Com Dilma refém do parlamentarismo imposto pelo PMDB, Levy é o primeiro-ministro

Joaquim Levy, ministro da Fazenda, e Renan Calheiros, presidente do Senado (foto de Antônio Cruz - Agência Brasil)
Joaquim Levy, ministro da Fazenda, e Renan Calheiros, presidente do Senado (foto de Antônio Cruz – Agência Brasil)

 

 

Jornalista e blogueiro Ricardo Noblat
Jornalista e blogueiro Ricardo Noblat

O novo eixo do poder em Brasília

Por Ricardo Noblat

 

Se alguém interessado em tomar o pulso da situação desembarcar por esses dias em Brasília não terá dificuldades em descobrir que mudou o eixo do poder dentro e fora do governo.

Dentro, o endereço mais privilegiado não está no terceiro andar do Palácio do Planalto, onde despacha a presidente da República. Muito menos no quarto andar onde funciona a Casa Civil.

Anote: Esplanada dos Ministérios, Bloco P, 5º andar. Esse é o endereço do gabinete do ministro Joaquim Levy, da Fazenda.

O que não passar por ali dificilmente contará com o aval de Dilma e, depois, com a boa vontade do Congresso.

Fora do governo, os endereços mais quentes estão no prédio do Congresso. A saber: os gabinetes dos presidentes da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), e do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL).

Onde fica o gabinete do ministro responsável pela coordenação política do governo, Pepe Vargas (PT-RS)? No Palácio do Planalto. Mas, esqueça. Ele não tem importância.

Aloizio Mercadante, ministro-chefe da Casa Civil, ainda guarda alguma importância. Mas ele está mais para o Dilma da Dilma do que para uma espécie de primeiro-ministro.

O primeiro-ministro é Levy. E a centralizadora e arrogante presidente parece conformada com isso. Quando nada porque se ele resolver, de repente, ir embora, o governo dela desmoronará.

Em junho de 2013, quando milhões de brasileiros saíram às ruas e derrubaram pela primeira vez a aprovação de Dilma, ela prometeu muitas coisas, sendo a reforma política uma delas. Nada fez.

No último dia 15, quando milhões de brasileiros outra vez saíram às ruas e reduziram a pó a popularidade de Dilma, ela despachou para o Congresso o pacote de medidas contra a corrupção prometido em junho de 2013.

Na luta diária pelo poder não se admite espaço vago. Levy entrou no governo como a salvação da lavoura. Para aplainar um terreno cheio de buracos e de más elevações.

A fraqueza de Pepe, a crise de identidade de Mercadante e a falta de rumo de Dilma abriram espaço para que Eduardo e Renan batessem com o pé no chão e começassem a falar grosso.

Os dois estão envolvidos com o escândalo da Petrobras. O governo de Dilma também está. A avaliação do Congresso consegue ser pior do que a avaliação de Dilma, segundo a mais recente pesquisa Datafolha.

Mas Eduardo e Renan são ousados. Sabem o que querem. E estão fazendo por onde conseguir. Querem afirmar a autoridade do Congresso — e, por tabela, a deles mesmos. E aproximá-lo do que pede a voz das ruas.

Daí a reforma política possível, que os dois já dispararam. O ajuste fiscal possível, que negociam com Levy. E o reajuste da dívida de Estados e municípios, que discutem com Levy, governadores e prefeitos.

Enquanto isso, Dilma…

Enquanto isso, Michel Temer, o vice-presidente, vive a desejável atribulação de alguém que só cresce em prestígio na República. Toca em sintonia com Eduardo e Renan.

O primeiro governo de Dilma foi dela mesma e do PT. O segundo governo está sendo do PMDB até aqui.

 

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Antes de valerem novas regras do seguro, desemprego cresce pela segundo mês seguido

desemprego

 

 

Por Felipe Gutierrez

 

Pelo segundo mês consecutivo, a taxa de desemprego subiu nas seis maiores metrópoles do país. Em fevereiro o índice foi de 5,9%.

Ele havia sido de 5,3% em janeiro, o que já era um aumento de um ponto percentual em relação a dezembro. Em fevereiro de 2014, a taxa foi de 5,1%.

O número é o resultado da PME (Pesquisa Mensal de Emprego) do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), apresentado nesta quita (26).

Esse resultado de 5,9% está acima das projeções de economistas compiladas pela agência Bloomberg.

A mediana (ponto central entre todas as estimativas, descartando as maiores e as menores) dessas estimativas apontava para uma taxa de 5,7%.

