Um grupo forte de empresários do ramo da construção civil, insatisfeito com a condução das obras públicas municipais de Campos e cheio de questionamentos com base técnica para fazer, promete apresentar uma novidade, já na próxima semana, dentro do quadro de pré-candidatos até agora conhecidos à eleição majoritária de 2012.
O blogueiro obteve a informação do próprio candidato a pré-candidato, assim como do presidente municipal do partido, atualmente na Frente Democrática de Oposição, que está disposto a abrigar essa pretensão. O primeiro movimento neste sentido seria ingressar, possivelmente na próxima semana, com questionamentos junto ao Ministério Público, relativos ao custo das unidades (R$ 70 mil) do projeto Morar Feliz, menina dos olhos do governo Rosinha, assim como a contratação de uma empresa de fora para coordenar os trabalhos da secretaria de Obras, com contrato inicial de R$ 11,8 milhões, que já teria sofrido dois aditivos de igual valor.
Embora a iniciativa parta de empresários locais não agraciados com obras públicas municipais, o que poderia conferir às suas denúncias o caráter de choro de descontente, ela também contaria com apoio velado e, sobretudo, base financeira e informações, também de grandes construtoras nacionais, algumas inclusive trabalhando para o governo Rosinha.
(Fotos: Folha da Manhã e CBF/ Montagem: Sandro Ferreira)
O blogueiro recebeu a informação de fonte quente: o deputado estadual Roberto Henriques (PR) estaria não só costurando por cima (leia-se governo estadual) sua ida para o PMDB, para se lançar pelo partido à Prefeitura de Campos em 2012, como estaria costurando a base financeira para esse projeto a partir dos apoios do mega-empresário Eike Batista e do presidente da CBF, Ricardo Teixeira.
Qual o interesse dos dois figurões nacionais na sucessão da prefeita Rosinha? Além do fato de Teixeira ser marido de uma campista e de Eike ser hoje o maior investidor privado da região, a resposta é relativamente simples: dar uma resposta, onde dói mais, às pesadas críticas que ambos têm sofrido do deputado federal Anthony Garotinho (PR).
Atualização às 19h40: Segundo o jornalista Alexandre Bastos apurou junto ao próprio Roberto Henriques, este confirmou contatos recentes com o governador Sérgio Cabral (PMDB) e com o presidente da CBF, Ricardo Teixeira, mas para tratar do desenvolvimento da região, não sobre eleição, sobre a qual disse: “Estou à beira do gramado. Se a história me escalar, entro em campo”. Já em relação a Eike Batista, o deputado negou qualquer contato.
Schweinsteiger bate o pênalti com categoria para inaugurar o placar em Stuttgart (foto: Getty Images)
Como previsto abaixo pelo blog, prevaleceu a classe do volante Bastian Schweinsteiger, que conduziu a vitória alemã por 3 a 2 diante do Brasil. No confronto contra as maiores forças do futebol mundial, após ter perdido também para Argentina e França, além de ter empatado com a Holanda, continua virgem em vitórias o time de Mano Menezes, neste seu período de um ano à frente da Seleção.
Após o começo de jogo arrasador dos germânicos, quando sufocaram o Brasil em seu campo de defesa, a Seleção até que conseguiu nivelar as ações no primeiro tempo. No segundo, o equilíbrio permanecia até que o juiz assinalasse um discutível pênalti de Lúcio sobre Schürrle. Schweinsteiger, que não tinha nada com isso, bateu com categoria para abrir o placar e ter seu nome gritado em coro pela torcida. Depois, quem depositava as esperanças de empate em Neymar, teve que ver outro habilidoso jovem de 19 anos, mas de nome Mario Götze, ampliar a vantagem alemã.
Em outro pênati discutível, de Lahm sobre Daniel Alves, Robinho demonstrou coragem ao pegar a bola e converter, espantando o azar das quatro cobranças desperdiçadas pelo Brasil na Copa América. Novamente sem nada com isso, Schweinsteiger pressionou e roubou a bola de André Santos, dentro da área brasileira, cruzando com precisão para Schürrle marcar 3 a 1. Mesmo debilitado pela gripe que quase o tirou do jogo, Neymar descontou a diferença, no finalzinho, com um chute de fora da área.
