Ponto a ponto, entenda a greve dos médicos, que pode chegar ao fim nesta sexta

 

 

Anunciada em 1º de agosto e deflagrado no dia 7, a greve dos médicos da Saúde de Campos pode acabar nesta sexta (30), em assembleia da categoria. Para que você, leitor, possa entender melhor a cronologia do complexo caso, relembre clicando abaixo em cada um dos seus principais pontos:

 

08/04 – Prefeitura de Campos começa a implantar o ponto biométrico, inclusive para os profissionais da Saúde.

12/07 – Governo municipal anuncia contingenciamento de despesas por conta da queda na arrecadação de roylaties e PEs.

01/08 – Atingidos pelo ponto biométrico e pelo contingenciamento nas substituições e gratificações, médicos anunciam greve a partir do dia 7.

13/08 – Representantes dos médicos assinam “Pacto pela Saúde” proposto pelo governo, com abono de faltas e pagamento de 50% das gratificações e substituições.

14/08 – Em assembleia, médicos rejeitam “Pacto pela Saúde” assinado por seu representantes e mantêm greve.

15/08 – Médicos anunciam suas contrapropostas ao governo.

18/08 – Matéria da Folha mostra que entre 2017 e 2019, no governo Rafael Diniz (Cidadania), Campos recebeu na média das PEs três vezes menos do que entre 2009 e 2016, nos dois governos  Rosinha Garotinho (hoje, Patri).

19/08 – Mesmo sem o fim da greve, governo anuncia o pagamento de 50% das gratificações e substituições dos médicos, a partir do recebimento da PE, e prefeito divulga aberta aberta à categoria, com novas propostas.

19/08 – Promotor estadual Marcelo Lessa Bastos contesta versão do Simec, diz que não há endosso do Ministério Público Estadual à greve dos médicos e retifica: “o que não há é censura”.

22/08 – Em mais uma assembleia, médicos rejeitam as propostas do governo e mantêm greve.

22/08 – Despencam os royalties recebidos pelo município. 

23/08 – Sindicato dos Odontologistas no Norte do Estado do Rio (Sonerj) anuncia assembleia e assume o ponto biométrico na Saúde Pública de Campos como primeiro item da pauta.

25/08 – Matéria da Folha mostra que a média de royalties e PEs em 2019 é a terceira menor valor pago ao município desde 2003, no governo Arnaldo Vianna (PDT).

25/08 – Médico questiona o ponto biométrico como pauta da categoria, em vídeo no Facebook, e tem questionado seu talento como bobo da corte.

25/08 – Após a reação ao ponto biométrico como primeiro ponto da pauta, presidente do Sonerj procura a redação da Folha para anunciar o cancelamento da assembleia e depois a reconfirma em grupo de WhatsApp. 

26/08 – Cremerj anuncia criação de gabinete de crise por conta da greve dos médicos.

26/08 – Marcada, cancelada e reconfirmada, assembleia do Sonerj termina com presidente entregando o cargo, sem discussão da pauta e com troca de acusações.

27/08 – É divulgado que o Cremerj encontrou 186 inconformidades no Hospital Geral de Guarus (HGG) e 132, no Hospital Ferreira Machado (HFM).

28/08 – Vereadores se reúnem na Câmara Municipal com representantes dos médicos para tentar pôr fim à greve.

29/08 – A pedido do MP, Justiça determina audiência de conciliação entre as partes para tentar por fim à greve dos médicos. No mesmo dia, representantes do Simec e do Cremerj voltam a se reunir com o prefeito. Entre os itens, além do pagamento dos 50% restantes das gratificações e substituições, o ponto biométrico.

30/08 – Fim da greve dos médicos?

 

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Juiz marca audiência para tratar greve dos médicos, que se reuniram hoje com Rafael

 

 

Uma audiência de conciliação no dia 12 de setembro na 2ª Vara Cível de Campos, presidida por seu juiz titular Rodrigo Moreira Alves, para tratar da greve dos médicos da Saúde Pública de Campos, deflagrada desde o útimo dia 7. No mesmo dia da decisão judicial, os representantes da categoria voltaram a se reunir hoje com o prefeito Rafael Diniz (Cidadania) para tentar negociar o fim da greve. O poder público municipal acenou com: 1) liberação de férias sem custo ao erário, 2) abono das faltas com reposição, 3) pagamento dos 50% restantes das gratificações e substituições só depois do pagamento da próxima Participação Especial (PE) trimestral na exploração de petróleo, e 4) negociação do ponto biométrico no serviço ambulatorial, entre carga horária e produtividade, em critérios a serem definidos. A decisão se dará em mais uma assembleia dos médicos nesta sexta (30).

A decisão de hoje da 2ª Vara Cível acatou a manifestação, também de hoje, do promotor estadual Marcelo Lessa, da 2ª Promotoria de Tutela Coletiva. Foi sobre uma ação civil pública movida pelo defensor público Thiago Abud, na qual foi pedida a tutela de urgência a vários pedidos. Todos foram indeferidos pelo juízo. Pelo menos até a audiência do dia 12, da qual participarão o poder público municipal, o Sindicato dos Médicos de Campos (Simec), o defensor Thiago, o promotor Marcelo e sua colega Maristela Naurath Rabello de Farias, da 3ª Promotoria de Tutela Coletiva.

