Morre o sambista e PM reformado Sargento Laerte

 

Sargento Laerte, sambista e PM reformado

Por Wellington Cordeiro(*)

 

O compositor Billy Blanco escreveu que “Quando morre um sambista, no céu é motivo de festa”. Então hoje será motivo, com o falecimento do sambista Laerte Rodrigues de Azevedo, mais conhecido como “Sargento Laerte”, aos 81 anos.

Policial Militar da reserva, Laerte brilhou no samba e no carnaval campista, compondo memoráveis sambas-enredos para diversas agremiações. Seu grande sucesso foi a música “Ave Ferida” imortalizada nas vozes dos cantores Eli Miranda e Gracio Abreu.

Laerte estava internado no Hospital Escola Álvaro Alvim e deixa esposa, cinco filhos, oito netos e três bisnetos.

Parodiando sua composição, como ave ferida está o coração daqueles que conviveram com o querido Sargento Laerte.

O velório está acontecendo na Capela D do Cemitério Campo da Paz, onde se dará o sepultamento às 16h30.

 

(*) Presidente da Associação de Imprensa Campista (AIC)

 

Coronavírus, risco de manifestações e Bolsonaro, Pedro Henrique e Paulo Cassiano

 

 

Gravado no início da noite desta segunda (16), o Jogo Jogado dedicou seu primeiro bloco à pandemia do coronavírus. E ao seu desrespeito ontem (15) pelas manifestações nacionais a favor do governo Jair Bolsonaro (sem partido), incluindo na planície goitacá, além do próprio presidente. Que, no Planalto Central, abandonou a quarentena recomendada por seu próprio ministério da Saúde para expôr pessoalmente seus militantes ao risco de infecção pela Covid-19.

No segundo bloco, o assunto foi a possibilidade da pré-candidatura a prefeito de Campos pelo juiz aposentado Pedro Henrique Alves. Como confirmou aqui em entrevista à Folha, ele estuda o convite feito com esse objetivo pelo deputado estadual Rodrigo Bacellar (SD), que abandonou a articulação do pré-candidato Caio Vianna (PDT). Sem convite ou partido, também foi analisada a possibilidade, revelada aqui, do delegado federal Paulo Cassiano concorrer a prefeito em outubro.

Antes de voltar a campo nesta quinta (19), confira aqui e no vídeo abaixo a edição do Jogo Jogado de hoje:

 

 

Brand, Thuin e Helinho rebatem críticas de que secretários não atendem vereadores

 

Brand Arenari, Raphael Thuin e Helinho Nahim hoje no Folha no Ar (Foto: Genilson Pessanha – Folha da Manhã)

 

Para os três integrantes do primeiro escalão do governo Rafael Diniz (Cidadania) entrevistados na manhã desta segunda (16) no Folha no Ar 1ª edição, na Folha FM 98,3, são infundadas as queixas de que secretários municipais e pré-candidatos a vereador não atendam os atuais ocupantes da Câmara. Respectivamente presidente da Fundação Municipal de Esporte, secretário municipal de Educação e superintendente de Entretenimento e Lazer, Raphael Thuin, Brand Arenari e Helinho Nahim foram falaram da paralisação de atividades externas das suas pastas, por conta da pandemia do coronavíris. Mas também responderam à crítica feita pelo vereador governista Jorginho Virgílio (Patri), no Folha no Ar (reveja aqui) no último dia 4, quando disse que a dificuldade de atendimento por parte do secretariado de Rafael foi um dos principais motivos da criação do G8, hoje G7, no Legislativo goitacá:

— No meu caso, eu tenho 100% de certeza que não. Até o próprio Jorginho tem portas abertas, como sempre teve lá na Fundação. Nunca houve um pedido do vereador Jorginho Virgílio que não foi atendido por mim. E continuo atendendo todos os vereadores que vão lá, sem problema nenhum. Inclusive, não precisa nem marcar horário. Eu não vejo isso dentro do governo. Se existe um caso atípico, ou outro, eu não posso saber das outras secretarias. Mas é até incoerente uma acusação dessas, porque a Fundação ganhou 12 moções de aplauso na Câmara. Procuro atender, até porque eles são eleitos pelo povo e a gente tem que ter respeito pelos vereadores — garantiu Raphael Thuin.

