Marcão propõe pagamento de dezembro aos RPAs desligados

 

 

 

Na sessão de ontem da Câmara, que se alongou pela noite até o início da madrugada de hoje, uma polêmica dominou a parte final: o pagamento dos servidores municipais por Recibo de Pagamento Autônomo — os conhecidos RPAs. Com o salário de dezembro de 2016 atrasado, numa das muitas heranças do governo Rosinha Garotinho (PR), parte deles foi desligada pelo nova administração, que tem mantido em dia, para quem ficou, os pagamentos destes primeiros meses de 2017.

No final da discussão, o presidente da Câmara, vereador Marcão Gomes (Rede), a encerrou com uma proposta: que o atrasado de dezembro fosse pago, prioritariamente, aos RPAs que foram desligados no governo Rafael Diniz (PPS). Como perderam uma fonte de subsistência, eles seriam os primeiros a receber, após um levantamento. Com a saída salomônica, as galerias ocupadas por muitos dos ex-RPAs rapidamente se acalmaram.

 

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Câmara entre o fato de Magal e o boato com Pastor Vanderly

 

 

 

Magal sai da Câmara?

Em dia de sessão ontem na Câmara de Campos, o futuro desta foi mais debatido nas conversas de bastidor do que nos discursos em plenário. Depois que o Tribunal Regional Eleitoral (TRE) confirmou na segunda a condenação inicial do vereador Jorge Magal (PSD) pelo juízo da 99ª Zona Eleitoral de Campos, por conta da operação Chequinho, o vereador chegou a se atrasar ontem à sessão. Há a possibilidade que ele seja afastado e Thiago Godoy (PR), também investigado na Chequinho, assuma seu lugar na Câmara. Mas entre advogados eleitorais, assessoria do TRE e envolvidos diretos, ninguém foi capaz ontem de cravar uma certeza.

 

Cautela de Godoy

Enquanto as últimas notícias da noite de ontem davam conta que advogados de Magal estariam em Brasília, tentando uma liminar no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Godoy não apostava em definição rápida: “isso deve demorar. O TRE ainda vai julgar os embargos do vereador. Minha expectativa é aguardar o TRE e o TSE”. Ademais, o suplente de Magal na coligação PSD/PR/PTB vive uma situação contraditória, já que é também advogado de todos os investigados da Chequinho — inclusive ele — que permanecem ligados ao grupo político do ex-governador Anthony Garotinho (PR).

 

Do fato ao boato

Gerada através de um fato — a condenação de Magal no TRE — do qual ninguém ainda parece saber a definição, um boato também aumentou as incertezas da futura composição da Câmara de Campos.  Foi forte o comentário de que Garotinho estaria negociando com o prefeito do Rio, Marcelo Crivella (PRB), para que o pastor Vanderly (PRB), vereador goitacá e membro da Igreja Universal do Reino de Deus (Iurd), ocupasse um cargo no governo carioca. Se isso acontecesse, seria aberto espaço para o suplente Albertinho — cuja expulsão do PMB foi pedida após as eleições municipais de 2016 — assumir a vaga.

 

Outros tempos

Apesar de, em tese, a bancada garotista ser composta de sete dos 25 vereadores, ninguém hoje aposta que Thiago Ferrugem (PR), Álvaro Oliveira (SD), Joilza Rangel (PSD), Cecília Ribeiro Gomes (PT do B), Cabo Alonsimar (PTC), Geraldinho Santa Cruz (PSDB) ou Carlos Canaã (PTC) estejam dispostos a seguir o líder, ao preço das próprias carreiras. Por isso preferem se chamar de bancada “independente”, não de oposição. E há quem afirme que a maioria deles só não migrou ainda à bancada do governo Rafael Diniz (PPS) — como fez Roberto Pinto (PTC), ao votar em Marcão Gomes (Rede) à presidência da Câmara — porque o prefeito não quis.

 

Estalinhos

O fato é que nem mesmo Ferrugem, muito ligado a Wladimir Garotinho (PR), ou Álvaro, primo de Anthony Garotinho, parecem dispostos a fazer o trabalho sujo determinado por este.  Como vem provando nas redes sociais, onde parece se orgulhar do duvidoso título de “homem-bomba”, Albertinho não teria esse constrangimento ético. De qualquer maneira, como o Pastor Vanderly garantiu ontem à coluna que a possibilidade da sua ida ao governo Crivella é só “conversa fiada”, parece que o “homem-bomba” terá que se contentar com seus estalinhos virtuais, até que também seja julgado na Chequinho, em 12 de maio.

 

Socorro

O prefeito Rafael Diniz (PPS) até manteve, inicialmente, o contrato para o fornecimento de ambulâncias com a Prime, mas uma das imposições feitas por sua gestão é que o serviço fosse bem prestado. Segundo o chefe de Transportes da secretaria de Saúde, Fabiano Martins dos Santos, quando a atual gestão assumiu, foi observado que alguns veículos chegaram a ficar parados por quatro meses. Ele ressaltou que, para dar agilidade ao reparo das ambulâncias, fiscalizações diárias são feitas junto à empresa e, além disso, foi estabelecido o envio de relatório de todos os encarregados de Unidades Básicas de Saúde (UBSs) sobre eventuais transtornos com os veículos. Em um mês, 15 foram recuperados.

