Encontro Universitário Cultural: “Pontal” sobe o rio para subir ao palco do Sesi nesse sábado

Saullo, Yve e Sidney ensaiando “Pontal” no Pontal (foto de Michelle Richa - Folha da Manhã)
Saullo, Yve e Sidney ensaiando “Pontal” no Pontal (foto de Michelle Richa – Folha da Manhã)

 

Pontal cartazAcabou na tarde de hoje, nas areias do Pontal de Atafona, na foz do Paraíba do Sul, o último ensaio da peça “Pontal”, que sobe o rio nesse sábado, dia 31, às 20h, para subir ao palco do teatro do Sesi-Campos, em Guarus. Nele, os atores Yve Carvalho, Sidney Navarro e Saullo de Oliveira encarnam pescadores de Atafona, distrito do município de São João da Barra, que lançam suas redes em busca de sustento, enquanto contam histórias, cantam canções, remontam fatos, bebem cachaça e refletem sobre as desventuras da vida e do ambiente em que vivem.

Assumida bravamente por Yve, a direção da peça e sua concepção originais são obras de Antonio Roberto de Gois Cavalcanti (1955/2015), o inesquecível teatrólogo e poeta Kapi — conheça aqui um pouco da história do artista e da peça. Com Atafona como tema ou pano de fundo, poemas são cenicamente transformados em diálogos e causos contados pelos pescadores. Das 22 poesias que compõem o espetáculo, 17 são de Aluysio Abreu Barbosa, dois do próprio Kapi, dois do Artur Gomes e um da Adriana Medeiros, que fecha a apresentação.

Com grande sucesso de público, a peça foi encenada pela primeira vez no verão de 2010, no próprio Pontal, no encontro das águas do rio e do oceano. À luz da lua, lampiões, lamparinas e fogueira, o palco natural se transformou em protagonista no Bar do Bambu, como era conhecido o folclórico misto de comerciante e filósofo Neivaldo Paes Soares. Depois que o avanço do mar levou seu bar, em 2012, Neivaldo também acabaria tragicamente desaparecendo nas águas da foz do Paraíba, em 21 de junho deste ano, sem ter sido até hoje encontrado.

Nesse sábado (31), a apresentação de “Pontal” no Sesi vai integrar a programação do Encontro Universitário de Cultura (Enuc), que começou hoje (30) e se estende até a próxima segunda-feira (02/11). Promovido por universitários da Universidade Estadual do Norte Fluminense (Uenf) e da Universidade Federal Fluminense (UFF) em Campos, muitos deles vindos de outras cidades, o apelo regional de “Pontal” fez com que a peça fosse escolhida para integrar o Enuc — confira abaixo sua programação completa.

Pode jogar a rede…

 

Encontro Universitário

 

 

Enuc

 

 

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Notas do MPF e Folha “acerca da precária situação da Saúde de Campos”

MPF

 

NOTA DE ESCLARECIMENTO DO MPF ACERCA DA PRECÁRIA SITUAÇÃO DA SAÚDE NO MUNICÍPIO DE CAMPOS DOS GOYTACAZES

 

O MPF, por respeito ao direito de informação devido à população em geral e pautado na costumeira impessoalidade com que orienta suas ações, vem esclarecer o seguinte:

1 – O Ministério Público Federal, através do procurador da República Eduardo Santos de Oliveira, no município de Campos dos Goytacazes, repudia a nota publicada no jornal Folha da Manhã, em 28/10/2015, na coluna Ponto Final, na qual consta a afirmação de que “a Procuradoria na cidade ainda não se manifestou” acerca de falta de transparência na aplicação dos recursos públicos na saúde. Igualmente repudia a nota publicada, em 29/10/2015, na qual consta que o MPF, “questionado (…) quase diariamente, desde o dia 19”, por uma posição oficial, (…) se pronunciou ontem”.

2 – Isso porque as notas publicadas, em vez de esclarecer a opinião pública, apresentam informações incorretas acerca da atuação do MPF em Campos.

3 – Vamos aos fatos. Em 07/07/2015, a Assessoria de Comunicação da PRRJ publicou nota informando a propositura de Ação Civil Pública, pelo MPF Campos, relativamente à precária situação da saúde em Campos/RJ. Referida nota foi amplamente divulgada aos veículos de comunicação, dentre os quais o jornal Folha da Manhã (http://www.prrj.mpf.mp.br/frontpage/noticias/mpf-move-acao-contra-prefeita-e-secretario-de-saude-de-campos-rj). No teor da nota, foi ainda disponibilizado link para acessar a íntegra da inicial da ação civil pública nº 0074441-49.2015.4.02.5103.