O número de pessoas ocupadas, 22,7 milhões, caiu 1% frente a janeiro e cresceu 0,9% se comparado com o mesmo mês de 2014.

Já o total de desempregados ficou em 1,4 milhão, com alta de 10% em relação a janeiro e com redução/aumento de 14,1% ante fevereiro de 2014.

Ao longo de 2014, a taxa de desemprego se manteve nas menores marcas da série histórica do IBGE, com uma média anual de 4,8%.

Em parte, isso aconteceu pela procura reduzida por trabalho, pois com a economia desaquecendo há um desestímulo à busca por uma vaga.

O crescimento da renda familiar nos últimos anos serviu como um “lastro” para que pessoas em idade para estarem economicamente ativas aguardassem oportunidades melhores e se dedicassem a outras atividades, como o estudo ou o cuidados da casa e dos filhos.

Quem deixa de procurar vaga não é considerado desempregado.

 

Regras para o seguro-desemprego

Fevereiro foi o último mês em que vigoravam as regras antigas para solicitar o seguro-desemprego.

Até o dia 28 daquele mês, o trabalhador precisava ter permanecido no mínimo seis meses no emprego antes do desligamento para pedir o benefício.

A partir de março, só quem trabalhou durante pelo menos 18 meses consegue obter o seguro. Uma alta nos desligamentos pode ter influenciado o resultado.

 

Publicado aqui, na folhadesaopaulo.com

 

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Crítica de cinema — Golpe na expectativa

Quadros por segundo

 

 

golpe duplo

 

Mateusinho 2Golpe duplo — Quando Will Smith aceitou protagonizar “Golpe Duplo” (“Focus”, 2015), uma história sobre um grupo de vigaristas escrita e dirigida por Glenn Ficarra e John Requa, parecia o prenúncio de uma guinada em sua carreira, composta principalmente por bons moços, impressão reforçada por sua escalação como o Pistoleiro de “Esquadrão Suicida” (“Suicide Squad”), que reunirá vilões dos quadrinhos da DC Comics no cinema — ele já havia feito Hancock, um super-herói alcoólatra, e o controverso boxeador Muhammad Ali, mas o primeiro é isto, um super-herói, e o segundo, uma lenda, o que dilui questionamentos acerca de seu comportamento. O ator, porém, evita passear pelas áreas mais cinzas do comportamento humano, e seu personagem jamais tem seus atos colocados em perspectiva.

Na trama, dividida em duas partes, Nicky Spurgeon (Smith) é renomado no submundo por ser herdeiro de uma estabelecida tradição de golpistas, que começou com seu avô, passando por seu pai. Carismático e cheio de truques, ele sabe como manipular homens e mulheres e tirar deles dinheiro, jóias, relógios e quaisquer outras coisas de valor comercial. Com sua equipe, que age com organização empresarial, Mellow, como é conhecido a contragosto, identifica alvos, se instala em locais estratégicos, aplica golpes pequenos e grandes, vende o espólio, apaga todos os rastros e desaparece apenas para reiniciar o ciclo. Sua sorte, porém, muda quando precisa recrutar e preparar uma novata (Margot Robbie) para um serviço envolvendo um milionário chinês durante o Super Bowl, em Nova Orleans.

Ecoando Neil McCauley, personagem de Robert De Niro em “Fogo contra Fogo” (“Heat”, 1995), outro metódico ladrão (neste caso, de bancos) da ficção, Nicky segue até aquele momento, uma regra importante: afeto não tem espaço no ramo. Mas, ao criar laços que não consegue “abandonar em 30 segundos”, o golpista nega a lição de Neil, em sua fuga do policial Vincent Hanna, encarnado por Al Pacino no clássico de Michael Mann. Ao fim do embuste, Nicky se separa dolorosamente de sua nova companheira, apenas para encontrá-la três anos mais tarde, quando o amor não curado o levou ao fundo do poço e a um novo esquema, que o coloca a serviço de Rafael Garriga (Rodrigo Santoro), o perigoso dono de uma escuderia da Fórmula 1.

A primeira metade de “Golpe Duplo” é dinâmica e bem editada. Mostra com eficiência o modus operandi do grupo de golpistas e estabelece de maneira suficientemente clara quem é Nicky. Porém, ainda que a dinâmica criada por Smith e Robbie funcione, o romance de seus personagens é rápido e superficial. Além disso, a dupla consome todo o tempo de tela, não sobrando qualquer espaço para que outros membros do bando sejam desenvolvidos — a maior parte sequer tem nome. Já a segunda metade, embora apresente um ator brasileiro como antagonista e se passe em Buenos Aires, capital argentina, conhecida por muitos dos espectadores nacionais, perde ritmo e apresenta reviravoltas artificiais, servindo somente para redimir, pelo amor, o casal de criminosos, que tem direito a final feliz.