Mano, que projetava resgatar o futebol-arte na Seleção, com vistas à Copa do Brasil de 2014, hoje demonstrou um claro recuo, ao entrar em campo com o volante Fernandinho no lugar de Ganso, que realmente não atravessa boa fase, mas é o único meio-campista convocado cuja criatividade merece destaque. Antes conhecida como um dos maiores expoentes mundiais do futebol-força, o fato é que desde a Copa de 2006, passando pelas exibições de gala diante da Inglaterra e da Argentina em 2010, a Alemanha tem demonstrado estar bem mais próxima ao objetivo do Brasil.
Com seu conhecido ufanismo no futebol cada vez mais dissociado da realidade, o brasileiro que ainda insiste na absurda tese de que só nossos jogadores (e talvez os argentinos) sabem tratar a bola com arte, hoje deveria ter visto Schweinsteiger jogar. Bastaria para engolir qualquer empáfia, junto com todas as consoantes do nome do craque alemão.
Acabou de dar agora na ESPN Brasil: craque do Santos e esperança da Seleção, Neymar deve desfalcar o time de Mano Menezes, daqui há pouco, no amistoso contra a Alemanha. Diante do provável desfalque brasileiro, para quem quiser conferir o amistoso internacional em busca daquilo que se convencionou chamar de futebol arte, este blogueiro tem uma modesta sugestão: observar bem o cracaço alemão Bastian Schweinsteiger, volante ao nível presente dos espanhóis Andrés Iniesta e Xavi Hernández e, no passado, do brasileiro Paulo Roberto Falcão e do holandês Frank Rikjaard.
Schweinsteiger… O nome pode ser complicado, mas o futebol desse alemão flui como água.
Atualização às 14h51: Segundo informou agora a SporTV, Neymar está confirmado na escalação. Quem não entraria jogando seria o outro craque do Santos, Paulo Henrique Ganso, que hoje cederia a titularidade para Fernandinho, do Shakhtar Donetsk, por opção tática de Mano Menezes.
O momento mais prazerozo das quartas, quando a política cede espaço neste blog à poesia, não poderia falhar justamente hoje, quando termina a reprodução, neste “Opiniões”, dos textos escritos para o hoje extinto “Cantos”, do qual participei ao lado do professor Adriano Moura e da antropóloga Fernanda Huguenin, ambos também poetas. Não por motivo diverso, chegou a vez do artigo que, mesmo no “Cantos”, já se tratara de republicação, posto ter sido originalmente escrito a Folha Letras, página semanal dedicada à Literatura que este misto mal ajambrado de blogueiro, jornalista e poeta inaugurou nas contracapas de sexta da Folha Dois.
Se, como HAL nos ensina em “2001 — Uma Odisséia no Espaço”, para renascer, é preciso morrer, nada mais apropriado que terminar aqui essa série de republicações com aquilo que deu início à poesia brasileira…
José de Anchieta — Primeira poesia
“Semeador de esperanças e quimeras,
Bandeirante de entradas mais suaves,
Nos espinhos a carne dilaceras:
E por que as almas e os sertões desbravares,
Cantas: Orfeu humanizando as feras,
São Francisco de Assis pregando às aves…”
(Do soneto “Anchieta”, de Olavo Bilac)
Anchieta escreve o poema “Da Virgem Santa Maria Mãe de Deus” na areia da praia, quando era refém dos índios tamoios, óleo sobre tela de Benedito Calixto
Página semanal dedicada à Literatura, sempre na contracapa das edições de sexta da Folha Dois, a primeira edição da Folha Letras apresentava suas armas com alça e massa de mira alinhadas para “nunca perder de vista a necessidade das pontes entre você, leitor, e os grandes escritores e obras, do Brasil e do mundo — ‘os mais fortes heróis que na terra viveram’, como evocou o grego Nestor em outra planície, a de Tróia”. Opção influenciada pelos versos com que Homero (séc. 8 a.C.) fundou a Literatura, este espaço a ela dedicado inicia hoje, em publicações alternadas, o contato direto com os maiores poetas brasileiros, herdeiros do pioneiro grego, mas com certidão de nascimento lavrada na prosa de Pero Vaz de Caminha (1450/1500), em sua carta a El Rey de Portugal, narrando o achamento da Terra de Vera Cruz (mais tarde Brasil) pela expedição de Pedro Álvares Cabral (1467 ou 1468/1520 ou 1526), a 22 de abril de 1500.