 

Renegociou

Ao renovar o contrato com a empresa Prime, a Prefeitura renegociou os valores, que teve o custo reduzido em 20%. O extrato de contrato foi publicado no Diário Oficial do dia 20 de fevereiro. Com a redução dos valores, a Prefeitura vai economizar R$ 386 mil por mês, totalizando por ano R$ 4,6 milhões. Outra medida estabelecida neste ano pela Saúde foi o desconto de valores nos dias em que as ambulâncias não circularem por problemas mecânicos. A secretaria ressaltou ainda que, na atual gestão, todo o valor de repasse para a Prime está em dia.

 

Com a colaboração do jornalista Rodrigo Gonçalves

 

Publicado hoje (05) na Folha da Manhã

 

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Gustavo Alejandro Oviedo — A escolha de Rafael

 

Imagem do filme “A Mulher faz O Homem” (Capra, 1939): a decepção e a esperança do jovem político

 

 

É sabido que o populismo costuma ser extremamente prejudicial quando governa, mas também, e principalmente, quando deixa de governar. Suas políticas de curto prazo, destinadas a garantir somente o sucesso na próxima eleição, deixam um legado nefasto que funciona como uma bomba de retardo.

Essa bomba ainda está aí, nas contas da Prefeitura, prestes a detonar. É o déficit mensal de mais de R$ 40 milhões que a Prefeitura vem acumulando, e que a atual administração está tentando desativar.

É importante, se quisermos a analisar os primeiros meses do governo de Rafael Diniz com um mínimo de seriedade, levar em conta esse panorama financeiro. A gestão anterior deixou uma Prefeitura inchada, que aumentou de tamanho conforme aumentavam os repasses dos royalties, ignorando que eles podiam diminuir o até desaparecer, enquanto a estrutura municipal nunca consegue acompanhar o mesmo dinamismo sem consequências dramáticas.

Outro legado do garotismo foi uma serie de obras de grande magnitude absolutamente estúpidas, caras e esteticamente horrorosas como são o Sambódromo, a Beira Valão e o novo Camelódromo — se somamos a Ponte Leonel Brizola, feita por Rosinha quando governadora, teremos os quatro cavaleiros do apocalipse urbano campista. Tanto o Sambódromo quanto a Beira Valão já começam a mostrar sinais de caducidade, embora tenham sido inaugurados há poucos anos. O camelódromo, ainda inacabado, além de ser uma aberração edilícia, espremeu e escondeu o prédio do antigo Mercado Municipal, edifício pertencente a uma época muito mais generosa com a beleza. Nessa lista pode se acrescentar a revitalização do Centro. Esta obra até que era necessária, porém não foi finalizada no seu principal objetivo, o soterramento da fiação, e o que foi realizado já mostra sinais de deterioração (placas de rua, calçadas, etc).

Faço o repasso dessas obras não apenas porque as considero feias: também representam a herança nefasta do garotismo. Elas não resolveram nenhum problema urbanístico, foram caríssimas e deverão ser refeitas, completadas e/ou mantidas pela atual administração. Foram pensadas com duas finalidades imediatistas: a de que o gestor possa dizer “Olhem! Estou fazendo obras!” e a de consumir todos os recursos dos royalties do petróleo.

Esse é o legado que Rafael Diniz encontrou. Tendo isso em conta, passemos a analisar seus primeiros meses de governo.

Como já se mencionou, Diniz achou uma estrutura municipal superdimensionada, e assim a manteve. Temos superintendência de Paz Social, de Ciência e Tecnologia e de Entretenimento e Lazer. Existe uma superintendência de Pesca e Agricultura e também outra de Agricultura e Pecuária (!). Além da secretaria de Fazenda, e desvinculada desta, há uma superintendência de Captação de Recursos. E temos a superintendência de Justiça e Assistência Judiciária.

A julgar pelo organograma municipal, a população de Campos não pode reclamar de desamparo social, pois a Prefeitura tem setores com especialistas para quase todos os aspectos da vida: educação, saúde, ciência, tecnologia, entretenimento, segurança, advocacia, amparo aos idosos, habitação, trânsito, etc. Mas quem muito abarca, pouco aperta.

Diniz utilizou esse mega-cabideiro para conseguir suporte político, e graças a ele hoje conta com uma Câmara situacionista. Pelas experiências passadas, sabemos que ter o parlamento como aliado significa fazer de dois poderes um só — o do prefeito — com os riscos que isto traz, tanto para ele quanto para a população.

Por sua vez, a renovação quase total dos cargos gerenciais da prefeitura trouxe boas e más noticias. Muitos dos secretários assumem pela primeira vez uma função pública, e essa falta de traquejo com esse mundo tão particular da administração pública obriga a eles, antes de começar a caminhar, a ter que reconhecer o terreno. A sensação de que pouco ou nada acontece é inevitável. Por outro lado, junto com a inexperiência na gestão, esses novos nomes também podem aportar uma visão inovadora e original em favor de uma administração mais eficiente e menos burocrática.

