Cinquentinha chega aos quatro anos sem solução


Os quatro anos da Cinquentinha

Por Suzy Monteiro, em 13-04-2013 – 3h04

A operação Cinquentinha, que apurou compra de votos por R$ 50 em distritos de Campos, completa amanhã quatro anos. Do esquema, verificado em Vila Nova e Morro do Coco, foram indiciadas 28 pessoas.

Seis continuaram a responder processo, enquanto as demais pagam cestas básicas.

A Polícia Federal não conseguiu chegar a um ponto básico: a origem do dinheiro usado para compra de votos.

Você lembra da operação Cinquentinha?

Foi deflagrada pela Polícia Federal em 13 de abril de 2009, quandonforam presos o então subsecretário adjunto de Governo, Thiago Calil, seu pai Geraldo Calil e o supervisor, à época, de Serviços Municipais, Assis Gomes da Silva Neto. Eles foram denunciados pela PF por suspeita de compra de votos na localidade. Segundo a PF, Calil liderou uma organização criminosa em que várias pessoas se associaram para a compra de votos – cada voto era vendido por R$ 50. O esquema teria beneficiado a então candidata à Prefeitura de Campos, Rosinha Garotinho.

A PF, porém, não conseguiu chegar à origem do dinheiro que foi utilizado na suposta compra de votos.

Em 3 de abril de 2010, o juiz da 100ª Zona Eleitoral, Leonardo Gradmasson, aceitou a denúncia oferecida contra 21 pessoas envolvidas no caso. Porém, na ocasião, o juiz não se manifestou a respeito de outros requerimentos na mesma denúncia, como, por exemplo, a extração de cópias do processo para remessa à Delegacia da Polícia Federal para apurar a origem do dinheiro e a remessa de cópia do processo ao procurador-regional eleitoral para apurar a participação ou não de Rosinha Garotinho.

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Wladimir não dá crédito, mas admite conversas sobre reaproximação com Arnaldo

Se confirma os contatos com um cabo eleitoral de Arnaldo Vianna (PDT), como este revelou aqui, assim como a possível reaproximação entre o ex-prefeito e o deputado federal Anthony Matheus, o Garotinho (PR), ter sido o teor dessas conversas, o presidente do PR em Campos, Wladimir Matheus, no entanto, diz que partiu dos seus interlocutores a proposta para um encontro entre os dois antigos aliados políticos, há alguns anos desafetos, em Brasília. Por telefone, Wladimir revelou algumas coisas ao blog, que sequem abaixo, por partes:

Cabo eleitoral de Arnaldo — Ele tem me ligado praticamente toda a semana, desde o final do ano passado, sempre com a mesma conversa de que Arnaldo quer se reaproximar do meu pai. Conversei com pessoas que foram do governo de Arnaldo e agora estão conosco, como o (vereador) Dante (Pinto Lucas, PSC) e o Geraldo (Venâncio, secretário de Saúde), e ninguém sabia quem era essa pessoa. Só sei que ele também ligou para (o vereador Paulo) Hirano (PR), para tentar a mesma coisa. Como nem eu, nem ninguém sabíamos de quem se trata, cheguei a pedir, numa dessas ligações, para que ele colocasse o Arnaldo na linha, mas estou até hoje esperando.

A proposta — Todas as ligações giravam em torno da mesma coisa: marcar um encontro entre Arnaldo e meu pai. Ele (o cabo eleitoral) chegou, sim, a sugerir que fosse em Brasília. Ponderei que esse encontro pessoal, pelas muitas coisas que aconteceram entre os dois, seria difícil. E como nunca tive certeza se Arnaldo estava mesmo ou não, por trás desses contatos, a coisa nunca caminhou além disso.

Mãe de Arnaldo — Pessoalmente, meu pai nunca falou mal da mãe de Arnaldo. Apenas disse que ele tinha colocado suas contas no exterior no nome dela. Garotinho sempre gostou muito de dona Amélia.