4 – Da simples leitura da inicial da ação, restam evidenciados os resultados dos trabalhos de inspeção do MPF Campos, em diversas unidades de saúde, entre abril e junho de 2015. Resultados tornados públicos com a ação civil pública em questão. Os pedidos constando na referida ACP se referem à regularização dos repasses de recursos da União, via SUS, ou pagamento de empenho por serviços/procedimentos prestados, às unidades contratadas, saneamento das irregularidades encontradas e auditoria das contas da saúde do município de Campos, nos últimos 5 anos, via Departamento Nacional de Auditoria do SUS, do ministério da Saúde. Lembrando que o MPF não audita contas da saúde, já que este é um trabalho específico de órgão próprio do ministério da Saúde.

5 – Se a nota amplamente divulgada, em julho de 2015, não foi lida, ou foi parcialmente lida, por qualquer dos veículos de comunicação destinatários da divulgação, não atentando para a gravidade dos fatos narrados e provados, por inspeções oficiais do MPF, não nos cabe pronunciar. O espaço dado a esta ou aquela notícia cabe ao corpo editorial do jornal/mídia.

6 – Relativamente à citação de que a ação só obteve até agora negativa da antecipação da tutela pretendida, cabe apenas lembrar que, como é de conhecimento amplo, cabe ao Poder Judiciário decidir e sentenciar nas ações judiciais, sendo esta a configuração adotada na Constituição Federal. Em relação à decisão inicial do Juízo, o MPF Campos interpôs agravo de instrumento, medida de recurso cabível no âmbito de suas atribuições, ainda pendente de julgamento pelo tribunal competente.

7 – O MPF Campos segue atuando com o firme propósito de proteção aos direitos constitucionais.

 

Folha da Manhã logo

 

NOTA DA REDAÇÃO

 

A Folha da Manhã, por respeito ao direito de informação devido à população em geral e pautado na costumeira impessoalidade que orienta seu jornalismo, vem esclarecer:

1 – A Folha, através dos seus 37 anos de serviços prestados ao município de Campos do Goytacazes, repudia o “repúdio” do procurador da República Eduardo Santos de Oliveira.

2 – Se o procurador não gostou do que leu, está no seu direito, livre para exercê-lo. Isto posto, reafirmamos entender que as referidas notas visam esclarecer a opinião pública, mas não sem ressaltar que a Folha tampouco apreciou esperar nove dias para ter o retorno do MPF numa informação capital sobre algo com poder de determinar diariamente entre a sua vida e sua morte, leitor, ou a do seu semelhante.

3 – Vamos aos fatos: às 16h17 de 19 de outubro, foi enviado o primeiro e-mail à assessoria do MPF no Rio de Janeiro, quando a reportagem da Folha foi informada, por telefone, que a demanda seguiu a Campos para pronunciamento do procurador. Entre os dias 20 e 23 foi feito contato diariamente, também por telefone, com o MPF em Campos, na tentativa de uma resposta. Neste período, às 15h55 do dia 21, o segundo e-mail foi encaminhado a um assessor identificado como Gimenes, informando que tentaria resposta até o dia seguinte, o que não se concretizou. Na sexta-feira (23), a Thaís Almeida informou, também por telefone, que tentaria responder a demanda no mesmo dia ou, no máximo, na segunda seguinte, o que não aconteceu. Ligamos novamente para o MPF, na segunda (26) e na terça (27), mas não tivemos resposta. Na quarta-feira (28) enviamos outra vez a demanda por e-mail, finalmente respondida pela Thaís às 19h40, conforme publicado ontem pela Folha.

4 – Não é preciso ter lido a inicial da ação civil pública nº 0074441-49.2015.4.02.5103, para saber que o MPF não é órgão para auditar contas da Saúde Pública. Mas parece ter sido a uma auditoria que se fez referência, quando se afirma que o procurador Eduardo pediu uma “auditoria das contas da saúde do Município de Campos, nos últimos 5 anos”. Isto, lógico, salvo engano, já que arrependimento não se cogita.

