Por Aluysio Abreu Barbosa e Alexandre Bastos
Wladimir Garotinho (PR) não será candidato a vereador em 2016. Caso sua mãe renuncie seis meses antes, seria para beneficiar uma eventual candidatura do vice Chicão Oliveira (PP) a prefeito, e/ou de seu pai a vereador, no sentido de puxar a legenda e garantir uma bancada forte na Câmara, necessária à sobrevivência do grupo, sobretudo se o governo municipal passasse às mãos da oposição. De uma maneira ou outra, no “jogo de xadrez” da política, Wladimir também negou que trabalhe para montar um “rolo compressor” pessoal no Legislativo goitacá, ou que vá se empenhar especialmente para nele eleger o empresário Dudu Azevedo. Sobre quem já se empenhou e elegeu, o deputado estadual Bruno Dauaire (PR), o jovem Garotinho foi assertivo para a eleição à Alerj em 2018: “Não disputarei o mesmo cargo que ele”. Representante da renovação em seu grupo, como Bruno, ou Thiago Ferrugem (PR), pré-candidato que mereceu análise particular para 2016, Wladimir disse que a Igreja Católica contribuiu para a derrocada da candidatura do senador Marcelo Crivella (PRB) a governador em Campos, apoiado por seu pai no segundo turno de 2014. Íntimo do mundo da tecnologia, mesmo quando nele flagrado em situações em que ficou “vermelho na hora” para não ficar “amarelo a vida toda”, Wladimir ressalvou: “Ferramentas facilitam o contato pessoal, mas não podem nunca substituir o olho no olho e o velho aperto de mão”.
Folha da Manhã – Em nossa última entrevista (aqui), de abril de 2014, ao projetar o que ocorreria nas eleições de outubro daquele ano, você acertou quando disse que o governo conseguiria eleger sua irmã Clarissa Garotinho (PR) e Paulo Feijó (PR) como deputados federais, enquanto a oposição local não faria nenhum. Como vê os mandatos de quem se elegeu ao Congresso Nacional? Como previu o naufrágio das candidaturas de oposição?
Wladimir Garotinho – Campos pode se orgulhar dos deputados federais que tem. Cada um, com seu estilo, vêm dando sua contribuição, seja através de projetos de lei ou de emendas que beneficiam a cidade e a região. Sobre a oposição não ter eleito ninguém à Câmara Federal, era só olhar o quadro que estava posto. Lançaram cinco candidatos e muitas outras pessoas do meio político apoiaram candidatos sem nenhuma relação com nossa cidade.
Folha – Especificamente sobre Feijó, não é segredo que ele está distante dentro do grupo, sobretudo de seu pai. Em entrevista à Folha, o deputado disse (aqui) que deve encerrar a carreira política neste mandato e afirmou: “Rosinha é a prefeita que mais realizou no nosso município (…) Mas (…) se levarmos em consideração o que Campos recebeu de royalties do petróleo nos últimos 20 anos, verificamos que o nosso município poderia ser muito melhor”. Não ficou meio dúbio? Na sua opinião, Feijó poderia ser mais aproveitado, e Campos, ser muito melhor?
Wladimir – Feijó é amigo, é leal. Ele e o Garotinho viveram os últimos quatro anos praticamente juntos em Brasília, se encontravam e se falavam toda hora para discutir questões da câmara dos deputados. Hoje, a situação é diferente, a distância é normal e a correria do trabalho de ambos não permite que estejam tão juntos. Não dá para questionar as realizações; Feijó esta certo: Rosinha é disparada a prefeita que mais realizou em Campos, isso é um fato concreto. Não podemos cair no erro dessa conta de 20 anos, pois em 13 deles o município foi conduzido por aqueles que hoje são nossos adversários, e nosso grupo não participou do governo.