— Eu concordo com Thuin. Também tenho um relacionamento que considero muito bom com todos os vereadores, tanto a oposição, quanto os governistas. A gente está sempre em contato e eles nos ajudam também. É um contato amplo e direto. Especialmente com Jorginho, também tenho um relacionamento muito bom. Recebi, inclusive, assinada por ele, a primeira comenda Sérgio Diniz (ex-vereador e ex-deputado estadual, pai falecido do prefeito Rafael) pela Câmara. Depois tive a honra de ganhar também o título também de cidadão campista, já que nasci em Macaé — emendou Brand Arenari.

— Faço minhas as palavras dos colegas. O relacionamento não só com os vereadores da situação, como da oposição, é ótimo. Não me recordo de nenhum tipo de desavença com nenhum vereador que seja. Atendemos e atendemos muito aos vereadores da Câmara. Até porque é como Thuin falou, eles foram eleitos, a gente tem que tentar resolver, independente de bandeira. Agora nem sempre, nem eu, nem Thuin, nem Brand, temos que dizer sim para tudo. Porque infelizmente o momento financeiro que a gente passa não é nem de longe o ideal. Não digo isso no caso de Jorginho, pois nunca houve esse tipo de negativa a qualquer estrutura solicitada. Mas muitas vezes as pessoas não entendem que não temos mais o que se tinha antes. E aí eu cito o exemplo do entretenimento, onde menor orçamento da nossa antecessora foi cinco vezes maior que o nosso maior orçamento — comparou Helinho Nahim.

 

Confira abaixo em vídeo os três blocos do Folha no Ar com Raphael Thuin, Brand Arenari e Helinho Nahim:

 

 

 

 

Coronavírus: Janaina pede afastamento de Bolsonaro e PDT entra na Justiça

 

Janaina Paschoal e seu então aliado Jair Bolsonaro, quando era cotada para ser vice da sua chapa presidencial em 2018

 

Uma das autoras do pedido de impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff (PT) em 2016, cotada para ser candidata a vice-presidente na chapa encabeçada por Jair Bolsonaro (hoje, sem partido) em 2018, quando se elegeria deputada estadual de São Paulo com a maior votação conquistada por uma parlamentar na história do país, a deputada Janaina Paschoal (PSL) usou hoje a tribuna da Alesp para pedir hoje o afastamento de Bolsonaro da presidência da República. Colega de Janaina no pedido de impeachment de Dilma, o jurista Miguel Reale Júnior também defendeu que o Ministério Público solicite que o presidente passe por um exame de sanidade mental.

Janaina considerou “crime contra a Saúde Pública” a atitude de Bolsonaro diante do Palácio do Planalto no domingo (15). Ele deveria estar em quarentena, após ter viajado no final de semana anterior aos EUA, voltando com quatro integrantes da sua comitiva infectados pelo coronavírus. Ainda assim, saiu no domingo para ter contato físico com simpatizantes do seu governo, cujos protestos havia pedido na quinta (12) para não acontecerem, na tentativa de não aumentar a disseminação da Covid-19 no país.

O presidente contrariou a determinação do seu próprio ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, cuja atuação diante da pandemia mundial do coronavírus tem sido elogiada por especialistas de Saúde Pública. Sobre a atitude de Bolsonaro, Janaína disse:

— Esse senhor tem que sair da presidência da República(…) Como um homem um que está possivelmente infectado vai para o meio da multidão. Como um homem que faz uma live na quinta e diz para não ter protestos, vai participar desses mesmos protestos e manda os deputados que são pau-mandados dele chamar o povo para a rua. Eu me arrependi do meu voto. Que país é esse? Como é que esse homem vai lá, potencialmente contaminando as pessoas, pegando nas mãos, beijando. Ele tá brincando? Ele acha que ele pode tudo? As autoridades têm que se unir e pedir para se afastar. Nós não temos tempo para um processo de impeachment.

Pelos mesmos motivos, Miguel Reale Júnior quer que Bolsonaro passe por exames de sanidade mental:

— Seria o caso de submetê-lo a uma junta médica para saber onde o está o juízo dele. O Ministério Publico pode requerer um exame de sanidade mental para o exercício da profissão. Bolsonaro também está sujeito a medidas administrativas e eventualmente criminais. Assumir o risco de expor pessoas a contágio é crime —  disse hoje o jurista sobre a atitude do presidente ontem.