Abaixo, a decisão do juiz Rodrigo Moreira Alves:

 

 

Após a decisão do juízo da 2ª Vara, o Ministério Público também pediu que participasse da audiência o Conselho Regional de Medicina do Estado do Rio (Cremerj). Como todas as demais recomendações do promotor Marcelo Lessa foram atendidas, é provável que essa também será. Abaixo, a manifestação do MP que já foi acatada pela Justiça de Campos:

 

 

 

 

 

O blog procurou o defensor Tiago Abud, que moveu a ação civil pública. Sobre o indeferimento dos seus pedidos pela Justiça, acatando a manifestação do MP, ele disse:

— Estou aqui para cumprir a determinação da Justiça. Todavia, sempre me anteciparei para tentar evitar a morte de pessoas e diminuir o sofrimento dos que necessitam do serviço público de saúde. Cumprimento do dever funcional e empatia com os mais pobres não se confundem com açodamento. Ao menos no meu dicionário.

Também procurado, o promotor Marcelo Lessa não quis se manifestar. No final da noite, o Sindicato dos Médicos de Campos (Simec) divulgou nota sobre a reunião com o prefeito. Nela, confirmou nova assembleia da categoria nesta sexta (30), para definir os rumos da greve, assim como a ida às 15h ao Ministério Público Federal (MPF) para entregar relatório sobre a Saúde Pública do município. Confira abaixo:

“Representantes do Sindicato dos Médicos de Campos participaram, na noite desta quinta-feira (29), na sede da Prefeitura, de uma reunião com o prefeito Rafael Diniz, com o secretário de Saúde Abdu Neme e com o procurador geral do município, José Paes Neto, quando foram tratadas as reivindicações da categoria em prol de melhores condições de trabalho para os servidores. Há 22 dias em greve, os médicos de reunirão em assembleia extraordinária nesta sexta-feira, para definirem os rumos do movimento, em local a ser definido.

Durante a reunião vários assuntos foram abordados, e dentre os compromisso firmados estão o pagamento integral da categoria nesta sexta-feira, incluindo as gratificações e substituições, o abono das ausências ocorridas no período de greve, mediante a reposição de horas, a liberação do agendamento de férias sem a necessidade de substituições (casos específicos serão tratados pelos gestores das unidades de saúde), a adoção do modelo de gestão por produtividade nos ambulatórios, respeitando o número mínimo de 60 consultas por semana, com a utilização da biometria. Ficou decidido ainda que os plantões de 24h não sofrerão alterações e que o departamento médico da secretaria municipal de Saúde será administrado por um profissional da medicina.

De acordo com o presidente do Simec, José Roberto Crespo, o resultado da reunião foi positivo. No entanto, por se tratar de uma decisão coletiva, não há como garantir, antecipadamente, que a greve chegará ao fim. Segundo ele, a decisão da categoria será tomada em assembleia. “Estamos satisfeitos com a sensibilidade do prefeito, que reconheceu nossas reivindicações como justas. Quanto aos custos da saúde, ele nos pediu apoio para encontrar um caminho de adequação à nova realidade do município”, declarou José Roberto Crespo.

Ainda nesta sexta-feira, buscando melhores condições de trabalho para a categoria, representantes do Simec apresentarão do Ministério Público Federal, um relatório contendo informações referentes ao atual cenário da saúde pública no município. A reunião no órgão está agendada para às 15h”.

 

Confira a cobertura completa na edição desta sexta (30) da Folha da Manhã

 

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Enrique a reitor: “Por que a Uenf foi montada? Diminuir as desigualdades sociais”

 

Na bancada do Folha no Ar, os professores Enrique Medina-Acosta (esq.) e RodrigoTavares Nogueira (dir.), candidatos a reitor e vice-reitor da Uenf (Foto: Isaias Fernandes – Folha da Manhã)

 

“Existe uma relação indissociável entre a qualidade do ensino público superior com a qualidade do ensino fundamental e médio (…) A Uenf pode fazer isso, mas nós temos que sair ao campo e trabalhar em parceria. Nós temos programas de extensão maravilhosos da Uenf, que precisam ser regionalizados para capacitação de professores da rede pública de ensino. E como nós vamos resolver isso? Educando melhor e tendo um número maior de alunos qualificados entrando na universidade pública”. Entre outras coisas, é o que pretende fazer o professor de biotecnologia colombiano Enrique Medina-Acosta, caso se eleja reitor da Uenf. Com seu candidato a vice-reitor, o professor campista de engenharia Rodrigo Tavares Nogueira, eles fecharam na manhã de hoje o ciclo de entrevistas do Folha no Ar 1ª edição, da Folha FM 98,3, com os três candidatos ao comando da maior universidade de Campos e região. Na terça (27), Carlão Rezende abriu (aqui) a série, seguido do professor Raul Palacio (aqui) na quarta (28).

