão – Acredito que a visibilidade de um mandato bem desempenhado ajuda na projeção do político, estou totalmente focado em nosso mandato na Câmara. Temos vários projetos sendo concluídos para colocá-los à apreciação da Câmara, no segundo semestre, inclusive um que já está tramitando e diz respeito à pauta que vem das ruas, se refere ao Orçamento Participativo (aqui). Vamos continuar trabalhando muito em busca de mais transparência e controle social. A possível vantagem, se existe, é fruto deste trabalho que estamos desempenhando.

Folha – Quantos votos acha que um candidato do PT à Alerj precisaria fazer para assegurar sua eleição? Quantos pretende ter?

Marcão – Aluysio, além de advogado, eu também sou contador e adoro trabalhar com estas previsões estatísticas eleitorais. No PT, na última eleição, foram necessários exatos 28.798 votos para conquista da vaga, porém não tínhamos candidatura própria para o governo do Estado. Agora, com a pré-candidatura do senador Lindbergh a governador, isso possibilitará que possamos fazer mais deputados federais e estaduais. Estimo que para essa eleição à Alerj, em 2014, quem tiver no PT acima de 20 mil votos, passa a ter muita chance na conquista da vaga.

Folha – Se nenhum dos três desistir, o PT de Campos, mais uma vez, não se arriscará a cumprir sua sina de nunca ter eleito ninguém à Alerj?

Marcão – Espero que esta sina efetivamente não ocorra, e que possamos entrar em entendimento e buscando o fortalecimento do partido, possamos de forma inédita eleger no mínimo um representante para nossa região.

Publicado hoje na edição impressa da Folha.

0