Dólar bate sua cotação mais alta desde 2004, afeta inflação e PIB do Brasil

Câmbio Real-Dólar

 

Até onde vai o dólar? É a pergunta que ronda os investidores nas últimas semanas. Na abertura desta terça-feira, a moeda americana mostrou que tem força para subir mais um pouco. Já começou o pregão em R$ 3,168, na cotação máxima. Na segunda-feira, o dólar havia fechado em R$ 3,12.

A moeda americana não atingia esta cotação desde 14 de junho de 2004, quando fechou em R$ 3,17. No ano, a moeda já sobe mais de 19% e em 12 meses, mais de 34%.

A crise política continua no radar dos investidores, assim como a deterioração da economia. Com a alta do dólar os analistas já começam a rever projeções para inflação, crescimento do PIB e juros em 2015.

Na agenda política, um dos destaques do dia é a reunião entre o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, e o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), marcada para as 11 horas. Levy foi destacado pela presidente Dilma Rousseff para ajudar na reaproximação do Palácio do Planalto com Calheiros.

O mercado teme que sem esta aproximação o ajuste fiscal necessário nas contas públicas demore a acontecer. Incluído oficialmente na lista de investigados da Operação Lava Jato, o presidente do Senado definiu como estratégia atacar o Planalto, a quem acusa de influenciar o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, de abrir inquérito contra ele pelos crimes de corrupção passiva, lavagem de dinheiro e formação de quadrilha.

Ainda na manhã desta quarta-feira, a presidente Dilma Rousseff deve apresentar uma nova proposta em relação ao reajuste da tabela do Imposto de Renda. Ontem, em jantar com líderes do PT na Câmara e no Senado, ela pediu ajuda na aprovação das medidas de ajuste fiscal no Congresso e, segundo relatos dos presentes, admitiu que “vai ser uma proposta boa” com um novo índice de correção do IRPF. Porém, tal iniciativa tem forte impacto orçamentário e tende a realimentar incertezas em relação ao cumprimento da meta fiscal.

 

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Branco, rico e golpista

Jornalista e blogueiro Ricardo Noblat
Jornalista e blogueiro Ricardo Noblat

Por Ricardo Noblat

 

Rico não pode se manifestar. A não ser por escrito. Ou dentro de casa. Ou em pequenas reuniões com amigos. Sem fazer alarde.

Caso resolva aderir a uma manifestação de massa, saiba que a desqualificará. Seu lugar não é na rua protestando.

Se for visto na rua protestando poderá ser acusado pelo PT de ser golpista. Certamente o será.

Não há nenhum dispositivo na Constituição que proíba o rico de pensar e de dizer o que pensa, mas ele que suporte as consequências.

Da mesma forma o branco. Pior ainda se ele for branco e rico.

É fato que a elite branca e rica lucrou uma enormidade com os governos de Lula e de Dilma. E que os mais ricos e brancos da elite pressionaram Lula para que ele voltasse a ser candidato no ano passado.

Não importa. A eles deve apenas ser assegurado o direito de apoiar o PT. De preferência sem condições. E de financiar o PT tirando dinheiro do seu próprio bolso ou desviando recursos públicos.

Quantos negros e pobres você vê no comando das maiores empreiteiras envolvidas com a corrupção na Petrobras?

Só vê ricos e brancos. E todos parceiros do PT. Deram mais dinheiro para o PT ganhar as eleições do ano passado do que para outros partidos.

Bem, se além de rico e de branco o cidadão morar em São Paulo, aí qualquer margem de tolerância com ele deve ser abolida.

Dilma e o PT perderam feio em São Paulo. O candidato de Lula ao governo colheu ali uma votação humilhante.

O que venha de lá, portanto, não deve ser levado em consideração. Antigamente foi a saúva. Agora, o paulista rico e branco é a praga que mais infelicita o Brasil.

Quem sabe o Congresso não aprova alguma lei que desconsidere o voto de São Paulo na hora de se contar os votos para presidente da República?

O radicalismo da proposta talvez possa ser suavizado com a restrição ao voto apenas nos bairros povoados por uma maioria branca, rica e golpista.

Burgueses!

Há quanto tempo eu não enchia a boca para chamar de “burgueses” os adversários das mudanças sociais, que só fazem enriquecer à custa dos miseráveis.

É verdade que a maior parte dos miseráveis ascendeu socialmente e compra o que os brancos e ricos lhe oferecem. E que quanto mais ascenderem e comprarem, mais os brancos e ricos se tornarão mais ricos.

Mas esse é um dilema que a esquerda corporativa, ávida por emprego público e órfã de ideologia, não sabe ainda como resolver.

 

Lula: Algoz da elite branca e rica do Brasil?
Lula: Algoz da elite branca e rica do Brasil?

