Porque a vitória de Trump é uma derrota da democracia representativa

Ponto final

 

 

Arquitetura da destruição

Além dos seus conhecidos aspectos político e militar, no brilhante documentário “Arquitetura da destruição” (1989), escrito e dirigido pelo sueco Peter Cohen, o nazismo que levou a Alemanha e o mundo à II Guerra Mundial (1939/45) é dissecado em sua proposta antropológica. Na união de nacionalismo, racismo, fascismo italiano e revanchismo alemão pela perda da I Guerra (1914/18), foram canalizados os recalques de um pintor e arquiteto frustrado: Adolf Hitler (1889/1945). Criado por ele, o nazismo foi também uma tentativa de reação estética ao Modernismo que mudou e ditou as artes do mundo no séc. 20.

 

Castelo de areia

Inegável que a vitória do empresário Donald Trump na eleição a presidente dos EUA, contrariando todas as previsões das pesquisas e da mídia internacional, foi uma reação à globalização que se estendeu sobre o mundo a partir dos anos 1990. Após a queda do Muro de Berlim (1989) e a dissolução da União Soviética (1991), sob a égide da questionável Pax Americana (a lembrar a Pax Romana dos Césares da Antiguidade), foi aberto um período de livre fluxo dos capitais e aparente estabilidade mundial sob a hegemonia estadunidense, que agora parece se dissolver como um castelo de areia.

 

Vitória é derrota

Também não se pode negar que a vitória de Trump teve prenúncios desse reacionarismo antiglobalizante pelo mundo. O voto do eleitor dos EUA que ontem definiu seu próximo presidente, tem as digitais do sufrágio britânico que escolheu sair da União Européia, em junho deste ano, ou do carioca que em outubro elegeu prefeito um bispo da Igreja Universal do Reino de Deus. Mesmo que mude seu discurso racista, machista e isolacionista, como já dá sinais, espanta como Trump possa tê-lo usado e vencido. Seu triunfo foi a maior derrota da democracia representativa no séc. 21, de consequências ainda imprevisíveis.

 

A ver

Para quem vê no resultado da eleição presidencial dos EUA um sinal dos estertores do capitalismo, previsível deveria ser como a passagem da frota nuclear russa pelo Canal da Mancha, entre Inglaterra e França, há pouco mais de um mês, evocaria velhos fantasmas que se julgava exorcizados, todos simpáticos a Trump. Ex-chefe da KGB (serviço secreto da ex-União Soviética) e atual presidente vitalício da Rússia, Vladimir Putin torcia explicitamente pela derrota da democrata Hillary Clinton e ontem parabenizou o republicano vencedor, afirmando que a Guerra Fria (tensão bipolar e nuclear do mundo entre 1945 e 1991) já acabou. A ver…

 

Sem coligações

O plenário do Senado aprovou ontem, em primeiro turno, a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que acaba com as coligações partidárias nas eleições proporcionais e institui a cláusula de barreira para os partidos políticos. O texto ainda deverá passar por três sessões de discussão antes da votação em segundo. Se aprovada a proposta, não haverá mais coligações na eleição proporcional (para deputados e vereadores). O fim favorece os grandes partidos, uma vez que um “nanico” não poderia se unir a outros para aumentar sua força.

 

Fidelidade

De autoria dos senadores Aécio Neves (PSDB-MG) e Ricardo Ferraço (PSDB-ES), a PEC também reforça a fidelidade partidária ao estabelecer que políticos eleitos já no pleito deste ano perderão os mandatos caso se desfiliem de seus partidos, bem como suplentes ou vices perdem a possibilidade de atuar como substitutos se também mudarem de legenda. A PEC também estabelece uma cláusula de barreira que divide os partidos políticos em dois tipos: os com funcionamento parlamentar e os com representação no Congresso Nacional.

 

Barreira

Os partidos com funcionamento parlamentar serão os que obtiverem no mínimo 2% dos votos nas eleições gerais de 2018 e 3% nas de 2022. Tais siglas poderão ter acesso a fundo partidário e tempo de rádio e televisão e estrutura funcional própria no Congresso. Já os com representação no Congresso, os que não superarem a barreira, terão o mandato de seus eleitos garantidos, embora percam o acesso aos benefícios. Os políticos filiados a eles também terão o direito de mudar de legenda sem perder o mandato. Se o texto for aprovado em dois turnos no Senado, ele seguirá para a Câmara dos Deputados, onde ainda poderá ser alterado.

 

Com a colaboração do jornalista Arnaldo Neto

 

Publicado hoje (10) na Folha da Manhã

 

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Em Brasília, Brand firma parcerias do governo Rafael em Educação e Saúde

Brand com o chefe de o presidente do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), Rodrigo Lamego (Foto: Divulgação)
Brand com o chefe de o presidente do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), Rodrigo Lamego (Foto: Divulgação)

 

 

Um dia após a primeira reunião oficial (aqui) entre as equipes de transição, o professor Brand Arenari, responsável pela Educação neste processo, está em Brasília estreitando o diálogo em busca de parcerias. Nesta quarta-feira (09) ele se reuniu com o chefe de gabinete do presidente do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), Rodrigo Lamego.

