Além da campanha de Fred, Carla levanta amanhã em Campos a bandeira do Ficha Limpa

Depois dos candidatos à Prefeitura de Campos, Erik Schunk (Psol), Makhoul Moussallem (PT) e José Geraldo (PRP), terem aderido oficialmente ao Movimento Campos Ficha Limpa, amanhã, no Calçadão do Centro de Campos, por volta das 14h, será a vez da prefeita sanjoanense Carla Machado (PMDB) também subescrever o abaixo-assinado que pede aqui a definição do TSE, até antes do pleito de 7 de outubro, sobre a validade (ou não) dos votos destinados aos demais candidatos que seguem em campanha, mesmo com seus registros indeferidos pelo TRE: a prefeita Rosinha Garotinho (PR) e o ex Arnaldo Vianna (PDT).

Além de caminhar com aparente folga para eleger seu sucessor na Prefeitura de  São João da Barra, segundo indicam todas as pesquisas, inclusive a última, do GPP, divulgada aqui, que deu a Neco (PMDB) 46,6% (contra 28,5% de Betinho Dauaire, do PR), Carla tem cruzado constantemente a BR 356 para trabalhar também na campanha do irmão Fred Machado (PSD) à Câmara de Campos. Tido como um dos candidatos com mais chance de se eleger vereador pela coligação proporcional campista entre PMDB e PSB, ao lado de Nildo Cardoso (do primeiro partido) e Jorginho Virgílio (da segunda legenda), caso Fred consiga se reeleger, com ele sua irmã terá fincado definitivamente o pé do seu grupo político na cidade de Anthony Garotinho (PR), seu figadal desafeto. Neste sentido, diferente do deputado federal, condenado pela mesma Lei da Ficha Limpa que fez o TRE indeferir o registro da candidatura de Rosinha (PR), a adesão oficial da prefeita de São João da Barra ao movimento moralizante, nascido dentro sociedade civil  de Campos, não deixa de ser um indicativo do compromisso público de deixar pegadas mais limpas.

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A vida não é Fla-Flu

Ninguém que conseguir somar dois mais dois e reconhecer o quatro como resultado final da equação pode ser capaz de ignorar que a prefeita Rosinha Garotinho (PR) caminha para uma vitória eleitoral consagradora, em turno único, na (re)eleição de daqui a 10 dias. Qualquer um que se mostrar cego a essa tendência inequívoca, endossada por todas as pesquisas, estará desrespeitando a premissa de um dos maiores políticos da história desta República, Ulysses Guimarães: “Nunca subestime o fato, sua excelência, o fato!”.

Bem verdade que enquanto o ministro do TSE Marco Aurélio de Mello não se pronunciar sobre o recurso da prefeita, que pede a aceitação do registro da sua candidatura, indeferido pelo TRE em 23 de agosto, as dúvidas permanecerão sobre a confirmação (ou não) da previsível reeleição de 7 de outubro. Até que isso aconteça (ou não), o fato é que os votos dados a Rosinha, por mais numerosos que sejam, permanecerão tão inválidos quanto os dados ao ex-prefeito Arnaldo Vianna (PDT), também indeferido, na última quarta, pelo mesmo TRE.

Também não é mentira que os fatos que levaram Rosinha a ser enquadrada na saneadora Lei da Ficha Limpa, ainda mais popular no Brasil do que em Campos é a sua prefeita, são diferentes dos que levaram ao novo indeferimento de Arnaldo, como o competente advogado Francisco de Assis Pessanha Filho, jurisconsulto da primeira, ressalvou em seu blog (aqui). Data vênia, enquanto não sair nenhuma nova decisão do TSE, discutir isso é debater sobre a distinção dos crimes entre dois condenados à mesma pena.

Todavia, ao discordar desta coluna de opinião com ironia e elegância, Francisco expõe, por contraposição, o principal defeito do líder do grupo político que representa: o deputado federal Anthony Garotinho (PR). Quem conhece um pouco de política de Campos, ou de resto, sobre relações de família (célula política humana mais básica), não pode deixar de se impressionar com o trabalho competente, mas desprovido de qualquer noção ética, ao qual Garotinho tem se dedicado, talvez ainda com mais afinco que à reeleição da esposa, no sentido de tentar prejudicar aqueles que considera seus principais opositores.

