Pro4: Chicão lidera sucessão de Rosinha na espontânea e estimulada

Por Aluysio Abreu Barbosa
Quem duvidava da força da máquina ou do ex-prefeito Arnaldo Vianna (PEN), que repense suas certezas. A exatos 52 dias das urnas de 2 de outubro, o candidato governista Dr. Chicão (PR) assumiu a liderança na corrida à sucessão da prefeita Rosinha Garotinho (PR). Na nova pesquisa do instituto Pro4, com 620 eleitores das sete zonas eleitorais do município, encomendada pela Folha da Manhã e realizada em 6 de agosto (último sábado), Chicão liderou tanto a consulta espontânea (4,8%), quanto a estimulada (17,6%). Nesta, dentro da margem de erro de 3,9% para mais ou menos, ficou em empate técnico com Caio Vianna (PDT), que bateu 13,7%; Rafael Diniz (PPS), com 13,2%; e Geraldo Pudim, com 11,1%. Atrás, apareceram Nildo Cardoso (DEM), com 4,2%; e Rogério Matoso (PPL), com 2,9%.
Após a definição da candidatura governista em 27 de julho, Chicão parece ter sido alavancado pela força de uma máquina municipal que ganhou gás com o empréstimo (aqui) de R$ 367 milhões da terceira “venda do futuro”, a ser pago até 2026. Mesmo sendo o mais popular entre os então pré-candidatos rosáceos, na consulta estimulada anterior, feita (aqui) entre 8 e 10 de junho, o vice-prefeito ficou apenas com 8,4%, em quarto lugar na corrida a prefeito. Embora aquele cenário tivesse como possíveis candidatos os vereadores Tadeu Tô Contigo (PRB), que desistiu (aqui) apesar da segunda posição com 13,4%; e Mauro Silva (PSDB), que bateu 1,9% e virou vice na chapa de Chicão; o crescimento deste nos últimos dois meses foi o maior entre os seis candidatos que de fato disputarão a Prefeitura: 9,2 pontos percentuais.
Mas se a força da máquina se faz representar no crescimento de quase dois dígitos inteiros de Chicão, quem também cresceu substancialmente foi Geraldo Pudim, passando dos 5% da pesquisa Pro4 anterior para 11,1%, na mais recente. A evolução de 6,1 pontos percentuais evidencia a popularidade e capacidade de transferência do ex-prefeito Arnaldo Vianna (PEN), que no final de julho deu (aqui, aqui e aqui) seu apoio à candidatura do deputado estadual do PMDB a prefeito de Campos. E, ao fazê-lo (aqui) com críticas abertas à candidatura de Caio Vianna, Arnaldo parece ter prejudicado seu único filho, que passou da liderança anterior de 15,2% para a segunda posição, com seus atuais 13,7% — pequena queda de 1,5 ponto percentual.
Quem ganhou quase a mesma coisa que Caio perdeu foi o vereador Rafael Diniz. Nos últimos dois meses, ele passou dos 11,3% de junho para os atuais 13,2%, num acréscimo de 1,9 ponto percentual. Crescimento igual ou muito semelhante ao que também apresentaram o vereador Nildo Cardoso, de 2,3% para 4,2% (idêntico 1,9 ponto percentual); e o ex-vereador Rogério Matoso, que passou de 1,1% a 2,9% (1,8 ponto percentual).

Mas se a consulta estimulada das intenções de voto revela quem subiu e caiu nos últimos dois meses de pré-campanha, a espontânea desnuda o muito que ainda há em aberto na cabeça de um eleitor a pouco mais de 50 dias de escolher seu próximo governante: 79,7% — ou oito entre cada 10 campistas — ainda não sabem responder em quem votarão (68,1%), ou afirmam que irão fazê-lo em branco ou nulo (11,6%).
Diante desse quadro de indefinição, um dado importante para avaliar as possibilidades de crescimento é a rejeição dos candidatos. Pudim continua liderando com sobras o índice negativo, com 28,1%, seguido de Chicão (17,4%), Nildo (5,5%), Caio (5,3%), Rogério (3,9%) e Rafael (3,2%). Para 8,9% dos campistas, a rejeição é a todos.

Publicado hoje (11) na Folha da Manhã









Para quem achava que tinha sido encerrada a disputa de golpes e contragolpes, entre PR e PDT, pelo apoio do PSB na sucessão da prefeita Rosinha Garotinho (PR), acaba de ocorrer uma nova reviravolta: o partido em Campos voltou a ser presidido pelo vereador Gil Vianna, escolhido (