 

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FHC não acha impeachment solução, mas adverte: “Se Lula insistir na divisão, fica com 20%”

Fernando Henrique Cardoso usando a democracia irrefreável das redes sociais para responder com ironia ao fetichismo de Lula e o PT têm sobre ele
Fernando Henrique Cardoso usando a democracia irrefreável das redes sociais para responder com ironia ao fetichismo que Lula e o PT têm sobre ele

Por Eliane Catanhêde

 

O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, principal líder do PSDB e, portanto, da oposição, já tem uma posição clara diante da crise: nem apoio ao impeachment, nem pacto com o PT. Em entrevista ao Estado, ontem, FHC disse que o horizonte mais provável é de que o governo “fique cozinhando o galo em fogo brando” nos próximos quatro anos. Mas ressalvou que, em política, “nada é impossível”. E criticou Lula: “Ele quer é acusar. Ele é o bom, nós somos os maus. Então, não há como dialogar com quem não quer dialogar”.

 

Como o sr. vê a situação hoje?

Como todo brasileiro, com muita preocupação. Sem esperança, não vendo uma saída. É um momento bastante sombrio.

 

A ponto de ter impeachment?

Impeachment não é uma coisa desejável e ninguém se propõe a liderar isso. O PT usa o impeachment para dizer que o PSDB quer, mas não é verdade. Impeachment é como bomba atômica, é para dissuadir, não para usar.

 

O panelaço de domingo (aqui) e a manifestação de 15 de março podem mudar alguma coisa?

Essa manifestação vai ser realmente grande, mas é produto das redes sociais, de vários setores da sociedade, independentes uns dos outros, por motivos diferentes. E totalmente independente dos partidos.

 

Dá para comparar com 2013?

Sociologicamente, vai ser uma comparação interessante. Em 2013, era contra tudo, agora é direcionada contra o governo. Mas vamos esperar para ver. O PSDB faz bem em não chamar para a rua. A rua, neste momento, não é dos partidos, é do povo. É o povo que vai para a rua.

 

Se as manifestações forem num crescendo, o sr. não vê horizonte de impeachment?

Eu não posso dizer que seja impossível, porque as coisas não são assim em política. Mas o horizonte mais provável não é que vá para esse lado. A conexão (de Dilma) com o Collor é que ele não sabia como manejar com o Congresso. Mas só nisso.

 

E o peso da Petrobras na crise?

É muito grande. A Petrobras é uma empresa vital para o Brasil. A despeito das intrigas do PT, sobretudo do Lula, de que queríamos privatizar a Petrobrás, isso tudo era uma grande mentira. Não cabe privatizar a Petrobrás. Cabe, sim, despolitizá-la, despartidarizar a Petrobrás.

 

Como o sr. vê agora a venda de R$ 39 bilhões em ativos?

Vai vender na bacia das almas, no pior momento. Isso, sim, é contra o interesse da Petrobrás e do Brasil. No limite, a crise real é política, é de confiança. Sem confiança, não se cria esperança. Sem esperança, a recessão é só recessão, o ajuste é só o ajuste, só um mal estar.

 

Na TV, a presidente disse que tudo isso é passageiro, até o final do ano. Há condições?

A quebra de confiança foi grande. Não se refaz do dia para a noite.

 

E a crise no Congresso?

O governo criou caso com a própria base, então fica difícil. A presidência do Senado devolveu a medida provisória das desonerações. Foi um ato de rebeldia e força. É um sinal de que o processo congressual está descontrolado e não vejo como este governo tenha como reagir à altura. É muito ruim que o governo não reconheça nenhum erro.

 

Foi o FHC (aqui)?

Foi o FHC! É patético, mas eu fico até envaidecido, porque, depois de mais de 12 anos, eu até fico pensando: “Meu Deus, que força que eu tive!”

 

O envolvimento de 47 políticos na Lava Jato (aqui) ajuda o Planalto?

De certo ponto, sim. Mas acho que o importante para o Planalto é dar eficiência ao Congresso, para conseguir as votações do ajuste. Isso não dá eficiência ao Congresso, muito pelo contrário. Dá é paralisia.

 

Alguma comparação histórica com o momento atual?

Eu só vi uma situação parecida em 1963, quando houve um descolamento entre o Congresso e o governo, e o governo foi perdendo a capacidade de governar. Quando o Congresso percebe que o Executivo não tem agenda, está tonto, fazendo uma agenda que não é a dele, o Congresso fica mais inerte. E, se você perde a força aqui, você perde a força no mundo.

 

Alguma conexão com Collor?

Não creio. A conexão com o Collor é que ele não sabia como manejar com o Congresso, não tinha amor pelo Congresso, ficava isolado. Nesse sentido, há alguma similitude, mas só nisso. Na época, a sociedade sancionou o impeachment, Collor não reagiu e os partidos tinham condição de operar a transição. Não vejo a mesma coisa hoje.

 

A crise joga o PMDB para o PSDB (aqui)?

Não para o PSDB, mas para a oposição. O PMDB já está na oposição e com razão. Que ministérios eles têm? Qual o peso deles? Não tem. O PMDB não participa da negociação política, das decisões do governo.