A eleição à reitoria da Uenf começa já no sábado (31), nos polos da Fundação Centro de Educação à Distância do Estado do Rio de Janeiro (Cederj). E, na próxima terça (03/09), atinge seu clímax no campus de Campos e no campi da universidade em Macaé. O universo é de aproximadamente 8 mil alunos, divididos entre cerca de 300 professores, 600 técnicos e 7 mil alunos. Na definição do resultado, os votos dos professores terão peso de 70%, cabendo 15% aos alunos e os outros 15% aos técnicos. Se nenhum dos candidatos alcançar mais de 50% do colégio eleitoral, os dois primeiros colocados disputarão o segundo turno.

O reforço na extensão da Uenf é proposto dos seus três candidatos a reitor. “Ela é uma pauta comum porque faz parte do tripé da fundamentação da Uenf (definido por seu idealizador, o antropólogo Darcy Ribeiro): excelência no ensino, pesquisa e extensão. E cada docente concursado na Uenf se pauta por esse tripé. Mas, na extensão, ele ganha uma visão muito importante na tradução do que se tem diretamente nos seus melhores saberes, nas suas técnicas de ensino, para a sociedade. A Uenf tem uma história excelente na exteriorização das suas atividades na região. Agora precisamos regionalizar e pautar a relação entre a qualidade do ensino médio em relação ao futuro aluno que entre na universidade”, explicou Enrique.

Da extensão à pesquisa, o candidato a reitor propõe redimensionar o papel histórico da universidade com o Norte Fluminense: “Lembremos o que é a Uenf. Por que a Uenf foi montada? O que se queria com a Uenf? Alavancar a região. Mas para quê? Diminuir as desigualdades sociais. Nós temos que aumentar o potencial de ação da universidade com sua responsabilidade social revista e ampliada. Quando eu falo em revisar, não é que estava errada. É redimensionar, atualizar, renovar. Para que a maioria das ações que nós fazemos em pesquisa, por exemplo, se traduzam em resolução dos dilemas das desigualdades regionais”.

Nos microfones da Folha FM, Medina-Acosta foi complementado por seu candidato a vice-reitor: “Estou recebendo e-mails de alunos que ainda não terminaram os cursos de graduação e pós, mas já estão contratados por empresas satélites da Petrobras. Pelo menos para engenharia, o mercado está começando a ficar aquecido. A gente não está com dificuldade de pegar formandos nossos e colocar no mercado de trabalho. A Uenf não quer ser sobrevivente. Nesse mar de crise que a gente vive, quer ser vencedora”, pregou Rodrigo Tavares Nogueira.

Como já havia sido com os candidatos Carlão Rezende e seu vice Juraci Sampaio, da chapa 11, e Raul Palacio, pela chapa 10, Enrique e Rodrigo responderam na manhã de hoje a uma pauta comum às três candidaturas a reitor da Uenf. E nela falaram sobre a autonomia financeira da universidade (saiba mais aqui), o legado do seu fundador Darcy Ribeiro, a relação com o governo estadual Wilson Witzel (PSC) e a Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), a integração do campus Leonel Brizola com Campos, as parcerias com a  iniciativa privada e o momento difícil que as universidades vivem no Brasil e no mundo, com a onda de negacionismo e ataques ao conhecimento científico.

Os representantes da chapa 13 também falaram da importância simbólica da Casa de Cultura Villa Maria. Construído em 1919, pelo arquiteto italiano José Benevento, o palacete foi um presente do usineiro e engenheiro Atilano Chrysóstomo de Oliveira à sua esposa, D. Maria Queiroz de Oliveira. Conhecida como Dona Finazinha, por ter nascido no Dia de Finados, e por seu interesse na promoção de atividades culturais, ela morreu em 1970, quando deixou o prédio em testamento para que viesse a funcionar como sede da futura universidade no Norte Fluminense. Antes da instalação da Uenf em 1993, a Villa chegou a ser sede da Prefeitura de Campos.

As respostas de Enrique e Rodrigo sobre essa pauta comum às três candidaturas podem ser conhecidas nos vídeos do programa ao final desta postagem, ou na edição da Folha da Manhã desta sexta (30). Em rádio e jornal, o mesmo espaço foi ocupado pelos representantes das duas outras chapas.

Trincheira na luta pela Uenf desde antes da sua implantação, em 1993, a Folha cumpriu seu papel com a divulgação e o debate das propostas ao comando da mais importante universidade de Campos e região, pelos próximos quatro anos. Quem define, nestes sábado e terça, é a escolha democrática dos seus professores, técnicos e alunos.

 

 

 

 

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Vereadores com representantes dos médicos na Câmara para tentar encerrar greve

 

 

O presidente do Sindicato dos Médicos de Campos (Simec), José Roberto Crespo, e o conselheiro do Cremerj, Rogério Bicalho, se reuniram esta tarde na Câmara Municipal com os veredores Igor Pereira (PSB), Jorginho Virgilio (PRP), Enock Amaral (PHS), Ivan Machado (PTB), Josiane Morumbi (PRP), Cabo Alonsimar (PTC), Marcelo Perfil (PHS), Paulo Arantes (PSDB), Álvaro César (PRTB) e Joilza Rangel PSD). A pauta foi tentar encontar uma saída para acabar com a greve dos médicos da Saúde Pública de Campos, que hoje completou 21 dias.

