Futebol-arte com ou sem o Brasil

“Todo brasileiro nasce flamenguista, só que alguns degeneram”. Volta e meia repetida pelos rubro-negros, a frase do compositor Ary Barroso é não só verdadeira, no que se refere aos exageros ufanistas do torcedor médio do time da Gávea e da Seleção Brasileira, como pertinente à sequência de um raciocíonio que comecei a desenvolver aqui, em diálogo com um leitor, e que pretendo retomar agora, véspera do jogo de amanhã, contra o Equador, que definirá (ou não) nossa passagem à próxima fase da Copa América.

Leônidas da Silva, o “Diamante Negro”
Leônidas da Silva, o “Diamante Negro”, artilheiro da Copa de 1938, com oito gols

Caracterizado por seu aspecto lúdico e sua vocação ofensiva, disse anteriormente que o chamado futebol-arte, na Seleção Brasileira, foi praticado dentro de um período histórico muito claro e definido, que vai da Copa de 1938, na França, à de 1982, na Espanha. Em ambas, coincidentemente marcadas pela presença de craques do Flamengo (Leônidas da Silva e Domingos da Guia, em 38; Zico, Leandro e Júnior, em 82), caimos diante da Itália, que acabaria levando aqueles dois Mundiais separados por 44 anos.

Ferenc Puskas, segundo Pelé, o maior jogador da história
Ferenc Puskas, segundo Pelé, o maior jogador da história

Entre eles, mesmo quando não foi campeão, o Brasil só não foi a seleção sensação da Copa, quando dela foi eliminado por duas equipes européias que figuram até hoje entre as melhores na história do futebol mundial, como provas vivas de que a arte no trato com a bola não tem pátria: a Hungria de Ferenc Puskas, em 1954, e a Holanda de Johan Cruijff, exatos 20 anos depois. 

Fritz Walter, capitão da Alemanha campeão em 54
Fritz Walter, capitão da Alemanha campeã em 54

E não deixa de ser curioso constatar que ambas cairam na final diante da Alemanha (ainda Ocidental, dividida pelo Muro de Berlim), país que, junto com a Itália, tradicionalmente pratica em melhor nível aquilo que ficou conhecido como contraponto do futebol-arte: o futebol-força. No paralelo, devidas são as ressalvas da superioridade técnica da Itália de 38, de Giuseppe Meazza, sobre à de 82, do carrasco Paolo Rossi, assim como a da Alemanha do kaiser Franz Beckenbauer, de 74, sobre à de Fritz Walter, em 54.    

Didi, o gênio da Folha Seca, maior jogador da Copa de 1958
Didi, o gênio da Folha Seca, maior jogador da Copa de 1958

Em relação ao Brasil, a ressalva também é pertinente à Copa de 1966, quando fomos eliminados ainda na primeira fase, com Pelé violentamente caçado pela boa seleção portuguesa de Eusébio e Coluna, no único Mundial que a Inglaterra sediou e venceu, pelos hábeis pés dos Bobby Charlton e Moore. Mas, além de 1938 e 1982, a beleza do jogo brasileiro encantou o mundo em 1950, quando perdemos a final em pleno Maracanã, diante do Uruguai; em 1958, nossa primeira conquista, quando o campista Didi conduziu o futebol brasileiro à sua maioridade; em 1962, no Bi de Garrincha, mais lúdico dos nossos jogadores; em 1970, na apoteoese do Tri e talvez desse próprio período histórico de quase meio século, muito bem resumido pelos pés de Pelé, Gérson, Rivelino e Tostão; e até em 1978, quando o time do capitão Cláudio Coutinho saiu da Argentina do generalíssimo Jorge Videla com o duvidoso título de “campeão moral”.

