Rosinha Garotinho nesta segunda cara a cara com o juiz federal Marcelo Bretas

 

(Montagem: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)

 

O juiz federal Marcelo Bretas fará uma oitiva na próxima segunda (29) com a ex-governadora do Rio de Janeiro Rosinha Garotinho.

Rosinha foi arrolada como testemunha de defesa de Henrique Alberto Santos Ribeiro, ex-presidente do Departamento de Estradas de Rodagem (DER), Henrique Alberto Santos Ribeiro.

Ribeiro é investigado por participação em esquema de propina de uma taxa de 5% para o Governo estadual do Rio e de mais 1% para o Tribunal de Contas do Estado quando estava à frente do órgão.

 

Publicado aqui na Veja

 

0

Mérida vai para o PSC de Witzel, que o lançará a prefeito ou apoiará Wladimir

 

Wilson Witzel, Marcelo Mérida, Bruno Dauaire e Wladimir Garotinho (Montagem: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)

 

Não houve a reunião do PSC, marcada para hoje no Rio. Mas está definido: o líder lojista Marcelo Mérida (atual PSD) vai mesmo para o partido, com as bençãos do governador Wilson Witzel. Falta só definir a data. A idieia é que Mérida assuma como presidente do PSC em Campos, liberando o atual, pastor Marcos Elias, para construir sua pré-candidatura a vereador, para ser o puxador da legenda em 2020.

Mérida entra para se tornar a primeira opção do partido para uma pré-candidatura própria a prefeito de Campos. Mas como o deputado Bruno Dauaire é um nome forte do grupo, cacifado pela liderança da bancada do PSC na Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), a aliança com a pré-candidatura de Wladimir Garotinho (PSD) a prefeito continua como alternativa do partido do governador na planície goitacá.

 

0

Mérida como candidato do PSC, ou em apoio a Wladimir, racha CDL e governo Rafael

 

Marcelo Mérida, Wladimir Garotinho e Alexandre Bastos (Montagem: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)

 

De malas prontas ao PSC

Como anunciado pela Folha (aqui) na última quarta (24), o líder lojista Marcelo Mérida (PSD) está de malas prontas para se mudar ao PSC de Wilson Witzel. O convite partiu do próprio governador, em duas oportunidades, segundo Mérida revelou à coluna. Ele também já conversou sobre o assunto com o deputado estadual Bruno Dauaire, líder da bancada do PSC na Alerj. Por contar com o governo do Estado do Rio, o partido quer se solidificar em Campos. Neste sentido, trabalha com duas alternativas a 2020: lançar candidato próprio a prefeito, que poderia ser Mérida, ou apoiar à pré-candidatura do deputado federal Wladimir Garotinho (PSD).

 

Mérida ou Wladimir?

Na quarta, a Folha sondou as estratégias do PSC para Campos com os presidentes estadual e municipal do partido, respectivamente o advogado Alessandro Martelo e o pastor Marcos Elias. Ambos confirmaram a intenção de reforçar a legenda no maior município fluminense. Eles terão um encontro hoje na sede estadual do PSC, na capital, do qual participarão também Witzel e Bruno Dauaire. Embora, no discurso, todos falem em lançamento de candidatura própria, não descartam a aliança com Wladimir. Seu principal aliado político, Bruno frisou: “se ele for candidato a prefeito de Campos em 2020, não há possibilidade de eu não apoiá-lo”.

 

Wladimir e Mérida?

Embora admita a possibilidade de migrar ao PSC, Mérida disse que o apoio a Wladimir não está em seu radar. Ele negou que esteja, na verdade, pavimentando o caminho para ser vice numa chapa a prefeito de Campos encabeçada pelo filho do casal Garotinho. Se fosse, serviria para quebrar uma resistência histórica do garotismo, forte na periferia, mas fraco na classe média campista. Mérida já foi secretário da ex-prefeita Rosinha (hoje, Patri). E faz parte do grupo empresarial local que dirigiu a CDL/Campos com o empresário Joílson Barcelos e continua à frente da entidade, presidida por Orlando Portugal, outro ex-secretário rosáceo.

 

Tubo de ensaio

A unidade desse grupo empresarial goitacá é tanta que, quando disputou a eleição a deputado federal em 2018, Mérida era encarado como tubo de ensaio para uma eventual candidatura de Joílson Barcelos, filiado ao PP, a prefeito de Campos em 2020. A cadeira à Câmara Federal não foi conquistada, mas o plano não foi de todo abandonado. Se não para real consumação, como instrumento de barganha da classe produtora junto às lideranças políticas da cidade. Apenas entre os eleitores de Campos, Mérida teve 9.193 votos. Ficou atrás de Wladimir (30.795), único eleito, além de Marcão Gomes (PR, 29.044) e Caio Vianna (PDT, 18.900).