A Prefeitura divulgou semana passada o plano de metas 2017/2020. Nele constam 52 objetivos,que se subdividem em 176 metas. O documento estabelece uma série de ações concretas que a Prefeitura se autoimpõe, e neste sentido visa ser um roteiro de ação para os superintendentes, secretários e diretores. Não está nada mal que os gestores se comprometam a fazer, sabendo o que é que tem de fazer. Particularmente, eu gostaria muito que a meta nº 31 fosse atingida: aquela que fala de “readequar de um Parque Municipal”. Na verdade, há de se criar um parque, entendido ele como uma área verde de lazer de grandes dimensões, já que nada parecido existe hoje.

Que o tal plano de metas não se transforme em apenas uma jogada de marketing dependerá do próprio prefeito. Dele dependerá, também, que a sua administração se diferencie das anteriores, ou continue o lamentável histórico de dilapidação de recursos e enriquecimento de funcionários. Cem dias parece pouco tempo para saber qual o caminho que Rafael Diniz está tomando, diante do complexo panorama exposto. Mas não precisaremos muito tempo mais para saber se devemos ficar ilusionados ou decepcionados.

 

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Carol Poesia — Minitorta de limão

 

 

 

Já se passaram cem dias, mas é como se fosse ontem: a emoção ao saber que finalmente a oposição existe e ganhou as eleições municipais em Campos, no primeiro turno. A esperança era visível nos amigos, parentes e desconhecidos na rua.

Um dia, na semana seguinte à vitória, ao sair do Sesi e comer um pão na chapa na padaria Guarus, encontrei Rafael Diniz, o então prefeito, comprando um queijo ralado, às pressas, ao passo que dava “um alô pra geral”. Eu assenti com a cabeça, com a boca cheia e a roupa de ginástica bastante suada, fazia calor.

Pude ouvir um senhor na fila do caixa adverti-lo — “Rapaz, não anda assim sozinho não. É perigoso pra você”. Rafael agradeceu e explicou que mora ali do lado. Eu achei engraçado e prossegui na minha incoerência quase diária — malhar e em seguida comer um pão na chapa com queijo minas, mais 500ml de suco de laranja, mais uma minitorta de limão e por fim (!) um cafezinho. É um momento prosaico, meia hora de degustação e observação. Gosto de observar as pessoas desconhecidas, o jeito como elas falam, a forma como se movimentam, a pressa, as manias, “os ranços”.

Naqueles poucos minutos em que a observação ordinária foi interrompida pela passagem do prefeito, pensei nesse rapaz, recém-eleito com o meu voto, admirado por mim e por muitos, que estava ali comprando um queijo ralado, muito apressado, obviamente muito ocupado, provavelmente reservado às últimas horas da noite com a família, para jantar.

Até quando duraria a nossa veneração? Quando começariam as cobranças e uma certa frustração? Quanta pressão sofreria aquele homem! A pressão de toda uma gente que aguentou durante décadas um governo coronelista, extremamente corrupto, aos moldes “sinhô” e “sinhazinha”. Quando terminaria o festejo e começaria a reclamação? É… uma torta de limão, pensei… Agora, no início, só se sente o doce, o azedo vem depois.

O azedume, aos meus ouvidos, começou logo ao serem iniciadas as nomeações — “não sei como quer fazer diferente, fazendo tudo igual”, “só nomeou os amigos”, “mais uma vez o que norteou as nomeações não foi competência técnica”, “as autoridades continuam sem abrir diálogo”. Particularmente, eu achei muito cedo para qualquer julgamento. E, além disso, não entendi as críticas, já que as pessoas nomeadas, dentre as que eu conhecia, eram, de fato, muito competentes, não tinham histórico de vantagens pessoais na política, umas dedicaram uma vida à Educação, outras à Cultura. Enfim, achei coisa de “espírito de porco”, e deixei pra lá.

Os dias foram passando e cada vez mais o herói vem sendo humanizado — passivo de erros, críticas e reclamações. Era um caminho óbvio. A veneração anda lado a lado com a idealização. Uma vez que a realidade “bate à porta” — dívidas mais graves do que o esperado, tempo para a ação maior do que o tolerado — a inquietação começa e a atmosfera de vitória dá lugar à dúvida.

Quase nada está fora do lugar. É função do povo questionar. Vencemos o voto de cabresto e rejeitamos a alienação. Só não superamos a ilusão de um Salvador e o anseio por crucificação. Em cem dias de governo, diante de um município falido e devastado pela corrupção, é natural que os “guerreiros” visitem, conheçam, discutam e planejem. Assim como é natural que o povo queira “ação”. Um povo, cuja ansiedade é justificada historicamente pela ausência de um governo minimamente decente. E, um NOVO governo, que, embora recente, já sente “na pele” os efeitos de décadas de descaramento e adulteração.

É tempo de vencer os “ranços”, isso vale para o povo e para a chefia. Infelizmente, talvez, demore mais um pouco que cem dias.

