Placar de 2 a 0 contra a Costa Rica mascara a realidade: foi um sufoco!

 

Eleito mais uma vez melhor em campo, Phillipe Coutinho comemora seu gol, que abriu o placar aos 46 do segundo tempo (Foto: Max Rossi – Reuters)

 

O placar final de 2 a 0 não condiz com a realidade: foi um sufoco! Os dois gols do Brasil foram marcados após os 45 minutos do segundo tempo. Só aos 46’ Phillipe Coutinho abriu o marcador. Ele aproveitou a sobra de uma bola mal dominada na área por Gabriel Jesus e finalmente achou o caminho das redes da Costa Rica.

O alívio foi tanto que o técnico Tite caiu na comemoração. Após ter marcado no empate de 1 a 1 no jogo de estreia com a Suíça, foi o segundo gol de Coutinho na Copa da Rússia, eleito mais uma vez pela Fifa como melhor em campo.

 

Neymar senta e chora após o fim da partida (Reprodução de TV)

 

O segundo gol foi marcado por quem mais uma vez vinha decepcionando. Aos 52’, com a Costa Rica cansada e aberta pela necessidade de tentar empatar, Neymar concluiu na pequena área uma boa triangulação pela direita entre Casemiro e Douglas Costa, que entrou bem no segundo tempo e lhe serviu.

Encerrado o jogo, Neymar sentou no gramado e chorou. Refeito, poderia refletir sobre o cartão amarelo talvez até tardio que tomou após reclamar e socar a bola no chão, sobre o pênalti que simulou e chegou a ser marcado — mas foi bem anulado com auxílio do VAR —, ou sobre a insistência inútil em jogadas individuais e dribles distantes da área adversária.

 

Bom árbitro Bjorn Kuipers resume com a mão o destaque da atuação de Neymar nos dois primeiros jogos da Capa da Rússia (Reprodução de TV)

 

Apesar do gol, o maior destaque de Neymar nas suas duas atuações nos campos da Copa da Rússia foi melhor definido no gesto com a mão, feito na advertência do experiente e bom juiz holandês Bjorn Kuipers: “fala demais, fala demais”.

 

 

 

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Simeone: “entre Messi e (Cristiano) Ronaldo, quem você escolheria?”

 

Diego Simeone, treinador do Atkético de Madrid e cotado para assumir também a seleção da Argentina (Foto: Gonzalo Arroyo Moreno – Getty Images)

 

Como jogador, Diego Simeone era um meia que aliava técnica e raça. Pela Argentina, disputou três Copas do Mundo: 1994, 98 e 2002. Ainda pela seleção do seu país, ganhou as Copas Américas de 1991 e 93 e a medalha de prata na Olimpíadas de Atlanta, em 96. Por clubes, além do futebol argentino, atou na Itália e Espanha. Como técnico, está desde 2011 à frente do Atlético de Madrid, onde desenvolveu um elogiado esquema defensivo para tentar fazer frente às potências Real Madrid e Barcelona.

Pouco depois do Argentina 0x3 Croácia, um áudio de Simeone, que teria sido enviado a seu companheiro de comissão técnica, Germán Burgos, vazou e viralizou em todo o mundo. Cotado para assumir o comando da seleção argentina, após a inevitável queda do treinador Jorge Sampaoli, o técnico do Atlético de Madrid criticou a baderna na equipe nacional, criticou o goleiro Wilfredo Caballero pela falha bisonha no primeiro gol croata e questionou até Lionel Messi, lançando uma provocante indagação:

— Messi é muito bom, mas é muito bom porque é acompanhado por jogadores extraordinários (no Barcelona). Se você tiver que escolher entre Messi e (Cristiano) Ronaldo para uma partida, quem você escolheria?