 

Empresários x governo

Esse grupo empresarial local sempre se mostrou ressentido pelo distanciamento do prefeito Rafael Diniz (PPS) e seu jovem grupo político, que pelo menos nos dois primeiros anos de governo deu pouco espaço aos chamados “cabeças brancas”. A desconfiança recíproca se agravou com as cobranças de Orlando Portugal, como presidente da CDL, por melhorias na administração municipal, sobretudo no Centro. E gerou uma resposta forte nas redes sociais (aqui) do secretário de Governo de Rafael, Alexandre Bastos. Embora não personalize neste sua reação, Mérida disse que se sentiu pessoalmente atingido pelas palavras duras do governo.

 

PSC, não CDL

Também procurado pela coluna, Bastos ontem reafirmou que as críticas da CDL têm origem política: “Ao criticar a nota do presidente da CDL, afirmei que não era manifestação técnica, mas política. Até porque, nosso diálogo com a categoria tem sido frequente. Ontem, por exemplo, reunimos representantes de várias pastas na secretaria de Governo e a CDL se fez presente. Na pauta estava o projeto Viva o Centro, lançado em abril pelo prefeito Rafael. Agora vejo que um grupo pretende migrar a uma legenda e se posicionar politicamente. Este é o melhor caminho para quem deseja um debate político. O PSC é um partido. A CDL, não”.

 

Mais Saúde

O Hospital Escola Álvaro Alvim (HEAA), em Campos, vai aumentar o número de vagas de cirurgias cardiovasculares. Em reunião, ontem, no Palácio Guanabara, com o diretor administrativo do HEAA Flávio Hoelzle e com o deputado estadual Bruno Dauaire (PSC), o secretário estadual de Saúde, Edmar Santos, anunciou a ampliação dos encaminhamentos para a especialidade na unidade através do Sistema Único de Saúde (SUS). Isso vai permitir, na prática, a redução da fila de espera pelo estado.

 

Com Mário Sérgio

 

Publicdo hoje (26) na Folha da Manhã

 

0

Rafael fecha nesta sexta a semana do Folha no Ar aberta na segunda com Wladimir

 

Prefeito Rafael Diniz volta esta sexta ao Folha no Ar (Foto de Rodrigo Silveira – Folha da Manhã)

 

No início da manhã de hoje, o Folha no Ar  1ª edição, entrevistou o jornalista Esdras Pereira na Folha FM 98,3. A ele e ao apresentador Marco Antônio Rodrigues, peço desculpas por ter perdido o horário. Quem quiser pode conferir a ntegra do programa aqui. Para fechar a rodada da semana, que se iniciou (aqui) na segunda (22) com o deputado federal Wladimir Garotinho (PSD), o convidado desta sexta é o prefeito de Campos Rafael Diniz (PPS).

 

Wladimir abriu a semana do Folha no Ar, no programa da manhã de segunda (Foto: Isaias Fernandes – Folha da Manhã)

 

Desta vez, prometo não perder o horário. E aconselho você, leitor e ouvinte, a fazer o mesmo. Quem quiser participar com perguntas ao prefeito é só acompanhar a partir das 7h desta sexta e deixar seus comentários no streaming ao vivo do programa, aqui, na página da Folha FM no Facebook.

 

0

Reação popular se impõe e vereador revê nomeação de condenado por prostituição infantil

 

Paulo Arantes e Thiago Calil (Montagem: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)

 

A Casa do Povo de Campos se dobrou à vontade do povo de Campos. Thiago Calil não será mais nomeado chefe de de gabinte do vereador Paulo Arantes (PSDB) na Câmara Municipal. O edil hoje anunciou que cancelou a nomeação, após gerar grande reação popular. Condenado na operação Cinquentinha, por comandar o esquema de compra de votos para a candidatura a prefeita de Rosinha Garotinho (hoje, Patri) no distrito de Vila Nova, na eleição de 2008, Calil seria depois sentenciado a 25 anos de prisão no caso “Meninas de Guarus”, pelos crimes de estupro, associação criminosa, submissão de criança/adolescente à prostituição/exploração sexual e cárcere privado.