Também hoje, o PDT entrou na Justiça do Distrito Federal com pedido de medida cautelar de urgência para que o Bolsonaro seja obrigado a entrar em quarentena e fique proibido de manter contato, incitar ou organizar manifestações populares até a volta da normalidade das questões de Saúde Pública. A ação civil pública acusa o presidente de colocar a saúde dos cidadãos em risco ao desrespeitar recomendação do ministério da Saúde e da Organização Mundial da Saúde (OMS) para combate contra o novo coronavírus.

Confira abaixo o vídeo do pronunciamento da deputada Janaina Paschoal, veiculado pelo site conservador O Antagonista, considerado simpático ao governo Jair Bolsonaro:

 

 

Sociólogo Fabrício Maciel nesta terça no Folha no Ar 1ª edição

 

(Arte: Eliabe de Souza, o Cássio Jr)

 

A partir das 7h da manhã desta terça (17), o convidado do Folha no Ar 1ª edição, da Folha FM 98,3, será o sociólogo Fabrício Maciel, professor da UFF-Campos. Ele falará sobre a pandemia mundial do coronavírus, com seus reflexos na Saúde Pública e na economia, além dos governos Jair Bolsonaro (sem partido) e estadual Wilson Witzel (PSC), bem como dos rumos à esquerda no país. Também analisará o governo Rafael Diniz (Cidadania) e as perspectivas para as eleições municipais de outubro.

Quem quiser participar ao vivo do Folha no Ar desta terça pode fazê-lo com comentários em tempo real, no streaming do programa. Seu link será disponibilizado alguns minutos antes do início, na página da Folha FM 98,3 no Facebook.

 

Defesa de Bolsonaro com ataque inconstitucional ao Congresso, STF e democracia

 

Em Campos, tios do WhtasApp fazem defesa inconstitucional do governo Bolsonaro, pedindo intervenção militar, fechamento do Congresso e do STF (Foto: Genilson Pessanha – Folha da Manhã)

 

Contrariando as recomendações do ministério da Saúde, uma das coisas boas do governo Jair Bolsonaro (sem partido), por conta da pandemia do coronavírus, manifestantes a favor do presidente, contra o Congresso Nacional e o Supremo Tribunal Federal (STF), saíram hoje às ruas do país. Inclusive em Campos, onde cerca de 200 pessoas se reuniram na Igreja do Saco, saindo em carreata pela cidade.

Ironicamente, grande parte dos manifestantes pró-Bolsonaro foi de pessoas idosas, popularmente conhecidos como tios e tias do WhatsApp, que compõem o maior grupo de risco de morte da Covid-19. Alguns deles, como mostra a foto do protesto em Campos, não tiveram pudor em dar caráter inconstitucional ao protesto, pedindo intervenção militar e fechamento do Congresso e do STF.

Vivêssemos em uma ditadura militar, como a que se encerrou no Brasil em 1985, legando a hiperinflação aos governos civis, seria mais fácil lidar com essa gente. Que evidencia como o bolsonarismo tem sua face de doença no corpo da democracia. E que esta é a única resposta ao que a filósofa judia alemã Hanna Arendt chamou de “banalização do mal”, ao analisar como o homem comum da Alemanha dos anos 1930 foi capaz de se converter em fanático nazista.

 

Legado e lembrança de Marielle Franco para além da esquerda festiva

 

Vereaador Marielle Franco (Psol), executada a tiros junto com seu motorista, Anderson Gomes, em 14 de março de 2018, pela milícia carioca

 

Domingo é dia dado à leitura de textos que proporcionem reflexão. Pelo menos àqueles que ainda conseguem refletir em meio à bipolaridade brasileira, cujos extremos confundem política com religião. Contra essa esquizofrenia social, que nem tratamento à base de lítio parece dar conta, o melhor remédio é insistir no pensamento livre de dogmas. Neste sentido, o blog recomenda a leitura de dois textos sobre os dois anos da execução a tiros da ex-vereadora carioca Marielle Franco (Psol) pela milícia carioca, publicados ontem e hoje em blogs hospedados no Folha1.

