Homenagem a Aluysio e agradecimento

Só hoje fui ver que o pessoal do “Estou procurando o que fazer” colocou um link fixo no blog à versão virtual do Ponto Final, como uma homenagem póstuma ao jornalista Aluysio Cardoso Barbosa, titular da coluna desde a fundação da Folha, em 8 de janeiro de 1978. Em meu nome e no dos jornalistas Aloysio Balbi e Alexandre Bastos, que ficamos responsáveis pela coluna após a morte do meu pai, bem como no dele próprio e da Folha, agradeço pela lembrança, por certa merecida a quem não mais escreve o Ponto Final, mas sempre vai sobreviver como sua maior referência e fonte de inspiração. O agradecimento vai não só para a jornalista Jane Nunes, idealizadora da homenagem e uma das tantas “crias” do velho Barbosa no jornalismo de Campos, mas também aos demais responsáveis pelo blog: Sérgio Mendes, Rose David, Sérgio Roberto Cardoso Moreira e Professora Luciana.

Entre irmãos

Embora tenha movimentado o noticário da Folha e dos blogs independentes, a troca de “gentilezas” verbais entre os irmãos Anthony Garotinho (PR) e Nelson Nahim (PPL) é só a ponta do iceberg de uma disputa que vem sendo travada a ferro e fogo nos bastidores da campanha para vereador. Estrategista eleitoral de brilho, ainda que geralmente alheio aos limites éticos, Garotinho estaria investindo pesado para tirar votos de Nahim num dos fortes redutos deste, a 249ª Zona Eleitoral (ZE).

Assim, ao contrário da maioria dos postulantes governistas à Câmara Municipal, que têm reclamado bastante da falta de apoio, os candidatos Thiago Virgílio (PTC) e Miguelito (PP) estariam sendo privilegiados na ajuda às suas campanhas. Não porque elegê-los interessaria mais a Garotinho que outros candidatos da situação, mas porque ambos têm boa penetração em bairros da 249ª, como Pq. Aurora, São Benedito, Capão e Pq. Rosário.

Nahim já usou a tribuna da Câmara para confirmar o movimento de Garotinho para enfraquecê-lo na 249ª. Em relação a Thiago Virgílio, o presidente do Legislativo foi enfático: “Ele recebeu R$ 20 mil mensais, durante boa parte do governo Alexandre Mocaiber (PSB), para aplicar na Ong Grêmio Recreativo Fernando Jamelão, e nunca ninguém do Pq. Aurora viu nada funcionando lá. Garotinho sabe muito bem disso, pois ele e eu denunciamos isso juntos, várias vezes, na rádio. Agora, para tentar me prejudicar, ele é capaz até de esquecer daquilo que dizia ser escandaloso”.

Levadas em consideração as observações de Nahim, baseadas em programas de rádio de até bem pouco tempo atrás, a estratégia de Garotinho parece baseada no velho dito popular: “o inimigo do meu inimigo é meu amigo”. Muito embora, no caso, os “amigos” sejam meramente circunstanciais e o inimigo (sem aspas), o próprio irmão.

As chances de Arnaldo no TRE

Quer saber quais as chances do candidato Arnaldo Vianna (PDT) ser julgado hoje no TRE, cuja sessão começa às 15h, e de lá conseguir ou não reverter o indeferimento do seu registro na 99ª Zona Eleitoral de Campos? Basta ler aqui, o Alexandre Bastos, e aqui, a Suzy Monteiro…

Atualização às 18h42: Quer saber como foi o dia no TRE? Basta clicar o sempre competente trabalho de apuração da Suzy aqui e aqui. Agora, a expectativa ao julgamento do registro não só Arnaldo, mas também Makhoul Moussallem (PT), Betinho Bauaire (PR) e Octávio Carneiro (PP), respectivamente candidatos a prefeito em Campos, São João da Barra e Quissamã, além dos embargos declaratórios da prefeita Rosinha Garotinho (PR) à sua condenação, ficam para a sessão da próxima quinta…

E no Ponto Final…

Garotinhos elegem Makhoul (I)

Ao trabalhar sempre com pesquisas internas, embora na maioria das vezes não as
divulgue, Anthony Garotinho profissionalizou o fazer político de Campos, num nível
que ainda não foi acompanhado por seus opositores. Nesta eleição, sobretudo depois do
início da propaganda eleitoral gratuita na TV, quem mais parece ter se aproximado é o
médico e candidato petista Makhoul Moussallem.