Apesar de muitos temerem pelo destino do país, devido o espírito muitas vezes autoritário do governo Jair Bolsonaro (PSL), ainda vivemos em uma democracia. Nela, os representantes eleitos têm que ser sensíveis ao desejo de quem os elegeu para serem representados. Foi o que Paulo Arantes demonstrou ao voltar atrás numa decisão que o expôs, assim como seus colegas vereadores e a própria instituição da Câmara Municipal. Pelo fato de Calil ter sido condenado apenas em primeira instância e recorrer em liberdade na segunda, só esta poderia impedi-lo legalmente de assumir qualquer cargo no Legislativo goitacá, pela lei municipal da Ficha Limpa.

Veja abaixo a nota do Arantes sobre “uma atitude que tomei indevidamente”, antes de seguir “com minha consciência limpa de que fiz o certo”:

— Diante dos fatos e, principalmente, do meu respeito à população campista, não poderia deixar de me pronunciar sobre uma atitude que tomei inadvertidamente. Assim que tomei conhecimento detalhado sobre o fato, de imediato revi da decisão, seguindo à risca minha consciência e meus princípios de família. Trata-se da nomeação para a chefia do meu gabinete, de Thiago Calil, um conterrâneo do meu querido distrito de Vila Nova, onde nasci, me criei e tenho laços de amizade. Na época em que aconteceram os fatos com ele, eu seguia minha vida como comerciante que sou até hoje, além de pessoa que, como cidadão comum, sempre esteve atendendo, na medida do possível, aos anseios das comunidades. Soube sim de toda a história, mas sem tomar conhecimento de sua dimensão. Além disso, atrelado a laços de amizade e baseado na Lei da Ficha Limpa do Legislativo, assinei a nomeação, que já foi desfeita. Sigo com minha consciência limpa de que fiz o certo!

Sim, o vereador fez o certo. Como a coluna Ponto Final concluiu após divulgar aqui, em 19 de julho, a nomeação de Thiago Calil: “Os crimes pelos quais foi condenado a 25 anos de prisão atentam contra qualquer senso de moral humana. E, sim, o tornam a pessoa errada no lugar errado. Significam que a Casa do Povo não é o seu lugar. Cabe à sociedade não esquecer”.

A sociedade não esqueceu. Abaixo, o memorando de Arantes que torna sem efeito a nomeação de Calil como seu chefe de gabinete na Câmara Municipal:

 

 

0

Wladimir responde a Rodrigo Bacellar, enquanto Caio cala diante de perguntas

 

 

Wladimir, Rodrigo e Caio (Montagem: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)

 

Wladimir responde a Rodrigo

A pouco mais de 14 meses da eleição a prefeito de Campos, o clima esquentou de vez. Ontem, o deputado federal Wladimir Garotinho (PSD) respondeu aos ataques do deputado estadual Rodrigo Bacellar (SD): “Rodrigo precisa sair do armário e definir de que lado está. Todos sabem a relação dele com o prefeito Rafael (Diniz, PPS). Eu converso com todas as correntes políticas, menos com Rafael. Porque minha principal aliança é com a população que vem sofrendo muito com a gestão desastrosa”. Por sua vez, desde o início do seu governo, Rafael denunciou (aqui) uma dívida de R$ 2,4 bilhões que teria sido deixada pelos Garotinho nos cofres públicos de Campos.

 

Rodrigo respondeu a Wladimir

Wladimir, Rafael e Rodrigo são pré-candidatos a prefeito de Campos. Assim como Caio Vianna (PDT), que já tentou em 2016. No programa Folha no Ar, da Folha FM 98,3, na última segunda-feira (22), o filho do casal Garotinho afirmou (aqui) que Rodrigo vai apoiar Caio em 2020, o que é comentado abertamente nos bastidores políticos da cidade. Mas foi além. E afirmou que o deputado estadual estaria tentando “limpar” a situação do pai, o ex-vereador Marcos Bacellar (PDT), para que este seja o vice em 2020 na chapa encabeçada pelo filho do ex-prefeito Arnaldo Vianna (MDB). Em 2016, Arnaldo apoiou Geraldo Pudim (MDB) contra Caio.

 

Ataque e contra-ataque

Como a Folha publicou ontem, Rodrigo atacou (aqui) Wladimir: “Esse menino, cuja história familiar é marcada por escândalos, corrupção, traições e que ainda insiste em se apresentar como candidato a prefeito, mesmo depois de Rosinha ter quebrado a Prefeitura (…)  está desesperadamente correndo atrás de apoio para tentar voltar à época da ‘mamata’ que ele tinha quando a mãe era prefeita”. O herdeiro dos Garotinho rebateu: “Prefiro não polemizar com quem não passa de 2% de intenção de votos, mesmo já dizendo que é pré-candidato (a prefeito), é típico de quem quer atacar pra ter a visibilidade que não tem”.