Folha – E sobre Clarissa, qual sua avaliação do mandato de estreia da irmã na Câmara Federal? Em sua opinião, ela deve ou não se lançar nas eleições à Prefeitura do Rio, no ano que vem? E ela vai ou não para PSDB, com o qual o líder de Rosinha na Câmara Municipal, vereador Mauro Silva (atual PT do B), já namora (aqui) abertamente?
Wladimir – Clarissa tem ido muito bem, tem tido posições firmes, algumas que até têm contrariado o seu partido, mas isso é natural. Você tem que ter bom trânsito no partido e seguir algumas diretrizes, mas não pode deixar de ser você mesmo, jamais. Ela não irá para o PSDB, Mauro Silva já foi (ainda está no PT do B). Isso está decidido e acordado. A Prefeitura do Rio é um passo grande. Em primeiro lugar, a decisão tem que ser dela, a vontade dela deve ser respeitada e depois discutida. Seja nessa eleição ou em próximas, tenho certeza de que ela será candidata no momento em que se sentir preparada para tal desafio.
Folha – Quem você acha que reúne melhores condições para ser o candidato do garotismo à sucessão da sua mãe em 2016? Mauro, o vice-prefeito Chicão de Oliveira (atual PP), os também vereadores Edson Batista (PTB) e Auxiliadora Freitas (PHS), ou os secretários municipais Suledil Bernardino (PR) e Fábio Ribeiro (PR)?
Wladimir – Todos são companheiros de longa data. Já foi dito aos postulantes que a decisão será em grupo e vamos marchar unidos.
Folha – Correndo por fora, mas ganhando visibilidade pela atuação na secretaria de Desenvolvimento Humano e Social, seu amigo Thiago Ferrugem tem alguma chance nessa disputa? E ela aumentaria se seu grupo lançar não uma, mas duas candidaturas a prefeito? Na sua opinião, essa tática da divisão aberta seria viável ou, dado o desgaste do governo, suicídio?
Wladimir – Thiago é um jovem promissor, ele amadureceu muito e seu trabalho tem sido elogiado dentro e fora do governo. Pode ser uma boa opção para compor a chapa majoritária e iniciar já na próxima eleição uma ampliação da renovação do grupo, mas penso que ele não deve “queimar etapa” e deverá se eleger vereador com uma boa votação. A decisão de quem irá para a disputa deverá ficar para o ano que vem. Até lá, é só suposição.
Folha – E a possibilidade de Rosinha renunciar seis meses antes, para tentar dar maior visibilidade a Chicão, caso seja ele o candidato a prefeito, ou para abrir espaço legal para que seu pai ou você possam concorrer a vereador, visando puxar legenda e formar uma bancada forte. A chance dessa última alternativa pode crescer, caso as pesquisas mais próximas ao pleito indicarem uma dificuldade maior em manter a Prefeitura?
Wladimir – Política é como um jogo de xadrez e as peças precisam ser movimentadas na hora certa e no momento certo. Uma coisa eu posso garantir: Não serei candidato a vereador.
Folha – Nessa coisa de bancada legislativa, independente do resultado da eleição majoritária, se fala que você estaria montando seu “rolo compressor” particular. Entre os vereadores eleitos, por exemplo, nele estariam aqueles que já apoiaram Bruno Dauaire (PR) ano passado para deputado estadual: Luiz Alberto Neném (PTB), Cecília Ribeiro Gomes (PT do B), Thiago Virgílio (PTC) e Jorge Rangel, licenciado da Câmara na secretaria de Limpeza Pública. Procede?
Wladimir – Não. Sou grato aos vereadores que enfrentaram muitos problemas e passaram por alguns desertos junto comigo na campanha vitoriosa de Bruno Dauiare, mas não estou montando nenhum tipo de rolo ou de bloco. Ajudarei a quem pedir minha ajuda ou achar que ela é valida, seja em reuniões, caminhadas e etc.
Folha – E como equilibrar seu apoio aos demais candidatos a vereador com aquele que, segundo já se comenta, será seu preferido: o empresário Dudu Azevedo? Não teme provocar, em 2016, a mesma ciumeira que tanto problema gerou seu apoio a Bruno em 2014?