Segundo os vereadores, os médicos se mostram dispostos a encerrar a greve se for apresentado pelo poder público municipal um cronograma para quitação do pagamento das substituições, de reformas em unidadesde  e reposição de medicamentos e insumos para trabalhar. Hoje, depois da sessão da Câmara, os vereadores tentarão marcar uma reunião com o prefeito Rafael Diniz (Cidadania) e seu secretário de Saúde, Abdu Neme (PR), para levarem a proposta dos médicos. A inciativa de se encontrar com os representantes da categoria partiu dos edis. Embora quase todos sejam governistas, não houve consulta prévia ao prefeito.

 

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Raul Palacio a reitor: “A Uenf tem um papel de desenvolver a nossa região”

 

Candidato a reitor da Uenf, professor Raul Palacio foi o entrevistado da manhã de hoje no Folha no Ar (Foto: Isaias Fernandes – Folha da Manhã)

 

“A polarização não leva a nenhum resultado. É muito difícil convencer uma pessoa que está polarizada a ele sair do seu ponto e entender o outro. Porque não existe entendimento na polarização”. Foi que o professor e candidato a reitor da Uenf Raul Palacio, cubano naturalizado brasileiro, disse no início da manhã de hoje, ao vivo no programa Folha no Ar 1ª edição, da Folha FM 98,3, sobre a situação entre os regimes opostos da sua Cuba natal e dos Estados Unidos. Mas que também pode se aplicar à sua narração da luta política, travada pela Uenf na Alerj, para garantir a autonomia financeira das universidades estaduais fluminenses a partir do sistema de duodécimos.

Apesar de classificar como “inumano” o bloqueio comercial dos EUA à Cuba, Palacio também criticou a falta de transparência da ditadura de esquerda da ilha caribenha na prestação de contas à sua população. Assim como a separação entre pais e filhos promovida pelos dois países ideologicamente opostos. E que sofreu na pele, após ficar alguns anos sem poder ver sua família em Cuba, incluindo seu filho do primeiro casamento, depois que veio dar seguimento à formação acadêmica no Brasil e decidiu ficar por aqui. “Por isso tenho problemas dos dois lados. Porque eu acho que os dois lados estão errados”.

O candidato a reitor pela chapa 10 também falou da transferência da Escola Técnica Estadual (ETE) Agrícola Antonio Sarlo para a Uenf, ponto levantado pelo diretor da ETE, Marcelo Almeida, em participação a partir de comentário no streaming do Folha no Ar, sempre disponível (aqui) na página da Folha FM 98,3 no Facebook. Palacio respondeu que “o processor de incorporação do colégio agrícola é um processo que já não tem volta (…) o que está faltando é a assinatura do governador”. A intenção é usá-la como porta de entrada à Uenf, no estágio de iniciação científica entre estudantes universitários e do ensino médio. Isso poderia ser o início do Colégio de Aplicações.

Ao elogiar o ensino médio público dos EUA nas highschools, para além do Antonio Sarlo, Palacio lembrou: “A Uenf tem um papel de desenvolver a nossa região”. Como exemplo, ele acenou que isso poderia ser feito encurtando a distância entre o ensino médio local e a universidade. Segundo ele, que coordena o programa “Uenf Portas Abertas”, 4 mil estudantes de escolas públicas e particulares puderam ter contato direto com a universidade. “A Uenf em determinado decidiu apostar nos cursos de licenciatura. E isso é fundamental para desenvolver aquelas escolas. São os nossos estudantes que vão dar aulas naqueles cursos. Nós temos que levar os nossos estudantes para fazer estágio naquelas escolas, como estamos fazendo”, garantiu.

Como já havia sido feito (aqui) no Folha no Ar de ontem (27) com o professor Carlão Rezende, da chapa 11, e será a partir das 7h desta quinta, com o professor Enrique Medina-Acosta, da chapa 12, Palacio respondeu a uma pauta comum aos três candidatos a reitor. E nela falou sobre a autonomia financeira da universidade (saiba mais aqui), o legado do seu fundador Darcy Ribeiro, a relação com o governo estadual Wilson Witzel (PSC) e a Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), a integração do campus Leonel Brizola com Campos, as parcerias com a  iniciativa privada e o momento difícil que as universidades vivem no Brasil e no mundo, com a onda de negacionismo e ataques ao conhecimento científico.

O representante da chapa 10 também falou da importância simbólica da Casa de Cultura Villa Maria. Construído em 1919, pelo arquiteto italiano José Benevento, o palacete foi um presente do usineiro e engenheiro Atilano Chrysóstomo de Oliveira à sua esposa, D. Maria Queiroz de Oliveira. Conhecida como Dona Finazinha, por ter nascido no Dia de Finados, e por seu interesse na promoção de atividades culturais, ela morreu em 1970, quando deixou o prédio em testamento para que viesse a funcionar como sede da futura universidade no Norte Fluminense. Antes da instalação da Uenf em 1993, a Villa chegou a ser sede da Prefeitura de Campos.