 

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Marcão ainda não definiu entre Alerj ou Câmara Federal em 2018

 

 

 

Pré-candidato de Rafael

Entre situação e oposição goitacá, há pouca gente que não aposte: mesmo com outras eventuais pré-candidaturas governistas, o atual presidente da Câmara Municipal, vereador Marcão Gomes (Rede), será o candidato da administração Rafael Diniz (PPS) nas eleições legislativas de 2018. Se a deputado estadual ou federal, é que ainda não se sabe. Embora o próprio Marcão admita que a Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) seria seu destino de preferência, ele colocou a decisão nas mãos do seu grupo político e seu líder natural: o atual prefeito, seu ex-companheiro na bancada de oposição aos Garotinho.

 

Momento de ajudar a cidade

Marcão, no entanto, acha que o momento de se discutir as pré-candidaturas será o segundo semestre do ano, não agora: “primeiro porque o a reforma política que começa a ser discutida em Brasília pode mudar tudo. Para valer em 2018, tem que ser aprovada até setembro de 2017. Se não conhecemos as regras do jogo, não podemos dizer como vamos jogar. O momento é de tentar achar soluções ao quadro caótico em que o governo passado deixou as finanças do município. Em todas as conversas que mantenho com lideranças políticas e comunitárias, digo que a hora é de nos unirmos para tentar ajudar o prefeito e a cidade”.

 

Opção única do Rede

Se há pouca dúvida de que, para deputado estadual ou federal, Marcão contará com o apoio político de Rafael, tampouco parece haver de que, independente da opção, o presidente da Câmara Municipal será o único pré-candidato do seu partido no município. “Fui o vereador mais votado de Campos. Nossa candidatura pelo partido deve acontecer de maneira natural”, justificou.

 

Mesma dúvida

A mesma dúvida de Marcão, entre disputar uma vaga à Alerj ou a Câmara Federal, foi abordada (aqui) em outra possível pré-candidatura nas eleições legislativas de 2018. Diferente do vereador, cujo nome na disputa para certo, o jovem médico e empresário Diogo Neves não confirmou sua intenção em se lançar em 2018. Mas também não descartou a possibilidade, confirmada pelos três principais nomes do PSDC em Campos: o deputado estadual João Peixoto e os vereadores José Carlos e Cláudio Andrade.

 

Efeito Marcão

Sem definir se será ou não pré-candidato, Diogo também não decidiu se poderia postular uma vaga de deputado estadual ou federal. E nesta incerteza, os interesses dos quadros do PSDC goitacá parecem ser distintos, alguns deles também ligados aos destinos de Marcão. Seu primeiro vice-presidente da Câmara Municipal, Zé Carlos confirmou a própria pré-candidatura a deputado federal. E comenta-se que ele poderia tentar fazê-lo em dobrada com Marcão, caso este concorresse à Alerj, deixando o João Peixoto na saudade, em sua tentativa do sexto mandato de deputado estadual.

 

Interesses

Assim, diante do risco de perder o apoio de Zé Carlos para Marcão, interessaria a Peixoto estimular a pré-candidatura de Diogo a deputado federal pelo PSDC, para tentar contra-atacar a “deserção” do antigo aliado. Por sua vez, Cláudio Andrade defende a candidatura do médico a deputado estadual. E nisto também trabalha politicamente pelos próprios interesses. Se Diogo desistir de se lançar na política, a vaga deixada poderia sobrar ao vereador. Por outro lado, caso o primeiro decida se candidatar, Andrade seria seu principal cabo eleitoral em Campos, reforçando os laços com um dos grupos empresariais mais fortes do município.

 

Como previsto

O blog do jornalista Lauro Jardim, hospedado no site do jornal O Globo, confirmou (aqui) na noite de ontem uma informação já divulgada por esta coluna (aqui) na edição de domingo: a delação de Jonas Lopes de Carvalho, ex-presidente do Tribunal de Contas do Estado (TCE) do Rio de Janeiro, traz pouco ou quase nada sobre Anthony Garotinho (PR). Jardim salientou que a colaboração também isenta Rosinha Garotinho (PR), ex-governadora e prefeita de Campos por dois mandatos.

 

Com a colaboração do jornalista Arnaldo Neto

 

Publicado hoje (04) na Folha da Manhã

 

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Informações ao TSE sobre pedidos de prisão da “Chequinho”

 

 

 

O juízo da 100ª Zona Eleitoral de Campos pediu hoje informação ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para decidir sobre os pedidos de prisão dos ex-vereadores Miguelito (PSL) e Ozéias (PSDB), da ex-secretária municipal de Desenvolvimento e Ação Social Ana Alice Ribeiro e da ex-coordenadora do Cheque Cidadão Gisele Koch Soares.

Como aunciado ontem (aqui), neste “Opiniões”, e divulgado hoje (aqui), na Folha, os pedidos de prisão foram feitos pelo Ministério Público Eleitoral (MPE) na última sexta (31), depois que o Tribunal Regional Eleitoral (TRE) julgou e negou o mérito dos habeas corpus dos quatro denunciados na operação “Chequinho”, da Polícia Federal (PF), que investiga a a utilização na troca de Cheque Cidadão por voto, na última eleição municipal de Campos.

