Risco Dengue
- Autor do post:Aluysio Abreu Barbosa
- Post publicado:8 de outubro de 2010 - 19:37
- Categoria do post:Sem categoria
- Comentários do post:2 comentários
Quase três décadas antes da popularização dos blogs, os convites para colaboração com a Folha, em sua parte de opinião, eram feitos por critérios relativamente simples: saber escrever, ter opiniões a dar e estar disposto a assumir e assinar o que diz. Fiel ao prinicípio da ágora grega, base do conceito de democracia, em nenhum momento, nos mais de 32 anos da história de serviços prestados deste jornal, foi cobrada concordância com sua linha editorial, a nenhum dos seus opinadores. Mesmo quem antes se orgulhava de escrever aqui e hoje ataca a Folha, sabe muito bem disso.
Em contrapartida, como nunca exigimos nada, exceto o respeito devido aos limites da ética e da lei, não pagamos a nossos colaboradores por ecoá-los. Foi assim enquanto o impresso era a única expressão da Folha. Continua assim quando seu eco hoje é multiplicado por mais de 18 mil acessos únicos diários, na Folha Online e nos 41 blogs que ela orgulhosamente hospeda.
Por isso, se alguém hoje se queixa de ser atacado por este blog, unicamente como resposta, talvez até tardia, a toda sorte de ataques pessoais, sistemáticos e desequilibrados, seria de bom tom que o ofensor mal convertido em vítima revelasse toda a verdade num convite de colaboração, que nunca teve recusa expressa por parte de quem foi convidado, apenas foi posto de lado por quem convidou, após tomar ciência das duas condições pretensas: lucro pecuniário pela colaboração e uso de pseudônimo. Até por falta de vocação para enfiar outros em brigas pessoais, este blogueiro se poupará em citar todas as testemunhas da verdade, não só algumas das já nomeadas, mas outras.
Não busco brigas, sobretudo aquelas em quem ninguém lucra. E quando as procuro, prefiro escolher melhor meus inimigos. Agora, que fique claro, ataques de ordem pesoal, tentativas de intimidação e ameaças contra mim, contra a Folha, contra seus profissionais ou contra seus blogueiros, não serão mais tolerados, sobretudo quando quem acusa parece fazê-lo enquanto se mira ao espelho. Como o que não se busca, tampouco pode se evitar a qualquer custo, as reações devidas, sempre que entendidas como necessárias, se darão na mesma dialética proposta e/ou no foro devido do Judiciário.
Afinal, quando alguém escreve que o outro “também” é inteligente, até um imbecil alcança a pressuposição lógica de uma resposta educada a quem elogiou primeiro.
No mais, peço desculpas ao leitores do blog, por ter tomado nele mais espaço e tempo do que o assunto merece. Não por acaso, reduzido à relevância de quem nunca a possuiu, os números de acessos e comentários do blog declinaram hoje drasticamente. Você, leitor, sabe e me ensina que há coisas bem mais importantes para aqui tratarmos…
São agora mais de 23h20. Após trabalhar desde às 14h, vou para casa. Saio da Folha, à Rua Carlos de Lacerda, nº 75, Centro, em frente à Igreja do Terço. Sozinho hoje de gente, só sempre de arma, seguirei guiando meu próprio carro, cujos vidros são bem transparentes.

Deputado eleito mais votado pelo PV no Estado do Rio, superando até figuras nacionais do partido, com Alfredo Sirkis, o médico Aluizio Junior visitou hoje a Folha. Ele deu duas entrevistas, uma mais curta, outra mais extensa. A primeira, feita pela jornalista Raphael Vargas, será publicada amanhã. A segunda, que pretendo tirar do gravador amanhã, está programada à edição impressa de domingo. Detalhes à parte, o resumo da ópera é o mesmo: com 95.412 votos em todo o Estado, 54.011 mil apenas em Macaé, Aluizio é candidatíssimo à Prefeitura de Macaé, em 2012, na disputa pela Prefeitura daquele município, à qual Riverton, em segundo mandato, não poderá mais concorrer.
Sim, farinha demais mata, sobretudo quando o porco (como os maus policiais são alcunhados na gíria de rua dos EUA) não ouve os conselhos de voltar para casa e tentar dormir, insistindo em mendigar mais uns trocados e seguir sua peregrinação, madrugada adentro, por todas as bocas de fumo da cidade, a bordo de seu pig-móvel travestido de Corsa, com arma e distintivo pagos pelo Estado, só para continuar a fuçar…
Como porco, quando o é de corpo e de alma, geralmente não se importa de assumir a carapuça e ser observado enquanto chafurda na lama, o que não faltam são as testemunhas.