Quem chegar à sala de exibição esperando um filme de assalto mirabolante, como aqueles dos tantos homens e segredos de Steven Soderbergh, ou um filme policial, que, como tal, necessariamente se estabelecesse como um conto moral, sairá decepcionado com uma película inofensiva dos pontos de vista crítico e criativo.

 

Mateusinho viu

 

Publicado hoje na Folha Dois

 

Confira o trailer do filme:

 

 

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Com governo perdido e se desintegrando, Dilma, em vez de guia, é descaminho

Dilma sem rumo

 

 

Jornalista, blogueiro e escritor Merval Pereira
Jornalista, blogueiro e escritor Merval Pereira

Governo sem rumo

Por Merval Pereira

 

A tensão política só faz aumentar em Brasília, e reflete a disputa intestina dentro de um governo sem rumo e sem liderança. A coalizão governista, artificialmente montada, se desmonta a olhos vistos sem que exista alguém que possa dar um destino, um caminho, para a rearrumação da casa.
Há exemplos de desencontros por todos os lados, e necessariamente a presidente Dilma está no centro de todos eles, em vez de guia tornando-se descaminho. Pode ser que eu tenha perdido alguma coisa, mas há alguma explicação lógica para que uma decisão tomada em novembro do ano passado possa ser desautorizada quatro meses depois pelo mesmo governo?

A repactuação da dívida dos Estados e municípios foi feita durante a campanha eleitoral, e seria até normal que a presidente, para agradar cabos eleitorais importantes, tivesse prometido o que não poderia fazer. Eleita, porém, poderia simplesmente não sancionar o projeto, afirmando que os tempos eram outros. Seria mais um estelionato eleitoral, mas teria nexo.

Do jeito que foi feito, parece que só quando o novo ministro da Fazenda, Joaquim Levy, chegou ao governo é que os desmandos foram identificados. Nesse caso, a situação é mais grave do que parece. Se for verdade, Dilma estava convencida, até a chegada de Levy, de que a renegociação da dívida era perfeitamente possível, e que outras medidas que hoje o seu novo governo renega estavam certas.

Quando ela diz que fez tudo certo no primeiro mandato, não estaria mentindo, mas reafirmando convicções. Nesse caso, a continuação no cargo é um perigo potencial de repetição dos mesmos erros caso um dia a economia se recupere ainda em sua gestão.

E quando o ministro Joaquim Levy classificou de “brincadeira” a desoneração da folha de pagamentos de várias empresas, não estava fazendo uma metáfora, estava apenas revelando a qualidade das decisões econômicas tomadas pela equipe de Mantega e sua nova matriz econômica.

O que dizer do plano maquiavélico de usar mais uma vez o hoje ministro Kassab para criar um novo partido, o PL, que se fundiria ao PSD e assim permitiria que muitos deputados e senadores hoje no PMDB o deixassem, enfraquecendo-o na coalizão governista?

Como não são bobos, os líderes do partido viram longe a situação e começaram uma rebelião interna que não tem hora de acabar. Ainda mais quando detectam que a própria presidente Dilma participou diretamente da manobra, não sancionando a lei aprovada pelo Congresso que a impediria.

O tiro deve sair pela culatra, primeiro por que o PL acabou se inscrevendo no Tribunal Superior Eleitoral sem o número mínimo de assinaturas, prometendo remetê-las depois. Mas a impugnação da nova legenda, que parece provável, não apaga o fato de que o Palácio do Planalto continua tentando neutralizar a força do PMDB, que já sentiu para que lado o vento sopra e começa a saltar do barco, não como quem foge acovardado, mas como quem enfrenta os desmandos da capitã, afinal identificada como incapaz de levar o barco nessa tempestade que enfrenta.

A necessidade identificada pelo presidente do Senado, Renan Calheiros, de haver um plano econômico abrangente que possa dar um rumo à economia, e não apenas cortes de gastos que atingem os cidadãos mais desprotegidos e as empresas que geram empregos, é correta e vai ao encontro do que tem cobrado o presidente do PSDB, senador Aécio Neves.

