Debate na Record por Bastos e Matheus

Com a ressalva devida de que este blogueiro, chegado de viagem no final da noite de ontem, não assitiu ao debate promovido pela Record com os cinco prefeitáveis de Campos, o pedido de licença é devido para a reprodução abaixo da leitura que dele fizeram os olhos sempre atentos e, até por questão de idade, menos cansados dos blogueiros Alexandre Bastos (aqui) e Gustavo Matheus (aqui)…

Balanço do debate na Record

Por Alexandre Bastos

O debate da TV Record, realizado na noite de ontem (01), não acrescentou muito ao eleitor campista. A oposição repetiu as mesmas queixas sobre os mesmos temas e a prefeita Rosinha Garotinho (PR) rebateu as críticas com os mesmos argumentos. Além disso, assim como ocorreu no debate do IFF, o candidato José Geraldo (PRP) se destacou pela boa dicção, firmeza e conhecimento de causa sobre as mais variadas áreas. Abaixo, faço uma breve análise sobre o desempenho de cada candidato:

Arnaldo Vianna (PDT) — O ex-prefeito, que na eleição de 2008 não foi nada bem nos debates, melhorou um pouco nesta eleição. Porém, no meu ponto de vista, não foi o suficiente para agradar a grande maioria dos espectadores. Faltou firmeza tanto na apresentação das suas propostas como nas críticas ao atual governo. Travou uma espécie de duelo com o mediador por conta do relógio. No entanto, em muitas respostas, desperdiçou tempo.

Erik Schunk (PSOL) — Entrou no debate com a missão de se colocar como oposição aos governos municipal, estadual e federal. Escolheu a Saúde e a indefinição jurídica como seus principais ganchos. Tendo em vista a proposta inicial, creio que ele cumpriu a sua missão. Para os eleitores mais radicais, Schunk causa mais impacto do que José Geraldo. Isso porque o segundo foca muito as suas críticas no atual governo e fala pouco sobre as gestões anteriores. Pelo lado negativo, faltou um pouco de desenvoltura.

José Geraldo (PRP) — Como já ocorreu nas entrevistas da InterTV e no debate do IFF, o candidato do PRP mostrou que conhece os problemas da cidade apresentou propostas. Tirando um exagero aqui e outro ali, ele foi muito bem. Tranquilo, irônico na dose certa e firme. Sua performance lembrou a presença no Plínio de Arruda Sampaio (PSOL) na eleição presidencial de 2010. Mesmo com 1% nas pesquisas, roubou a cena.

Makhoul Moussallem (PT) — Logo após o debate o comentário nas redes sociais era sobre o fraco desempenho de Makhoul. Nervoso, travado e com dificuldade para completar os raciocínios, o médico não foi bem. No meu ponto de vista, o grande problema foi o fato do candidato estar muito ensaiado, seguindo uma espécie de roteiro. E foi exatamente esse roteiro que atrapalhou o candidato. Preso aos papéis, ele não conseguiu se soltar para perguntar e responder com tranquilidade.

Rosinha Garotinho (PR) — Quem acompanha a trajetória da prefeita Rosinha sabe que ela raramente desliza em entrevistas e debates. Dessa vez, ela se atrapalhou um pouco no início do debate. Depois, colocou o carro novamente na pista e voltou a guiar com tranquilidade. Usou o tempo para defender o seu governo e apresentar propostas. É importante ressaltar que, em outras cidades, muitos candidatos que estão disparados nas pesquisas optaram por não ir aos debates. Então, a prefeita já merece destaque por ter participado.


Os três patetas

Por Gustavo Matheus

Tosses, pigarros e o grande astro do debate, o relógio. Nessa roda de amigos, onde entre diversos afagos, e pouquíssimos confrontos, somente dois dos cinco candidatos se mostraram prontos para responder e perguntar sem a clássica frase pronta, que como sempre ainda segue vazia.

O candidato Arnaldo Vianna manteve o retrospecto ruim que sempre o acompanhou em debates. Não disse nada, e sem nenhuma agressividade, até mesmo vivacidade, parecia estar embriagado em sono.