As respostas de Palacio sobre essa pauta comum podem ser conhecidas nos vídeos do programa ao final desta postagem, ou na edição da Folha da Manhã desta quinta. Em rádio e jornal, o mesmo espaço foi e será ofertado aos representantes das duas outras chapas.

A eleição começa já no sábado (31), na Fundação Centro de Educação à Distância do Estado do Rio de Janeiro (Cederj). E, na próxima terça (03/09), atinge seu clímax no campus de Campos e no campi da universidade em Macaé. O universo é de aproximadamente 8 mil alunos, divididos entre cerca de 300 professores, 600 técnicos e 7 mil alunos. Na definição do próximo reitor da Uenf, nos quatro anos seguintes, os votos dos professores terão peso de 70%, cabendo 15% aos alunos e os outros 15% aos técnicos.

Nos três blocos abaixo, confira a entrevista de Raul Palacio:

 

 

 

 

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“A Morte Pede Carona”, em homenagem a Rutger Hauer, nesta quarta no Cineclube

 

Na pele do implacável psicopata de “A Morte Pede Carona”, Rutger Hauer tem homenagem póstuma no Cineclube Goitacá

 

Às 19h desta quarta (28), o Cineclube Goitacá traz um clássico cult dos anos 1980. Como sempre o espaço é da Oráculo Produções, do ator Luiz Fernando Sardinha, na sala 507 do edifício Medical Center, no cruzamento das ruas Conselheiro Otaviano e 13 de Maio. Misto de thriller de suspense e road movie, “A Morte Pede Carona” (1986), de Robert Harmon, será exibido em homenagem póstuma ao ator holandês Rutger Hauer. Morto (aqui) aos 75 anos em 24 de julho, ele imortalizou na história do cinema o replicante Roy Batty, em “Blade Runner — O Caçador de Andróides” (1982), de Ridley Scott, exibido em 19 de junho no Cineclube, pelo estudante e cinéfilo Lucas Rodrigues.

Em “A Morte Pede Carona”, Hauer vive o misterioso e cruel psicopata John Ryder, que pega carona pela mítica Route 66, em meio ao deserto do sudoeste dos EUA. E não poupa da sua sanha sanguinária nem as mulheres e crianças nos carros que cometem a imprudência solidária de pegar-lhe na estrada. Ele tem menos sorte com o jovem Jim Halsey, interpretado por C. Thomas Howell, que guia um carro para entregá-lo na Califórnia. Por isso Ryder passa a perseguir obsessivamente o rapaz, matando quem cruzar à sua frente, inclusive todos os policiais de uma delegacia. Tudo para incriminar Halsey. Só quem acredita na sua incocência é a garçonete Nash, na pele de Jennifer Jason Leigh, outra figurinha carimbada dos anos 1980.

Há uma evidente tensão sexual entre o psicopata, o rapaz e a garçonete. Que só se consuma com mais violência. É uma pequena obra prima do diretor Robert Harmon, que não emplacou no cinema e migraria à TV nos anos 1990. O mesmo aconteceria com o ator C. Thomas Howell, após iniciar sua carreira no clássico “E.T. — O Extraterrestre” (1982), de Steven Spielberg, antes de protagonizar outro filme cult daquela década, “Vidas Sem Rumo” (1983), de Francis Ford Coppola. Nele, contracenava com outros então jovens e desconhecidos atores que depois se tornariam astros, como Tom Cruise, Patrick Swayze, Matt Dillon e Diane Lane.

Se Harmon e Howell não repetiriam o mesmo sucesso de público e crítica alcançado em “A Morte Carona”, o filme não envelheceu nos últimos 33 anos. E continua a cumprir seu objetivo, que é prender a respiração do espectador e seu corpo à poltrona. Sua figura feminina principal, Jennifer Jason Leigh também se seguraria na carreira, participando do elenco de produções recentes importantes, como “Os Oito Odiados” (2015), escrito e dirigido por Quentin Tarantino.

Mas a estrela de “A Morte Pede Carona” é mesmo Rutger Hauer. Seus olhos azuis deram brilho a um dos psicopatas mais marcantes do cinema de uma década. A popular advertência “não dê carona a estranhos”, exibida no cartaz do filme, poucas vezes fez tanto sentido.

 

Confira o trailer do filme:

 

 

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Sesi anuncia programação de setembro, que traz João Bosco no dia 20

 

Grande ator do teatro campista e produtor cultural gente boa, o Alexandre Ferram enviou por WhatsApp a programação cultural do Sesi em setembro. Ressalvado que não conheço as outras três atrações, não dá para deixar de dizer que a estrela do mês será o show do compositor, cantor e violonista mineiro João Bosco, no dia 20.