5 – Se os e-mails da Folha não foram lidos, ou parcialmente lidos, não atentando à gravidade das denúncias, não nos cabe pronunciar. Mas talvez fosse o caso de se reler com mais atenção: “Recentemente, o presidente do Grupo Imne denunciou publicamente, que a prefeitura retinha verbas do SUS para fazer caixa. O MPF tem conhecimento dessa questão?”

6 – Naquilo que parece ser o real motivo do “repúdio” mal assumido inicialmente: o fato da ação do MPF, apesar da “gravidade dos fatos narrados e provados por inspeções oficiais”, nada ter gerado de prático, além dos flashes do “jornal/mídia” e da negativa da antecipação de tutela pela 2ª Vara Federal de Campos. Na certeza de que a referida ação não é uma bola que se corre para não chegar, fica a torcida por algum efeito prático futuro.

7 – Para terminar por onde se começou, alvissareiro saber que o MPF de Campos não tem dúvida ao tentar esclarecer de cara, logo ao título da sua nota, “acerca da precária situação de Saúde no município de Campos”.

 

Publicado hoje na edição impressa da Folha da Manhã

 

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Em coletiva, Rosinha desmente Rosinha e admite dívida com a Santa Casa

Sem seu marido e secretário de Governo, Anthony Garotinho (PR), ou seu vice-prefeito e secretário de Saúde, Dr. Chicão de Oliveira (PP), Rosinha contou com a presença do promotor estadual Marcelo Lessa, ao seu lado, de camisa rosa (Facebook de Sérgio Cunha)
Sem seu marido e secretário de Governo, Anthony Garotinho (PR), ou seu vice-prefeito e secretário de Saúde, Dr. Chicão de Oliveira (PP), Rosinha contou com a presença do promotor estadual Marcelo Lessa, ao seu lado, de camisa rosa (Facebook de Sérgio Cunha)

 

 

Com informações do repórter da Folha Marcus Pinheiro

 

Em coletiva agora na sede da Prefeitura de Campos, após conseguir inesperadamente reverter (aqui) a decisão que afastou (aqui) sua administração da Santa Casa de Misericórdia de Campos, a prefeita Rosinha Garotinho (PR) voltou atrás no que havia garantido há apenas 9 dias. Ao promover uma intervenção no hospital, ocupada fisicamente por ela e sua equipe no último dia 20, Rosinha então pregava aqui:

— A bagunça da Prefeitura acabou há muito tempo. Em nossa gestão eu pago por serviços, não dou dinheiro por dar. A Santa Casa já recebeu R$ 29 milhões só este ano. Não inventem dívidas para mim (…) Se estão inventando uma dívida, que provem.

Pois bastou se reabrir a possibilidade de reassumir o controle do maior hospital conveniado do município, para Rosinha hoje mudar seu discurso:

— Tudo que for comprovado, nós não vamos nos recusar a pagar, mas a Santa Casa não sabe os valores que diz. Uma hora ela fala em dívidas de R$ 7 milhões. Na portaria que eles publicaram, falaram em R$ 5 milhões. Agora já estão falando em R$ 9 milhões. Se a nossa auditoria reconhecer que tem R $ 1, 5 milhão, R$ 2 milhões, R$ 3 milhões, o quanto for, nós vamos pagar, como sempre pagamos.

Ontem, como registrado aqui , durante a audiência pública em que a Prefeitura se negou a fazer acordo para manter o atendimento pelo Sistema Único de Saúde (SUS) na Santa Casa, Rosinha já havia sido desmentida por seu próprio vice-prefeito e secretário de Saúde, Dr. Chicão Oliveira (PP). Ele admitiu que o governo municipal devia R$ 1,5 milhão por atendimentos pelo SUS já prestados no hospital, enquanto sua junta interventora alegou que essa dívida seria de R$ 9 milhões.

Segundo o vereador Marcão Gomes (PT) apurou aqui, com dados oficiais do governo federal, que faz os repasses do SUS para estados e municípios brasileiros, entre janeiro e outubro de 2015, o governo Rosinha já recebeu R$ 112,7 milhões.