A candidata rosinha por sua vez, utilizou do mesmo macete chulo que muitos outros sustentam. Utilizando constantemente as mesmas palavras, esquivava das perguntas, com os mesmos dizeres sem fala. “ Avançar, Melhorar ainda mais, para você que tá em casa”. Mais que isso, a prefeita assassinou o plural por diversas vezes. Sem responder sequer uma pergunta.

O médico sanitarista Erik Shunk, está, a meu ver, entre os dois que buscaram um verdadeiro debate. Questionou a candidata a reeleição diversas vezes, assim como o fez com Arnaldo Vianna e Makhoul, que pareciam se conhecer em uma mesa de bar, trocando carícias e desinformações.

José Geraldo foi sem dúvidas, o destaque positivo. Mostrou vontade, gana, e acima de tudo preparo ao falar, se revelando o único orador em questão. Pisando com veemência no gogó da prefeita, expondo-a ao vazio intelectual que a mesma possui, ele não deu descanso para ninguém. Demonstrando querer divulgar seus planos de governo, e a fraca governabilidade atual, foi ele o único a requerer o tempo perdido pelo louco relógio da TV Record.

E por fim, a parte cômica do debate, se assim podemos nomeá-lo. Makhoul Moussalem, foi ele o dono de uma das piores apresentações públicas de um prefeitável já vista por esses meus olhos. Ficou claro o nervosismo dele, pigarreando, tossindo, e não falando absolutamente nada que fizesse o mínimo de sentido. Foi digna de pena, a atuação do segundo colocado na ultima pesquisa Precisão. Não sei depois desta ridícula aparição, se essa colocação seguirá assegurada.

No fim, vimos coisas incríveis, como Arnaldo soltando coraçãozinho para câmera, garotinho caminhando em direção a rosinha para lhe proferir um sonoro esporro, “Arthur Bernardes sua anta!!”, retirando seu fantoche rosa da bancada. Makhoul trocando as pilhas do ponto tarde demais, e muitos outros pífios fatos.

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Nahim também adere ao Campos Ficha Limpa

Depois dos candidatos a prefeito de Campos Erik Schunk (Psol), Makhoul Moussallem (PT) e José Geraldo (PRP), do candidato a vereador Rafael Diniz (PPS) e da prefeita sanjoanense Carla Machado (PMDB) — como o blog noticiou aqui, aqui e aqui —, hoje é a vez do vereador candidato à reeleição Nelson Nahim (PPL) aderir oficialmente ao Movimento Campos Ficha Limpa, que pede o fim da instabilidade jurídica advinda do indeferimento da candidatura do pedetista Arnaldo Vianna (aqui) e da prefeita Rosinha Garotinho (PR), que mesmo depois do deferimento da sua chapa, no último domingo, pelo ministro do TSE Marco Aurélio de Mello, ainda corre riscos de ter o registro novamente indeferido, ou de não ser diplomada, caso se reeleja (aqui). O presidente da Câmara de Campos assina o abaixo-assinado do movimento, endereçado ao TSE, no Calçadão, daqui a pouco, às 15h.

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Comemoração de Rosinha da decisão de Marco Aurélio

Por motivos pessoais, viajei no início da manhã de hoje ao Rio, de onde cheguei agora há pouco à planície goitacá. Amanhã, as atividades do blog voltarão, espero, à normalidade. Por ora, este “Opiniões” reproduz as fotos publicadas aqui, no blog do deputado federal Anthony Matheus, o Garotinho (PR), da celebração na noite de ontem, à porta da sua famosa “casinha na Lapa que papai deixou”, de Rosinha Garotinho (PR) em meio aos seus militantes, após a decisão monocrática do ministro do TSE Marco Aurélio de Mello, que deferiu o registro da candidatura da prefeita à reeleição, antes negado pelo TRE.

A prefeita, como se vê, estava acompanhada do seu filho e presidente municipal do PR, Wladimir Matheus, e do seu vice, Dr. Chicão de Oliveira. Anthony Matheus, o Garotinho, estava no Rio. De lá, ele disse: “Agradecemos a Deus por mais esse livramento e ao povo por todo o apoio que sempre nos dá”.