Miguelito, Ozéias, Ana Alice e Gisele chegaram a ser presos no decorrer das investigações, em 2016, mas foram soltos em decisões liminares da ministra Luciana Lóssio, do TSE.

 

Com informações da repórter da Folha Suzy Monteiro

 

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Fernando Leite — Cem dias: para onde vai o governo Rafael Diniz?

 

 

 

O prefeito Rafael Diniz ganhou as eleições municipais de 2016, em Campos dos Goytacazes. Não foi uma vitória burocrática ou simples, pelas circunstâncias políticas e históricas, foi uma efeméride. Destronou uma bruta dinastia que exercitava o Poder ao seu bel prazer e suas conveniências. Que, necrosada pelo uso indevido do mando público, governava pela ganância, pela vingança e pela herança. É justo que o jovem prefeito saboreie o triunfo por um tempo. É humano.

No próximo dia 10, no entanto, a sua administração completa 100 dias de efetivo governo. Os famosos “cem dias”, cuja origem nos remete aos cem dias do pífio segundo reinado de Napoleão, depois do exílio na Ilha de Elba. Mas, aqui, na Planície, é outro o filme. O novo governo veio ungido pela sagrada rebeldia popular, no rito do voto. De uma só vez, o eleitor campista disse NÃO aos que se foram e SIM aos que chegaram na carona do sonho de uma cidade “diferente”. O povo fez, com louvor, o seu papel, cabe ao governo fazer o seu.

Desde então, o prefeito recebe, mesmo sem pedir, muitos conselhos e muitos convites. Muitos acham que têm a fórmula mágica de governar, sem causar estragos. Tantos são os que querem soprar em seu ouvido o segredo de administrar, agradando a todos, mesmo com as contas públicas estouradas. Faz lembrar o texto clássico do poeta lusitano, José Régio, que viveu no último século do milênio passado. Dizem os versos:

“‘Vem por aqui’ — dizem-me alguns com os olhos doces

Estendendo-me os braços, e seguros

De que seria bom que eu os ouvisse

Quando me dizem: ‘vem por aqui!’

Eu olho-os com olhos lassos,

(Há, nos olhos meus, ironias e cansaços)

E cruzo os braços,

e nunca vou por ali (…)”

O prefeito é a cabeça que se impõe “à frente e acima da tropa”. É republicano, cabe-lhe o papel de escolher o caminho mais seguro para edificação de sua obra integral e ter a exata noção que governar é transigir, a um só tempo, entre Deus e o Diabo. Não há gestões só de anjos e vestais. Quem vendeu este sonho, mentiu. Na estrada há lagos e pântanos a serem vencidos. O cuidado é para sair, ao final, sem nódoas. O Diabo se esconde nos detalhes, nas inexplicáveis, mas “necessárias” ações subalternas, tais como as eleições da mesa diretora da Câmara Municipal; no controvertido resgate da Pátio Norte; em grandes heresias como a exoneração das diretoras eleitas, democraticamente; no fatiamento do Poder com quem tem o dever de fiscaliza-lo, os vereadores. Enfim, fazer o que dizia que não faria. Deus reina no macro.

Volto ao evangelho de José Régio:

“(…) Vem por aqui”…

Querem alguns que o prefeito repita o modus operandi do adversário vencido, que expunha as vísceras dos seus inimigos, ao sol, na praça central da cidade. Tolos! Esta prática foi rechaçada de plano. O prefeito venceu esse modelo próprio dos carniceiros. Repetir o contendor tombado seria o maior de todos os equívocos. Portanto, ainda é cedo. É certo que jovem alcaide já cometeu pequenos pecados, mas dá a entender que, ao final, no conjunto da obra, passará com sobra. É acima do político, um homem de bem.

Mas que ninguém se iluda, uma eventual derrocada do governo de Rafael Diniz não implicará no ressurgimento de Garotinho e seu grupo, sobre quem pesam os escombros da maior rejeição política da história contemporânea.

Pode ser que tropece aqui e ali, pois é “caminhando que se faz o caminho”, pode ser que erre mais um pouco até acertar a mão, mas, ao que parece, o prefeito leu o velho Régio e prepara o seu grand finale, com o epílogo do poema quase centenário:

“(…) Não sei por onde vou,

Não sei para onde vou

— Sei que não vou por aí!”

Pra quem está começando a caminhada, descartar o largo e fácil caminho da perdição, já é um norte.

 

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“Chequinho”: pedidas prisões de Miguelito, Ozéias, Ana Alice e Gisele

 

 

 

“Chequinho”: novos pedidos de prisão

Os ex-vereadores Miguelito (PSL) e Ozéias (PSDB), a ex-secretária municipal de Desenvolvimento e Ação Social Ana Alice Ribeiro e a ex-coordenadora do Cheque Cidadão Gisele Koch Soares tiveram seus mandados de prisão pedidos desde o início da noite da última sexta-feira (31) pelo Ministério Público Eleitoral (MPE) de Campos. Os quatro já foram presos no decorrer da operação “Chequinho”, da Polícia Federal (PF), sobre as denúncias da troca de Cheque Cidadão por voto, num “escandaloso esquema” que teria sido liderado pelo ex-governador Anthony Garotinho (PR), durante nas eleições municipais de Campos em 2016.