 

Confira amanhã a cobertura completa do caso na edição impressa da Folha da Manhã

 

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Rosinha consegue suspender decisão judicial e pode voltar à Santa Casa

Fernando Cerqueira Chagas
(Reprodução)

 

O desembargador relator da 11ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro (TJ-RJ), Fernando Cerqueira Chagas, concedeu agora à tarde efeito suspensivo à decisão (aqui) do juiz titular da 1ª Vara Cível de Campos, Elias Pedro Sader Neto, que considerou ilegal a portaria municipal 272/2015, a partir da qual o governo Rosinha Garotinho (PR) promoveu uma intervenção na Santa Casa de Misericórdia de Campos, durante menos de 48 horas, entre os dias 20 e 22 deste mês. Após duas derrotas seguidas, com a manutenção da decisão (aqui) pelo presidente do TJ, desembargador Luiz Fernando Ribeiro de Carvalho, na última terça (27), a vitória rosácea de hoje provoca uma reviravolta no caso.

Em sua decisão, o relator disse ter se baseado no artigo 196 da Constituição Federal, que diz: “a saúde é direito de todos de dever do Estado, garantido mediante políticas sociais e e econômicas que visem a redução do risco de doença e outros agravos e ao acesso universal e igualitário às ações e serviços para sua promoção, proteção e recuperação”. Durante a curta intervenção municipal da semana passada, a paciente Bernadete Maria Lage Pereira perdeu a vida numa parada cardiorrespiratória, após ser removida da rede púbica à Santa Casa para tentar justificar a ocupação do maior hospital conveniado de Campos.

 

Atualização às 16h55: Aqui, sempre à frente na divulgação de assuntos de interesse do governo Rosinha, o blogueiro Ralfe Reis publicou a íntegra da suspensão da decisão do juiz Elias Pedro.

Atualização às 17h17: Rosinha convocou uma coletiva agora, em seu gabinete da Prefeitura, para dar a sua versão do caso.

 

Confira amanhã a cobertura completa do caso da edição impressa da Folha da Manhã

 

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MPF quer auditoria nas contas da Saúde Pública de Campos, via Denasus

Questionado pela reportagem da Folha quase diariamente, desde o dia 19, por uma posição oficial sobre as denúncias do médico e empresário Herbert Sidney Neves, presidente do Grupo Imne, de que o governo Rosinha Garotinho (PR) estaria retendo ilegalmente as verbas federais do Sistema Único de Saúde (SUS) para fazer caixa, o Ministério Público Federal (MPF) de Campos, por meio da sua assessoria, finalmente hoje se pronunciou. Um dia depois do vereador Marcão (PT) ecoar a denúncia no plenário da Câmara Municipal, na sessão de ontem, prometendo (aqui) fazê-lo oficialmente também na Polícia Federal (PF), usando dados oficiais do governo federal para calcular em R$ 112,7 milhões o recebido pela Prefeitura de Campos, em repasses federais do SUS, de janeiro a outubro deste ano.

Ao falar sobre o efeito prático das suas ações de inspeção nas unidades de Saúde Pública de Campos, que até o presente momento só geraram a negativa da antecipação de tutela pelo juízo da 2ª Vara Federal de Campos, na ação civil pública nº 0074441-49.2015.402.5103 (aqui, em resumo), a nota do MPF confirmou que nesta foi pedida também a “auditoria nas contas da saúde, no município de Campos dos Goytacazes/RJ, a ser realizada pelo ministério da Saúde (por meio do Denasus)”. Da ação do MPF são alvos o município de Campos, a prefeita Rosinha, seu vice e secretário de Saúde, Dr. Chicão de Oliveira, além da própria União Federal.

Para ter acesso à íntegra da ação do MPF, clique aqui para baixar o PDF da sua inicial. Para ler na íntegra a nota gerada hoje por sua assessoria, confira abaixo:

 

MPF

 

Boa noite,

 

Informo o endereço eletrônico (http://www.prrj.mpf.mp.br/frontpage/noticias/mpf-move-acao-contra-prefeita-e-secretario-de-saude-de-campos-rj ) da divulgação da ACP da saúde nº 0074441-49.2015.402.5103, a qual baseada nos trabalhos de inspeção do MPF, nela você poderá encontrar todo o resultado das inspeções de forma detalhada, bem o que as motivou. (todos os inquéritos relacionados)

No teor da própria ação constam elementos como o poder de fiscalização do MPF em razão da aplicação de verbas do SUS (competência e legitimidade), assim como o pedido de auditoria nas contas da saúde, no município de Campos dos Goytacazes/RJ, a ser realizada pelo ministério da Saúde (por meio do Denasus).