Os ingressos estarão disponíveis para venda a partir do dia 2. Antes disso, confira abaixo a programação setembrina dessa trincheira da cena cultural de Campos dos Goytacazes:

 

 

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Assembleia dos dentistas não debate pauta, tem entrega de cargo e troca de acusações

 

 

Mesmo que a imprensa tenha tido o acesso negado à assembleia na noite de ontem (26) do Sindicato dos Odontologistas do Norte do Estado do Rio (Sonerj), não foi difícil à coluna Ponto Final de hoje antecipar (aqui) seu resultado: os cerca de 450 dentistas da Saúde Pública de Campos não aderiram à greve deflagrada pelos colegas médicos (aqui) desde o último dia 7. A novidade do encontro realizado no auditório do edifício Connect Work Station foi que o presidente do Sonerj, Domingos Ferreira Junior, entregou o cargo. E propôs dissolver o sindicato, cuja representatividade foi questionada (aqui) desde que o edital de convocação da assembleia elencou como primeiro item da sua pauta o ponto biométrico. Em maio ele começou a ser instalado (aqui) no serviço público de Campos.

Além da polêmica biometria, que os servidores odontólogos garantem não estar contra, a pauta da assembleia do Sonerj tinha outros dois itens: condições de trabalho e salários. Mas, no lugar de debater os três pontos, e de acabar servindo para Domingos entregar o cargo de líder da categoria, quem esteve presente na reunião testemunhou que ela foi marcada pelas críticas à atuação do sindicato, além de bate-boca pouco produtivo entre os presentes:

—  Após anos omisso, o Sonerj decide fazer uma assembleia, cancela e, então a mantém na última segunda. O presidente abriu a sessão fazendo uma recapitulação de todos esses episódios e abordando a controversa e extremamente criticada pauta. Por fim, anunciou sua renúncia à presidência do sindicato. Lamentavelmente, a necessária assembleia se dissolveu em acusações e contra-acusações desprovidas de qualquer propósito maior. A cereja do bolo será a provável dissolução da representação sindical. E assim termina a história do Sonerj. Jaz como se jamais houvesse — descreveu o dentista e servidor municipal Alexandre Buchaul.

O edital de convocação do Sonerj para a assembleia de segunda foi divulgado na última sexta (23). Após a reação negativa de dentistas e da sociedade ao fato do ponto biométrico ser colocado como primeiro item da pauta, no sábado (24) Domingos procurou a redação da Folha para anunciar que a assembleia estava cancelada, como o Ponto Final democraticamente publicou (aqui) no domingo (25). Mas, neste mesmo dia, o presidente do Sonerj pediu a uma colega que avisasse à categoria no grupo de WhatsApp “Dentistas de Campos” que a assembleia seria mantida (aqui) para o dia 26. Fechada à imprensa, o resultado foi o que os presentes puderam ver na noite de ontem.

 

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Carlão a reitor: “As pessoas têm que perceber que a Uenf é da cidade, é da região”

 

No Folha no Ar da manhã de hoje, os professores Juraci (esq.) e Carlão falaram das suas propostas para disputar a reitoria da Uenf (Foto: Isaias Fernandes – Folha da Manhã)

 

“Reconhecemos que a Uenf é fruto de uma luta regional, principalmente da cidade de Campos”. Foi o que lembrou o candidato a reitor da Uenf Carlão Rezende, logo na abertura da sua entrevista no início da manhã de hoje, no programa Folha no Ar 1ª edição, da Folha FM 98,3. E foi complementado logo na sequência por seu companheiro de chapa, o candidato a vice-reitor Juraci Sampaio: “A Uenf hoje não está apenas em Campos, mas em 11 polos espalhados pelo Norte e Noroeste do Estado”.

No que é particular à chapa 11 “Avança, Uenf: Ciência e Sociedade”, Carlão e Juraci deram detalhes da proposta central da sua campanha: “A universidade pública brasileira vem sofrendo inúmeras investidas para alterar o seu modelo de funcionamento. A pior delas é a que pressiona pela descontinuidade das políticas de financiamento público. A nossa chapa defende a universidade pública, gratuita, de excelência e socialmente referenciada”.

Na pauta comum aos outros dois candidatos a reitor da Uenf, Raul Palacio e Enrique Medina, que serão respectivamente entrevistados no Folha no Ar destas quarta (28) e quinta (29), Carlão e Juraci falaram sobre a autonomia financeira da universidade (saiba mais aqui), o legado do seu fundador Darcy Ribeiro, a relação com o governo estadual Wilson Witzel (PSC) e a Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), a integração do campus Leonel Brizola com Campos, as parcerias com a  iniciativa privada e o momento difícil que as universidades vivem no Brasil e no mundo, com a onda de negacionismo e ataques ao conhecimento científico.

Os representantes da chapa 11 pela reitoria da Uenf também falaram da importância simbólica da Casa de Cultura Villa Maria. Construído em 1919, pelo arquiteto italiano José Benevento, o palacete foi um presente do usineiro e engenheiro Atilano Chrysóstomo de Oliveira à sua esposa, D. Maria Queiroz de Oliveira. Conhecida como Dona Finazinha, por ter nascido no Dia de Finados, e por seu interesse na promoção de atividades culturais, ela morreu em 1970, quando deixou o prédio em testamento para que viesse a funcionar como sede da futura universidade no Norte Fluminense. Antes da instalação da Uenf em 1993, a Villa chegou a ser sede da Prefeitura de Campos.