Em que pesem manifestações autóctones, anteriores e paralelas ao descobrimento e à colonização pelos portugueses, o marco zero para nossa cronologia da poesia brasileira será determinado pela introdução e gradual prevalência da língua de Luís de Camões (1517 a 1524/1580), que nos bate ao palato há meio milênio. Foi com Camões, aliás, que debutaria em versos nosso país, ainda com seu primeiro nome, mas tendo já citada a madeira nativa que depois o batizaria em definitivo:
Mas cá onde mais se alarga, ali tereis
Parte também, co’o pau vermelho se nota;
De Santa Cruz o nome lhe poreis;
Descobri-lo-á a primeira vossa frota.
(“Os Lusíadas”, Canto X, 140 a 144)
A língua portuguesa e sua (talvez até hoje mais alta) expressão em poesia não se fundamentariam sem o Brasil na argamassa.
Na nação (a brasileira) que ainda engatinhava, os primeiros passos da poesia seriam dados pelo jesuíta José de Anchieta (1534/1597). Nascido na ilha de Tenerife, maior do arquipélago das Canárias, era espanhol, com linhagem paterna na nobre família basca Antxeta (Anchieta), e de cristãos-novos (judeus convertidos) por parte de mãe, o que o levou a estudar em Coimbra, já que a Inquisição Católica, na Espanha, era menos tolerante do que a de Portugal quanto a origens hebréias. Com 20 anos incompletos, veio como missionário ao Brasil, onde morreria 43 anos depois, não em antes ser um dos fundadores da cidade de São Paulo e desempenhar papel fundamental na pacificação e catequese dos índios em todo litoral da nova colônia portuguesa, papel que os historiadores até hoje se dividem se de proteção ou dominação.
Dúvida também há sobre a veracidade de uma passagem narrada pela tradição. Deixando-se fazer refém da Confederação dos Tamoios, para pôr fim à guerra destes contra os portugueses, Anchieta teria escrito com um galho, na areia de uma praia do litoral sul paulista, os versos do seu “Poema à Virgem”, memorizando-os no cativeiro para, depois de liberto, repassá-los ao papel. Talvez nunca se saiba se o amor à palavra mereceu o impressionante esforço, ou se habitou apenas a imaginação de quem criou a estória e daqueles que a repetem há cinco séculos. Mas traçada na areia da praia ou na lenda sobre a areia do tempo, a poesia transita em mão dupla na ponte entre os gestos.
Mais atentos à obra do que ao mito, Antonio Cândido e Aderaldo Castelo, em “Presença da Literatura Brasileira”, consideraram Anchieta “exemplo significativo do século XVI, da realização de uma expressão literária que correspondesse às novas condições do homem na paisagem americana”. Na dúvida se este “homem” se tratava do colonizador d’além mar ou do índio que aqui já vivia, o indicativo da primeira opção se dá quando analisada sua “expressão literária”, construída sobre a sólida base latina do jesuíta “zeloso leitor de Virgílio (70 a.C. a 19 a.C.) e Ovídio (43 a.C. a 17 d.C.)”, como definiu Alfredo Bosi, em “História concisa da Literatura Brasileira”.
No Brasil, Anchieta escreveu em português e latim, mas, sobretudo, em castelhano (sua língua materna) e tupi, que adotou a ponto de dedicar-lhe uma de suas mais importantes obras: “Arte de gramática da língua mais usada na costa do Brasil”. Em sua composição, ao notar a inexistência dos sons F, L e R entre os índios, ele deduziu que um povo “com tal deficiência em sua fonologia no podia ter nem Fé, nem Leyes, nem Rei”. Conclusão que a professora Marisa Lajolo completou: “contando-se entre os lucros da colonização a Fé que os jesuítas traziam, o Rei trazido pelos portugueses, e as Leis que vinham na bagagem de ambos”.