Indeferido, pelo Juízo da 2ª VF de Campos/RJ, o pedido de antecipação de tutela, a ação se encontra em sede de recurso de agravo de instrumento, junto ao TRF2 (autos nº 0010646-52.2015.402.0000).

Os trabalhos de vistoria e inspeção continuam, para o fim de instrução dos inquéritos civis que embasaram a referida ação civil pública.

 

Atenciosamente,

 

Thais Almeida

Assessora Jurídica

Chefia de Gabinete

MPF/ESO

 

 

Confira amanhã a matéria completa na edição impressa da Folha da Manhã

 

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Chicão admite dívida de R$ 1,5 milhão do governo Rosinha com a Santa Casa

Audiência hoje entre a junta interventora da Santa Casa e a Prefeitura de Campos (foto de Genilson Pessanha - Folha da Manhã)
Audiência hoje entre a junta interventora da Santa Casa e a Prefeitura de Campos (foto de Genilson Pessanha – Folha da Manhã)

 

 

Com informações do repórter da Folha Marcus Pinheiro 

 

“Eu já entendi o jogo todo. E o jogo é não pagar!”. Foi o que denunciou agora há pouco o odontólogo Paulo Cassiano, membro da junta interventora da Santa Casa de Misericórdia de Campos, na audiência de conciliação do maior hospital conveniado do município com o governo Rosinha Garotinho (PR), representado pessoalmente por seu vice-prefeito e secretário de Saúde, Dr. Chicão de Oliveira, e o procurador municipal Francisco José Martins Barreto. Segundo Cassiano, junto aos também interventores Leonardo Ferras e Ruy Grain, o plano do governo Rosinha é deixar o hospital a míngua até morrer, para que posteriormente o município acione o Tribunal de Contas para tomar o hospital. Sem solução para o dilema, a junta interventora anunciou que a Santa Casa terá que voltar a suspender os atendimentos pelo Sistema Único de Saúde (SUS) dentro de 15 dias.

Ao contrário o que a prefeita Rosinha garantiu aqui, no último dia 20, quando ocupou ilegalmente a Santa Casa, Chicão admitiu na audiência de hoje que a administração municipal tem, sim, uma dívida com a Santa Casa. Mas, segundo o vice-prefeito, ela seria de “apenas” R$ 1,5 milhão. Por sua vez, após a junta interventora do hospital falar numa dívida inicial de R$ 7 milhões da Prefeitura, Cassiano hoje disse que levantamentos mais detalhados subiram o passivo da Santa Casa para R$ 9 milhões, por serviços que teriam prestado pelo SUS, sem ser pagos com os recursos federais repassados à Prefeitura.

Segundo o vereador Marcão (PT) apurou aqui, em cima de dados oficiais da União, o governo Rosinha já recebeu R$ 112,7 milhões em recursos federais do SUS, de janeiro a outubro deste ano. O vereador prometeu (aqui) na sessão de ontem denunciar na Polícia Federal a retenção de recursos do SUS pela Prefeitura, denúncia feita originalmente pelo empresário e médico Herbert Sidney Neves, presidente do grupo Imne. Desde o último dia 19, a Folha da Manhã tem cobrado um posicionamento do Ministério Público Federal (MPF) de Campos sobre a denúncia, mas até o presente momento só o silêncio foi resposta.

Na audiência de hoje, além da prefeita Rosinha — que alegou não ter comparecido por não ter sido intimada e já ter outro compromisso —, quem também não esteve presente o juiz Elias Pedro Sader Neto, da 1ª Vara Cível de Campos. Ele convocou aqui a audiência, e ontem (28) teve mantido (aqui) pelo presidente do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro (TJ-RJ), desembargador Luiz Fernando Ribeiro de Carvalho, a decisão de primeira instância que tirou a prefeita (aqui) da Santa Casa. Nela, Elias Pedro denunciou o “roteiro venezuelano” do governo Rosinha na questão do hospital e questionou publicamente os critérios de investimento do dinheiro público de Campos: “A possibilidade financeira do município deve ser aferida a partir do enterro dos R$ 17 milhões com a construção da bizarra ‘Cidade da Criança’, dos mais de R$ 80 milhões com o subutilizado Centro de Eventos Populares (Cepop) e dos R$ 18 milhões anuais gastos com parques e jardins”.