As respostas de Carlão e Juraci sobre essa pauta comum podem ser conhecidas nos vídeos do programa ao final desta postagem, ou na edição da Folha da Manhã desta quarta. Nos dias seguintes, em rádio e jornal, o mesmo espaço será ofertado aos representantes das duas outras chapas.

A eleição começa já no sábado (31), na Fundação Centro de Educação à Distância do Estado do Rio de Janeiro (Cederj). E, na próxima terça (03/09), atinge seu clímax no campus de Campos, e no campi avançado da universidade em Macaé. O universo é de aproximadamente 8 mil alunos, divididos entre cerca de 300 professores, 600 técnicos e 7 mil alunos. Na definição do próximo reitor da Uenf, nos quatro anos seguintes, os votos dos professores terão peso de 70%, cabendo 15% aos alunos e os outros 15% aos técnicos.

Independente do resultado das urnas, Carlão traçou o tamanho do desafio: “A gente vai precisar de união para superar coisas que ainda vêm pela frente. E não só união não dentro da Uenf. União com o IFF (Instituto Federal Fluminense), união com a UFF (Universidade Federal Fluminense), com as outras instituições daqui. Campos tem que ter muito orgulho não só da Uenf, mas do que ela se tornou ao longo dos últimos 27 anos: o segundo polo universitário do Estado do Rio de Janeiro (…) As pessoas têm que perceber que a Uenf é da cidade, é da região”.

 

 

 

 

Leia a entrevista na edição desta quarta (28) na Folha da Manhã

 

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Às 7h de terça a quinta, candidatos a reitor da Uenf na Folha FM. Na sexta, Mérida

 

Folha no Ar receberá, de terça a quinta, os candidatos a reitor da Uenf: Carlão de Rezende, Raul Palacio e Enrique Medina (Montagem: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)

A partir desta terça (27), sempre às 7h da manhã, o programa Folha no Ar 1ª edição, da Folha FM 98,3, entrevistará individualmente os três candidatos a reitor da Universidade Estadual do Norte Fluminense Darcy Ribeiro (Uenf). A eleição começa já no sábado (31), na Fundação Centro de Educação à Distância do Estado do Rio de Janeiro (Cederj). E, na próxima terça (03/09), atinge seu clímax no campus Leonel Brizola, em Campos, e no polo avançado da universidade em Macaé. Nesta terça, o convidado do programa de rádio mais ouvido de Campos e região será o candidato Carlão de Rezende, seguido de Raul Palacio na quarta (28), fechando com Enrique Medina na quinta (29).

Apesar das entrevistas do Folha no Ar serem geralmente feitas em clima mais descontraído de bate-papo, os três candidatos serão indagados sobre temas comuns. Entre eles, a sonhada autonomia financeira da universidade, o legado do seu fundador Darcy Ribeiro, a relação com o governo estadual Wilson Witzel (PSC) e a Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), a integração do campus com a cidade que o sedia, as parcerias com a  iniciativa privada e o momento difícil que as universidades vivem no Brasil e no mundo, com a onda de negacionismo e ataques ao conhecimento científico. Sobre estes temas comuns, as entrevistas serão transcritas nas respectivas edições dos dias seguintes da Folha da Manhã: Carlão na quarta, Raul na quinta e Enrique na sexta.

 

Pré-candidato a prefeito de Campos pelo PSC, Marcelo Mérida fecha a semana do Folha no Ar na sexta (Foto: Folha da Manhã)

 

Após concluir o ciclo de três entrevistas com os candidatos a reitor da Uenf, em cujo processo de instalação a Folha da Manhã foi uma trincheira no início dos anos 1990, o Folha no Ar 1ª edição fechará a semana com o empresário Marcelo Mérida. No último dia 14, ele assumiu (aqui) a presidência municipal do PSC, partido de Witzel, pelo qual pode vir como candidato a prefeito de Campos em 2020.

 

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Folha FM: Geraldo Venâncio analisa greve dos médicos na Saúde Pública de Campos

 

Médico e ex-secretário municipal de Saúde, Geraldo Venâncio analisou na manhã de hoje, na Folha FM 98,3, a greve da sua categoria na Saúde Pública de Campos (Foto: Isaias Fernandes – Folha da Manhã)

 

Deflagrada no último dia 7, a greve dos médicos da Saúde Pública de Campos é um clássico conflito entre patrão e empregado. A constatação é do ex-secretário municipal de Saúde do governo Rosinha Garotinho (hoje, Patri), ex-vereador, atual diretor do Hospital Álvaro Alvim e médico gastroenterologista, Geraldo Venâncio. Ele foi o entrevistado do início da manhã de hoje do programa Folha no Ar, da Folha FM 98,3. E garantiu que a instalação do ponto biométrico não é uma das causas do movimento. Embora tenha sido listada (aqui) como primeiro item da pauta dos dentistas e servidores municipais, cuja categoria tem marcada, cancelada e reconfirmada (aqui) às 19h de hoje.

