Bombeiros voltam às buscas de Neivaldo nesse sábado, na foz do Paraíba

Além dos amigos, mas por causa deles, as novas buscas que serão feitas amanhã de manhã pelo comerciante Neivaldo Paes Soares, o “Bambu”, de 54 anos, contarão também com uma equipe do 5º Grupamento de Bombeiros Militares (GBM). Quem pediu e conseguiu a ajuda oficial, que contará com um barco e dois homens, foi policial civil Guilherme Bousquet, amigo de Neivaldo, desaparecido desde o início da noite do domingo retrasado, dia 21 de junho, quando iniciou a travessia da foz do rio, de Atafona à ilha do Peçanha, onde residia. O esforço se unirá à varredura na ilha programada por Élvio Paes Soares, o “Estranho”, irmão de Neivaldo, que convocou amigos para ajudá-lo. Guilherme e os bombeiros saem às 9h da manhã, do cais do restaurante do Ricardinho, ao lado da igreja Nossa Senhora da Penha, em Atafona, mesmo local marcado Élvio como ponto de encontro e onde Neivaldo foi visto pela última vez.
Os bombeiros já participaram das suas buscas, por cinco dias seguidos, de 26 a 30 de junho, sem nada encontrar, fato estranhado pelos pescadores. Uma equipe da Polícia Civil esteve na casa de Neivaldo, na ilha Peçanha, no dia 29, antes de esclarecimentos serem prestados na 145ª Delegacia de Polícia (DP) de São João da Barra (SJB) durante a semana, por pessoas que estiveram e viram Neivaldo antes do seu desaparecimento, assim como outros moradores da ilha. A hipótese de homicídio não está confirmada, nem descartada. Paralelamente à Polícia Civil, a Marinha do Brasil, através da sua Capitania dos Portos em SJB, também abriu investigação sobre o caso.
Saiba mais sobre o caso aqui, aqui, aqui, aqui, aqui e amanhã, na edição impressa da Folha.
Maioria dos campistas vê governo desonesto e má aplicação dos royalties

Por Aluysio Abreu Barbosa e Suzy Monteiro
Que outros municípios vão tentar antecipar receitas para tentar conter as perdas dos royalties com a queda no preço no barril de petróleo, parece ser uma tendência. Macaé, Cabo Frio e São João da Barra já sinalizaram nessa direção, muito embora a Agência Nacional de Petróleo (ANP) ainda não tenha feito o cálculo oficial das perdas. Por que então, em Campos, 88,5% da população são contra a antecipação de receita, popularmente conhecida como “venda do futuro”, proposta pela gestão Rosinha Garotinho (PR) e aprovada pela Câmara Municipal na polêmica sessão do último dia 10 de junho? A resposta talvez esteja em duas outras duas estatísticas: para 83,3% dos campistas, o governo Rosinha aplica mal os royalties do município, enquanto 68,3% acham simplesmente que a atual administração municipal não é honesta.
Os novos resultados foram aferidos na mesma pesquisa do instituto Pro4, com entrevistas detalhadas junto a 426 pessoas nas sete Zonas Eleitorais (ZEs) do município, realizada entre 18 e 22 de junho. Os dados da consulta apontam o desgaste do governo Rosinha, acelerado depois que seu marido, Anthony Garotinho (PR), assumiu a secretaria municipal de Governo, em fevereiro deste ano, menos de quatro meses após ser derrotado em outubro de 2014, ainda no primeiro turno da eleição a governador — insucesso repetido no segundo pelo candidato que recebeu o apoio do casal para perder em cinco das sete ZEs de Campos.
Com a rejeição a Garotinho atrelada ao governo Rosinha, este chegou à segunda quinzena de junho considerado ruim (17,6%) ou péssimo (35,7%) por impressionantes 53,3% dos campistas, enquanto é razoável para 34,3%, bom para 10,8% e ótimo para apenas 1,4%. Os números são endossados pelos 75,2% que disseram desaprovar a maneira como Campos tem sido administrada, bem como pelos 77,2% que declararam não confiar na prefeita.