Confira abaixo o aúdio e teste como anda seu castelhano:

 

https://www.youtube.com/watch?v=aZ2Tpq525yw&t=25s

 

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Brasil encara hoje a Costa Rica com novidade na lateral-direita

 

Sem jogar desde 29 de abril, Fagner será a novidade do Brasil hoje contra a Costa Rica (Foto: Moa Press)

 

 

Por Aluysio Abreu Barbosa

 

Sem jogar desde 29 de abril, por conta de uma contusão na coxa direita, o lateral-direito Fagner (Corinthians) será (aqui) a grande novidade do Brasil contra a Costa Rica, às 9h da manhã de Brasília, no Estádio de São Petersburgo, pela segunda rodada do Grupo E na Copa da Rússia. Ele ganhou a posição com o veto de Danilo pelo departamento médico da Seleção, após os exames diagnosticarem ontem uma lesão no quadril. E a saída de bola pelo lado direito é um dos principais problemas do time de Tite, que é manco: muito bom na esquerda, com o lateral Marcelo (Real Madrid) e Neymar (Paris Saint-Germain), mas fraco na direita, faixa do campo em que atuam os meias Paulinho (Barcelona) e Willian (Chelsea).

Craque do time, Neymar chegou a preocupar. Após sentir dores na perna direita, a mesma em que se submeteu recentemente a uma cirurgia no pé, ele abandonou o treino da última terça (19) e saiu mancando. Mas, segundo informou o assessor de imprensa da CBF, as dores foram em virtude das pancadas recebidas nas 10 faltas que sofreu no empate de 1 a 1 com a Suíça.

Perguntado ontem, em entrevista coletiva, se havia conversado com Neymar sobre a necessidade de ele jogar mais coletivamente, Tite negou assertivamente. O treinador frisou que não pode ou vai enquadrar o talento “transgressor” do seu camisa 10. Mas disse e repetiu que as jogadas individuais devem ser “no último terço do campo”.

Outro habilidoso camisa 10 da Seleção, Zico advertia em seus tempos de jogador sobre a inutilidade de driblar no meio de campo: “só serve para apanhar”. Faltas perto da área podem resultar em gol. Distantes, só se prestam a parar o jogo. Contra a Suíça, das 10 faltas que Neymar sofreu, apenas quatro foram relativamente próximas à área adversária.

Adversário hoje da Seleção Brasileira, a Costa Rica parece distante do time que surpreendeu o mundo na Copa de 2014. Depois de derrotar o Uruguai e a Itália na primeira fase da Copa do Brasil, a seleção da América Central só foi cair nas quartas de final, na disputa de pênaltis contra a Holanda, após o empate sem gols no tempo normal e prorrogação.

Quatro anos depois, na Rússia, o padrão apresentado pelo futebol costarriquenho baixou bastante. Isso ficou bem evidenciado na derrota contra a Sérvia, atual líder do Grupo E. Ainda assim, a Costa Rica tem Keylor Navas como dono da camisa 1, destaque da Copa de 2014, campeão da última Liga da Europa pelo Real Madrid e considerado um dos melhores goleiros do futebol mundial.

Na falsa expectativa de quem não conhece futebol, mas vira “especialista” em tempo de Copa do Mundo, muitos torcedores criticaram o empate de 1 a 1 contra a Suíça. Após os 35 minutos inicias muito bons, marcando seu gol aos 19, a Seleção Brasileira teve uma queda acentuada em sua atuação de estreia na Copa da Rússia, é verdade. Mas a retrospectiva do confronto evidenciava (aqui) o equilíbrio: em oito jogos, eram três empates, três vitórias brasileiras e duas suíças. E um time nunca marcou mais de dois gols no outro. Após o jogo do último domingo (17), agora são quatro empates.

Contra a Costa Rica, no entanto, o retrospecto é francamente favorável à Seleção Brasileira: em 10 jogos até aqui, conquistou nove vitórias. A de placar mais elástico foi na primeira partida entre os dois, num amistoso disputado em 1956: 7 a 1. Na última vez que se enfrentaram, num amistoso em 2015, outro triunfo brasileiro, mas com escore mais econômico: 1 a 0.

A única vez que a Costa Rica venceu foi num amistoso em 10 de março 1960. Em San José, capital do país, o 3 a 0 dos donos da casa foi bastante comemorado. Mas a festa durou pouco. Sete dias depois, ainda em San José, o Brasil cobrou com juros e sapecou um 4 a 0.