Aliança com o PDT — Meu pai esteve com vários partidos em Brasília, para tentar fechar apoios à sua candidatura a governador em 2014. Entre esses contatos, até deve estar o PDT, com o qual ele tem laços históricos. Mas não tenho nenhuma notícia de que o PDT teria dito que primeiro era para conversar com o presidente do partido em Campos, que é Arnaldo. De qualquer maneira, todo mundo que essas coisas se resolvem mesmo é em Brasília.

Atualização às 02h31 de 14/04: Aqui, no Painel do jornalista Saulo Pessanha, Anthony Matheus, o Garotinho, teve eco na Folha Online para dizer que Arnaldo usa a Folha Online para tentar ser secretário de Saúde de Rosinha. Folha Online no pleonasmo à parte, cômico, não?

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Em tempo da Prefeitura não praticar ilegalidade contra seus servidores

Jornalista experiente, Cilênio Tavares tem debutado com igual êxito na lida blogueira, como fez hoje, no alerta à ilegalidade praticada pela Prefeitura de Campos contra os direitos de todos seus servidores. Confira…


Conta salário pode ser em qualquer banco

Por Cilênio Tavares, em 13-04-2013 – 12h25

Alguém precisa avisar à Prefeitura de Campos que não se pode obrigar a ninguém a abrir conta em bancos previamente determinados, quando for para pagamento de salários. É norma do Banco Central, sem custo nenhum para servidor público, ou não, que quando se trata de conta salário, as pessoas têm o direito de receber no banco que achar melhor.

Por isso, soou no mínimo estranha matéria que foi postada ontem na página oficial da Prefeitura convocando os servidores para comparecerem à Fundação Cultural Jornalista Oswaldo Lima para se cadastrar no Santander a partir desta segunda-feira. Na matéria, o secretário de Planejamento e Gestão, Fábio Ribeiro, afirma que isso se faz necessário para que os servidores tenham serviços exclusivos da instituição financeira.

Pode ter sido coincidência, mas hoje, por exemplo, o material não se encontrava mais no site.

Ou também pode ser que alguém de bom senso tenha se tocado de que o procedimento não é legal. Por vários aspectos, inclusive ético.

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Com dinheiro dos royalties, rejeição desfila de destaque no Campos Folia

Com a participação de três grandes escolas de samba do Rio, a Vila Isabel (campeã do último carnaval carioca), Grande Rio e Unidos da Tijuca, cujos preços das contratações pelo governo Rosinha (PR) ainda não foram relevados, começa daqui a exatos 13 dias o Campos Folia, para o qual o Centro de Eventos Populares Osório Peixoto (Cepop) foi construído, ao custo de quase R$ 100 milhões do dinheiro público. Essas despesas absolutamente desnecessárias com um já antes questionado carnaval fora de época, agora mais ainda, pela expectativa da definição da nova Lei dos Royalties no Supremo Tribunal Federal (STF), mais uma vez joga por terra todo o discurso rosáceo de cautela na aplicação dos recursos públicos municipais.

Não por outro motivo, a festa mais popular do Brasil, na Campos governada por Rosinha, promete ser um dos mais impopulares da história, por perdulário e inoportuno. Como a epidemia de dengue que assola o município, que não foi evitada, a reação popular maciçamente contrária ao Campos Folia, pelo menos neste momento, já pode ser antecipada na blogosfera e na democracia irrefreável das redes sociais deste “viridente plaino goytacá”…

Blog do Bastos


Carnaval fora de época gera polêmica na internet

Por alexandre bastos, em 11-04-2013 – 17h34

Facebook/ Enquanto isso em Campos dos Goytacazes

Será que os campistas aprovam o Carnaval fora de época que será realizado este mês no Cepop? Se levarmos em consideração os discursos dos aliados da prefeita Rosinha Garotinho (PR), o evento é esperado com ansiedade pela população. Por outro lado, analisando alguns comentários na página “Enquanto isso em Campos dos Goytacazes”, curtida por quase 11 mil pessoas, a visão em relação ao “Campos Folia” não é das melhores. Após uma pergunta sobre o Carnaval (aqui), internautas de várias partes da cidade opinaram.

