Record é a única verdade do jornalismo de Campos e Tadeu o seu profeta?
Para quem, como o blogueiro, tem outras funções durante as sessões da Câmara de Campos, ser leitor assíduo dos blogs dos jornalistas Alexandre Bastos e Gustavo Matheus é uma mão na roda. A partir da audiência constante e atenta feita por ambos, os principais assuntos debatidos já chegam jornalisticamente mastigados, tanto naquilo que apresentaram de relevante, quanto nas estultices eventualmente regurgitadas por algum edil em dia infeliz. Exemplo do último caso, foi registrado aqui pelo Gustavo, sobre o que disse na sessão de ontem (16/04) o jornalista, apresentador da Record e vereador Alexandre Tadeu (PRB):
— Os senhores querem mídia que representa a verdade? Assistam e ouçam a Record; ponto final!
Talvez Tadeu tenha se deixado influenciar pelo perigoso misto de religião, mídia, política e projeto de poder, que caracteriza sua emissora desde seu gênesis, um pouquinho diferente daquele narrado no primeiro livro do Pentateuco, ou Torá, atribuído pela tradição judaica a Moisés e tomado de empréstimo pelos cristãos no Velho Testamento da Bíblia. Ou talvez, quem sabe, o edil tenha se empolgado demais com a inegável popularidade secular do seu “Balanço geral”, muito embora até hoje se comente que o programa era ainda mais popular quando apresentado pelo Ricardo Martins, quando a Campos governada por Rosinha e mostrada na tela da TV, coincidência ou não, parecia menos com a Suécia do que antes ou agora.
Não por outro motivo, na briga pela manutenção de um jornalismo mais criativo, ousado e próximo da realidade, uma página virtual no facebook chegou até a ser criada aqui, para que Ricardo permanecesse à frente do “Balanço geral”.
Mas voltando ao que disse o Tadeu na sessão de ontem, se for pela lógica laica, modestamente se aconselha um pouco mais de humildade. Afinal, foi por já ter trocado as sandálias do pescador pelo salto plataforma, que o vereador debutante acabou tropeçando feio ao pretender “aconselhar” a oposição (relembre aqui), sendo por esta duramente respondido, só para depois ter que dizer que não havia dito bem aquilo que de fato disse.
Agora, se for para valer a lógica baseada nas Escrituras, a advertência teológica não se dá apenas na irônica analogia a João 14:6 (“Respondeu Jesus: ‘Eu sou o caminho, a verdade e a vida. Ninguém vem ao Pai, a não ser por mim’”), oportunamente feita pelo Gustavo, mas também por dois dos autores reconhecidos entre os mais sábios do Velho e do Novo Testamento, como foram e permanecem sendo, respectivamente, o rei Salomão e o apóstolo Paulo:
— A testemunha falsa perecerá, mas o testemunho do homem bem informado permanecerá. (Provérbios 21:28)
— Nada façam por ambição egoísta ou por vaidade, mas humildemente considerem os outros superiores a vocês mesmos. (Filipenses 2:3)
Resumo da ópera na língua que bate ao bom e velho palato profano: “Menos, Tadeu! Menos!”. Afinal, seja nos planos do homem ou de Deus, cautela e senso de ridículo nunca fizeram mal a ninguém.
















