Nome para vice de Madeleine e amigo do vice de Wladimir

 

Marquinho Bacellar, Oziel Batista Crespo Filho, Igor Pereira e Gilberto Pereira

O martelo ainda não está batido. Mas a possibilidade do ceramista Oziel Batista Crespo Filho ser candidato a vice-prefeito na chapa encabeçada pela delegada de Polícia Civil Madeleine Dykeman (União), como foi adiantado aqui no sábado (30), é bem sólida. Para tanto, ele se filiaria ao PSD. Cujo prefeito carioca, Eduardo Paes, fechou aliança (confira aqui) com o presidente campista da Alerj, Rodrigo Bacellar (União).

Ex-presidente do Sindicato dos Ceramistas de Campos, Oziel poderia levar o apoio da categoria e da 75ª Zona Eleitoral (ZE) de Campos — da Penha ao Farol, passando por toda a Baixada Campista, e maior do município, com 114.444 eleitores — à principal pré-candidatura dos Bacellar contra a reeleição do prefeito Wladimir Garotinho (PP). A ideia foi de outro político com reduto na 75ª ZE, o vereador e pré-candidato à reeleição Igor Pereira (SD).

Para discutir a ida de Oziel à chapa de Madeleine, ele se reuniu há cerca de duas semanas com Igor, o pai deste, o empreiteiro Gilberto Pereira, e o presidente da Câmara Municipal de Campos e também pré-candidato à reeleição como vereador, Marquinho Bacellar (SD). O maior porém de Oziel na oposição a Wladimir é o vice-prefeito deste, o engenheiro agrônomo e presidente da Coagro Frederico Paes (MDB), de quem o ceramista é amigo. A ver.

 

Mulher preta do jornalismo à política no Folha no Ar desta 5ª

 

(Arte: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)

 

Jornalista e pré-candidata a vereadora Cláudia Eleonora (União) é a convidada do Folha no Ar nesta quinta (4), ao vivo, a partir das 7h da manhã. Ela falará da sua passagem do jornalismo profissional, muitas vezes com a política como pauta, à política partidária.

Cláudia também falará do papel da mulher preta na democracia representativa em Campos, com uma Câmara Municipal composta só de 25 homens, e no Brasil. Por fim, tentará projetar as eleições a prefeito e vereador de Campos em 6 de outubro, daqui a exatos 6 meses e 3 dias.

Quem quiser participar ao vivo do Folha no Ar desta quinta poderá fazê-lo com comentários em tempo real, no streaming do programa. Seu link será disponibilizado alguns minutos antes do início, nos domínios da Folha FM 98,3 no Facebook, no Instagram e no YouTube.

 

Thiago vem e vai a prefeito, Rodrigo a governador e Caio secretário?

 

Rodrigo Bacellar e Thiago Rangel, Aspásia Camargo, Lesley Beethoven, Caio Vianna e Wladimir Garotinho (Montagem: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)

 

 

Thiago lançado e deslançado a prefeito de Campos

Roberto Carlos diria: “São muitas emoções”. E, ao que se saiba, ele nunca cobriu jornalisticamente uma eleição. Que, na planície goitacá, ainda é melhor definida nas palavras do experiente ex-deputado federal Paulo Feijó: “Na política de Campos, só falta boi voar”. Deputado estadual, Thiago Rangel (sem partido) foi lançado e deslançado (confira aqui) na noite de ontem (2) pré-candidato a prefeito de Campos pelo PSDB. Possibilidade que, após ser negada ainda na noite de ontem, pela presidente estadual do partido, Aspásia Camargo, acabaria também negada pelo presidente do PSDB em Campos, Lesley Beethoven.

 

Aspásia e o breque na Rio/Campos

Ainda na estrada de volta do Rio a Campos, Beethoven admitiu que se reuniu na capital com o presidente campista da Alerj, deputado Rodrigo Bacellar (União). Com quem, momentos depois, seu colega deputado Thiago Rangel postou no Instagram (confira aqui) uma foto dos dois abraçados. E escreveu: “Quero anunciar oficialmente que sou pré-candidato a prefeito de Campos dos Goytacazes, através do PSDB (…) Agradeço ao deputado e presidente da Alerj, Rodrigo Bacellar, pelo apoio”. Ouvida pelo blog Opiniões, a presidente estadual do PSDB respondeu: “Não reconhecemos essa pré-candidatura (de Thiago) a prefeito de Campos”.