Em meio a mais um surto psicótico, onde até os amigos se tornam putas, adúlteros, cornos, impotentes, viciados, sonegadores, covardes e idiotas, desde que ousem discordar, revelando pés no mesmo rabo antes vendidos como dissolução amigável, o que esperar quando o alvo passa a ser quem nunca viu na repugnante figura nada além daquilo que a própria é obrigada a divisar ao espelho, todo santo dia, pelo menos quando o instrumento é usado na função menos “heterodoxa” de encarar o próprio reflexo?
Agora o “parece mesmo é estar louco para virar presunto!” é uma clara ameaça que, embora não gere medo em quem é incapaz de temer os anões reais e metafóricos, será encarada como tal. Antes que desapareça misteriosamente, como quando o Moraes de hoje passou a ser o “Imoraes” envaidecido pelo convite do então prefeito Roberto Henriques, já foi devidamente gravada para as providências cabíveis.
Tratamento a base de lítio pode até ajudar no tratamento psiquiátrico do psicótico maníaco-depressivo (o bipolar de hoje) e dependente químico, mas nunca curou mau caráter.
Como a garça da brilhante sequência abaixo, do Beringela, o blog foi pescar e fisgou dois peixes interessantes: os processos 0009019-76.2006.8.19.0014 e 0039722-87.2006.8.19.0014, relativos a um dos muitos surtos psicóticos de um policial civil maníaco depressivo e dependente químico, que anda à solta por aí, com arma e distintivo pagos pelo Estado, com pretensão de julgar, condenar, e executar todos aqueles que ousarem discordar.
Todos os registros e detalhes, deste e outros casos igualmente escabrosos, breve, breve, serão disponibilizados a você, caro leitor…
Sei que já havia me despedido, mas depois de vislumbrar a brilhante sequência de fotos expostas aqui, pelo Leonardo Berenger, o Beringela, em seu oportuno “Olhares”, o meu foi caçado como o peixe pelo bico da garça. Não por outro motivo, necesário acrescentar esse último diálogo (pelo menos por hoje) com essas novas vozes, capazes de dar brilho ao mármore de qualquer ágora…
Por olhares, em 05-10-2010 – 12h50
Para finalizar a madrugada, que tende a ficar cada vez mais insone, com tantos novos convites à leitura na Folha Online, a última do Esdras (aqui), jornalista, colunista, editor e agora também blogueiro…
Por Esdras, em 07-10-2010 – 0h53
Ele tanto fez, mas tanto fez, que foi expulso do blog dos, pelo visto, agora ex-amigos. Foi tipo PT: Pontapé no Traseiro. Confira aqui
Outra excelente contribuição à discussão política pós-eleição de 3 de outubro, mas no cenário regional, não nacional, foi dada em outro novo blog da Folha (aqui), pelo jornalista Roberto Barbosa. Noves fora sua habitual carga nas tintas contra Armando Carneiro, prefeito de Quissamã, a análise do Roberto foi a mais ampla e profunda, até agora, em toda a blogosfera da região. Não por motivo diverso, vale conferir…
Por robertobarbosa, em 06-10-2010 – 17h51
O resultado que saiu das urnas eletrônicas no último domingo desenha um novo mapa político na região. Os números expressam os nomes que saem fortelecidos e enfraquecidos no cenário regional. Segue abaixo um pequeno resumo desta nova configuração em cinco cidades:
Campos
* O prefeito interino da cidade, Nelson Nahim (PR) sai fortalecido com a eleição de Roberto Henriques para Alerj. Ele bancou o risco para evitar um fortalecimento do deputado Geraldo Pudim, preferido do seu irmão Garotinho para disputar uma eleição extemporânea em Campos. Mas tende a cair em desgraça entre seus pares no PR.
* O ex-governador Anthony Garotinho também se fortalece em sua terra natal. Saiu da eleição com mais votos do que seu adversário Arnaldo Vianna (PDT), que não conseguiu se reeleger. Terá pela frente um grande desaiö: cresce na mesma proporção de sua votação ou manter-se pequeno, do tamanho de Campos, cidade que tudo lhe deu, mas que nos últimos anos serviu como sepulcro de suas pretensões.