Na pauta, convênios que já existem entre a Prefeitura e o FNDE, além da possibilidade de novas ações em conjunto. “Vamos manter os atuais convênios e ampliar essa relação”, explicou Brand, que também esteve no Ministério do Desenvolvimento Social (MDS).

No Ministério da Saúde, Brand também deixou parcerias bem encaminhadas:

— Foram abertas possibilidades de várias parcerias, já que o nosso município é estratégico para a implantação de programas nas áreas da Saúde, Educação e Assistência Social.

 

Da assessoria do governo eleito Rafael Diniz

 

 

Brand com coordenadoras e diretoras do ministério da Saúde (Foto: Divulgação)
Brand com coordenadoras e diretoras do ministério da Saúde (Foto: Divulgação)

 

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O que as ausências na transição e no julgamento querem dizer

Ponto final

 

 

Para quem não sabia

O que esperar de uma prefeita que, perto de se despedir do poder após oito anos, com desempenho administrativo sofrível nos últimos quatro, perde por isto a chance de fazer seu sucessor nas urnas, derrotada ainda no primeiro turno, e depois adia por duas vezes a primeira reunião de transição com a equipe do opositor eleito, sob a justificativa reincidente de querer estar presente para passar o bastão, mas não dá as caras quando o encontro finalmente acontece? Quem ainda não sabia por que o garotismo está sendo despejado da Prefeitura de Campos que dominou por 28 anos, ontem pode tirar qualquer dúvida.

 

Idas de quem não ia

A transição entre os governos Rosinha Garotinho (PR) e Rafael Diniz (PPS) foi iniciada quando o segundo enviou ao primeiro um ofício neste sentido, datado de 20 de outubro. Só quase uma semana depois, no dia 26, os rosáceos responderam, marcando a reunião para 3 de novembro. Em 1º de novembro, alegando que a atual prefeita não poderia estar presente, mas queria, se deu o primeiro adiamento, com o encontro remarcado ao dia 7. Só que, neste dia, no lugar da abertura da transição, ocorreu outro adiamento, sob a mesma justificativa: após dizer querer estar presente, Rosinha estaria ausente; mas iria se fosse no dia seguinte.

 

Presença rosácea

Apesar de ter aquiescido pela segunda vez com o adiamento solicitado pelo mesmo motivo, o governo Rafael impôs o limite: seria a última vez. E ontem, quando a primeira reunião finalmente se deu, o governo que deixará o poder daqui a pouco mais de 40 dias se fez representar por Matheus da Silva José, Thiago Lisboa, Geraldo Venâncio, Roberto Landes, Leandro Siqueira, José Felipe e Fábio Ribeiro. Como você, leitor, pode perceber, nenhum deles era a atual prefeita de direito, ou o ainda de fato, seu marido e secretário de Governo.

 

Prefeito que foi

Ao contrário de quem substituirá em 1º de janeiro, Rafael esteve presente ao encontro de ontem, até pela expectativa de que Rosinha também estivesse, como alegou querer para adiar a transição duas vezes. Ao centro da mesa, o prefeito eleito pregou concórdia em torno dos interesses do município: “Nós queremos fazer uma transição sem revanchismo, sem perseguição. É um ajudar ao outro pelo bem maior: Campos. Sabemos que acima de todos nós está a nossa cidade, por isso buscamos o diálogo, por isso buscamos o diálogo permanente para que possamos fazer as coisas terem andamento”.

 

Ausências da paz

Ao observador mais atento, no entanto, não passou despercebido o fato de que, entre seus oito coordenadores da transição cujas presenças foram antecipadas ontem nesta coluna, Rafael escolheu se sentar entre os dois mais violentamente atacados pelo marido da atual prefeita: Fabiana Catalani (Saúde) e Leonardo Wigand (Fazenda). Só que, talvez pelo fato da conversa ter sido cara a cara, com paridade no verbo, não à distância segura e monocórdia do seu blog ou do microfone da sua rádio, quem atacou preferiu confirmar suas núpcias na ausência. E, sem o casal mais famoso da Lapa, tudo transcorreu em paz.

 

Julgamentos

O juiz Eron Simas começou a julgar ontem os vereadores eleitos que foram denunciados pelo Ministério Público Eleitoral (MPE) de participação no “escandaloso esquema” da troca de Cheque Cidadão por voto. A celeridade que a população cobrou nas ruas parece ter tido efeito para marcação das audiências. Vamos aguardar se vai ocorrer o mesmo quanto às sentenças. Em caso de condenação, boa parte da Câmara para a próxima legislatura passa por mudanças, já que 11 eleitos foram denunciados.

 

Defesa

A denúncia da troca de Cheque Cidadão por votos aponta que candidatos a vereador do grupo governista utilizaram de um programa social da máquina pública para obter vantagens. Os eleitos e réus das ações de ontem não foram ao julgamento, como previsto e assegurado a eles, mas foram representados por advogados que também têm proximidade com a máquina: Fabrício Ribeiro, ex-procurador do município, e Maxuel Barros Monteiro, que é, também, procurador da Câmara.