 

PSDB do RJ prefere Wladimir

Política experiente, ex-vereadora carioca e ex-deputada estadual, com carreira destacada também como socióloga e professora, graduada na UFRJ, com mestrado e doutorado na Universidade de Paris, Aspásia foi além nas intenções do PSDB do estado do Rio para Campos: “Qualquer decisão tem que passar pelo diretório estadual do PSDB e ao seu Conselho Político. O que podemos adiantar sobre Campos é que temos uma preferência, uma simpatia nítida pelo prefeito Wladimir (Garotinho, PP). Ele é uma liderança sólida, que vem tendo um desempenho muito importante em Campos e no Norte Fluminense”.

 

Nem PSDB do RJ, nem de Campos

Ao saber, também pelo blog Opiniões, do questionamento da sua pré-candidatura do PSDB pela presidente estadual do partido, Thiago disse: “Isso foi tratado com o presidente do diretório do PSDB de Campos, Beethoven. Quem conduziu essa questão política foi Rodrigo (Bacellar)”. Beethoven, no entanto, no lugar de questionar Aspásia, negou que tenha tratado da pré-candidatura de Thiago: “Estou voltando neste exato momento (21h39) na estrada do Rio para Campos. Estive, sim, hoje, com Rodrigo. Em nenhum momento da conversa, dei anuência ao lançamento da candidatura de Thiago Rangel a prefeito de Campos pelo PSDB”.

 

Os russos e a tática dos Bacellar

Pode ser que Beethoven não tenha conversado com Rodrigo sobre lançar Thiago a prefeito de Campos pelo PSDB. Pode ser que Thiago tenha entendido que sim, antes de postar sua foto com Rodrigo se lançando pré-candidato de Campos pelo PSDB. Como pode ser que não tenham, na advertência do gênio do futebol Mané Garrincha na Copa do Mundo de 1958, “combinado antes com os russos”. O fato é que a posição firme de Aspásia melou, pelo menos por ora, a possibilidade. Que é fruto da tática clara dos Bacellar para levar a eleição de prefeito de Campos ao segundo turno com Wladimir: lançar o máximo de candidaturas possível.

 

Rodrigo governador?

Por sua vez, Wladimir também não precisava ter provocado gratuitamente seu maior adversário na entrevista que deu (confira aqui) ao programa Folha no Ar de 22 de março: “Rodrigo (Bacellar) não tem voto”. Após a alfinetada, Rodrigo tem usado toda a sua grande capacidade de articulação para tentar desmentir Wladimir nas urnas de 6 de outubro, daqui a 6 meses e 3 dias. Além do seu enorme poder como presidente da Alerj. Que pode se tornar ainda maior se a Justiça cassar a chapa do governador Cláudio Castro (PL) e seu vice, Thiago Pampolha (MDB). Como pediu ontem (confira aqui) a Procuradoria Geral Eleitoral, nos autos do caso da Ceperj e da Uerj.

 

Caio secretário de Wladimir?

No jogo jogado da política, Wladimir fez de outro ex-adversário, Caio Vianna (agora sem partido), seu mais novo aliado. Para dispensar a dolce vita de deputado federal, que lhe garantia o prefeito da cidade do Rio, Eduardo Paes (PSD), se discute agora onde Caio poderia integrar a administração Wladimir. Talvez como secretário de Governo, no lugar de Angelo Rafael. Talvez na secretaria municipal de Desenvolvimento Econômico, já que seu titular, Mauro Silva, pode se desligar da pasta. Assim como Thiago Ferrugem, da chefia de gabinete, e Gustavo Matheus, da Comunicação. Os três assumiriam a coordenação de campanha.

 

PSD com Bruno, Maycon e Fred

Como o blog Opiniões adiantou (confira aqui) no sábado (30), ontem (2) o ex-vereador Bruno Vianna assumiu (confira aqui) a presidência do PSD em Campos. A nova executiva municipal, como também foi adiantado, terá o também ex-vereador Maycon Cruz (que estava sem partido) e o vereador Fred Machado, que deixa o Cidadania. Maycon, como vice-presidente, e Fred, como 2º tesoureiro do PSD goitacá, atenderam ao convite de Bruno. Que assumiu o partido após o ex-presidente municipal da legenda e ex-deputado federal Caio Vianna manifestar apoio (confira aqui) ao prefeito Wladimir Garotinho. Em resposta à aliança (confira aqui) do PSD de Paes com Rodrigo Bacellar.

