A partir das 7h da manhã desta quinta, o convidado do Folha no Ar 1ª edição, da Folha FM 98,3, será o ex-deputado estadual Marcos Papinha (PSL). Também ex-vereador de Campos, ele é pré-candidato a prefeito de São Francisco de Itabapoana. E falará sobre a pandemia do coronavírus e seu enfrentamento pelos governos Jair Bolsonaro (sem partido), Wilson Witzel (PSC), Rafael Diniz (Cidadania) e Francimara Barbosa Lemos (SD). Também analisará o bairrismo são joanense que pretende vencer, assim como a disputa entre os clãs Barbosa Lemos e Cherene. E projetará suas perspetivas para as eleições municipais de outubro.
Quem quiser participar ao vivo do Folha no Ar desta quinta pode fazê-lo com comentários em tempo real, no streaming do programa. Seu link será disponibilizado alguns minutos antes do início, na página da Folha FM 98,3 no Facebook.
Sociólogo e professor da UFF-Campos, Fabrício Maciel hoje no Folha no Ar (Foto: Genilson Pessanha – Folha da Manhã)
“Li umas entrevistas (dos pré-candidatos a prefeito de Campos), dizendo que vão fazer pela Saúde, que vão fazer pela Educação. Beleza. Mas diga como! A população precisa ouvir propostas concretas. Vai tirar o dinheiro de onde? Vai montar parcerias como? Concreto! A todos os candidatos, fica aí a provocação. Você precisa ter como prioridade o enfretamento da desigualdade social. Não se pode abrir mão disso numa cidade paupérrima como Campos”. Foi o que o sociólogo Fabrício Maciel, professor da UFF-Campos, elegeu como prioridade para a disputa da Prefeitura de Campos, nas urnas de outubro. Ele participou no início da manhã de hoje do Folha no Ar 1ª edição, programa da Folha FM 98,3.
Ele considerou que, no governo Rafael Diniz (Cidadania), o enfrentamento das desigualdades sociais deixou de ser prioridade. Apesar de não questionar o quadro falimentar com que o prefeito pegou a cidade dos oito anos de gestão municipal Rosinha Garotinho (hoje, Pros), o sociólogo criticou a insistência com esse discurso oficial, sem a apresentação de “ideias novas”:
— O governo Rafael reproduziu um certo espírito da época, que a gente está vendo no Brasil e no mundo hoje. Ele se elege com um discurso anti-Garotinho, que Garotinho quebrou a cidade. Não estou questionando isso. Mas o ponto é que ele não cria uma linguagem política. Ele faz um discurso de gestão e passa todo o seu governo dizendo que não tem dinheiro. E o ponto que me preocupa é que o enfrentamento da desigualdade deixa de ser prioridade. Eu acho imperdoável fechar o Restaurante Popular e tirar a passagem (social, de ônibus). Na minha opinião, é um erro político: uma cidade desigual como Campos você não ter o enfrentamento da desigualdade como prioridade. É só ‘Garotinho quebrou Campos, vendeu o futuro’. Ficou nisso. Não tem uma ideia nova. As políticas sociais não pertencem ao Garotinho (sem partido), ao Arnaldo Vianna (PDT), não pertencem a ninguém. Elas podem e devem ser feitas para o povo, sem demagogia, por qualquer governo”.
Ainda assim e mesmo apontando “dificuldades” para Rafael, Fabrício não o descarta no tabuleiro das eleições municipais, daqui a menos de sete meses. No qual colocou o deputado federal Wladimir Garotinho (PSD) à frente, mas também citou o pré-candidato Caio Vianna (PDT) como adversário de peso. Para eles, os três “têm potencial”:
— Rafael enfrenta dificuldades. É o que vem das ruas. Se ele quiser reagir, vai ter que ouvir a voz do povo. Sem demagogia, ouvir a voz que vem da sociedade. Você tem três caras jovens aí, cheios de energia, que podem ser prefeitos: Wladimir, Rafael e Caio. Tenho tentado acompanhá-los e acho que eles têm potencial, tem alguma habilidade para política. O Wladimir talvez saia na frente, porque ele já tem uma carreira como deputado (federal). A atuação dele junto a UFF (de Campos, para a qual liderou emenda de bancada à conclusão das obras abandonadas do novo campus) foi elogiada. Ele tem agido para defender a região no mandato dele, é um garoto esperto. Como o Caio também parece ser, pelo que andou falando. Ele talvez esteja um pouco atrás porque não teve um cargo que mostrasse do que é capaz. A vantagem é que você tem três candidatos jovens, que podem mostrar o seu potencial.