Em poesia, a obra mais famosa de Anchieta foi “De gestis Mendi de Saa” (“Os feitos de Mem de Sá”), primeiro poema épico das Américas e primeiro escrito no Brasil a ser publicado, que descreve a batalha do nosso terceiro governador geral, na Baía de Guanabara, contra os franceses comandados por Nicolas de Villegagnon, fundador da França Antártica no Rio de Janeiro. Editada em Coimbra, em 1563, a epopéia renascentista veio a público antes de “Os Lusíadas”, que só seria publicado em 1572, mesmo tendo sido concluído por Camões, provavelmente, desde 1556.
Além do já citado “Poema à Virgem”, Anchieta escreveu também outros poemas religiosos, como essas redondilhas dedicadas a Santa Inês, concebidas numa singeleza que, segundo o poeta e tradutor Alexei Bueno, “talvez só tenha vindo a repetir-se em alguns momentos do nosso Romantismo”, três séculos depois:
Cordeirinha linda,
como folga o povo
porque vossa vinda
lhe dá lume novo.
(…)
Por isso vos canta,
com prazer, o povo,
porque vossa vinda
lhe dá lume novo.
Não é d’Alentejo
este vosso trigo,
mas Jesus amigo
é vosso desejo.
(…)
Santa padeirinha,
morta com cutelo,
sem nenhum farelo
é vossa farinha.
Ela é mezinha
com que sara o povo,
que, com vossa vinda,
terá trigo novo.
O pão que amassastes
dentro em vosso peito
é o amor perfeito
com que a Deus amastes.
Deste vos fartastes,
deste dais ao povo,
porque deixe o velho
polo trigo novo.
Não se vende em praça
este pão de vida,
porque é comida
que se dá de graça.
Ó preciosa massa!
Ó que pão tão novo
que, com vossa vinda,
quer Deus dar ao povo!
(…)
Fácil vislumbrar a metáfora do lume, do trigo novo, como a novidade da fé cristã diante da nova terra, o Brasil, à densa sombra da selva ainda virgem. Ecoado desta, no lugar do “horror” sentenciado pela prosa inglesa do polonês Joseph Conrad (1857/1924), o espanhol quinhentista tinha ouvidos de escutar, na colônia portuguesa, o rugido de fome espiritual da imensa maioria pagã (os índios), que estudou e compreendeu como poucos europeus do seu tempo.
Talvez não sem motivo, um Chico brasileiro de Holanda, também grande entendedor do povo desta Terra de Santa Cruz, tenha cantado as boas novas no eufemismo de 500 anos depois:
A novidade
Quem tem no Brejo da Cruz
É a criançada
Se alimentar de luz
(…)
Meio milênio driblado, como um João de Mané, na tabela de Zé a Francisco, de Chico a José, o método antes proposto à conversão ganha contraste em outros versos do jesuíta:
Como, vem guerreira
a morte espantosa!
Como vem guerreira
E temerosa!
Suas armas são doença,
com que a todos acomete.
Por qualquer lugar se mete,
sem nunca pedir licença.
Tanto que se dá sentença
da morte espantosa.
como vem guerreira
e temerosa!
(…)
A primeira morte mata
o corpo, com quanto tem.
A segunda, quando vem,
a alma e o corpo rapa.
Co’o o inferno se contrata
a morte espantosa.
Como vem guerreira
E temerosa!
Se antes expõe a oferta aparentemente livre (“quer Deus dar ao povo”), cuja aceitação é sugerida no realce às possibilidades de luz e alimento da fé cristã, nos versos seguintes o autor age como os pastores evangélicos de hoje, protestantes tão odiados e combatidos pelo padre jesuíta. A analogia se dá na prevalência do apelo dramático e, sobretudo, quando o “mal” é ressaltado para se tentar vender o “bem”, não só com a morte terrena pela peste (trazida à América pela cristandade católica e protestante), mas com a danação eterna do inferno, que, na mão inversa a Conrad, tanto horror deve ter causado aos índios.
A Literatura parece confirmar as dúvidas da História sobre Anchieta. Parida no dualismo, na dialética fundamentada pelos gregos antigos, a poesia surge, no Brasil e no mundo, para refletir as contradições do homem de sempre.
Cada vez mais evidente e inexplicável, o aparente sumiço de recursos da Prefeitura não é novidade. Assim como por outros tantos, o tema também já foi tratado aqui, neste blog.
