Bruno Dauaire recebeu, no seu aniversário, apoios políticos em Grussaí

Bruno entre seus principais cabos eleitorais, Wladimir e Clarissa Garotinho
Bruno entre seus principais cabos eleitorais, Wladimir e Clarissa Garotinho

 

O advogado Bruno Dauaire, pré-candidato a deputado estadual pelo PR, comemorou seu aniversário na tarde deste domingo, em Grussaí, em churrasco oferecido pelo casal Emídio Teixeira e Ana Paula. Mais de 600 pessoas compareceram à festa, que contou com a presença de amigos de Bruno, lideranças comunitárias e partidárias, além de vereadores de São João da Barra, Campos, São Francisco de Itabapoana, Cardoso Moreira, Carapebus, Pádua e Cambuci, Também estiveram presentes o vice-prefeito de Lage do Muriaé, Leo Dubary (PR), o deputado federal Paulo Feijó (PR), a deputada estadual Clarissa Garotinho (PR) e o presidente do PR em Campos, Wladimir Garotinho.

Filho do ex-prefeito Betinho Dauaire e neto do ex-deputado Alberto Dauaire, Bruno preside o PR em São João da Barra e estreia seu nome nas urnas em outubro deste ano, contando com o apoio de nomes tanto do PR como de vários outros partidos em todo o Norte e Noroeste Fluminense. “Para mim é uma alegria receber tantos amigos, que estão demonstrando sua confiança nesta nossa caminhada, e uma honra muito grande ter o respaldo do  amigo Wladimir, e de poder trazer essa esperança na juventude, ao mesmo tempo em que sei da responsabilidade que é seguir a tradição na vida pública do nome Dauaire”, discursou Bruno, ao lado da família e amigos.

Foto e texto da assessoria de Bruno Dauaire. Para saber mais da sua pré-candidatura a deputado estadual, confira aqui.

Artigo do domingo — Ao pai de Bárbara

esperança

 

“Gunga Din” é um filme de 1939, baseado no poema homônimo do britânico Rudyard Kipling (1865/1936), ganhador do Nobel de Literatura de 1907. Transposto dos versos às telas pelo diretor estadunidense George Stevens (1904/75) — que depois filmaria outros clássicos do cinema, como “Um lugar ao sol” (1951), “Os brutos também amam” (53) e “Assim caminha a humanidade” (56) —, foi estrelado por Cary Grant e Douglas Fairbanks Jr., na ambientação do séc. 19 que conta as aventuras de três sargentos indisciplinados do exército real britânico. Na Índia dominada colonialmente pela Inglaterra, o trio vira quarteto com o nativo Gunga Din, numa missão militar que se depara com uma seita de assassinos que existiu realmente, os adoradores de Kali, a deusa hindu da morte.

Não se sabe se Kali é a padroeira da BR 101, mas mesmo aos céticos não convém duvidar. Na tragédia que consternou toda a aldeia goitacá, uma colisão na altura de Silva Jardim, no último domingo, dia 16, tirou a vida da pequena Bárbara Aquino, de apenas 4 anos, matando ainda o condutor do Honda Civic, o engenheiro Alessandro Costa, de 38, e deixando em estado gravíssimo a mãe de Bárbara, a fisioterapeuta Karina Lucas, 33, que briga num hospital de Macaé para seguir vivendo, enquanto este artigo é escrito.

Na terça da mesma semana, dia 18, o diretor de Estradas e Vias Públicas da secretaria de Obras de Campos, Joci Vasconcelos, teve seus 56 anos de vida postos a termo pela mesma BR 101, numa colisão com seu Peugeot no trecho de Mimoso do Sul (ES). Carbonizado até a morte, teve que ter o corpo identificado por exame de DNA. Da mesma maneira, na quinta, dia 20, no mesmo trecho da BR 101 que matou Bárbara, um homem morreu queimado dentro do Fiat Uno que guiava. O corpo e o carro ficaram tão destruídos pela violência das chamas, que o motorista não pôde ser identificado.

Uma vida humana perdida, de maneira violenta, num serviço público deficiente pelo qual se é bi-tributado na cara dura, com IPVA e pedágio, é sempre trágico e revoltante. E tanto pior quando a vida foi perdida antes mesmo de ser vivida, como foi o caso de Bárbara. Mas, como sabiam os gregos desde a Antiguidade, é na tragédia que nascem também os atos mais nobres e corajosos, capazes de distinguir um homem dos demais.

Na quarta-feira, dia 19, na capela do cemitério Campo da Paz, durante a missa antes do sepultamento, o cirurgião plástico Victor Hugo Aquino, pai de Bárbara e marido de Karina, tomou a palavra e, dilacerado de emoção, comungou publicamente sua vida e sua dor, não para se lamentar, mas jurar sobre o corpo da filha menina que cuidaria da mãe dela. Diante da morte, da mais insuportável delas para qualquer pai, ele se apegou à esperança, à dignidade da vida.

Tinha por Victor Hugo, apesar do pouco contato nos últimos anos, amizade e gratidão, pela força que ele deu aos meus pais, num momento superlativo como o que agora enfrenta, mas de desfecho mais feliz. Como pai e como homem, só posso dizer agora que tenho também por ele a mais profunda admiração.