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Dom Roberto ensina como ser cristão na discordância

Capa da Folha Dois de 24/09/12
Capa da Folha Dois de 24/09/12

No meio de toda a febril atividade eleitoral, elevada em vários graus pela incerteza jurídica que ainda nubla a escolha do próximo prefeito de Campos, foi um bálsamo ler na edição de ontem da Folha o excelente artigo do bispo de Campos, Dom Roberto Ferrería Paz, o mesmo que chegou a estas plagas criticando publicamente o fisiologismo (aqui) que, não sem razão, vê generalizado na política do município. Em defesa dos seus dogmas de fé, mas sem se furtar à colheita dialética dos frutos maduros da árvore do conhecimento (Gênesis 2:17), o clérico teceu suas restrições à pintura “A origem do mundo”, do realista francês Gustave Coubert (1819/77), que causou polêmica depois que o historiador Jorge Coli teve uma palestra interrompida na Academia Brasileira de Letras (ABL), a partir da sua exposição, episódio cuja repercussão chegou também à planície goitacá, nas páginas da Folha Dois, num artigo da professora Analice Martins e na capa do caderno da última quarta-feira (acima), em matéria da jornalista Talita Barros (aqui).

Concorde-se ou não com as opiniões do bispo católico, não há como duvidar da sinceridade das suas posições sobre o tema. Acima de tudo, ele evidenciou, no mesmo jornal de Campos que trouxe o assunto à baila, como se pode discordar com elegância e fundamento. Numa cidade onde há quem fale de Deus, numa mistura sempre lamentável de religião e política, enquanto busca de todas as maneiras o poder terreno, atacando da maneira mais virulenta todos que ousem discordar, Dom Roberto deu um belo exemplo de como as idéias podem se confrontar, sem se perder o respeito e o amor ao semelhante, grande barato do cristianismo, que apenas pensa diferente.

Abaixo, a pintura e o artigo…

“A origem da vida”, de Gustave Coubert
“A origem do mundo”, de Gustave Coubert

A Via Pulchritudinis e a pintura de Gustave Courbet : A Origem do mundo.

Participei nos dias 18 a 23 de Setembro em Buenos Aires do V Encontro de Centros Culturais Católicos do Cone Sul. Uma das iniciativas e propostas assumidas foi aderir novamente à linha diretriz do Conselho Pontifício da Cultura de anunciar e implementar a Via Pulchritudinis (o caminho da beleza ), para evangelizar e iluminar a cultura de hoje.

A pintura de Gustave Courbet, que coloca a genitália feminina num primeiro plano, na pintura denominada “A origem do mundo”, nos convida a posicionarmos e dar razão de nossa atitude e doutrina sobre a arte e a estética sob o olhar da Palavra de Deus.

Nem todo nu é pornográfico, porém depois do pecado original é necessário integrar com o pudor e a castidade o que o pecado esfacelou e dividiu.

O pudor serve de anteparo e resguardo do mistério da pessoa, para que ela não seja considerada um pedaço de carne ou ainda um órgão da genitália.

A arte contemporânea separou a beleza, da verdade e do bem, considerando realidade qualquer objeto retratado ou representado.

Ora o ser humano clama por contemplar a beleza e sabe muito bem que ela está ligada ao ser com maiúscula, ninguém por exemplo coloca uma lata de lixo na sala sob o pretexto que isso é real e estético.

Precisamos de um novo encantamento, para fruir o direito a beleza, a boniteza, a harmonia com  Deus e a criação, pois fomos pensados como um hino de amor à vida, não como um absurdo ou como participantes de um jogo sem sentido.

A pintura de Courbet é um grito desesperado para sair da banalização e da trivialização do sexo, a que somos levados pela cultura midiática hedonista e permissiva.

Caberá aos cristãos mostrar como o Evangelho nos conduz à beleza infinita, que o paraíso é um estado de união e posse de Deus, a fonte de todo bem, de toda luz, de toda realização e plenitude.

Não nos acomodemos à feiura do pecado, do mal, da desintegração da pessoa humana, existe sim um padrão objetivo de beleza e harmonia que podemos reconhecer contemplando a criação,  pois ela nos fala de Deus e de sua majestade e fascinação.

Necessitamos de pão e beleza para viver, pois  uma vida cinzenta, massificada, sem horizonte ou perspectiva não é digna de se seguir.

Jesus Cristo nos chama para uma vida plena, trasbordante, a uma aventura apaixonante criativa e inefável, sejamos com Ele portadores de alegria esperança e beleza para o mundo.

Deus seja louvado !