Telê Santana, técnico da Seleção nas Copas de 1982 e 1986
Telê Santana, técnico da Seleção nas Copas de 1982 e 1986

Mas a partir da Copa de 1986, no México, com Zico no sacrifício e já na mesma curva descendente de Falcão e Sócrates, um Telê Santana escaldado pela derrota quatro anos antes escalou como titulares dois típicos volantes de contenção, desprovidos de maior qualidade ténica: Alemão e Elzo. Tolidos de capacidade criativa no meio-de-campo da Seleção Brasileira, útero sem o qual o futebol-arte não se concebe, a decadência e posterior aposentadoria daquela brilhante geração de 82 foi parcialmente atenuada nas Copas de 1986, de 1990 (na Itália), de 1994 (nos EUA), de 1998 (novamente na França), de 2002 (no Japão e na Coréia do Sul) e de 2006 (na Alemanha reunificada), pela linha direta de três atacantes de exceção: Careca (86 e 90), Romário (90, como reserva, e 94) e Ronaldo Fenômeno (94, como reserva, 98, 2002 e 2006). 

Romário, “o cara” da Copa de 1994
Romário, “o cara” da Copa de 1994

Bem escudados na frente por Muller (Careca), Bebeto (Romário e Ronaldo) e Rivaldo e Ronaldinho Gaúcho (Ronaldo), e com uma priorização cada vez maior dos cuidados defensivos, a coisa meio que virou: segura na defesa e chuta a bola para a frente, que os caras resolvem. Romário, em 94, e Ronaldo, em 2002, resolveram. Mas tanto eles, quanto Careca, como dito antes, foram atacantes de exceção, não regra — numa linha direta tão rara, quanto na filosofia foram, por exemplo, Sócrates (o ateniense, não o brasileiro), Platão e Aristóteles.

Paulo Henrique Ganso conseguirá ser “o cara” do futuro?
Paulo Henrique Ganso conseguirá ser “o cara” do futuro?

Quando a regra prevaleceu em nosso ataque, com Luís Fabiano (na Copa de 2010) e, agora, com Pato, bons jogadores, mas incapazes de resolver as coisas sozinhos, como seus antecessores eram, fomos obrigados a olhar para trás, para o setor de criação de jogadas. E, em todo o futebol brasileiro (ou jogado por brasileiros), ninguém é capaz, como o próprio Mano Menzes já admitiu, de encontrar nada além de Paulo Henrique Ganso, um jovem de 21 anos, para depositarmos todas as esperanças do resgate de algo que a Seleção Brasileira abandonou como regra há quase três décadas.

Zico, referência da Copa de 1982 a partir do Mundial de Clubes de 1981
Zico, referência da Copa de 1982 a partir do Mundial de Clubes de 1981

Não por acaso, Ganso, assim como Neymar, são produtos de um time, o Santos, que voltou a tentar colocar em prática o futebol-arte. Nem tão artístico assim, a partir da consistência defensiva imposta por Muricy Ramalho, deu até para conquistar a última Libertadores, contra o mesmo Peñarol que o Santos de Pelé derrotou na primeira conquista da América do Sul por um clube brasileiro, em 1962. Mas o fato histórico é que, depois do Flamengo de Zico (campeão da Libertadores e Mundial, em 1981), referência e base daquela Seleção de 82, apenas dois clubes tupiniquins praticaram, sem margem à contestação, o futebol-arte: o São Paulo de Telê, Bi-Mundial 1992/93, e o Palmeiras, de Vanderley Luxemburgo, Bi-Brasileiro 93/94.

Melhor do mundo, queiram ou não os argentinos, Lionel Messi
Melhor do mundo, queiram ou não os argentinos, Lionel Messi

No que se refere à Seleção de hoje, deve até dar para bater o Equador, amanhã, a exemplo do que fez ontem a Argentina, com uma seleção sub-22 da Costa Rica, e passar à próxima fase da Copa América. Mas mesmo que conquistemos a própria competição, convém baixar a bola do ufanismo tolo e constatar a verdade: não temos mais o melhor time, ou a melhor seleção, ou o melhor  jogador do mundo. Estes são, por ordem, o Barcelona, a Espanha e, admitam ou não as patriotadas argentinas, Lionel Messi.