Como pai, pranteio e tremo até a alma de medo da sua dor. Como homem, só me resta repetir, diante do seu exemplo, os últimos versos do poema de Kipling, também a última fala do filme: “By the livin’ Gawd that made you,/ You’re a better man than I am, Gunga Din!” (“Pelo que você fez/ Você é um homem melhor que eu, Gunga Din”).

 

Publicado hoje na edição impressa da Folha.

Entre o rio e o mar, de Atafona à ilha do Pessanha

“Na ribeira deste rio

ou na ribeira daquele

passam meus dias a fio.

Nada me impede, me impele,

me dá calor ou dá frio.

 

Vou vendo o que o rio faz

quando o rio não faz nada.

Vejo os rastros que ele traz,

numa sequência arrastada,

do que ficou para trás.

 

Vou vendo e vou meditando,

nem bem no rio que passa

mas só no que estou pensando,

porque o bem dele é que faça

eu não ver que vai passando.

 

Vou na ribeira do rio

que está aqui ou ali,

e do seu curso me fio,

porque, se o vi ou não vi,

ele passa e eu confio.”

(Fernando Pessoa)

 

Renato e, à frente, Dorinha, em fila indiana no túnel entre as árvores do mangue
Renato e, à frente, Dorinha, em fila indiana no túnel entre as árvores do mangue (foto de Aluysio Abreu Barbosa)

 

Por Aluysio Abreu Barbosa

 

Se os caiaques foram coqueluche nos mares, rios e lagos brasileiros dos anos 1980, qualquer um já deve ter notado que, nesta nossa segunda década do novo milênio, o stand up passou a ser a onda de quem quer se locomover silenciosamente pelo dorso das águas, contando apenas com a força dos próprios braços ao remo. Durante este verão, em quase todas as manhãs, praticantes das duas modalidades têm se reunido regularmente no ponto de encontro do rio Paraíba do Sul com o oceano Atlântico, na foz entre Atafona e Gargaú, entre São João da Barra e São Francisco de Itabapoana, polvilhado de ilhas e manguezais paridos na mistura de água doce e salgada.

Referência de quem busca esse misto de lazer, esporte, turismo ecológico e aventura, o educador ambiental da Prefeitura de São João da Barra Luiz Henrique de Araújo, o Lulu, costuma reunir e guiar amigos pelo rio, saindo de Atafona, geralmente com destino à ilha do Pessanha, passando também pela da Convivência. E qualquer um que chegar, tiver sua embarcação e quiser se integrar, ao grupo e à natureza, passa a ser considerado amigo.

A partida — Na manhã do último domingo, maré baixa, ao lado do Mercado de Peixe, da Igreja Nossa Senhora da Penha, do bar Cais do Porto e do tradicionalíssimo Restaurante do Ricardinho, saíram cinco embarcações rumo ao Pessanha: dois caiaques e três stand ups. Neles, além de Lulu e do repórter, ganharam o Paraíba a remo a dançarina Dorinha Vianna, o produtor rural Guilherme Barroso e o militar reformado Renato Albernaz. O último, um daqueles que se tornou companheiro de expedição simplesmente por aparecer ali, com seu stand up, e querer comungar em grupo da mesma experiência.

Atravessado o Paraíba, mirando as Pedras de Alair — um dos tantos diques de pedra cujas origens são creditadas ao famoso deputado federal falecido em 1987 —, após contorná-las à direita, as embarcações ganham em fila indiana um canal estreito. Nele, o barulho dos pássaros e o som de cada remada ecoam mais altas no túnel construído pela natureza entre as águas rasas e as copas entrelaçadas das árvores, filtrando o sol, a partir de raízes nas margens opostas do manguezal.

Dorinha, Renato, Barroso e Lulu remando ao istmo de areia que, na maré baixa, une as ilhas da Convivência (à esq.) e a do Pessanha
Dorinha, Renato, Barroso e Lulu remando ao istmo de areia que, na maré baixa, une as ilhas da Convivência (à dir.) e a do Pessanha (foto de Aluysio Abreu Barbosa)

Primeira parada — Sob a luz do astro rei ao fim do túnel, revela-se o istmo de areia que une as duas ilhas na maré baixa, a da Convivência, à direita, e a do Pessanha, com os cataventos brancos da estação eólica de Gargaú e a Serra do Mar compondo vértebras ao fundo. Suspensos barcos e remos, enquanto canoas motorizadas levam e trazem famílias em lazer dominical junto à natureza, cada um dos remadores faz o que quer na primeira parada: uns alongam o corpo, outros fazem prática de yoga, todos se hidratam com a água levada e se banham tanto nas que correm no rio, numa beira da ponte de areia momentânea, quanto nas ondas do mar, no lado contrário apenas a poucos metros.

