Campistas que brilham no Rio de Janeiro e em Brasília

 

Campistas brilhando la fora: procurador de Justiça Cláudio Henrique da Cruz Viana, reeleito presidente da Amperj; e a nova secretária de Assuntos Federativos do Lula 3, Juliana Carneiro

 

Campista reeleito na Amperj

Campista, o procurador de Justiça Cláudio Henrique da Cruz Viana foi reeleito (confira aqui) na segunda (10) para mais um biênio (2025/2026) à presidência da Associação do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (Amperj). Será o seu terceiro mandato consecutivo, após tomar posse do primeiro em 1º de janeiro de 2021. Encabeçada por ele, a chapa União foi a única inscrita na disputa da categoria. E teve 708 entre 755 votos (94% dos válidos). Antes de atuar na capital, Cláudio Henrique teve passagem marcante no Ministério Público da sua comarca natal, ainda nos anos 1990.

 

“Fortaleza à aplicação da lei”

“Agradeço aos associados pela oportunidade de prosseguir representando os seus interesses e lutando pelos seus direitos. A responsabilidade é enorme, mas a experiência adquirida ajudará a enfrentar os desafios. As prioridades não mudam. A própria razão de existir da Amperj é lutar para assegurar os direitos dos seus associados e, simultaneamente, buscar o fortalecimento do nosso Ministério Público. Precisamos ser cada vez mais úteis à sociedade. A Amperj sempre será a fortaleza daqueles que lutam por justiça e pela aplicação da lei”, disse Cláudio Henrique, após ser reeleito presidente da Amperj pela segunda vez.

 

Campistas brilham lá fora

No último sábado, a coluna repercutiu o que o blog Opiniões, hospedado no Folha1, havia divulgado na quinta (6): a campista Juliana Carneiro havia assumido naquele dia (confira aqui) como nova secretária especial de Assuntos Federativos da Presidência da República. Ela substituiu no cargo o ex-presidente da Alerj André Ceciliano (PT), que saiu do governo Lula 3 para ser pré-candidato a vice na chapa de reeleição do prefeito carioca Eduardo Paes (PSD). Quatro dias depois, o procurador Cláudio Henrique foi eleito para o seu terceiro mandado seguido como presidente da Amperj. Independente da área, é muito bom ver campistas brilhando lá fora.

 

Músico campista Zé Rubens

Adeus a Zé Rubens

Entre a quinta com Juliana ascendendo no Governo Federal e a segunda, com a reeleição de Cláudio na Amperj, uma notícia ruim. O músico campista José Rubens Rio da Rocha, 60 anos, foi achado morto no domingo (9), por familiares, na casa em que residia sozinho. Zé Rubens, como era mais conhecido, era (confira aqui) figura egressa e querida da classe média goitacá, sobretudo por sua atuação na música. Dos anos 1980 às primeiras décadas do século 21, ele embalou com violão e voz muitas noites campistas, em bares e festas, assim como sanjoanenses, em luaus em Atafona e Grussaí. Seu corpo foi sepultado na segunda, no Cemitério do Caju.

 

Publicado hoje na Folha da Manhã.

 

SJB à espera de pesquisa eleitoral entre Caputi e Danilo

 

(Montagem: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)

 

 

E a pesquisa eleitoral de SJB?

No sábado (8), esta coluna anunciou (confira aqui) que uma pesquisa eleitoral de São João da Barra, feita pelo instituto Factum, estava registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para ser divulgada na segunda (10). Não por conta do TSE, a previsão de divulgação acabou prorrogada para o próximo sábado (15), dia de nova edição da Folha da Manhã. Em 28 de março, uma pesquisa Factum foi divulgada no blog Opiniões, mas (confira aqui) de Silva Jardim. Que deu à prefeita daquele município, Maira do Jaime (MDB), favoritismo à reeleição: 51,2% das intenções de voto na consulta estimulada — com apresentação dos nomes dos prefeitáveis ao eleitor.

 

Caputi manteve, reduziu ou aumentou vantagem?

Aquela pesquisa de Silva Jardim foi endossada tecnicamente pelo especialista William Passos, geógrafo com especialização doutoral em estatística no IBGE: “a pesquisa da Factum foi realizada sob parâmetros de alta qualidade técnica”. Por isso, a feita pelo mesmo instituto em São João da Barra era e é esperada. Sobretudo para saber se a prefeita Carla Caputi (União) mantém, reduziu ou aumentou sua grande vantagem à reeleição. Que uma pesquisa Iguape de outubro de 2023, ainda sem necessidade de registro no TSE, registrou (confira aqui) entre 72,2% e 72,9% das intenções de voto na consulta estimulada.