Mais ainda do que a vereadora petista Odisséia Carvalho, ou do que a Fred Machado (PSD), candidato estreante à Câmara de Campos e irmão da prefeita sanjoanense Carla Machado (PMDB), assusta tudo que Garotinho vem fazendo contra seu próprio irmão, vereador Nelson Nahim (PPL). Além de roubar cabos eleitorais ao custo de cargos na Prefeitura, de injetar recursos nas candidaturas governistas nos redutos de Nahim, Garotinho chegou até a oferecer um acordo a Toninho Vianna (PPL), enquanto fiscal de renda municipal, só para tentar enfraquecer a nominata do irmão.

Quem conhece um pouco Garotinho, sabe que ele não se contentará com a reeleição em primeiro turno de Rosinha, nem mesmo se ela conseguir vencer também a batalha jurídica para assumir seu mandato, se junto com isso ele não expuser, na Praça São Salvador das metáforas, as cabeças políticas de Arnaldo, de Odisséia, de Fred (junto com uma orelha decepada de Carla), do seu próprio irmão e de quem mais se atrever a cruzar o seu caminho.

Enquanto Garotinho continuar agindo assim, e nada indica que mudará, ditando o comportamento do seu grupo político, por mais exemplos de fidalguia que este possa também produzir, ele pode vencer agora, pode vencer também amanhã, mas estará perenemente aberto ao risco do Fluminense, que viu sair de si um filho mais popular e com mais conquistas nos campos chamado Flamengo. Por mais épico que seja o exemplo do futebol, a política não precisa ser reduzida a um Fla x Flu. Nem a vida!


Publicado na edição de hoje da coluna Ponto Final, da Folha da Manhã.

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Francisco e Nahim descartam envolvimento do Executivo e Legislativo de Campos na operação da PF

Nelson Nahim e Francisco de Assis Pessanha Filho
Nelson Nahim e Francisco de Assis Pessanha Filho

Pelo menos pelo que se sabe até o presente momento, não há ninguém do Executivo ou Legislativo locais envolvido na Operação Arreica, da Polícia Federal e do Ministério Público Estadual, deflagrada na manhã de hoje, em Campos, Araruama, Silva Jardim e Casemiro de Abreu, por crime eleitoral e formação de quadrilha. Foi o que revelaram ao blog, agora há pouco, o advogado da prefeita Rosinha Garotinho (PR) e ex-procurador geral do município, Francisco de Assis Pessanha Filho, e o presidente da Câmara Nelson Nahim.

Francisco disse não ter conhecimento que ninguém da Prefeitura ou do grupo político de Garotinho esteja envolvido. Por sua vez, Nahim disse o mesmo sobre o Legislativo de Campos, mas não sem parabenizar a operação:

— Ações como essa, dos órgãos de fiscalização eleitoral, são muito importantes. É inconcebível, pelo nível de democracia em que hoje vivemos, que alguém ainda queria se valer do abuso do poder econômico para ter ganho eleitoral. E tanto pior quando isso envolve o dinheiro público, desviado daquele que deveria ser seu único fim: atender as demandas da população. Aplaudo a iniciativa! Mas ao mesmo tempo lamento que homens públicos estejam envolvidos em coisas dessa natureza. São esses maus exemplos isolados que acabam denegrindo a imagem de todos políticos.

Aqui, o site G1, deu maiores informações sobre a operação:

Segundo o delegado da Delegacia de Polícia Federal de Macaé, RJ, responsável pelas apreensões na região, Elias Escobar, a operação tem o objetivo de desarticular a organização criminosa que vem dilapidando os cofres públicos.

De acordo com o delegado, os mandados de busca e apreensão são de coletas de provas e todo o material apreendido será encaminhado para a Delegacia da PF, em Macaé. Ainda segundo ele, oito mandados foram expedidos: dois em Casimiro de Abreu, dois em Campos e quatro em Araruama. Os nomes dos envolvidos não foram divulgados.

Em Campos, os dois mandados de busca e apreensão foram cumpridos no distrito de Guarus pelo delegado da Polícia Federal, Paulo Cassiano. Os trabalhos foram feitos logo no início da manhã e já foram encerrados, segundo Paulo Cassiano.

Em Silva Jardim, a operação desarticulou um esquema de compra de votos nas eleições. Três vereadores da cidade, candidatos à reeleição, entre eles o presidente da Câmara , e três secretárias da Prefeitura, foram afastados do cargo nesta quinta-feira (27).