Está também correta a exigência do PMDB de que o governo reduza para 20 o número de ministérios e corte os cargos em comissão de provimento direto, que são cerca de 25 mil DAS. Só que é uma ação populista, pois foi o mesmo Renan Calheiros, juntamente com Eduardo Cunha, que aceitaram que os partidos políticos mais que dobrassem a verba do Fundo Partidário, e aumentassem as verbas dos parlamentares.

É como diz o ditado: em casa em que falta pão, todos brigam e ninguém tem razão. No país desgovernado, faltam pão e quem dê o rumo.

 

Publicado aqui, no Blog do Merval

 

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PIB terá a maior queda desde 1992, enquanto inflação vai chegar a 7,9% e estourar a meta

Info PIB

 

A economia brasileira vai encolher neste ano e, ainda assim, a inflação vai estourar o teto fixado na legislação. As previsões, que já vinham sendo feitas por analistas independentes, agora foram corroboradas pelo Banco Central.

De acordo com projeções divulgadas nesta quinta-feira (26), o BC calcula que o PIB (Produto Interno Bruto) vá encolher 0,5% em 2015, na sequência de uma estagnação ou retração — queda estimada de 0,1% — no ano anterior.

Mesmo com a produção e a renda no chão, os preços deverão subir 7,9%, bem acima do limite máximo de 6,5%, consideradas as previsões de mercado para a variação dos juros e das cotações do dólar até dezembro.

Trata-se de uma combinação rara de resultados ruins. Embora o crescimento econômico do país esteja longe de ser brilhante, houve apenas três quedas anuais do PIB desde os anos 90, excluídas as projeções para 2014 e 2015.

A inflação medida pelo IPCA tem ultrapassado a meta de 4,5% desde 2010, mas vinha se mantendo abaixo do teto estabelecido na legislação — ultrapassado pela última vez em 2003, quando era de 6%.

A coexistência entre recessão e inflação em alta é conhecida entre economistas como estagflação, com a qual o país flerta desde o ano passado. Agora, o uso do termo tende a ganhar força.

As projeções do mercado são ainda mais pessimistas que as do BC: segundo pesquisa feita na semana passada, as estimativas centrais dos analistas são de que o PIB cairá 0,8%, enquanto a inflação será de 8,1%.

O BC afirma que poderá cumprir a meta em 2016, embora suas projeções apontem para um IPCA de 5,1%; o mercado é cético.

 

Info IPCA

 

Publicado aqui, na folhadesaopaulo.com

 

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Juros sobre o brasileiro batem novo recorde: taxa do cheque especial é a maior desde 1996

Cheque especial mais caro

 

 

Por Gabriela Valente

 

Os juros cobrados das famílias brasileiras pelas instituições financeiras quebraram novo recorde. De acordo com os dados divulgados nesta quarta-feira pelo Banco Central, as instituições financeiras aproveitaram para reajustar as modalidades emergenciais e cobrar mais de quem está no vermelho: a taxa do cheque especial saltou de 209% ao ano para nada menos que 214,2% ao ano. É a maior desde março de 1996.

Ainda de acordo com os dados, a média do custo financeiro de empréstimos com recursos livres (os que os bancos têm liberdade para escolher como emprestar) subiu de 52% ao ano para 54,3% ao ano em fevereiro. É o maior nível desde quando o BC passou a registrar os dados em 2011.

Já quem precisou entrar no crédito rotativo do cartão de crédito pagou uma conta ainda maior: os juros pularam de 334,6% ao ano para 342,2% ao ano, segundo os dados do BC.

No cenário mais restritivo para o crédito no país, as famílias diminuíram suas dívidas em 0,3% , ou seja, 2,4 bilhões no mês passado. Essa queda – a primeira registrada no período de um ano – foi vista, principalmente, porque as pessoas físicas gastaram menos no cartão de crédito.

— De fato, o que a gente vê é um arrefecimento no consumo — sintetizou o chefe do Departamento Econômico do BC, Túlio Maciel, que lembrou que isso é reflexo do ritmo de crescimento da economia e também do aumento dos juros.

Mesmo com os financiamentos mais caros, as empresas aumentaram o apetite por crédito de olho na alta do dólar e no que podem ganhar com as exportações. De acordo com a autoridade monetária, o aumento de 0,6% em fevereiro (subiu para R$ 783 bilhões) foi causado pelo influenciado pela depreciação cambial do período.

A inadimplência das operações de crédito ficou estável em 2,8%. No crédito às famílias, chegou a 3,8% (com uma leve alta de 0,1 ponto percentual no mês), enquanto, nas operações às empresas, permaneceu estável em 2%.