 

Publicado hoje na Folha da Manhã.

 

Thiago a prefeito pelo PSDB, cujo diretório do RJ prefere Wladimir

 

Rodrigo Bacellar e Thiago Rangel, Aspásia Camargo, Lesley Beethoven e Wladimir Garotinho (Montagem: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)

 

Em seu perfil de Instagram, o deputado estadual Thiago Rangel (que estava sem partido) postou hoje (2) à noite (confira aqui) uma foto com o presidente campista da Alerj, Rodrigo Bacellar (União). E escreveu: “Quero anunciar oficialmente que sou pré-candidato a prefeito de Campos dos Goytacazes, através do PSDB”. O anúncio, no entanto, não foi validado pelos presidentes estadual e municipal do PSDB, respectivamente, Lesley Beethoven e a ex-deputada Aspásia Camargo:

— Isso não foi encaminhado ao diretório estadual do PSDB, nem ao seu Conselho Político. Não reconhecemos essa pré-candidatura a prefeito de Campos. Ainda não definimos nossa posição. Mas o que podemos adiantar sobre Campos é que temos uma preferência, uma simpatia nítida pelo prefeito Wladimir (Garotinho, PP). Ele é uma liderança sólida, que vem tendo um desempenho muito importante em Campos e no Norte Fluminense — avaliou Aspásia.

Ao saber da posição da presidente estadual do PSDB, que não reconheceu sua pré-candidatura a prefeito de Campos pelo partido, Thiago também se posicionou:

— Isso foi tratado com o presidente do diretório do PSDB de Campos, Beethoven. É um diretório municipal legalmente constituído, não é uma mera executiva, e com presidente eleito pelos membros filiados. Quem conduziu essa questão política foi Rodrigo (Bacellar). A tendência de crescimento da nossa pré-candidatura é muito grande na periferia, na 76ª (Guarus) e 75ª (da Penha ao Farol) Zonas Eleitorais de Campos. A cidade, como um todo, precisa dessa opção de escolha.

No entanto, ao saber pelo blog de que seu nome foi citado para endossar a pré-candidatura de Thiago a prefeito de Campos pelo PSDB, Beethoven negou categoricamente:

— Estou voltando neste exato momento (21h39) na estrada do Rio para Campos. Estive, sim, hoje com Rodrigo (Bacellar). Em nenhum momento da conversa, falei ou dei anuência ao lançamento da candidatura de Thiago Rangel a prefeito de Campos pelo PSDB. Isso simplesmente não é verdade! — garantiu o presidente do PSDB em Campos.

Antes de falar com o blog, Thiago já tinha postado em seu Instagram:

— Essa decisão (da pré-candidatura a prefeito de Campos pelo PSDB) é fruto do nosso trabalho que tem sido reconhecido pela população. Agradeço ao deputado e presidente da Alerj, Rodrigo Bacellar, pelo apoio.

Ao que Aspásia, ao saber, respondeu:

— O presidente da Alerj tem muito poder. Mas não o de determinar uma candidatura a prefeito do PSDB, numa cidade do tamanho e da importância que Campos tem ao estado do Rio, sem passar pelas instâncias do partido. Repito: o diretório estadual do PSDB tem simpatia pelo prefeito Wladimir em Campos.

 

Atualização às 21h48 para colocar a posição do presidente do PSDB em Campos, Lesley Beethoven.

 

Após Caio com Wladimir, Bruno assume PSD com Maycon e Fred

 

Bruno Vianna, Fred Machado e Maycon Cruz reunidos na nova executiva goitacá do PSD (Montagem: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)

 

Como adiantado aqui no último sábado (30), hoje (2) o ex-vereador Bruno Vianna assumiu a presidência do PSD em Campos. A nova executiva municipal, como também foi adiantado neste blog, terá o também ex-vereador Maycon Cruz (que estava sem partido) e o vereador Fred Machado, que deixa o Cidadania.