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Leitura democrática do deferimento do registro de Rosinha no TSE

Seja na blogosfera goitacá ou na democracia irrefreável das redes sociais, é pertinente o contraste das repercussões do deferimento do registro da candidatura de Rosinha Garotinho (PR) pelo ministro do TSE Marco Aurélio de Mello, como as que deixaram resgistradas o deputado federal Anthony Matheus, o Garotinho (aqui); o advogado da prefeita, Francisco de Assis Pessanha Filho (aqui); o presidente municipal do PR Wladimir Matheus (aqui) e o advogado José Paes Neto (aqui), idealizador do Movimento Campos Ficha Limpa. Dentro do caráter democrático deste espaço virtual, o blog pede licença para reproduzir as quatro abaixo…

Anthony Matheus, o Garotinho:

Amanhã vou analisar aqui a decisão do ministro do TSE, Marco Aurélio Mello, que na sua decisão em dado momento, chega a usar a expressão “via crucis” para se referir ao que Rosinha tem passado, por conta das decisões absurdas do TRE – RJ, sem nenhuma coerência jurídica, que afrontam a lei, só com intuito de prejudicá-la.

Falei com Rosinha por telefone e ela estava emocionada, porém tranquila como sempre, nunca perdeu a fé em Deus, nem a confiança na Justiça em Brasília, apesar de triste com toda a perseguição do TRE – RJ.

Em Campos houve foguetório e comemoração, e vocês podem imaginar a loucura que vai ser o Comício da Vitória marcado para terça-feira, às 17h, na Praça São Salvador.

A oposição, Cabral e Lindberg que fizerem de tudo para tirar Rosinha do páreo, esses dois então se utilizando dos recursos mais baixos e escusos, apelando para pressões vergonhosas e nada republicanas no TRE – RJ, vão ter que aturá-la. Quero ver amanhã a cobertura jornalística na imprensa do Rio. Vai sair uma notinha de meio de página e olhe lá. Mas isso nós já estamos acostumados.

Lembrando aquela música de Chico Buarque feita para o general Médici, na ditadura militar, digo para Cabral, Lindberg e os golpistas de plantão do Rio de Janeiro: “Apesar de vocês, amanhã há de ser outro dia”.

Francisco de Assis Pessanha Filho:

Amanhã farei uma análise mais detida da decisão, mas não posso de deixar de dar publicidade as palavras do Ministro Marco Aurélio ao analisar a decisão do TRE/RJ que indeferiu o registro da Prefeita Rosinha Garotinho:

“Ao que tudo indica, a via-crucis é interminável. Acredito piamente que isso nada tenha a ver com o patronímico Garotinho.”

As palavras são do Ministro.

Wladimir Matheus:

Acabou de cair por terra o argumento usado pela oposição de Campos. O TSE anulou a decisão do TRE do RIo de Janeiro e DEFERIU de uma vez o registro de ROSINHA!

Mais uma vitoria contra a covardia!

Pra cima deles 22!


José Paes Neto:

Registro da candidata Rosinha deferido, através de decisão monocrática do Ministro Marco Aurélio. Diferenças ideológicas à parte, essa decisão é boa para o processo eleitoral da cidade, pois traz um pouco mais de estabilidade jurídica às eleições. Esse era um dos objetivos do movimento Campos ficha limpa.

Agora, fica uma pergunta: A instabilidade jurídica das eleições acabou? NÃO! Os processos que haviam ensejado o indeferimento do seu registro ainda continuam tramitando, isso sem contar no recente processo ajuizado pelo MPE em razão dos malfadados postes “roxos”. Ou seja, mais uma vez, ao longo do seu mandato – caso reeleita, como parece que acontecerá – a candidata poderá ser cassada, em razão de futuras decisões judiciais.

Resumindo, ao que tudo indica, teremos mais quatro anos de incertezas e indefinições. Cassações de mandato não poderão ser tidas como surpresas, mas consequência natural de uma política inapropriada que se faz no município ao longo dos últimos 20 anos.
Registro deferido ou não, reflita e pense nas consequências do seu voto nos próximos 4 anos. Depois, não adianta reclamar da interferência do judiciário na vida política da nossa Cidade.