O primeiro, postado ontem (14), é do Marco Alexandre Gonçalves, estudante de Direito da UFF-Niterói. E liberal que quebra o paradigma da existência dessa corrente de pensamento dentro da universidade pública brasileira. O segundo, publicado hoje (15), é do servidor do Banco do Brasil Edmundo Siqueira. Cujo perfil de centro-esquerda também quebra a suposta hegemonia da esquerda mais radical dentro do serviço público federal.

A Marco Alexandre e Edmundo este “Opiniões” pede licença para recomendar a leitura das suas opiniões, frutos daquilo que o historiador francês Fernand Braudel chamou de “humanidade de base”. Que você, leitor, pode fazer clicando nos prints abaixo:

 

(Clique no print para ler o texto)

 

(Clique no print para ler o texto)

 

Delegado federal Paulo Cassiano não confirma ou nega pré-candidatura a prefeito

 

Delegadp federal Paulo Cassiano (Foto: Folh da Manhã)

 

PF Paulo Cassiano a prefeito?

Após o juiz aposentado Pedro Henrique Alves, que em entrevista publicada (aqui) na página 3 desta edição confirmou estar pensando em uma pré-candidatura a prefeito de Campos pelo SD, outro nome dos órgãos de atuação judicial também está sendo cogitado para disputar a eleição majoritária do município: o delegado federal Paulo Cassiano. A possibilidade andou circulando nas redes sociais da planície goitacá na última semana. Ouvido pela coluna, Cassiano não confirmou, nem negou. Na dúvida, uma certeza: se encampar e levar adiante a ideia, ele terá que se licenciar da Polícia Federal (PF).

 

Diferenças para Pedro Henrique

Além de obrigatório, o pedido de licença de Cassiano em uma eventual candidatura seria eticamente necessário. Ele já foi designado para chefiar as investigações das eleições de outubro nos 18 municípios pelos quais a delegacia da PF de Campos é responsável. Embora tenha atuado na política estudantil, quando cursou Direito da Uerj, ele não é filiado a nenhum partido. E, por enquanto, não tem o aval de nenhuma liderança política de peso, como é o caso de Pedro Henrique, convidado a disputar a Prefeitura de Campos pelo deputado estadual Rodrigo Bacellar (SD) e pelo presidente da Alerj, deputado André Ceciliano (PT).

 

Federais Laterça e Uchoa

A região teve um exemplo recente de policial federal exitoso na disputa de eleições. Em 2018, o delegado da PF de Macaé Felício Laterça (PSL) foi eleito deputado federal na onda do bolsonarismo que varreu as eleições daquele ano, no Estado do Rio e no país. Sem ligação formal com Jair Bolsonaro (sem partido), que deixou o PSL por conta da disputa pelas milionárias verbas do fundo partidário com a cúpula da legenda, Cassiano é evangélico, nicho da população que é uma das bases de apoio do presidente. De perfil diferente, mas também agente da PF local, Roberto Uchoa é pré-candidato a vereador em Campos.

 

Publicado hoje (15) na Folha da Manhã

 

Juiz aposentado, Pedro Henrique analisa pré-candidatura a prefeito de Campos

 

Ainda mais acostumado à lida de juiz da Infância e Adolescência, da qual se aposentou recentemente, do que a de político, o campista Pedro Henrique Alves deixou claro nesta entrevista feita por e-mail que está pensando seriamente na possibilidade de ser pré-candidato a prefeito de Campos. Ele recebeu o convite do deputado estadual Rodrigo Bacellar (SD) em almoço na última segunda (09), reforçado no mesmo dia pelo presidente da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), deputado André Ceciliano (PT). Pedro Henrique deixou claro seu alinhamento com outro ex-juiz, o governador Wilson Witzel (PSC). E se esquivou de responder sobre a atuação de Sérgio Moro enquanto magistrado no caso do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), antes de aceitar ser ministro da Justiça e Segurança do presidente Jair Bolsonaro (sem partido). Econômico na maioria das respostas, ele só se alongou ao falar sobre sua experiência na defesa dos direitos das crianças, adolescentes e gestantes.

 

Pedro Henrqiue Alves (Foto: Folha da Manhã)

 

Folha da Manhã – Como reagiu ao convite feito (aqui) na última segunda (09) pelo deputado estadual Rodrigo Bacellar, endossado no mesmo dia pelo presidente da Alerj, André Ceciliano, para se candidatar a prefeito de Campos pelo SD?