Frutos de anos de trabalho nas divisões de base do clube catalão, os três são hoje as melhores traduções coletivas e individual daquilo que se convencionou chamar de futebol-arte. Para que ele volte a caracterizar o jogo da Seleção Brasileira, após quase 30 anos de abandono, por ora não resta nada além do trabalho, da humildade, do compromisso e, sobretudo, da paciência.

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O IFFernal

 

 

Quem quiser conhecer melhor a realidade presente do Instituto Federal Fluminense (IFF), mais importante instituição de ensino da região, pela visão bem humorada e crítica de alguns dos seus alunos, clique aqui

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Versos do domingo — Gregório de Matos

A recente retomada de atividades do blogueiro serviu para retomar alguns dos temas pretendidos na gênese deste “Opiniões”, mas que infelizmente foram ficando no meio do caminho. Entre eles o de discutir cultura, sobretudo a poesia. Neste intuito, comecei a republicar aqui alguns dos textos feitos para o blog “Cantos”, infelizmente também abandonado, no qual colaborava em parceria com o professor Fernando Moura e a antropóloga Fernanda Huguenin, camaradas em armas e pena. 

Pois, hoje, neste domingo de inverno, se aqueça você, leitor, com os versos daquele que considero o maior talento já produzido pela poesia brasileira, grande nome do nosso Barroco, Gregório de Matos (1636/1695), o Boca do Inferno… 

 

As Cousas do mundo

Neste mundo é mais rico o que mais rapa:
Quem mais limpo se faz, tem mais carepa;
Com sua língua, ao nobre o vil decepa:
O velhaco maior sempre tem capa.

Mostra o patife da nobreza o mapa:
Quem tem mão de agarrar, ligeiro trepa;
Quem menos falar pode, mais increpa:
Quem dinheiro tiver, pode ser Papa.

A flor baixa se inculca por tulipa;
Bengala hoje na mão, ontem garlopa,
Mais isento se mostra o que mais chupa.

Para a tropa do trapo vazo a tripa
E mais não digo, porque a Musa topa
Em apa, epa, ipa, opa, upa.

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Relaçõe$ entre mídia e recur$o$ público$ diante do e$pelho

Personagem do jornalista Élio Gaspari, Eremildo, como o blogueiro, é um idiota. Nesta condição, ele me perguntou e eu não soube responder se quando alguém põe sob suspeita as relaçõe$ entre mídia e recur$o$ público$, sendo eminência parda da mais importante insituição de ensino da região, que tem um concurso público para jornalista reprovado e investigado pelo Ministério Público Federal, será que esse alguém fala de mais alguém além daquele alguém que vê diante do $eu e$pelho???…

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Brasil 2 x 2 Paraguai — Sorte para manter uma escrita de equilíbrio

Se, desde 2000, o Brasil havia vencido o Paraguai quatro vezes, perdido quatro e empatado uma, a segunda rodada do time de Mano Menezes, hoje, pela Copa América, reafirmou o equilíbrio da última década entre os tradicionais rivais continentais. Mas como o gol de Fred que empatou o jogo em 2 a 2, saiu só aos 44 do segundo tempo, o alívio final foi brasileiro.

Se Mano surpreendeu, ao entrar em campo com  Jobson no lugar de Robinho, o domínio adversário nos primeiros 20 minutos, quando marcou sob pressão no campo brasileiro, só pôde causar espanto a quem se esqueceu que o Paraguai mantém a mesma base do time que caiu apenas nas quartas-de-final da Copa da África do Sul, numa suada vitória de 1 a 0 da campeã Espanha.

Logo aos 24 segundos, o hábil Estigarribia, jogando aberto na esquerda, mostrou seu cartão de visitas ao testar Júlio César em chute de fora da área. Aos dois minutos, num bom passe por elevação de Barrios, Santa Cruz chutou por cima do gol. 

Passada a pressão inicial, a resposta só veio aos 19 minutos, quando Ganso passou a Jadson, que achou Pato na área. Ele chegou a driblar o goleiro, que esticou a mão para impedir o chute. A partir dali, os brasileiros conseguiram reter mais a bola, enfeiando o jogo para poder equilibrá-lo. Cientes ou não da tática dos marmanjos, a pequena torcida brasileira, aos 26, passou a ensaiar o coro: “Olê, olê, olê, olá! Marta! Marta!”