 

“Onde mora Caio?”

As intenções de voto se referem à pesquisa de um site, que colocou 2020 hoje polarizado entre Wladimir e Caio. Só que o site faz a assessoria de Caio. Que não fala com a imprensa que não se resume à sua assessoria. Assim tenta fugir de perguntas inevitáveis a quem quer governar a cidade. Relativas, por exemplo, ao hábito de só residir em Campos nos períodos eleitorais, se mudando tão logo as urnas não lhe sorriam, como fez em 2016 e 2018. Por isso foi criticado (aqui) pelo próprio Arnaldo, no Folha no Ar de 9 de abril. Sociólogo, professor da Uenf e simpatizante do PDT, Roberto Dutra indagou ontem (aqui) nas redes sociais: “Onde mora Caio?”.

 

Esperança

Se os jovens, com mais ou menos valor, despontam na disputa a prefeito de Campos, outros jovens da região dão belos exemplos. Aluno do Programa de Qualificação da GNA, em parceria com a Prefeitura de São João da Barra, Daniel Rangel Rosário foi medalha de ouro na etapa estadual da Olimpíada do Conhecimento da Firjan Senai. Ele ficou em 1º lugar na categoria Eletricidade Industrial. O próximo desafio é uma etapa seletiva em 2020. Os alunos que cumprirem os requisitos necessários poderão chegar à WorldSkills Competition. Maior olimpíada de profissões técnicas do mundo, será realizada em Kazan, na Rússia, em 2021.

 

Contraditório

A retirada dos quebra-molas na RJ 158 até pode ajudar a diminuir os assaltos na rodovia que liga Campos a São Fidélis, porém o mato alto à margem da estrada ainda irá contribuir como esconderijo para os bandidos. O Departamento de Estradas de Rodagem do Rio de Janeiro anunciou a remoção dos redutores a partir da próxima segunda-feira. Na mesma intervenção, o órgão poderia aproveitar a oportunidade para capinar o matagal ao redor.

 

Mais um gigante

Quem passa na avenida Arthur Bernardes, próximo à BR 101, vê em uma área ao lado de instalações da Águas do Paraíba, obras de limpeza de terreno preparando o local para receber o primeiro supermercado da Rede Assaí, em Campos. A área, de 50 mil m², foi alugada junto à família herdeira da extinta Usina do Queimado.

 

Com Mário Sérgio e Paulo Renato Porto

 

Publicado hoje (25) na Folha da Manhã

 

 

0

Morre o holandês Rutger Hauer, que imortalizou o líder andróide de “Blade Runner”

 

Com o prego cravado na mão esquerda e a pomba na direita, Rutger Hauer no papel que imortalizou no cinema

Conheci o ator holandês Rutger Hauer no primeiro filme que vi de sua pátria, o consistente drama da II Guerra “Soldado de Laranja” (1977). Era dirigido pelo então desconhecido Paul Verhoeven, que depois se tornaria famoso em Hollywood por “RoboCop” (1987), refilmado em 2014, sem o mesmo sucesso, pelo brasileiro José Padilha.

Hauer fez a mesma migração. E foi protagonista de clássicos dos anos 1980, como o cavaleiro medieval amaldiçoado por sua paixão, em “O Feitiço de Áquila” (85), de Richard Donner; ou o temível psicopata do thriller de supense “A Morte Pede Carona” (86), de Robert Harmon.

Mas Hauer passaria à história do cinema por sua composição do líder replicante Roy Batty, em “Blade Runner — O Caçador de Andróides” (1982), de Ridley Scott. Ele é o líder dos andróides usados como força militar escrava na exploração espacial, que se rebelam e voltam à Terra para ajustar contas com seu criador. Caçados como animais, buscam as respostas às mesmas perguntas que perseguem o homem desde o início dos tempos: Quem sou? De onde vim? Para onde vou? Quanto tempo tenho? Que diabos estou fazendo aqui?

O ator de expressivos olhos azuis hoje os fechou definitivamente, aos 75 anos, após uma doença breve e não divulgada. Como disse seu mais famoso personagem, em sua última fala no clássico de Ridley Scott:

—  Eu vi coisas que vocês, humanos, jamais acreditariam. Vi naves estelares em fogo na Constelação de Orion. Vi raios cósmicos cingindo o espaço perto de Tannhaüser Gate. E esses momentos ficarão perdidos para sempre, como lágrimas na chuva. Hora de morrer!