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Prefeitos e vereadores estão entre os investigados pela PF na Operação Arreica

Apurados agora pelo repórter da Folha Thiago Andrade, o blog publica acima a nota e, abaixo, a foto da Operação Arreica, montada após um ano de investigação, por crimes eleitorais e formação de quadrilha, deflagrada hoje em Campos, Silva Jardim, Araruama e Casemiro de Abreu. Prefeitos e vereadores dos quatro municípios estão entre os investigados. Segundo o jornalista apurou junto à assessoria da PF, maiores informações não podem ser dadas por enquanto, já que novas diligências podem ser feitas e o sigilo é ainda necessário.

Parte do material apreendido hoje pela PF
Parte do material apreendido hoje pela PF
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Operação da PF por compra de voto em Campos e outros municípios

A Polícia Federal e o Ministério Público do Rio de Janeiro (MP-RJ) desencadearam no início da manhã de hoje  uma operação para recolher provas e produtos resultantes de crimes como captação de voto ilegal, fraude eleitoral, fraude em licitação, formação de quadrilha e peculato (quando o servidor público se apropria de bens em função do cargo). Os investigados são, dentre outros, vereadores e prefeitos. A ação acontece em Campos, Araruama, Silva Jardim e Casimiro de Abreu.

A Operação Arreica, como foi batizada, conta com 133 policiais para cumprir 34 mandados de busca e apreensão. Entre os alvos da investigação estão vereadores e prefeitos que ainda não tiveram suas cidades reveladas para não comprometer a ação. Até o momento não há informações sobre apreensões ou prisões. Dois mandados de busca e apreensão foram cumpridos em Guarus. Outros seis mandados foram expedidos sendo  dois em Casimiro de Abreu, e quatro em Araruama. Os nomes dos envolvidos não foram divulgados.


Publicado aqui, na Folha Online.

Atualização às 19h59: Aqui, desde 7h57, portanto 1h28 antes da Folha Online, o portal G1 já havia noticiado a operação, sendo linkado aqui, pelo político e atento blogueiro Sérgio Mendes, em seu “Estou procurando o que fazer”, primeio a repercutir a notícia na blogosfera goitacá.

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Em 2012, a conta já está fechada

Divulgada desde a zero hora de hoje, a nova pesquisa do Precisão, realizada entre os dias 18 a 22 deste mês, apontou aquilo que em qualquer análise racional, sem nenhuma condicionante da paixão, todo campista já sabe: no voto, Rosinha Garotinho (PR) está reeleita à Prefeitura de Campos, com uma maioria tão ampla que dispensará segundo turno. A certeza é tão cristalina, quanto o percentual de intenções de voto da prefeita, que na nova amostragem repetiu o da pesquisa anterior, do Ibope, divulgada no último dia 18: 62%, nada menos que 71% dos votos válidos.

Bem verdade que a nova consulta também registrou o crescimento do petista Makhoul Moussallem: dos 4% da última pesquisa do Precisão, divulgada em 21 de julho, para os atuais 13%, já superando Arnaldo Vianna (PDT), que agora surgiu com 10%. Se é uma sensível queda de 8% do ex-prefeito, em relação à amostragem anterior do instituto campista, a projeção é ainda mais drástica, levado em conta que a pesquisa mais recente foi feita antes do indeferimento da candidatura de Arnaldo, na última quarta, pelo TRE.

O crescimento de Makhoul também já havia sido registrado pelo Ibope, dos 9% na consulta divulgada em 31 de agosto, para os 11% da amostragem do dia 18 deste mês. Todavia, além de tudo indicar que o petista tem ganhando os votos que o pedetista vem perdendo, não há nada que demonstre ser uma tendência capaz de ameaçar a reeleição em turno único da prefeita. Pode até ser que a pesquisa do Iguape, já encomendada pelo PT, dê números mais altos a Makhoul, assim como mais baixos a Rosinha, mas é improvável que aponte a possibilidade de segundo turno.