Na ausência de Elias Pedro, quem dirigiu a audiência foi o promotor estadual Leandro Manhães. Suas propostas de acordo foram recusadas pelos representantes do município, que solicitaram 15 dias para analisar a viabilidade das citações.

 

Leia a cobertura completa do caso amanhã, na edição impressa da Folha

 

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Presidente do TJ mantém decisão que tirou Rosinha da Santa Casa

Como previsto ontem, aqui, neste “Opiniões”, o presidente do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro (TJ-RJ), desembargador Luiz Fernando Ribeiro de Carvalho, negou hoje (aqui) o pedido de liminar impetrado pelo governo Rosinha Garotinho (PR), contra a decisão do juiz da 1ª vara Cível de Campos, Elias Pedro Saber Neto, que tornou (aqui) sem efeito o decreto municipal 272/20015, a partir do qual o governo municipal interviu ilegalmente (aqui) na Santa Casa de Misericórdia de Campos, durante menos de 48 horas, entre os últimos dias 20 e 22. Foi tempo suficiente para que a paciente Bernadete Maria Lage Pereira, removida da rede púbica à Santa Casa para tentar justificar a ocupação do hospital, perdesse a vida numa parada cardiorrespiratória.

Assim, além de desfeita a “certeza” (aqui) que o marido e secretário de Governo de Rosinha, Anthony Garotinho (PR), além de outros “entendidos” de plantão, disseram ter sobre a reforma da decisão do magistrado campista, qualquer novidade sobre o maior hospital conveniado do município terá que ser feito dentro da legalidade, sem bravatas, na mesa de negociação da audiência pública marcada, desde ontem, para às 14 h de amanhã, como este blog também adiantou. Chamada (aqui) em outro blog, o “Eu penso que…”, do jornalista Ricardo André Vasconcelos, ex-secretário de Comunicação de Garotinho, de “sentença histórica”, confira abaixo a transcrição de alguns pontos da decisão de Elias Sader, seguida da sua alvissareira manutenção na transcrição integral da decisão do presidente do TJ:

 

Elias Pedro Sader Neto, juiz da 1ª Vara Cível de Campos (foto Mania de Saúde)
Elias Pedro Sader Neto, juiz da 1ª Vara Cível de Campos (foto Mania de Saúde)

 

“A excelentíssima senhora prefeita Rosinha Garotinho, acompanhada de seu marido, de outros secretários municipais e do promotor de Justiça Marcelo Lessa Bastos, sob escolta da Guarda Municipal, tomou de assalto a Santa Casa de Misericórdia de Campos dos Goitacases, na tarde de ontem (terça, dia 20), ignorando, por completo, que se encontra sob intervenção judicial.

“Com roteiro venezuelano, ignorando a autoridade do poder Judiciário, a prefeita editou decreto de requisição temporária do referido nosocômio, fulcrada, no art. 15, inc. XIII, da lei nº 8.080/90.

“Para estarrecimento geral, em verdadeira petição de princípio, o quarto ‘considerando’, que fundamenta o malsinado ato administrativo (…) escancara a confissão da prefeita, no sentido de que a Saúde Pública, por ela gerida há quase sete anos, se encontra em situação de calamidade pública.

“(…) Ora, se o caos da Saúde Pública municipal persiste em razão das prioridades orçamentárias eleitas pela prefeita, não pode, agora, invocar a própria incúria para desapossar, administrativamente, a Santa Casa de Misericórdia, entidade centenária e de natureza privada.

“A questão é bem tangida pelo eminente promotor de Justiça Leandro Manhães de Lima Barreto, quando afirma que o município sucateou sua rede própria de Saúde (HFM e HGG), preferindo se utilizar dos hospitais privados da rede de apoio, aos quais paga quando e quanto deseja.

“(…) o que não é uma hipótese da Saúde Pública de Campos, verdadeira crônica de uma morte anunciada, desde dezembro do ano passado

“O alegado ‘estado de perigo público iminente’ é facilmente resolvido pelo município mediante o pagamento das suas contas.

“A possibilidade financeira do município deve ser aferida a partir do enterro dos R$ 17 milhões com a construção da bizarra ‘Cidade da Criança’, dos mais de R$ 80 milhões com o subutilizado Centro de Eventos Populares (Cepop) e dos R$ 18 milhões anuais gastos com parques e jardins.