Maycon, como vice-presidente, e Fred, como 2º tesoureiro do PSD goitacá, atenderam ao convite de Bruno. Que assumiu o partido após o ex-presidente municipal da legenda e ex-deputado federal Caio Vianna manifestar apoio (confira aqui) ao prefeito Wladimir Garotinho (PP). Foi em resposta à aliança (confira aqui) do prefeito do Rio e presidente estadual do PSD, Eduardo Paes, com o presidente campista da Alerj, deputado Rodrigo Bacellar (União).

 

Chuvas, semiárido, cana e eleições no Folha no Ar desta 4ª

 

(Arte: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)

 

Produtor rural e presidente da Associação Norte Fluminense dos Plantadores de Cana (Asflucan), Tito Inojosa é o convidado do Folha no Ar desta quarta (3), ao vivo, das 7h às 9h da manhã, na Folha FM 98,3. Ele falará das intensas chuvas recentes da região, do alagamento e escoamento das áreas rurais.

Tito também analisará o Projeto do Semiárido para o Norte Fluminense, de autoria do então deputado Wladimir Garotinho (hoje, PP) e em análise no Congresso Nacional, e da próxima safra de cana na região. Por fim, tentará projetar, na visão da sua categoria, as eleições a prefeito e vereador de Campos em 6 de outubro, daqui a exatos 6 meses e 4 dias.

Quem quiser participar ao vivo do Folha no Ar desta terça poderá fazê-lo com comentários em tempo real, no streaming do programa. Seu link será disponibilizado alguns minutos antes do início, nos domínios da Folha FM 98,3 no Facebook, no Instagram e no YouTube.

 

Carlos Augusto favorito para voltar a ser prefeito em Rio das Ostras

 

(Montagem: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)

Ex-prefeito de Rio das Ostras por três mandatos, Carlos Augusto Balthazar (MDB) é o favorito na corrida à Prefeitura do município da Região dos Lagos. Pesquisa do instituto Paraná, de conceito nacional, deu a ele a liderança em dois cenários de consulta estimulada (com a apresentação dos nomes dos possíveis concorrentes): de 50% a 53,1% das intenções de voto.

1º CENÁRIO ESTIMULADO — Nos dois cenários estimulados da pesquisa Paraná, Carlos Augusto foi seguido à distância pelo vereador Maurício Braga Mesquita (BM, do PV), presidente do Legislativo de Rio das Ostras. No primeiro cenário estimulado a prefeito, Maurício BM ficou com 14,1%, seguido de Misaias Machado (Republicanos), com 4%; de Poggian (sem partido), com 3,4%; do Professor Luizinho do PT, com 3,2%; e de Winnie Freitas (Psol), com 1,6%. Outros 13,2% declararam que votarão branco ou nulo, com 10,4% que não souberam responder.

 

(Infográfico: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)

 

2º CENÁRIO ESTIMULADO — No segundo cenário estimulado da pesquisa Paraná, feita com 680 eleitores de Rio das Ostras entre 27 de março e 1º de abril, registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o nº RJ-05181/2024 e com margem de erro de 3,8 pontos, Maurício BM também ficou em segundo lugar, com 16% de intenções de voto. Ele foi seguido por Misaias Machado, com 5,6%; enquanto 14,1% disseram que votarão branco ou nulo e 11,2% não souberam responder.

 

(Infográfico: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)

 

ENTRE 35 E 37 PONTOS À FRENTE — No primeiro cenário estimulado, com mais nomes, a diferença do líder Carlos Augusto ao segundo colocado, Maurício BM, hoje é de 35,9 pontos. No segundo cenário estimulado da pesquisa Paraná, com menos nomes, a vantagem do líder ao segundo na disputa pela Prefeitura de Rio das Ostras é ainda maior: 37,1 pontos.

MAIS QUE A SOMA DOS CONCORRENTES — Os 50% de intenções de voto de Carlos Augusto no primeiro cenário estimulado é quase o dobro dos 26,3 pontos somados dos outros cinco prefeitáveis. Com 53,1% de intenções de voto no segundo cenário estimulado da pesquisa Paraná, Carlos Augusto tem mais que o dobro dos 21,6 pontos somados dos outros dois prefeitáveis.