Garotinhos elegem Makhoul (II)

Por um motivo e o outro também, não é risco apostar que Makhoul será eleito, no lugar
de Arnaldo Vianna (PDT), como alvo preferencial da sanha acusatória dos governistas.
Característica mais de vila que de profissional, é a face política amadora de Garotinho.
Não só nunca conseguiu se livrar dela, mesmo após passar a pregar também a bíblia,
como ninguém conseguiu impor os limites do bom senso à prática ecoada por todo seu
grupo, passivo a tudo que vem do líder e ativo contra qualquer um que ele aponte.

Coincidência?

Não é só em Campos que a discussão política só pode se travada com a tradução devida
do juridiquês. Se os campistas esperam que o TRE, depois de barrar Rosinha Garotinho
(PR), se pronuncie, talvez hoje, sobre as candidaturas de Arnaldo e Makhoul, oposição e
situação de São João da Barra e Quissamã também aguardam ansiosos, respectivamente,
as definições de Betinho Dauaire (PR) e Octávio Carneiro (PP). Será coincidência que
municípios abastados pelos royalties do petróleo estejam submetidos a tanta incerteza?

Publicado hoje na coluna Ponto Final, na Folha da Manhã

Renascido dos ventos

Atafona, manhã ensolarada e fria do final de junho de 2008. Depois de esperá-la descer a Serra do Mar serpenteando às margens do Muriaé em sua afluência ao Paraíba do Sul e deste ao oceano Atlântico, havia dormido com ela, grande paixão de uma vida inteira, talvez a única, duas noites antes. Duas depois, trazia ainda frescas as memórias de mais uma das nossas tentativas de reconciliação, plenas em cama, pele, cheiros, olhos nos olhos, mas inconciliáveis em tudo mais.

De qualquer maneira, era uma sexta-feira, completaria 36 anos no dia seguinte e a comemoração estava marcada para começar desde a noite daquele, no Pontal, na velha casa de barcos dos Aquino transformada em bar, que quatro anos depois não resistiria ao avanço do mar. Havia chamado ela, lógico, assim como outras pessoas, que começariam a chegar dali a algumas horas.

Precisava, pois, pegar a picape e agir as coisas. Na rua de pista dupla que começa na antiga caixa d’água, à beira mar, e acaba na madeireira do Jacuí, às margens da BR 356, o celular apita no console do carro, anunciando o torpedo com o suspense dos grandes naufrágios.

Era ela! Com a certeza dos amantes, eu sabia, mesmo antes de conferir a mensagem, na qual concentrava toda a atenção que devia dedicar à direção. Como também já sabia, ela não viria. Vi nos signos de cristal líquido aquilo que já havia lido no castanho dos seus olhos, na manhã anterior, em mais uma das nossas despedidas.

Por um segundo, senti reabertas as feridas mais profundas até então rasgadas num coração de poeta, protegido nos modos de homem rude, seguindo os ensinamentos de paixão e mar que Hemingway lecionou em vida e prosa. Pela janela do motorista sempre aberta à brisa de Atafona, deixei que o vento que entrava no carro o fizesse também em mim, para aliviar aquele conhecido ardume dentro do peito, como um sopro de mãe nos tempos de ralado e mertiolate. Queda e redenção de um homem condensadas no espaço de um segundo.

Ainda com o telefone à mão direita, percebi algo além dele enroscado entre os dedos, me despertando ao tempo da realidade. Só aí notei aquele fio longo de cabelo ruivo, balançando na brisa e iluminado do sol que invadia o pára-brisas, tudo adoçado pelo cheiro de maresia, enquanto “The Blower’s Daughter”, sussurrada na voz rouca de Damien Rice, tocava ao acaso no rádio do carro. Tantos sinais me deram a certeza — uma certeza tão rara quanto a verdadeira paixão.

Devolvi o celular e o fio de cabelo ao console onde minha mão os encontrou, liberando-a para aumentar ao máximo o volume do som, ao mesmo tempo em que acelerava a picape e a velocidade do vento. Sem dolo ou culpa, sorri como sorriu a personagem da Natalie Portman, na última cena do filme “Closer”, autêntica “filha dos ventos” liberta no hermetismo anônimo da multidão.