 

Página 10 da edição de hoje (22) da Folha da Manhã

 

Publicado hoje (22) na Folha da Manhã

 

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Gol da Croácia em linha de passe lembrou o Alemanha 7×1 Brasil

 

Por respeito ao futebol argentino e ao seu genial camisa 10, Lionel Messi, não se deve embarcar na onda de gozações inevitável aos torcedores. Mas o fato é que o último gol na vitória da Croácia de 3 a 0 (aqui), marcado hoje pelo meia Ivan Rakitic, numa linha de passe na área argentina, lembrou muito o quinto gol da Alemanha, anotado por Sami Kedhira na goleada de 7 a 1 sobre o Brasil, na Copa de 2014. Por ironia, Rakitic é companheiro de Messi no Barcelona.

Confira abaixo a semelhança entre os gols:

 

 

 

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Guilherme Carvalhal — Marca de corda

 

 

 

Ele apareceu logo ao amanhecer diante da esposa querendo algum comentário. Naquela madrugada, enquanto ela dormia, ele se embrenhou pelo sótão e se pendurou pelo pescoço em uma corda. Equilibrado em um banco, se soltou, mas o suicídio deu errado quando o gancho onde amarrou a corda arrebentou e ele se estabacou no chão. Além do teto quebrado, ganhou uma mancha vermelha em formato de colar.

Desejou receber da esposa um questionamento sobre aquela ferida, até mesmo uma reprimenda. Mas não, ela somente lia as notícias no celular enquanto mastigava biscoitos no café da manhã. Sentiu-se um bibelô, um objeto com o qual tanto se acostuma na decoração que nunca se repara mais.

Igual reação veio dos filhos. A mais velha desceu as escadas carregando os cadernos preocupada com o simulado da escola. O mais novo seguia atrás com cara de sono depois de virar a noite com jogo online: tão enfurnado estava em defender a galáxia dos invasores alienígenas que nem reparou o pai tentar se matar.

Foi para o trabalho com o último botão da camisa aberto. Esperou que o porteiro notasse, ou então a servente que lhe trazia um café logo pela manhã. Nada. Nenhuma menção. Entrou para a reunião e todos discutiram a meta de vendas para o próximo ano sem sequer atentarem para o abismo de confusões que o assolava.

Em casa, à noite, antes de entrar para o banho, olhou-se no espelho. Seria aquela marca no pescoço tão insignificante quanto todo o resto do seu corpo, quanto a expressão do seu eu aos olhos dos outros? Aquele cujo nome facilmente se esquecia, aquele cujas opiniões não contavam. Recebeu uma ligação de telemarketing e o atendente o chamou pelo nome. Sua vontade foi de enviar uma foto sua e descobrir se pelo menos ele notaria algo de estranho.

Suas pulsões o empurraram novamente ao sótão para dar cabo de sua existência. De madrugada, apenas o barulho dos dedos do filho no controle do videogame. Havia a privacidade necessária para esse ato extremo que derivava de uma necessidade de mostrar suas vísceras aos vizinhos e até nos jornais.

Parou frente ao banco e à corda. Poderia dessa vez utilizar a estrutura de uma prateleira alta, que só alcançavam com uma escadinha. Havia tudo para conseguir finalmente se livrar de seu martírio.

Entretanto, antes mesmo de começar a atar o nó, constatou o verdadeiro absurdo disso tudo. Por fim, riu de si mesmo e deixou de lado esse intento. Agiu assim após perceber que já estava morto e que seria contra as leis da natureza querer matar o que não possuía vida.

 

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Com contusão de Danilo, Fagner será titular do Brasil contra a Costa Rica

 

Fagner será titular da Seleção Brasileira nesta sexta, contra a Costa Rica (Foto: Moa Press)

 

Fagner entrará em campo nesta sexta (22) no Brasil x Costa Rica. O lateral-direito do Corinthians ganhou a posição, depois do treino de hoje, com o diagnóstico de uma lesão no lado direito do quadril de Danilo, titular no empate de 1 a 1 com a Suíça. Fagner também vem de contusão e disputou sua última partida em 29 de abril.

 

Em 8 de maio, na final da Copa da França de Clubes, Daniel Alves rompeu o ligamento do joelho direito e ficou fora da Copa do Mundo (Foto: Damien Meyer – AFP)

 

É o segundo corte por contusão a desfalcar a lateral-direita da Seleção. Jogador do Paris Saint-Germain, Daniel Alves sofreu uma ruptura no ligamento do joelho direito na final da Copa da França entre clubes, e foi cortado antes da Copa do Mundo.

