“É a economia, estúpido!” — Correlação entre inflação e popularidade de Dilma e Lula
Em meio do exercício fútil de vaidades, dos “pastores” de auto-ajuda e demais baboseiras que pululam diuturnamente na democracia irrefreável das redes sociais, felizmente existem aqueles que utilizam a valiosa ferramenta com inteligência na taba goitacá. Um deles é o economista e analista político Ranulfo Vidigal, que divulgou aqui uma correlação interessante, colhida junto aos cariocas pelo instituto de pesquisas GPP, entre a percepção da inflação e a erosão na popularidade da presidente Dilma Rousseff (PT) e do seu antecessor (e criador), Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Como sentenciou James Carville, estrategista eleitoral de Bill Clinton, na campanha vitoriosa deste à presidência dos EUA em 1992: “É a economia, estúpido!”. Na dúvida, confira:

Pesquisa GPP na cidade do Rio de Janeiro – 1200 entrevistados entre 9 e 10 de maio.
1. A avaliação geral de Dilma: ótimo+bom 7,6%, e ruim+péssimo 71,6%.
2. Quando é feito o cruzamento com a Percepção da Inflação os resultados mudam. Os que acham que a inflação anual é superior a 10% dão a Dilma 4,8% de ótimo + bom e 78% de ruim+péssimo. Os que acham que a inflação está perto de 10% dão a Dilma 6,5% do ótimo+bom e 72,2% de ruim+péssimo.
3. Porém, os que acham que a inflação está em 5% ou menos dão a Dilma 23% de ótimo+bom e 46% de ruim+péssimo.
4. Ou seja: elas por elas, a inflação no Rio está tirando uns 30 pontos da avaliação de Dilma.
5. De forma geral, o crescimento da inflação tem impactado negativamente em Dilma e Lula. Ou seja, a inflação é um componente significativo da impopularidade de Dilma e Lula.


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