 

0

Wladimir a Rodrigo: “É típico de quem quer atacar pra ter a visibilidade que não tem”

 

Wladimir e Rodrigo diante do microfone de rádio mais ouvido em Campos, no Folha no Ar (Fotos: Isaias Fernandes – Montagem: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)

 

“Sobre os ataques a mim, eu prefiro não polemizar com quem não passa de 2% de intenção de votos, mesmo já dizendo que é pré-candidato (a prefeito de Campos), é típico de quem quer atacar pra ter a visibilidade que não tem”.

Este foi o trecho final da reação do deputado federal Wladimir Garotinho (PSD) deu hoje sobre os ataques pesados que sofreu ontem (aqui) do deputado estadual Rodrigo Bacellar (SD). Por sua vez, o filho do ex-vereador Marcos Bacellar (PDT) reagiu às críticas que ele, seu pai e o pré-candidato a prefeito Caio Vianna (PDT) sofreram (aqui) de Wladimir, em entrevista ao vivo no programa Folha no Ar,  da Folha FM 98,3, na última segunda (22).

Para compreender os bastidores desse tiroteio que já esquenta a eleição a prefeito de Campos em outubro de 2020, você, leitor, pode se informar melhor aqui.

Na edição desta quinta (25) da Folha da Manhã, conheça a íntegra da reação de Wladimir a Rodrigo.

 

0

Diferente de Rafael, Wladimir inicia desconstrução de Caio, que só fala por Rodrigo

 

Rafael, Wladimir, Caio e Rodrigo (Montagem: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)

 

Linha de transmissão de Caio

Quem repete que a eleição a prefeito de Campos em 2020 será definida pelo índice mais baixo de rejeição tenta posar de analista político, mas trabalha pela pré-candidatura de Caio Vianna (PDT). Ainda sem pesquisas confiáveis, elas não são necessárias para avaliar que as maiores rejeições entre os principais pré-candidatos são do prefeito Rafael Diniz (PPS) e do deputado federal Wladimir Garotinho (PSD). O primeiro, pela decepção diante da ilusória expectativa gerada por sua vitória no 1º turno de 2016. Ilusão que contaminou também o governo. Já Wladimir herdou a imensa rejeição do pai, o ex-governador Anthony Garotinho (sem partido).

 

Acertos

Caio, que não tem nada a ver com isso, joga o jogo. Voltou a morar em Campos, onde só passa a residir antes das eleições, abandonando a cidade sempre que as urnas não lhe sorriem.  Reatou a relação pessoal e política com o pai, o popular ex-prefeito Arnaldo Vianna (MDB), que em 2016 apoiou Geraldo Pudim (MDB) contra o próprio filho. Este também tem mostrado a sabedoria marquetológica de manter escondida a mãe, a ex-vereadora Ilsan Vianna (PDT). Na decantada rejeição, ela representou (e talvez ainda represente) a porção “ruim” dos governos Arnaldo, papel de Garotinho nos dois governos Rosinha.

 

O “bom” e o “mau”

Nessa brincadeira da dupla entre o “bom” e o “mau”, levada a sério tanto na lida policial, quanto na política, Caio tem mostrado outra grande vantagem: ter como aliado o deputado estadual Rodrigo Bacellar (SD). O filho de Arnaldo evita qualquer contato com a mídia que não seja sua assessoria de campanha. Após a entrevista de Wladimir (aqui) no programa Folha no Ar, da Folha FM 98,3, na última segunda (22), no mesmo dia a Folha cumpriu seu dever ético de ofertar a Caio espaço ao contraditório. Também citado pelo filho dos Garotinho, quem não se calou foi Rodrigo. E, como é do seu estilo, respondeu (aqui) com veemência redobrada.

 

“Seu pilantra!”

Mesmo antes da Folha FM existir e assumir rapidamente a liderança entre as rádios de Campos e região, quando Garotinho ainda ostentava seu próprio grupo de comunicação, ficou famosa uma intervenção do então vereador Marcos Bacellar (hoje, PDT). Em programa de rádio que o ex-governador disparava sua metralhadora giratória, alguém ligou e se identificou como ouvinte comum. E, após ganhar acesso de áudio ao vivo, se revelou: “Aqui é Marcos Bacellar, seu pilantra!”. O filho de Marcos fez parecido ontem com o filho de Anthony. Só assumiu o próprio nome em uma mídia que não existe para ecoar (nem calar) grupo político.