 

Publicado aqui, no globo.com

 

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Alemão de 28 anos, copiloto teria derrubado intencionalmente Airbus 320 com 150 pessoas

Airbus 320
Airbus 320 da Germanwings se espatifou nas montanhas dos Alpes franceses

 

 

Copilto do voo 9525 da Germanwings, que teria derrubado o avião intencionalmente, Andreas Lubitz
Copilto do voo 9525 da Germanwings, que teria derrubado o avião intencionalmente, Andreas Lubitz

Por Leandro Colon

 

O promotor de Marselha Brice Robin anunciou nesta quinta-feira (26) que as investigações apontam para um ato voluntário do copiloto para derrubar o Airbus 320 da Germanwings na última terça-feira (24). O avião caiu com 150 pessoas a bordo nos Alpes franceses.

Em entrevista coletiva, o promotor confirmou a informação de que um dos pilotos deixara a cabine momentos antes da queda, sem conseguir retornar, tendo ficado trancado do lado de fora.

Segundo ele, tudo indica que o copiloto “tomou um ato voluntário” para derrubar o avião, tendo provavelmente apertado um botão para levá-lo ao solo.

“O co-piloto queria destruir o avião, não sabemos o motivo”, afirmou Robin.

O piloto foi identificado como Andreas Lubitz, um alemão de 28 anos.

Brice Robin disse ainda que a cabine ficou em “absoluto silêncio” nos últimos 10 minutos antes da queda.

De acordo com reportagem publicada pelo The New York Times na noite de quarta (25), os áudios da cabine revelaram a ausência de um dos pilotos nos minutos finais que antecederam a tragédia. Um dos pilotos tentou retornar para o comando do avião, mas foi impedido por quem ficou do lado de dentro.

O promotor de Marselha informou que, provavelmente, os passageiros só perceberam nos momentos finais o que estava ocorrendo. O investigador disse que, por enquanto, não há elementos que apontam para um ato terrorista.

O promotor disse ainda que “quando há 150 pessoas a bordo do avião, isso não pode ser chamado de suicídio”.

 

Publicado aqui, na folhadesaopaulo.com

 

Infográfico da globo.com
Infográfico da globo.com (clique na imagem para ampliá-la)

 

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Já são 16% os brasileiros que votaram em Dilma e acham seu governo ruim ou péssimo

Info Dilma

 

 

Por Mauro Paulino e Alessandro Janoni

 

Por trás da reprovação majoritária da população ao governo Dilma Rousseff, revelada pelo Datafolha após as manifestações de 15 de março, há diferenças importantes entre os eleitores que se posicionam contra a presidente.

Por meio de uma análise combinatória de duas variáveis — o voto declarado no segundo turno da eleição presidencial de 2014 e a avaliação que os entrevistados fazem do governo Dilma hoje —, o Datafolha dividiu a amostra de sua última pesquisa nacional em seis subgrupos.

Os três primeiros reúnem aqueles eleitores que optaram por Dilma no ano passado e que agora têm visões diferentes sobre o desempenho da presidente. São os eleitores “satisfeitos”, os “apreensivos” e os “frustrados”.

Os outros três grupos são compostos por pessoas que não votaram na petista, isto é, escolheram o senador Aécio Neves (PSDB-MG), votaram nulo ou em branco nas últimas eleições. São subdivididos em “surpresos”, “atentos0” e “refratários”.

Os eleitores “satisfeitos” avaliam positivamente o início do segundo mandato da candidata que elegeram. Atribuem à presidente nota 8,3 — a média na população é 3,7. Eles correspondem a 11% dos brasileiros, são mais velhos e muito mais petistas do que a média. Vivem principalmente no interior do país, estão mais otimistas com a economia e são os que menos acreditam em omissão de Dilma diante da corrupção na Petrobras. É o segmento mais fiel à presidente.

Os eleitores “apreensivos” não aprovam, mas também não reprovam o governo Dilma. Avaliam sua gestão como regular ou não souberam opinar. Totalizam 15% da amostra e, entre os que votaram na petista, são o grupo com mais moradores das capitais. Dão nota 6,1 à presidente e estão pessimistas com os rumos da economia, mas em proporção menor do que a média.

Em comum com os grupos que não rejeitam Dilma, os “apreensivos” estão mais otimistas em relação à sua situação econômica pessoal do que com as condições do país. Se sentirem em sua rotina os efeitos dos ajustes na economia, tendem a se frustrar. Caso contrário, podem voltar a apoiar a presidente.