Como o blog alertou (aqui) antes da estreia brasileira na Rússia, o time de Tite é manco. Muito bom no lado canhoto do campo, com o lateral-esquerdo Marcelo e o atacante Neymar, a Seleção é deficiente na direita, na qual atuam os meias Paulinho e Willian. Jogador mais marcado pela força, Danilo pouco ajudava na saída de bola. E nada indica que Fagner vá melhorar as coisas.

A ver…

 

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Modric brilha na vitória de 3 a 0 sobre a Argentina. Messi verga

 

Os camisas 10 da Argentina e da Croácia (Foto: Gabriel Rossi – Getty Images)

 

Sentimentos antagônicos no Argentina 0x3 Croácia. De um lado, como o blog já havia registrado aqui, após a vitória croata em sua estreia na Rússia (2 a 0 contra a Nigéria): dá prazer ver o meia Luka Modric jogar. Regente e solista da sua seleção, o gol que ele marcou hoje, segundo dos três da Croácia, num belo chute de fora da área, é expressão da categoria com que Modric trata a bola.

 

Modric comemora a pintura do seu gol, segundo da Croácia (Foto: Elsa – Getty Images)

 

Por outro lado, como se gostar de futebol sem lamentar o fracasso de um dos seus maiores jogadores em todos os tempos? Diferente do empate de 1 a 1 contra a Islândia, quando foi eixo de todas as ações ofensivas da Argentina, hoje Messi atou mais recuado, fora da posição em que atua no Barcelona e na qual foi considerado cinco vezes pela Fifa como melhor jogador do mundo.

Depois de várias alterações em relação ao time que estreou na Rússia, a impressão é que Messi hoje tentou ser mais um, abrindo mão do seu protagonismo individual para deixar a coletividade da sua seleção ser a atriz principal. E foi, mas em atuação canastrona da talvez pior Argentina desde que o país conquistou sua última Copa, em 1986. Astro daquele Mundial, Diego Maradona assistiu ao jogo e lamentou o resultado das arquibancadas.

 

Antes do jogo, Maradona gira a camisa 10 de Messi, que já foi sua (Foto: Murad Sezer – Reuters)

 

A Argentina da Copa na Rússia pode ser resumida na falha bisonha do goleiro Wilfredo Caballero. Aos oito minutos do segundo tempo, ele errou o toque numa bola atrasada e a colocou à disposição do atacante Ante Rebic, que abriu o placar em belo voleio. Aos 35’ se deu a pintura de Modric: Croácia 2 a 0. E em contra-ataque já nos descontos, num gol em linha de passe na área argentina, o meia Ivan Raktic deu números finais à partida.

 

Imagem de Messi na Copa da Rússia se repetiu hoje na derrota argentina contra a Croácia (Foto: Ivan Alvarado – Reuters)

 

Desde que o francês Zinédine Zidane se aposentou dos gramados, em 2006, Lionel Messi é o melhor jogador do mundo. E continuará a ser, mesmo que a Argentina confirme sua desclassificação ainda na primeira fase desta Copa, no jogo restante contra a Nigéria, na próxima terça (26). E que Cristiano Ronaldo continue a brilhar na Rússia e a levar Portugal nas costas. Mas a verdade é que a inevitável comparação com Maradona e CR 7 vergaram a coluna de Messi.

 

 

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Barbicha de CR 7 foi brincadeira de sauna, não recado a Messi. Então tá…

 

Na comemoração do seu primeiro gol na Copa da Rússia, no dia 15, no empate de 3 a 3 com a Espanha, Cristiano Ronaldo acariciou uma barbicha imaginária diante dos olhos do mundo (Foto: Reuters)

 

No campo, Cristiano Ronaldo hoje marcou mais um gol, assegurou a vitória de 1 a 0 de Portugal sobre Marrocos e se isolou na artilharia da Copa da Rússia. Após o jogo, ainda de uniforme, disse em entrevista que sua barbicha recente era fruto de uma brincadeira com o colega de seleção Ricardo Quaresma.