 

Com a colaboração do jornalista Arnaldo Neto

 

Publicado hoje (09) na Folha da Manhã

 

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Mundo mundo vasto mundo

Donald Trump
Donald Trump, eleito por voto Cesár do Império

 

 

“Meu Deus, por que me abandonaste

se sabias que eu não era Deus

se sabias que eu era fraco.

 

Mundo mundo vasto mundo,

se eu me chamasse Raimundo

seria uma rima, não seria uma solução.”

 

(Trecho de “Poema de sete faces”, de Carlos Drummond de Andrade)

 

 

Nascer do sol de 09/11/16 (Foto de Aluysio Abreu Barbosa)
Nascer do sol de 09/11/16 (Foto de Aluysio Abreu Barbosa)

 

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Transição: após adiar reunião duas vezes, Rosinha não aparece

Rafael no centro da primeira reunião da transição, entre as equipes do seu governo e de Rosinha (Foto de Rodrigo Silveira - Folha da Manhã)
Rafael no centro da primeira reunião da transição, entre as equipes do seu governo e de Rosinha (Foto de Rodrigo Silveira – Folha da Manhã)

 

 

Após adiar duas vezes (aqui e aqui) a primeira reunião de transição entre o governo atual e o eleito de Campos, sob alegação de que queria estar presente, a prefeita Rosinha Garotinho (PR) acabou não aparecendo hoje. O novo prefeito Rafael Diniz (PPS), no entanto, estava lá, junto com os oito membros da sua equipe de transição, anunciados hoje (aqui) pela coluna “Ponto Final”, da Folha da Manhã: Fábio Bastos (Governo), José Paes Neto (Procuradoria), Fabiana Catalani (Saúde), Leonardo Wigand (Fazenda), Felipe Quintanilha (Controle Orçamentário e Auditoria), Brand Arenari (Educação), André Oliveira (Gestão de Pessoas e Contratos) e Alexandre Bastos (Chefia de Gabinete).

A reunião começou no horário marcado de 15h e durou cerca de 1h40. Quem esperava um clima de tensão, pelas críticas violentas que todos os coordenadores da equipe de Rafael sofreram do marido da atual prefeita e seu secretário de Governo, se surpreendeu com a cordialidade com que os representantes rosáceos se portaram com aqueles que os substituirão na Prefeitura, daqui a pouco mais de 40 dias.

O único senão ficou por conta do relatório entregue pelo atual governo, que o futuro procurador geral do município, José Paes, julgou incompleto. O atual titular do cargo, Matheus da Silva José, prometeu complementar as informações, que são esperadas pelo governo eleito antes da nova reunião, marcada entre as duas equipes de transição para o próximo dia 17.

Presente, mesmo diante a ausência de Rosinha do marido desta, Rafael ressaltou:

— Precisamos de uma transição propositiva, sem revanchismos, na qual a cidade esteja acima dos grupos políticos.

 

Leia a cobertura completa da primeira reunião de transição na edição de amanhã (09) da Folha da Manhã

 

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Ocinei Trindade — O mistério do choro que lacrimeja

Ocinei 08-11-16

 

 

 

Ao pensar no título desta crônica, me deparei com esses sentimentos de dúvida da escrita. A palavra “choro” pode ter o significado de chorar, com verbo conjugado na primeira pessoa do presente (acento aberto ou agudo no primeiro “o” sonorizando “chóro”), ou ainda o estilo musical “choro” que carinhosamente preferimos chamar “chorinho”. Acrescentei o verbo “lacrimejar” para fazer alusão ao ato de chorar, mas mesmo assim, a frase ou o título pode gerar duplo sentido. A música também pode fazer chorar. Poderia ter mudado o título para “O mistério do chorar”, ou apenas seguir a ideia original “O mistério do choro”. Na verdade, eu preferiria escrever “chôro” para diferenciar cada uma dessas expressões, acentuando do jeito que falo, “choro, chóro, chôro”, mas não sou léxico, gramático, deus da reforma ortográfica, esses trens da língua. Gosto de trens e de línguas. Idiomas, inclusive. Brincar com palavras é divertido.

 

Dei essa volta toda para dizer que tenho dificuldade de chorar.

 

Há uma diferença, me parece, pelo menos é assim que sinto, entre chorar e se emocionar. Eu tenho uma certa facilidade de me comover, mas dificuldade em chorar. Explico: filmes e músicas são capazes de me comover, assim como reportagens e documentários onde pessoas que sofrem por alguma razão dão testemunhos de suas agruras e desgraças. Sou capaz de chorar bastante por isto. A beleza também é algo que me comove e me faz lacrimejar com emoção. Hoje estava assistindo ao Globo Repórter que visitou a Noruega com a jornalista Dulcineia Novaes. Aquela beleza toda, além de ver um país que funciona em todas as suas necessidades básicas me causaram tremenda emoção. Chorei. Aliás, devo ter chorado de inveja, este que é um dos piores pecados humanos.