Pedro Henrique Alves – Senti-me lisonjeado e surpreso porque nunca tinha imaginado, nem sequer cogitado, me candidatar a prefeito da cidade onde nasci.

 

Folha – Política não é magistratura. Como acordos políticos não envolvem, necessariamente, nada ilegal ou imoral. Caso aceitasse o convite e se elegesse prefeito, o que Rodrigo e Ceciliano poderiam esperar do apoio deles a você?

Pedro Henrique – De fato, política não pode envolver nada de ilegal ou imoral. O político tem a obrigação de servir à sua comunidade. Se eleito fosse, tenho certeza que o Rodrigo Bacellar e o André Ceciliano poderiam esperar exatamente isso: um trabalho em prol da nossa comunidade. E, tenho certeza, eles adeririam de forma plena, porque todos nós queremos a mesma coisa: o bem da nossa sociedade.

 

Folha – Você disse (aqui) na terça (10) que ficou “surpreso” e “lisonjeado” com o convite. Mas que precisava conversar com sua família antes de decidir. Já conversou? Quando tomará sua decisão?

Pedro Henrique – Como já respondi à primeira pergunta, fiquei surpreso e lisonjeado pelo convite. Tenho conversado muito com a minha família. A decisão é muito difícil, porque envolve muitas questões. Inclusive porque envolve a mudança de todos nós, eu, minha esposa e meu filho para Campos dos Goytacazes. Porque quem exercer o cargo de prefeito precisa estar full time, todo o tempo, envolvido nas questões do município, que não são poucas. É, portanto, uma decisão difícil, que ainda não foi tomada.

 

Folha – Até pouco tempo, Rodrigo era considerado o principal articulador do pré-candidato a prefeito Caio Vianna (PDT). A ruptura se deu por conta da disputa por nomes para as nominatas a vereador entre SD e PDT. O convite a você foi consequência disso?

Pedro Henrique – Não tenho conhecimento. E, portanto, não há como expressar qualquer opinião.

 

Folha – No mesmo dia em que Rodrigo o convidou, a assessoria de Caio divulgou fake news afirmando que você não era candidato, antes mesmo da sua decisão. Sua eventual entrada no jogo bagunçaria o tabuleiro eleitoral de Campos?

Pedro Henrique – É difícil prever fatos futuros e incertos. Mas, por certo, se nós entrarmos na disputa do pleito político, será mais um dado a ser levado em consideração pelo eleitor campista para a sua escolha em outubro.

 

Folha – Além do SD, Rodrigo está montando uma aliança eleitoral para outubro, que poderia abarcar também o DEM, o PTC, o PV e o MDB. Você também já disse “não sou dado a aventuras”. Se esse apoio partidário se confirmar, não deixaria de ser aventura?

Pedro Henrique – Todos os dados, inclusive possibilidades de aliança partidária, estão sendo levados em consideração para que cheguemos a uma conclusão no que tange à pré-candidatura, ou não, ao governo municipal de Campos dos Goytacazes.

 

Folha – O juiz federal Marcelo Bretas tem sido cogitado para concorrer a prefeito do Rio. Assim como o ex-juiz federal e hoje ministro da Justiça Sérgio Moro, à eleição presidencial de 2022. Isso sem contar outro ex-juiz federal, o governador Wilson Witzel (PSC). Isso o beneficia?

Pedro Henrique – Não posso afirmar se uma candidatura com o meu nome se beneficiaria, ou não. O que posso afirmar é que tenho estado muito satisfeito com o governo empreendido pelo nosso governador Wilson Witzel. Quem tem se mostrado um excelente governador no nosso Estado do Rio de Janeiro.

 

Folha – Desde que Montesquieu publicou seu “Do Espírito das Leis”, em 1748, a separação entre os poderes Executivo, Legislativo e Judiciário é a regra do estado de direito. Até que ponto esse protagonismo do Judiciário no Brasil não desequilibra a democracia?

Pedro Henrique – Não creio que haja um protagonismo do Judiciário. Até porque, quem está no Judiciário, é impedido de participar de qualquer pleito eleitoral. O que há de verdade são pessoas, nomes, que eventualmente permearam o quadro do Judiciário e que hoje se habilitam na política. E que, eventualmente, tem na pessoa, no indivíduo, capacidade, know how e credibilidade para concorrer.