Dali, Renato regressa, enquanto os outros quatro devolvem suas embarcações à água para remar até uma pequena enseada às margens da capela de Nossa Senhora da Conceição, padroeira do Pessanha há 160 anos, em branco e azul da pintura nova. O caminho por terra leva aos verdadeiros personagens: os moradores da ilha. O mais antigo deles é seu Miguel Alonso, de 60 anos, os últimos 20 vividos no Pessanha, após ter morado outros 20 na Convivência. Ele é pescador e está recebendo em sua casa o sobrinho, Reinaldo Gomes, de 30, que mora em Campos e veio de Atafona com sua canoa a motor, a “Surfista”, na qual repousa o guarda sol laranja que protegeu no caminho a esposa e as duas filhas pequenas.

Seu Miguel Alonso, morador mais antigo da ilha do Pessanha
Seu Miguel Alonso, morador mais antigo da ilha do Pessanha (foto de Aluysio Abreu Barbosa)

“Xerife” da ilha — Seu Miguel é uma espécie de xerife da ilha, que protege por conta própria, e risco, a natureza do local. Ele conta que por repreender catadores de caranguejo que capturam fêmeas ovadas no período de defeso, chegou a receber ameaças de morte. Já teria levado suas denúncias ao Ibama, ao Inea e à Polícia Federal, mas reclama que até agora nada foi feito.

Outro morador da ilha, mais recente e velho conhecido de Atafona, é o publicitário Neivaldo Paes, o Bambu, de 54. Ele se mudou para uma casa que já havia comprado no Pessanha, depois que o mar comeu seu bar, em 2012, onde morou por seis anos, na última construção de alvenaria do Pontal, erguida nos anos 1960 como casa de barco da família Aquino, proprietária do Grupo Thoquino, do conhaque de alcatrão São João da Barra, conhecido e consumido em todo o Brasil.

Recebendo amigos — Bambu diz que sua nova moradia não funciona como bar. De qualquer maneira, não se furta em receber na ilha os amigos que queiram dividir o que chama de seu paraíso. No último domingo, quem estava lá era o motorista sanjoanense Luiz Gustavo Machado, de 37, que havia feito o Paraíba de estrada para chegar ao Pessanha sozinho, remando em seu stand up.

Para quem quiser visitar ou fazer contato com Neivaldo, seu celular é 99706-0036. E quem não for praticante de caiaque e stand up, ou simplesmente não quiser se arriscar em voltar remando depois de algumas cervejas, dois irmãos fazem o transporte em canoas a motor, saindo de Atafona, a cerca de R$ 10 por cabeça, contando ida e volta: Taizinho (99917-4076) e Marciano (99914-1652).

Dona Malvina Miranda, em sua casa, com o cortinado no quarto para proteger do maruim
Dona Malvina Miranda, em sua casa, com o cortinado no quarto para proteger do maruim (foto de Aluysio Abreu Barbosa)

O maruim — Vizinhos de Bambu, embora residam em Atafona, Leoni Miguel da Silva, de 62, e dona Malvina Miranda, a quem foi conferida a deferência de não ter a idade perguntada, passam boa parte do ano, principalmente os finais de semana, na casa que ela mantém há cinco anos na ilha. Diante dela, os restos de estrume de boi queimado na entrada, onde é usado como repelente natural, e o cortinado dentro do quarto, revelam o grande vilão humano do Pessanha, talvez anti-herói da natureza: o maruim, também conhecido como mosquitinho-do-mangue. Quando o vento está parado, garantem Leoni e dona Malvina, o maruim aparece e todo mundo some da ilha.

Enquanto Neivaldo garante apenas receber os amigos, quem montou um bar na ilha foi Vanessa Barreto, de 28. Pescadora registrada e catadora de caranguejo, foi da última função que ela batizou seu estabelecimento, montado sobre os alicerces da casa de uma prima: Bar das Caranguejeiras. O plural se dá porque ela tinha mais duas sócias, também colegas de ofício, mas hoje administra sozinha o bar, ao lado apenas do marido, o pescador Fabiano Rosa, de 31. O telefone de Vanessa para contato é 99885-8240.

 No caminho de volta, Lulu age como educador ambiental e cidadão ao recolher rede abandonada
No caminho de volta, Lulu age como educador ambiental e cidadão ao recolher rede abandonada (foto de Aluysio Abreu Barbosa)

Regresso — Conhecidos os moradores da ilha, com tarde, fome e maré cheia dando o ar da graça, é hora de pegar as embarcações e remar de volta a Atafona. Em seu stand up, atuando na margem direita do Paraíba como educador ambiental de São João da Barra, e na esquerda, em São Francisco, como cidadão, Lulu sai catando os restos não degradáveis deixados por quem não sabe conviver com a natureza sem degradá-la. Chega a recolher uma rede velha de pesca, ainda capaz de matar os peixes, mesmo que ninguém mais os recolha das malhas encardidas pelo barro carreado nas águas do rio, o mesmo que formou em milênios a planície.

Ao passar novamente entre o Pessanha e a Convivência, a subida da maré cobre na sucessão de cada onda a mesma ponte de areia na qual se chegara algumas horas antes, com sensação de terra firme. Entre o Paraíba e o Atlântico, onde a paisagem se transforma todo dia, a olhos vistos, a força dos braços humanos não é páreo para a natureza. Mas a ponte erguida com ela, dentro de si, é para sempre.