 

O senador Aloysio Nunes fala em “deterioração controlada” nos próximos quatro anos. Se as ruas são movidas pelas redes sociais e faltam lideranças políticas, quem pode controlar o quê?

O PSDB está digerindo a crise, tentando entender até onde vai ela. O que ele quis dizer é que não haverá uma ruptura, as coisas vão ficando mais desengonçadas, mas se mantêm.

 

Quatro anos não é muito?

É uma possibilidade. Nós já vimos outras fases assim, quando os governos vão cozinhando o galo em fogo brando. A novidade é que a sociedade está mais inquieta, mais ativa. Se os partidos e os líderes políticos não responderem, eles perdem força. Um desafio para todos nós.

 

Na redemocratização, no Collor, nos momentos graves, havia grandes líderes no Congresso, na sociedade, no empresariado, na Igreja, na área militar. E hoje?

Esse ponto é muito importante. A crise hoje não é só dos partidos, é mais ampla. Você tem dificuldade até de diálogo com a sociedade. Um exemplo. No passado, você tinha cardeais que sabia o nome, conhecia pessoalmente, como o d. Paulo. Até hoje, você fala e todo mundo sabe quem são. Agora, não. E isso vale para a OAB, ABI. A UNE virou departamento de um partido. Mesmo na área empresarial, não vejo quem são as lideranças com quem você possa dialogar num momento como este.

 

No Congresso, não é pior? Os presidentes da Câmara e do Senado estão sendo investigados.

Bem, até que esses dois atuam e, no próprio PSDB, raramente nós tivemos uma bancada de senadores tão poderosa. Só não sei no que vai dar tudo isso da Lava Jato. E tem uma coisa: a circunstância é que faz as lideranças. O desafio é tão grande que vai empurrar as lideranças, senão para controlar a onda, porque às vezes é impossível, pelo menos surfar nela.

 

A inclusão do senador Anastasia enfraquece o PSDB?

Ele foi posto lá para isso.

 

Por quem, presidente?

Ora, quem? O responsável final é o procurador. A acusação é vaga, parece história da carochinha. Se encontrarem, vale aquilo: errou, pagou. Mas acho que não vai chegar a isso.

 

Qual a viabilidade de conversas entre o sr. e o ex-presidente Lula (aqui) e de um pacto PT-PSDB?

Qual seria o significado de um encontro meu com o presidente Lula? Ele tem que, primeiro, pacificar lá a situação do partido dele. E qual é a pauta? Nunca me neguei a discutir uma pauta. Agora, essa discussão não pode ser um conchavo, tem que ser uma discussão sobre como melhorar a situação política, econômica e social. Quais são os itens? Dá para convergir? Não dá? Mas a visão do presidente Lula não é essa, ele quer o contrário, quer acusar. Ele quer dizer quem são os bons, quem são os maus. Ele é o bom, nós somos os maus. Então, é quase impossível. Não há como dialogar com quem não quer dialogar.

 

E a convocação que ele fez (aqui) ao “exército do Stédile”?

É uma retórica preocupante, porque quem foi presidente da República não tem o direito de brincar com questões sérias. Convocar para a briga e menosprezar inclusive o Exército (aqui), porque citou um outro exército, é indesculpável. Todo mundo está vendo o que está acontecendo aqui. Um descalabro.

 

A crise pode dividir o Brasil como na Venezuela?

Espero que não e espero que aqui não seja meio a meio. Se o Lula insistir na divisão, ele vai ficar com 20%.

 

Publicado aqui, no estadao.com

 

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No dia seguinte aos panelaços, Dilma diz que não vê motivo para seu impeachment

larga o osso

 

 

Por Mariana Haubert

 

Após ter sido xingada e vaiada com panelaços e buzinaços na noite deste domingo (8) enquanto fazia um pronunciamento na televisão e no rádio pelo Dia da Mulher, a presidente Dilma Rousseff pediu que o país tenha estabilidade e minimizou as críticas nesta segunda-feira (9) ao defender o direito de qualquer cidadão de se manifestar. Dilma, no entanto, afirmou que os protestos não podem ser violentos e disse que um “terceiro turno” não é motivo para um pedido de impeachment do seu mandato, o que causaria uma “ruptura democrática” no país.

“Acredito que o Brasil tem uma característica que eu julgo muito importante e todos nós temos que valorizar que é o fato de que aqui as pessoas podem se manifestar, tem espaço para isso e tem direito a isso. Chegamos à democracia e temos de conviver com a diferença. O que não podemos aceitar é a violência. Mas manifestações pacíficas são da regra democrática”, afirmou após a cerimônia no Palácio do Planalto em que sancionou a lei que torna o feminicídio crime hediondo.

Durante o pronunciamento, houve buzinaço, panelaço e vaias em ao menos 12 capitais: São Paulo, Brasília, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, Vitória, Curitiba, Porto Alegre, Goiânia, Belém, Recife, Maceió e Fortaleza. Nas janelas dos prédios, moradores batiam panelas e xingavam a presidente, enquanto piscavam as luzes dos apartamentos. “Não acredito que brasileiros são a favor do quanto pior, melhor. Os que são a favor do quanto pior, melhor, não tem compromisso com o país”, disse.

