Campos já tem três casos confirmados da Covid-19. Os dois novos casos são de profissionais de saúde. E agora são 12 casos suspeitos, dois deles em estado grave. Este foi o motivo do atraso da liberação da estatística da pandemia no município, geralmente atualizada às 18h. Que não foi feito até agora, às 20h, porque espera a gravação e divulgação de um vídeo da Prefeitura de Campos.
É correto um líder chamar para si a responsabilidade em tempo de crise. E quem conhece o prefeito Rafael Diniz (Cidadania) sabe o quanto ele é zeloso desse papel. Mas essa centralização na liberação de informações, no desejo de trabalhá-las publicitariamente antes da divulgação, é antijornalística. E um erro crasso de comunicação. Que sempre foi calcanhar de Aquiles da atual administração municipal, apesar dos excelentes jornalistas que possui.
Cabe ao poder público, em suas várias esferas, liderar o combate à pandemia do novo coronarírus. Mas, uma vez que as informações tenham sido confirmadas, liberá-las de maneira rápida é uma obrigação com a sociedade. Se a maquiagem dos números reais da Covid-19 já é inevitável pela subnotificação advinda da falta de testes em massa no Brasil, sua maquiagem publicitária também é dispensável. O respeitável público agradece.
Limpeza na manhã de hoje da área onde será instalado o hospital estdual de campanha da Covid-19 (Foto: Christano Abreu Barbosa)
Após uma equipe do Governo do Estado, em companhia do deputado federal Wladimir Garotinho (PSD), fazer uma vistoria ontem (confira aqui) no terreno da antiga Vasa, onde deve começar a ser instalado nesta segunda (06) o hospital de campanha para a pandemia do novo coronavírus, na manhã de hoje foi a vez de funcionários da Prefeitura iniciarem a limpeza da área. A previsão é de que o hospital seja entregue no dia 30 deste mês, com 100 leitos, mas apenas 20 de UTI, munidos de respiradores mecânicos, fundamentais à sobrevivência dos casos mais graves de Covid-19. O pico da doença no Brasil e na região está projetado para 10 dias antes, a partir do dia 20.
Fake news noticiadas em sites locais chegaram a anunciar que o hospital de campanha seria instalado na Uenf. Este blog foi o primeiro a divulgar aqui, em 23 de março, que a área da antiga Vasa, com 9 mil metros quadrados, havia sido oferecida para o fim. No dia seguinte (24), o local foi confirmado também aqui, pelo deputado Wladimir Garotinho, político da região com mais acesso ao governo Wilson Witzel (PSC).
Limpeza pela Prefeitura da área que vai abrigar hospital estadual de campanha (Foto: Chistiano Abreu Barbosa)
A partir das 7h da manhã desta sexta (03), horário de Brasília, caberá a uma campista radicada há 27 anos na Alemanha fechar a semana do Folha no Ar: a psicóloga e pedagoga Claudya Ribeiro. Da cidade alemã de Stuttgart, ela escreveu um artigo analisando os dados estatísticos da pandemia da Covid-19 na Europa, onde conclui que “nenhuma medida de isolamento é exagerada”. Republicado aqui, neste blog, o texto de advertência causou grande repercussão também na terra natal da autora.
Na manhã campista desta sexta, início de tarde na Alemanha, Claudya será entrevistada ao vivo por Skype, no programa da Folha FM 98,3. Ela falará sobre a expansão do novo coronavírus na Europa e sobre a projeção do pico da doença no Brasil a partir do final deste mês de abril. E explicará porque não há exagero em insistir neste grave momento de crise no isolamento social, necessidade ainda ignorada por muitos campistas e brasileiros.
Quem quiser participar ao vivo do Folha no Ar internacional desta sexta, pode fazê-lo com comentários em tempo real, no streaming do programa. Seu link será disponibilizado alguns minutos antes do início, na página da Folha FM 98,3 no Facebook.
Médico infectologista Rodrigo Carneiro dissecou o novo coronavírus no Folha no Ar de hoje, realizado por Skype para manter o isolamento social contra a pandemia (Reprodução)
“Estava lendo o estudo do Imperial College de Londres (que projetou para o Brasil um mínimo de 44 mil mortos pela pandemia da Covid-19), que são os maiores especialistas da área. Certamente vamos ter um aumento do número de casos importante nas próximas semanas. E, do meio ao final de abril, uma explosão no número de casos. E aí a gente trabalha a cada duas, três semanas. O que a gente pode afirmar hoje, categoricamente, é: o número de casos vai subir muito e até o final do mês nós estaremos na aceleração máxima do crescimento. Quanto tempo isso vai durar? Não dá para dar certeza, mas certamente não será algo rápido. A gente deve ter esse período de exceção, no mínimo mais um mês, 45 dias. Na melhor das hipóteses, daqui a 45 dias as coisas poderiam começar a diminuir e a gente ir afrouxando alguma medida (de confinamento). Certamente, o ano de 2020 não será um ano normal”.