 

Decisão a qualquer momento

Os novos pedidos de prisão foram possíveis depois que o Tribunal Regional Eleitoral (TRE) julgou e negou o mérito dos pedidos de habeas corpus dos quatro denunciados. Liminarmente (sem análise do mérito), a soltura dos quatro havia sido antes concedida pela ministra Luciana Lóssio, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que se tornou conhecida dos campistas pelas decisões favoráveis aos rosáceos. Agora, os novos pedidos de prisão serão analisados e julgados pelo juízo da 100ª Zona Eleitoral de Campos. A decisão pode acontecer a qualquer momento.

 

Ampla CPI

Na última sessão da Câmara de Campos, o vereador Marcão Gomes (Rede), presidente da Casa, propôs a abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) com intuito de averiguar e repatriar o que, segundo ele, “foi roubado da Prefeitura”. Se houver boa vontade em fazer uma CPI como essa sair do papel, não será difícil conseguir o número suficiente de assinaturas. Pelo discurso do parlamentar, o trabalho vai além, sem esquecer dos contratos firmados com a Odebrecht. Como divulgado pela mídia, após vazamento de documentos e delações, a empresa envolvida na Lava Jato teria feito doações irregulares ao clã Garotinho.

 

Rio pós-delações

O que vai sobrar da política fluminense quando todas as delações vierem à tona? Tem o conteúdo total da colaboração de Jonas Lopes de Carvalho, as supostas tratativas de Sérgio Cabral (PMDB) e Eike Batista, ambos presos, e a dos executivos da Odebrecht, ainda em sigilo. O ministro Edson Fachin, relator da Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF), deve levantar o sigilo neste mês. Parte da delação de Jonas já chegou ao conhecimento da imprensa, além de levar para a cadeia cinco conselheiros do Tribunal de Contas do Estado (TCE). Sabem-se lá os efeitos do que pode ser delatado por Eike e Cabral.

 

Auditorias em Campos

Caso não seja prorrogado, o prazo para minuciosa auditoria na Prefeitura de Campos, determinado pelo prefeito Rafael Diniz (PPS) na primeira publicação oficial de sua gestão, já terminou. O relatório daquilo que foi encontrado e as medidas que serão adotadas a partir dele devem ser anunciados em breve. Os dados preliminares, como os apresentados pelo secretário Felipe Quintanilha, de Transparência e Controle, na Câmara, não são nada animadores. Por mês, afirmou Quintanilha, são R$ 95 milhões de receita e R$ 142 milhões de despesa.

 

100 dias

A próxima segunda-feira marca os 100 dias do atual governo. O momento é oportuno para mostrar o que já foi possível economizar, bem como as medidas de corte necessárias, já que a arrecadação atual não é suficiente para suprir os custos da máquina pública. O prefeito criou uma comissão que deveria apresentar uma proposta de reforma administrativa, que implique em diminuição de gastos e garanta máxima efetividade dos serviços prestados.

 

Com a colaboração do jornalista Arnaldo Neto

 

Publicado hoje (03) na Folha da Manhã

 

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“Chequinho”: Ministério Público pede prisão de quatro

 

 

 

Quatro acusados na operação “Chequinho”, da Polícia Federal (PF), que já foram presos no decorrer das investigações, estão desde o início da noite de sexta (31) com novos pedidos de prisão feitos pelo Ministério Público Eleitoral (MPE) de Campos. Eles foram possíveis depois que o Tribunal Regional Eleitoral (TRE) julgou e negou o mérito dos pedidos de habeas corpus.

Os novos pedidos de prisão podem ser julgados a partir de amanhã, a qualquer momento, pelo juízo da 100ª Zona Eleitoral de Campos. Para saber quem são os alvos do MPE, nesta segunda (03) a coluna “Ponto Final”, da Folha da Manhã.

 

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O que Garotinho teme nas imagens apreendidas pelo GAP?

 

 

 

PMDB na mira

Desde a prisão do ex-governador Sérgio Cabral em Bangu, ainda em novembro de 2016, as coisas não andam nada boas para o PMDB fluminense. E parecem ter piorado ainda mais com a delação do ex-presidente do Tribunal de Contas do Estado (TCE), o advogado campista Jonas Lopes de Carvalho Júnior, mais conhecido como Joninhas, que buscou segurança fora do país após entregar cinco dos seus pares no esquema de corrupção do TCE, no qual tinha participação ativa.

 

Joninhas aliviou?

Ex-aliado dos peemedebistas presos e denunciados, Anthony Garotinho (PR) já foi o líder desse mesmo grupo político, quando ele e sua esposa, Rosinha Garotinho (PR), governaram o Estado, entre 1999 e 2007.  Foi quando o político da Lapa indicou Joninhas, seu amigo e antigo colaborador, ao TCE. Mas aparentemente poupado nas delações deste à Justiça Federal do Rio de Janeiro, Garotinho não tem tido refresco da Justiça e Ministério Público Eleitoral de Campos, nos desdobramentos da operação “Chequinho”, da Polícia Federal (PF), sobre a denúncia da troca de Cheque Cidadão por voto, nas eleições municipais perdidas de 2016.