Questionada se considerava o movimento que pede seu impeachment também legítimo, a presidente afirmou que neste caso, a diferença é de conteúdo. “Eu acho que há que caracterizar razões para o impeachment e não o terceiro turno das eleições. O que não é possível no Brasil é a gente não aceitar a regra do jogo democrático. A eleição acabou, houve primeiro e segundo turno. Terceiro turno das eleições para qualquer cidadão brasileiro não pode ocorrer a não ser que se queira uma ruptura democrática”, disse.

Dilma também afirmou que as manifestações convocadas pela oposição para o próximo dia 15 em várias cidades do país não têm legitimidade para pedir seu impeachment. “Quem convocar, convoque do jeito que quiser. Ninguém controla o jeito que convoca. Ela [manifestação] vai ter as características que tiver seus convocadores. Agora, ela em si não representa nem a legalidade e nem a legitimidade de pedidos que rompem com a democracia”, afirmou.

A petista voltou a defender o seu ajuste fiscal como forma de equilibrar a situação econômica do país. Dilma disse esperar que a economia volte a crescer até o fim do ano. “É muito prudente o país perceber que ele precisa de estabilidade. Ele precisa amainar todas as situações de conflito porque nós estamos enfrentando uma fase aprofundada da crise econômica. […] Vamos ter um esforço agora para sermos compensados depois”, disse.

A presidente repetiu o argumento apresentado pelo ministro da Casa Civil, Aloízio Mercadante, horas antes da cerimônia. Ambos disseram que países como a China estão tendo taxas de crescimento muito menores do que as registradas em anos anteriores em decorrência da crise econômica internacional e que o Brasil conseguiu ter resultados positivos em comparação com outras nações.

“Na minha fala ontem na televisão, o que eu queria deixar claro é que o Brasil não está vivendo hoje um momento como aquele do passado em que ele quebrava. Ele está passando por um ajuste momentâneo que caminha para a retomada do crescimento econômico. Lutamos para manter emprego e renda e conseguimos. Nos últimos seis anos, enquanto eles desempregavam, nós mantivemos o emprego”, afirmou a presidente fazendo referência aos governos do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, do PSDB.

 

Lula

Dilma confirmou que irá conversar com o ex-presidente Lula nesta semana. O encontro deverá acontecer em um almoço nesta terça-feira (10) em São Paulo. Dilma irá para a capital paulistana pela manhã para participar da abertura do 21º Salão Internacional da Construção Feicom Batimat. Caso ela não viaje, Lula deverá ir a Brasília.

“Ele é uma liderança que sempre contribui. Ele tem noção de estabilidade e sempre contribui com o país. Ele não gosta de colocar fogo na cerca”, comentou Dilma sobre seu padrinho político.

 

Publicado aqui, na folhadesaopaulo.com

 

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Em nota oficial, Pezão classifica declarações de delator como “absurdas”

A secretaria de Comunicação do Estado do Rio acabou de enviar por e-mail a nota de resposta do governador Luiz Fernando Pezão (PMDB), sobre as declarações do ex-diretor de Abastecimento da Petrobras e delator do Petrolão. Aqui, de maneira genérica, ele já tinha falado sobre a possibilidade do seu envolvimento no caso. Confira abaixo a nova gerada pela divulgação aqui de mais detalhes da delação de Costa, que envolvem o ex-governador fluminense e seu antecessor, Sérgio Cabral (PMDB):

Governo do Estado do Rio

Governo do Estado do Rio de Janeiro

Rio de Janeiro, 09 de março de 2015

 Núcleo de Imprensa

 Pezão classifica como absurdas as declarações de Paulo Roberto Costa

 

O governador Luiz Fernando Pezão nega ter se reunido com o ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa para solicitar recursos para campanha, conforme notícias veiculadas pela imprensa, nesta segunda-feira (9/3). Pezão classificou como absurdas as declarações do ex-executivo da Petrobras.

— Isso é um completo absurdo. Não tive nenhuma conversa com o senhor Paulo Roberto Costa, e nem com ninguém da Petrobras para pedir ajuda de campanha. Não pedi e não recebi nenhum recurso dele. Estou muito tranquilo desde o primeiro momento — reiterou o governador.

Pezão voltou a afirmar que está à disposição da Justiça e do Ministério Público, caso seja necessário.