Do único outro lance de perigo no primeiro tempo saiu o gol brasileiro. Na raça, Rami-res ganhou a bola no campo paraguaio, aos 38, e tocou para Ganso iniciar a única tabela que os dois armadores brasileiros conseguiram criar. O meia do Santos passou a Jadson, que colocou de canhota, da entrada da área, no canto direito de Villar.

Ao voltar ao segundo tempo, com Elano no lugar de Jadson, o Brasil deixou claro a tática para tentar segurar a vitória: ceder a bola e jogar nos contra-ataques. Mas quem encaixou um, aos 10 minutos, foi o Paraguai: Estigarribia cruzou da esquerda, nas costas de Thiago Silva, para Santa Cruz empatar.

Aos 22, em falha de Daniel Alves dentro da área, a bola sobrou para Santa Cruz cruzar da direita à entrada de Valdez. O chute ainda bateu em Lúcio e voltou no próprio Valdez antes de entrar. Mano, que já preparava Lucas substituir Ganso, acabou colocando a promessa do São Paulo no lugar de Ramires. Depois, mandou a campo também Fred, no lugar de Neymar, que saiu vaiado.

A insistência com Ganso, assim como a opção pessoal do treinador por Fred, desde a convocação, salvou o Brasil no final. Aos 44, mesmo marcado, Ganso tocou de primeira para servir a Fred, que fez o giro sobre dois marcadores e chutou para garantir o empate.

Ainda no intervalo, com a vitória parcial de 1 a 0, gol de uma aposta pessoal sua, Mano brincou ao se dizer um “burro com sorte”. E com o gol de Fred, a sorte continou a sorrir para o lado do técnico, ao apito final. Na próxima quarta, diante do Equador, que ontem perdeu por 1 a 0 da Venezuela, a sorte pode ainda bastar. Mas a partir das quartas-de-final, a necessidade de inteligência deve demandar algo além do que um lampejo de Ganso.

 

 

Como a torcida, Fred agradece aos ceús o gol de empate, aos 44 do segundo tempo (Foto: CBF)
Como a torcida, Fred agradece aos ceús o gol de empate, aos 44 do segundo tempo (Foto: CBF)

 

 

BRASIL

 

JÚLIO CÉSAR — Duas defesas sem grande dificuldade. Nos gols, nada pode fazer. NOTA 5.

DANIEL ALVES — Tomou um passeio do habilidoso meia esquerda Estigarribia e falhou clamorosamente, dentro da área, no lance do segundo gol paraguaio. NOTA 3.

LÚCIO — Não comprometeu, mas também não brilhou. De qualquer maneira, esteve mais seguro que o companheiro de zaga. NOTA 5.

THIAGO SILVA — Foi em suas costas a bola cruzada por Estigarribia, que encontrou Santa Cruz na área para anotar o primeiro gol paraguaio. NOTA 4.

ANDRÉ SANTOS — Prova vida da carência de um lateral esquerdo de nível na Seleção. Até tenta apoiar, mas, definitivamente, não sabe cruzar. NOTA 4.

LUCAS LEIVA — Abaixo da atuação na estréia contra a Venezuela, quando foi o melhor brasileiro em campo. NOTA 5.

RAMIRES — Mantém a má fase técnica que o obriga, por vezes, a recorrer a violência. Mas demonstrou raça ao ganhar a bola que gerou o primeiro gol brasileiro. NOTA 5. Foi substituído, aos 24 da segunda etapa, por LUCAS, que entrou para jogar aberto pela direita, mas pouco produziu. NOTA 4.

JADSON — Grande surpresa de Mano, teve um primeiro tempo superior a Ganso, a quem entrou para ajudar na armação. Bom passe que achou Pato dentro da área, antes de abrir ele mesmo o placar, na entrada da área, com um chute consciente no canto direito do goleiro. NOTA 7. Saiu no intervalo para a entrada de ELANO, que entrou para tentar segurar o 1 a 0, mas teve que armar o jogo, após a virada paraguaia. Bela cobrança de falta, aos 40, que só não transformou em gol graças à defesa de Villar. NOTA 5,5.