 

Em 2023, contra Bruno e Elísio

Ocorre que, entre as pesquisas eleitorais de SJB de outubro de 2023 e de junho de 2024, houve relevante alteração no cenário. Nove meses atrás, a Iguape mediu as intenções de voto de dois possíveis adversários de Caputi: o deputado estadual Bruno Dauaire (União) e o vereador Elísio Rodrigues (PL). Na repercussão daquela pesquisa, Bruno disse em primeira mão (confira aqui) a esta coluna, em 8 de novembro, que não seria candidato a prefeito. Por sua vez, como também foi divulgado pela coluna (confira aqui) em 6 de março, Elísio desistiu da pré-candidatura a prefeito pela oposição para compor com Caputi como pré-candidato à reeleição de vereador.

 

Em 2024, contra Danilo

Pré-candidatos a prefeito de SJB, em dois cenários da consulta estimulada Iguape de 2023, Elísio variou de 6,8% a 7,6% de intenção de voto; e Bruno de 4,8% a 6,7%. Hoje, às vésperas das convenções partidárias de julho, o único pré-candidato a prefeito de oposição é o jovem administrador público Danilo Barreto (Novo). Candidato mais votado a vereador na sede de SJB em 2020, ele não se elegeu. Portanto, se aparecer nessa pesquisa Factum de 2024 perto ou com mais intenção de voto a prefeito do que um deputado estadual e um vereador, Danilo já sairá ganhando politicamente. Por mais improvável que seja a sua vitória eleitoral. A ver.

 

Publicado hoje na Folha da Manhã.

 

Campista, procurador Cláudio Henrique reeleito presidente da Amperj

 

Campista, o procurador de Justiça Cláudio Henrique da Cruz Viana foi reeleito ontem para mais um biênio (2025/2026), seu terceiro consecutivo, à frente da Associação do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (Amperj). Encabeçada por ele, a chapa União foi a única inscrita na disputa. E teve 708 dos 755 votos (94% dos válidos).

Antes de atuar na capital, Cláudio Henrique teve passagem marcante no Ministério Público goitacá, nos anos 1990. Abaixo, a transcrição da entrevista que deu, após ser reeleito pela segunda vez presidente da Amperj, publicada ainda na noite de ontem (confira aqui) no site da instituição:

 

Procurador de Justiça campista Cláudio Henrique da Cruz Viana, reeleito ontem pela 2ª vez à presidência da Amperj (Foto: Divulgação)

 

Amperj — Qual o sentimento que fica após ser três vezes consecutivas eleito para a presidência da Associação?

Cláudio Henrique — Em primeiro lugar, preciso expressar minha gratidão pela confiança reiterada da classe. Agradeço aos associados pela oportunidade de prosseguir representando os seus interesses e lutando pelos seus direitos. A responsabilidade é enorme, mas a experiência adquirida nos ajudará a enfrentar os desafios que se apresentam.

 

Amperj — quais serão as prioridades da gestão 2025-2026?

Cláudio Henrique — As prioridades não mudam. Desde o início da nossa gestão, sempre priorizamos os interesses dos associados acima de qualquer outro interesse. Acreditamos que a própria razão de existir da Amperj é lutar para assegurar e conquistar os direitos dos seus associados e, simultaneamente, buscar o fortalecimento do nosso Ministério Público. Nada é mais importante do que isso e continuaremos agindo com este propósito.

 

Amperj — Que mensagem enviaria aos associados?

Cláudio Henrique — Para alcançarmos o bem comum dos associados, precisamos ser cada vez mais úteis à própria sociedade. Precisamos continuar unidos e ser otimistas com relação ao nosso verdadeiro potencial enquanto promotores e procuradores de Justiça. O Ministério Público é composto por colegas extraordinários e somos uma instituição excepcional, muito bem projetada pela Constituição e pela persistência daqueles que defenderam os princípios que norteiam a nossa vida funcional. Sabemos que a parte mais difícil do trabalho dos membros do MP é manter a motivação elevada diante das injustiças e iniquidades que precisamos enfrentar, algumas delas realmente terríveis. Mas a Amperj sempre será a fortaleza e o porto seguro daqueles que lutam por justiça e pela aplicação da lei.

 

Morre, aos 60 anos, o músico campista Zé Rubens

 

Zé Rubens e uma de suas paixões na música, os Beatles (Foto: Facebook)

 

Faleceu, aos 60 anos, o músico campista José Rubens Rio da Rocha. Mais conhecido por amigos e ouvintes como Zé Rubens, seu corpo foi encontrado ontem (9) por familiares, na casa em que residia sozinho, no Jardim Aeroporto. Após oração de corpo presente, ele será sepultado às 15h30 de hoje (10), na quadra R do Cemitério do Caju. Solteiro, deixa a filha Millena, de 38 anos, e três netos: Kaio, Yuri e Rayza.

Egresso da classe média goitacá, Zé Rubens era conhecido desde jovem por seu grande talento musical. Fruto de uma geração anterior à minha, o conheci no final dos anos 1980, em barzinhos e festas na noite de Campos, ou em luaus nos verões de Atafona e Grussaí. Da geração dele à minha, como as anteriores e posteriores, era figura querida, sempre muito simpático, risonho e solícito a pedidos de música entre rock, pop-rock, blues e MPB do seu vasto repertório.