* A oposição sai enfraquecida do processo eleitoral. Um de seus expoentes, o vereador Marcos Bacellar (PT do B), apesar de obter uma boa votação na disputa por uma vaga na Alerj, não conseguiu se eleger. Mas ainda tem mandato e a tribuna da Câmara de Vereadores. Continuará como eco da oposição.
* Bom desempenho foi do ex-vereador Sérgio Diniz (PPS). Disputando um mandato na Câmara Federal, fez uma campanha por meio de cartas e e-mails, arrebatando mais de 16 mil votos. Foi a campanha mais barata da região. É uma estrela em ascensão.
* O deputado Arnaldo Vianna (PDT) sai enfraquecido sem o mandato a partir de 2011. Sua última trincheira no cenário local é a Câmara de Vereadores, onde sua ex-esposa e fiel aliada Ilsan Vianna exerce mandato. Terá o desafio de renascer das cinzas.
Macaé
* O médico Aluízio Júnior (PV) embarcou na onda verde e se deu bem. Conquistou uma vaga na Câmara Federal com 95 mil votos. Desses, mais de 50 mil saíram de Macaé. Sai fortalecido para a eleição de 2012, quando pretende disputar a prefeitura.
* Christino Áureo (PMN) foi reeleito para Alerj com mais de 70 mil votos. É também candidato declarado a sucessão municipal de 2012, contudo, em Macaé conseguiu apenas 17 mil votos. A força não se iguala a de seu futuro opositor do PV.
* Adrian Mussi é irmão do prefeito Riverton Mussi. Teve pouco mais de 18 mil votos na cidade. Obteve uma votação expressiva em todo o Estado, graça ao prestígio de Riverton. Tem mandato, mas estará fora da eleição de 2012 por questão de parentesco com o atual prefeito.
* O prefeito Riverton Mussi licenciou-se do cargo para eleger o irmão. A estratégia deu certo, muito embora tenha preferido concentrar o trabalho em outros colégios eleitorais. Terá peso na escolha do próximo prefeito, pois ainda estará no comando da máquina na eleição de 2012.
* O ex-deputado Silvio Lopes e o filho Glauco Lopes ficaram fora do processo eleitoral. Preferiram não disputar reeleição. Mas o grupo ainda tem uma pequena gordura. Poderá ser fiel de balança em 2012.
São João da Barra
* Os candidatos da prefeita Carla Machado (PMDB) foram os mais votados em sua cidade: Arnaldo Vianna, Câmara Federal, e João Peixoto (PSDC), Alerj. Ela mostrou que ainda domina o seu território.
* O ex-prefeito Betinho Dauaire (sem partido), por outro lado, mostrou que não está morto. Seus candidatos, Anthony Garotinho e Clarissa Garotinho foram os segundos mais votados no município. Está com fôlego.
* O presidente da Câmara, Alexandre Rosa (PPS) e seus companheiros do grupo dos cinco, naufragaram. Bancaram o apoio a Alexandre Santos (PMDB) e Comte Bitencourt (PPS), e ficam na rabeira.
Quissamã
* Apesar do discurso triunfalista, o prefeito Armando Carneiro (PSC) ficou em situação delicada. A votação dos candidatos apoiados pelo grupo de seu opositor, Octávio Carneiro (PP), Aluízio (PV) e Júlio Lopes (PP), superam a votação de Hugo Leal (PSC), que foi apoiado pela máquina.
* A vereadora Fátima Pacheco (PT) é uma estrela brilhando no cenário local. Seus candidatos Gilberto Palmares e Luiz Sérgio tiveram perto de mil votos, resultado considerável no pequeno colégio eleitoral.
Rio das Ostras
* O ex-prefeito Alcebíades Sabino (PSC) enfrentou o poder da máquina local, mas chegou bem na reta final. Foi o mais votado na cidade e um dos mais votados em sua legenda. É um forte candidato a retomar a prefeitura.
Nem bem começaram, os novos blogs da Folha já têm gerado discussões bem interessantes. Tomo aqui a liberdade de reproduzir uma delas, mantida entre mim e o André Lacerda, do “Juventude a Atitude” (aqui), onde democraticamente discordamos dos rumos que o PT pretende dar à campanha de Dilma no segundo turno. O André, para quem não lembra, é um dos tantos estudantes e ex-estudantes do IFF que recentemente usaram este blog (aqui) como espaço à democracia que entendem não acontecer na escola, pelo menos por parte do grupo que (ainda) controla a reitoria.