Confira uma parte dos comentários no Facebook:

Rafael Santos: Não faz diferença, nunca vemos o dinheiro lucrado pela prefeitura sendo usado nos Hospitais, Escolas, Ruas, etc, etc…

Leda Santos De Souza Santos de Souza: o tempo que faz o carnaval fora de época, coloca mais médicos nos posto de saúde ,e remédio que estão faltando

Amanda Tavares: Totalmente desnecessário. Tem muita coisa mais importante pra eles gastarem o dinheiro, educação e saúde, por exemplo!

Matheus Nunes: Dinheiro jogado fora umas coisas feia eles se acham que são as escolas de samba do rio… nem perco meu tempo, nunca fui e nem pretendo ir no cepop

Maria Emilia Boa Ideia.. Pelo menos povo que curti a praia..tem oportunidade de conhecer…ja que no dia certo,todos estao na praia!

Sandro Borges Pra qm gosta né! se destrai um pouco #temumascoisasengraçadasrs

Paula Vigneron: É para essas porcarias que vão os royalties. Investimento em algo positivo e definitivo para a população não existe. Cadê as vagas de emprego? A evolução da educação? A melhoria na saúde? O dinheiro que deveria estar nesses setores está indo para as festas e comemorações que poderiam ser deixadas para depois.

Tais Armond: perda de tempo. Desperdício de dinheiro com coisa desnecessária.
O dinheiro que estão gastando com isso, podia ser gasto com a saúde, transporte, educação.. Mas enfim né.. Fazer oq. :/

Rafael Fernandes Mas não adianta nós reclamarmos aqui. Pois as pessoas que frequentam e adoram esse tipo de coisa, não ficam vendo opiniões por aqui. Tem que ter o carnaval sim, mas com menos gastos e de outra forma para resgatar o carnaval que tinha em campos em tempos bem, bem passados…

Matheus Rodrigues Mais eu queria ver se naum tivesse o carnaval, esse povoo tava falando q campos seria uma cidade atrasada q naum tem carnaval e tal .. Se quer emprego mesmo só procurar no balcão de emprego q vc acha muitas vagas, são mais de três mil vagas, num vem com essa de q naum tem empregoo naum ..

Aírton Muniz Barreto O tempo que faz uma festa desnecessária… dê um salário digno aos nossos professores ou até mesmo fazer uma coisa simples, o tempo que faz praças espalhados pela cidade, faça escolas, hospitais, centro de reabilitação para dependente químico… Sei lá, nem sei o porque estou falando isso, não irá mudar nada mesmo, só comentei pra poder abrir os olhos dos eleitores.

João Paulo Furtado Triste, Enquanto isso, o asilo do carmo…

Andrea Pereira É só olhar pros corredores do HFM. A saúde pede socorro akiem Campos. Esse dinheiro gasto com isso aí; não resolveria, mais sim, amenizaria.

CALMA, FOI SÓ UM SUSTO!!!!!

Por Branca, em 12-04-2013 – 07h28

É realmente notória a preocupação da prefeita com a possível diminuição no repasse dos Royalties!! Eis a notícia: Vila Isabel, Unidos da Tijuca e Grande Rio no Campos Folia 2013 (Folha da Manhã online).

Ai me pergunto: vem de graça? Quanto custará aos cofres públicos essa farra?

Seria cômica se não fosse trágica a percepção de prioridades do poder executivo. Deve ser por alguma patologia, mas não sei se dele ou nossa.

Em recente entrevista ao blog “Opiniões”, do Aluysio Abreu Barbosa (aqui), o líder do governo na Câmara, Paulo Hirano (PR) refere que o “susto” dessa possível perda serviria  para que o governo pudesse “repensar a questão dos gastos, replanejar, refletir, redimensionar”. Mas pelo visto, o governo não se assusta tão fácil assim, pois…

Enquanto vemos isso:

Nisso:

Em uma UTI de um hospital por aqui, faltam:

florence 5

E inconstitucional é a criação da Comissão fiscalizadora dos Royalties?