Particularmente, guardo con carinho uma noite com Zé no bar que os irmãos Cacazinho e Claudinho Vianna abriram na avenida Liberdade, mais conhecida como Rua do Clube, quase em frente ao Clube de Grussaí. Era o verão de 1991. Ele, Cacazinho, Claudinho, eu e mais alguns viramos a noite tomando cerveja e papeando, com Zé tocando violão e cantando até o dia raiar.

Em dado momento daquela noite emendada com amanhecer, Zé passou o violão a outro, e começou a fazer uma percussão com duas colheres. Lembro, como se fosse agora, de ver e ouvir ele improvisar o refinamento inesperado à música, usando apenas dois talheres de metal e as mãos. E, com a convicção dos jovens, sentenciei em pensamento: “Que sujeito talentoso!”

Voltaríamos a nos encontrar, sempre nas noites, nos anos 1990 e 2000. Nossos contatos ficaram mais escassos na última década e meia, nessas coisas da vida cujo motivo nunca sabemos. Ao saber hoje da sua morte, que é também um pouco a da sua geração em Campos e tudo que ela representou em liberdade de costumes, pensei no legado da vida de Zé Rubens.

E veio à cabeça o juízo que o poeta pernambucano João Cabral de Mello Neto fazia de outro grande poeta modernista brasileiro, o carioca Dante Milano. Que, por opção, morreria recluso em Petrópolis:

— Ele vivia para a poesia no sentido de viver em poesia, e não no sentido de se dar a conhecer como poeta. Ele era sob certo ponto de vista, vamos dizer, moral, o poeta puro por excelência.

Músico, Zé Rubens viveu como poeta. Que vá em paz!

 

Campista Juliana Carneiro secretaria Lula em Assuntos Federativos

 

Nova secretária secretária especial de Assuntos Federativos da Presidência da República, a campista Juliana Carneiro entre o ministro das Relações Institucionais Alexandre Padilha e André Ceciliano, pré-candidato a vice-prefeito do Rio na chapa à reeleição de Eduardo Paes (Foto: Instagram)

 

A campista Juliana Carneiro é a nova secretária especial de Assuntos Federativos da Presidência da República. Ela assume interinamente o cargo de André Ceciliano (PT), ex-presidente da Alerj que é pré-candidato a vice-prefeito do Rio de Janeiro, em atendimento ao desejo do presidente Lula (PT), na chapa à reeleição de Eduardo Paes (PSD) em 6 de outubro.

Em seu perfil no Instagram, com uma foto sua entre o ministro das Relações Institucionais, Alexandre Padilha, e ao próprio Ceciliano, Juliana postou hoje:

— Muito honrada em assumir a secretaria especial de Assuntos Federativos da Presidência da República, sucedendo, interinamente, o querido André Ceciliano que se afastou para cumprir uma importante missão dada pelo presidente Lula para colocar seu nome à disposição para disputar a vaga de vice-prefeito do Rio de Janeiro. Dar continuidade ao seu excelente trabalho é um desafio que abraço com muita determinação e responsabilidade. Agradeço profundamente ao presidente Lula, ao ministro Alexandre Padilha e ao nosso secretário executivo, Olavo Noleto, pela confiança para essa importante missão. Muito obrigada pela oportunidade! Juntos vamos seguir fortalecendo nosso Brasil e a integração federativa!

 

Adriano Moura lança “A inocência dos mortos” nesta sexta

 

Adriano e seu “A inocência dos mortos” (Foto: Divulgação)

“O que é a verdade sobre nós mesmos senão só mais uma história de ficção?” É a indagação do romancista, poeta, contista, dramaturgo, membro da Academia Campista de Letras (ACL) e professor do IFF, Adriano Moura. Que talvez melhor resuma seu novo romance, “A inocência dos mortos” (Patuá, 2024). Seu lançamento será às 19h desta sexta (7), na Casa Criativa Santa Paciência, na rua Barão de Miracema, nº 81. Mas já pode ser adquirido aqui, por r$ 50.

No site da Patuá, a história do livro em sinopse:

— “A inocência dos mortos” é um romance que mistura diferentes gêneros narrativos para contar a história de Antônio Prustiano, um escritor que retorna à sua cidade de origem após 20 anos, durante a pandemia de Covid-19, para ficar próximo da família. A notícia do assassinato de um de seus amigos de infância e a descoberta de um diário o levam a uma investigação a fim de desvendar o crime e escrever um livro. Sua vida e os últimos 40 anos da História do Brasil se misturam. Política, homofobia, racismo, pandemia atravessam as reflexões e tecem a teia ficcional do protagonista.

Como o jornalista Matheus Berriel registrou aqui, em seu blog na Folha1, ao anunciar o quinto e último livro de Adriano:

— É o segundo livro de Adriano pela Editora Patuá. O primeiro foi “Invisíveis”, de 2020, com contos que mesclam realidade e ficção para abordar histórias de miséria e abandono. Antes, o autor campista já havia publicado “Liquidificador: poesia para-vita-mina”, de 2007, pela Imprimatur/7Letras; “O julgamento de Lúcifer”, de 2013, pela Novo Século; e “Todo verso merece um dedo de prosa”, de 2016, pela Chiado Books. Sua produção também inclui participações em antologias e coletâneas com outros autores.