Mas é comparando essa nova pesquisa do Pro4 com a feita pelo mesmo instituto em abril, que a velocidade do desgaste do governo de Campos surge mais flagrante. Entre quem achava que o governo dos Garotinho aplica mal os royalties da cidade, os 81,2% de antes subiram para 83,3% em junho. O aumento de 2,1 pontos percentuais pode ser pouco, mas aponta uma mesma tendência, quando constatado que, na pesquisa anterior, 14,3% achavam os recursos do petróleo bem aplicados em Campos, percentual que diminuiu para 12%.
Quando se analisa a sensação de honestidade do governo dos Garotinho junto à população, as coisas parecem ter ficado ainda piores para quem a comanda. Se em abril já deveria ser preocupante ter 49,5% considerando a Prefeitura de Campos desonesta, este índice se tornou capaz de ganhar uma eleição majoritária em turno único: hoje impensáveis 68,3% dos campistas não vêem honestidade em seus governantes. Esta evolução negativa de quase 20 pontos percentuais, em apenas dois meses, não é diferente na outra ponta: os 32,2% que em abril ainda consideravam a administração rosácea honesta, minguaram para apenas 12,9% em junho.
Em outras palavras e, ao que tudo indica, sem nenhuma coincidência: enquanto quase nove entre cada 10 campistas são contra a “venda do futuro” aprovada pelos Garotinho na Câmara, pouco mais de um do mesmo grupo de 10 considera honestos aqueles que hoje governam a cidade.

Desejo de mudança na análise dos vereadores
Segundo pesquisa do instituto Pro4, publicada na edição de quarta-feira da Folha da Manhã, 93,5% dos eleitores querem mudança. E 82% deles exigem que o próximo prefeito mude tudo (45,1%) ou muita coisa (36,9%). Já 11,5% dos campistas disseram querer poucas mudanças do seu próximo governante, enquanto 4,7% expressou desejo pela total continuidade.
Da oposição, o vereador Rafael Diniz (PPS) ressalta que o desejo de mudança está em todo Brasil e em Campos não é diferente:
— Nossa população está descrente de um grupo político que só pensa em se perpetuar no poder. A população vê que o orçamento bilionário do município de Campos não é revertido em melhor qualidade de vida e esse sentimento é o mesmo em qualquer região de nossa cidade. É lamentável, mas o grupo político que está aí esquece de pensar na população e só pensa em si mesmo — destaca.
O vereador da bancada independente, Gil Vianna (PR), acredita que o resultado da pesquisa é reflexo de uma má gestão “A população sentiu que não pode confiar no governo. Por isso, votei contra a venda dos royalties. Essa pesquisa é a resposta da população e é preciso que o governo entenda”.
Da situação, o vereador Luiz Alberto Neném (PTB), discordou: “Não sabemos como está sendo feita essa pesquisa. Mas temos certeza que o governo da prefeita Rosinha representa grande avanço para Campos. Não há como comparar com governos Mocaiber e Arnaldo, que foram lastimáveis. A prefeita está há seis anos e meio governando para o povo. E a população sabe e reconhece isso”, afirmou.
Publicado hoje na Folha da Manhã
Irmão de Neivaldo convoca amigos para retomar buscas no sábado

Se as buscas pelo comerciante Neivaldo Paes Soares, o “Bambu”, de 54 anos, desaparecido desde o 21 de junho na foz do rio Paraíba do Sul, foram encerradas oficialmente ontem, como a Folha Online noticiou aqui, o mesmo não se pode dizer da sua família e amigos. Seu irmão, o também comerciante Élvio Paes Soares, o “Estranho”, está convocando todos que queiram ajudá-lo a fazer uma varredura na ilha do Peçanha, onde Neivaldo residia e para onde ele estava indo, quando foi visto pela última vez, guiando sozinho sua canoa a motor, saindo do cais do restaurante do Ricardinho, ao lado da Igreja Nossa Senhora da Penha. No mesmo local, às 10 da manhã do próximo sábado, dia 4 de julho, os amigos de Neivaldo se reunirão para irem em embarcações até o Peçanha, onde as buscas acontecerão até o pôr do sol.