— Nada chegou oficialmente para mim. Venho enfrentando as especulações sobre a citação do meu nome me colocando à disposição do STF, STJ e MP. Para mim, é uma surpresa muito grande ter meu nome mencionado. Tenho profundo respeito pela Justiça e torço para que essa investigação fortaleça a nossa democracia — declarou Pezão.​

 

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Delator do Petrolão disse que arrecadou R$ 30 milhões para Cabral e Pezão em 2010

O governador Pezão e o ex-governador Cabral no Palácio Guanabara, em 2014 (foto de Alexandre Cassiano - Agência O Globo)
O governador Pezão e o ex-governador Cabral no Palácio Guanabara, em 2014 (foto de Alexandre Cassiano – Agência O Globo)

 

 

Por Eduardo Bresciani

 

Brasília — O ex-diretor de Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa afirmou em depoimento de sua delação premiada que arrecadou R$ 30 milhões em recursos para “caixa dois” da campanha de Sérgio Cabral para governador e Luiz Fernando Pezão para vice, ambos do PMDB. Pezão é o atual governador, sucedendo Cabral.

Segundo o delator, os recursos vieram de empresas que atuavam na obra do Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj). Ainda de acordo com Costa, o consórcio Compar, formado pelas empreiteiras OAS, Odebrecht e UTC, contribuiu com R$ 15 milhões. O restante foi pago por outras empresas, como Skanska, Alusa e UTC, disse o delator. O ex-diretor afirma que os pagamentos eram “propina”.

“Cada empresa deu ‘contribuição’, no total de R$ 30 milhões. O Consórcio Compar ‘pagou’ R$ 15 milhões; o restante foi dividido entre as outras empresas, entre elas Skanska, Alusa e UTC”, diz resumo do termo de declaração 4 de Costa.

De acordo com o depoimento de Paulo Roberto Costa, o então secretário da Casa Civil de Cabral, Régis Fichtner, foi quem fez a “operacionalização” dos repasses.

Costa contou que teve uma reunião no primeiro semestre de 2010 com Cabral, Pezão e Fitchner para tratar das contribuições à campanha. Posteriormente, o ex-diretor pediu às empreiteiras que fizessem doações para o “caixa dois” de Cabral.

 

Para cabral, denúncia é “mentira”. Para Pezão, “absurda”

Em nota, o ex-governador Sérgio Cabral declarou que a denúncia é “mentirosa”. “É mentirosa a afirmação do delator Paulo Roberto Costa. Essa reunião jamais aconteceu. Nunca solicitei ao delator apoio financeiro à minha reeleição ao governo do Estado do Rio. Todas as eleições que disputei tiveram suas prestações aprovadas pelas autoridades competentes. Reafirmo o meu repúdio e a minha indignação a essas mentiras”, afirmou Cabral.

Pezão classificou a acusação como “absurda” e disse que as afirmações precisam ser comprovadas.

— Continuo a reafirmar que nunca tive essa conversa sobre a qual ele fala. Isso nunca existiu. Sinceramente acho um absurdo. As pessoas com delação premiada têm de ter mecanismos que comprovem as acusações que fazem. Não podem jogar um negócio assim no ar — afirmou, acrescentando que aguardará a continuidade das investigações.

Fichtner também comentou a denúncia por meio de nota, em que diz ter ficado surpreso e indignado ao conhecer o conteúdo dos relatos de Paulo Roberto Costa, por meio da imprensa. “Nunca participei de nenhuma reunião em que o então Governador Sérgio Cabral tivesse solicitado ao Sr. Paulo Roberto Costa ajuda para a arrecadação de recursos para a sua campanha. Nunca participei de nenhuma reunião com o Sr. Paulo Roberto Costa e representantes das empresas Skanska, Alusa e Techint, muito menos para tratar de arrecadação de recursos para campanha.Nunca me reuni com representantes do Consórcio Compar para qualquer finalidade, muito menos para tratar de contribuições de campanha”, afirmou, acrescentando que tomará “medidas cabíveis” contra Costa.

Este depoimento do ex-diretor foi encaminhado ao Superior Tribunal de Justiça (STJ), foro dos governadores de estado. O Globo já revelou que o Ministério Público Federal pedirá abertura de inquérito contra Pezão no STJ.

 

Publicado aqui, na globo.com

 

Atualização às 17h29: Aqui e  aqui, respectivamente, o secretário de Governo de Campos, Anthony Garotinho, e o jornalista Alexandre Bastos foram os primeiros na blogosfera goitacá a divulgar as denúncias contra o governador do Rio e seu antecessor.

 

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Dólar dispara e chega a R$ 3,10 após pronunciamento de Dilma na TV

 

dólar

 

 

Por Luciana Antonello Xavier

 

O dólar abriu com alta firme nesta segunda-feira e há pouco subia quase 2%, refletindo o persistente ambiente de aversão a risco em relação ao País, agravado pela crise política. Para completar, a pesquisa Focus, divulgada mais cedo, mostrou piora em várias projeções, com destaque para o câmbio, IPCA e PIB.

Às 12h45, o dólar subia 1,67%, a R$ 3,1010. Na máxima do dia, atingiu R$ 3,109. Na abertura, a moeda era cotada em R$ 3,07. No ano, a alta do dólar ultrapassa 16% e em 12 meses, 32%.

O Relatório Focus apontou para uma inflação de 7,77% em 2015, uma retração da economia de 0,66% e o dólar cotado em R$ 2,95 no fim do ano.