 

 

Foz do Paraíba do Sul vista de cima (foto: arquivo)

Ilhas do Paraíba do Sul

(Por Aristides Soffiati)

No início da formação do delta do Paraíba do Sul, o rio saiu da zona serrana e se ramificou em quatro braços. No avanço deles, muitas ilhas foram se constituindo. Com as transformações operadas por obras humanas, muitas delas deixaram de existir. O braço que alcançou mar aberto é o atual curso baixo do rio. Ele se bifurcou em dois canais principais e em vários outros secundários. O maior é o canal de Atafona. O outro é o de Gargaú.

Quem olha do alto a desembocadura do Paraíba do Sul notará a profusão de grandes e pequenas ilhas. Uma imagem de satélite com boa definição também as mostrará. As mais conhecidas são as da Convivência, do Pessanha e do Lima. A da Convivência se tornou famosa pela colonização por muxuangos, provavelmente descendentes de náufragos germânicos. Pessoas de pele clara e cabelos louros que adotaram a antiga prática do casamento por rapto. Na do Pessanha, o escritor campista Osório Peixoto ambientou seu romance “Mangue”.

O título do livro nos remete a uma característica marcante dos rios que desembocam no mar: a presença de um ambiente denominado estuário. Ele se forma pelo encontro da água doce do rio com a água salgada do mar, gerando água salobra. Esse ambiente existe em todos os rios do mundo que desembocam no mar. Porém, só nos rios com desembocaduras na zona intertropical cresce uma vegetação adaptada à água salinizada. Trata-se do manguezal, com árvores que podem alcançar 35 metros de altura e que se ajustam a um solo lamoso e pobre em oxigênio. O manguezal do Paraíba do Sul é famoso, proporcionando paisagens belíssimas para o turismo e para atividades pesqueiras. Pena que não esteja sendo devidamente protegido.

 

Publicado hoje na edição impressa da Folha.

Feijó à reeleição com Garotinho por prioridade e Rosinha como melhor prefeita

A parceria com Garotinho rendeu a Paulo Feijó o melhor dos seus quatro mandatos como deputado federal, na qual para Campos e região “nunca foram liberados tantos recursos como agora”. Como reconhecimento a esse trabalho, à sua capacidade de andarilho pelo Norte e Noroeste Fluminense e à capacidade de puxadora de voto de Clarissa, Feijó aposta em sua reeleição em outubro, pleito no qual aponta como prioridade a vitória do líder na disputa a governador. Ao afirmar também que Rosinha é a prefeita de melhores resultados na história de Campos, ele admitiu tê-la ajudado a se eleger em 2008, ainda que na época tenha negado ter concorrido como candidatura auxiliar. Sem ansiedades, acha que 2016 só se discute em 2016, e que “política é igual a futebol, tem catimba”.

 

Feijó

 

Folha da Manhã – Reconhecido como andarilho pelos municípios do Norte e Noroeste Fluminense, como está preparando sua campanha à reeleição a deputado federal pelo PR?

Paulo Feijó – Continuo andando muito, e mantendo todas as minhas características, destacando credibilidade, grupo político forte, liderado pelo deputado Garotinho, e serviços prestados em todos os municípios das regiões Norte e Noroeste do Estado do Rio, sem exceção. A nossa base está montada. Teremos o apoio de cerca de 12 prefeitos da região, dezenas de vereadores e lideranças, e até nos municípios onde não temos prefeitos, seremos muito bem votados pelo reconhecimento, como por exemplo em São Fidélis, São João da Barra, Bom Jesus, entre outros.

 

Folha – Inegavelmente, a puxadora de votos do PR à Câmara Federal será a hoje deputada estadual Clarissa Garotinho. Ela já declarou que não aceitará ser vista em Campos e região como candidata de fora. Como uma coisa o ajuda e a outra pode atrapalhar?

Feijó – Novamente o PR elegerá uma grande bancada em função da expressiva votação da deputada Clarissa à Câmara Federal. Isso ajuda muito a todos nós. Minha candidatura e a de Clarissa, como as duas únicas do nosso grupo nas regiões Norte e Noroeste, não só praticamente consolida Clarissa como uma das mais votadas do Estado, como também cria para mim uma excelente perspectiva de eleição com excelente votação.

 

Folha – Em seu blog, o jornalista Ricardo André Vasconcelos publicou recentemente (aqui) uma edição do extinto jornal A Cidade, de 23 de agosto de 1989, cuja manchete foi sua afirmação de que o então prefeito Anthony Garotinho seria um “vira-lata”. O que mudou de lá para cá? Como e por quê?

Feijó – Com todo respeito ao jornalista Ricardo André, mas ele foi desenterrar um defunto de 25 anos atrás. Isso já acabou. Há praticamente seis anos faço parte do grupo político de Garotinho, sem nenhum arranhão, com uma excelente relação de amizade com Garotinho e com todo grupo político. E essa ótima relação tem sido traduzida em benefícios para Campos e região. Vejam só os resultados. Nunca foram liberados tantos recursos como agora, em todas as áreas, graças a esta parceria. Por exemplo: Complexo Logístico Farol/Barra do Furado, aeromóvel para Campos, R$ 10,5 milhões para a construção do novo hemocentro regional, mais recurso para saúde, educação, infraestrutura das cidades, esportes, etc. Isso não pode ser ignorado, nem pelos adversários mais radicais.

