Nova corrida
- Autor do post:Aluysio Abreu Barbosa
- Post publicado:4 de outubro de 2010 - 20:08
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O deputado federal eleito finalizou sua participação no programa com uma cobrança às entidades da sociedade civil organizada e aos eleitores de Campos. Para ele, foi absurda a grande votação dada pelos campistas aos candidatos de fora a deputado estadual e federal. Só no último caso, segundo Paulo Feijó, foram 80 mil votos dados a “gente que só aparece por aqui em época de eleição e depois esquece que a gente existe”.
Ele conclamou as entidades representativas locais a reassumirem o que entende ser o papel na defesa dos interesses do município. Sem citar nomes, disparou: “Hoje, tem muita instituição de Campos que só pensa em fazer coquetéis e aparecer em coluna social. Enquanto em outros municípios, houve a mobilização das entidades, na defesa do voto em candidatos locais, aqui elas se omitiram”.

Feijó também defendeu veementemente a volta de Rosinha à Prefeitura. Diante da insistência no questionamento sobre a possibilidade da eleição suplementar e a lembrança de que ela, para ser marcada, não precisa nem esperar o julgamento do mérito do recurso da prefeita cassada no TSE, segundo o presidente o próprio presidente do TRE, desembargador Nametala Jorge, o deputado federal eleito disse que qualquer nome escolhido por seu grupo, sem especificar o do prefeito interino Nelson Nahim, deve ser o vencedor no caso de um novo pleito.
Indagado sobre qual nome da oposição seria mais difícil de enfrentar, Feijó foi assertivo: “Ganharemos contra qualquer um. Oposição, em Campos, não existe”

Pela primeira vez, embora tenha negado durante todo o processo eleitoral de 2008, Feijó admitiu que sua candidatura serviu como apoio à de Rosinha, que venceu aquele pleito. No entanto, segundo assumiu, a iniciativa teria partido dele próprio, não de Anthony Garotinho.
Creditando a manobra ao “pragmatismo que a gente às vezes precisa ter, para sobreviver dentro da política”, o deputado federal eleito disse que a mudança de postura se deu após ter apoiado Carlos Alberto Campista, no segundo turno de 2004, assim como fez com Alexandre Mocaiber, também no segundo turno da eleição suplementar de março de 2006, sendo traído por Arnaldo Vianna na eleição geral de outubro daquele mesmo ano. Padrinho de Campista e Mocaiber, Arnaldo não cumpriu sua palavra de apoiar Feijó na reeleição a deputado, ao se lançar ele mesmo à Câmara Federal.

Feijó salientou que a baixa votação que garantiu seu retorno à Câmara Federal, para a qual já foi eleito no passado com mais de 100 mil votos, é fruto do recomeço, “que é difícil para qualquer um”. Ele relembrou seu envolvimento com o episódio da Máfia dos Sanguessugas, de 2006, com denúncia de compra dirigida e superfaturada de ambulâncias com dinheiro público.
O deputado eleito atribuiu o escândalo a uma manobra dos “bandidos que existem dentro PT”, que teriam montado o caso para tentar diluir as consequências eleitorais do Mensalão no governo Lula, em 2005, que no ano seguinte disputou e venceu sua reeleição com Geraldo Alckmin. Feijó, no entanto, garantiu que votou ontem em Dilma Rousseff, mesmo ressaltando ter boa relação com José Serra, seu ex-companheiro de bancada nos tempos de PSDB.

Além de considerar os votos do ex-prefeito nulos, embora ainda não haja confirmação neste sentido por parte da Justiça Eleitoral, Feijó disse que caso sejam validados, não seria ele quem perderia a vaga com a entrada de mais um federal do PDT.
Segundo os cálculos feitos pelo PR, quem ficaria de fora seria Ezequiel Neves, que ficou com a última vaga do PMDB.