GANSO — Teria outra atuação apagada, não tivesse dado os passes que geraram os dois gols brasileiros. Sobretudo no segundo, em que tocou de primeira, mesmo marcado, deu um lampejo do futebol que o levou à Seleção. NOTA 6.

PATO — Teve menos chances que contra a Venezuela, mas novamente as desperdiçou. Segundo tempo muito apagado. NOTA 4

NEYMAR — Se Ganso achou em pelo menos dois lances o futebol do Santos, o mesmo não se pode dizer do atacante em todos os 90 minutos de hoje. NOTA 3. Saiu vaiado, aos 37 do segundo tempo para a entrada de FRED, que mesmo com pouco tempo e fora da melhor forma, recebeu de Ganso e executou o giro dentro da área sobre dois marcadores para arrancar o empate. NOTA 7.

MANO MENEZES — No intervalo, quando ganhava de 1 a 0, com gol de Jadson, uma aposta pessoal, disse, brincando, ser um “burro com sorte”. Ao final do jogo empatado por Fred, outra aposta contestada, poderia repetir a sentença. NOTA 5.

 

PARAGUAI

 

VILLAR — Pelo menos três defesas salvadoras. NOTA 8.

VERÓN — Abusou das entradas maldosas em Neymar, mas o marcou bem. NOTA 6.

DA SILVA — Vinha tendo atuação segura, até o gol de Fred. NOTA 4.

ALCARAZ — Zagueiro grandalhão e viril. NOTA 5,5.

TORRES — Bem na marcação, tentou apoiar com Estigarribia. NOTA 6.

RIVEROS — Típico volante de contenção. NOTA 6. Deu lugar a CÁCERES, que manteve a forte marcação no meio. NOTA 6.

VERA — O primeiro gol paraguaio nasceu de seus pés. NOTA 6,5.

ORTIGOZA — Deu origem ao segundo gol do seu time. NOTA 6,5.

ESTIGARRIBIA — Melhor em campo. Infernizou a ala direita da defesa brasileira. NOTA 8,5.

SANTA CRUZ — Marcou um gol, deu passe a outro e ainda ajudou a marcar. NOTA 8.

BARRIOS — Embora mais habilidoso, teve atuação abaixo do colega de ataque. NOTA 6. Deu lugar a VALDEZ, que marcou o segundo gol. NOTA 7.   

 

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PMDB e Frente Democrática têm encontro marcado hoje na ExpoAgro

A convite do presidente regional do PMDB, Ivanildo Cordeiro, o partido promove encontro regional na noite de hoje, na 54ª ExpoAgro de Campos, entre seus prefeitos Carla Machado (São João da Barra), Riverton Mussi (Macaé) e Luiz Carlos Fenemê (São Fidélis), além do deputado federal Adrian Mussi. Segundo Cordeiro, também foram chamados e confirmaram presença, de outras legendas, o prefeito de Cardoso Moreira, Gilson Siqueira (PP), o deputado estadual João Peixoto (PSDC), os vereadores Rogério Matoso (PPS) e Odisséia Carvalho, o ex-deputado Claudeci (PSL), o ex-prefeito Sérgio Mendes (PPS), Odete Rocha (PCdoB), Andral Tavares Filho (PV) e Fabrício Lírio (PRP). 

O ponto de encontro será no estande da Prefeitura de São João da Barra, no Pavilhão Industrial, e de lá o grupo segue para jantar num restaurante. Além de consolidar o que Cordeiro chama de “cinturão regional” do PMDB, chamando seus detentores de mandatos na região para ajudar o partido a reconquistá-los em Campos, a intenção é também fortalecer a Frente Democrática. 