Os eleitores “frustrados” votaram em Dilma, mas agora a consideram uma presidente ruim ou péssima. De todos os seis subconjuntos, é o que tem menor renda e mais moradores no Nordeste. Somam 16% e atribuem média 2,4 à petista, nota superior apenas à dos “refratários”.

É um estrato que demonstra bastante pessimismo com a economia e o mais inseguro com o emprego. Para reconquistá-los, o governo deveria minimizar os efeitos da recessão no mercado de trabalho e em benefícios sociais.

No universo dos que não votaram em Dilma na eleição, dois pequenos subconjuntos destacam-se pela avaliação que fazem da presidente.

Os “surpresos” representam apenas 2% do total, são menos escolarizados e mais pobres, e dão nota 7,1 à gestão da petista. Os “atentos”, que somam 10%, a consideram regular, com média 5,4. São mais jovens, a maioria tem ensino médio e é do sexo masculino, estão pessimistas com a economia do país, mas nem tanto em relação à situação econômica pessoal.

O maior grupo de todos é o dos “refratários”. Corresponde a quase metade da população (47%). É um contingente que não votou em Dilma e a reprova totalmente. Entre eles, a nota média obtida pela petista fica em 1,7. É o segmento mais escolarizado e com mais gente no Sudeste.

Exibe grande pessimismo na economia e é o que mais condena a presidente por omissão diante da corrupção na Petrobras. Foi o estrato mais presente nos protestos do dia 15 e parece blindado contra iniciativas do governo.

 

Impacto do ajuste

As variações na opinião pública daqui em diante dependerão principalmente do impacto do ajuste econômico no dia a dia dos brasileiros, especialmente nos segmentos “apreensivos” e “atentos” da população.

São estratos que percebem a gravidade da situação do país, mas ainda não o projetam para a vida prática. Para os “atentos”, ações ou confusões na área da educação, como a que aconteceu com o FIES, podem pesar bastante.

Para os “frustrados”, a questão é saber se o fantasma do desemprego se materializará. Isso pode ser determinante para a adesão desse segmento às manifestações de rua. Entre os eleitores “refratários”, o governo não encontra, por enquanto, espaço para manobras.

A rejeição que perdura desde as eleições, intensificada pela derrota do antipetismo nas urnas, anula, pelo menos por enquanto, qualquer tentativa de aproximação de Dilma com esse segmento. Resta saber quem da oposição preencherá essa lacuna.

 

Publicado aqui, na folhadesaopaulo.com

 

 

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Continue acompanhando a crise brasileira, em tempo real, no Blog do Arnaldo Neto

pausa

 

Para atuar em outra frente jornalística, por certo mais prazerosa, como crítico de cinema, peço sua licença, leitor, para fazer uma pausa neste “Opiniões” até amanhã. Qualquer novidade relevante no preocupante quadro nacional em meio à crise do Petrolão, agora alastrada também aos Correios (aqui), você poderá acompanhar em tempo real, no Blog do Arnaldo Neto.

Inté!!!…

 

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Senador Paulo Paim ameaça debandar do PT e é aconselhado por Lula a votar contra Dilma

(Arte de Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)
(Arte de Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)

 

 

Por Simone Iglesias

 

Na esteira de Marta Suplicy (PT-SP), outro senador petista, Paulo Paim (RS), está ameaçando deixar o partido. Paim se reuniu segunda-feira, em São Paulo, com o ex-presidente Lula e disse que não tem condições de votar a favor das MPs 664 e 665, do ajuste fiscal, que restringem a concessão de benefícios trabalhistas. Ouviu de Lula que não deve trair sua consciência e que “em nenhum lugar está escrito que ele tem que votar como quer o governo”. Na reunião, da qual participou também o presidente da CUT, Vagner Freitas, foi feita avaliação de que a presidente Dilma precisa ceder e flexibilizar as mudanças nas regras do seguro-desemprego e do abono salarial.

Paim disse que a iminente saída de Marta Suplicy do PT não é um movimento isolado e que há “mais ruídos do que o partido imagina”. Segundo ele, Lula defendeu que o governo se abra a um grande acordo em torno das MPs, unindo posições da equipe econômica, dos sindicalistas e do Congresso.

Paim disse ao Globo que se não houver alterações, votará contra o ajuste e sairá do PT.

— Não tenho como votar a favor dessas medidas, o governo está propondo um arrocho social. Há muito descontentamento interno, outros senadores também estão reclamando. A situação é de constrangimento, não sou só eu que penso assim. Decidi que entre votar contra o trabalhador e o aposentado, prefiro voltar para casa — disse Paim, há 29 anos no Parlamento.

