População impede que Rosinha e Edson vendam Campos para cobrir rombo

Povo recusa projeto de Rosinha
Pode até soar demagogia a quem não esteve presente na sessão de ontem, na Câmara Municipal. Mas para quem assistiu ao vereador e prefeito eleito Rafael Diniz (PPS) entrar com a bancada de oposição, sob os aplausos da população que lotou as galerias, bem como as vaias que levaram o presidente da Câmara Edson Batista (PTB) e os demais edis rosáceos, pouca dúvida restou: Rafael e seu candidato a presidir a próxima Legislatura, vereador Marcão Gomes (Rede), não estavam mentindo quando disseram (aqui e aqui) ter sido o povo campista o responsável pela recusa ao projeto de lei da prefeita Rosinha Garotinho (PR).
Esclarecimento viral
Pelo projeto de Rosinha, ficariam comprometidos todos os bens imóveis do município. Não bastasse, uma emenda proposta por Edson ainda queria avançar sobre todos os créditos e direitos creditórios de Campos. Tudo para pagar o rombo deixado pelos rosáceos no Previcampos. Da intenção e suas consequências, a população campista foi esclarecida na edição de ontem desta coluna e pelo blog “Opiniões”, que anunciou (aqui) o “Ponto Final” e reproduziu (aqui) seu teor, na Folha Online e em links na democracia irrefreável das redes sociais (aqui, aqui, aqui e aqui). Até ontem, as postagens dos dois textos tinham 137 compartilhamentos e mais de 2,9 mil curtidas.
Ecos de Garotinho
Com a sessão suspensa e a votação adiada para sessão extraordinária, amanhã (15) de manhã, o vereador governista Thiago Virgílio (PTC) afirmou (aqui): “Ninguém está vendendo nada. Não há rombo”. Forte candidato rosáceo à presidência da próxima Legislatura, ele fez coro a Anthony Garotinho (PR). Degredado de Campos pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e da rádio O Diário pelas investigações da Polícia Federal (PF), o marido da prefeita — “prefeito de fato” no juízo (aqui) da 100ª Zona Eleitoral — disse (aqui) nas redes sociais que toda a polêmica se resume a uma questão de… “cálculo atuarial”. E foi ecoado no final da noite (aqui) numa nota oficial da Prefeitura.
Certos e duvidosos
Desde as jornadas de março de 2013, quando os brasileiros saíram às ruas para protestar contra os rumos do país, passando pelo impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff (PT) e o apoio à operação Lava Jato, que já chegou (aqui) ao casal Garotinho, a população tem encurtado as distâncias da democracia representativa, fungando no cangote daqueles que elegeu. Ontem, em Campos, não foi diferente. Com 11 votos certos e três duvidosos — Abdu Neme (PR), Jorge Magal (PR) e Álvaro César (PMN) — contra o projeto de lei de Rosinha e as emendas draconianas de Edson, a pressão popular na Casa do Povo será mais uma vez decisiva amanhã.
Edson de exemplo
Ontem, a oposição também apresentou duas emendas, ambas de Marcão. Na primeira, a intenção é excluir do processo todos os prédios da Saúde e Educação, das unidades de acolhimento, das secretarias e da administração pública direta e indireta, a sede da Prefeitura e os teatros Trianon e de Bolso . A segunda, se baseia na vacatio legis (vacância da lei) para que o projeto, mesmo se aprovado, só possa ser sancionado em 60 dias. No jogo de interesses dos dois lados, quem contrariar aqueles de quem o elegeu corre o risco de sair, na sessão de amanhã, como Edson, na de ontem: vaiado e chamado em coro de “corrupto” pela população.
À espera de novembro
A situação do servidor estadual ainda está longe de melhorar, mas pelo menos para os profissionais ativos da Educação um alívio virá hoje com o pagamento até o fim do dia dos salários de novembro. Já os funcionários ativos e inativos da área de Segurança — policiais civis e militares, bombeiros e agentes penitenciários — terão seus vencimentos depositados na próxima sexta-feira. Mas, para quase 50% dos demais servidores ativos, inativos e pensionistas a situação é ainda pior, pois só receberão de forma escalonada em calendário a ser estabelecido até o fim desta semana.
“Gestor de RH”
Ao falar sobre a situação do Estado, Pezão disse que os “governantes se transformaram em gestores de RH, gestores de folha de pagamento, e, se não forem resolvidos esses problemas, dificilmente os estados e as prefeituras conseguirão sobreviver”. Ele destacou ainda que os governadores estão administrando por “soluços”, pois todo o dinheiro que entra sai rapidamente dos cofres.