 

Folha – O Blog do Bastos repercutiu recentemente (aqui) a afirmação de Garotinho de que poderia ter o apoio de Luiz Fernando Pezão (PMDB) em outubro. Segundo Garotinho, o vice-governador teria aventado essa possibilidade numa conversa com você. Pezão negou e ameaçou o inquirir judicialmente. O que há de fato nisso tudo?

Feijó – Realmente tive uma conversa com Pezão no Palácio Guanabara, num momento que Pezão estava muito preocupado com um possível processo de fritagem de sua candidatura pelo rolo compressor do PT. Ele desabafou comigo. E política é igual a futebol, tem catimba!

 

Folha – Você já tem uma dobrada planejada com algum pré-candidato a deputado estadual? Como sua base eleitoral é pulverizada na região, há possibilidade de dobrar com mais de um?

Feijó – Vou trabalhar muito para me reeleger com uma belíssima votação, consolidando a minha superação no meu recomeço político. Portanto, sou obrigado a dobrar com todos os candidatos a deputado estadual da região que estejam apoiando a candidatura de Garotinho a governador do Estado.

 

Folha – Consta que Geraldo Pudim (PR) foi um dos principais artífices, a partir da eleição municipal suplementar de 2006, da sua aproximação com o grupo de Garotinho. Isso garantiria seu apoio a ele agora, em 2014?

Feijó – Pudim é meu amigo, como todos os outros candidatos também são. Vou procurar trabalhar com todos, objetivando sempre a nossa grande prioridade, que é a eleição de Garotinho novamente governador do Estado.

 

Folha – Como vê a pré-candidatura de Bruno Dauaire (PR), costurada pelo presidente do PR em Campos, Wladimir Garotinho?

Feijó – Wladimir é hoje uma das mais importantes lideranças do nosso grupo político, tem muito a ajudar a todos nós candidatos. Ele quer contribuir também focando na importante e necessária renovação em nosso grupo. Bruno Dauaire é uma excelente renovação, principalmente no município de São João da Barra.

 

Folha – Um dos vereadores cujo apoio Wladimir teria conseguido para Bruno (leia aqui) é Neném (PTB). Como ele também já fechou seu apoio a você, isso formaria uma ponte natural entre sua pré-candidatura e a do jovem Dauaire?

Feijó – Neném é um vereador atuante que espontaneamente confirmou seu apoio à minha candidatura. Se também vai apoiar Bruno Dauaire é natural que essa dobrada se consolide.

 

Folha – Além de Neném, o outro edil do PTB, o presidente da Câmara Edson Batista, também caminhará com você em outubro. Que peso esse apoio terá? Está fechando com mais algum vereador de Campos ou liderança de outros municípios?

Feijó – O apoio do presidente da Câmara, Dr. Edson Batista, também aconteceu espontaneamente. Ele que me deu a notícia de que iria me apoiar. Isso aumenta muito a minha responsabilidade de reciprocidade. Dr. Edson é um político de excelente conceito em nosso município, muitos serviços prestados, e com certeza fortalece minha candidatura nesse período de início de articulações política. Me honra e me valoriza muito contar com apoio dos dois vereadores do PTB no nosso município. Esse processo de quem apoia quem, está só começando. Não se pode ter ansiedade. Com certeza, em Campos e nos outros municípios da região, tanto eu quanto Clarissa teremos excelentes apoios.

 

Folha – Você foi eleito na última quarta (19) à presidência da Comissão de Agricultura da Câmara Federal (confira aqui). Como a questão agrária ainda é fundamental à maioria dos municípios da região, o que poderá fazer por eles em Brasília?

Feijó – A Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural é uma das mais importantes da Câmara dos Deputados, muitíssimo disputada pelos partidos políticos. Coube ao PR esta única comissão, também muito disputada dentro do nosso partido. Tive o apoio do atual líder da bancada, o deputado Garotinho, e do futuro líder, deputado Bernardo Santana (PR/MG). No momento, para eles, o meu nome era o mais consensual, e isso me deixou muito honrado. Na Comissão de Agricultura mediaremos interesses de governo e oposição, de ruralistas e ambientalistas, de latifundiários e sem terra, discutiremos toda problemática da questão agrária no nosso país, valendo ressaltar que estaremos sempre atentos aos interesses de Campos e região. Essa oportunidade, sem dúvida, me fortalece, principalmente junto ao Governo Federal, e daremos conta desta importante responsabilidade.

 

Folha – Como o deputado estadual João Peixoto (PSDC) também preside a Comissão de Agricultura na Alerj, vocês vão trabalhar juntos pela economia da região, apesar de caminharem separados politicamente em outubro?

Feijó – Em toda minha trajetória política sempre prevaleceu o interesse público, e com o deputado João Peixoto não será diferente. Tenho com ele uma excelente relação de amizade. Vamos trabalhar juntos.

 

Folha – O que Paulo Feijó fez e ainda pretende fazer em seu atual mandato que o credenciará a buscar a reeleição junto ao eleitor?