Todavia, entre as reclamações de atraso de pagamento acumuladas por quase todos os setores conveniados e contratados pela municipalidade, uma delas veio pontuada com uma analogia, que este blogueiro, sem nenhuma pretensão ao anedotário do Saulo, não se contém em dividir com você, leitor:
— Não é que fecharam a torneira. O caso é que arrebentaram a caixa d’água!
Citados nominalmente aqui, pelo deputado federal Anthony Garotinho (PR), como testemunhas do suposto Caixa 2 que teria sido feito na campanha do deputado estadual Roberto Henriques (PR), os blogueiros Frabrício Freitas e Charles Guerreiro, responsáveis pelo A Mosca Azul, preferiram não se pronunciar. Procurado a partir do celular disponível em seu blog, Fabrício entrou em contato com Charles e depois comunicou a este blogueiro a decisão de ambos: ficar de fora dessa troca de acusações entre Garotinho e Henriques.
Em carta enviada por e-mail ao blogueiro, cobrando à prefeita Rosinha várias explicações sobre seu governo, ou nas denúncias de caixa 2 na campanha à Alerj, com que Garotinho ameaçou aqui Roberto Henriques, esquenta a briga entre os dois ex-aliados.
Abaixo, após as fotos dos dois beligerantes deputados, a carta do estadual à prefeita…
(Fotos: Folha da Manhã/ Montagem: Sandro Ferreira)
ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO
GABINETE DO DEPUTADO ROBERTO HENRIQUES
Rio de Janeiro, 09 de agosto de 2011.
A
Exma. Sra. Prefeita
Rosinha Garotinho
Senhora Prefeita:
Na qualidade de Deputado Estadual e de acordo com o disposto no Art. 5º da Constituição Federal cumpre-me o dever de solicitar a V. Exa. esclarecimentos acerca de atos do Governo Municipal de Campos dos Goytacazes que são objetos de gravíssimas suspeitas de serem lesivos ao erário municipal.
Desta forma quero solicitar à Exma. Sra. Prefeita a apresentar dentro dos prazos formais de praxe os seguintes esclarecimentos:
– O Diário Oficial com a publicação da anulação do Pregão Presencial nº23/2011 publicado em 18 de julho do corrente ano;
– A relação das compras da Secretaria de Saúde no período de Janeiro de 2009 até a presente data, seus comprovantes de entrada no Almoxarifado Central e as saídas do mesmo para as unidades e Programas da Saúde Municipal;
– Marcar visita de Técnicos da comunidade, indicados pelas escolas de formação dos mesmos ou pelas Associações ou Sindicatos a que são filiados para verificação nas dependências da Secretaria de Saúde e suas unidades, o funcionamento do Software que custou milhões de reais ao erário público municipal;
– Relação dos motoristas e funcionários que atuaram nas ambulâncias terceirizadas com a comprovação dos devidos vínculos com empresa empregadora;
– Cópia da última medição de cada obra paralisada e provas dos cronogramas de pagamento das mesmas até a presente data;
– Declaração assinada pela Prefeita de que responderá a todos os pedidos de informações apresentados na Câmara Municipal e vetados pelo plenário da mesma.
– A planilha aberta, com dados completos, dos pagamentos efetuados à FETRANSPOR referentes ao custeio do diferencial tarifário da passagem de ônibus a 1 real, com as respectivos quantidades de passageiros transportados por seções tarifárias.
– Por fim se o Exmo. Sr. Deputado Federal Anthony Garotinho exerce alguma função ainda que oficiosa na Prefeitura de Campos dos Goytacazes e se o mesmo é legitimado a responder pelos atos da administração de V. Exa.
Se for candidato à Prefeitura de Campos em 2012, o médico Makhoul Moussalém irá optar mesmo pelo PMDB ou PT. Embora tenha confirmado convite nos mesmos moldes também por parte do PRP, ele considera que os outros dois partidos oferecem mais condições estruturais de enfrentamento ao favoritismo da prefeita Rosinha (ainda no PMDB) numa esperada candidatura à reeleição pelo PR.