Com a colaboração do jornalista Rodrigo Gonçalves
Publicado hoje (14) na Folha da Manhã


















carlinhos j.Carioca
11 DE DEZEMBRO DE 2016 AT 9:54
Otimo texto! Sabemos q a situação do Rafael será difícil na Gestão da nossa cidade(q agora será nossa mesmo),devido as condições q ELE irá pegar.Porém,teremos um cara com uma mente sadia,com caráter e acima de tudo um cidadão e verdadeiro campista.Nasceu,foi muito bem criado,com formação escolar superior(afinal na sua familia todos estudaram e trabalharam apesar de ter um avô pai e avô politico),de formas q esperamos muito dele,principalmente pelo seu caráter.
11 DE DEZEMBRO DE 2016 AT 15:49
Caro Carlinhos,
Endosso seu juízo sobre o caráter do prefeito eleito e o quadro de caos que ele herdará do governo Rosinha.
Abç e grato pela generosidade!
Aluysio
11 DE DEZEMBRO DE 2016 AT 13:30
Não acho que isso tenha denegrido a imagem de Rafael.
11 DE DEZEMBRO DE 2016 AT 15:51
Cara Renata,
Não diria denegrir. Mas, como dito no texto, poderia servir para enxergar a luz amarela. Até pelas decisões muito mais difíceis que virão pela frente.
Abç e grato pela chance do reforço!
Aluysio
11 DE DEZEMBRO DE 2016 AT 13:53
Parabéns ao Rafael Diniz, por sua coragem intrépida, em subir a tribuna da Câmara Municipal e, defender aquilo que acreditas. Mesmo sabendo que desagradaria grande parcela da população campista.
11 DE DEZEMBRO DE 2016 AT 15:57
Caro Edimar,
Com todo o respeito, parabenizar um político recentemente eleito por “grande parcela da população campista” pela “coragem intrépida” de desagradar esta mesma “grande parcela da população campista”, pode não ser conselho dos mais sábios.
Abç e grato pela chance da ressalva!
Aluysio
Savio
11 DE DEZEMBRO DE 2016 AT 14:08
Eu não teria uma única vírgula para acrescentar a este texto, o mesmo está perfeito.
Pode ser que o nosso novo Prefeito esteja ávido para mostrar serviço, pode ser, e é provável que tenha sido, que adotou uma atitude impensada, embora o açodamento quase sempre conduz ao pior dos resultados!
É melhor que ele analise que estamos num período de crise geral no país, e Campos dos Goytacazes está em plena “pane seca”, sem instrumentos de navegação e com uma torre incomunicável, seus “operadores” gozam suas felicidades particulares após 8 anos mamando na teta do desgoverno irresponsável.
É necessário que o novo Prefeito se lembre que deve sempre atender ao desejo da maioria, caso contrário se torna novamente candidato mas ao nefasto posto de “Comandante”, que nós, eleitores campistas, não queremos nunca mais!
11 DE DEZEMBRO DE 2016 AT 16:00
Caro Savio,
Também não tenho nenhuma vírgula a acrescentar aos dois primeiros parágrafos do seu comentário. Mas, com todo o respeito, acho o terceiro exagerado.
Abç e grato pela chance do debate!
Aluysio
11 DE DEZEMBRO DE 2016 AT 14:17
Quanto ao STF no caso Renan, é só lembrar que Luis Inácio falou, Luis Inácio avisou: “Temos um STF acovardado”
Quanto ao Juizeco Moro, não é de hoje que é denunciado como instrumento da oposição para golpear a democracia.
Quanto aos Garotinho, já era esperado seus nomes envolvidos em denúncias desse tipo.
Quanto ao prefeito eleito, imagino estar buscando apoios para a governabilidade, e isso exige postura as vezes obtusa. Espero que consiga sucesso na empreitada sem comprometer sua integridade.
11 DE DEZEMBRO DE 2016 AT 16:08
Caro Elton,
Quanto ao que “Luiz Inácio falou, Luiz Inácio avisou”, bom lembrar que só soubemos da sua opinião de um “STF acovardado” porque ele teve essa conversa grampeada e divulgada pela Lava Jato, sob comando de Sérgio Moro. Tanto ele, quanto o STF (pelo menos antes da decisão inconstitucional para beneficiar Renan), quanto Rafael, representam esperança à maioria. E por isso mesmo têm que estar mais atentos do que nós, meros mortais, aos reflexos dos seus atos.
Abç e grato pela chance do debate!
Aluysio
P.S. Concordamos em gênero, número e grau qt aos Garotinho.
11 DE DEZEMBRO DE 2016 AT 16:13
Fico pensando que solução os comentaristas teriam pra dar se prefeito eleito fossem….Em política, se agrada uns e desagrada outros. Nem Jesus agradou a todos, embora devessem todos ficar satisfeitos…Parabéns prefeito eleito!!!.
11 DE DEZEMBRO DE 2016 AT 16:29
Caro Samuel,
Uma das coisas que deveriam ter sido sepultadas pela vitória acachapante do prefeito eleito, são essas infelizes analogias da política goitacá com Jesus, indesejadas igualmente por crentes e laicos responsáveis.
Abç e grato pela chance da lembrança!
Aluysio