Wladmir – Como já disse, não terei candidato. A situação com Bruno foi um momento pontual, os bastidores e as histórias daquela eleição já são passado e estão superadas. Dudu Azevedo é meu amigo, ele quem me procurou falando sobre sua candidatura. Sei na pele o que é querer ser candidato e não poder, então eu apenas disse que se essa é a vontade dele, que ele siga e trabalhe desde já. Sou um entusiasta de que os jovens participem do processo político. A renovação é fundamental.
Folha – E na família, como administrar os ciúmes com as pré-candidaturas a vereador já anunciadas por seus dois primos, Helinho Nahim (DEM) e Gustavo Matheus (PV), ambos pela oposição? Sobretudo com o primeiro, a partir da sociedade na empresa Quatro Ventos e no restaurante Baviera, além do compadrio trocado no batismo dos filhos, como separar a fraternidade da política, para não repetir o mesmo erros dos seus pais? Concorda com o que Helinho disse em entrevista (aqui) à Folha: “Sabendo separar as coisas, a relação vai continuar boa”?
Wladmir – Minha amizade e meu carinho por Helinho, a quem eu chamo de Alemão, independem de qualquer circunstância. Somos primos/irmãos, temos obrigação em manter nosso elo e saber que um dia, caso sigamos por caminhos políticos, podemos estar juntos. Com Gustavo, eu não tenho a mesma relação próxima que com Helinho, até pela questão de idade. Não vejo problema algum na sua candidatura, nos falamos sempre e trocamos algumas informações. Sou de uma geração que gosta do diálogo. Se todos mantiverem essa postura, a relação continuará boa.
Folha – Indagado sobre os desentendimentos na eleição de 2014, outro entrevistado da Folha, o deputado estadual e pré-candidato a prefeito Geraldo Pudim (PMDB), disse (aqui) que você talvez “tenha ranços de um garoto mimado” e certamente atrapalhou, com seu apoio a Bruno, não só outros candidatos do grupo, como seu próprio pai na tentativa de voltar a ser governador. Procurado pela reportagem da Folha, no dia seguinte à publicação da entrevista, você se esquivou. Mas não dá para ser entrevistado sem responder a isso. Sem fugir, o que tem a dizer?
Wladimir – Eu não esquivei. Na verdade achei a repercussão (aqui) tão ruim que preferi nem comentar. Eu conheço Pudim desde que nasci. Sempre vi ele dentro da minha casa e ao lado do meu pai. Difícil imaginar uma “profunda reflexão” que em seis meses fez ele passar de candidato da “Família Garotinho” para adversário. Ele disse que o rompimento dele com o grupo não foi pelo meu apoio ao atual deputado estadual Bruno Dauaire, e não foi mesmo. Isso só ratificou minha posição e mostrou que eu estava certo. Hoje, quem deve explicação às pessoas e às lideranças é ele, não eu. Meu apoio a Bruno foi combinado em uma reunião com todos os pré-candidatos, mas talvez achassem que éramos muito “mimados” e que não teríamos conseguido chegar tão longe. Aliás, ele também disse que eu ainda não tenho “importância política”, mas meu candidato ganhou dele com mais de 10 mil votos de diferença. Talvez esteja confundindo a tal “importância política” com credibilidade. Eu prefiro a segunda opção.
Folha – E como está sua relação com Bruno depois que ele assinou um termo eximindo Pudim e Jair Bittencourt, outro deputado estadual “dissidente” do PR, de qualquer motivo para que seu pai os expulsasse do partido? Como é quase certo que você ou Clarissa concorram à Alerj em 2018, não é até natural que o jovem Dauaire busque seus próprios caminhos?
Wladimir – A política não vai estar nunca acima da minha amizade com Bruno, ou com quem quer que seja. Não disputarei a mesma cadeira que ele. Qualquer decisão que tiver que ser tomada, será conversada; somos maduros suficientes pra isso. Nos falamos quase todos os dias, eu estou sempre indo à Alerj e não tenho motivo algum para desconfiar de qualquer atitude que ele julgue necessária para manter a boa relação dentro da bancada.