Fala sério…

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Arnaldo só reata com Anthony se este se desculpar e a mãe disser que aceitou

Arnaldo e Garotinho“Sim, há possibilidade de eu voltar a me unir a Garotinho. Para isso, no entanto, ele terá que pedir desculpas publicamente a mim e à minha mãe. E minha mãe tem que me dizer que aceitou”. Foi assim que o ex-prefeito Arnaldo Vianna (PDT), cuja mãe faleceu em 2009, reagiu agora há pouco, quando indagado ao telefone pelo blogueiro sobre a onde de boatos na cidade, que ganhou bastante força esta semana, dando conta de que ele não só voltaria ao grupo político do deputado federal Anthony Matheus, o Garotinho (PR), como assumiria a secretaria de Saúde da prefeita Rosinha (PR):

— Soube dessa onda de boatos, inclusive com meu nome ventilado à secretaria de Saúde. Acho que isso surgiu por conta de uma conversa há umas duas, três semanas, que um cabo eleitoral meu teve com Wladimir (Matheus, presidente municipal do PR), na qual este teria perguntado se eu não tinha interesse em ir a Brasília, conversar com seu pai. Respondi que não tinha nada para fazer em Brasília, muito menos para conversar com Garotinho. Um pouco antes, há cerca de um mês, soube que ele (Anthony Matheus, o Garotinho) também andou procurando o PDT lá em Brasília, interessado num acordo para sua campanha a governador em 2014, mas foi dito a ele que seria necessário conversar primeiro com o presidente do PDT de Campos (que é Arnaldo). Quanto à secretaria de Saúde de Campos, pelo que eu ouço nos corredores dos hospitais, a coisa já estaria definida, com Abdu Neme (vereador do PR) assumindo e Geraldo Venâncio (atual secretário) voltando à direção do Hospital (Geral) de Guarus.

Os boatos sobre uma possível reaproximação entre Arnaldo e Anthony não são novidade. Desde o início do ano, isso vem sido ventilado nos bastidores, como registou aqui o Blog do Bastos.

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Ministérios Públicos defendidos por quem parecem ignorar em Campos

PEC-37

Contrário à PEC 37 que tramita na Câmara Federal, com o objetivo de tirar o poder de investigação dos Ministérios Públicos Federal e Estadual, o movimento “Brasil contra a impunidade” (conheça-o aqui e aqui), em Campos, promoveu um ato na FDC, na última terça, dia 9, organizado pelo diligente promotor Victor Queiroz, como a Folha Online noticiou aqui, em reportagem da Suzy Monteiro. Mas como a mobilização à nível nacional só termina hoje, ainda dá tempo para se inteirar mais sobre essa famigerada Proposta de Emenda à Constituição, emblematicamente por obra e graça de um delegado de Polícia Civil eleito deputado federal pelo PT do B do Maranhão, como informou aqui o Ricardo André Vasconcelos, com apoio igualmente emblemático do PT posto a nu pelo Mensalão.

Não por outro motivo, seguem abaixo as análises do assunto sob o ponto de vista de dois craques da área jurídica goitacá, Cleber Tinoco e José Paes Neto, frontalmente contrários à PEC 37, mesmo que as denúncias investigadas e evidenciadas por ambos, no trabalho coletivo e pela coletividade do Observatório de Controle do Setor Público, sejam no mais das vezes solenemente ignoradas pelas duas esferas do Ministério Público de Campos…

Cléber Tinoco

Muitos motivos para ser contra a PEC 37

Por Cleber Tinoco, em 10-04-2013 – 16h14

O movimento contra a PEC 37 tem o meu total apoio. Este projeto confere em caráter privativo à polícia civil e federal a apuração das infrações penais.

O perigo reside justamente aí: não confia apenas a presidência do inquérito policial às polícias civil e federal, mas vai além para, em caráter privativo, atribuir a tais polícias a “apuração das infrações penais”.