 

Faz uns meses, voltando para casa de noite, coloquei uma coletânea do Queen para tocar. Coisa boa carro com ar-condicionado, música de qualidade nas alturas e trânsito livre, combinação que, segundo a atriz e escritora Maitê Proença, é perfeita. Concordo com ela. Lembro que no dueto do Freddie Mercury com David Bowie na canção “UnderPressure” abri o berreiro ao dirigir. Mesmo não dominando fluentemente toda letra, foram as vozes e os arranjos instrumentais que mexeram com algum lugar do meu cérebro e memória me fazendo chorar repetidas vezes. Aliás, reproduzi  a canção umas cinco vezes. Precisava daquela carona na música para eu chorar pelas coisas que não consigo. Um verso de “UnderPressure” diz assim:

 

…Pois o amor é uma palavra tão fora de moda. E o amor te desafia a se importar com as pessoas no limite da noite. E o amor desafia você a mudar nosso modo de nos preocupar com nós mesmos. Esta é nossa última dança. Isto somos nós mesmos sob pressão, sob pressão, pressão”.

 

          Ontem, tarde da noite, voltando para casa, repeti o disco com a mesma canção, mas não chorei, nem me comovi. Faltou apertar algum botão em mim para tentar aliviar o cansaço e as pressões que atravesso. Não funcionou desta vez.

 

Quando meu pai morreu assassinado em 1985, lembro que levei uns três anos para chorar sua morte. Com a morte da minha mãe, há três anos, levou menos tempo: uns três ou quatro meses. Creio que até hoje não chorei o suficiente pela perda deles, assim como não chorei o bastante pela morte de amigos e amores que partiram. Pode ser um mecanismo de defesa. Parece que não dá tempo se descabelar com essas partidas, pois a vida é dura e exige de nós força para sobreviver e seguir adiante. Onde vai dar? Não sei exatamente, mas sei que no fim vai dar em nada. Ou melhor, vai dar na morte. Uma pena. Ou um alívio. Lembro da atriz Cristina Pereira fazendo uma peça de teatro em que  sua personagem ria ou gargalhava de todas as desgraças e mazelas que vivia. Assaltos, traições, salário atrasado, fila de banco errada, vizinho escroto, funk pornográfico arrebentando os ouvidos em carros na rua enquanto você tenta dormir. nada escapava das risadas da vítima. Ela dizia que se chorasse, não parava nunca mais. Sendo assim, ria.

 

Não consegui chorar de rir, nem chorar de lamentar a prisão da radialista e colega Linda Mara Silva, por exemplo. Acho lamentável essa situação e acusações de corrupção envolvendo ela e tantas pessoas de minha cidade. Apesar dessa degradação ser motivo para chorar, me vejo tomado pela apatia quase indiferente. Aliás, não há nada pior e desumano que a indiferença. Onde vamos parar? O sonho norueguês ou escandinavo parece cada vez mais distante desta terra goitacá ou de tupinambás e maracajás extintos. Sobraram uns parcos guaranis, mas o Estado Rio de Janeiro adora um extermínio de gente de todo tipo. Não dá vontade de chorar? Mas cadê lagrima?

 

Estava pensando em escutar “Se eu quiser falar com Deus”, do Gilberto Gil. Não sei se com ele ou com a Elis Regina. A interpretação da IthamaraKoorax também é tocante. Quem sabe, choro ou me comovo, talvez.

 

Se eu quiser falar com Deus, tenho que ficar a sós, tenho que apagar a luz, tenho que calar a voz…”  .   Honestamente, acho que o Gilberto Gil, esta maravilha de brasileiro, pode me ajudar.

 

 

 

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Equipe de Rafael inicia transição de governo hoje, com ou sem Rosinha

Ponto final

 

 

Novela rosácea da transição

A primeira reunião de transição entre os governos Rosinha Garotinho (PR) e Rafael Diniz (PPS) acontece hoje, às 15h, na sede da Prefeitura. Já foram dois adiamentos por parte da atual governo, derrotado ainda nas urnas do primeiro turno de 2 de outubro. A pedido da equipe de transição do prefeito eleito, feito no dia 20, o atual governo demorou quase uma semana para marcar, só no dia 26, a reunião para 3 de novembro — última quinta-feira. E de lá para cá, remarcou a data duas vezes: primeiro para ontem (06), quando adiou mais uma vez, para hoje.

 

Presença da Rosinha ausente

O motivo para o primeiro adiamento, segundo o atual procurador geral do município, Matheus José da Silva, foi o fato de que a prefeita Rosinha queria participar pessoalmente do encontro. O que levou Rafael a se prontificar a fazer o mesmo. Só que, com a reunião adiada para ter a presença da prefeita, ontem ela se fez novamente ausente. Coincidentemente, desde que saíram os primeiros mandados de prisão para os envolvidos naquilo que o Ministério Público Eleitoral (MPE) denunciou como “escandaloso esquema”, na troca de Cheque Cidadão por voto, Rosinha e seu marido e secretário de Governo têm ficado pouco em Campos.