Ouvinte do programa e também pré-candidato a prefeito de Campos em outubro, o ex-deputado Roberto Henriques (PCdoB) questionou o professor da UFF por mensagem de WhatsApp:
— O entrevistado só considera três (pré-)candidaturas? A eleição sequer começou.
Ao que Fabrício respondeu:
— Desculpe, querido. Fica aí a resposta: para todos os pré-candidatos, inclusive você, pode ter uma pauta de propostas concretas, de enfrentamento da desigualdade. Vai cuidar da Saúde? Diga como! Vai cuidar da Educação? Diga como!
Confira abaixo em vídeo os três blocos da entrevista com Fabrício Maciel, sociólogo e professor da UFF-Campos:
Felipe Quintanilha no Folha no Ar (Foto: Folha da Manhã)
Por conta da pandemia do cornavírus, os ônibus de Campos passarão a circular com meia lotação e janelas abertas. Além disso, algumas outras medidas serão impostas ao transporte público do município: 1) os veículos sofrerão lavagem especial à noite; 2) os funcionários receberão material de higiene para limparem os corrimãos dos ônibus a cada viagem; 3) aqueles com mais de 65 anos, grupo de risco na contaminação pela Covid-19, ficarão em casa; e 4) evitar o pagamento da passagem com dinheiro em espécie, adotando a bilhetagem eletrônica. Nos táxis, também será determinada a limpeza com álcool, com auxílio do Procon para garantir a compra do material.
Estas foram as medidas anunciadas da tarde de hoje pelo presidente do Instituto Municipal de Transporte e Trânsito (IMTT) de Campos, Felipe Quintanilha, no Folha no Ar 2ª edição. O programa é comandado pelo radialista Cláudio Nogueira, gerente da Folha FM 98,3.
A partir das 7h da manhã desta quarta-feira (18), o convidado do Folha no Ar 1ª edição será o empresário Edmar Ptak (sem partido), pré-candidato a prefeito de Campos em outubro. Ele falará sobre a pandemia do coronavírus em Campos, na região, no estado e no país, e analisará os governos Jair Bolsonaro (sem partido), Wilson Witzel (PSC) e Rafael Diniz (Cidadania). Além da busca de um partido para disputar as eleições de outubro e das suas perspectivas ao pleito.
Quem quiser participar ao vivo do Folha no Ar desta quarta pode fazê-lo com comentários em tempo real, no streaming do programa. Seu link será disponibilizado alguns minutos antes do início, na página da Folha FM 98,3 no Facebook.
O compositor Billy Blanco escreveu que “Quando morre um sambista, no céu é motivo de festa”. Então hoje será motivo, com o falecimento do sambista Laerte Rodrigues de Azevedo, mais conhecido como “Sargento Laerte”, aos 81 anos.
Policial Militar da reserva, Laerte brilhou no samba e no carnaval campista, compondo memoráveis sambas-enredos para diversas agremiações. Seu grande sucesso foi a música “Ave Ferida” imortalizada nas vozes dos cantores Eli Miranda e Gracio Abreu.
Laerte estava internado no Hospital Escola Álvaro Alvim e deixa esposa, cinco filhos, oito netos e três bisnetos.
Parodiando sua composição, como ave ferida está o coração daqueles que conviveram com o querido Sargento Laerte.
O velório está acontecendo na Capela D do Cemitério Campo da Paz, onde se dará o sepultamento às 16h30.
(*) Presidente da Associação de Imprensa Campista (AIC)
Gravado no início da noite desta segunda (16), o Jogo Jogado dedicou seu primeiro bloco à pandemia do coronavírus. E ao seu desrespeito ontem (15) pelas manifestações nacionais a favor do governo Jair Bolsonaro (sem partido), incluindo na planície goitacá, além do próprio presidente. Que, no Planalto Central, abandonou a quarentena recomendada por seu próprio ministério da Saúde para expôr pessoalmente seus militantes ao risco de infecção pela Covid-19.