Folha – Sua candidatura a deputado estadual é mesmo certa? E, independente do resultado das urnas de 2016, sua candidatura a prefeito de Campos em 2020?
Wladimir – Não existe nada definido. Sou publicitário, produtor de eventos e comerciante. Sou chefe de família, bem casado e com dois filhos. Não sou político profissional e não dependo dela pra viver. Só serei candidato a algum cargo se for para conseguir ajudar e melhorar a vida das pessoas, pois terei que ter a consciência em abrir mão de uma vida estabilizada. Estando no meio político, você ainda consegue tempo para outras coisas na vida, mas, se estiver com mandato, sua missão é trabalhar “full time” para conseguir realizar os anseios de muitos.
Folha – Você também acertou, naquela última entrevista citada no começo desta, quando previu que a oposição elegeria apenas um deputado estadual, e que qualquer um que quisesse se eleger, teria que buscar votos fora de Campos. A lição valerá para você em 2018?
Wladimir – Como disse, não sei se sou candidato. Mas isso serve para qualquer postulante ao cargo.
Folha – Conhecido por trabalhar bem com a agilidade de ferramentas virtuais como o WhatsApp e outras mídias sociais, não acha que seu pai e outras lideranças do grupo envelheceram nos métodos? Já não passou da hora de renovar?
Wladimir – A melhor receita de sucesso e unir a vitalidade e agilidade da nova geração com a experiência de quem já viveu e passou por muitas batalhas na vida. Ferramentas facilitam o contato pessoal, mas não podem nunca substituir o olho no olho e o velho aperto de mão. A renovação e a transição de geração irá acontecer natural e gradativamente. Não adianta querer acelerar o processo e causar problemas que depois se tornem irreversíveis. Tudo, seja na área empresarial, econômica e até mesmo na política, precisa se reciclar ou estará fadado à extinção. Pode ser difícil para alguns aceitarem isso, porém, é o ciclo natural.
Folha – No outro lado da moeda, como se sentiu com a rápida e ampla repercussão (aqui) de um vídeo feito no último Natal, após a derrota do seu pai ao governo do Estado, no qual você foi publicamente cobrado por uma pequena multidão na Lapa, berço de Garotinho, sobre o atraso do aluguel social por parte do governo de Campos, e teve que admitir constrangido: “Está atrasando porque a Prefeitura, no momento, está sem dinheiro”?
Wladimir – Não teve multidão, foram cerca de 10 pessoas. Todos os outros que aparecem na filmagem estavam na festa de Natal que eu realizo todos os anos na Lapa. Naquela ocasião, o aluguel social estava com um mês de atraso, o governo estava fazendo cortes para enfrentar a crise e a queda da arrecadação. Em junho de 2014, o barril de petróleo era negociado a US$ 120, enquanto em dezembro do mesmo ano estava na casa dos US$ 60. Não dá para pagar as mesmas contas recebendo menos dinheiro. Eu disse a verdade. Melhor ficar vermelho na hora do que amarelo a vida toda.
Folha – Chamada de “venda do futuro”, a antecipação das receitas do município foi reprovada (aqui) por 88,7% dos campistas, em pesquisa do instituto Pro4, rejeição próxima à registrada em enquetes da Folha Online (85,1%) e da InterTV (90%). Anda assim, na ordem de até R$ 1,2 bilhão, a operação foi aprovada em sessão da Câmara em junho, julgada ilegal pela Justiça, mas aprovada novamente em setembro. Acha que vocês vão conseguir quem compre? Como Campos chegou ao ponto de ter que vender?