 

Basta nos adiamentos

Após o segundo adiamento de ontem para hoje, o coordenador da transição do governo Rafael, o advogado Fábio Bastos ressalvou em nota: “Fomos informados que amanhã (hoje), com ou sem a presença da prefeita, a reunião será realizada”. Se o prefeito eleito vai esperar a confirmação da presença de Rosinha, para saber se vai ou não, foi definido na noite de ontem que sua equipe de transição irá comparecer à reunião, mesmo que os rosáceos tentem adiá-la pela terceira vez.

 

Maturidade prevalecerá?

Com ou sem Rosinha, hoje irão os coordenadores de transição Fábio Bastos (Governo), José Paes Neto (Procuradoria), Fabiana Catalani (Saúde), Leonardo Wigand (Fazenda), Felipe Quintanilha (Controle Orçamentário e Auditoria), Brand Arenari (Educação) e André Oliveira (Gestão de Pessoas e Contratos). Além deles, estará presente mais um nome confirmado da equipe de Rafael: o jornalista e blogueiro Alexandre Bastos, que coordenará a Chefia de Gabinete. Ontem, o novo governo municipal apelou ao atual: “Neste momento a cidade está acima de qualquer diferença partidária e a maturidade deve prevalecer”.

 

Equipe de transição do prefeito eleito Rafael Diniz (Arte de Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)
Equipe de transição do prefeito eleito Rafael Diniz (Arte de Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)

 

Manobra jurídica

Como a disputa por cadeiras na Câmara conta com um “segundo turno” jurídico, o grupo rosáceo disponibilizou uma tropa jurídica para os investigados que conquistaram cadeiras na Câmara. Uma das manobras jurídicas para garantir a diplomação e posse dos candidatos seria o não comparecimento dos políticos aos julgamentos, forçando a remarcação das audiências e, consequentemente, possibilitando que eles consigam responder no cargo.

 

Quem entra? (I)

Nos bastidores, familiares e assessores dos suplentes não escondem a torcida pela condenação da “turma do cheque”. Foram eleitos e estão na mira: Thiago Virgílio (PTC), Jorge Rangel (PTB), Thiago Ferrugem (PR), Kellinho (PR), Magal (PSD), Ozéias (PSDB), Roberto Pinto (PTC), Cecília Ribeiro Gomes (PT do B), Vinicius Madureira (PRP), Linda Mara (PTC) e Miguelito (PSL). Se os vereadores forem condenados, quem assume as cadeiras?

 

Quem entra? (II)

Em caso de condenação dos 11, mas com os votos contabilizados para as coligações, os seguintes suplentes entrariam: Álvaro Oliveira (SD), Neném (PTB), Joilza Rangel (PSD), Apóstolo Luciano (PSB), Tô Contigo (PRB), José Cláudio (PT do B), Alonsimar (PTC), Jairinho (PTC), Beto Cabeludo (PTC), Josiane Morumbi (PRP) e Marquinho do Transporte (PRP).

 

Quem entra? (III)

Se os vereadores forem condenados e os votos anulados, seria necessário um novo cálculo do quociente eleitoral. Com isso, ganhariam espaço nomes de partidos como PMDB, PPS e PT. Entrariam: Nédio Gabriel (PMDB), Professor Alexandre (PT), Fabinho Almeida (PPS), Dr. Admardo (PSDC), Rosilani do Renê (PSC), Neném, Joilza, Alonsimar, Josiane Morumbi, Beto Cabeludo e Apóstolo Luciano.

 

Em caso de condenação da Justiça, quem sai e quem entra da Câmara de Campos (Arte de Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)
Em caso de condenação da Justiça, quem sai e quem entra da Câmara de Campos (Arte de Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)

 

 

Publicado hoje (08) na Folha da Manhã

 

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Transição: Rosinha pede e adia novamente primeira reunião

Rosinha e Rafael
Rosinha e Rafael (Montagem: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)

 

 

Depois de pedir para adiar a primeira reunião de transição entre os governos Rosinha Garotinho (PR) e Rafael Diniz (PPS), marcada incialmente (aqui) para última quinta-feira (03), mas transferida (aqui) para hoje (07) a pedido da atual prefeita, esta acabou de solicitar e conseguir mais um adiamento.

Da primeira vez, Rosinha adiou porque alegou querer marcar presença no encontro, hoje o adiamento se deu por sua ausência, que estaria no Rio de Janeiro. Assim adiada inicialmente para às 15h de hoje, a primeira reunião de transição foi novamente adiada para amanhã (08), às 15 h.

Confira abaixo a explicação na nota gerada pela equipe de transição de Rafael:

 

No final da manhã desta segunda-feira (07) o Procurador Geral do Município de Campos, Matheus José, entrou em contato para solicitar que a reunião da transição, marcada para às 15h de hoje, fosse remarcada para amanhã, no mesmo horário. De acordo com ele, trata-se de um pedido da prefeita Rosinha Garotinho, que pretende estar presente. Na última quinta-feira, primeira data marcada para a reunião entre as esquipes, a prefeita já havia solicitado que fosse remarcada para esta segunda-feira. 