No front político, após seu discurso em cadeia nacional de rádio e TV ter sido recebido com panelaço e buzinaço em várias capitais brasileiras, a presidente Dilma Rousseff prossegue em seu esforço para minimizar os conflitos com o Congresso.

Dilma se reúne nesta manhã com o vice-presidente da República, Michel Temer (PMDB-SP), e ministros do núcleo duro do governo (Aloizio Mercadante, da Casa Civil; Miguel Rossetto, da Secretaria-Geral; Pepe Vargas, das Relações Institucionais; José Eduardo Cardozo, da Justiça, e Jaques Wagner, da Defesa). Às 17h30, Dilma recebe líderes dos partidos aliados no Senado.

Na pesquisa Focus, as projeções para o câmbio para fim de 2015 subiram de R$ 2,91 para R$ 2,95, e para 2016, mantidas em R$ 3,00. As projeções para IPCA 2015 foram elevadas de 7,47% para 7,77%, a décima semana consecutiva de alta das previsões. Para 2016, as estimativas para IPCA subiram de 5,50% para 5,51%. As projeções para PIB em 2015 passaram de retração de 0,58% para -0,66%. Para 2016, a projeção é de expansão de 1,40%, de 1,50% na semana anterior.

 

Bolsa

O mau humor toma conta da Bovespa nesta manhã, com o índice seguindo abaixo dos 50 mil pontos, perdidos na sessão da última sexta-feira, e sendo pressionado pela baixa das ações da Petrobrás, Vale e bancos. O movimento de queda é atribuído especialmente ao cenário político nacional conturbado. Às 12h45, o Ibovespa – principal índice de ações da Bolsa – recuava 1,78%, cotado em 49.089 pontos.

 

Publicado aqui, no estadao.com

 

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Dilma a palo seco

Blogueiro Christiano Abreu Barbosa
Blogueiro Christiano Abreu Barbosa

 

Quem leu meu pai, lê a mim e a Chistiano Abreu Barbosa, sabe que o estilo deste, objetivo, direto, hemingwayano (ou cabralino), é bem mais semelhante à maneira como escrevia aquele que nos gerou. Entre a noite de ontem e a madrugada de hoje, após o pronunciamento em TV da presidente Dilma Rousseff (PT), em meio a panelaços e vaias em várias cidades do Brasil, de tudo que pude ler no turbilhão virtual a girar tendo como eixo real o assunto, nada foi mais simples e preciso do que o desabafo do Christiano, feito aqui, na democracia irrefreável das redes sociais, que este “Opiniões” pede licença para reproduzir:

 

— Chego à conclusão que Dilma vive em um país diferente, muito diferente do meu.

 

 

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O que resta ao governo Dilma Rousseff?

Jornalista e blogueiro Ricardo Noblat
Jornalista e blogueiro Ricardo Noblat

Governo Dilma se arrisca a acabar mais cedo

Por Ricardo Noblat

 

Então fica combinado assim: em outubro último, mês da eleição presidencial em primeiro e segundo turno, havia crise econômica internacional, segundo Dilma Rousseff, mas crise no Brasil nunquinha.

No passado, quando um tsunami econômico varria o mundo, o então presidente Lula dizia que tudo não passava por aqui de uma “marolinha”. Nem “marolinha” havia no país da candidata à reeleição.

Inflação? Esqueça. Estava sob controle. E jamais deixaria de estar. Sem falar em pleno emprego. Lembra como Dilma enchia a boca para falar do paraíso do pleno emprego?

E do Pronatec! O Protanec viera para ficar, prometeu Dilma também de boca cheia. Como ela parecia se orgulhar do Pronatec!

Por falar nele, está suspenso. Trombou com o país da vida real.

E a obra de integração do rio São Francisco, concebida para acabar com a seca que aflige os nordestinos há tantos séculos?

Obra ambiciosa. Gigantesca. A ser entregue no final deste ano.

Amarildo - DilmaPois sim. Está atrasadíssima. Somente em Pernambuco, no final do ano passado, foram demitidas 2.300 pessoas empregadas na obra. Uma tristeza. Outra mentira da propaganda.

Nada como morar no país da propaganda do PT. Na propaganda de qualquer partido.

Nem que a vaca tossisse, Dilma deixaria que mexessem nos direitos dos trabalhadores.

A vaca não tossiu. Não foi necessário. Mexeram nos direitos. Afinal, para manter o poder, Dilma disse que faria o diabo. E fez.

Agora, pede que tenhamos paciência. Porque os problemas são apenas conjunturais. Porque eles passarão em breve, muito em breve. E ao passarem deixarão um legado de soluções perenes.

Minha nossa senhora. É mentira em cima de mentira.

Minha Casa, Minha Vida era um programa estupendo. Complementado pelo programa Minha Casa Melhor, que financiava a compra do que fosse indispensável para se viver feliz dentro de casa.

Minha Casa Melhor foi interrompido. O governo culpa por isso quem se endividou além do que poderia pagar.