 

Rodrigo, Marcão e Garotinho

Verdade que Wladimir ouviu de Rodrigo o que não quis, após dizer o que quis no microfone de rádio mais ouvido de Campos. Nele, diferente do que fez até aqui o governo Rafael, partiu para a desconstrução de Caio. Como também pisou nos calos dos Bacellar, teve resposta forte. O problema do deputado federal é que ele não tem, em seu grupo, quem faça o que o estadual tem feito por Caio. Rafael tem o ex-vereador e atual secretário de Desenvolvimento Humano e Social Marcão Gomes, único nesta pré-campanha que (aqui) peitou Rodrigo de igual para igual. Wladimir só tem Garotinho. E, quando este fala, atrai muito mais rejeição que empatia.

 

PSC e empresariado

Quem conhece eleição sabe que rejeição só define vitória no 2º turno, quando impõe o teto de crescimento dos dois candidatos. Mas só chega lá quem soma mais intenções de voto no 1º. Neste sentido, Wladimir teria grande reforço com o apoio do PSC, liderado na Alerj por seu parceiro político Bruno Dauaire. Além do apoio do governador Wilson Witzel, se o empresário Marcelo Mérida (hoje, PSD) também for para a legenda, poderia levar junto o apoio de parte da classe produtora local, que se ressente de distanciamento do governo Rafael. E que rusgas tolas nas redes sociais com o presidente da CDL/Campos não ajudam a aproximar.

 

Linha de transmissão de Wladimir

Quando foi ao Folha no Ar da última segunda, Wladimir criticou o projeto de transporte público do governo Rafael. Falou em desfavorecimento aos donos das vans que tomaram as vias do município nos governos Rosinha. Pois ontem, no dia seguinte, a bancada de oposição na Câmara Municipal protocolou um pedido de afastamento do presidente do IMTT, Felipe Quintanilha. Segundo o edil Eduardo Crespo (PR), por “injustiças cometidas contra os donos e trabalhadores das vans”. Sobretudo no transporte, cujo novo modelo vem tendo boa aceitação do campista, é preciso algum talento para ser linha de transmissão.

 

Publicado hoje (24) na Folha da Manhã

 

0

Rodrigo Bacellar dispara contra Wladimir, que flerta com o PSC de Wilson Witzel

 

Rodrigo Bacellar e Wladmir Garotinho diante do mesmo microfone do Folha no Ar (Montagem: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)

 

 

Por Aldir Sales e Aluysio Abreu Barbosa

 

A pouco mais de mais de 14 meses da eleição municipal de 2020, o clima esquenta. E rearruma o tabuleiro político da planície, com movimentos articulados também na capital do Estado. Partido do governador Wilson Witzel, o PSC pensa em lançar nome próprio a prefeito em Campos. Mas não descarta a possibilidade de apoiar a pré-candidatura do deputado federal Wladimir Garotinho (PSD), que tem entre os principais aliados o deputado estadual Bruno Dauaire, líder do PSC na Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj). Enquanto isso, o também deputado estadual Rodrigo Bacellar (SD) ontem reagiu com força às críticas que recebeu (aqui) do deputado federal Wladimir Garotinho (PSD) na última segunda (22), durante entrevista ao vivo no programa Folha no Ar, da Folha FM 98,3:

— Não entendo como o Grupo Folha da Manhã dá crédito a esse menino, cuja história familiar é marcada por escândalos, corrupção, traições e que ainda insiste em se apresentar como candidato a prefeito, mesmo depois de Rosinha ter quebrado a Prefeitura.

No programa líder de audiência entre as rádios da cidade e região, Wladimir afirmou que Rodrigo, também pré-candidato a prefeito de Campos, vai apoiar Caio Vianna (PDT). E que estaria tentando “limpar” a situação do pai, o ex-vereador Marcos Bacellar (PDT), para que este seja o vice em 2020 na chapa encabeçada pelo filho do ex-prefeito Arnaldo Vianna (MDB). Ao seu estilo, Rodrigo disparou:

— Como sempre, (Wladimir) usando as velhas táticas que aprendeu com seu pai de espalhar factoides. Ele insiste em citar meu nome, talvez incomodado com os rumos que estão acenando para a eleição do ano vem, em especial a sua enorme rejeição em todas as camadas da população.  Deveria se preocupar em trabalhar em Brasília e sair um pouco aqui da Alerj, onde está desesperadamente correndo atrás de apoio para tentar voltar à época da “mamata” que ele tinha quando a mãe era prefeita.