O deputado estadual Robeto Henriques (PR), também foi convidado, mas não poderá comparecer. A escolha do estande de São João da Barra como ponto de encontro, de acordo com Ivanildo, é uma forma de agradecer ao apoio que Carla tem dado à oposição local ao casal Garotinho, chegando a colocar seu nome à disposição para disputar a Prefeitura de Campos em 2012.

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Nahim: secretários-candidatos, 25 vereadores e polêmica da ExpoAgro

Em conversa com o blogueiro, o presidente da Câmara Nelson Nahim (PR) respondeu a algumas questões levantadas no blog pelo “colega” governista Jorge Magal, em relação não só às pré-candidaturas ao Legislativo de 10 secretários municipais (aqui), como também o possível aumento do número de vereadores (aqui). Questão levantada pelo blog, o cunhado de Rosinha também sobre o envolvimento do seu filho, Hélio Montezano, na polêmica do não repasse de verbas municipais a 54ª ExpoAgro. Por partes, vamos às versões de Nahim…

 

(Foto de Leonardo Berenger)
(Foto de Leonardo Berenger)

 

Secretários candidatos a vereador — “Não vejo nenhum problema nisso. Todos têm o direito de concorrer. Rosinha, pelo que eu saiba, já estabeleceu que quem quiser se candidatar tem que sair do governo em dezembro. A própria prefeita já se antecipou para evitar qualquer uso eleitoral das secretarias”.

Aumento da Câmara para 25 veradores — “Não sei quem foi que delegou a Magal o direito de falar por mim. Eu não fui. Se ele não quis nem falar meu nome, como é que pode pretender falar em meu nome? O fato é que combinamos, não só entre os vereadores da situação, mas também de oposição, em só falar sobre a questão após a volta do recesso, em agosto. E Magal, agora, não sei por que, resolveu furar o acordo. De qualquer maneira, diferente do que ele disse, eu não sou contra o aumento para 25 vereadores. Acho até que, com mais representantes, a população tem maiores chances de ser atendida. Entretanto, como presidente da Câmara, eu tenho responsabilidades não só como político, mas também como gestor, como presidente de uma Casa que só pode gastar com pessoal, pela Lei de Responsabilidade Fiscal, até 70% do seu orçamento. Atualmente, temos 17 vereadores, que têm, cada um, um chefe e um sub-chefe de gabinete. Como já tivemos 21 vereadores, há até a previsão para retomarmos os cargos extintos, quando baixamos para 17, mas não de criar mais quatro cargos de chefe e quatro de sub-chefe, caso aumentemos agora para 25. Além disso, há a questão do aumento do vencimento dos vereadores, que é fixado, no máximo, em 60% do que ganham os deputados estaduais. E estes, a reboque dos novos deputados federais, se deram aumento no início do ano. Por orientação do procurador da Câmara de Campos, Helson Oliveira, resolvemos deixar essa questão para a próxima Legislatura, muito embora também caiba à atual fazer mais essa previsão de aumento de gasto com pessoal. Eu sou o presidente da Câmara e serei eu que terei que responder, no Judicário e no Tribunal de Contas, caso a previsão de gastos com pessoal ultrapasse os 70% limitados em lei”.

Polêmica da ExpoAgro — “Acho que Rosinha foi mal informada nessa questão. Meu filho não fez nenhum convênio com a Prefeitura. Além de vereador, sou advogado e sei muito bem que isso seria ilegal. O convênio era entre a Prefeitura e a Fundação Rural de Campos. São, portanto, a prefeita e o presidente da Fundação que têm que falar sobre isso, não eu ou meu filho. Hélio faz eventos na Fundação. Ele não recebeu nada da Fundação. Muito pelo contrário, ele pagou à Fundação para promover os shows durante a Exposição. E isso não foi uma novidade deste ano, mas já vinha acontecendo nas edições anteriores da Exposição, desde o governo Mocaiber, passando por Rosinha e pelo meu período interino, sem nenhum impedimento legal”.

Racha com Rosinha —  “Isso não existe, tanto que quando ela anunciou que não iria repassar os recursos à Exposição, eu sequer me pronunciei sobre o assunto. Acho que a interpretação dela, em relação à justificativa alegada, não foi correta, mas respeitei e não questionei seu direito de decidir como achasse melhor. Em relação ao episódio da Exposição, como eu disse antes, quem tem que falar são mesmo a prefeita e o presidente da Fundação”.