Abaixo, nosso debate mais recente…
Por André Lacerda, em 07-10-2010 – 1h28
É fato que apóio a Dilma por questões ideológicas e pragmáticas. Mas verdade há de ser dita: o PT resolveu calçar as sandálias da humildade. O horário eleitoral ainda não começou e nem a corrida presidencial esquentou, mas já é possível perceber algumas mudanças consideráveis na campanha de Dilma. O convite a Ciro Gomes (PSB) e a José Alencar (PRB) para coordenar a campanha, respectivamente, no Nordeste e em Minas Gerais, é a prova que o PT resolveu ceder espaço aos aliados e dar a eles maior poder de decisão. Em suas aparições públicas, Dilma agora procura sempre estampar um longo sorriso no rosto. A ordem é que a candidata conceda entrevista aos veículos de comunicação durante as atividades de campanha e envolta aos jornalistas, e não mais em um púlpito como feito no primeiro turno. O objetivo é quebrar a formalidade e passar a imagem de que Dilma é do povão. Nas fotos das recentes atividades de campanha já é possível perceber que o aparato de segurança da Dilma foi muito bem escondido, os poucos seguranças que a cercam abandonaram o terno e utilizam até adesivo da campanha no peito. Outra preocupação também é reverter os votos evangélicos que migraram por conta de boatos. No final da entrevista ao Jornal Nacional, na segunda, um dia após a votação, a petista agradeceu a Deus pelos milhões de votos obtidos. É, parece que o PT está trocando o salto alto pelas sandálias da humildade.
Aluysio
Caro André,
Serra está longe daquilo que considero ideal, mas não votarei em Dilma, sobretudo pelas sombras do fascismo que rondam seu possível governo, com José Dirceu dando novamente as cartas sob a mesa do PT, indicando a possível falta de freios aos “aloprados” do partido, seja em Brasília ou Campos. Perfil técnico, antipático e soberbo por perfil técnico, antipático e soberbo, minha tendência é migrar o voto em Marina para quem, no segundo turno, tem mais bagagem como técnico e menos possibilidade de tutela. Mas, literal e metaforicamente, concordo com a piada que vem rodando a net, onde se lê abaixo dos retratos de Dilma e Serra: Essa disputa vai ser feia!!!… (rs)
Falando sério, se a idéia do PT é calçar as sandálias da humildade, convenhamos que Ciro Gomes, em quem votei para presidente em 2002, está longe de ser o acréscimo mais indicado ao comando campanha. Por outro lado, depois da coça com umbigo de boi aplicada pelo Aécio em Minas, que já se comprometeu em mergulhar de cabeça na campanha tucana do segundo turno, José de Alencar tampouco parece capaz de fazer grande diferença.
Concordo que, além da migração de Marina, o que também pode definir a eleição são os votos religiosos, não apenas evangélicos, posto que, Frei Betto e Leonardo Boff à parte, muitos padres católicos orientaram abertamente seus fiéis a não votar em Dilma, por sua posição pró-aborto. Embora não tenha posição fechada no assunto e julgue indevida a interferência religiosa no estado laico, vc há de convir que o assunto trata de uma delicada questão moral, tanto terrena, quanto divina, não sendo descabida ou anti-democrática a postura de quem não vota em alguém que defende algo que julga ser um crime contra a vida, independente da crença num Deus que a tenha concebido.
Por fim, gostem ou não os petistas, o fato de Dilma ser a favor do aborto não é boato. Juridicamente falando, é aquilo que se chama “exceção da verdade”. Ao fim e ao cabo, companheiro, assistir à candidata do PT agradecendo a Deus, cá pra nós, só pode ser piada. Não vi a edição do Jornal Nacional a que vc se refere, mas seria de se indagar se, nesse agradecimento divino pelos votos terenos, a golpista é mesmo a imprensa…
Abraço e sucesso!
Aluysio
Entre os 18 novos blogs que estrearam na última terça, lanço mão de uma distinção exata, exatíssima, feita hoje pela Luciana Portinho (aqui), como alerta a todos os 41 blogs hoje hospedados na Folha Online, bem como a todos os demais, que povoam o universo fora dela:
“Exposição não é exibição”.