Em relação ao livro mais recente, Adriano mapeou a sua gênese em um seu conto premiado:

— A ideia do livro surgiu no início de 2023, quando escrevi um conto intitulado “Cheiro de passado”, premiado em um concurso de contos do Governo do Estado do Rio de Janeiro. Como no meu livro anterior, “Invisíveis”, Campos é o cenário da trama, com referência a ruas, bares, bairros da periferia e do interior da cidade. Na narrativa, a ficção é instrumento de se pensar o status da verdade em tempos em que o que se conta se torna mais relevante do que o acontecido. Assim como na realidade, os personagens do romance têm muito o que esconder. A hipocrisia moral e social pode, às vezes, custar a vida de alguém. E é isso que ocorre com o personagem amigo do narrador, um sujeito morto por ter ousado ser quem era, sem o falso verniz criado pela família e sociedade.

“A inocência dos mortos” já está sendo adaptado ao teatro, com estreia prevista para o final de julho. Até lá, confira abaixo o conto que gerou e inicia o romance:

 

 

Cheiro de passado

As ruas de Campos estavam desertas naquela manhã de 23 abril de 2020. No mês anterior havia sido decretado lockdown como forma de conter a propagação da Covid-19. Há dois meses tinha iniciado uma série de viagens para lançamento do meu livro, que precisei cancelar, já que não sabia quando iríamos poder voltar ao normal. Pelo menos à ideia que construíramos sobre normalidade. Da janela do apartamento via o silêncio interrompido somente por alguns carros que se movimentavam a despeito da paralisia que assombrava os que, de dentro de suas residências, moviam seus corpos o suficiente para evitar a atrofia física e mental.

Do apartamento ao lado vinha um cheiro que me era bastante familiar. Alguém acabara de retirar do forno uma broa de milho. O aroma era inconfundível. Quando criança, ajudava minha mãe no plantio e colheita de milho no quintal da pequena casa onde morávamos no interior da cidade. Cultivávamos também outros alimentos como aipim, abóbora, batata doce. Grande parte do que comíamos vinha da terra.

A broa feita pela minha mãe no fogão à lenha era o perfume que completava o sabor de nossos cafés da tarde. Pela manhã, comíamos aipim cozido, pois era mais rápido o preparo. Meu pai cortava cana. Acordava com o primeiro canto do galo. Na marmita preparada para as refeições do dia, às vezes só não levava carne. De vez em quando um ovo cozido posto por alguma das galinhas criadas no quintal.

Embora não fosse todos os dias, a broa de milho era a estrela do nosso café da tarde; ou angu doce, outra especialidade da minha mãe, que completava a renda da casa lavando roupa para as famílias ricas do lugar.

Quando eu chegava da escola, sabia desde o portão se era dia de broa ou angu. Então sentávamos eu e meus outros dois irmãos. Assistíamos ao ritual cuidadoso de retirada da broa do forno, à delicadeza firme de nossa mãe no manuseio da faca para o corte, à alegria com que entregava a cada filho seu pedaço.

Depois que meu pai faleceu, vítima de infarto, minha mãe precisou ir para o corte de cana, pois só o dinheiro da lavagem da roupa não era suficiente para manter a casa. Meu irmão mais velho parou de estudar para trabalhar. Eu e minha irmã ficamos incumbidos de cuidar da casa quando não estávamos na escola. Ao sair de madrugada para o trabalho, nossa mãe deixava uma lista de afazeres que ela conferia logo que chegava de noitinha. Quase que só lhe víamos o branco dos olhos. Duas lâmpadas acesas no corpo coberto do carvão da queimada de cana.

Deixávamos o banho dela preparado: o balde com água morna, a bucha e o sabão para que, depois de removida a tintura do trabalho, voltasse a ser a nossa mãe. Mas ela precisava adiantar a comida do dia seguinte para, ao acordar, apenas esquentar, colocar na marmita e separar o que ficaria para mim e minha irmã comermos.

Minha mãe era uma mulher muito forte. Com o tempo foi ficando magrinha. As rugas se multiplicavam com velocidade nas bordas dos seus olhos. Um dia, fiquei observando-a arrumando a marmita. Notei que punha pouca comida para quem teria de enfrentar os eitos de cana. Descobri que o dinheiro não estava sendo suficiente. Então ela comia pouco para que eu e minha irmã tivéssemos o que comer.

Os sábados e domingos eram dedicados à lavagem de roupa. Eu ajudava enchendo o tanque e puxando água do poço. Aos poucos ia percebendo o engrossar das mãos provocado pela aspereza da corda. Tudo foi ficando muito áspero à medida que eu crescia.

Minha irmã tinha a incumbência de passar a roupa na segunda-feira; eu, de fazer as entregas.