Talvez calçada na sua quase certa vitória eleitoral, a prefeita Rosinha demonstrou bastante segurança em toda sua entrevista de ontem, no programa Folha no Ar, transmitido ao vivo na Plena TV e Rádio Continental, inclusive quando afirmou ter certeza de que conseguirá no TSE o registro da sua candidatura, indeferida pelo TRE, como a de Arnaldo, em 23 de agosto. De qualquer maneira, aos meros mortais submetidos às complexidades por vezes ilógicas e quase sempre inintelegíveis da Justiça Eleitoral, só restar aguardar…

O certo é que Makhoul e seu PT, expurgados dos seus aloprados locais já devidamente banidos ao ostracismo, sairão fortalecidos do pleito de 7 de outubro. Cessados os questionamentos vazios contra o que claramente indicam todas as pesquisas, restará não deixar cair o ritmo até as eleições de 2014, para vislumbrar melhores chances à próxima disputa da Prefeitura, em 2016. Ao subescrever ontem o abaixo-assinado do Movimento Campos Ficha Limpa, do jovem advogado José Paes Neto, Makhoul endossou a crença num caminho de esperança futura. Para 2012, a conta já está fechada.

Publicado na edição de hoje da coluna Ponto Final, da Folha da Manhã.

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TRE – Rosinha – Arnaldo = ?

Ao contrário do que afirmou em sua entrevista no Folha no Ar da última segunda, mas como era até certo ponto esperado, Arnaldo Vianna (PDT) teve ontem sua candidatura à Prefeitura de Campos indeferida em decisão unânime do plenário do TRE, ainda que por motivo diferente daquele utilizado pelo juiz titular da 99ª de Campos, Felipe Pinelli Pedalino Costa, para já ter barrado o registro do ex-prefeito em primeira instância, desde 9 de agosto.

Anunciado em primeira mão na mídia local pelo blog de Francisco de Assis Pessanha Filho, advogado de Rosinha Garotinho (PR), ele ressalvou que Arnaldo “pode continuar fazendo campanha, mas seus votos serão tidos como nulos”. O que o ex-procurador geral de Campos, porém, esqueceu de dizer, é que a situação da prefeita, cujo registro foi indeferido pelo mesmo TRE em 23 de agosto, é rigorosamente a mesma. E, nestes 11 dias que nos separam da eleição de 7 de outubro, ambos assim continuarão, a não ser que o TSE antes avalie seus recursos.

Imunes a essa situação de indefinição jurídica da prefeita e do ex, mas não alheios a ela, os demais três candidatos ao Executivo de Campos se integram ao “Movimento Campos Ficha Limpa”, iniciado nas redes sociais pelo advogado José Paes Neto, autor da ação popular que barrou na Justiça os 1.668 servidores terceirizados da administração Rosinha em Regime Especial de Direito Administrativo (Reda), entre outros motivos, pela suspeita da sua utilização como massa de manobra eleitoral.

Ontem, foi a vez do candidato do Psol Erik Schunk endossar o abaixo-assinado que pede ao TSE a definição da situação jurídica de Campos, possibilitando que os mais de 300 mil eleitores de Campos só possam ter opções de voto válido à escolha do seu governante pelos próximos quatro anos. Hoje, quem assina o documento é o petista Makhoul Moussallem. Já amanhã, a vez será de José Geraldo, do PRP.

Ainda que os três tenham demonstrado crescimento na última pesquisa Ibope, com Makhoul, inclusive, chegando a empatar com Arnaldo na segunda colocação (11%), todas as opções, independente da Ficha Limpa que ainda enquadra Rosinha, estão bastante distantes dos seus 62%, suficientes para sua reeleição em turno único. Pela matemática eleitoral, tudo indica ser o 22 uma pule de 10. Já pelas incertezas jurídicas, tônica dos pleitos de Campos desde 2004, todos os números estão ainda sujeitos a mudanças.


Publicado hoje na coluna Ponto Final, da Folha da Manhã.

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Registro de Arnaldo indeferido no TRE

O TRE/RJ acabou de indeferir o registro do candidato Arnaldo Vianna, numa ação proposta pelo nosso escritório.
Não poderia ser diferente, uma vez que o próprio TSE já indeferiu o seu registro nas eleições de 2008 e 2010.

O candidato pode continuar fazendo campanha, mas seus votos serão tidos como nulos, haja vista que o TSE sequer apreciará eventual recurso antes das eleições.


Publicado aqui, no blog de Francisco de Assis Pessanha, ex-procurador geral do município e advogado da prefeita Rosinha Garotinho (PR), também indeferida pelo mesmo TRE.