No começo de junho, Messi posou com a camisa da Argentina e segurando uma pequena cabra, “goat” em inglês e abreviação de “greatest of all time”: melhor de todos os tempos (Foto: Carles Carabí – Paper Magazine)

Segundo CR7, na véspera da estreia portuguesa contra a Espanha, ele estava numa sauna com Quaresma, enquanto fazia barba. Só sobrava a barbicha quando, então, brincou com o amigo, dizendo que a deixaria crescer se marcasse um gol no dia seguinte. Como marcou três, ele só estaria cumprindo a promessa.

Por essa versão acidental, o motivo da barbicha não foi uma provocação ao argentino Lionel Messi, que na última década dividiu com o português a eleição da Fifa de melhor jogador do mundo — cada um ganhou cinco vezes. Como o blog registrou aqui, Messi havia posado para a capa da revista dos EUA Paper, antes da Copa, usando a camisa da Argentina e segurando um pequeno cabrito marrom.

Em inglês, cabra significa “goat”. Mas também costuma ser usado como abreviação de “greatest of all time” (melhor de todos os tempos). Logo após fazer, de pênalti, seu primeiro gol na Copa da Rússia, CR 7 acariciou diante dos olhos do mundo uma barbicha imaginária. E hoje, cinco dias depois, disse que não foi uma provocação ao craque argentino, mas uma simples brincadeira de sauna.

Então tá…

 

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Portugal, Uruguai e Espanha sofrem, mas vencem pelo placar mínimo

 

“Não há mais bobo no futebol”. Mais batida que a terra em campo de várzea, a frase foi o lema nos três jogos de hoje pela segunda rodada da Copa da Rússia. Verdade que as fortes seleções de Portugal, Uruguai e Espanha conquistaram suas vitórias. Mas contra adversários sem grande história, como respectivamente Marrocos, Arábia Saudita e Irã, o atual campeão europeu e os dois ex-campeões mundiais não foram além do placar mínimo: 1 a 0.

Apesar das três seleções islâmicas conseguirem endurecer as partidas, suas atuações podem ser definidas na contrapartida de outro chavão do futebol: “jogaram como nunca e perderam como sempre”. E se a Copa da Rússia também tem se marcado pela atuação decisiva dos atacantes, hoje não foi diferente: brilharam o português Cristiano Ronaldo, o uruguaio Luisto Suárez e o brasileiro naturalizado espanhol Diego Costa.

 

Cristiano Ronaldo comemora seu gol contra Marrocos, que o isolou com quatro na artilharia da Copa (Foto: Stu Forster – Getty Images)

 

No jogo das 9h, logo aos quatro minutos do primeiro tempo, numa cobrança de escanteio em dois toques pela direita, CR7 deu um drible de corpo em seu marcador antes de usar a cabeça para abrir o placar: Portugal 1×0 Marrocos. Com o gol, o artilheiro luso somou quatro e se isolou na artilharia do Mundial. Jogadores mais técnicos que sauditas e iraniamos, os marroquinos pressionaram bastante todo o resto do jogo, mas ficou nisso.

 

 

Na partida seguinte, iniciada ao meio-dia, outro perigoso atacante marcou seu primeiro gol na Copa da Rússia. Na cobrança de mais um escanteio, mas da esquerda, Luisito Suárez também se livrou do marcador na disputa dentro da área, antes de usar a perna canhota para abrir o placar: Uruguai 1×0 Arábia Saudita.

 

Após passar em branco na estreia do Uruguai, Luisito Suárez hoje marcou o gol da vitória (Khaled Desouki – AFP Photo)

 

Embora formem a seleção mais fraca das 32 presentes na Rússia, os sauditas também buscaram o empate, mas esbarraram em suas próprias limitações e na conhecida garra uruguaia.

 

 

No último jogo do dia, foi onde outro favorito mais penou. E diante do que melhor sabe se defender entre os candidatos à zebra do dia. Após um primeiro tempo sem gols e resumido a um treino entre seu ataque e a defesa do Irã, a Espanha voltou mais determinada na etapa final. Mesmo sem jogar grande partida, o veterano Andrés Iniesta mostrou ainda ter os lampejos de um dos maiores meias da história do futebol.