Foi o que esclareceu ao programa Folha no Ar da manhã de hoje, na Folha FM 98,3, o médico infectologista Rodrigo Carneiro. Servidor da Saúde Pública de Campos no Hospital Geral de Guarus (HGG), ele trabalha também em outro hospital referência da região, o São José do Avaí, de Itaperuna. Apesar da gravidade do quadro que a população brasileira vai enfrentar a partir de meados deste mês de abril, passando por maio e com perspectiva de diminuição talvez só a partir de junho, ele acredita que Campos esteja se preparando bem para enfrentar a crise, com a instalação do Centro de Controle e Combate ao Coronavírus, no prédio novo da Beneficência Portuguesa, que entrou em atividade em 30 de março. Assim como o hospital estadual de campanha no município na área da antiga Vasa, que o Governo do Estado promete entregar no final do mês:
— A gente está próximo do segundo centro maior centro do Brasil em número de casos e vamos pegar a rebarba disso, certamente. Teremos muitos casos em Campos. Eu vejo como muito boa a ideia a ideia da abertura da Beneficência, a gente tinha que ter um Centro de Controle. Vai ser essencial, assim como o hospital de campanha. Na minha opinião, Campos vai estar adequadamente servidos para atender os pacientes que precisem de hospital. O que a gente vai ter que melhorar é a parte primária, é na parte de orientação à população — disse o médico infectologista. Rodrigo Carneiro esclareceu também outros pontos sobre o novo coronavírus, em entrevista à Folha FM:
Sintomas mais comuns — A falta de olfato e paladar geralmente vem com a fase de melhora da condição respiratória. Com o aumento de caso e uma mostra maior, a gente está vendo que a febre não está sempre presente. A maioria começa com mal estar, dores pelo corpo, dor de cabeça, febre e, aí, os sintomas respiratórios nas primeiras 24 horas após esses sintomas. Isso é o clássico. A maioria dos casos são oligossintomáticos (poucos sintomas) ou até assintomáticos.
Contaminação — As pessoas perguntam sobre a quarentena. Por que ficar 14 dias? Foi visto nos pacientes chineses que os pacientes infectados podem eliminar o vírus por até 14 dias, no quadro leve. Os pacientes que ficam internados e necessitam de UTI, esses podem eliminar o vírus por até 21 dias. Isso é importantíssimo. Por quê? Porque eu tenho que ter rigor com as medidas de prevenção do profissional de saúde por um período ainda maior. A gente vai ter que estar com a paramentação adequada para atendê-los
Sequelas — Nos casos leves, o paciente não fica com nenhuma sequela. Nos casos graves, há sequelas pulmonares. Mas há inclusive manifestações não respiratórias, inflamações de pericardite, na membrana que envolve o coração e não é tão raro; encefalite, com quadros que lembram a meningite bacteriana; insuficiência renal. Não são os mais comuns, mas também são descritos. Mas eles podem aparecer normalmente naqueles indivíduos propensos a caos mais graves, que são os idosos e os imunocomprometidos.
Drama e apelo — Esses indivíduos propensos a problemas respiratórios são aqueles que precisam de ventilação mecânica durante muito tempo. E o que os intensivistas (médicos de UTI) passam para a gente é que são pacientes difíceis de você conseguir oxigenar o sangue, o pulmão fica todo inflamado. As medidas têm que ser o que a gente chama de heroicas. Você aumenta muito a pressão no ventilador para empurrar o oxigênio para o paciente e mesmo assim ele não oxigena. São quadros bastante complexos. Idosos, principalmente, não saiam de casa. Para quem tem pai, mãe e avós, cuide, deixe lá em casa e não tenha contato, por favor.