Minha vida era minha de novo!

closer

(p/ branca)

ao volante da picape,
um naufrágio de torpedo
atravessa damien rice,
à imagem do seu canto.

o hermético, dos ventos,
dita planos diferentes,
à longitude dos destinos
entre a foz e o afluente.

um coração em déjà vu,
quando partido, se areja
pelo sopro da janela
no motorista que acelera

e, de leveza, até sorri,
ao notar entre seus dedos
— acaso do tato no ato final —
aquele fio longo de cabelo,
só e sangue como o sol.

passa a musa e o chapéu:
“i can’t take my mind…
my mind… my mind…
til i find somebody new”.

atafona, 05/07/08

Os próximos passos dos advogados de Rosinha

Em contato telefônico mantido agora há pouco, o advogado de Rosinha Garotinho (PR) e ex-procurador geral do município, Francisco de Assis Pessanha Filho, revelou quais são os próximos passos da prefeita, no sentido de tentar reverter o indeferimento do seu registro à reeleição, decidido na última quinta, pelo TRE. Este, desde sábado, recebeu o recurso especial da prefeita, abrindo prazo de três dias para manifestação das demais partes envolvidas. No caso, tanto o Ministério Público Eleitoral de Campos, como a Coligação “Juntos por Campos”, do candidato petista Makhoul Moussallem, que recorreram contra o deferimento inicial do registro de Rosinha, dado pelo juiz titular da 99ª Zona Eleitoral (ZE) de Campos, Felipe Penelli Pedalino. Depois, segundo Francisco, a lei não estipula prazo da remissão do caso do TRE ao TSE, embora frise ter que ser “imediatamente”.

Quanto à decisão da última sexta, por uma ministra substituta do TSE, Luciana Cristina Guimarães Lóssio, tornando nula a condenação colegiada de Rosinha, pelo TRE, em 7 de maio de 2010, numa Aime (Ação de Impugnação de Manadato Eletivo) que foi remetida à sua origem, na 100ª ZE de Campos, o advogado da prefeita espera a publicação do acórdão. Pelo mesmo motivo, aguarda João Batista de Oliveira Filho, advogado do candidato (com registro de cara indeferido na 99ª ZE) Arnaldo Vianna (PDT). Foi o que ele informou na última sexta, ao garantir que vai recorrer da decisão monocrática, para que o julgamento da Aime de Rosinha seja feito pelo colegiado do TSE, como era esperado, no lugar da estranha decisão monocrática.

Com relação à Ação de Investigação Judicial Eleitoral (Aije), na qual Rosinha também recebeu condenação colegiada do TRE, no último dia 2 de agosto, muito embora a assessoria do Tribunal Regional tenha confirmado a manutenção da inelegibilidade da prefeita, mesmo depois da decisão do TSE, Francisco aposta em sua invalidade para impedir o deferimento da candidatura de sua cliente. Segundo ele explicou, as condições de elegibilidade devem ser aferidas no momento da entrega do pedido de registro, feito por Rosinha no último dia do prazo, em 5 de julho, quase um mês, portanto, antes da última condenação da prefeita no TRE. O argumento bate com que disse à rádio CBN o procurador regional eleitoral Maurício da Rocha Ribeiro, como foi divulgado aqui, no Blog do Bastos. Apesar de afirmar que, se eleita, Rosinha não poderá tomar posse, por conta da condenação na Aije, como ela foi posterior ao pedido de registro, ele antecipou que Rosinha poderia, sim, concorrer à reeleição

Garotinho x Nahim

Quer saber como se deu o mais novo round entre os irmãos e hoje desafetos políticos Anthony Garotinho (PR) e Nelson Nahim (PPL)? Basta acessar aqui e aqui o blog “Na curva do rio”, da sempre bem informada jornalista Suzy Monteiro…

(Montagem: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)
(Montagem: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)

Tribuna, na Folha, dispensa tribunal

No último dia 21, os advogados da prefeita Rosinha Garotinho (PR) entraram na Justiça Eleitoral para garantir um direito de resposta contra o artigo publicado no dia anterior, na Folha, pelo presidente do PT de Campos, Eduardo Peixoto. Notificada e com prazo de 24 de horas para apresentar sua resposta, no lugar de fazê-lo nos tribunais, a redação do jornal optou por manter vivo o legado de quem a fundou e havia morrido apenas seis dias antes: Aluysio Cardoso Barbosa.

Através de uma ligação para Francisco de Assis Pessanha Filho, advogado de Rosinha, ficou pactuado que toda vez que entender lhe ser devido direito de resposta por algo publicado na parte de opinião da Folha, com a exceção devida ao noticiário, a prefeita pode fazê-lo como qualquer outro leitor do jornal, a partir de um simples contato com a redação. Sempre que esta entender ser o pedido pertinente e a resposta não ofensiva, como foi o caso do artigo de Eduardo e da resposta de Rosinha, o espaço será franqueado democraticamente, sem nenhuma necessidade de se dar ainda mais trabalho à sempre sobrecarregada Justiça Eleitoral de Campos, garantindo o papel de tribuna aberta e livre cumprido pela Folha em todos os seus 34 anos de vida.