 

Diego Costa comemora seu gol, qua aliviou a pressão sobre a Espanha, após bom passe de Iniesta (Francois Nel – Getty Images)

 

Aos 9 minutos do segundo tempo, o maestro espanhol avançou pelo meio e serviu a Diego Costa, dentro da área. O centroavante sergipano girou sobre um marcador e, no bate rebate com outro, a bola bateu na sua canela e entrou: Espanha 1×0. Como as outras duas seleções muçulmanas do dia, o Irã também lutou pelo empate, com a mesma ausência de sucesso.

 

 

 

Promessa da quinta: Argentina de Messi x Croácia de Modric

 

Nesta quinta, será a vez de outros dois candidatos a zebra tentarem a sua sorte. Às 9h, a Austrália vai pegar a Dinamarca — em tese a menos favorita do dia. Às 11h, o Peru encara uma candidata ao título: a França do clássico meia Paul Pogba. Já às 15h, o confronto é a promessa de grande jogo: Argentina x Croácia.

 

Duelo comum nos confrontos ente Barcelona e Real Madrid, Messi e Modric se enfrentam nesta quinta no Argentina x Croácia

 

Também postulante ao Mundial, antes de nele estrar com um decepcionante empate de 1 a 1 com os vikings da Islândia, o time do gênio Lionel Messi vai ter pela frente as camisas quadriculadas da maior herdeira da antiga Iugoslávia, respeitada escola do futebol mundial. A Croácia será mais uma vez comandada dentro de campo pelo meia Luka Modric, regente e solista da vitória de 2 a 0 contra a Nigéria.

 

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Blog elege seleção da primeira rodada da Copa da Rússia

 

Encerrada hoje a primeira rodada da Copa, o blog elege sua seleção entre as 32 que se apresentaram. São nove jogadores europeus e dois sul-americanos, o que demonstra até aqui o franco domínio do futebol do Velho Mundo nos campos da Rússia. Para diminuir a diferença, pelo menos fora do campo, o técnico é o colombiano que comanda o México:

 

Goleiro: Hannes Halldórsson (Islândia)

 

Lateral-direito: Nacho Fernández (Espanha)

 

Zagueiro: Diego Godín (Uruguai)

 

Zagueiro: José Giménez (Uruguai)

 

Lateral-esquerdo: Aleksandar Kolarov (Sérvia)

 

Meia: Luka Modric (Croácia)

 

Meia: Kevin De Bruyne (Bélgica)

 

Meia: Isco (Espanha)

 

Meia: Dries Mertens (Bélgica)

 

Atacante: Cristiano Ronaldo (Portugal)

 

Atacante: Denis Cheryshev (Rússia)

 

Técnico: colombiano Juan Carlos Osorio (México)

 

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Melhor jogo, jogador, técnico, time e relevações da primeira rodada

 

Encerrada hoje a primeira rodada entre as 32 seleções da Copa da Rússia, o blog elege seus destaques:

 

1 – Melhor jogo: Portugal 3×3 Espanha

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

2 – Maior craque: Cristiano Ronaldo

Cristiano Ronaldo marcou os três gols de Portugal no empate com a Espanha

 

 

3 – Melhor seleção: Bélgica

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

4 – Melhor técnico: Juan Carlos Osorio (México)

Técnico do México, o colombiano Juan Varlos Osorio deu um nó na campeão Alemanha (Foto: EPE)

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

5 – Seleção revelação: Rússia

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

6 – Jogador revelação: Denis Cheryshev (Rússia)

O atacante Denis Cheryshev saiu do banco para marcar dois gols e ser eleito pela Fifa como melhor em campo no Rússia 5×0 Arábia Saudita, jogo de abertura da Copa (Foto: Getty Images)

 

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Orávio de Campos — “Puxadinho” no Centro Histórico

 

Através das redes sociais, o professor Heidenfeld Júnior denuncia a realização de mais um “puxadinho” no nosso Centro Histórico — o mais importante do interior do Estado do Rio, por conter, ainda, belos espécimes da chamada arquitetura eclética — protegido por legislação específica, com destaques para o Plano Diretor e a Lei Orgânica reformada recentemente através de ação do Dr. Edson Batista, após inúmeras reuniões com as principais lideranças da cidade.