No segundo bloco, o assunto foi a possibilidade da pré-candidatura a prefeito de Campos pelo juiz aposentado Pedro Henrique Alves. Como confirmou aqui em entrevista à Folha, ele estuda o convite feito com esse objetivo pelo deputado estadual Rodrigo Bacellar (SD), que abandonou a articulação do pré-candidato Caio Vianna (PDT). Sem convite ou partido, também foi analisada a possibilidade, revelada aqui, do delegado federal Paulo Cassiano concorrer a prefeito em outubro.
Antes de voltar a campo nesta quinta (19), confira aqui e no vídeo abaixo a edição do Jogo Jogado de hoje:
Brand Arenari, Raphael Thuin e Helinho Nahim hoje no Folha no Ar (Foto: Genilson Pessanha – Folha da Manhã)
Para os três integrantes do primeiro escalão do governo Rafael Diniz (Cidadania) entrevistados na manhã desta segunda (16) no Folha no Ar 1ª edição, na Folha FM 98,3, são infundadas as queixas de que secretários municipais e pré-candidatos a vereador não atendam os atuais ocupantes da Câmara. Respectivamente presidente da Fundação Municipal de Esporte, secretário municipal de Educação e superintendente de Entretenimento e Lazer, Raphael Thuin, Brand Arenari e Helinho Nahim foram falaram da paralisação de atividades externas das suas pastas, por conta da pandemia do coronavíris. Mas também responderam à crítica feita pelo vereador governista Jorginho Virgílio (Patri), no Folha no Ar (reveja aqui) no último dia 4, quando disse que a dificuldade de atendimento por parte do secretariado de Rafael foi um dos principais motivos da criação do G8, hoje G7, no Legislativo goitacá:
— No meu caso, eu tenho 100% de certeza que não. Até o próprio Jorginho tem portas abertas, como sempre teve lá na Fundação. Nunca houve um pedido do vereador Jorginho Virgílio que não foi atendido por mim. E continuo atendendo todos os vereadores que vão lá, sem problema nenhum. Inclusive, não precisa nem marcar horário. Eu não vejo isso dentro do governo. Se existe um caso atípico, ou outro, eu não posso saber das outras secretarias. Mas é até incoerente uma acusação dessas, porque a Fundação ganhou 12 moções de aplauso na Câmara. Procuro atender, até porque eles são eleitos pelo povo e a gente tem que ter respeito pelos vereadores — garantiu Raphael Thuin.
— Eu concordo com Thuin. Também tenho um relacionamento que considero muito bom com todos os vereadores, tanto a oposição, quanto os governistas. A gente está sempre em contato e eles nos ajudam também. É um contato amplo e direto. Especialmente com Jorginho, também tenho um relacionamento muito bom. Recebi, inclusive, assinada por ele, a primeira comenda Sérgio Diniz (ex-vereador e ex-deputado estadual, pai falecido do prefeito Rafael) pela Câmara. Depois tive a honra de ganhar também o título também de cidadão campista, já que nasci em Macaé — emendou Brand Arenari.
— Faço minhas as palavras dos colegas. O relacionamento não só com os vereadores da situação, como da oposição, é ótimo. Não me recordo de nenhum tipo de desavença com nenhum vereador que seja. Atendemos e atendemos muito aos vereadores da Câmara. Até porque é como Thuin falou, eles foram eleitos, a gente tem que tentar resolver, independente de bandeira. Agora nem sempre, nem eu, nem Thuin, nem Brand, temos que dizer sim para tudo. Porque infelizmente o momento financeiro que a gente passa não é nem de longe o ideal. Não digo isso no caso de Jorginho, pois nunca houve esse tipo de negativa a qualquer estrutura solicitada. Mas muitas vezes as pessoas não entendem que não temos mais o que se tinha antes. E aí eu cito o exemplo do entretenimento, onde menor orçamento da nossa antecessora foi cinco vezes maior que o nosso maior orçamento — comparou Helinho Nahim.
Confira abaixo em vídeo os três blocos do Folha no Ar com Raphael Thuin, Brand Arenari e Helinho Nahim:
Janaina Paschoal e seu então aliado Jair Bolsonaro, quando era cotada para ser vice da sua chapa presidencial em 2018
Uma das autoras do pedido de impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff (PT) em 2016, cotada para ser candidata a vice-presidente na chapa encabeçada por Jair Bolsonaro (hoje, sem partido) em 2018, quando se elegeria deputada estadual de São Paulo com a maior votação conquistada por uma parlamentar na história do país, a deputada Janaina Paschoal (PSL) usou hoje a tribuna da Alesp para pedir hoje o afastamento de Bolsonaro da presidência da República. Colega de Janaina no pedido de impeachment de Dilma, o jurista Miguel Reale Júnior também defendeu que o Ministério Público solicite que o presidente passe por um exame de sanidade mental.