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Como o blog anteviu há 19 dias, Rosinha tem registro deferido pelo TSE

O ministro do TSE Marco Aurélio de Mello e a prefeita Rosinha Garotinho

Como o blog projetou aqui, desde o último dia 11, o ministro do TSE Marco Aurélio de Mello deferiu monocraticamente o registro da candidatura da prefeita Rosinha Garotinho (PR), restituindo a decisão de primeira instância, tomada no último dia 4 de agosto, pelo juiz Felipe Pinelli, titular da 99ª Zona Eleitoral (ZE) de Campos. A notícia foi divulgada em primeira mão aqui, pela blogueira Gianna Barcelos. Muito embora os problemas jurídicos de Rosinha estejam longe de acabar, como este blog também previu há 19 dias, quando ainda nem havia a nova ação do Ministério Público Eleitoral (aqui) pedindo que seu registro, caso deferido, fosse cassado, a decisão deve dar ainda mais gás à campanha governista nesta reta final eleitoral, solidificando ou até ampliando a larga vantagem com que a prefeita aparece em todas as pesquisas, mais que suficiente para garantir-lhe a vitória no primeiro turno, nesta semana que nos separa da consumação do pleito.

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OPOSIÇÃO!!! (À mentira)


Aqui, o deputado federal Anthony Matheus, o Garotinho (PR), afirmou que se trata de “mais uma tentativa de golpe” a ação do Ministério Público Eleitoral (MPE) que pediu a cassação do registro da candidatura de Rosinha Garotinho (PR), já indeferido no TRE, mas cujo recurso aguarda julgamento do TSE, ou do seu novo diploma de prefeita, caso consiga concorrer e se reeleger, como indicam todas as pesquisas. Tudo por conta da desnecessária pintura dos semáforos públicos, com dinheiro público, na cor particular da campanha de Rosinha. No seu já manjado (e carcomido) estilo de tentar se defender atacando a tudo e a todos, Anthony reproduziu parte da capa da Folha, em sua edição de ontem (dia 29), para depois classificar o jornal como “de oposição”. Na dúvida se a conclusão do deputado se dá por eliminação, a partir da admissão tácita de que o outro único diário impresso da cidade pertence de fato à situação, como reza o entendimento de direito quase unânime do campista, fica uma certeza, intelegível a todos as pessoas normais, em pleno gozo das suas faculdades mentais: ser independente, necessariamente, não significa ser oposto.

Ao fim e ao cabo, vale a pena conferir aqui, no “Sob licença poética”, uma veraz definição de Anthony Matheus feita por seu próprio sobrinho…

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Diante do espelho

Na edição do última sexta, esta coluna ressalvou que o destempero característico do fazer político do deputado Anthony Garotinho (PR), no lugar de ser permeado pelos exemplos de fidalguia e equilíbrio que seu grupo possa produzir, acaba ao contrário moldando estes. E, via de regra, a toada tende a ser mais agressiva na mesma proporção da incapacidade de responder com argumentos lógicos a uma situação adversa, mesmo quando esta é causada pela irresponsabilidade das ações do próprio grupo.

Pintar os semáforos públicos de Campos com a cor rosácea que toda cidade associa ao interesse particular da campanha pela reeleição de Rosinha Garotinho (PR), foi um erro. Mas erro ainda pior, por não mostrar nada ter sido aprendido, foi o advogado da prefeita, também ex-procurador geral do município, ter usado seu blog para tentar atacar a imprensa que antes noticiou a pintura rosácea, como depois a ação do Ministério Público, até certo ponto previsível, no sentido de cassar o registro de Rosinha, caso seja concedido pelo TSE, ou seu diploma, caso consiga se candidatar e eleger.

Até se entende que todo o jurídico de Rosinha, conhecendo-se quem está por trás de todas as ações do grupo, esteja sofrendo uma tremenda pressão, com mais esse revés jurídico, causado pela promiscuidade entre público e privado que tantos problemas na Justiça já gerou aos Garotinho. Mas pretender atacar a Folha, que se limitou a cumprir seu papel constitucional de noticiar um fato pelo qual foi informada por e-mail, pela própria assessoria do Ministério Público Eleitoral, é misturar um pouco demais as cores.