Logo após a vitória no primeiro turno o prefeito eleito Rafael Diniz deixou claro que esperava uma transição técnica, transparente, e sem revanchismo. A equipe de transição do prefeito eleito, que protocolou ofício solicitando informações ao atual governo desde o último dia 20, espera pela reunião desde a semana passada. Por solicitação da prefeita, este encontro passou da última quinta-feira para esta segunda-feira. Hoje, mais uma vez por solicitação da prefeita, a reunião foi remarcada com a promessa de que não haverá mais alterações. “Neste momento a cidade está acima de qualquer diferença partidária e a maturidade deve prevalecer. Fomos informados que amanhã, com ou sem a presença da prefeita, a reunião será realizada”, diz o advogado Fábio Bastos, coordenador da equipe de transição do prefeito eleito.
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Lições de outubro — Aos que chegaram ao poder e nasceram nos anos 1980

 

Crise + oportunidade

 

 

 

Vários foram os fatores que levaram à vitória acachapante de Rafael Diniz (PPS), nas sete Zonas Eleitorais, ainda no primeiro turno, pela Prefeitura de Campos:

  • A contagiante campanha do vitorioso na democracia irrefreável das redes sociais e na propaganda de TV, concebida por profissionais locais, que compensou pouco tempo com dinamismo e criatividade;
  • A articulação e o desassombro de Rafael nos debates, aliado ao desempenho claudicante do candidato governista Dr. Chicão (PR), sobretudo no último, de maior e decisória audiência, da InterTV Planície;
  • A atuação firme do Ministério Público e Justiça Eleitorais, além da Polícia Federal (PF), certamente inspirados na Operação Lava Jato, a provar que a cidade, como o país, não aceitam mais determinadas práticas dos seus governantes;
  • A diarreia verbal (aqui e aqui) do marido e secretário de Governo da prefeita Rosinha Garotinho (PR), no microfone da sua rádio, com contornos de surto psicótico, sobretudo na última semana de campanha, quando desidratou de vez a candidatura governista.

Mas talvez nada tenha definido os rumos da eleição quanto a surpreendente posição do ex-prefeito Arnaldo Vianna (PMDB). Ao romper (aqui e aqui) com a candidatura do filho único Caio Vianna (PDT), questionando publicamente (aquiaqui) o preparo deste, para apoiar (aqui, aqui e aqui) a de Geraldo Pudim (PMDB), há quem tenha dito, talvez não sem razão, que Arnaldo teria assassinado não dois, mas três coelhos numa cajadada solitária e trapalhona: a pretensão de Caio em ser prefeito, quando ainda liderava (aqui) as pesquisas de intenção de voto, a de Pudim e o próprio arnaldismo — outrora popular derivação do populismo garotista, em sua oposição carbono.

A opinião de que a atitude de Arnaldo e suas consequências, mais que quaisquer outros fatores, definiram a eleição de Campos, ainda no primeiro turno de 2 de outubro, ganhou reforço sobretudo na análise, Brasil afora, do resultado final das eleições municipais, findo o segundo turno do dia 30. Como observou o jornalista Paulo Celso Pereira:

— Em quatro das cinco maiores capitais, a disputa foi marcada pela ascensão de candidatos que se apresentavam como outsiders ou representantes de uma “nova política”. Foi assim no Rio de Janeiro, São Paulo, Belo Horizonte e Fortaleza.

Assim, por mais distinções que Rafael possua, respectivamente, dos também eleitos Marcelo Crivella (PRB), João Doria (PSDB) e Alexandre Kalil (PHS), além do ex-PM Capitão Wagner (PR), derrotado por pouco na capital do Ceará, o que os uniu e impulsionou foi a busca do eleitor pelo novo, diante de um modelo tradicional de fazer política cuja falência é outra consequência inequívoca da Lava Jato.

Foi esse desejo de ruptura que definiu as urnas de Campos e São Paulo ainda no primeiro turno, e do Rio e de Belo Horizonte no segundo. Como elegeu, por exemplo, o jovem Nelson Marchezan em Porto Alegre (RS), ou o azarão Dr. Hildon, em Porto Velho (RO), outras duas capitais do total de sete que serão governadas pelo PSDB — vencedor nacional do pleito municipal, cujo maior perdedor foi o PT. De terceira maior legenda do país em número de prefeituras, o partido dos ex-presidentes Lula e Dilma Rousseff desceu a ladeira à 10ª posição.

E quem tem dúvida local sobre os danos ao PT da sua associação, eviscerada na Lava Jato, ao que sempre houve de pior na tradição fisiológica da política brasileira, que se pergunte quantos votos faria o vereador Marcão (Rede), merecidamente reeleito com a maior votação legislativa de Campos, caso tivesse permanecido no partido pelo qual conquistou seu primeiro mandato.

Antes de qualquer particularidade regional, Rafael foi eleito na esteira de um fenômeno nacional, por quem buscou novidade, mudança. E a esperança chegou a ser endereçada a Caio, antes do seu pai extraviar a correspondência, assumida com competência pelo destinatário final da maioria nas urnas.