Lições — Está um pouco cedo. A principal é: o homem não está preparado para lidar com uma doença causado por um vírus, um microrganismo com letalidade moderada. A gente nem pode classificar a letalidade do coronavírus como alta, quando compara com outros microrganismos. Está mais do que demonstrado que a humanidade não está preparada para lidar com isso. E poderia ser muito pior. A gente poderia ter um vírus com uma letalidade muito pior. É o principal recado que a natureza está dando para a humanidade. A gente tem que cada vez mais pensar em questão ambientais e como higiene pessoal. A gente precisou passar por uma pandemia para ver a importância de lavar as mãos. A humanidade vai sofrer muito, vai passar por perdas dolorosas. Mas talvez use isso para mudar a importância que os políticos dão à atenção básica em saúde, ao saneamento básico, de termos mais leitos hospitalares, planos de contingência que possam ser rapidamente implementados. O dado positivo é mostrar como a ciência é importante. Nós infelizmente temos em nosso país um administrador que não pensa assim.
Confira abaixo em vídeo os três blocos da entrevista do médico infectologista Rodrigo Carneiro no Folha no Ar de hoje:
A partir das 7h da manhã desta quinta (02), o convidado do Folha no Ar 1ª edição, na Folha FM 98,3, é o economista Alcimar Ribeiro. Professor da Uenf, ele falará sobre a o que o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) aponta como dicotomia entre crise da saúde e crise econômica. Também analisará as medidas governamentais em socorro aos a trabalhadores e empresários, por conta do isolamento social para conter a pandemia da Covid-19, e qual será seu impacto sobre o liberalismo econômico.
Quem quiser participar ao vivo do Folha no Ar desta terça pode fazê-lo com comentários em tempo real, no streaming do programa. Seu link será disponibilizado alguns minutos antes do início, na página da Folha FM 98,3 no Facebook.
Que o tempo é de cuidados com a pandemia da Covid-19, ninguém discute. Mas como também ninguém discute outra coisa, embora todas as demais doenças do mundo permaneçam existindo, coube a Maron El Kin, um dos médicos mais respeitados de Campos, fazer o alerta no grupo de WhatsApp deste blog.
Professor da Faculdade de Medicina de Campos (FMC), servidor federal e estadual aposentado da Saúde Pública, prestes a completar meio século de medicina e um dos clínicos-gerais mais disputados de Campos, Maron continua atendendo em seu consultório. Homem de estilo contundente e espírito público, seu diagnóstico é sempre preciso — por precisão, ou necessidade:
Maron El Kik, médico
“Entendo que a pandemia é prioritária, mas não existe só patologia por coronavírus! Os médicos que não estão na linha de frente do coronavírus têm que ter sensibilidade para outras patologias tão severas ou mais que estão matando! Sépsis em diabético com ferida tratando online; idosa de 95 urrando há 7 dias de dor e online dando analgésico e ela fraturada; hemorragia digestiva em alcoolista em uso de aspirina desmaiando e ninguém fazendo nada por causa do Corona; paciente sem andar dizendo online que era acidente vascular e era tumor; dor nos braços em idosa tomando anti-inflamatório e era angor pectoris; idosa com insufiência cardíaca que broncoaspirou e fez pneumonia e criou se um pandemônio achando que era Corona, pois sem história da paciente apavoram; asmática há anos que limpou a casa ontem e hoje está dispneica e saem todos correndo dizendo que é Corona. Medicina é coisa muito séria! Vamos nos proteger, proteger os pacientes, mas parar com esta paranoia e examinar o paciente. Os idosos, os pacientes com comorbidade devem ter cuidados especiais, mas reafirmemos que existem outras doenças”.
Criado para fornecer pautas a este blog e ao programa Folha no Ar 1ª edição, da Folha FM 98,3, um grupo local de WhatsApp foi criado. Que, a despeito da condição de Neandertal tecnológico do seu moderador, tem sido bastante movimentado. E, nas últimas semanas, como qualquer outra roda de debate da Terra, foi quase monopolizado pela Covid-19 como tema.
Hoje, uma das integrantes do grupo, de orientação política de esquerda, postou dois tuítes do vereador carioca Carlos Bolsonaro (Republicanos). Que se mudou de mala e cuia à Brasília para chefiar o “gabinete do ódio”. Responsável pelo tom do discurso do presidente e pai Jair Bolsonaro (sem partido) no último dia 24, no pronunciamento nacional em que chamou de “gripezinha” e “resfriadinho” a doença que, até aqui, já matou 241 brasileiros.