Paim disse que as conversas com ministros não avançam, mostrando que o governo está ouvindo as ponderações, mas não as atenderá.

Paim afirmou que se soma às MPs sua frustração com os escândalos de corrupção envolvendo petistas e governos do partido. Paim disse que ainda vai esperar as votações das MPs, mas que já está conversando com outras legendas, entre elas PMDB, PDT e PSB, e se aconselhando sobre ação para não perder o mandato.

 

Publicado aqui, no globo.com

 

 

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Refém da crise, Dilma recebe outro recado público de Renan: “Palavra final é do Congresso”

Renan e Dilma

 

 

Por Gabriela Guerreiro

 

Em mais um recado à presidente Dilma Rousseff, o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), sinalizou nesta quarta (25) que o Congresso vai derrubar um eventual veto da petista ao projeto que determina a regulamentação do novo indexador das dívidas dos Estados e municípios. Renan disse que o Senado vai analisar o projeto “o mais rapidamente possível”, após a Câmara aprovar o texto nesta terça (24).

“É o Congresso, ao final e ao cabo, que vai apreciar o veto. A palavra final será do Congresso”, afirmou.

Renan negou que Congresso e Planalto vivam uma “crise”, mas reiterou que o parlamento atua de forma independente do governo. As suas críticas à atuação de Dilma têm sido constantes nas últimas semanas, assim como de peemedebistas como o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (RJ).

“Não vejo crise. O que está mais claro para todos nós é a necessidade, cada vez mais, de o Congresso ser Congresso e fazer a sua parte. Nessa matéria [indexador], já tínhamos resolvido. E agora ela volta em função da não-regulamentação do governo. Como o governo não regulamentou, o Congresso vai ter que regulamentar.”

O presidente do Senado disse que “não resta outro caminho” ao Legislativo que não regulamentar a lei do novo indexador diante das taxas “escorchantes” de juros pagas por Estados e municípios.

“Isso é um absurdo. Fazer o ajuste da União sem levar em consideração a necessidade igual de ajustar os Estados e municípios é muito ruim para o país. Esse ajuste, da forma que está sendo feito, desajusta Estados e municípios”, atacou.

Para ele, o argumento do governo de que a mudança no indexador trará impactos à economia em meio ao ajuste fiscal, não se configura na prática. “Essa renegociação não mexe no curto prazo, mexe no perfil. Por isso o impacto é pouco.”

 

Ministros 

O ministro Joaquim Levy (Fazenda) participou de reunião com representantes do Senado nesta quarta — a qual classificou de “extremamente positiva” — para discutir o projeto e outras medidas macroeconômicas que tramitam na Casa para tentar criar um acordo.

Apesar de ainda não haver um consenso, o ministro prometeu aos senadores que levará uma lista de propostas para apresentação na próxima reunião da CAE (Comissão de Assuntos Econômicos), marcada para a próxima semana.

O o ministro Gilberto Kassab (Cidades) defendeu que governo, Estados e municípios encontrem um “ponto de equilíbrio” sobre troca do indexador. Apesar de defender o ajuste fiscal, disse que prefeitos e governadores têm a “legítima aspiração” da troca do índice.

“Existe a necessidade de conviver com o ajuste neste momento da economia, existe a legítima aspiração dos prefeitos que seja feita essa alteração. Eu já tive essa aspiração no passado, até porque a realidade do país é outra, os índices são outros”, afirmou o ex-prefeito de São Paulo.

 

Impasse

A Câmara aprovou regra para garantir a execução da lei que troca o indexador com aval de líderes de todos os partidos, inclusive de PT e PC do B. Agora, o texto será analisado pelo Senado.

O projeto estabelece que o governo tem o prazo de 30 dias para assinar os aditivos contratuais com os novos índices do indexador. Se essa etapa não for cumprida neste período, Estados e municípios ficam autorizados a aplicar automaticamente o novo indexador.

Nesta terça, a presidente chegou a afirmar que não tem condições de bancar a troca do indexador devido às turbulências econômicas.

Em novembro de 2014, Dilma sancionou a lei que muda o índice de correção das dívidas de Estados e municípios com a União, mas o governo não regulamentou sua aplicação até agora. O texto permite que as dívidas contraídas antes de 2013 sejam recalculadas, de maneira retroativa.

Com a nova lei, o indexador das dívidas passa a ser o IPCA, o índice oficial de inflação, mais 4% ao ano, ou, se esta for menor, a taxa básica de juros definida pelo Banco Central. Atualmente, os débitos são corrigidos pelo IGP-DI mais juros de 6% a 9%.