A tristeza nos olhos dela cresceu no primeiro dia em que meu irmão chegou bêbado em casa. Ele trabalhava num armazém, atendendo no balcão e entregando compras de bicicleta. Um dia, após sair do trabalho, parou no botequim e bebeu sozinho um litro de cachaça. Meu irmão nunca se conformou em ter parado de estudar. Saiu de casa depois de conseguir um emprego um pouco melhor. Virou frentista num posto de gasolina no centro da cidade. Estava livre do peso, mas somente o das compras que carregava. Era oito anos mais velho que eu. Mesmo não morando mais conosco, não deixava de nos ver e ajudar com dinheiro, além de, vez ou outra, levar a mim e minha irmã para passear.

Fechei a varanda e retornei ao sofá da sala. Aquele cheiro de broa de milho me acompanhava. Embora o presente estivesse me convocando as suas demandas, era o passado o ocupante das horas que, no tempo de confinamento, demoravam a passar. Folheava absorto as páginas de Proust. Decidira fazer da leitura de Em busca do tempo perdido uma das atividades que me ajudariam a atravessar a solidão mascarada pelos riscos da Covid. De repente me vi tentando recuperar a lembrança do cheiro macio e colorido da última broa de milho assada pela minha mãe.

Com o passar do tempo, não plantávamos mais milho. Comprávamos fubá no armazém da usina, e a farinha era destinada ao angu, que logo passou a ser uma das nossas refeições mais frequentes. Angu com carne moída, ou com salame, folha de taioba, ou…não foram poucas vezes somente o angu, ralo para que durasse mais tempo a farinha.

Assim me visitou o passado várias horas daquele dia. Eu tentava em vão retê-lo, fazê-lo ficar o máximo possível comigo. Mas me escapava arredio. Fui me dando conta da impossibilidade de prendê-lo à medida que o cheiro ia se dissipando. Resolvi telefonar para minha mãe, também isolada, principalmente devido à idade. Conversamos sobre as lembranças que me visitaram. Disse a ela que decidira escrever sobre o assunto em meu próximo livro.

“Você sempre gostou de escrever. Lembra como aprendeu?”. Ao telefone, disse-me que eu me alfabetizei sozinho, escrevendo com gravetos nos fundos do quintal da casa. Falou que às vezes estava me procurando, quando então se deparava comigo, agachado, rabiscando no chão letras que com o passar do tempo construiriam palavras. A escola só teria aprimorado em mim o ensinamento dos gravetos. A memória de minha mãe estava falhando ultimamente. Surpreendeu-me a precisão com que narrou esse episódio.

Sentei à frente do computador para escrever sobre os aromas da infância, tarefa que me fez atravessar a noite com os dedos nas teclas cujo barulho, embora suave, era música que embalaria o sono que só se consumaria ao amanhecer. Todos os dias, pela manhã ou à tarde, eu ia até a varanda na esperança de que aquele cheiro novamente me visitasse. Mas ele não veio mais. Notei que nem mesmo barulho minha vizinha fazia. Imaginei que tivesse se mudado. Soube depois que falecera, vítima de Covid.

Numa manhã de sábado, meu celular tocou. Era minha mãe. Disse para eu ir até a casa dela à tarde, pois precisava falar urgentemente comigo. Manteríamos o distanciamento social recomendado para evitar risco de contágio, mas que nossa conversa não podia ser por telefone. Não gostei do tom de voz dela.

Apertei a campainha da casa às 17h. Cristina, minha irmã, abriu o portão. Não nos abraçamos. Nem mesmo um aperto de mão. Era um tempo em que o abraço implicava risco de morte. Adentrei a sala. O cheiro de infância dominava todo o ambiente. Minha mãe fizera broa de milho. Ficamos próximos como há muito não nos sentíamos. Cristina prestava mais atenção à televisão ligada na Sessão da Tarde do que na conversa. Guardava certa mágoa de mim e Jeferson. Para ela, eu e ele seguimos nossas vidas enquanto ela teve de ficar cuidando de nossa mãe, que nunca soube das frustrações da filha. Mesmo assim foi uma tarde deliciosa de afetos fisicamente distantes. De vez em quando mamãe esquecia meu nome e perguntava quem eu era. Como eu temia o que aqueles esquecimentos significavam!

À noite, em casa, continuei a escrever um conto iniciado no dia anterior. Atravessei mais uma vez a madrugada. Dormi. Acordei, preparei o café acompanhado por um generoso pedaço de broa que eu trouxera da casa de minha mãe. Aquele gosto e cheiro foram meus companheiros durante o isolamento. Não há solidão quando se tem memórias e é possível escrever sobre elas.

Mesmo com a chegada das vacinas e o fim do isolamento, mantive o hábito do café com broa de milho em casa. Meu novo vizinho (ou vizinha?) costuma acender incensos. Sei pelo cheiro que me remete à…

…isso é outra história.