Os defensores do projeto, com clara reserva mental e até distorcendo noções do Direito vigente, tentam minimizar as consequências da aprovação da PEC.

O projeto é um retrocesso, porque outros órgãos com poder de investigação ficarão de mãos amarradas, torcendo para que o trabalho da polícia seja bem conduzido e esteja livre de interferências políticas, o que na prática é impossível. Aliás, sobre estas interferências políticas, todo mundo sabe que é comum a “punição geográfica” da autoridade policial que contrarie, direta ou indiretamente, seus superiores hierárquicos. De fato, não tem a autoridade policial as garantias da inamovibilidade ou da independência funcional que permitem ao membro do MP atuar com a necessária liberdade na persecução penal.

O projeto não aprimora a persecução penal, foi concebido para atender interesses de classe, sobretudo para facilitar a vida de alguns políticos, incomodados pela atuação do MP. Chamo a atenção para alguns inconvenientes, sem a pretensão de esgotá-los:

a) restringe o poder investigatório do Estado, na medida que afasta outros órgãos legitimados da investigação, a ponto de viciar qualquer investigação iniciada fora do inquérito policial, por exemplo, pelo MP e por órgãos como Receita Federal, COAF etc.

b) suprime ou torna ineficaz atos investigatórios procedidos por particulares, inclusive da mídia. O particular, conquanto desprovido da potestade pública, não está proibido de investigar.

c) suprime ou torna ineficaz o direito do réu de realizar atos investigatórios em sua defesa;

d) aumentará a ineficiência estatal no combate ao crime, na medida em que reduzirá o número de agentes públicos envolvidos com apuração das infrações penais, proporcionando o aumento da impunidade e do número de infrações penais.

e) aumentará o gasto público, porque exigirá maiores investimentos para aparelhar o Estado, a partir do afastamento dos vários órgãos públicos (MP, Receita, Coaf, etc) da investigação penal.

Sem embargo de tantas impropriedades e inadequações, o projeto  é tende a abolir direito de defesa do réu, o que, por si só, já o torna inconstitucional.

PEC da impunidade, diga não!

Por José Paes, em 11-04-2013 – 13h34

Abaixo, meu artigo publicado na versão impressa da Folha de 11/04.

A discussão em torno da Proposta de Emenda Constitucional 37 nos leva a refletir que tipo de nação queremos para um futuro nada longínquo. Referida proposta quer tirar o poder de investigação criminal do Ministério Público. É um retrocesso sem igual e trará enormes prejuízos para a democracia brasileira. A PEC 37 também enfraquece o papel fiscalizador de instituições como Banco Central, Previdência Social, IBAMA, Receita Federal, entre outros.

A proposta em trâmite no Congresso Nacional vai de encontro à tendência no mundo inteiro. Os países mais desenvolvidos têm aprimorado os mecanismos de controle social. Há inúmeros casos de investigações bem sucedidas quando as diligências são realizadas em parceria com outros órgãos. Na última terça-feira (09.04) mesmo, as Polícias Federal e Civil, de diversos Estados, em parceria com os Ministérios Públicos Estadual e Federal, realizaram uma série de prisões, demonstrando os benefícios que as investigações conjuntas trazem ao combate dos crimes, em especial a corrupção.

Apenas Quênia, Uganda e Indonésia – países devastados por movimentos ditatoriais sangrentos – não permitem investigações por meio de seus MPs. Não podemos permitir que o Brasil seja mais um nesta restrita lista.

Nos últimos anos, demos passos importantes para ampliar a transparência e o controle social a partir de aprovação de propostas como a Lei da Ficha Limpa e Lei de Acesso à Informação. A sociedade teve um papel importante ao pressionar seus representantes para que defendessem tais medidas. Outra vez será necessário o engajamento de todos para sensibilizar os parlamentares com a finalidade de derrubar a PEC da Impunidade. Se a proposta fosse votada hoje em Plenário, haveria possibilidade real de aprovação.