Se nenhum prefeito a partir de 1º de janeiro de 2017 terá vida fácil na crise econômica legada pelos 13 anos de governo federal do PT, tanto pior no Estado do Rio condenado à insolvência pelo PMDB, uma oitava abaixo pela bancarrota na qual os oito anos do governo Rosinha afundaram Campos. Isso, lógico, enquanto quem bateu a carteira agora grita “pega ladrão!”, ao eco de delírios sobre anulação das eleições, Pátio Norte e outras manjadas variantes da sua ideação persecutória.

O jovem prefeito eleito, como a maioria dos nomes da sua equipe, antecipados (aqui, aqui e aqui) pela coluna “Ponto Final”, são de uma geração nascida nos anos 1980. E amanhã eles terão (aqui) a primeira reunião de transição com a atual administração, possivelmente na presença de Rosinha, mais seu secretário de Governo. Estes, por sua vez, de uma geração que chegou ao poder nos mesmos anos 1980 — década na qual também se conjugou crise com esperança.

Trinta anos depois, neste domingo de Enem, a lição parece simples: quem não aprender a sua é posto para fora da sala.

 

Publicado hoje (06) na Folha da Manhã

 

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Fabio Bottrel — A poesia mais bonita que Deus escreveu

 

Sugestão para escutar enquanto lê: Cinema Paradiso – EnnioMorricone

 

 

 

 

Bottrel 05-11-16

 

 

— Está vendo esse mar pintando o horizonte de vermelho, iluminando lá no céu a estrela que saiu do seu peito? É a vida nos dizendo que nem tudo está perdido para quem acredita no amor, como se fôssemos os ossos de um mundo que está morrendo, perdendo em cada suspiro suas últimas pétalas de esperança. – Disse o rapaz com os olhos marejados com o reflexo mar adentro.

— Você fala diferente.

— Diferente como?

— Parece que cada palavra foi escrita. – A moça gostava quando seus dizeres faziam o rapaz refletir e ficava a observar o rosto dele divagar. — Quem fala “somos os ossos de um mundo que está morrendo”? É diferente.

— Mas é bom?

— É, mas não é romântico.

— Mas e o mar iluminando lá no céu a estrela que saiu do seu peito?

— Essa parte é, podia ter parado aí.

Os dois continuaram sentados nas areias de Atafona, ainda não haviam trocado a roupa do dia anterior, passaram a noite na casa dos amigos do rapaz, cujos foram os primeiros que a moça conheceu. As ondas do mar faziam um barulho estranho quando encontravam as ruínas como se alguém quisesse lhes dizer algo, o céu bem claro formava desenhos simétricos nas nuvens como se alguém os tivesse observando e quando o jovem escutou o zunir do vento forte no seu ouvido enquanto eriçava os pequenos grãos ao seu redor, levantou de um pulo.

— Está na hora!

— Está na hora de quê?! Que susto!

— De ler a poesia mais bonita que Deus escreveu.

— Oi?

— Vamos!

— Pra onde?!

 

***

 

Desde que chegara a Campos o jovem escutava falar sobre a ligação mágica entre Atafona e os poetas, no encontro do mar com o rio encontravam-se também as palavras levadas pelos ventos para ouvidos e bocas poetisas. Lá no pontal, quando o sol se esconde sob as águas acalmadas, pintando o céu das cores que vêm de dentro d’a gente, Deus escreve sua poesia nos sorrisos de quem ama.Ansiosa a moça acompanha seu amado correndo pelas areias guerreiras, sobre os lares soterrados sentindo na pele cada grão da vida que vale a pena ser vivida. Os ventos fortes levitavam seus cabelos e debaixo de seus caracóis sedimentavam o sal do mar doce, levitavam como levanta a vida ao escutar as primeiras notas do abraço entre duas almas, florido vestido abrindo-se em sorrisos voa, longe, para dentro de si. Voa, menina, merecestes toda a felicidade de uma vida amada!! – Grita o coração dentro de si, transbordando pelos olhos brilhantes que acompanhavam o balançar dos braços unidos além dos corpos.

Quando a respiração se tornou ofegante a moça percebeu os passos do rapaz se tornarem mais lentos e a corrida se tornou uma caminhada com marcas mais profundas na areia, deixando na praia os primeiros passos de uma grande história, estavam lado a lado, olhando para o infinito, ao longo do oceano, onde o amor não tinha fim. Os pés pararam, sentiram o formigamento das pernas, a dormência no peito, a pele contra a pele ao abraçar, abrasar. O sol estava se pondo sobre o encontro do mar com o rio, a união entre duas águas, sal e doce, corpo e alma, e ao se unir com as águas se fez luz entre dois oceanos iluminando o sorriso mais bonito que a moça tinha para dar.

— É aqui que Deus escreve sua poesia? – Pergunta a menina.

— É…

— E onde está? Eu quero ler.

As palavras soltavam-se de seus lábios e se uniam ao vapor das águas, aos grãos de areia levitados pelo vento forte misturando no céu vermelho toda a poesia que o rapaz, com um aceno delicado,lia no sorriso pueril da menina que sorri da maneira mais bonita de sorrir.