Geraldo comentou a visita que hoje (aqui) conselheiros estaduais do Conselho Regional de Medicina do Estado do Rio de Janeiro (Cremerj) fazem a Campos, para avaliar a greve. Ela só terá fim, na visão do experiente médico e político, com base no diálogo. E apontou o ponto que julga fundamental para que os médicos voltem a trabalhar: o pagamento das gratificações, cujos 50% do último mês foram depositados na conta dos médicos no último dia 22, após atraso de um dia motivado pelo bloqueio jurídico da conta da Prefeitura. As substituições, outro pleito da categoria, para Geraldo interessam mais aos servidores da enfermagem e serviço paramédico. Mas admitiu: “a greve tem o momento de começar e o momento de terminar”.

Questionado sobre a ironia da sua categoria em Campos ter votado em peso a presidente em 2018 no anticomunista Jair Bolsonaro (PSL), mas ter a legitimidade da greve no conceito da luta de classes, presente em qualquer conflito entre patrão e empregado, fundado por Karl Marx, Geraldo respondeu com outra ironia: “voto com o relator”. Como professor de gerações de médicos na Faculdade de Medicina de Campos (FMC), ele também analisou a mudança no perfil da carreira, menos humanizada nos últimos anos, no que se refere ao tratamento dos pacientes, depois que passou a ser mais buscada por interesse pecuniário do que por vocação pessoal.

Geraldo também questionou condução do governo Rafael Diniz (Cidadania), que em seu entender endureceu o discurso antes da greve, após os médicos já terem manifestado seu descontentamento com a suspensão do pagamento das gratificações e substituições, por motivo de contingenciamento de gastos, com a queda das receitas do petróleo. Embora tenha defendido realizações do governo Rosinha, que integrou, ele não questionou o desperdício de dinheiro público na época das “vacas gordas” dos royalties, em obras desnecessárias como o Cepop, erguido a R$ 100 milhões.

Ainda assim, Geraldo fez elogios aos pré-candidatos a prefeito de Campos em 2020 Wladimir Garotinho (PSD), deputado federal, e Caio Vianna (PDT). Mas acredita que Rafael, apesar do pouco tempo para se recuperar do desgaste pelo não atendimento das expectativas, também esteja no páreo. Ele demonstrou menos crença na força do deputado estadual Gil Vianna (PSL), pela perda de popularidade que sofre quem, em tese, seria seu principal cabo eleitoral: o presidente Jair Bolsonaro.

Veja nos três blocos abaixo a íntegra da entrevista de Geraldo Venâncio ao Folha no Ar:

 

 

 

 

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Marcada no dia 23 e desmarcada dia 24, assembleia dos dentistas vai ocorrer nesta 2ª

 

 

Desmarcada no sábado, a assembleia dos odontólogos foi confirmada em grupo de WhtasApp

Para os cerca de 450 dentistas da Saúde Pública de Campos, o que seria e deixou de ser, voltou a ser. Anunciada aqui, neste blog, na última sexta (23), a assembleia do Sindicato dos Odontologistas do Norte do Estado do Rio de Janeiro (Sonerj), marcada para às 19h desta segunda (26), tinha na pauta três itens: 1) ponto biométrico, 2) condições de trabalho e 3) salário. E gerou grande repercussão. Tanto que, no sábado (24), o presidente do Sonerj, Domingos Ferreira Junior, procurou a redação da Folha para comunicar que a assembleia estava desmarcada, o que foi democraticamente anunciado (aqui) na coluna Ponto Final de domingo (25). Só que, no mesmo dia, Domingos pediu a uma colega que postasse no grupo de WhtasApp “Dentistas de Campos”, do qual não faz parte, que a assembleia da categoria vai ocorrer, sim, nesta segunda. E o presidente do Sonerj confirmou a informação ao blog:

— Nós marcamos a assembleia em edital de convocação. Mas a maneira como a pauta foi noticiada gerou reações de dentistas servidores que disseram não se sentirem representados pelo sindicato. E a declaração de um deles, que comparou o servidor que não quer o ponto biométrico com um empresário corrupto gerou muita repercussão negativa. Ninguém é contra a biometria. Temos que trabalhar as horas semanais para que fomos aprovados em concurso. A questão é como a biometria vem sendo feita. E as condições de trabalho, que também estão na pauta. Por conta da reação, procuramos a Folha no sábado para comunicar o cancelamento da assembleia de segunda. Mas como não conseguimos publicar o edital de cancelamento nos classificados do jornal, que já tinham fechado, fomos aconselhados por motivos jurídicos a manter a assembleia. E fomos pressionados também pelos mesmos que disseram não se sentir representados pelo sindicato. Daí pedi a uma colega que avisasse à categoria no grupo de WhatsApp “Dentistas de Campos”, porque não faço parte dele — explicou o presidente da Sonerj.

O local da assembleia é o mesmo marcado incialmente: no auditório do edifício Connect Work Station, na rua Saldanha Marinho, 458. Abaixo, o edital de convocação do dia 23, que foi cancelado no dia 24 e confirmado no dia 25 para o dia 26:

 

 

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