A vítima, desta vez, é o prédio, estilo engomador, situado no Largo do Renne (homenagem a João Renne), esquina de Santos Dumont com 7 de Setembro, um dos primeiros do “centro”, após a reforma proposta pelo sanitarista Saturnino de Brito, no clamor da enchente de 1906. Conta Hélvio Cordeiro, no seu “Historiar”, que “(…) o edifício sempre foi privilegiado pela sua excelente localização, facilmente notado por quem passava de bonde, na época puxado por tração animal (…)”

Sem nenhuma placa identificando os responsáveis, um grupo de pedreiros estava, perigosamente, ultimando a demolição de uma das colunas e danificando os desenhos da marquise, com o objetivo de abrir (mais) a porta, o que não é permitido em edifícios tombados pela lei municipal 8487/2013, na qual está prevista, com rigor, uma série de punições para quem atenta contra as características originais dos patrimônios, sem autorização do poder público.

O estrago ocorreu em horário comercial e não apareceram fiscais de Obras, nem de Posturas, para conter a irregularidade: uma tônica na atual administração pela falta de conhecimento sobre o assunto, o que pode resultar (espera-se que não aconteça) na perda de peças importantes do centro histórico, em prejuízo dos nossos foros de civilização. Isso, como o caso do Renne, quando não redundar em vítimas fatais em decorrência de obras sem cálculos estruturais.

Realmente, não é fácil a luta contra interesses capitalistas, cujos objetivos é derrubar a cidade e transformá-la num amplo estacionamento de automóveis. Mesmo com apoio da prefeita Rosinha, tivemos dificuldades na nossa gestão, enquanto presidente do conselho. Havia uma reação forte de outras secretarias e órgãos de fiscalização e, por isso, alguns processos eram despachados sob o argumento de que o determinado imóvel não estava listado na lei 7.972/2008.

Na época, apelamos para a Procuradoria Geral lembrando a existência de outros motivos para a preservação, inclusive a ambiência, os conjuntos arquitetônicos e até mesmo a paisagem urbana e o contexto histórico. E que preservação se dá num sentido mais amplo, no além das peças arquitetônicas, e que contemplam, também, as imaterialidades, embora este juízo seja altamente subjetivo demandando uma série de estudos sobre os fazeres, sabores e dizeres da sociedade…

Solicitamos um parecer sobre a Lei 8487/13, e fomos atendidos, no que no relacionava à interpretação do artigo 6º (Das Competências), no seu inciso III, que diz:  “(…) III – Emitir parecer quanto à demolição, no caso de ruína iminente, modificação, transformação, restauração, pintura ou remoção de bens e imóveis tutelados e protegidos, em conformidade com o Plano Diretor e por estarem localizados no quadrilátero considerado como de Área Especial de Interesse Cultural (Aeic) e ou tombados pelo município. (…)”

A partir do parecer favorável, os processos sobre imóveis dentro do quadrilátero citado no Plano Diretor, com entrada na S, passaram, necessariamente, a ser submetidos ao Coppam, tivessem (ou não) relevância histórico-cultural, por decisão definida pelos conselheiros nas reuniões ordinárias publicadas no diário oficial. Pelo que se percebe (hoje) as leis foram jogadas no lixo, pois as pessoas não estão sendo capazes de dirigir um conselho com poderes executivos.

No último dia 13 de junho, a Câmara Municipal aprovou a mensagem do alcaide, modificando a instância de poder do Coppam, agora sob a responsabilidade da presidente da Fundação Cultural Jornalista Oswaldo Lima, retirando do fogaréu o subsecretário adjunto de Cultura e Preservação do Patrimônio Histórico, que, no entanto, continua prestando seus serviços à secretaria de Educação. Felizmente, não modificaram a lei 8487/13, em sua essencialidade.

Na justificativa, o prefeito argumenta: “Dessa forma, espera-se que as atividades do Coppam ganhem maior dinâmica e celeridade, garantindo-se, em razão disso, a preservação do patrimônio histórico e cultural do Município”.  Bom, vamos rezar, agora, para o fim dos “puxadinhos” nos prédios históricos do “centro” e que a legislação seja, finalmente, cumprida pela nova administração; inclusive para que os fiscais possam exercer, com rigor, suas funções com zelo e dignidade.

Amém…

 

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