O calendário gregoriano não serve para balizar certas coisas. Por exemplo: este século de fato começou com os atentados do 11 de setembro de 2011 nos Estados Unidos. Antes deles nada de relevante aconteceu.

O segundo governo de Dilma deveria acabar no próximo dia 31 de dezembro de 2018. Pois bem: arrisca-se a acabar mais cedo.

 

Publicado aqui, no Blog do Noblat

 

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PMDB namora uma oposição ainda desunida, mas com argumentos de sobra contra Dilma

Renan Calheiros recebeu cumprimento de Aécio Neves pela devolução à presidente Dilma de suas medidas provisórias sobre ajuste fisacal (foto de Ailton de Freitas - Agência O Globo)
Renan Calheiros recebeu cumprimento de Aécio Neves pela devolução à presidente Dilma de suas medidas provisórias sobre ajuste fisacal (foto de Ailton de Freitas – Agência O Globo)

 

 

Por Alfonso Benites

 

A oposição à presidenta Dilma Rousseff (PT) vive uma fase que qualquer um do time do contra gostaria de ter: sobram argumentos para atacar o seu Governo. Operação Lava Jato, crise econômica, política externa paralisada, mudanças nas regras trabalhistas, aumento de tributos e a uma correção da tabela do Imposto de Renda abaixo do previsto são alguns dos alvos da grita de deputados e senadores nas tribunas do Congresso Nacional e em entrevistas nas últimas semanas. E é exatamente esse excesso de temas a serem debatidos que pode distanciar os críticos de seus eleitores.

Nos últimos dias, os parlamentares têm se dividido em grupos com posturas distintas para confrontarem a gestão petista e até mesmo para atrair membros da bancada governista, principalmente do PMDB. De um lado estão os que fazem discursos que, por serem mais amplos, acabam balizando a agenda opositora, como os senadores Aécio Neves e José Serra, do PSDB. Do outro, estão os que cobram o Governo com um linguajar que se aproxima mais da população e dos manifestantes que programam protestos em favor do impeachmentde Rousseff em todo o país para o próximo dia 15. Nesse grupo estão senadores Aloysio Nunes e Cássio Cunha Lima, do PSDB, e Randolfe Rodrigues, do PSOL, e o deputado Rubens Bueno, do PPS, que já se declararam favoráveis a esses protestos.

Em seu discurso de reestreia no Senado na última quarta-feira, Serra, por exemplo levou longos 50 minutos para traçar um panorama dos últimos 12 anos de Governo petista e atribuiu a atual crise à condução da política econômica do segundo mandato de Luiz Inácio Lula da Silva e do primeiro de Rousseff. Atacou também temas que são chaves para os tucanos, como a política externa. Em síntese, disse que era preciso alterar as regras de união alfandegária do Mercosul para que o Brasil pudesse se relacionar comercialmente com grandes potências.

Neves, por outro lado repete frases que usou na campanha eleitoral em que foi derrotado por Rousseff no ano passado. Ao comentar a fala de Serra disse que o Brasil vive um embate entre a verdade e a mentira.

A mesma linha, mas em um tom mais agressivo, segue o deputado Bruno Araújo, líder da minoria na Câmara dos Deputados (grupo que reúne 140 parlamentares de quatro partidos). “A presidente cometeu a maior traição, a maior trapaça eleitoral do período republicano”,discursou no mês passado na Câmara, com as imagens sendo divulgadas na Internet. “Esse vídeo teve um alcance inesperado [foram mais de 1,1 milhão de visualizações no YouTube] porque nós desmoralizamos a presidente”, disse Araújo ao El País.

Algo que mostra a desunião dos opositores é o apoio a um pedido de impeachment. Nem todos se dizem a favor. Alguns ainda querem esperar o que virá dos protestos, para só depois, se declararem. Já outro grupo é extremamente contra. “É melhor ver esse Governo sangrar até o último dia de seu mandato do que derrubá-lo dessa maneira, que nem sempre parece ser tão legítima”, disse um deputado tucano.

Uma estratégia para sangrar a gestão petista é reforçar as denúncias na CPI da Petrobras que funciona na Câmara. A ideia é fatiar o comando da CPI com sub-relatorias, tirando o poder do relator, que é do PT.

 

Grandes confrontos

Os primeiros embates diretos com o estafe governista já começam na próxima semana logo após virem à tona todos os nomes dos 49 investigados pela Procuradoria Geral da República como sendo o braço político da quadrilha investigada pelos desvios na Petrobras. E essa batalha deve ocorrer mesmo com a citação ao senador Antonio Anastasia, do PSDB de Minas Gerais.

“A oposição deve tirar proveito da situação, mesmo que tenha de sacrificar alguém. Avaliando os lucros e prejuízos, vale a pena aumentar a beligerância contra o Governo federal”, diz o cientista político Paulo César Nascimento, professor da Universidade de Brasília.