Não podemos desmerecer o papel da polícia, mas concentrar em suas mãos todo o trabalho de investigação criminal, impedindo que o MP, responsável pelo ajuizamento da ação penal, o faça, é no mínimo improdutivo. A quem interessa essa limitação? A quem interessa a PEC da impunidade? Não podemos permitir que meia dúzia de políticos corruptos, preocupados em difundir a impunidade, desmontem toda uma instituição e o trabalho de excelência por ela realizado.

O MP tem colaborado de forma inequívoca nas investigações referentes às improbidades administrativas. Isso tem inibido ações criminosas e mais zelo pela “coisa pública” em todo o País. É necessário, portanto, articulação de toda a sociedade para que o Congresso Nacional derrube a PEC 37.

Temos de lutar por medidas que fortaleçam os princípios democráticos e ampliem instrumentos de controle social no nosso País, jamais pela sua limitação. Espero que a sociedade campista compre essa briga. Se a situação em nossa cidade já é ruim com um Ministério Público forte, imagine como ficaremos sem ele.

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Lindbergh Farias bate na rádio e Anthony Matheus responde no blog

(Montagem de Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)
(Montagem de Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)

A disputa pelo governo do Estado, de fato, já começou. E, como de hábito, seus reflexos na região são primeiro registrados na cobertura jornalística do Grupo Folha. Em excelente entrevista feita pelo gerente da Rádio Continental, Cláudio Nogueira, na manhã de ontem, o senador e pré-candidato petista ao governo do Rio, Lindbergh Farias, usou de tom manso para bater forte no deputado federal Anthony Matheus, o Garotinho (PR), que também ambiciona o Palácio Guanabara em 2014. Como destacou a reportagem publicada aqui, na Folha Online, do jornalista Gustavo Matheus, entre muitas outras críticas ao deputado e ao governo da esposa deste, Rosinha (PR), em Campos, “Lindinho” disparou:

— Não tenho nada contra o ex-governador, mas sua política ficou no passado, um dos exemplos claros disso é a Educação (da Prefeitura de Campos, última colocada no Ideb, entre todos os municípios fluminenses). Uma constatação do que digo é a enorme rejeição dele (Anthony Matheus, o Garotinho) no Rio.

Rápido na reação, Anthony Matheus, o Garotinho, publicou aqui em seu blog, como o Gustavo Matheus também rapidamente registrou aqui, um vídeo abaixo no qual o senador do PT, no mesmo palanque da campanha de 2010, diz ao governador Sérgio Cabral (PMDB): “Eu quero colocar meu nome na lista do seu time. Pode colocar lá: Lindbergh”. Na sequência, o orador se dirige ao vice Luiz Fernando Pezão (PMDB), também presente, e garantiu: “Política tem fila e eu, viu, Pezão? Essa grande liderança (Pezão) que vai ser governador do Estado do Rio de Janeiro”.

No link abaixo, a íntegra da entrevista do Lindbergh ao Cláudio Nogueira…

ENTREVISTA Lindbergh 10.03 (1)

E, abaixo, o vídeo de Lindbergh, Cabral e Pezão, postado por Garotinho…

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Feliciano tem razão?

Para encerrar este longo dia de trabalho real na lida virtual, os traços do craque Amarildo, comungados na democracia irrefreável das redes sociais, neste país melancolicamente acossado entre o fascismo religioso e o mensaleiro…

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Inconstitucional em Campos, fiscalizar royalties com a sociedade é lei em Macaé

EM MACAÉ, O CONSELHO DE FISCALIZAÇÃO DOS ROYALTIES DO PETRÓLEO É LEI

Por Branca, em 10-04-13 – 12h19

Com o objetivo de fiscalizar a aplicação dos recursos dos royalties, foi criada em Macaé a Comissão Municipal de Fiscalização das Aplicações dos Royalties do Petróleo. O conselho foi criado através da Lei Municipal 3.373/2010 e é um dos primeiros a ser implantado no Brasil e vai ajudar o município a definir a melhor forma de aplicação dos recursos provenientes do petróleo.