 

GAP não aliviou

Como mostra (aqui) a matéria na página 2 desta edição de hoje, em entrevista ontem à Rede TV, Garotinho não negou que tenha se encontrado com seu aliado e ex-chefe de Polícia Civil Álvaro Lins. As imagens das câmeras de segurança do edifício em que o ex-governador reside, no bairro carioca do Flamengo, e em dois endereços da empresa “Palavra de Paz”, da qual ele é sócio, foram capturadas numa operação de agentes do Grupo de Apoio à Promotoria (GAP), no último dia 17.

 

Alvos de Garotinho

A ação do GAP no apartamento de Garotinho se deu cinco dias depois desta coluna ter noticiado (aqui) que o escritório de advocacia de Lins teria sido contratado por Garotinho para levantar informações sobre o juiz Ralph Manhães, o promotor Leandro Manhães e o delegado federal Paulo Cassiano. Os três são figuras de proa da operação “Chequinho” e, por isso, foram eleitos como inimigos pessoais pelo ex-governador.

 

Globo confirma Folha

As informações reveladas pelo “Ponto Final” no dia 12 foram depois confirmadas (aqui) pela reportagem do jornal O Globo, que publicou no dia 17: “o ex-governador contratou Lins para montar um dossiê com o objetivo de constranger delegados, promotores, juízes e testemunhas envolvidos no processo. Há ainda a suspeita de que Lins tenha ligado para testemunhas como forma de pressão”.

 

Cúmplices

Alvos da operação “Segurança Pública S.A.”, da PF, Garotinho e Lins foram condenados pela Justiça Federal por integrarem uma quadrilha armada durante o governo estadual de Rosinha. Diferente do ex-governador, as consequências foram reais ao ex-chefe de Polícia Civil, que ficou preso entre 2008 e 2009, teve o mandato de deputado estadual cassado e chegou a perder a carteira da OAB, recuperada em 2013. Depois, em 2014, ele seria flagrado num áudio pedindo votos à candidatura de Garotinho a governador, que não chegou ao segundo turno.

 

Perguntas no ar

Não se sabe bem o que Garotinho teme nas imagens apreendidas pelo GAP. O fato é que, no último dia 24, ele teve negado pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE) uma liminar na qual pedia que o material de vídeo não fosse utilizado publicamente. Ontem, indagado na entrevista da Rede TV sobre isso, o ex-governador admitiu por via transversa, ao seu estilo, o encontro com Lins: “Por que eu não poderia me encontrar com ele?”. Enquanto as imagens não foram conhecidas, pode ser que outras perguntas fiquem no ar.

 

Publicado hoje  (02) na Folha da Manhã

 

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Artigo do domingo — Opiniões sobre o governo Rafael no “Opiniões”

 

 

 

Há mais de um ano, o blog “Opiniões”, hospedado na Folha Online, abriu espaço às colaborações fixas. Foi em março de 2016 que o escritor capixaba Fabio Bottrel puxou a fila, quando passou a escrever aos sábados. Hoje, o blog conta com 14 colaboradores se alternando de segunda a sábado. A maior parte dos dias da semana é ocupada por uma dupla em revezamento quinzenal, à exceção das sextas, quando quatro escrevem em periodicidade mensal.

O último a chegar foi o advogado e publicitário argentino Gustavo Alejandro Oviedo. Após ter colaborado com a Folha como crítico de cinema, na Folha Dois, e depois articulista da página de opinião do jornal, ele passou a escrever quinzenalmente no “Opiniões”, às quartas-feiras. Além da sua participação, ele chegou com uma ideia: que todos passassem a escrever, eventualmente, sobre um mesmo tema.

Colocada aos demais, a proposta teve aprovação geral. Na opinião de todos, preservadas as diferenças de estilo e pensamento de cada um, a abordagem coletiva do mesmo tema confere sinergia aos esforços individuais. Como a maioria escreve quinzenalmente, ficou acordado que o mesmo assunto será analisado pelos colaboradores do blog numa rodada contínua de duas semanas. Ao seu término, se seguirá uma semana com tema livre, antes de uma nova quinzena em torno de outro tema fixo, e assim sucessivamente.

Assim, amanhã (03), no “Opiniões”, caberá ao jornalista e poeta Fernando Leite abrir a primeira rodada com tema coletivo. Na sequência dos dias, escreverão sobre o mesmo assunto a professora e escritora Carol Poesia (04), o pai da ideia Gustavo Oviedo (05), o jornalista e escritor Guilherme Carvalhal (06), o advogado e professor Carlos Alexandre de Azevedo Campos (07), o batedor da vanguarda Fabio Bottrel (08), o tradutor Marcelo Amoy (10), o jornalista e poeta Ocinei Trindade (11), o jornalista e servidor federal Ricardo André Vasconcelos (12), a antropóloga e poeta Manuela Cordeiro (13), o professor e comunicador visual Sérgio Provisano (14), e a cientista social Vanessa Henriques (15).