Até se entende que alguém, talvez por pressão, talvez por não ter outra alternativa lógica, seja forçado a atacar quando deveria defender, a investir contra um jornal pelo qual procurado três vezes sem dar retorno, ou quando a parcialidade parece ser denunciada enquanto se mira o próprio reflexo no espelho. Diante dele, como se sabe, os lados tendem mesmo a ficar invertidos, mas as cores, até para os que padecem de daltonismo, costumam ser sempre as mesmas.


Publicado na edição de hoje da coluna Ponto Final, da Folha da Manhã.

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Postes rosáceos preto no branco

Aqui, em seu blog, o ex-procurador geral do município, ora advogado da prefeita Rosinha Garotinho (PR), Francisco de Assis Pessanha Filho, reagiu com “indignação, repulsa e redpúdio”, mas não se sabe muito bem contra o que: se ao Ministério Público Eleitoral (MPE) ter ingressado com uma ação na Justiça Eleitoral, pedindo que o registro de candidatura de Rosinha, se concedido, seja cassado, assim como seu diploma de prefeita, caso consiga concorrer e se reeleger, por conta da pintura de semáforos públicos, com dinheiro público, com a cor particular da campanha eleitoral da sua cliente; ou se ao simples fato da Folha ter cumprido seu papel constitucional de noticiar o episódio, após ser dele informada por e-mail enviado pela própria assessoria do MPE.

De qualquer maneira, a repórter da Folha e blogueira Suzy Monteiro, que ontem tentou entrar em contato com Francisco nada menos que três vezes, por celular, mensagem de celular e e-mail, misteriosamente sem obter nenhuma resposta, publicou aqui a verdade sobre os acontecimentos, distorcidos pela parcialidade manifesta com uma agressividade estranha à pessoa do advogado, mas até compreensível, pela enorme pressão que ele deve estar sofrendo dos seus clientes, mais uma vez às voltas com a Justiça pela habitual promiscuidade das suas relações entre público e privado, numa bobagem de mau gosto, irresponsável e absolutamente evitável, mas cujas consequência podem ser muito sérias, como poderia prever qualquer um que não seja daltônico em relação aos fatos.

Abaixo, as transcrições das postagens do advogado dos Garotinho e da jornalista da Folha…

INDIGNAÇÃO, REPULSA E REPÚDIO

Ao ler dois jornais hoje pela manhã, fui surpreendido com uma notícia que, na qualidade de Advogado da Coligação e da Candidata Rosinha Garotinho, deveria ser o primeiro a saber: o Ministério Público Eleitoral de Campos dos Goytacazes ajuizou com uma ação contra a Prefeita Rosinha Garotinho em razão da pintura de 40 postes.

Pois bem, a defesa da Prefeita será apresentada em juízo, os argumentos defensivos serão lá explicitados e caberá à Justiça Eleitoral decidir se houve dolo na ação da EMUT e se a pintura de 40 postes na cor “roxo paixão”, por menos de 48 horas, terá o condão de influenciar na eleição.

Aqui se registra a INDIGNAÇÃO, REPULSA E REPÚDIO do uso eleitoreiro de ações judicias!

A Coligação e a Prefeita sequer foram citadas da ação e parte da imprensa, sabidamente de oposição, já tem ciência do seu manejo.

Alguém cuidou de prestigiar a imprensa com notícia privilegiada, e esse alguém responderá por isso, haja vista que todas as medidas judicias serão tomadas.

É inconcebível que uma ação ajuizada pelo imparcial Ministério Público Eleitoral de Campos dos Goytacazes, isento fiscal da lei, ganhe eco em parte da imprensa, antes mesmo que os maiores interessados, pelo menos em tese, sejam sequer citados.

Espero que as palavras aqui lançadas não sejam distorcidas. Não se mostra INDIGNAÇÃO, REPULSA E REPÚDIO pela divulgação da notícia, que está inserida no poder/dever da imprensa em divulgar fatos, mesmo que de forma parcial.

A INDIGNAÇÃO, REPULSA E REPÚDIO se dá pelo privilégio de informação, antecipando aquilo que sequer as partes têm conhecimento e pelo claro intuito politiqueiro na divulgação do uso de ações judicias.

Alguém, sabe-se lá quem, quase que numa subserviência escrava, andou dando “satisfação” a parte da imprensa sobre demandas judiciais de forma prematura.

Esperemos a palavra final da Justiça Eleitoral, tanto quanto a pintura dos postes, quanto a subserviência escrava à parte da imprensa.