CONSULTA ESPONTÂNEA — A consulta espontânea (na qual o eleitor fala da própria cabeça o nome de quem votará) da pesquisa Paraná também confirmou a vantagem que Carlos Augusto hoje tem sobre os demais possíveis concorrentes a prefeito de Rio das Ostras. Ele teve 14,3% de intenções de voto, seguido por Maurício BM (4%), Misaias Machado (0,4%), Poggian e Professor Luizinho do PT (ambos, com 0,1%). Outros nomes citados chegaram a 0,9%.

 

(Infográfico: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)

 

ELEIÇÃO MATEMATICAMENTE ABERTA — No entanto, como a pesquisa espontânea evidenciou, a eleição à Prefeitura de Rio das Ostras ainda está matematicamente aberta: 69,1% dos eleitores não souberam responder em quem votarão a prefeito, com outros 10% dizendo que votarão em branco ou nulo.

O ATUAL PREFEITO — Também citado na consulta espontânea da pesquisa Paraná, o atual prefeito Marcelino Borba, o Marcelino da Farmácia (sem partido), teve 1% das intenções de voto. Mas, em seu segundo mandato, ele não pode concorrer a um terceiro em sequência e apoia a prefeito o vereador Maurício BM.

APROVAÇÃO DE GOVERNO = INTENÇÃO DE VOTO — O apoio de Marcelino a Maurício também explica a vantagem de Carlos Augusto na corrida. O atual governo municipal de Rio das Ostras é considerado ótimo (1,9%) ou bom (13,8%) por apenas 15,7% da população. Enquanto é regular para 26,5%, e considerado ruim (13,2%) e péssimo (42,5%) para a maioria de 55,7% do eleitorado.

 

(Infográfico: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)

 

REJEIÇÃO — O único índice desfavorável da pesquisa Paraná a Carlos Augusto está na rejeição. Que ele também liderou, com 27,1% dos eleitores declarando que lhe dariam seu voto de maneira nenhuma. Ele foi seguido de Maurício BM (20,1% de rejeição), Misaias Machado (19,7%), Professor Luizinho do PT (16%), Poggian (11,3%) e Winnie Freitas (8,4%). Em tese, o líder isolado nas intenções de voto é o que tem menos espaço para crescer até as urnas de 6 de outubro, daqui a exatos 6 meses e 4 dias.

 

(Infográfico: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)

 

William Passos, geógrafo com especialização doutoral em estatística pelo IGBE

ANÁLISE DO ESPECIALISTA — “O ex-prefeito Carlos Augusto Balthazar lidera os todos os cenários apresentados pela Paraná Pesquisas. Com 98.486 eleitores habilitados a votar nas urnas de 6 de outubro, se a eleição fosse hoje, ele estaria eleito para mais um mandato num dos principais municípios da Região da Bacia de Campos. Apoiado pelo atual prefeito, Marcelino da Farmácia, Maurício BM aparece na segunda colocação. O resultado da intenção de voto em Maurício é influenciado pela má avaliação da administração de Marcelino, considerada ruim ou péssimo por 55,7% da população” — explicou o geógrafo William Passos, com especialização doutoral em estatística pelo IBGE.

 

Pré-candidato a prefeito de Campos no Folha no Ar desta 3ª

 

(Arte: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)

 

Empresário, proprietário rural e pré-candidato a prefeito de Campos, Clodomir Crespo (DC) é o convidado do Folha no Ar desta terça (02), ao vivo, das 7h às 9h da manhã, na Folha FM 98,3. Ele falará sobre a disputa do espólio eleitoral do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) em Campos.

Clodomir também avaliará as pré-candidaturas a prefeito da cidade entre os grupos políticos dominantes dos Garotinhos e dos Bacellar. Por fim, falará da montagem de nominata a vereador do DC e tentará projetar as eleições municipais de 6 de outubro, daqui a exatos 6 meses e 5 dias.

Quem quiser participar ao vivo do Folha no Ar desta terça poderá fazê-lo com comentários em tempo real, no streaming do programa. Seu link será disponibilizado alguns minutos antes do início, nos domínios da Folha FM 98,3 no Facebook, no Instagram e no YouTube.

 

Ceramista Oziel como vice de Madeleine na aliança União/PSD?