Pois hoje Carluxo, como é também conhecido o filho 02 presidencial, demonstrou não só seu conhecido ódio pela esquerda, como também pela direita liberal. E confundiu marxismo com keynesianismo, onde o Estado assume seu papel de indutor econômico da sociedade capitalista em tempos de crise. Que foi como os EUA saíram da Grande Depressão de 1929, venceram a II Guerra Mundial (1939/45) e reconstruíram a Europa Ocidental e o Japão dos escombros.
Em seu idioma particular, que por vezes demanda tradução ao português, Carluxo se posicionou contra a ajuda do governo do seu pai aos trabalhadores informais do país. Que perderam a subsistência por conta do isolamento social para combater a Covid-19:
Carluxo foi respondido no grupo do blog por um jovem liberal, aluno de Humanas da UFF-Niterói que defende com convicção seu credo. E quebra o paradigma da universidade pública brasileira como monopólio do pensamento de esquerda:
— Fico feliz demais desse sujeito atacar o pensamento liberal. Gera menos confusão entre o que defende um Armínio Fraga (ex-presidente do Banco Central e um dos economistas mais respeitados do país) e o que defende um Carlos Bolsonaro. O engraçado é que 30 anos sendo sustentado, ele e a família toda, com dinheiro público em cargos políticos. não é socialismo. Mas uma ajuda emergencial para informais é socialismo.
Com humor didático, o jovem liberal foi complementado no grupo por outra integrante de esquerda. Com uma ilustração que serve para definir não só o filho 02 do presidente, como o perigo sério e real que seu pensamento representa neste tempo de crise do novo coronavírus. Depois do qual o país e o mundo nunca mais serão os mesmos:
Com Júlia Maria Assis, Marco Alexandre Gonçalves e Sônia Guimarães Alves
Decisão da Justiça não se discute, se cumpre. É um velho e vero dito popular. Vale para a decisão do plantão do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro (TJ-RJ) que ontem (31) permitiu (confira aqui) a reabertura da madeireira Madecom em Campos. Vale para a decisão do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) também de ontem, em portaria conjunta com o ministério da Saúde, que autorizou (confira aqui) o sepultamento e a cremação de corpos no Brasil antes mesmo da emissão das certidões de óbito, por conta da pandemia da Covid-19.
No Brasil, o pico da doença no país é esperado para dia 20 deste mês. E segundo o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, pode se manter pelos meses de maio e junho.
Responsável pelo recuo do primeiro-ministro britânico Boris Johnson na sua posição inicial de só isolar idosos e doentes crônicos, como desejava fazer no Brasil o presidente Jair Bolsonaro (sem partido), o Imperial College London fez uma projeção do avanço do novo coronavírus (confira aqui) no maior país da América do Sul. Pelo estudo, mesmo com o isolamento de toda a população, podem morrer de 44 mil a 206 mil brasileiros.
É correta a dicotomia entre a preocupação com a crise mundial na saúde por conta da Covid-19, que já matou 206 brasileiros e ameaça matar dezenas de milhares, e a crise econômica advinda do isolamento social para conter a expansão da pandemia? Não para o economista Alcimar Ribeiro, professor da Uenf.
Na série diária de vídeos que o blog traz conselhos para estes tempos de quarentena, Alcimar defende o confinamento: “não existe espaço para discussão do que é mais importante, a saúde ou a economia. Estas duas ciências precisam andar de mãos dadas (…) para que possamos eliminar esse inimigo número 1”. Para a população mais pobre e as empresas sobrevivam, ele defende ações e gastos governamentais.
Fiscalização do Procon hoje na Única Farma, impedida de vender álcool gel e álcool 70, enquanto não apresentar as notas do valor que pagou e cobrou pelos produtos (Foto: Divulgação)
Em ação conjunta do Ministério Público e do Procon de Campos, a rede de farmácias Única Farma foi hoje impedida, pelo prazo prorrogável de cinco dias, a comercializar álcool gel e álcool 70 enquanto não apresentar as notas da compra e venda dos produtos. Que tiveram grande aumento na demanda com a pandemia da Covid-19, gerando denúncias de aumentos abusivos em todo o país, incluindo em Campos.
A medida cautelar incidental proferida pelo Procon, após despacho do MP, foi aplicada sobre a rede de farmácias no município. E levou em consideração a falta de informações prestadas pelo comércio na ocasião da notificação para apresentar as notas fiscais de compra e venda do produto referente aos últimos 90 dias, bem como forte indicação de abusividade
Superintendente do Procon/Campos, Douglas Leonard disse que os fiscais do órgão estão há semanas nas ruas fiscalizando preços do álcool 70%, nas suas duas formas. E através do telefone e e-mail tem recebido inúmeras reclamações de consumidores sobre suposto aumento abusivo nos preços.