Janaina considerou “crime contra a Saúde Pública” a atitude de Bolsonaro diante do Palácio do Planalto no domingo (15). Ele deveria estar em quarentena, após ter viajado no final de semana anterior aos EUA, voltando com quatro integrantes da sua comitiva infectados pelo coronavírus. Ainda assim, saiu no domingo para ter contato físico com simpatizantes do seu governo, cujos protestos havia pedido na quinta (12) para não acontecerem, na tentativa de não aumentar a disseminação da Covid-19 no país.
O presidente contrariou a determinação do seu próprio ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, cuja atuação diante da pandemia mundial do coronavírus tem sido elogiada por especialistas de Saúde Pública. Sobre a atitude de Bolsonaro, Janaína disse:
— Esse senhor tem que sair da presidência da República(…) Como um homem um que está possivelmente infectado vai para o meio da multidão. Como um homem que faz uma live na quinta e diz para não ter protestos, vai participar desses mesmos protestos e manda os deputados que são pau-mandados dele chamar o povo para a rua. Eu me arrependi do meu voto. Que país é esse? Como é que esse homem vai lá, potencialmente contaminando as pessoas, pegando nas mãos, beijando. Ele tá brincando? Ele acha que ele pode tudo? As autoridades têm que se unir e pedir para se afastar. Nós não temos tempo para um processo de impeachment.
Pelos mesmos motivos, Miguel Reale Júnior quer que Bolsonaro passe por exames de sanidade mental:
— Seria o caso de submetê-lo a uma junta médica para saber onde o está o juízo dele. O Ministério Publico pode requerer um exame de sanidade mental para o exercício da profissão. Bolsonaro também está sujeito a medidas administrativas e eventualmente criminais. Assumir o risco de expor pessoas a contágio é crime — disse hoje o jurista sobre a atitude do presidente ontem.
Também hoje, o PDT entrou na Justiça do Distrito Federal com pedido de medida cautelar de urgência para que o Bolsonaro seja obrigado a entrar em quarentena e fique proibido de manter contato, incitar ou organizar manifestações populares até a volta da normalidade das questões de Saúde Pública. A ação civil pública acusa o presidente de colocar a saúde dos cidadãos em risco ao desrespeitar recomendação do ministério da Saúde e da Organização Mundial da Saúde (OMS) para combate contra o novo coronavírus.
Confira abaixo o vídeo do pronunciamento da deputada Janaina Paschoal, veiculado pelo site conservador O Antagonista, considerado simpático ao governo Jair Bolsonaro:
A partir das 7h da manhã desta terça (17), o convidado do Folha no Ar 1ª edição, da Folha FM 98,3, será o sociólogo Fabrício Maciel, professor da UFF-Campos. Ele falará sobre a pandemia mundial do coronavírus, com seus reflexos na Saúde Pública e na economia, além dos governos Jair Bolsonaro (sem partido) e estadual Wilson Witzel (PSC), bem como dos rumos à esquerda no país. Também analisará o governo Rafael Diniz (Cidadania) e as perspectivas para as eleições municipais de outubro.
Quem quiser participar ao vivo do Folha no Ar desta terça pode fazê-lo com comentários em tempo real, no streaming do programa. Seu link será disponibilizado alguns minutos antes do início, na página da Folha FM 98,3 no Facebook.
Em Campos, tios do WhtasApp fazem defesa inconstitucional do governo Bolsonaro, pedindo intervenção militar, fechamento do Congresso e do STF (Foto: Genilson Pessanha – Folha da Manhã)
Contrariando as recomendações do ministério da Saúde, uma das coisas boas do governo Jair Bolsonaro (sem partido), por conta da pandemia do coronavírus, manifestantes a favor do presidente, contra o Congresso Nacional e o Supremo Tribunal Federal (STF), saíram hoje às ruas do país. Inclusive em Campos, onde cerca de 200 pessoas se reuniram na Igreja do Saco, saindo em carreata pela cidade.