“Pelo fio do exposto, a fim de restabelecer o império da lei e o sistema de freios e contrapesos, outra alternativa não resta a este Juízo se não declarar a grosseira e aldravada ilegalidade do decreto municipal nº 272/2015 e determinar a imediata suspensão de todos os efeitos, reintegrando os bens e serviços do hospital da Santa Casa de Misericórdia de Campos à referida instituição filantrópica”.

 

 

Presidente do TJ-RJ, desembargador Luiz Fernando Ribeiro de Carvalho
Presidente do TJ-RJ, desembargador Luiz Fernando Ribeiro de Carvalho

 

 

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TJ-RJ 10
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TJ-RJ 15
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Confira amanhã a cobertura completa do caso na edição impressa da Folha

 

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Saúde de Campos: Quanto dos 112,9 milhões pagos vieram dos 112,7 milhões recebidos?

“A Prefeitura de Campos, através da Secretaria Municipal de Saúde, repassou às unidades contratualizadas, este ano, mais de R$ 112,9 milhões em recursos.  Até setembro, haviam sido repassados mais de R$ 102 milhões. Só na semana passada, foram mais de R$ 10,9 milhões, sendo R$ 3 milhões para a Santa Casa de Misericórdia de Campos, por exemplo. Também, foram repassados R$ 2,2 milhões para o Hospital Plantadores de Cana; R$ 1,4 milhão para o Hospital Escola Álvaro Alvim; R$ 887,6 mil para o Pró-Rim e R$ 1,7 milhão para a Beneficência Portuguesa e R$ 901,8 mil ao Grupo Imne, entre outras unidades. Os valores tratam-se de recursos dos royalties e verba federal, repassada através do Fundo Municipal de Saúde”.

O texto acima foi enviado no final da noite ontem, em e-mail da secretaria de Comunicação (Secom) da Prefeitura de Campos à reportagem da Folha, que gerara desde à tarde a demanda sobre a destinação do governo Rosinha Garotinho (PR) aos recursos federais do Sistema Único de Saúde (SUS). O questionamento foi feito com base na postagem feita originalmente aqui, no blog “Eu penso que…”, do jornalista Ricardo André Vasconcelos, e reproduzido aqui, neste “Opiniões” e na Folha Online, usando dados disponibilizados pelo governo federal e até então sonegados pelo governo municipal de Campos, de que este teria recebido daquele R$ 90,7 milhões de repasses do SUS, entre janeiro e agosto deste ano. Infelizmente, como a nota da Secom só foi enviada às 22h02, não deu tempo de ser aproveitada na edição de hoje da Folha da Manhã, e reproduzida aqui, na Folha Online.

Mais atento, Ricardo André reproduziu aqui, às 8h08 da manhã de hoje, não o e-mail enviado à Folha, mas a reportagem gerada 21 minutos antes pelo Portal de Prefeitura de Campos, aqui, às 21h41 de ontem, com a resposta pública antecedendo àquela devida primeiro ao meio de comunicação que a gerou, numa postura frontalmente antiética que, infelizmente, tem sido há algum tempo a tônica da Secom, a despeito da qualidade jornalística e do caráter pessoal dos seus excelentes profissionais. De qualquer maneira, durante boa parte da manhã e início da tarde de hoje, foi mais fácil conferir o print da reportagem da Secom no blog do Ricardo do que sua publicação original no Portal da Prefeitura, fora do ar durante algumas horas, como permanece até o momento desta postagem.

Mas os R$ 90,7 milhões de repasses do SUS ao governo Rosinha, apurados com dados do governo federal, podem estar englobados nos R$ 112,9 milhões que a Prefeitura, só depois de pressionada, diz ter pago às unidades contratualizadas de Saúde Pública de Campos? Como nem no e-mail enviado à Folha, nem na reportagem que antieticamente a antecedeu no Portal da Prefeitura, são esclarecidos quanto deste R$ 112,9 milhões são de recursos próprios e quanto são verbas federais do SUS, a dúvida permanece ou, como bem frisou Ricardo: “a falta de transparência continua”.