— E o que ela diz?

— Te amo, Keettlynn.

 

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Linda Mara sai do Presídio Feminino no fim da noite de sexta

Linda Mara (Foto: Rodrigo Silveira - Folha da Manhã)
Linda Mara (Foto: Rodrigo Silveira – Folha da Manhã)

Presa (aqui) pela Polícia Federal (PF) no último dia 31, a vereadora eleita Linda Mara da Silva (PTC) foi posta em liberdade no fim da noite de ontem, quando saiu do Presídio Feminino Nilza da Silva Santos, em frente à ponte Gal. Dutra. O motivo foi o fim da sua prisão temporária de cinco dias.

Decretada no dia 26, quando foi desencadeada a operação Chequinho II, a prisão de Linda Mara só cumprida no dia 31 porque ela ficou foragida por cinco dias, até ser presa após uma denúncia anônima. Ela estava num hotel de Copacabana, no Rio de Janeiro.

A equipe da Folha ligou na tarde de ontem para secretaria estadual de Administração Penintenciária (Seap), mas a a informação foi de que, até aquele momento, Linda Mara continuava presa. Diferente da tarde da última seunda-feira, quando chegou presa do Rio à delegacia da PF em Campos, no final da noite de ontem ela não foi recebida na saída do Presídio por dezenas de populares, em meio a gritos, aplausos e selfies.

 

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Pasta mais esperada no governo Rafael, Saúde fica com Fabiana Catalani

Ponto final

 

 

Recomeço na Saúde: Fabiana Catalani

“Recomeçar”. Numa palavra, foi assim que a médica pediatra Fabiana Catalani, com especialização em Auditoria de Sistemas de Saúde e em Gestão Hospitalar, falou com exclusividade à coluna sobre a missão que vai encarar a partir de 1º de janeiro de 2017. Ela aceitou ontem o convite do prefeito eleito Rafael Diniz (PPS) para assumir a pasta que o campista não tem dúvida ao apontar como principal problema de Campos: sua Saúde Pública. O anúncio da nova secretária foi adiantado ontem (aqui) pelo blog “Opiniões”, da Folha Online.

 

Amostra na transição

Fabiana terá uma prévia do que vai encontrar a partir das 15h da próxima segunda-feira (07), quando participará da primeira reunião de transição entre os governos Rosinha Garotinho (PR) e Rafael. Marcada inicialmente para ontem (03), o início da transição foi adiado a pedido da própria Rosinha. Ela disse querer participar pessoalmente do encontro, o que motivará a presença também de quem de Rafael, eleito para suceder a atual prefeita desde o primeiro turno de 2 de outubro.

 

Leonardo Wigand

Como esta coluna adiantou (aqui e aqui), sempre em primeira mão, além de Rafael e Fabiana, comporão a equipe de transição do governo eleito o novo procurador municipal José Paes Neto, Brand Arenari (Educação), Fábio Bastos (Governo), Felipe Quintanilha (Controle Orçamentário e Auditoria) e André Oliveira (Gestão de Pessoas e Contratos). Completará ainda a equipe o encarregado da transição na pasta de Fazenda: o advogado e empresário Leonardo Wigand.

 

Formação

Há mais de 20 anos atuando como empresário na iniciativa privada, Leonardo é advogado por formação, com MBA em gestão empresarial pela Fundação Getúlio Vargas (FGV). Por sua vez, Fabiana se formou pela Faculdade de Medicina de Campos (FMC) e se especializou em pediatria, antes de cursar seus dois MBA’s: em Auditoria de Sistemas de Saúde e em Gestão de Saúde, também pela FGV.

 

Vasta experiência

Além da formação acadêmica, a nova secretária de Saúde de Campos possui vasta experiência no serviço público. Concursada do município de Campos, trabalhou na UTI Pediátrica do Ferreira Machado (HFM), antes de passar ao Núcleo de Controle e Avaliação do hospital. Depois, foi diretora administrativa do Hospital Geral de Guarus (HGG), antes de assumir a secretaria de Saúde de São João de Barra, de agosto de 2010 até o final de 2012, no último governo Carla Machado (hoje PP). Fabiana atuou ainda como concursada no Controle e Avaliação do Hospital Municipal de Quissamã.

 

Apertando o cinto

O Governo do Estado anuncia, hoje, às 10h, no Palácio Guanabara, um conjunto de medidas para equilibrar as contas públicas. Estarão presentes o governador Luiz Fernando Pezão, o vice-governador Francisco Dornelles e os secretários de Fazenda, Gustavo Barbosa, de Planejamento, Francisco Caldas, e da Casa Civil, Leonardo Espíndola.

 

“Andando”

O secretário de Desenvolvimento Humano e Social, Henrique Oliveira, afirmou, ontem, que a comissão da Prefeitura para investigar possíveis irregularidades no Cheque Cidadão está “andando”. Ele pediu à Justiça mais 15 dias para enviar listagem do recadastramento.

 

Com a colaboração da jornalista Suzy Monteiro

 

Publicado hoje na Folha da Manhã

 

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