No meio e no fim da rodada, aos domingos dos dias 09 e 16 deste mês, o administrador do blog terá a oportunidade para dialogar, aqui, neste espaço físico de jornal impresso, com o que tiver sido pontuado nos dias anteriores, sobre um mesmo assunto, por cada colaborador virtual. Não por acaso, o primeiro tema coletivo às análises será o governo Rafael Diniz (PPS), eleito sob muita expectativa e que completará o emblemático período de 100 dias justamente no meio da rodada, no próximo dia 10.

Posteriormente, os assuntos abordados nas rodadas temáticas seguintes serão definidos junto a você, leitor, nos comentários no blog e na democracia irrefreável das redes sociais. Afinal, para um blog chamado “Opiniões”, dentro da multiplicidade de opiniões esperada, a sua será sempre a que mais interessa.

 

Publicado hoje (02) na Folha da Manhã

 

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Diogo Neves pinta como novidade no tabuleiro do jogo de 2018

 

 

 

Diogo Neves para 2018?

Em meio a tantas pré-candidaturas locais às eleições legislativas de 2018, uma possível novidade. Médico oncologista, jovem, diretor e herdeiro de importante grupo empresarial na área de saúde do município, Diogo Neves pinta como novidade do tabuleiro político de Campos, possivelmente pelo PSDC. Dentro da legenda, as versões dão conta da pretensão, mas são contrastantes. Ouvido pela coluna, Diogo esclareceu que não está filiado a nenhum partido e não deu certeza: “Ainda é uma coisa embrionária. Não vou dizer que botei meu bloco na rua, mas também não descarto”.

 

Versão de João Peixoto

Deputado estadual em seu quinto mandato e presidente estadual do PSDC, João Peixoto disse ontem ao “Ponto Final” que teria mantido uma conversa há cerca de um mês com o vereador e seu correligionário Cláudio Andrade. Segundo João, Cláudio teria levado o interesse de Diogo em ser candidato à Câmara Federal, ficando de intermediar uma conversa neste sentido entre o deputado e o médico e empresário Herbert Sidney Neves, pai do possível pré-candidato.

 

Versão de Cláudio Andrade

Também ouvido pelo “Ponto Final”, Cláudio admitiu o encontro com Peixoto e o interesse de Diogo em se lançar na política. Mas o advogado e vereador fez três importantes distinções: 1) a conversa teria sido no ano passado; 2) uma reunião posterior do deputado com Herbert Sidney sequer teria sido mencionada; e 3) a pré-candidatura de Diogo existe, mas a deputado estadual, não a federal.

 

Zé Carlos

Por sua vez, também ouvido pela coluna, o outro vereador do PSDC em Campos, José Carlos, disse ter sabido apenas ontem, no Farol, da possibilidade de uma pré-candidatura do jovem médico e empresário pelo seu partido. O edil reafirmou sua própria pré-candidatura à Câmara Federal. Caso se lance, Diogo ainda não tem definido partido ou candidatura. Na dúvida, se viesse mesmo pelo PSDC, uma tendência parece clara: se for a deputado federal, pode atrapalhar Zé Carlos; se for a estadual, João Peixoto seria o principal afetado. A não ser, lógico, que o debutante na política cumprisse o papel de puxador de voto na legenda.

 

Destino do garotismo

Quem conhece os bastidores do PR, atual partido de Anthony Garotinho e seu grupo político, garante: a direção nacional do partido conta as horas para ver o político da Lapa pelas costas. Mas qual seria o destino do ex-governador fluminense e seus seguidores? Em 15 de março, o jornalista Paulo Capelli anunciou na coluna “Informe O Dia” a resposta do ex-ministro Carlos Lupi, presidente nacional do PDT, à possibilidade de Garotinho voltar ao partido fundado pelo ex-governador Leonel Brizola (1922/2004): “Foi uma rejeição praticamente unânime”.

 

Volta ao PDT?

Após a negativa do PDT, Garotinho tentou minimizar a questão: “Não pode haver rejeição porque nunca pedi (para voltar ao PDT). Ficamos de conversar, de agendar encontro. Sempre tive simpatia pelo PDT, mas é só isso”. Todavia, segundo Wladimir Garotinho informou ontem à coluna, a coisa ainda não estaria definida. Embora seu pai enfrente restrições de nomes da velha guarda pedetista, como a deputada estadual Cidinha Ramos, nomes jovens do partido, como o ex-ministro Brizola Neto, seriam simpáticos à ideia.

 

PTB como opção

As negociações para a volta de Garotinho ao PDT estariam em compasso de espera, enquanto Lupi conversa com o ex-prefeito carioca Eduardo Paes, que está no PMDB, mas busca outra legenda para fugir do desgaste da prisão do ex-governador Sérgio Cabral (PMDB). Se, por este ou outro motivo, os entendimentos com o PDT não evoluírem, um caminho para o garotismo seria o PTB. Cogitado como outro possível destino, o PRB seria uma opção pouco provável.

 

Publicado hoje (01) na Folha da Manhã

 

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