Embora testemunhas tenham visto Neivaldo sem salva-vidas, caindo do barco quatro vezes e tendo dificuldades para ligar o motor de popa da canoa, seu irmão acredita na tese de assassinato. Em primeiro lugar, porque a porta da frente da casa de Neivaldo no Peçanha estava aberta, e ele sempre a deixava fechada quando se ausentava. Élvio ainda lembrou que, antes de desaparecer, Neivaldo tinha se envolvido em confrontos físicos com outros moradores da ilha. Os pescadores de Atafona também estranham que o corpo não tenha aparecido nestes últimos 1o dias, na foz do Paraíba ou no litoral, mesmo com o fluxo constante de pessoas e embarcações na área e após seis dias seguidos de buscas incessantes.
A Polícia Civil, que esteve na ilha e na casa de Neivaldo só na segunda-feira, 29 de junho, está convocando pessoas a prestarem esclarecimentos sobre o caso na 145ª DP de São João da Barra. Por enquanto nenhuma hipótese está confirmada, nem descartada. O desaparecimento foi constatado após a canoa de Neivaldo, aparecer rodando sozinha na foz do Paraíba, sem o seu condutor, tendo em seu interior uma churrasqueira, carne já assada de churrasco, uma garrafa e latas de cerveja vazias, cigarros de palha fumados pela metade, um saco plástico com mantimentos (farinha, café e açúcar), o telefone celular e uma camisa social preta dobrada, de manga comprida, com R$ 9,00 em notas dentro do bolso.
Segundo testemunhas, Neivaldo estava vestindo a mesma camisa quando saiu do cais do Ricardinho para atravessar a foz do rio numa noite fria de inverno.
Saiba mais sobre o caso aqui, aqui, aqui, aqui e amanhã, na edição impressa da Folha da Manhã.
Desejo de mudança em 2016 cresce e chega à periferia

Por Suzy Monteiro, Aluysio Abreu Barbosa e Alexandre Bastos
Com o governo Rosinha Garotinho (PR) considerado ruim (17,6%) ou péssimo (35,7%) para mais da metade (53,3%) da população campista, na qual 75,2% não aprovam a maneira como o município vem sendo gerido e 77,2% não confiam na prefeita, não é preciso ser especialista em pesquisas para concluir que o eleitor está ávido de mudanças em Campos. Mas como medir esse desejo de ruptura com o mesmo modelo que governa a cidade há 26 anos, desperdiçando no período os bilhões recebidos em royalties, mas ainda assim autorizado numa sessão tumultuada da Câmara a avançar também sobre as receitas futuras, num empréstimo defendido a ferro e fogo pelo secretário de Governo Anthony Garotinho (PR), mesmo condenado por 86,5% do eleitorado — quase nove entre cada 10 campistas? Segundo a mesma pesquisa do instituto Pro4 que revelou todos os números anteriores, através de entrevistas detalhadas com 426 pessoas, entre 18 a 22 de junho, nada menos do que 93,3% dos eleitores querem mudança. E 82% deles exigem que o próximo prefeito mude tudo (45,1%) ou muita coisa (36,9%) em relação ao que os Garotinhos fazem hoje em (ou com) Campos.
Se 11,5% dos campistas disseram querer poucas mudanças do seu próximo governante, enquanto o volume morto de 4,7% expressou desejo pela total continuidade, o que mais marca na nova consulta do Pro4, sobretudo na comparação com a anterior, feita em abril, é a velocidade no desgaste do governo Rosinha Garotinho. Nesse período de apenas dois meses, os que cobram mudança total do sucessor da prefeita avançaram impressionantes 11,3 pontos percentuais: de 33,8%, aos 45,1% atuais.
No mesmo curto espaço de tempo, aumentou também aqueles que querem muitas mudanças do próximo governo municipal: de 32,9% para 36,9%. Revelando o processo de erosão acelerado dos Garotinhos, de abril a junho só diminuíram os campistas que desejam poucas mudanças (de 18,3% para 11,5%) ou a total continuidade (de 11,3% aos minguados 4,7% de hoje) entre Rosinha e quem sucedê-la no cargo.