Feijó – Nos três mandatos anteriores tenho minha consciência tranquila de que fiz muito por Campos e região. Liberamos recursos para aos hospitais filantrópicos, Santa Casa de Misericórdia de Campos, Beneficência Portuguesa e Álvaro Alvim, como ninguém nunca liberou. Ajudamos a tirar estas instituições de saúde praticamente da falência. Atuei como ninguém, principalmente na Saúde, em todos os municípios da região. No atual mandato, começamos com muitas conturbações. Fui vítima de uma decisão liminar injusta do TSE, que me tirou seis meses e 12 dias de mandato, mas superamos. Com tudo isso, através da excelente parceria que faço com o deputado Garotinho, tenho certeza que este seja o meu melhor mandato em resultados para Campos e região, como já foi dito nesta entrevista. Vamos continuar o nosso trabalho, e agora como presidente da Comissão de Agricultura surge uma excelente perspectiva de bons resultados para este ano. Estou muito seguro da minha posição política. Os resultados nas urnas virão pelo reconhecimento, em consequência deste trabalho.

 

Folha – Caso consiga se reeleger, seu nome passa a entrar na disputa governista para ser o nome do grupo a tentar suceder Rosinha Garotinho (PR) na Prefeitura, em 2016?

Feijó – Minha grande prioridade no momento é ajudar Garotinho a ser eleito novamente governador e ajudar a eleger boas bancadas de deputados federais e estaduais do nosso grupo político, para defender os interesses de Campos e nossa região. Para o bem de Campos, o projeto de 2016 deverá ser discutido somente em 2016. Ainda está muito longe, não se pode ter ansiedade.

 

Folha – Como alguém que foi por anos o principal opositor de Garotinho em Campos, passando depois a caminhar junto dele, o que acha que falta a oposição local para um dia se equiparar a quem, desde 1989, é o maior quadro político da cidade?

Feijó – Fui oposição a Garotinho durante 20 anos. Neste período praticamente ganhei todas as eleições que disputei, ocupando o espaço oposicionista. Esse espaço foi diminuindo com a fragmentação da oposição. No momento político e pessoal mais difícil da minha trajetória, fiz aliança com Garotinho, em 2008, ajudando a eleger Rosinha prefeita, e hoje considero Rosinha a prefeita de melhores resultados na história do município de Campos. Atualmente, essa parceria de seis anos, traduzida em bons resultados, como já falamos, me fez conhecer melhor a pessoa e o homem público que Garotinho é. Político de muito trabalho, dedicação integral, muito preparado, experiente, de muitos serviços prestados e de relacionamento no mundo político, jurídico e empresarial. É um excelente amigo. Política é assim que se faz, e o político que quiser se consolidar tem que seguir este caminho. Poucos sãos os políticos de vida longa no município de Campos e no Brasil. A oposição em Campos está começando, isso requer dedicação, tempo, competência, bom conceito e serviços prestados. Essa oposição não vai se consolidar em curto prazo.

 

Publicado hoje na edição impressa da Folha.

Magal conta com presidência da Câmara ou candidatura à Alerj

(Foto de Valmir Oliveira - Folha da Manhã)
(Foto de Valmir Oliveira – Folha da Manhã)

 

Ou a candidatura a deputado estadual em outubro, ou a presidência da Câmara de Campos no segundo biênio. Isto é o que o vereador Jorge Magal (PR) espera que seja definido para ele, provavelmente ainda no próximo mês, e revelou estar acordado com o líder maior do seu grupo político, o deputado federal e pré-candidato a governador Anthony Garotinho (PR). Em relação ao novo comando da Câmara, Magal ecoa o atual presidente Edson Batista (PTB), que, como divulgou aqui o Blog do Bastos, atrela qualquer mudança na eleição da mesa diretora à nova Lei Orgânica do município. Quanto à disputa à Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), independente de entrar nela ou não, o vereador do PR criticou a posição do presidente do seu partido em Campos, Wladimir Garotinho, em relação ao apoio preferencial que este tem dado à pré-candidatura de Bruno Dauaire (PR):

— O partido em Campos certamente terá mais candidatos. Além de mim, Pudim, o pastor Éber, Gil Vianna e Paulo Hirano também são pré-candidatos a deputado estadual. Wladimir tem direito de, como pessoa, apoiar quem ele quiser. Mas, na condição de presidente do PR em Campos, tem que adotar a postura de magistrado em relação a todas as candidaturas da legenda.

Sobre a nova mesa diretora da Câmara de Campos, Magal confirmou existir um acordo, fechado numa reunião com Garotinho, na presença de todos os vereadores governistas eleitos em 2012, ainda em dezembro daquele ano, onde teria ficado acordado que ele seria, concluído o primeiro biênio de Edson, o novo presidente da Câmara:

— Isso é o que ficou acordado, antes mesmo de tomarmos posse dos nossos mandatos. Foi também conversado que os integrantes da mesa diretora não poderiam ser reeleitos, pelo menos não nos mesmos cargos. De qualquer maneira, Garotinho também frisou que a renovação da mesa não deveria virar tema de discussão, sendo resolvida internamente, dentro do grupo governista. Na verdade, estamos todos esperando ele para definir essas questões, tanto do novo comando da Câmara, quanto da definição dos candidatos em outubro. Acredito que ele deva fazer as duas coisas em março, depois do carnaval.