 

Folha – Embora populares, Bretas e Moro também sofrem críticas. O segundo, sobretudo após os diálogos revelados na Vaza Jato, que indicam a ruptura da sua condição de imparcialidade como juiz. E por ter aceito ser ministro do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), após ter condenado o ex-presidente Lula (PT), impedindo-o de concorrer em 2018. Como você vê?

Pedro Henrique – Prefiro não responder. Não estou no caso, não conheço nada em detalhe para opinar.

 

Folha – Mesmo residindo no Rio nos últimos anos, qual a sua avaliação do governo Rafael Diniz (Cidadania)? E o do seu ex-colega Witzel?

Pedro Henrique – Tenho pouco conhecimento do governo do prefeito Rafael Diniz, pessoa por quem tenho imenso carinho. Mas não posso opinar sobre o seu governo porque estive distante da nossa cidade. Quanto ao governo do nosso governador Witzel, por ter uma aproximação e conhecimento maior, mormente porque, morando no Rio de Janeiro, posso afirmar que ele revolucionou a política no nosso Estado. Em especial no que se refere à Segurança Pública, cuja mudança é visível para qualquer pessoa que resida ou que transita no nosso Estado do Rio de Janeiro.

 

Folha – Em que a experiência de anos em Varas da Infância e Juventude, em Campos e no Rio de Janeiro, poderia auxiliar à frente de um cargo de chefia no Executivo?

Pedro Henrique – Os anos em que passei na magistratura e também como empresário, tenho certeza, me trouxeram condições e o discernimento necessário, que me auxiliarão à frente de um cargo de tanta importância quanto é a chefia do Executivo do município onde nasci.

 

Folha – Atuando no Rio, você ganhou notoriedade nacional quando interditou os alojamentos do Ninho do Urubu, centro de treinamento do Flamengo, depois que um incêndio chocou o país ao matar 10 jovens atletas e ferir outros três, em 8 de fevereiro de 2019. Como magistrado, homem e pai de um menino de 8 anos, como o caso o marcou?

Pedro Henrique – Enquanto juiz da Infância e diante de todos os casos difíceis que sempre me foram apresentados, seja de uma criança abusada, seja de uma criança que estava em necessidade ou precisando de uma nova família, em um projeto de adoção, ou até mesmo desse caso específico do Ninho do Urubu, a minha postura sempre foi a de defender; de defender as nossas crianças, a de defender os nossos adolescentes. Eu sempre tive a consciência de que o meu salário enquanto magistrado da Infância e da Juventude, meu salário sempre foi pago para que eu defendesse com todo o ardor, com toda a determinação, com toda a minha objetividade, os direitos das nossas crianças e dos nossos adolescentes. Que, aliás, precisam, de uma maneira geral, de uma atenção maior. Nós precisamos de uma atenção maior à primeira infância, à gestante; enquanto ainda gesta aquela criança que vai nascer e que, portanto, precisa de um cuidado médico, de alimentação, para que aquela criança nasça sadia, com todas as suas sinapses formadas. Para que amanhã essa mesma criança seja colocada numa creche, numa escola, e que ela consiga se desenvolver. Porque nossas crianças são o futuro da nossa nação. E eu fiz esse trabalho durante anos na Infância e na Juventude. E pretendo continuar esse trabalho de defesa desse ser, que merece todo o nosso respeito para que ele cresça e se torne um cidadão de bem.

 

Pàgina 3 da edição de hoje (15) da Folha da Manhã

 

Folha no Ar recebe Brand Arenari, Raphael Thuin e Helinho Nahim nesta segunda

 

(Arte: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)

 

A partir das 7h da manhã desta segunda-feira (16), o Folha no Ar 1ª edição, da Folha FM 98,3, recebe três convidados: o secretário municipal de Educação, Brand Arenari; o presidente da Fundação Municipal do Esporte, Raphael Thuin; e o superintendente municipal de Entretenimento e Lazer, Helinho Nahim. Os três falarão da suspensão de aulas e eventos do município (relembre aqui) por conta da pandemia mundial do coronavírus, das eleições a prefeito de outubro deste ano, além das suas pré-candidaturas a vereador.