 

Madeleine Dykeman, Oziel Batista Crespo Filho, Rodrigo Bacellar, Eduardo Paes, Caio Vianna, Bruno Vianna, Fred Machado e Maycon Cruz (Montagem: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)

 

Oziel Batista Crespo Filho, ceramista e ex-presidente do Sindicato dos Ceramistas de Campos, é hoje o nome mais cotado para ser candidato a vice-prefeito na chapa encabeçada pela delegada de Polícia Civil Madeleine Dykeman (União). Para tanto, ele deve se filiar ao PSD, de onde deve sair o candidato a vice da principal chapa dos Bacellar a prefeito de Campos.

Depois que o presidente campista da Alerj, Rodrigo Bacellar (União), fechou aliança (confira aqui) com o presidente estadual do PSD e prefeito do Rio, Eduardo Paes, a dobradinha União/PSD deve ser reproduzida em Campos contra a tentativa de reeleição do prefeito Wladimir Garotinho (PP). Com o apoio a este dado (confira aqui) pelo ex-deputado federal Caio Vianna, o PSD de Campos terá novo comando a partir desta segunda (1º): o ex-vereador Bruno Vianna na presidência. Que deve levar o também ex-vereador Maycon Cruz (sem partido) e o edil Fred Machado (Cidadania) à executiva municipal.

A ideia do ceramista Oziel como vice da delegada Madeleine tem lógica eleitoral. Como o potencial eleitoral de Madeleine seria, em tese, na 98ª Zona Eleitoral (ZE) de Campos, que reúne a área central da cidade na chamada “pedra”, é esperada de Oziel e sua categoria a penetração na 75ª ZE, maior do município, que vai da Penha ao Farol, passando por toda a Baixada Campista.

 

Caputi com vice do PT: Soninha, Chico ou Leleka?

 

Prefeita Carla Caputi terpa vice do PT, entre Soninha Pereira, Chico da Quixaba e Leleka Franco

 

Na salada de frutas das legendas nacionais à política municipal, dois martelos foram batidos: a prefeita sanjoanense Carla Caputi será candidata à reeleição pelo União — como foi adiantado aqui desde 5 de março — e o vice na sua chapa será do PT. Por conta disso, três candidatos a candidato(a) a vice ingressarão no partido: os vereadores Soninha Pereira e Chico da Quixaba, e Leleka Franco, chefe de gabinete da deputada estadual petista Carla Machado.

Soninha e Chico, que estão hoje no PP, irão para o PT. Um deles ser o vice na chapa de Caputi é a preferência dos seus colegas de Câmara Municipal. Que, assim, teriam um adversário a menos na disputa direta por uma cadeira no Legislativo sanjoanense. Outro nome cogitado a vice, a secretária municipal de Saúde Arleny Vadés Arias perdeu força. Por estar grávida e pelo fato de ser cubana, o que encontra resistência no tradicional bairrismo de SJB.

 

Pepenha — Das histórias de uma grande mulher por seu neto

 

Maria da Penha dos Santos Abreu (Foto: Dib’s)

 

Pepenha e seu neto mais velho, 11 de maio de 2015 (Foto: Arquivo pessoal)

Era uma manhã de sábado da primeira metade dos anos 1980. A avó materna chamou seu neto mais velho, ainda pré-adolescente, para acompanhá-la na vistoria das suas terras ocupadas de cana de açúcar, que herdara do pai. Ficavam no Carvão, seguindo da zona urbana à ainda rural às margens do Valão, o canal Campos/Macaé.

Do asfalto à estrada ainda de terra, ela guiava o seu Fusca. O neto observava pelo para brisas e a janela lateral a paisagem se alterar, com a pobreza humana se revelando mais dura nos homens, construções e meninos como ele, de pele mais retinta, enquanto avançavam. Como as nuvens escuras e baixas de chuva espraiadas pelo horizonte até o Imbé.

Chegaram à antiga fazenda do bisavô, à direita. Na qual um dos lotes repartidos entre os filhos pertencia à avó. Como esta já havia lhe ensinado, o neto desceu do carro e abriu a cancela de madeira, esperou ela passar com o Fusca, fechou a cancela e subiu de novo ao carro. No qual seguiam pelo latifúndio convertido por herança em um labirinto de minifúndios.

Quando, enfim, chegaram à terra paterna da avó materna, esperava um trabalhador preto, magro, rijo, de meia idade, com o qual ela já havia previamente marcado. Os dois desceram do carro e foram ao seu encontro. Cumprimentos trocados, passaram os três a caminhar entre as fileiras altas da cana que crescia e os baixios curtos que as separavam.