Wladimir – Vale lembrar que o que foi considerado ilegal pela Justiça foi o modo que a sessão da Câmara foi conduzida, pois o vereador Kellinho era suplente e não poderia ter participado dela. Não tem nada de ilegal com a operação e com a lei aprovada. Vale lembrar também que o valor da operação é calculado pela Agencia Nacional de Petróleo (ANP), baseado nas perdas reais que os municípios e Estados tiveram, não tem ninguém pleiteando valores exatos. Dito isso, eu deixo algumas reflexões: os vereadores e parte da imprensa que criaram o termo “venda do futuro” apoiaram o (Luiz Fernando) Pezão (PMDB), candidato do Sérgio Cabral (PMDB), ao governo do Estado. O Cabral fez esse tipo de operação diversas vezes, o Pezão apenas este ano já fez várias operações idênticas, dando como garantia não só os royalties de petróleo, como o ICMS do Estado, chegou ao cúmulo de pegar R$ 6 bilhões dos depósitos judiciais, para poder cobrir o buraco do Estado, e ainda assim ele próprio teve que admitir que não sabe se terá dinheiro para pagar o funcionalismo publico e o 13º salário no final do ano. E aí? Ele está certo e nós errados? É mais provável que alguns aqui na cidade estejam brincando com a inteligência das pessoas. O que é dito no jogo político precisa ser sustentando, assim que a operação for concretizada, o que deve ocorrer ainda em outubro, e o dinheiro voltar a circular na cidade, todas as pessoas terão o real entendimento da necessidade dela. Não comprometera nenhuma outra administração ou geração futura, como tentam afirmar, pois está escrito e previsto na lei que só poderá ser pago 10% daquilo que for arrecadado ao ano. Sendo assim que futuro será comprometido?
Folha – A Folha vem fazendo uma série diária de matérias, ouvindo especialistas de cada área, para apontar princípios à próxima administração municipal. Em resumo, quais compromissos o sucessor da sua mãe deveria assumir em questões como dependência dos royalties, transparência de governo, enxugamento da máquina, infraestrutura, comércio, indústria, agropecuária, cultura, esportes e lazer, sem contar a saúde e a educação, na qual Campos fica entre as últimas posições, no Ideb e Ioeb, entre os 92 municípios fluminenses?
Wladimir – São muitas questões importantes para serem tratadas em uma única pergunta, o que eu gostaria de ressaltar é a importância do diálogo com a sociedade e com as instituições. O governo precisará ser mais horizontal e estar atento as opiniões e as necessidades de cada segmento. Programas importantes e que vem dando bons resultados como os Bairros Legais, Passagem Social, Vilas Olímpicas, programa de imunização com várias vacinas gratuitas, Micro Crédito pelo Fundecam, novas escolas e creches, programa habitacional e tantos outros precisam ser mantidos e ampliados, dentro da nova realidade financeira imposta pela crise nacional e pela crise da região do petróleo.
Folha – Ainda em relação àquela sua última entrevista, que abriu esta, você a encerrou em 2014 projetando a sucessão de Rosinha para 2016: “São muitas condicionantes. Se Garotinho ganhar a governador, é uma coisa. Se ele não ganhar, será outra”. Pois ele perdeu ainda no primeiro turno, amargando no segundo a derrota (aqui) em cinco das sete zonas eleitorais de Campos, ao apoiar Marcelo Crivella (PRB). E agora, como será?
Wladimir – A vitória de Pezão em Campos no segundo turno teve um componente mais do que simplesmente político. A Igreja Católica emitiu um comunicado oficial pedindo aos fiéis que não votassem no Crivella e, no domingo pela manhã, do dia da eleição, em várias igrejas, os padres reforçaram o pedido. Garotinho não venceu a eleição e já estamos vivendo a situação que havia dito em 2014. Primeiro tentaram controlar a câmara de vereadores para fazer o governo ficar de joelhos, algo semelhante ao que faz Eduardo Cunha com Dilma. Em seguida, alguns que eram aliados trocaram de lado. Sem dúvida a eleição será muito disputada. Ainda teremos cenas e capítulos a serem escritos nesse um ano até o pleito.
Publicado hoje na Folha da Manhã