 

Delegada Madeleine fecha a semana do Folha no Ar nesta 6ª

 

(Arte: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)

 

Delegada de Polícia Civil e pré-candidata a prefeita de Campos, Madeleine Dykeman (União) é a convidada para fechar a semana do Folha no Ar nesta sexta (7), ao vivo, a partir das 7h da manhã, na Folha FM 98,3. Ele falará do papel da mulher na política de Campos, que tem uma Câmara Municipal composta só de 25 homens, e no Brasil.

Madeleine também falará o que pode levar da sua experiência na Segurança Pública, sobretudo em defesa dos direitos da mulher, ao Executivo goitacá. Por fim, analisará o apoio político dos Bacellar (confira aqui) à sua pré-candidatura e tentará projetar, com base nas pesquisas (confira aqui), a eleição à Prefeitura e à Câmara de Campos em 6 de outubro, daqui a exatos 4 meses.

Quem quiser participar ao vivo do Folha no Ar desta quinta poderá fazê-lo com comentários em tempo real, no streaming do programa. Seu link será disponibilizado alguns minutos antes do início, nos domínios da Folha FM 98,3 no Facebook, no Instagram e no YouTube.

 

Programação dos 85 anos na ACL no Folha no Ar desta 5ª

 

(Arte: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)

 

Poeta, professor de Letras e presidente da Academia Campista de Letras (ACL), Ronaldo Junior é o convidado do Folha no Ar desta quinta (6), ao vivo, a partir das 7 da manhã, na Folha FM 98,3. Ele detalhará a programação (confira aqui) para celebrar neste mês de junho os 85 anos da ACL.

Ronaldo também falará sobre o papel da literatura e das academias de letras no tempo do Kindle e das redes sociais. Por fim, ele avaliará a cultura como tema também das eleições a prefeito e vereador de Campos em 6 de outubro, daqui a exatos 4 meses e 1 dia.

Quem quiser participar ao vivo do Folha no Ar desta quinta poderá fazê-lo com comentários em tempo real, no streaming do programa. Seu link será disponibilizado alguns minutos antes do início, nos domínios da Folha FM 98,3 no Facebook, no Instagram e no YouTube.

 

Ronaldo Junior — Junho com 85 anos da história de Campos na ACL

 

(Foto: Folha da Manhã)

 

Ronaldo Junior, poeta, professor de Letras e presidente da Academia Campista de Letras (ACL)

85 anos de história

Por Ronaldo Junior

 

O mês de junho marca a passagem dos 85 anos de fundação da Academia Campista de Letras, o que me leva a fazer um convite e uma reflexão.

Primeiro, o convite: ao longo deste mês, a ACL vai receber cinco eventos que marcarão as comemorações dessa data. A começar no dia 8 de junho, às 16h, quando será aberta a exposição de ilustrações do grupo Urban Sketchers Campos, com curadoria de seu coordenador, o arquiteto Ronaldo Araújo. Para marcar esse momento, ouviremos o coordenador do USk Campos e, também, seremos agraciados com uma palestra da professora Maria Catharina Reis Queiroz Prata, do IFF Campos-Centro, responsável pelo projeto Patrimônio Goitacá. O tema será “A cidade no espelho”.

O segundo dia será 13 de junho, às 19h, quando receberemos uma mesa redonda para homenagear a Livraria Ao Livro Verde por seus 180 anos de fundação. Participarão a professora Valéria Crespo — autora de uma pesquisa sobre a Livraria — e os acadêmicos Genilson Soares e Sylvia Paes (mediadora), que possuem reconhecida atuação na preservação de nossa memória. Na ocasião, após a mesa redonda, receberemos o lançamento e a afiliação de membros da Associação de Amigos de Ao Livro Verde (Asalve), que tem como principal pilar a preservação da Livraria enquanto patrimônio cultural, com enfoque em salvaguardar o que ela representa para a nossa cultura. A Associação será fundada a partir da Campanha SOS Ao Livro Verde, da qual a ACL é signatária.

O terceiro evento ocorrerá em 17 de junho, às 19h, quando receberemos uma conferência em homenagem aos 95 anos de fundação da Associação de Imprensa Campista — instituição parceira da ACL —, ministrada pelo acadêmico e jornalista Herbson Freitas. Na ocasião, o evento será aberto por mim e pelo presidente da AIC, Wellington Cordeiro.

Em 21 de junho, dia que marca a fundação da ACL, celebraremos, às 19h, o aniversário da instituição com uma homenagem aos acadêmicos e acadêmicas, que receberão a Comenda da Academia Campista de Letras. Logo após, será apresentado o site oficial da instituição. Nesse dia, ainda, seremos brindados com a presença da Sociedade Musical Lira de Apolo, que fará uma apresentação, seguida de um coquetel.

O encerramento da programação será no dia 29 de junho, às 17h, quando teremos a honra de receber um dos maiores nomes da antropologia brasileira: o professor e escritor Roberto DaMatta, que fará um bate-papo com o acadêmico Carlos Augusto Souto de Alencar.