— O Ministério Público colocou à disposição do Procon/Campos uma contadora para analisar todas as notas fiscais enviadas pelos estabelecimentos notificados. Estamos trabalhando, arduamente, para garantir ao consumidor que ele não seja lesado, em especial neste momento de pandemia do novo coronavírus, em que há um aumento na busca por alguns produtos.
No despacho de hoje, o promotor estadual Marcelo Lessa, da Tutela Coletiva da comarca, explicou:
— A drogaria Única Farma não atendeu, com exatidão, ao que foi solicitado pelo Procon a partir da recomendação emitida por este órgão ministerial, já que não foram enviadas as notas relativas a todas as compras de cada produto em análise, álcool em gel, álcool 70%, nas diversas apresentações de quantidade comercializadas, nos últimos noventa dias. Assim, não é possível examinar a suposta alta de preços, que em números absolutos aponta para suposto aumento abusivo, a se julgar pelo preço de venda atual desses produtos.
O promotor de Justiça também advertiu outros estabelecimentos da cidade fiscalizados pelo Procon. Caso também não apresentem as notas de compras de produtos que estariam sendo vendidos com preço abusivo, podem sofrer as mesmas sanções:
— Outros estabelecimentos também estão sendo notificados pelo Procon, devendo remeter as notas diretamente ao órgão e, caso o tenham feito de modo incompleto, verifica-se identidade com a situação aqui exposta. As referidas notificações foram emitidas em atendimento à referida notificação e devem ser atendidas em seus exatos termos.
Fiscais do Procon fiscalizaram mais de 20 estabelecimentos, entre farmácias, mercearias, supermercados e hipermercados no Centro, Pelinca, Parque Santo Amaro, Parque Rodoviário, Guarus e Farol de São Thomé, valendo registrar que mais de 5.000 notas fiscais estão sendo analisadas para apresentar o adequado resultado à sociedade campista.
Consumidores que desejarem denunciar, devem entrar em contato com o Procon/Campos pelos números (22) 981752561 e (22) 981750988. ou pelo e-mail atendimento.procon@campos.rj.gov.br. O órgão também disponibiliza e-mail específico para atendimento a advogados: juridico.procon@campos.rj.gov.br.
Os itens mais reclamados pelos consumidores com relação à alta de preço são: alho, cebola, tomate, batata inglesa, cenoura, arroz, feijão, ovo, óleo de soja, papel higiênico, álcool 70% (gel ou líquido), sabão, detergente e água sanitária.
Com base na Lei Federal n.º 1.521/51, art. 3º, VI e art. 4º, “b”, § 2º , no Código de Defesa do Consumidor (CDC, art. 39, X) e na Lei Estadual 8.769/2020 (marco inicial 01/03/2020), o aumento, sem justa causa, do preço de produtos e serviços, abusando da premente necessidade do consumidor, principal nesse período de pandemia da doença provocada pelo novo coronavírus, constitui prática abusiva e crime contra a economia popular, cuja punição é a pena de detenção, de seis meses a dois anos, e multa.
A partir das 7h da manhã desta quarta (01), o médico infectologista Rodrigo Carneiro será o convidado do Folha no Ar 1ª edição, da Folha FM 98,3. Ele falará da necessidade do isolamento residencial para tentar achatar a curva de contaminação da Covid-19, sobre os cuidados, dúvidas e características do novo coronavírus, além das projeções do avanço da pandemia no Brasil, no Estado do Rio, no Norte Fluminense e em Campos.
Quem quiser participar ao vivo do Folha no Ar desta terça pode fazê-lo com comentários em tempo real, no streaming do programa. Seu link será disponibilizado alguns minutos antes do início, na página da Folha FM 98,3 no Facebook.
Estabelecer rotinas e dividir o dia em etapas. Estes são os conselhos do médico psiquiatra Flávio Mussa Tavares, na série diária do blog, para tornar mais suportável o isolamento social, imposto pela pandemia do novo coronavírus. Ele também recomenda o uso da tecnologia entre grupos de amigos para combater a sensação de solidão, mas tentando evitar a Covid-19 como tema de conversa virtual. Ele também advertiu sobre o autodiagnóstico de síndrome do pânico, que não pode ser confundido com o estresse natural da situação de quarentena.