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Censura, nos outros, é refresco…

Da série “recordar é viver”, segue abaixo post esclarecedor para debate de agora, assim como os comentários por ele gerados à época, que mantêm utilidade presente para quem ainda finge não saber exatamente onde reside a dignidade dos autoritários que imaginam controlar tudo e todo$… 

 

Democracia — Atos x discurso

Por Aluysio, em 21-09-2010 – 20h51

Dizem que uma foto vale mais do que mil palavras. Independente da mídia em que são veiculadas, impressa ou virtual, o importante é não perder de vista a contraposição dos atos com o discurso de quem pretende posar como defensor da democracia. Não por outro motivo, seguem abaixo duas fotos…

 

25/02/10 - Manifestação dos alunos do IFF, em defesa da democracia na escola (foto de Rodrigo Silveira) 25/02/10 – Manifestação dos alunos do IFF, em defesa da democracia na escola (foto de Rodrigo Silveira) 
24/08/10 - Debate no IFF sobre o regimento interno da escola, com protesto dos estudantes contra as mudanças impostas pela reitoria (foto de Antonio Cruz) 24/08/10 – Debate no IFF sobre o regimento interno da escola, com protesto dos estudantes contra as mudanças impostas pela reitoria (foto de Antonio Cruz) 

 

4 comentários paraDemocracia — Atos x discurso

  • André Lacerda

    Eu como ex-aluno do Cefet e ex-integrante do grêmio daquela escola fico muito feliz ao ver o movimento estudantil atuante, organizado e consciente de seu papel. Mas ao mesmo tempo, fico triste por ver que certas pessoas que estão a frente da instituição adotam práticas que nos remetem à tempos passados e que não condizem com a postura de uma escola que deveria educar, fomentar a cidadania e dar bons exemplos.

  • Gustavo Viana

    Sou estudante do IFF e também sou ex-integrante do grêmio. Entrei no Instituto quando ainda era CEFET e nunca imaginei que teria uma participação tão forte no movimento estudantil, mas, por conta de pessoas q se intitulam educadores, me vi na obrigação de me unir aos bons lutadores que lá já existia para lutar pelas eleições diretas para Diretor e agora mais uma vez para o Regimento Geral. Hoje fico muito feliz por ter contribuído na conquista dessas vitórias, e vejo com isso um exemplo que comprova que o movimento da massa organizada, nos faz colher bons furtos.

  • gabriela ribeiro

    ATOS X DIRCURSOS de roberto moraes: adora defender a democracia em seu blog mas no iff não pratica. adora defender a liberdade de expressão mas no iff os estudantes precisam protestar para ter voz. adora debater mas foje de debate com estudante. adora dizer que é de esquerda mas quando foi diretor do cefet foi embaixador de fhc implantando todas as suas políticas neolibeirais.

  • Françoar

    em uma históra de luats que tem o nosso país e a nossa cidade, tem gente que acha que pode fazer tudo o que quer por conta do poder que tem, mais não é assim, quando a maioria esta insatisfeita as coisas desandão, e assim vem acontecendo, e os estudantes aprendem isso na propria escola, pois isso faz parte da cidadania, e se tem alguma coisa errada temos que lutar para consertar.
    sou estudante do iff, e sei bem a realidade em que eu vivo e vivi dentro desta instituição, que enche os olhos de quem não faz parte dela, mais que as vezes deixa de desejar diante dos proprios alunos, hj temos uma instotuição mais forte, mais existe a reitoria, quem vem dizendo que é democratica e etc, mais que na realidade só sabem dizer meia duzia de palavras boniatas e só fazer coisas que desagradam e prejudicam os alunos e servidores desta instituição.
    vivemos em uma democracia e se não querem os ouvir por bem, vão nos ouvir por mal.
    uma abraço a todos os leitores, e não vamos desistir da luta…

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