Durante os dias de evento, o público poderá visitar a exposição do grupo USk Campos — que estará aberta até o final do mês de junho — e, ainda, poderá conhecer peças artesanais do grupo Arte e Identidade do Artesanato Campista. Que tem como proposta valorizar a cultura de Campos por meio do artesanato.

Agora que fiz o convite, quero aproveitar para refletir sobre o que esse momento significa.

Os últimos 85 anos da história campista foram, de alguma maneira, presenciados pela ACL. Seus membros, muitas vezes, participaram de forma ativa dessa história e permitiram que a instituição resistisse ao longo dos anos, para seguir participando da vida cultural, política e intelectual do município.

Mas, para visitar esses anos, entendo ser necessário contar uma história conjunta, que passa por outros olhares e pela história de outras instituições, que também trabalham em prol da preservação da nossa memória. Neste mês de junho de 2024, portanto, celebramos nossa história também sob a ótica de outras entidades que vivenciaram a Campos das últimas décadas, pois entendemos que o papel da ACL passa por salvaguardar nosso patrimônio cultural, o que exige diálogo e trabalho conjunto num mesmo objetivo.

Isso me faz pensar no fundamento da imortalidade evocada pelas Academias de Letras: somente a memória nos permite ao menos simular a perenidade. E isso vale para os nossos símbolos, lugares, fatos e pessoas. Precisamos lembrar para imortalizar. Precisamos lembrar para reconhecer. Precisamos lembrar para refletir sobre os significados. E, com isso, preservar o que compõe nossa identidade campista.

Assim, encerro reiterando o convite para celebrarmos, a partir do dia 8 de junho, em nossa sede (localizada no Pq. Dr. Nilo Peçanha, o Jardim São Benedito), a cultura campista e nossas instituições, responsáveis por contar parte da história de quem somos e fomos.

A programação completa pode ser acessada no perfil da ACL no Instagram: @academiacampistadeletras ou no site: academiacampista.org.br.

 

Folha Letras publicada hoje na Folha da Manhã

 

Brasil e Vasco em busca da história de grandeza no futebol

 

Vini Jr. levantou a Champions da Europa pela segunda vez, novamente marcando o gol do título ao Real Madrid, na véspera do domingo do Vasco 1 a 6 Flamengo no domingo do Maracanã (Montagem: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)

 

 

Na Europa, Vini é esperança ao Brasil

Eleito o melhor jogador da Champions League da Europa decidida no sábado (1º), que conquistou com o Real Madrid pela segunda vez marcando o gol do título, feito inédito a qualquer jogador brasileiro, o atacante Vini Jr. é a esperança mais concreta do “melhor futebol do mundo” sair da bravata. Já era desde a Copa do Mundo de 2022, quando a Seleção Brasileira talvez não tenha passado das quartas-de-final porque o jovem atacante, preso pelo técnico Tite na ponta esquerda, não brilhou. Após ser o 6º colocado na Bola de Ouro de 2023, Vini hoje aparece com chance de conquistar o prêmio em 2024, entregue em novembro. A ver.

 

Futebol contra o racismo   

Na Bola de Ouro de 2023, Vini Jr. ganhou o troféu Sócrates — um dos craques da inesquecível Seleção Brasileira de 1982 e conhecido pela militância política — por sua luta contra o racismo no futebol. Exato um século antes, essa luta tinha sido encampada no Brasil em 1923, pelo Vasco da Gama. Que, com um time que aceitava negros e pardos, diferente do Flamengo, Fluminense e Botafogo, venceu estes três para ser campeão da 19ª edição do Campeonato Carioca de Futebol. Logo em seu ano de estreia, na principal divisão do esporte da então capital da República, não há exagero em dizer que o Vasco já nasceu gigante.

 

Vasco: apogeu e decadência

Do “Expresso da Vitória”, que dominou o futebol carioca e nacional entre 1942 e 1953, dando a base do Brasil vice-campeão mundial em 1950, o Vasco cedeu jogadores à Seleção nas conquistas das Copas do Mundo de 1958, 1962 e 1994. E teria suas maiores glórias com a Libertadores da América em 1998 e seus quatro Brasileiros: 1974, 1989, 1997 e 2000. Também ganharia a Copa do Brasil em 2011. Mas esta veio para atenuar a decadência em que o clube já tinha entrado a partir de 2008, quando foi rebaixado a primeira vez à Série B do Brasileirão. Voltaria à Série A, onde hoje está. Mas seria também rebaixado em 2013, 2015 e 2020.

 

6 a 1 e 7 a 1 x história de grandeza

No domingo (2) seguinte à conquista da Europa por Vini Jr, o Vasco abriu o placar contra o Flamengo, no Maracanã, pela Série A do Brasileiro. Foi esperança apagada na virada de 6 a 1. Para figurar entre os maiores vexames do futebol brasileiro recente, com os 7 a 1 da Alemanha na Copa do Mundo de 2014 ou a inverossímil pipocada do Botafogo no Brasileirão do ano passado. Para piorar, no futebol feminino, o Rubro-Negro já tinha dado, em 9 de março, outro 6 a 1 no Cruz-Maltino. Que aplicou, porém, a maior goleada do clássico: 7 a 0 no Flamengo, em 1931. Como o Brasil, o Vasco precisa reencontrar a sua história de grandeza no futebol.