Violência invade os ouvidos, da madrugada à manhã, nas praias de SJB

Frequentadora assídua do litoral sanjoanense, quem também se manifestou aqui, na democracia irrefreável das redes sociais, sobre a onda de violência e vandalismo em Atafona e Grussaí, foi a assistente social Laura Pereira Pinto. Para provar que a incapacidade de conviver em sociedade não é exclusividade da periferia, ela denunciou o drama que os vizinhos da boate Canto do Meio têm sido submetidos todas as madrugadas e manhãs de sábado e domingo neste verão, sem nenhum amparo do poder público. Vale a pena conferir:

 

som alto

 

“Moro em Chapéu de Sol e fico sem dormir nos fins de semana por causa da altura e do péssimo gosto musical do Canto do Meio. A altura do som é absurda. Já reclamamos, fizemos movimento com os moradores e nada. Uma verdadeira falta de respeito aos moradores e frequentadores da praia .O som vai até as 7:00 hs da manhã”.

Com a palavra a Guarda Civil Municipal, a Polícia Militar e o Ministério Público de São João da Barra…

Satisfação ao leitor

Folha

 

Por problemas de ordem técnica num novo equipamento de pré-impressão, adquirido justamente na intenção de levar às ruas sempre o melhor produto impresso, a edição da Folha da Manhã de hoje não pôde circular. A todos os leitores e anunciantes, as nossas desculpas. A partir de amanhã, como fez em seus 36 anos de vida, o jornal volta a circular normalmente.

Carla não acusa golpe na nova mesa da Câmara de SJB

Carla Machado

 

“Não vejo como golpe. Terminei meu mandato e me afastei da política de São João da Barra, até para não ser acusada de interferência”. Foi assim que a ex-prefeita Carla Machado (PT) reagiu hoje à eleição antecipada, ontem, da mesa diretora da Câmara (confira aqui), que reelegeu Aluizio Siqueira (PMDB) presidente, agora pelas mãos do prefeito Neco (PMDB), fez o antigo opositor (do governo Carla) Franquis Arêas (PR) como segundo secretário e tirou a vice-presidência de Soninha Pereira (PT), cargo agora ocupado pelo líder governista Alex Firme (PMDB). Soninha era tida como uma das aliadas mais fieis de Carla no Legislativo, assim como o primo desta, Ronaldo da Saúde (Pros), mas ambos votaram a favor da nova composição da mesa.

Carla lembrou que havia um acordo firmado na primeira eleição da mesa, coordenada por ela, para que nenhum dos seus integrantes fosse reeleito no segundo biênio, o que não se cumpriu. No entanto, preferiu não polemizar:

— Soube anteontem (18) que a escolha da mesa da Câmara seria antecipada para a sessão do dia seguinte (19). Não interferi. A decisão cabe aos vereadores e a costura da composição, ao prefeito, que conseguiu o apoio integral da Câmara. Ele tem tudo para fazer um governo maravilhoso. E, como sanjoanense, eu espero que faça.

Feijó eleito para a Comissão de Agricultura da Câmara Federal

 

Deputado e pré-candidato à reeleição em outubro, Paulo Feijó (PR) acabou de ser eleito em Brasília para presidir a Comissão de Agricultura da Câmara Federal. Num país que tem no agronegócio um dos principais alicerces da sua balança comercial, a comissão é considerada uma das mais importantes, que pode trazer dividendos também para Campos, Norte e Noroeste Fluminense, onde a agricultura ainda desempenha importante papel na economia.

Na defesa dos interesses da região, Feijó pode fazer, na Câmara Federal, uma dobrada com o deputado estadual João Peixoto (PSDC), que na Alerj também preside a Comissão de Agricultura. Mas só na economia, pois na política, os dois deputados seguem caminhos bem distintos: Feijó como aliado fiel do deputado federal e pré-candidato a governador Anthony Garotinho (PR), enquanto Peixoto está alinhado com o governador Sérgio Cabral (PMDB) e seu vice, o também pré-candidato ao Palácio Guanabara Luiz Fernando Pezão (PMDB).

OAB alertou forças de Segurança sobre violência nas praias e nada foi feito

Carlos Fernando Monteiro da Silva Guru, presidente da OAB-Campos (foto de Helen de Souza - Folha da Manhã)
Carlos Fernando Monteiro da Silva Guru, presidente da OAB-Campos (foto de Helen de Souza – Folha da Manhã)

 

O problema da violência crescente nas praias sanjoanenses, nas quais 10 homicídios já foram cometidos em janeiro e fevereiro, não pegou o poder público de tocaia. Muito antes do artigo da Folha do último domingo denunciar o problema (aqui), a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) de Campos, que atende também São João da Barra, já havia alertado oficialmente as forças de Segurança Pública, desde julho do ano passado, sobre a explosão da violência no município, sem nenhuma resposta.