Para não deixar dúvidas: preto no branco

Por suzy, em 29-09-2012 – 13h39

Advogado de Rosinha, o ex-procurador geral do município Francisco de Assis Pessanha Filho fez um “desabafo” hoje em seu blog a respeito da ação movida pelo MP Eleitoral contra Rosinha e seu vice, Dr Chicão, no caso da infeliz ideia dos semáforos roxo paixão para uns, rosáceos para outros.

Dr. Francisco falou que foi surpreendido com a notícia através dos jornais e acrescentou que “alguém cuidou de prestigiar a imprensa sabidamente de oposição”.

Só para esclarecer, a nota veio da assessoria do Ministério Público Estadual, como todas as outras, destinada à imprensa. Se a imprensa de “situação” não abre email, é um problema. Deles.

Dr. Francisco foi procurado por mim às 19h58 (por celular), às 20h01 (por mensagem para celular) e às 20h43 (por email). Além disso, verifiquei por várias vezes o blog dele, onde se expressa algumas vezes. De qualquer forma, foi utilizada aspas da prefeita sobre o assunto que ela comentou em entrevista ao programa Folha no Ar, na última quarta-feira, dia 26.

A regra de ouvir “o outro lado” é a oportunidade de defesa, mas, em respeito ao leitor, matéria não pode esperar ou deixar de ser publicada se o outro lado não for encontrado.

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Rafael Diniz também adere ao Campos Ficha Limpa

Além da prefeita sanjoanense Carla Machado (aqui), quem também se integrou hoje oficialmente ao Movimento Campos Ficha Limpa foi Rafael Diniz (PPS), filho do ex-deputado estadual e ex-vereador Sérgio Diniz, de quem se diz ter sido o último político a se eleger em Campos sem apelar ao fisiologismo, em 2000, portanto 12 anos atrás. Candidato estreante à Câmara de Campos, Rafael tem sido uma das grandes revelações desta campanha, aparecendo com razoáveis chances numa nominata com o PPL, que traz para a disputa nomes de peso como o vereador Nelson Nahim. De fato, o crescimento de Rafael, cuja base das intenções de voto se assenta  sobre a chamada “pedra” (as 98ª e 99ª Zonas Eleitorais), contando com o engajamento, sobretudo, de jovens de classe média como ele, tem conseguido incomodar muita gente, inclusive quem, pelos sucessivos fracassos políticos no PT e na maior instituição de ensino de Campos, tende a encarar todo sucesso alheio como ofensa pessoal.

Diferente de quem foi virtualmente aposentado ao rastro da sujeira deixado pelas próprias práticas, na política partidária e educacional, o compromisso público de Rafael com o Campos Ficha Limpa endossa aquilo que todos seus eleitores esperam da atuação política deste jovem, se eleja ou não em 7 de outubro. Abaixo, a foto que ele mesmo divulgou na democracia irrefreável das redes sociais…

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Para quem não é otário

Dia desses, falando sobre sexo, política, moral & mídia, para ilustrar uma das tantas manifestações da democracia irrefreável das redes sociais, lembrei aqui de uma das definições do saudoso Leonel Brizola sobre o PT. Quando o partido ainda praticava sua raivosa e irracional oposição, mesmo diante de avanços inquestionáveis implementados por Fernando Henrique Cardoso, como o Real e a Lei de Responsabilidade Fiscal, que possibilitariam ao país a estabilidade econômica herdada e mantida por Lula, o velho líder gaúcho, não sem motivos, chamava o PT de “UDN de macacão”.

Logicamente, isso foi bem antes dos trajes de metalúrgico serem substituídos pelos ternos italianos, e que explodisse em 2005 o escândalo do Mensalão, hoje em rumoroso julgamento no Supremo, lançando os petistas numa contradição moral que já dura sete anos, até divertida de ser observada por quem está de fora, mas ainda hoje sem solução. De qualquer maneira, não deixa de ser igualmente irônico que, na manhã deste sábado, este blogueiro tenha tropeçado em outra das incontáveis manifestações análogas que pululam diariamente nas redes sociais, trazendo mais uma definição de Brizola sobre o PT, ideal para quem não é, nem admite mais ser tratado como otário por corruptos que se pretendem ideologicamente justificados.

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