Tanto pior porque, também ontem, igualmente pesquisando em dados disponibilizados pelo governo federal e sonegados pelo governo de Campos, o vereador Marcão Gomes (PT) chegou a um montante ainda maior de verbas do SUS repassadas ao governo Rosinha, relativo a um período maior. Ricardo contabilizou de janeiro a agosto, enquanto o edil ampliou a pesquisa de janeiro a outubro deste ano, onde constatou que foram pagos pela União ao município de Campos, em recursos destinados à Saúde Pública, nada menos que R$ 112.709.712,06. Sobre o fato, Marcão escreveu um artigo, publicado hoje na Folha da Manhã.

Noves fora o jogo da política de quem aponta o Faraó e a Rainha no governo municipal, enquanto evita enxergá-los também no governo federal, a revelação fática de Marcão talvez explique porque o governo Rosinha, mesmo pressionado, não revele quanto do dinheiro repassado à rede conveniada de Saúde é verba própria de Campos, e quanto é do SUS. É que, na aritmética simples de R$ 119,9 milhões repassados, subtraídos de R$ 112,7 milhões recebidos, o que sobra é mais uma vergonha para um município de orçamento bilionário e aparentemente falido. A diferença, é que essa vergonha mata. Literalmente!

 

SUS Rosinha 2015
Infográfico de Eliabe de Souza, o Cássio Jr. (clique na imagem para ampliá-la)

 

 

Vereador Marcão Gomes
Vereador Marcão Gomes

A culpa é sempre dos outros

Por Marcão Gomes

 

A culpa da incompetência da gestão dos Garotinhos agora ganhou novos contornos. Esse grupo que está acabando com nossa cidade põe a culpa em tudo e todos. Vejamos: A culpa já foi da oposição, da crise do petróleo, da crise econômica nacional, da Grécia, da Folha da Manhã, da elite campista, do Ministério Público, do Judiciário e agora também da Santa Casa de Misericórdia de Campos. Todos são culpados menos os verdadeiros responsáveis: O Faraó e sua Rainha Rosa.

Na questão envolvendo a Santa Casa de Misericórdia de Campos, o Faraó campista disse que a Prefeitura quer auditar os 29 milhões repassados durante os meses da intervenção judicial na Santa Casa. Acho que a ideia é boa, desde que o Faraó também permita que a oposição possa auditar as contas dos R$ 112 milhões repassados pelo Governo Federal de recursos do SUS de Janeiro a Outubro/2015. Que tal Garotinho?  Vamos auditar as contas da Saúde de Campos?

O senhor diz que o fato de ter uma junta administrativa no hospital não  pode impedir o município de fiscalizar onde foram gastos os recursos que foram injetados nesse período. Eu concordo. E acredito que o Senhor Faraó não pode esconder as contas da Prefeitura dos vereadores da oposição. Afinal, quem não deve não teme, não é verdade?

Aliás, com o dinheiro que o Faraó e sua Rainha dizem gastar com a saúde do município, teríamos que ter um atendimento sem pessoas em filas, sem corredores lotados, sem sucateamento das unidades de saúde e com atendimento digno para os nossos cidadãos.

Escravizando os campistas desde 1989, o Faraó viu sua Rainha, em seus dois mandatos como prefeita de Campos, conseguir a proeza de ser cassada nada menos que três vezes, envergonhando nossa cidade no cenário nacional. Agora,resolve disfarçar a incompetência de sua gestão encenando uma “entrada teatral” para intervir (aqui) na Santa Casa, que durou apenas até a sentença (aqui) do juiz da 1ª Vara Cível de Campos.

Palavras (aqui) da Rainha Rosa: “Eu pago para os pacientes que são regulados por mim”. Em minha concepção, os recursos são da Prefeitura e não da prefeita, então desapega do poder prefeita, a frase correta seria: “A Prefeitura paga com recursos da União e do Município”.

O Ministério Público Federal moveu ação civil pública contra a Prefeitura de Campos, apontando irregularidades que vão desde a falta de controle no serviço de assistência farmacêutica, passando pelo subdimensionamento das unidades hospitalares, inadequação das Unidades Básicas (postos de saúde) até procedimentos contábeis, como atraso nos pagamentos, superlotação de hospitais próprios da municipalidade e total falta de fiscalização nas entidades médicas conveniadas. Está na hora de abrir a caixa preta da saúde de Campos. E a culpa é de quem mesmo, Faraó?

 

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