Ironicamente, grande parte dos manifestantes pró-Bolsonaro foi de pessoas idosas, popularmente conhecidos como tios e tias do WhatsApp, que compõem o maior grupo de risco de morte da Covid-19. Alguns deles, como mostra a foto do protesto em Campos, não tiveram pudor em dar caráter inconstitucional ao protesto, pedindo intervenção militar e fechamento do Congresso e do STF.
Vivêssemos em uma ditadura militar, como a que se encerrou no Brasil em 1985, legando a hiperinflação aos governos civis, seria mais fácil lidar com essa gente. Que evidencia como o bolsonarismo tem sua face de doença no corpo da democracia. E que esta é a única resposta ao que a filósofa judia alemã Hanna Arendt chamou de “banalização do mal”, ao analisar como o homem comum da Alemanha dos anos 1930 foi capaz de se converter em fanático nazista.
Vereaador Marielle Franco (Psol), executada a tiros junto com seu motorista, Anderson Gomes, em 14 de março de 2018, pela milícia carioca
Domingo é dia dado à leitura de textos que proporcionem reflexão. Pelo menos àqueles que ainda conseguem refletir em meio à bipolaridade brasileira, cujos extremos confundem política com religião. Contra essa esquizofrenia social, que nem tratamento à base de lítio parece dar conta, o melhor remédio é insistir no pensamento livre de dogmas. Neste sentido, o blog recomenda a leitura de dois textos sobre os dois anos da execução a tiros da ex-vereadora carioca Marielle Franco (Psol) pela milícia carioca, publicados ontem e hoje em blogs hospedados no Folha1.
O primeiro, postado ontem (14), é do Marco Alexandre Gonçalves, estudante de Direito da UFF-Niterói. E liberal que quebra o paradigma da existência dessa corrente de pensamento dentro da universidade pública brasileira. O segundo, publicado hoje (15), é do servidor do Banco do Brasil Edmundo Siqueira. Cujo perfil de centro-esquerda também quebra a suposta hegemonia da esquerda mais radical dentro do serviço público federal.
A Marco Alexandre e Edmundo este “Opiniões” pede licença para recomendar a leitura das suas opiniões, frutos daquilo que o historiador francês Fernand Braudel chamou de “humanidade de base”. Que você, leitor, pode fazer clicando nos prints abaixo:
Delegadp federal Paulo Cassiano (Foto: Folh da Manhã)
PF Paulo Cassiano a prefeito?
Após o juiz aposentado Pedro Henrique Alves, que em entrevista publicada (aqui) na página 3 desta edição confirmou estar pensando em uma pré-candidatura a prefeito de Campos pelo SD, outro nome dos órgãos de atuação judicial também está sendo cogitado para disputar a eleição majoritária do município: o delegado federal Paulo Cassiano. A possibilidade andou circulando nas redes sociais da planície goitacá na última semana. Ouvido pela coluna, Cassiano não confirmou, nem negou. Na dúvida, uma certeza: se encampar e levar adiante a ideia, ele terá que se licenciar da Polícia Federal (PF).
Diferenças para Pedro Henrique
Além de obrigatório, o pedido de licença de Cassiano em uma eventual candidatura seria eticamente necessário. Ele já foi designado para chefiar as investigações das eleições de outubro nos 18 municípios pelos quais a delegacia da PF de Campos é responsável. Embora tenha atuado na política estudantil, quando cursou Direito da Uerj, ele não é filiado a nenhum partido. E, por enquanto, não tem o aval de nenhuma liderança política de peso, como é o caso de Pedro Henrique, convidado a disputar a Prefeitura de Campos pelo deputado estadual Rodrigo Bacellar (SD) e pelo presidente da Alerj, deputado André Ceciliano (PT).
Federais Laterça e Uchoa
A região teve um exemplo recente de policial federal exitoso na disputa de eleições. Em 2018, o delegado da PF de Macaé Felício Laterça (PSL) foi eleito deputado federal na onda do bolsonarismo que varreu as eleições daquele ano, no Estado do Rio e no país. Sem ligação formal com Jair Bolsonaro (sem partido), que deixou o PSL por conta da disputa pelas milionárias verbas do fundo partidário com a cúpula da legenda, Cassiano é evangélico, nicho da população que é uma das bases de apoio do presidente. De perfil diferente, mas também agente da PF local, Roberto Uchoa é pré-candidato a vereador em Campos.