Você vota em Aécio ou Dilma? Por quê?
Não desconheço, nem desmereço os avanços sociais do governo do PT nos últimos 12 anos, muitos deles possibilitados, aliás, pelas tortuosas, porém necessárias reformar levadas a cabo pelo governo FHC. Mas isso não me impede de enxergar que a presidente Dilma e o PT não dispõem, no atual momento vivido pelo país, de atributos técnicos e morais para realizar as reformar necessárias para que o Brasil, além de continuar avançando, não jogue fora as conquistas duramente obtidas desde a redemocratização.
É preciso estimular a economia, principalmente a indústria. Também é necessário tratar com mais transparência e responsabilidade do orçamento público, para que o país retome a confiança dos mercados. É preciso construir um Estado mais enxuto e eficiente, reduzindo número de ministérios e cargos comissionados.
Pelo histórico do candidato tucano a frente do governo de Minas, onde terminou o mandato com 92% de aprovação, pela sua equipe de governo, em especial na economia, já anunciada e pela minha afinidade com os conteúdos programáticos do PSDB, talvez eu tenha em Aécio um dos meus votos mais convictos nessa eleição.
(José Paes, advogado e presidente do Observatório Social de Campos)
Durante a administração do PT, o ensino público federal obteve muito mais investimento do que em qualquer outro. Foram criadas milhares de vagas nas escolas técnicas e nas universidades públicas, e educação para mim sempre foi prioridade. No governo Lula/Dilma presenciei uma série de escândalos de corrupção, mas os presenciei também durante a gestão do FHC. A diferença é que na do PT, grandes lideranças do partido foram julgadas, condenadas e presas segundo legislação vigente. Voto em Dilma Rousseff porque continuo acreditando mais em sua política do que na outra, e não se pode acusá-la de crimes. Infelizmente ela não foi onisciente o suficiente para impedir que seus subordinados os praticassem. Programas como Bolsa Família, Pró-Uni, Ciências sem fronteiras, as cotas raciais, “Minha Casa Minha Vida”, não são programas de acomodação, mas de inclusão comuns em qualquer país onde ainda imperam desigualdades. Inclusão daqueles que, mesmo trabalhando, não conseguiriam comprar uma casa própria ou cursar uma universidade particular, quando não conseguisse vaga numa pública. Essas “ações afirmativas” devem ser temporárias, mas só o serão quando entendermos que enquanto houver gente do lado de fora da vitrine, haverá miséria e violência. Penso que como estão sendo feitas ainda não é o ideal, mas o PT até agora foi o único partido a priorizar essas ações.
(Adriano Moura, professor, escritor e dramaturgo)




