Abaixo, o artigo de Eduardo, publicado pela Folha no último dia 20, e a resposta de Rosinha, publicada hoje, no mesmo dia e espaço…

Campos pode ser mais

Por Eduardo Peixoto

Já é visível como o bailado  que elegeu a atual prefeita de Campos não é tão harmônico quanto quer fazer parecer o prefeito de fato do Executivo.

Há um desejo enorme de grande parte da população de que Campos mude.E a mudança deve começar com a eleição de um gestor que não tenha nenhuma pendência judicial que possa retirá-lo da prefeitura  no decorrer de seu mandato.Um candidato ficha limpa.

Em oito anos Campos teve sete prefeitos. Essa instabilidade política gera insegurança tanto na população quanto nos potenciais investidores que desejam se instalar no município e coloca Campos na rota dos piores escândalos políticos do país.

A estratégia maquiavélica do atual governo, que mantém os pobres cada vez mais pobres e reféns de sua política populista não convence mais a nossa população e nem os comerciantes e os empresários que já perceberam o quanto esse  tipo de gestão mantém sob seus pés o desenvolvimento do município e as mazelas sociais cada vez mais enraizadas.

A coreografia do jogo político dos garotinhos já não encanta mais,perde,a cada dia, o domínio do palco porque a plateia  já não aplaude , amiúde,seus espetáculos.Está cada vez mais exigente e informada.

O último lugar no Ideb (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica) entre os 92 municípios do Estado, mostra o quão incompetente é a atual gestão municipal.

A população está cansada de políticos que falam bonito, prometem muito e nada fazem. Nas eleições de outubro a população terá a oportunidade de escolher um caminho novo:escolher um candidato que não prometa o que não poderá cumprir e que não queira governar a cidade sozinho.Vai escolher um prefeito que quer governar junto com a população,que quer decidir junto onde e como gastar o dinheiro público. Esse é o governo que precisamos. Essa é a cidade que queremos. Campos unida com o governo Estadual e Federal pode ser muito mais.

Direito de resposta – Artigo (Presidente do PT – Campos Eduardo Peixoto)

Queixar é só queixar (onde se lê “Campos pode ser mais”)

Por Rosinha Garotinho

Pelo termo “bailado”, usado pelo articulista, a intenção é desmoralizar, não apenas o governo da prefeita Rosinha Garotinho como o processo eleitoral, no qual ela se sagrou vitoriosa pela vontade popular.

Declarar o deputado Anthony Garotinho “prefeito de fato”, além de inverdade, é uma extrema falta de respeito com a chefe do executivo, pois a afirmação desmerece sua liderança e lhe imputa uma incompetência que não lhe confere.

Ao se referir ao município, como “rota dos piores escândalos políticos do país” o articulista se esquece, que os últimos três anos e meio foram marcados pelo crescimento que proporcionou habitação digna, para moradores de área de risco, com a entrega de 5.426 casas, beneficiando quase 22 mil pessoas. Cerca de nove mil microempresários saíram da informalidade e mais de 10 mil pessoas firam inseridas no mercado de trabalho. A população também foi beneficiada pela passagem a R$ 1 real. Não fossem as intervenções emergenciais, a população continuaria sofrendo com as mesmas carências.

Nomear de escândalo as tentativas de afastar a prefeita do cargo é torpe, pois a própria Justiça permitiu a sua permanência à frente do executivo.

Não há intenção da prefeita em estar imune a críticas, pois como pessoa pública, sempre será alvo. Porém, a intenção, é promover um estado de desequilíbrio junto à população neste período eleitoral. Não se quer também cercear o direito à liberdade de manifestação, mas este não pode ser usado para expor opiniões livres do compromisso com a verdade.

O articulista agiu assim ao sugerir que a prefeita é ficha suja e sua declaração tem a proposta de confundir o eleitor e semear dúvida.

Vale esclarecer, que para ser ficha suja seria necessário que, contra a prefeita, pesasse alguma incidência de causa de inelegibilidade, prevista na Lei, o que não há. Logo, o texto não passa de opiniões com fins de propaganda eleitoral negativa para prejudicar a campanha da candidata à reeleição.

Ave Joaquim Barbosa!

Também rolando no face, reproduzo aqui duas montagens feitas com aquele que tem lavado a lama de todos os brasileiros que ainda ousam enxergar as coisas como elas são, no lugar de pretender projetá-las na cara dura, a si e aos demais, a molde de algum interesse qualquer…

A face de Lula no face

O espaço do blog para charges, é do Zé Renato e ninguém tasca. Mas não pude resistir em reproduzir no blog uma charge que está rolando no face, sobre a face (tratada com óleo de peroba) do nosso mais popular ex-presidente. Realmente, nunca na história deste país alguém teve tanta cara de pau. E nem se deu tão bem com isso!!!…