Pormenorizada em todas as sete Zonas Eleitorais (ZEs) do município, a pesquisa mais uma vez mostra que o desgaste aos Garotinhos não é mais exclusividade da classe média instalada nos bairros centrais de Campos, que historicamente sempre foi refratária ao casal e sua política. Bem verdade que as duas ZEs da chamada de “pedra” apresentam os maiores percentuais dos eleitores que almejam mudança total do governo Rosinha: 67,2% na 98ª (área urbana da Beira Valão em direção a São Fidélis) e 47,8% da 99ª (do Centro em direção à Lapa e ao Turfe Clube).
Entretanto, nas ZEs cujos eleitores lideram os que querem mudar muita coisa do atual modelo político e administrativo instalado na cidade, lideram os 47,4% da 249ª (Turfe em direção ao Jockey Club, Penha, Paeque Aurora e IPS), seguidos pelos 40,8% da 76ª (Guarus do Jardim Carioca ao Parque Prazeres). Na ponta oposta, mas a endossar o mesmo raciocínio, o menor índice entre quem deseja a total continuidade das práticas do governo Rosinha foi registrado no volume morto de 1,3% na 129ª ZE (parte de Guarus em direção a Serrinha, lagoa de Cima e Outeiro). Reduto dos Garotinhos desde sua ascensão ao poder, em 1989, a periferia de Campos hoje é palco do seu desgaste.

Vereadores falam sobre “venda do futuro”
Pesquisa do Instituto Pro4, feita entre os dias 18 e 22 de junho, com 426 pessoas de todas as sete Zonas Eleitorais (ZEs) do município, mostra que 88,5% dos campistas acha que o governo Rosinha Garotinho está errado ao fazer o empréstimo. Apenas 9,6% acreditam que a prefeita está certa, enquanto 1,9% não souberam ou quiseram responder. Os resultados do levantamento sobre a “venda do futuro” foram publicados na edição de ontem da Folha e comentado por vereadores. A “venda do futuro”, como está sendo chamada a autorização à prefeitura para tomar empréstimos dando como garantia os royalties, foi aprovada dia 10.
Líder da bancada governista, o vereador Mauro Silva (PT do B) ressaltou que não conhece os métodos da pesquisa, mas acredita que a população pode não ter sido explicada corretamente sobre a importância da operação.
— Desconheço a metodologia, mas, partindo do princípio que ela esteja certa ou errada, pode ser que tenha faltado à Câmara se expressar da importância dessa operação. Se a gente não equacionar o presente não chegaremos ao futuro. Todos os municípios produtores e 13 estados já estão se movimentando para antecipar os royalties. Ninguém viu outra alternativa. E, talvez, em curto prazo, a população não esteja entendendo — disse.
Líder da oposição, Nildo Cardoso (PMDB) afirmou que os 88,5% refletem o que realmente pensa a população de Campos: “Eles não concordam com essa lei que reflete o desespero do governo em tentar concluir as obras em andamento e as executadas e não pagas. E pior, o governo não vai conseguir banco no Brasil para fazer. Está aparecendo um banco dos Estados Unidos e um europeu para negociar com a Prefeitura. Lá na frente quem vai pagar a conta é o povo”, afirmou.
O independente Jorge Magal (PR) disse: “A pesquisa mostra o retrato do momento. A classe política, de uma forma geral, está muito desgastada. Mas em relação a Campos, podemos dizer que o povão começou a demonstrar a sua insatisfação. Se antes a rejeição era maior na classe média, agora podemos notar que as classes mais populares começam a revelar a insatisfação. Como ando pelos ruas e escuto o povo, posso dizer que essa mudança ocorreu muito rápido”, disse.
Crítica de cinema — Reminiscências: animação japonesa atinge memória afetiva
DRAGON BALL Z: O RENASCIMENTO DE FREEZA — O retorno a um passado, recente ou não, é um dos maiores benefícios proporcionados pela arte. A literatura, por meio das palavras, que podem ser consultadas a quaisquer momentos, e o cinema, com imagens e histórias que podem ser vistas, revistas ou reinventadas. O filme japonês “Dragon Ball Z: o renascimento de Freeza” é um dos longas-metragens que possibilitam a revisitação à obra japonesa, composta de mangá e anime, produzidos entre os anos 80 e 90 e transmitido, nas televisões brasileiras, até os anos 2000. Dirigido por Tadayoshi Yamamuru, a animação traz novos aspectos sobre a história, que gira em torno do protagonista Goku e seus feitos heroicos nas diferentes sagas que compuseram o desenho produzido no Japão.