Ao contrário do que Wladimir afirmou e circula abertamente nos bastidores da política goitacá, Rodrigo garantiu não ter descartado sua própria pré-candidatura à Prefeitura, para apoiar Caio. Ele disse que mantém diálogo também com Gil Vianna (PSL) e o prefeito Rafael Diniz (PPS):

— Meu nome está sim sendo ventilado para eleição a prefeito. E a cada dia venho considerando a possibilidade. Mas sem esquecer o respeito e a boa relação com Gil Vianna (também deputado estadual e pré-candidato a prefeito), com Caio e, inclusive, com o próprio Rafael, coisa que a família dele e ele (Wladimir) e ele não conseguem ter com ninguém. Afirmo que adversário não é inimigo, uma frase simples que a família Garotinho desconhece, dado os tantos inimigos que acumularam e traíram ao longo dos anos.

 

 

PSC pode definir apoio de Witzel e empresariado de Campos

Ao contrário das palavras de Rodrigo Bacellar sobre a suposta falta de capacidade de agregar dos Garotinho, Wladimir parece estar entre as opções do PSC na disputa pela Prefeitura de Campos em 2020. Nomes como o do empresário Marcelo Mérida (PSD), ex-secretário municipal no governo Rosinha Garotinho (hoje, Patri) e candidato a deputado federal em 2018, estão em conversação com a legenda. Mas se dependesse do líder do partido do governador Wilson Witzel na Alerj, não haveria dúvida:

— Se Wladimir foi candidato a prefeito em 2020, não existe possibilidade de eu não apoiá-lo — reafirmou ontem o deputado estadual Bruno Dauaire.

Presidente do partido em Campos, o pastor Marcos Elias disse que “é importantíssimo participarmos do processo eleitoral de Campos com candidatura própria na majoritária”. Mas não descartou o diálogo com outros possíveis candidatos a prefeito, como endossam algumas fotos suas com Wladimir nas redes sociais.

Nesta sexta (25), haverá um encontro na sede do PSC no Rio, entre suas lideranças. O próprio governador Witzel deve estar presente, assim como Bruno, Marcos Elias e o presidente estadual do partido, o advogado Alessandro Martelo. Apesar deste ontem falar que será uma reunião de rotina, a eleição a prefeito de Campos em 2020 estará na pauta. Martelo disse que será “um freio de arrumação”.

Quem parece cada vez mais distante do partido é o vereador Genásio. Líder do governo Rafael Diniz na Câmara de Campos, ontem ele reafirmou seu compromisso com a tentativa de reeleição do prefeito. Mas ressaltou que vem mantendo conversas com Marcos Elias. Procurado pela reportagem da Folha, Marcelo Mérida não retornou as tentativas de contato.

 

Página 2 da edição de hoje (24) da Folha

 

Publicado hoje (24) na Folha da Manhã

 

0

Rodrigo Bacellar sobre Wladimir: “história familiar marcada por escândalos e corrupção”

 

Rodrigo Bacellar e Wladmir Garotinho diante do mesmo microfone do Folha no Ar (Montagem: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)

 

“Não entendo como o Grupo Folha da Manhã dá crédito a esse menino, cuja história familiar é marcada por escândalos, corrupção, traições e que ainda insiste em se apresentar como candidato a prefeito, mesmo depois de Rosinha ter quebrado a Prefeitura”.

Foi parte do que o deputado estadual Rodrigo Bacellar (SD) disse hoje sobre o deputado federal Wladimir Garotinho (PSD). Em entrevista ao vivo no programa Folha no Ar, da Folha FM 98,3, na manhã da última segunda-feira (22), o filho do casal Garotinho afirmou (aqui) que Rodrigo vai apoiar Caio Vianna (PDT) a prefeito de Campos em 2020. E disse que  Rodrigo estaria tentando “limpar” a situação do pai, o ex-vereador Marcos Bacellar (PDT), para que este possa ser o vice na chapa encabeçada pelo filho do ex-prefeito Arnaldo Vianna (MDB).

Antes de responder hoje às críticas de Wladimir, Rodrigo já tinha soltado o verbo contra o ex-governador Anthony Garotinho (sem partido):

— Garotinho é o maior comprador de voto que conheci na minha vida! — disse (aqui) o deputado estadual no microfone de rádio mais ouvido em Campos e na região, quando ele foi o entrevistado do Folha no Ar em 7 de junho.

 

Leia a reportagem completa na edição desta quarta (24) na Folha da Manhã

 

0

“Meninas de Guarus” na Câmara, Wladimir e o PT a prefeito de Campos em 2020

 

 

Mais “Meninas de Guarus”

Na manhã de ontem, no programa Folha no Ar, da Folha FM 98,3 o deputado federal Wladimir Garotinho (PSD) preferiu não comentar o caso “Meninas de Guarus”, que voltou ao noticiário na semana passada, com a nomeação de Thiago Calil para chefe de gabinete do vereador Paulo Arantes (PSDB). No episódio, Calil foi condenado a 25 anos de cadeia pelos crimes de estupro, associação criminosa, submissão de criança/adolescente à prostituição/exploração sexual e cárcere privado. Recorrendo em liberdade, como recebeu como prêmio o cargo na Casa do Povo, pago com dinheiro público, o que gerou justificada indignação na sociedade.