Ao lado do também jornalista e blogueiro Rodrigo Gonçalves, acabei de entrevistar agora há pouco, no Folha no Ar, os deputados federal e estadual de Campos eleitos de PR, respectivamente Paulo Feijó e Roberto Henriques. Em resumo e por partes, seguem nos próximos posts as revelações de ambos…
Daqui a pouco, a partir das 16h, no Folha no Ar, transmitido ao vivo pela Plena TV (canal 21 da Via Cabo), TV Litoral (canal 20 da Viacabo) e Rádio Continental (1.270 khz), junto do também jornalista e blogueiro Rodrigo Gonçalves, estarei entrevistando dois dos novos parlamentares de Campos, ungidos ontem pela vontade soberana das urnas: o deputado estadual Roberto Henriques e o federal Paulo Feijó, ambos do PR.
Em conversas particulares, quando indagado, afirmo sem medo de errar: de todos os blogs hospedados na Folha Online, para mim, o melhor é o Ponto de Vista, do Christiano Abreu Barbosa. Fala de economia (assunto no qual é, disparado, o mais informativo de toda a blogosfera local), futebol, cultura, sempre de maneira direta, suscinta e equilibrada (até quando escreve sobre o seu Fluminense). Pode não ter tantos comentários quanto aqueles mais dedicados à política, como o Blog do Bastos, o Na Curva do Rio, o Painel, o Na Geral, ou este Opiniões, mas quando aborda o assunto, geralmente obtém mais impacto que todos.
Foi o caso, por exemplo, da cobertura que ele fez, em tempo real, das eleições deste 3 de outubro. Sozinho, Christiano anunciou tudo na frente de todos: Marina levando Dilma e Serra ao segundo turno, a vitória em turno único de Cabral, as conquistas de Lindenberg e Crivella das cadeiras no Senado, e, sobretudo, as votações de todos os candidatos de Campos e região para deputado federal e estadual, antecipando sempre aqueles que se elegeram.
Como seu admirador, ficam aqui os parabéns pelo trabalho que ele hoje empreendou incansavelmente, referência para toda a blogosfera de Campos, nesta competitiva e fascinante mídia virtual.
Com 99,82% das urnas fluminenses apuradas, não há mais jeito de virar: Marcelo Crivella, com 3.324.868 votos (22,65%) manterá sua cadeira no Senado, ao lado do petista Lindenberg Farias, que liderou com folga ao conquistar votação de 4.205.133 (28,65%). A arrancada final de Picciani foi bonita, mas seus 3.041.905 votos(20,73%) não bastaram para conter a força do sobrinho de Edir Macedo.
Dóem as saudades rubro-negras dos anos 80, mas não há bem que sempre dure. Todavia, em contrapartida à lamentável realidade de hoje na Gávea, felizmente também não há mal que nunca se acabe. Não por outro motivo, no mesmo dia em que Marina acendeu a luz verde para ofuscar a soberba vermelha, Zico abriu a possibildade de voltar ao Flamengo, pelo menos depois que o clube se livrar do tal Capitão Léo e quetais, capazes de unir o que há de pior no mundo do futebol: a cartolagem e as torcidas organizadas.
A carta do eterno craque rubro-negro, deixando as portas abertas ao futuro, foi reproduzida hoje, na versão online de O Dia. Abaixo, a transcrição do site…
Rio – O site ‘História de Torcedor’, do rubro-negro Moraes, publicou neste domingo uma carta de Zico onde o maior ídolo do clube e ex-diretor executivo de futebol deixa em aberto a possibilidade de voltar a trabalhar no Flamengo. O eterno camisa 10 da Gávea também revelou que o movimento para que ele não deixasse o clube mexeu com ele.
Confira, na íntegra, o texto enviado por Zico aos flamenguistas:
“Tenho visto no meu e-mail, nas chamadas redes sociais, em todos os lugares, mensagens pedindo para que eu volte ao clube, mensagens de carinho de torcedores de todos os cantos. Vi manifestações também na Gávea e no estádio.
Quero que vocês, que criaram e seguem com esse movimento que mexeu comigo, entendam que não é possível agora desenvolver o trabalho que eu acredito no Flamengo. As barreiras são muito fortes e era melhor sair para não atrapalhar, já que o time vive uma situação delicada.
O Flamengo precisa voltar a ser grande, mas as mudanças que precisam ser feitas não vão ocorrer do jeito que eu acreditava quando cheguei. Vai ser preciso um outro caminho para alcançarmos esses objetivos. Mas o momento é de parar, refletir e aguardar.
Preciso cuidar da minha família, preservá-la. E o time precisa de vocês, o clube precisa de muita coisa! Quero agradecer a todos pelo apoio incansável e pela mobilização constante. Peço que os protestos nunca se transformem em brigas ou ameaças a quem quer que seja. Acredito e sempre vou acreditar na batalha baseada no trabalho honesto, aquele com o qual sempre conduzi a minha carreira. Vamos torcer!” Abs Zico