Enquanto caminhavam, a avó tratou com ele das coisas da terra e da cana, a maioria insondáveis ao neto. Quando ela acabou de passar suas instruções, o homem se despediu e seguiu seu caminho. Ainda em meio à cana, pré-adolescente como o neto, roncou a primeira trovoada, forte. Que fez com que ambos fossem buscar abrigo no Fusca.

À espera da chuva, dentro do carro parado, o neto lembrou à avó como esta ensinara a ele e ao irmão mais novo, crianças, a correr pelas calçadas das ruas em meio às tempestades. E do prazer que aquilo conferia. Mais que qualquer terra de cana, pela qual o neto nunca se interessou, aquele legado da avó de natureza e liberdade lhe seria sempre o mais caro.

Pela expressão da face e do corpo, a avó não precisou de palavras para externar orgulho. E a chuva começou a descer forte. Enquanto caía, em meio ao barulho dos pingos e aos vidros do Fusca que embaçavam, limpos com as costas das mãos por neto e avó, esta lhe indagou: “Está vendo como as canas e todas as outras plantas agradecem aos céus e a Deus pela chuva?”

O neto também dispensou palavras, balançando a cabeça verticalmente, para assentir. Aquela imagem traduzida à sua sensibilidade pela da avó não lhe abandonaria. Guardada dentro de si em um estojo, só foi de lá tirada década e meia depois, para compor os dois versos finais do poema “estiagem”: “depois da chuva?/a gratidão é verde depois da chuva”.

Sem combinar, na interpretação do grande e saudoso ator Yve Carvalho, aqueles dois versos, entremeados pelo balde cheio d’água derramado com as duas mãos sobre si, acabaram se tornando o ponto alto da peça “Pontal”. Que, dirigida pelo também saudoso Antonio Roberto Kapi, em um Pontal de Atafona depois levado pelo mar, marcaria o mágico verão de 2010.

Foi bem perto do Hotel Cassino. Que, nos anos 1940, teria como frequentadora uma bela jovem, miss de escola, muito antes de se tornar avó. Moradora da Baixada Campista, tinha um admirador rico e idoso que sonhava se casar com ela. Como era um dos poucos naquele tempo e lugar a possuir automóvel, aceitava a corte só para ir com ele ao Cassino de Atafona. Onde deixava o velho babão sentado numa cadeira para dançar com os rapazes da sua idade.

Em entrecorte de uma narrativa não linear, como acontece na tempestade de memórias quando uma avó tão marcante nos deixa após 102 anos sempre à frente do seu tempo, ela foi operar o coração em São Paulo. Era julho de 2001. O período foi marcante porque seu neto mais velho, que fez questão de acompanhá-la, estava em um bar na Avenida Paulista quando se deu o apagão nacional de energia no final do governo Fernando Henrique.

Após o êxito da cirurgia, quando o neto foi estar com a avó no quarto de hospital, católica apostólica romana fervorosa, ela disse que se entregara ao seu amado Jesus. E que, antes e depois de apagar com a anestesia, as únicas imagens que passavam em sua cabeça eram as da Paixão do Cristo. Vinte e três anos depois, o neto não viu coincidência quando foi informado pela tia que a avó fez a passagem na Sexta-Feira da Paixão.

Como uma avó lecionou em sua vida centenária e plena, sim, a gratidão é verde depois da chuva!

 

Pepenha no seu exercício inquebrantável de fé católica romana (Foto: Dib’s)

 

a avó e a montanha

(a pepenha e márcia)

 

na ligação com a tia

a avó gritava ao fundo

evocava mãe, pai e irmã

mortos de sangue vivo

 

“era uma mulher tão forte!”

desfiou a filha o rosário

“batia bola comigo!”