 

Publicado hoje na Folha da Manhã.

 

Direita e esquerda em Campos entre urnas e pesquisas

 

Wladimir Garotinho, Cláudio Castro, Lula, Rodrigo Bacellar, Madeleine Dykeman, Alexandre Buchaul, Clodomir Crespo e Carla Machado (Montagem: Eliabe de Souza)

 

 

Governos Wladimir, Castro e Lula em Campos

No segundo bloco do programa Folha no Ar de ontem (4), além dos números já conhecidos da aprovação do eleitor de Campos ao governo do prefeito Wladimir Garotinho (PP), foram também revelados os relativos aos do governador Cláudio Castro (PL) e do presidente Lula (PT). Enquanto a gestão de Wladimir é aprovada por 70,5% (com 14,9% que desaprovam e 14,6% que não souberam avaliar), a de Castro tem aprovação de 41,4% (com 20,8% que desaprovam e 37,8% que não souberam avaliar) e a de Lula é aprovada pela minoria de 28,9% (com reprovação majoritária de 59,5% e 11,6% que não souberam avaliar).

 

Antilulismo goitacá

Enquanto Wladimir tem na alta aprovação ao seu governo a melhor chance de se reeleger em 6 de outubro, daqui a 4 meses e 1 dia, e o de Castro ficou na conta do chá, a reprovação ao Lula 3 entre os campistas é hoje mais que o dobro da aprovação. Foi o cenário desenhado pelos números da pesquisa Prefab Future, que ouviu 1.002 eleitores de Campos em 26 de abril, com base no IBGE e registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número RJ-04536/2024. Se não dá para cravar que o eleitor de Campos é conservador, parece não haver dúvida matemática de que ele hoje tem expressiva maioria antipática ao Governo Federal.

 

Direita lidera na pesquisa

No debate se o eleitor campista se posiciona mais à direita ou à esquerda, uma pergunta mais específica da pesquisa foi feita: “Você se considera ideologicamente um eleitor de?” A direita liderou com 39,6%, com 28,0% se identificando como moderado, 23,7% como apolítico, cabendo a identificação com a esquerda a apenas 8,7% do eleitorado campista. São números que não se traduzem necessariamente em eleições municipais. Sobretudo quando polarizadas por políticos como Wladimir e o presidente da Alerj, Rodrigo Bacellar (União), ideologicamente camaleônicos em suas vitoriosas e ainda relativamente curtas trajetórias políticas.

 

Esquerda à frente na urna

Pode ser que prefeitáveis de direita como a Delegada Madeleine (União), o odontólogo Alexandre Buchaul (Novo) e o empresário Clodomir Crespo (DC) tentem capturar esse eleitor ideológico. Que deu ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) 64,87% dos votos válidos de Campos no 2º turno de 2018 e 63,14%, no 2º turno de 2022. Entre estes dois pleitos nacionais, dois candidatos tentaram surfar o bolsonarismo local no 1º turno da eleição a prefeito de 2020: o ex-vereador Tadeu Tô Contigo levou 2,17% dos votos válidos, e o empresário Jonathan Paes, 0,51%. Candidata estreante do Psol, Professora Natália teve quase o dobro dos dois: 4,68%.

 

Ideologia a prefeito?

Como, pela única pesquisa até aqui registrada neste ano de nova eleição municipal, Madeleine já saiu de 6,8% de intenções de voto na consulta estimulada, isso pode ser tanto voto conservador, quanto moderado e apolítico que admira sua brilhante trajetória como delegada de Polícia Civil. Bem como pelo apoio dos Bacellar. Assim como os 18,7% de Carla Machado, quase certamente, se devem mais aos seus quatro mandatos como prefeita de São João da Barra do que por ser deputada estadual do PT. Com apoio declarado do senador Flávio Bolsonaro (PL) e bom trânsito com o Lula 3, Wladimir liderou a pesquisa com 53,7%.

 

Publicado hoje na Folha da Manhã.

 

Edinho Black, redes sociais e marcenaria no Folha no Ar desta 4ª

 

(Arte: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)

 

Marceneiro conceituado e figura querida na cidade, Edinho Black é o convidado desta quarta (5) no Folha no Ar, ao vivo, a partir das 7h da manhã, na Folha FM 98,3. Ele falará como consegue viver e produzir sem celular ou redes sociais. E do papel da marcenaria em Campos e nos dias de hoje.

Quem quiser participar ao vivo do Folha no Ar desta quarta poderá fazê-lo com comentários em tempo real, no streaming do programa. Seu link será disponibilizado alguns minutos antes do início, nos domínios da Folha FM 98,3 no Facebook, no Instagram e no YouTube.