No longa-metragem recém-lançado, o vilão Freeza — a quem foi dedicada uma saga do anime — renasce após os seus soldados reunirem as esferas do dragão da Terra (que trazem Shenlong para a realização de um desejo) e criarem uma câmara regeneradora. O antagonista volta para o planeta com o objetivo de se vingar de Goku. O guerreiro, que pertence à raça sayajin, se preparava em outra dimensão, junto a Vegeta, para aumentar seus poderes. Ambos possuem, devido ao treinamento, a capacidade de transformação super sayaijin com poderes de deuses. Ao retornarem, os dois encontram o inimigo, ainda mais poderoso, preparado para a revanche.
Alguns dos personagens mais conhecidos, como Gohan, Piccolo, Kuririn, Androide 18, Bulma, Tenshinhan e mestre Kami, reaparecem no filme. O foco em confrontos e conflitos, típico de desenhos japoneses, é repetido em “O renascimento de Freeza”, permeado de momentos de humor, como as discussões e brigas de ego de Goku e Vegeta, características presentes em toda a série. Apesar da mesma fórmula, o enredo se difere do que era apresentado nos episódios do anime, que, mesmo com diversas sagas, não esgotou a possibilidade de inovações em cima do que já havia sido construído. O filme se passa em uma nova era, não apresentada no desenho, após a derrota de Majin Boo (vilão cuja saga é tida como uma das melhores produzidas).
“O renascimento de Freeza” trouxe novamente para os fãs de “Dragon Ball Z” o encontro com personagens animados, mantendo a essência do projeto. Em 2009, o lançamento de “Dragon Ball Evolution”, com atores, fugindo à ideia de animação, descaracterizou a série japonesa pela formatação. Do filme norte-americano, do chinês James Wong, participaram Justin Chatwin, Emmy Rossum, Jamie Chung, James Masters, Chow Yun-Fat e Eriko Tamura. Na época, os fás ficaram indignados com mudanças na história, como a ausência de Kuririn, amigo do protagonista Goku e fundamental para o desenvolvimento do roteiro do anime. Em 2013, com “Dragon Ball Z: A Batalha dos Deuses”, dirigido por Masahiro Hosoda, foram resgatados os traços do desenho animado nas telas de cinema, dando maior autenticidade à criação.
Acima de quaisquer outros aspectos, “O renascimento de Freeza” proporciona um reencontro com o passado e sentimentos de nostalgia. A possibilidade de novas criações a partir da história japonesa, em fios deixados soltos para construções futuras em longas-metragens, é uma forma de manter, em quem cresceu acompanhando as sagas, um vínculo com a infância e a adolescência a partir da ficção. E, neste ponto, o filme realiza bem a função de entretenimento por ser uma das melhores maneiras de retornar a tempos remotos.
Publicado hoje na Folha Dois
Confira o trailer do filme:
“Venda do futuro” pelos Garotinhos é errada para 88,5% dos campistas

No último dia 10, numa sessão bastante tumultuada e com direito a manobras sem pudor dos governistas, a Câmara Municipal de Campos aprovou um projeto de lei que permite a prefeita Rosinha Garotinho pegar um empréstimo, cujo valor foi ventilado nos bastidores em R$ 1,2 bilhão. Deste montante, R$ 800 milhões ficariam para o próximo governo pagar. Isso, sem contar os juros, estimados em R$ 300 milhões ao ano. A garantia do pagamento, sem a qual nenhum empréstimo é feito, são os royalties do petróleo, cuja partilha com todos os demais estados e municípios do Brasil foi aprovada no Congresso Nacional e só não passou a valer porque o Supremo Tribunal Federal (STF) ainda não julgou o caso. No julgamento pelo povo goitacá, o veredicto já foi dado: quase nove entre cada 10 campistas são contra a operação, mais conhecida como “venda do futuro”.