Na verdade, foram dois os ofícios encaminhados neste sentido pelo presidente da OAB local, Carlos Fernando Monteiro da Silva, o Guru. O primeiro, de 30 de julho de 2013, endereçado ao comando do 8º Batalhão de Polícia Militar (BPM), no qual foi alertado:

— Considerando o alavancamento industrial que vem ocorrendo na região de São João da Barra nos últimos anos, com o consequente crescimento populacional, no que tange a questões de segurança, aquela cidade vizinha está muito aquém da necessidade real, dispondo de pouco efetivo, viaturas insuficientes e comunicação morosa. Conforme os números da Polícia Militar, verificados no livro de ocorrências, houve um expressivo aumento da criminalidade naquela cidade, onde, há 10 anos, um homicídio era um crime comentado por meses e o número era mínimo por ano. Hoje a contagem é mensal: roubos, furtos, assaltos, estupros etc.

Sem resposta ao primeiro alerta, nem para tentar justificar as limitações de efetivo do 8º BPM, a OAB-Campos enviou outro ofício, no último dia 7 de janeiro, desta vez endereçado à pessoa do secretário estadual de Segurança José Beltrame. Neste segundo pedido por ações para garantir a segurança não só nas praias de São João da Barra, mas em todo o litoral da região, antes de reforçar os argumentos do ofício anterior, a OAB advertiu para o iminente recrudescimento da violência durante o verão:

— Considerando o início do período de veraneio no Litoral Norte Fluminense.

Até o presente momento, com 12 homicídios contabilizados no verão das praias de Atafona, Grussaí, Chapéu de Sol e Farol de São Thomé, nenhuma resposta foi dada, nem na formalidade de um ofício, nem na realidade da segurança no litoral da região. Confira abaixo os dois ofícios da OAB, ignorados pelo 8º BPM e pela secretaria estadual de Segurança Pública:

 

Ofício da OAB de 30/07/13, destinado ao 8º BPM, sem nenhuma resposta
Ofício da OAB de 30/07/13, destinado ao 8º BPM, sem nenhuma resposta

 

 

Ofício da OAB de 07/01/13, ao secretário de Segurança José Beltrame, também sem resposta
Ofício da OAB de 07/01/13, ao secretário de Segurança José Beltrame, também sem resposta

Em golpe de Neco contra Carla, Câmara de SJB reelege hoje Aluizio presidente

(Montagem de Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)
(Montagem de Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)

 

Está correta a informação divulgada aqui pelo SJB Online e repercutida aqui pelo Blog do Bastos: na sessão que começa daqui a pouco, será antecipada a eleição da mesa diretora da Câmara de São João da Barra. O objetivo é a reeleição de Aluizio Siqueira (PMDB) como presidente, agora pelas mãos do prefeito Neco (PMDB), não mais da ex-prefeita Carla Machado (PT), assim como a não reeleição de Soninha Pereira (PT) da vice-presidência. Tida como pessoa da confiança de Carla, Soninha seria tirada da mesa diretora no primeiro golpe aberto de Neco contra sua antecessora. Dos nove vereadores da Câmara, já estariam fechados com a manobra, desde uma reunião de ontem, os vereadores Alex Firme (PMDB), Elísio Motos (PDT) e os ex-oposicionistas (de Carla) Kaká Machado (PT do B) e Franquis Arêas (PR).

Atualização às 18h41: Conforme antecipado pelo blog, foi desferido o primeiro golpe aberto do prefeito Neco contra a ex-prefeita Carla Machado, com a reeleição de Aluizio Siqueira como presidente da Câmara, e a saída de Soninha Pereira da mesa diretora, substituída pelo líder governista Alex Firme na vice-presidência, na sessão de hoje. Além do mesmo presidente e do novo vice, a mesa do próximo biênio será ainda composta por Jonas Oliveira (PMDB), que continua como primeiro secretário, e Franquis Arêas, opositor ferrenho da gestão Carla e novidade, no governo Neco, como segundo secretário do Legislativo.

Wladimir costura apoio de Thiago, Neném e Jorge Rangel para Bruno Dauaire

(Montagem de Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)
(Montagem de Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)

Enquanto alguns vereadores governistas tentam emplacar suas pré-candidaturas para a eleição de outubro e outros são pressionados pelo casal Garotinho para apoiar Pudim à Alerj, a pré-candidatura de Bruno Dauaire (PR) a deputado estadual já contabiliza o apoio de dois edis da bancada de apoio a Rosinha: Thiago Virgílio (PTC), Neném (PTB) e Jorge Rangel (PSB) — o último licenciado da Câmara para ocupar a secretaria municipal de Limpeza Pública. A costura foi feita pelo presidente do PR em Campos, Wladimir Garotinho, que está em Brasília desde ontem, tratando com o pai do assunto.  Depois que voltar a Campos, Wladimir tem marcada no início da próxima semana uma reunião com os três vereadores, mais Bruno e o pai deste, o ex-prefeito sanjoanense Betinho Dauaire (PR), para afinar os detalhes da campanha do(s) filho(s) para outubro, que vem ganhando força dentro das hostes governistas.

Atualização às 16h18 para correção de informação.