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Schunk, Makhoul e Zé Geraldo vão aderir oficialmente ao Campos Ficha Limpa

Enquanto a democracia segue sempre em frente nas redes sociais, deixando cada vez mais para trás quem pensa poder ser seletivo com a livre manifestação do pensamento ou a ética, o reflexo do primeiro caso ganha cada vez mais força no mundo virtual e real. Neste, o Movimento Campos Ficha Limpa, iniciado pelo advogado José Paes Neto e multiplicado, sobretudo, pela adesão da numerosa população universitária da cidade, fez ontem uma manifestação pelas ruas do Centro de Campos, com colagem de adesivos em carros e distribuição de botons e prospectos alertando sobre a necessidade legal dos eleitores votarem em candidatos a prefeito quites com a Lei da Ficha Limpa. Entre os três que hoje se encontram nestas condições — enquanto o TRE não define o caso de Arnaldo Vianna (PDT) e o TSE, o de Rosinha Garotinho (PR) — a adesão integral ao movimento confirma o caráter cidadão e apolítico da iniciativa.

Hoje, daqui a pouco, às 15h30, numa tenda montada no Calçadão, quem se integra oficialmente ao movimento é o candidato Erik Schunk (Psol). Amanhã, no mesmo local público, mas às 16h30, será a vez do petista Makhoul Moussallem. Por fim, na quinta-feira, novamente às 15h30, caberá a José Geraldo (PRP) fechar o compromisso de todos os que disputam a Prefeitura de Campos descomprometidos com a Justiça Eleitoral. Quanto a você, leitor, sobretudo se campista, se quiser também participar (ou não), pode acessar aqui e refletir por conta própria acerca dos destinos da sua coletividade nos próximos quatro anos…

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Campos “rosácea” colore o Extra e O Globo

Por suzy, em 25-09-2012 – 0h01

A infeliz ideia de pintar de rosa (ou roxo paixão) os semáforos da cidade e a determinação da Justiça para a repintura em até 48h foi parar no Extra, na coluna de Berenice Seara. E em O Globo, na página Eleições 2012. Mais uma vez Campos na É de ficar roxo… de vergonha.

Atualização às 11h no título e texto:

Clique para ler a matéria de O Globo.

O blog Carraspana Campista replicou O Globo.

Publicado aqui, pela Suzy Monteiro, em seu Na curva do rio.

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Sinal vermelho ao “rosáceo”

Líder em todas as pesquisas, com ampla vantagem a indicar sua vitória ainda no primeiro turno, foi no mínimo desnecessário o desgaste a que a prefeita Rosinha Garotinho se expôs em relação à pintura dos semáforos da cidade. Identificada como de “cor rosácea (…) notória e pública utilizada pela candidata à reeleição”, pela titular da 100ª ZE de Campos, Grácia Cristina Moreira do Rosário, a juíza ontem determinou à Prefeitura que os sinais fossem todos repintados, no prazo máximo de 48 horas.

Além da pergunta óbvia sobre quem vai bancar a pintura “rosácea” e a repintura branca, que ontem mesmo teve início, tampouco é difícil constatar a impressionante facilidade com que o governo dos Garotinho tende a não respeitar os devidos limites (éticos, antes mesmo de legais) entre o público e o privado. Questões de gosto à parte, é um direito da prefeita associar seu nome à sinonímia possível com a cor ou a flor suas xarás, desde que se atenha à sua circunscrição privada, nunca com patrimônio e recursos públicos.

Bem verdade que a confusão entre público e privado não é uma exclusividade de Rosinha, num país onde a ex-primeira-dama da República, Dona Marisa, mandou seu jardineiro, custeado pelos cofres públicos, esculpir nos jardins públicos do Palácio Alvorada a manjada estrela do PT, mantida até hoje pela presidente Dilma Rousseff, mesmo em pleno julgamento do Mensalão pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

Todavia, o mesmo germe fascista, tão típico dos regimes totalitários, de culto público a simbologias pessoais ou partidárias, felizmente tem encontrado na sociedade civil organizada a imposição dos devidos limites. Permeável à opinião pública, o STF continua julgando (e condenando) a quadrilha petista instalada sob as barbas de Lula, tanto quanto a 100ª ZE de Campos reagiu à pressão expressa nas redes sociais e blogs locais, para acender o sinal amarelo à arrogância de quem está no poder, vislumbra boas chances de nele permanecer, e por isso pensa poder exercê-lo como bem quiser.

Em outras palavras, seja em relação a qualquer um que pretender poder usar o público como privado, a população não é cega. E, graças a Deus e ao estado de direito democrático e laico, do Planalto Central à Planície Goitacá, a Justiça brasileira tem provado não ser daltônica.


Publicado na edição de hoje da coluna Ponto Final, na Folha da Manhã.

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