Para Makhoul, difícil também seria a disputa de uma cadeira na Câmara de Campos, que ele não descarta como opção, tanto pelo PMDB, quanto pelo PT. Em sua visão, a campanha pelo Legislativo, além de facilitada pela perspectiva do aumento de cadeiras de 17 para 25, poderia ser mais viável para se tocar paralelamente a um ambicioso projeto na área hospitalar de Campos, no qual ele também se encontra em fase de entendimentos para assumir. De qualquer maneira, se vai ser candidato a prefeito, a vereador, ou a nada, Makhoul ressalva que tem até 30 de setembro para decidir.
(Foto: Folha da Manhã)
PMDB ou PT — Como já disse antes a você, recebi o convite do PMDB, por parte de Carla Machado, e do PT, num primeiro contato do Edinho Rangel, depois confirmado por Odisséia e Eduardo numa reunião. Acho que esses são os dois partidos de oposição, em Campos e no Estado, que reúnem condições estruturais e de tempo de propaganda para se enfrentar o inegável favoritismo que Rosinha teria numa candidatura à reeleição.
PRP — Depois dos contatos do PMDB e do PT, recebi o convite do PRP, por parte do seu presidente, Fabrício Lírio, para também me candidatar a prefeito. Agradeço e não descarto a aliança, mas acredito que o PMDB e o PT, partidos maiores e que estão no poder, respectivamente, no Estado e na União, reúnam mais condições para esse tipo de enfrentamento.
Candidatura a vereador — Não deixa de ser uma possibilidade. Acredito que meu perfil pessoal e político seja mais talhado ao Executivo, mas não descarto à candidatura ao Legislativo, tanto à Câmara Municipal (em 2012), como a deputado estadual ou federal (em 2014).
Projeto hospitalar — Estou estudando o convite de um grande hospital de Campos, estudando a proposta. Estamos conversando, ainda em fase de “namoro”, mas a coisa está bem encaminhada. Acredito que, à frente de uma insituição de saúde importante, possamos fazer tanto pela comunidade quanto um prefeito ou um vereador; às vezes até mais. Muito embora, no caso de mandato Legislativo, seja perfeitamente possível exercer função também na área de Saúde, como é o caso de tantos vereadores de Campos.
Nomes da oposição com residual eleitoral — Li (aqui) sua observação neste sentido, e concordo: Arnaldo, Odete e eu somos os únicos nomes que partem de uma lembrança já consolidada na mente do eleitor, pelas eleições majoritárias que disputamos no passado recente. Acho que a diferença tem que ser feita a partir das possibilidades de crescimento desses nomes, determinada a partir da rejeição de cada um.
Repetição da dobradinha Makhoul/Odete — Depende do interesse dela, do partido dela (o PCdoB) e do meu partido, se é que eu me filiarei ou candidaterei por algum. Pessoalmente, veria com bons olhos, pois tenho Odete em alta conta, tanto que, depois dela ser minha vice (na eleição suplementar de 2006), eu a apoiei publicamente quando ela foi cabeça de chapa em 2008.
Chances contra Rosinha — Ninguém em sã consciência pode achar que é fácil, mas acho que tudo depende de como você vai trabalhar essa candidatura, essa campanha de oposição, dos apoios que ela agregar. O impossível não existe, mas que é difícil, é.
Chances à Câmara — Também é muito difícil, mas menos se forem aprovados 25 vereadores na próxima Legislatura. Seriam mais oito vagas, gerando a demanda de 11 mil votos para um partido fazer um vereador. É menos difícil para qualquer legenda do que fazer os 17 mil votos antes necessários para se garantir uma das 17 cadeiras que temos hoje.
Chances no geral — Acho que qualquer candidato a cargo público eletivo tem que partir de três bases: serviços prestados à população no geral; ter um nicho territorial, como é o caso do pessoal da Baixada Canpista; ou de um nicho setorial, quando se pertence a uma categoria profissional cujos pares votam em você, na esperança de ter uma representação. Eu estou em dois destes viés: tenho serviços prestados e tenho um nicho profissional, composto não só de médicos, mas de auxiliares de enfermagem e outras categorias ligadas à Saúde. Isso, somado às duas eleições majoritárias que disputei (2004 e 2006), são um bom ponto de partida.