tabelou o neto de chofre

 

matriarca em regresso

raiz ao fruto em pirraça

menina e moleque comia

banana verde de cacho

 

na fazenda do colégio

nasceu onde campos nascera

sombra do solar jesuíta

mulher da baixada da égua

 

adolescente, foi miss

plantava o pretendente

velho sentado no cassino

para dançar com rapazes

 

casou com joão abreu

que hoje é nome de rua

meia dezena pariu

carregava 50 quilos de açúcar

 

nas torrentes urbanas

foi das avós o contrário

soltava crianças na rua

para correr, ser o raio

 

herdou terra cajuca

semeou no neto, viúva

que não brota verde igual

à gratidão pela chuva

 

ao mesmo neto, doente

contrabandeou ao hospital

seus rissoles de carne

sacio da fome de cura

 

católica ainda em latim

operou coração em são paulo

e viu em vitrais no carmim

a paixão e as chagas do cristo

 

pensava nisso o neto

ao falar com a tia

sem justiça, errado ou certo

só esta pedra fria

 

olhou à serra do imbé

suas digitais africanas

tempo descarna montanha

espirra vida humana

 

atafona, 28/03/22

Pesquisa Factum — Prefeita de Silva Jardim favorita à reeleição

 

Prefeita Maira de Jaime tem grande vantagem à reeleição sobre os adversários Juninho Peruca e André Lacerda (Montagem: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)

 

Prefeita de Silva Jardim, na Região dos Lagos, Maira de Jaime é favorita à reeleição em 6 de outubro, daqui a exatos 6 meses e 9 dias. Foi o que apontou pesquisa do instituto Factum, feita com 377 eleitores do município entre 21 e 23 de março, cuja consulta estimulada (com apresentação dos nomes dos candidatos) deu a ela 51,2% de intenções de voto, seguida por Juninho Peruca (20,2%) e André Lacerda (5%).

 

(Infográfico: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)

 

LIDERANÇA CRISTALIZADA — A consulta espontânea, na qual o eleitor fala de memória em quem votará, evidencia como a vantagem da prefeita à reeleição está cristalizada: Maira teve 32,1%, com 9% de Peruca e 2,1% de Lacerda. Com margem de erro de 5 pontos para mais ou menos, a pesquisa Factum foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número RJ 03597/2024.

 

(Infográfico: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)

 

INTENÇÃO DE VOTO = APROVAÇÃO DE GOVERNO — A liderança com folga da prefeita de Silva Jardim nas intenções de voto advém diretamente da aprovação ao seu governo. Que é considerado ótimo (19,9%) e bom (37,1%) por 57% da população, enquanto 25% acham regular, ruim para 6,1% e péssimo para 9,8%, com 2,1% que não responderam.

 

(Infográfico: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)

 

Em outra métrica da pesquisa Factum, a boa avaliação popular do governo Maira de Jaime foi ainda mais ampla. Perguntados “O(A) Sr.(a) aprova ou desaprova a forma que a prefeita Maira de Jaime administra o município de Silva Jardim?”, 75,1% disseram aprovar, 22,8% não aprovaram, com 2,1% que não souberam responder.

 

(Infográfico: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)

 

REJEIÇÃO — Índice fundamental ao segundo turno, a rejeição dos pré-candidatos importa menos numa eleição de turno único, como é em Silva Jardim e todos os municípios brasileiros com menos de 200 mil eleitores. Ainda assim, mesmo com o desgaste natural de já governar, Maira teve 20,1% de eleitores que não votariam nela de jeito nenhum.

Em empate técnico, a prefeita ficou numericamente atrás da rejeição de Juninho Peruca, líder da rejeição com 23,9%. André Lacerda teve 10,1% de eleitores que não votariam nele de jeito nenhum a prefeito de Silva Jardim, com 45,9% que não souberam responder.

 

(Infográfico: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)

 

William Passos, geógrafo com especialização doutoral em estatística pelo IGBE

ANÁLISE DO ESPECIALISTA — “Com amostragem de 377 eleitores de todos os bairros do município, a pesquisa da Factum foi realizada sob parâmetros de alta qualidade técnica. Considerando os 19.677 eleitores aptos a votar, caso a eleição fosse entre os dias 21, 22 e 23 de março de 2024, a prefeita Maira de Jaime estaria reeleita. A preferência do eleitorado de Silva Jardim é explicada pela avaliação da atual gestão municipal, considerada ótima por 19,9% e boa por 37,1% do eleitorado. Na soma, 57% da população votante considera a gestão Maira de Jaime ótima ou boa. Tanto no cenário espontâneo quanto no estimulado, a atual prefeita supera os concorrentes Juninho Peruca e André Lacerda para além da margem de erro”, concluiu o geógrafo William Passos, com especialização doutoral em estatística no IBGE.