Para integrar a comissão, foram escolhidas instituições como a Associação Comercial e Industrial de Macaé (Acim), o Sistema Firjan, a OAB-Macaé, igrejas do município, entre outras. Na intenção de definir os responsáveis pelo conselho, foi realizada uma eleição, em dezembro de 2011, onde a presidência coube à Acim e a vice-presidência, à OAB-Macaé.

“A motivação para a criação deste conselho surgiu da vontade do próprio Governo Municipal de ter ao seu lado uma ferramenta de transparência e de credibilidade. Além de fiscalizar a aplicabilidade desses recursos, o órgão terá o dever de informar a sociedade civil organizada, empresários, associações e afins como efetivamente estes recursos são utilizados em nosso município”, explicou Marcelo Reid, presidente da ACIM.

Conheça aqui a íntegra do projeto de lei que criou o Conselho Municipal de Fiscalização dos Royalties do Petróleo em Macaé.

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Mais nomes de Campos e SJB para deputado em 2014

Palácio Tiradentes, sede da Alerj, na qual que miram muitos nomes da planície goitacá
Palácio Tiradentes, sede da Alerj, na qual miram muitos nomes da planície goitacá

Entre os nomes de oposição e situação do grupo à frente da Prefeitura de Campos, que podem se lançar em 2014 à Assembléia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) e à Câmara Federal,  este blog ontem se deu ao trabalho de reunir aqui duas listas distintas, esboçadas antes pelos blogueiros Gustavo Matheus (aqui) e Cláudio Andrade (aqui), além de depois somar a elas alguns outros nomes, citados aqui por Wladimir Matheus, presidente do PR, ele mesmo uma dessas alternativas, tanto a deputado estadual, como federal. Pois hoje, a jornalista Suzy Monteiro incluiu aqui dois outros nomes entre os pré-candidatos: José Geraldo e  Fabrício Lírio, que formariam uma dobrada goitacá do PRP, respectivamente, à Câmara e à Alerj. Ressalvado que não está fechada a possibilidade de Zé Geraldo concorrer como estadual, vamos a algumas outras, ainda não citadas:

Oposição

Nildo Cardoso (PMDB) — Vereador mais votado em 2012, é o nome eleitoralmente mais forte em Campos do partido do governador Sérgio Cabral e do seu pré-candidato a sucedê-lo, Luiz Fernando Pezão. A preferência do edil é pela Alerj, embora seja quase certo que o partido vá demandar candidato local também a deputado federal.

Andral Tavares Filho (PV) — Deve concorrer mais uma vez à Alerj, até por necessidade da legenda, que ainda pode ter mais um candidato local a deputado estadual e outro a federal.

Odete Rocha (PCdoB) — Muito bem votada como vereadora em 2012, mas prejudicada pela nominata, também deve concorrer mais uma vez a deputada estadual.

Nelson Nahim (PPL) — Nome quase certo para deputado estadual, caso se reelegesse vereador em 2012, agora pode preferir apoiar a pré-candidatura de Rafael Diniz (PPS), pois se este conseguir uma cadeira na Alerj, abriria a sua na Câmara Municipal de Campos ao irmão mais velho de Anthony Matheus, o Garotinho (PR).

Situação

Bruno Dauaire (PR) — Independente de São João da Barra ter ou não a nova eleição a prefeito pela qual seu pai, Betinho, e todo o grupo de Anthony Matheus, o Garotinho, tanto anseiam, deve atender ao convite pessoal da deputada estadual Clarissa Matheus (PR) de concorrer à Alerj.

PT do B — Presidido em Campos pelo vereador Mauro Silva, é objetivo do partido da base da prefeita Rosinha (PR) lançar candidato a deputado federal e estadual no Norte e Noroeste Fluminense. Mauro não se arriscará, mas o partido tem outras opções locais, como os também vereadores Cecília Bainha e Eduardo Crespo, além de Chico da Rádio e Guilherme Negão.

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