As bancadas do Psol e do PPS prometeram fazer representações contra todos os parlamentares que tiverem seus nomes citados. “Vamos levar às Corregedorias para que haja um julgamento político por uma razão simples, tudo que surgir merecer ser apurado e investigado. Sem exceção”, explica Bueno. Só não estariam nesse grupo os políticos que tiveram pedidos de investigação arquivados, como Rousseff e Neves. “Não tem sentido investigar quem nem o Ministério Público viu irregularidade”, ponderou o deputado.

O Psol vai além. Defende o afastamento de qualquer membro que estiver nos cargos do Executivo ou da Mesa Diretora da Câmara e do Senado. Entre eles estariam os seus presidentes Eduardo Cunha e Renan Calheiros, que estão na “lista maldita” da Petrobras, que inclui 54 pessoas.

A proposta do Psol esbarra em dois problemas: sua bancada é minúscula (com quatro deputados) e o PMDB está com um pé em cada canoa, podendo virar oposição. “Há um descontentamento muito grande na base do Governo. Até a propina para o PT era maior do que a para o PMDB. Nem todos remam mais do mesmo lado e alguns devem se aproximar da oposição”, analisou Bueno.

“Não tivemos problemas em atrair os governistas, eles se sentem traídos, assim como a metade da população que votou na Dilma”, disse Araújo.

Um exemplo da aproximação foram os elogios trocados na quarta e quinta-feira entre os senadores Aécio Neves e José Serra com o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB) por conta da devolução de uma das medidas provisórias de Rousseff sobre o ajuste fiscal. Algo muito diferente do que ocorreu no mês passado, dias após Calheiros ser escolhido para a presidência do Senado, Neves disse que ele apequenava o poder Legislativo e não tinha legitimidade para estar no cargo porque excluía a oposição das comissões do Senado. Ao que ouviu com resposta do peemedebista que o tucano não tinha a dimensão da democracia. Ontem, inimigos. Hoje, possíveis aliados.

 

Publicado aqui, no elpais.com

 

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Para o PT, panelaço fracassou em seu objetivo

PT 35 anos

 

 

Nota oficial do PT

 

As manifestações que aconteceram em algumas cidades brasileiras durante pronunciamento da presidenta Dilma Rousseff foram orquestradas para impedir o alcance da mensagem, mas fracassaram em seus objetivos.  A avaliação é do secretário nacional de Comunicação do PT, José Américo Dias, e do vice-presidente  e coordenador das redes sociais da legenda, Alberto Cantalice.

A comprovação do curto alcance do protesto veio pelas próprias redes. A hashtag#DilmadaMulher, em apoio à presidenta, tornou-se uma das mais usadas pelos internautas e entrou  para o trending topics do Twitter, durante a fala da presidenta em cadeia nacional de rádio e tevê.

O chamado “panelaço”, realizado por moradores de bairros de classe média , como  Águas Claras (DF),  Morumbi e Vila Mariana, em São Paulo, e Ipanema, no Rio, foram mobilizados durante o final de semana por meio das redes sociais, conforme monitoramentos do PT.

“Tem circulado clipes eletrônicos sofisticados nas redes, o que indica a presença e o financiamento de partidos de oposição a essa mobilização”, afirma José Américo.

“Mas foi um movimento restrito que não se ampliou como queriam seus organizadores”, completa.

O secretário avalia que apesar da intensa convocação e dos investimentos na divulgação do protesto, a mobilização não repercutiu nas áreas populares e perdeu o alcance.

Para Cantalice, a movimentação via internet tem ligações com outras reações ao governo, oriundas de setores que pretendem um golpe contra a atual gestão.

“Existe uma orquestração com viés golpista que parte principalmente dos setores da burguesia e da classe média alta”, define o vice-presidente.

Ele avalia que essas reações  são semelhantes às que estimularam as chamada  “Marchas da Família”, com o apoio da grande mídia, e se tornaram os baluartes do golpe que derrubou o presidente João Goulart.

“Hoje, reciclados, investem em novas formas de atuação buscando galvanizar os setores populares”.

O protesto dos moradores de áreas nobres foi ironizado na internet. O perfil do Facebook “Sem Panelaço” publicou levantamento no qual mostra que a manifestação se restringiu a poucos bairros de regiões ricas da capital paulista.

No Twitter, o panelaço virou piada. “Minha amiga agora: Aqui no Nordeste, nenhum panelaço. Acho que é porque não tem mais panela vazia por aqui”, postou Camila Moreno em seu microblog.

Ajustes – Durante pronunciamento em homenagem ao Dia Internacional das Mulheres, a presidenta Dilma defendeu o  ajuste fiscal, que vem sendo implementado pelo ministro da Fazenda,  Joaquim Levy.

Ela atribuiu a necessidade de ajustes à persistência da crise internacional e aos efeitos da seca que afeta as regiões Nordeste e Sudeste, tranquilizou a população e negou que o País viva um crise nas “dimensões que dizem alguns”

 

Publicado aqui, no pt.org

 

 

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