 

“Cinquentinha”

Além do “Meninas de Guarus”, Thiago Calil também já havia sido condenado na operação “Cinquentinha”, quando comandou um esquema de compra de voto no distrito de Vila Nova para a então candidata a prefeita Rosinha Garotinho (hoje, Patri) na eleição de 2008. Wladimir comentou de passagem que conhecia Calil, mas que preferia não tecer comentários por conta do envolvimento de seu tio no outro caso. Irmão do ex-governador Anthony Garotinho (sem partido), o ex-presidente da Câmara Nelson Nahim (MDB) também foi condenado e preso por envolvimento no “Meninas de Guarus”.

 

Calil e Arantes calam

Como explicado na abertura do Folha no Ar de ontem, a redação da Folha chegou a enviar a Calil uma pauta com oito perguntas sobre suas condenações criminais e sua nomeação na Câmara Municipal. Mas ele preferiu não responder. Um convite para ir ao Folha no Ar também foi feito ao vereador Paulo Arantes. Ele disse que não poderia ir no programa de hoje, que trará como entrevistado o presidente da Fundação Municipal dos Esportes, Raphael Thuin. Oferecidas as opções de ir ao programa na quarta ou na quinta, o edil não retornou mais. Ao calar, Calil e Paulo estão nos seus direitos. Como é o da sociedade não esquecer e se indignar.

 

Consequências

Paulo Arantes é conhecido como pessoa de bom trato pessoal. Mas ao insistir na polêmica nomeação do seu novo chefe de gabinete, tem provocado grande desgaste aos colegas vereadores e à própria Câmara. Ademais, há vários outros empresários conhecidos na cidade que chegaram a ser presos no “Meninas de Guarus”. Mesmo que seu inquérito policial tenha sido cercado de denúncias nunca esclarecidas de tentativas de extorsão. Alguns receiam que com o caso de novo em evidência, a partir da pressão popular contra nomeação de Calil, os movimentos jurídicos que resultaram nas solturas dos envolvidos possam ser revistos.

 

Wladimir em Brasília

Se preferiu não se aprofundar no polêmico caso, por motivos familiares, Wladimir falou bastante da sua atuação como deputado federal em Brasília. Explicou projetos pessoais como o da mudança de classificação do Norte e Noroeste Fluminense para o semirárido, que facilitaria acesso a linha de créditos para os produtores rurais dos 22 municípios das duas regiões. E falou também dos recursos que tem conseguido junto ao ministério da Saúde aos quatro hospitais conveniados de Campos. E, como é dos políticos, deu suas desculpas para ter mudado de opinião na última hora e votar contra a necessária Reforma da Previdência.

 

Wladimir em Campos

Na Folha FM, Wladimir insistiu em não assumir sua pré-candidatura a prefeito em 2020. Que só não aconteceria se Rosinha conseguisse reverter sua inelegibilidade, em “milagre” digno de Dias Toffoli. Mas o filho do casal da Lapa agiu como candidatíssimo ao fazer críticas ao prefeito Rafael Diniz (PPS) e ao ex-candidato a prefeito Caio Vianna (PDT). Ele alfinetou a promessa do governo Rafael de reabrir o Restaurante Popular este ano, apostando que só sairá em 2020. E questionou aspectos do projeto de transporte público, que julga prejudiciais aos donos de van, implementado em Campos. Onde lembrou que Caio por só aparece em períodos eleitorais.

 

PT para 2020 

Wladimir também apostou que o PT terá candidato próprio a prefeito de Campos. E que o nome mais cotado é o do petroleiro José Maria Rangel, que teve 20.591 votos na eleição a deputado federal, 5.659 em Campos. Ouvido ontem pela coluna, o petista inicialmente ironizou o filho do casal mais famoso da Lapa: “Ele está sabendo mais do que eu”. Mas em seguida afirmou que o PT de Campos tem excelentes quadros para tentar fugir da polarização entre os grupos de Rafael e dos Garotinho. Admitiu que, por ter sido candidato à Câmara Federal, as pessoas podem levantar seu nome. “Mas ainda não há nada concreto”.

 

Publicado hoje (23) na Folha da Manhã

 

0