Ao todo, 180 municípios serão favorecidos pela nova lei. A maior beneficiada é a cidade de São Paulo, que tem dívida de R$ 62 bilhões com a União. Com a mudança dos índices de correção, o valor deve ser reduzido para R$ 36 bilhões, de acordo com projeções feitas pela prefeitura.

 

Publicado aqui, na folhadesaopaulo.com

 

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Petrolão à parte, Correios financiam Venezuela e reeleição de Dilma. Você paga a conta!

Brasil, um país de todos

 

 

Jornalista Eliane Catanhêde
Jornalista Eliane Catanhêde

Bondade com o dinheiro alheio

Por Eliane Catanhêde

 

Depois de furado o esquema gigantesco da Petrobras, era apenas questão de tempo para começarem a estourar os tumores de outras estatais. Era cutucar e aparecer. O Estado chegou antes e temos aí os Correios, para confirmar a expectativa. Não foi o primeiro, certamente não será o último.

Fala sério: investir em títulos da Venezuela?! Isso não pode ser verdade. Mais do que uma aplicação de altíssimo risco, com o governo Nicolás Maduro desabando, é também uma operação suspeita e confirma o que todo brasileiro sabe, ou tinha obrigação de saber, a esta altura do campeonato: o modus operandi da era PT.

Além da má administração, impera a confusão entre Estado e governo e entre governo e partido. Dá nessas coisas. A maior empresa do País foi fatiada e dilapidada em mais de R$ 1 bilhão, a querida e popular instituição dos Correios foi chamada a financiar ditaduras destrambelhadas, o programa Mais Médicos foi maquiado para disfarçar uma mãozinha milionária para os “cumpanheiro” cubanos.

A Operação Lava Jato expôs dirigentes partidários, parlamentares, ex-ministros, diretores, doleiros e executivos das grandes empreiteiras — com o tesoureiro do PT, João Vaccari Neto, (aqui) no meio do furacão. E todos eles expuseram o Brasil à vergonha internacional e a processos judiciais preocupantes nos Estados Unidos. Sabe-se lá quanto tempo a Petrobrás levará para se recuperar financeiramente. Pior: quanto tempo levará para resgatar a credibilidade e a autoestima.

E os Correios gastaram a seu bel prazer, principalmente no ano eleitoral de 2014, e serão julgados pelo Tribunal de Contas da União (TCU) por ações irregulares pró-Dilma durante a campanha à reeleição. Agora, com um rombo de bilhões de reais, o que fazem seus chefões? Mandam a conta para os funcionários.

Conforme a reportagem do Estado, o Postalis, fundo de pensão dos Correios, espetou um extra de 26% sobre os ganhos de empregados, aposentados e pensionistas para cobrir um rombo que foi criado pela incompetência, pelo partidarismo e pela ideologia. Como Robin Hood ao contrário, os Correios tiram dos trabalhadores para dar aos patrões e candidatos.

E a história de Cuba? O Mais Médicos faz sentido, porque há municípios sem nenhum atendimento. E trazer generalistas cubanos também faz sentido, porque eles são especialistas em prevenção básica justamente em áreas carentes e não atendidas. Mas uma gravação obtida pela TV Bandeirantes mostra que o objetivo real não era nem uma coisa nem outra. Era despejar um bom dinheiro no regime dos irmãos Castro. Os médicos de outras nacionalidades só serviram para dourar a pílula.

Como resultado, temos que o Ministério da Saúde financia Cuba, os Correios dão uma forcinha ora para a Venezuela, ora para a campanha de reeleição da presidente, e a Petrobrás financia PT, PP e PMDB antes, durante e depois de eleições, para eternizar um projeto de poder.

Tem muita investigação, muito inquérito, muitos réus, muita gente presa, mas, no frigir dos ovos, adivinha quem paga essa conta? Você!

Juiz — A Polícia Federal não tem dúvida de que o juiz Flávio Roberto de Souza está armando tudo para se passar por maluco e sair dessa afastado das funções, mas com uma gorda aposentadoria vitalícia e com uma bolada extra no bolso (ou em paraísos fiscais).

Nada faz sentido: chegar no Porsche de Eike Batista em pleno fórum? Já com os fotógrafos a postos? Levar piano para a casa do vizinho? Depois de tudo isso falar em budismo, carma e “repousar a mente”? Isso não é coisa de louco, é coisa de gente muito viva.

 

Publicado aqui, no estadao.com

 

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