Segundo apurou a pesquisa do instituto Pro4, feita entre 18 a 22 de junho, a partir de entrevistas detalhadas com 426 pessoas de todas as sete Zonas Eleitorais (ZEs) do município, 88,5% da sua população acha que o governo Rosinha Garotinho está errado ao fazer o empréstimo. Apenas 9,6% acreditam que a prefeita está certa, enquanto 1,9% não souberam ou quiseram responder. Na mesma consulta, 53,3% dos eleitores hoje julgam a atual administração municipal como ruim (17,6%) ou péssima (35,7%), considerada regular para 34,3%, boa para 10,8% e ótima apenas no volume morto de 1,4%. Os números são confirmados pelos 75,2% que disseram desaprovar a maneira como Rosinha tem administrado Campos, assim como pelos 77,2% que declararam não confiar na prefeita.
Se diante de números tão negativos, os Garotinhos alegam que precisam de empréstimo para manter seus programas assistenciais, muito embora tenham omitido da Câmara qualquer informação sobre o real destino do dinheiro, o argumento não convenceu nem quem parece mais precisar de auxílio governamental. Entre a população que declarou não ter nenhuma renda, impressionantes 94,4% são contra o empréstimo, percentual que chega a 86,3% entre quem ganha até um salário mínimo, e 87,9% nos que ganham de um a dois salários.
Também parece não ser preciso grande educação formal para compreender que o empréstimo vai comprometer o futuro da cidade. Entre quem só estudou até a 4ª série do ensino fundamental, faixa que costuma ser mais simpática aos Garotinhos, 86,9% são contra essa nova tentativa deles para gastar por conta as receitas de Campos. Os resultados não são muito diferentes dos obtidos na enquete da Folha Online, que está no ar desde o dia 11, seguinte à sessão da Câmara que autorizou a “venda do futuro”. Até o fechamento desta matéria, à pergunta do jornal “Você é a favor da venda dos royalties futuros de Campos para pagar as dívidas presentes do governo Rosinha?”, 87,8% dos votantes disseram “Não”.
Prova de que a administração Rosinha Garotinho está ciente da imensa rejeição popular ao empréstimo que quer tomar para o próximo governo pagar, os rosáceos começaram ontem uma campanha na internet. Na pretensão de convencer alguém a vender o próprio futuro para um governo acertarem suas contas do presente, uma das mensagens diz: “Nossos filhos precisam”.

Publicado hoje na Folha da Manhã
Polícia vai à casa de Neivaldo na ilha do Peçanha para investigar desaparecimento

Agora à tarde, uma equipe da 145ª Delegacia de Polícia (DP) de São João da Barra (SJB), comandada por seu delegado titular Marcos Peralta, esteve na ilha do Peçanha, na cada do comerciante Neivaldo Paes Soares, o “Bambu”, de 54 anos, desaparecido há oito dias. Ele foi visto pela última vez iniciando a travessia da foz do rio Paraíba do Sul, perto do Restaurante do Ricardinho, ao lado da Igreja Nossa Senhora da Penha, em sua canoa a motor, no início da noite do domingo retrasado, dia 21. Hoje, em companhia do irmão de Neivaldo, o também comerciante Élvio Paes Soares, o “Estranho”, os policiais civis constataram que pertences como uma mesa de madeira, uma prancha laser e a bomba d’água, que estavam na casa após o desaparecimento do dono, tinham sido furtadas.
No decorrer da semana, moradores da ilha e pessoas que estiveram com Neivaldo e o viram nos últimos dias, assim como aqueles que encontraram sua canoa vazia na manhã do dia seguinte, serão chamadas para prestar esclarecimentos na 145ª DP. Por enquanto, o caso continuará a ser tratado como desaparecimento. Agora, no final da tarde, com o pôr do sol, equipes do 5º Grupamento de Bombeiros Militares (GBM) de Campos e da Capitania dos Portos de SJB encerraram mais um dia inteiro dedicado às buscas na foz do Paraíba, mais uma vez sem encontrar nada. As buscas foram iniciadas na última quinta (25/06), por pescadores e amigos de Neivaldo, sendo feitas diariamente pelos órgãos competentes desde o dia 26. Amanhã, o trabalho será retomado às 8h da manhã.
Saiba mais sobre o caso aqui, aqui, e aqui.








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