Quem quiser participar ao vivo do Folha no Ar desta segunda pode fazê-lo com comentários em tempo real, no streaming do programa. Seu link será disponibilizado alguns minutos antes do início, na página da Folha FM 98,3 no Facebook.

 

Pandemia do coronavírus — Após RJ, Campos e SJB também suspendem aulas

 

Secretaria municipal de Educação (Foto: Supcom)

 

Por conta da pandemia mundial do coronavírus, a rede municipal de ensino público de Campos e São João da Barra vão suspender as aulas por 15 dias, a partir desta segunda, dia 16. Será uma antecipação das férias escolares de julho no ano letivo iniciado em 2 de fevereiro. A informação inicial foi do secretário de Educação do governo Rafael Diniz (Cidadania), o sociólogo e professor Brand Arenari. Depois dele, a prefeita Carla Machado (PP) também anunciou aqui a medida em SJB. A ideia é esperar pela atualização dos números da doença para decidir antes de retomar as aulas. Hoje, o governador Wilson Witzel (PSC) anunciou aqui a suspensão das aulas na rede estadual por 30 dias.

Presidente da Fundação Municipal do Esporte, o empresário e ex-campeão mundial de natação Raphael Thuin também suspendeu temporariamente os programas Via Esporte e Caminha Campos. Os dois ocorreriam neste domingo (15). O Via Esporte se daria na av. Alberto Lamego, em frente à Uenf, e tinha previsão de receber cerca de mil pessoas, entre às 7h30 e 13h30. O Caminha Campos, que promove caminhadas em pontos paisagísticos do município, iria ocorrer em Lagoa de Cima.

Até esta postagem, a Covid-19 tem 1 caso suspeito em Campos, 6 no Norte Fluminense, 228 no Estado do Rio e 1.485 casos no Brasil. Confirmados, o Estado do Rio contabiliza 16 casos, com 98 em todo o país. Entenda, no infográfico abaixo, a importância das medidas preventivas para combater a expansão da pandemia do coronavírus:

 

 

Bolsonaro e coronavírus: “fantasia” na 3ª, máscara na 5ª e teste negativo na 6ª

 

Após chamar pandemia do coronavírus de “fantasia” na terça, Bolsonaro fez live na quinta à noite, ao lado do ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta, usando máscara para se proteger

 

Ao contrário do que o jornal carioca O Dia publicou aqui às 10h23 de hoje, e a Fox News confirmou aqui logo depois, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) anunciou aqui nas redes sociais, no início da tarde, que seu teste deu negativo para o coronavírus. Segundo a Fox, da mídia conservadora dos EUA, a confirmação da infecção de Bolsonaro teria sido feita por seu próprio filho, o deputado federal Eduardo Bolsonaro (sem partido). Para negar a informação, seu pai postou uma foto dando uma “banana” com o braço e se anunciou livre da Covid-19 que infectou seu secretário de Comunicação, Fábio Wajngarten.

Confira abaixo os prints das postagens de O Dia, da Fox News e de Bolsonaro no Facebook:

 

Jornal O Dia divulgou na manhã de hoje que Bolsonaro teria contraído coronavírus

 

Atenta ao caso pela possibilidade de infecção de Trump, conservadora Fox News chegou a confirmar que Bolsonaro testou positivo para o coronavírus

 

Em seu perfil oficial no Facebook, Bolsonaro deu uma “banana” para anunciar que testou negativo ao coronavírus

 

Investigado pela Polícia Federal por corrupção (confira aqui), Wajngarten acompanhou Bolsonaro em um encontro com o presidente dos EUA, Donald Trump, na Flórida, no último final de semana. E chamou a atenção internacional para a possibilidade de infecção do mandatário mais importante do mundo pela comitiva do seu aliado brasileiro.

Ontem, o próprio Trump teve que se pronunciar sobre o assunto. Antes das versões e desmentido desta sexta-feira 13 sobre a suposta infecção de Bolsonaro, ele tinha afirmado há apenas três dias sobre a pandemia mundial, falando na terça (10) a empresários em Miami:

— Obviamente temos um momento de crise, uma pequena crise. No meu entender muito mais fantasia, a questão do coronavírus, que não é isso tudo que a grande mídia propaga pelo mundo todo.