“Governo Rosinha foi o melhor que Campos teve; disparado!”
A partir da experiência à frente do Fundecam e, nos últimos quatro anos, na secretaria de Agricultura, Eduardo Crespo chegou por último entre os pré-candidatos governistas à sucessão da prefeita Rosinha Garotinho (PR), a quem credita “o melhor (governo) que Campos já teve”. Com críticas a uma oposição que entende só fazer críticas, ele enxerga no estímulo à iniciativa privada o caminho de um futuro sem a mesma capacidade de investimento dos royalties.

Governo Rosinha – Foi o melhor que Campos já teve; disparado! Foi fundamental a experiência dela como governadora do Estado do Rio. Em curto espaço de tempo, já no primeiro mandato, foi implantado até maio de 2009 a passagem a R$ 1,00. Seu maior marco foi o desfavelamento. Fomos o único lugar do país, nos últimos anos, que alcançamos esse patamar, a partir do “Morar Feliz”. Outro quesito foi o investimento de infraestrutura básica, em Donana, em Ururaí, com o “Bairro Legal”. Mais de uma Quisssamã foi erguida em Campos com as novas obras. Na continuidade do seu mandato (a partir de 2013), isso foi estendido a outras localidades. O resgate da Prefeitura em parcerias com o governo federal atraiu recursos em projetos na saúde e educação. Nós mesmos, na secretaria Agricultura, fizemos projetos como o “Kit Mais Leite”, fornecendo tanques de resfriamento de leite e botijões de sêmen, para melhoramento genético, com recursos do ministério de Agricultura. Antes, não podíamos fazer por falta de certidão negativa, na herança que ela (Rosinha) tinha encontrado.
Oposição – Acho a oposição muito fragilizada, por falta de uma visão realista do futuro, com a discussão de propostas. O que nós vamos fazer no governo até as prévias (de maio a julho), quando avaliaremos criticamente o que fizemos e o planejaremos o que vamos fazer. Na minha visão, temos que focar em como vemos Campos em 2020, e no que podemos fazer para ter essa meta alcançada. O que a prefeita vem realizando é fruto de um plano de governo. Infelizmente, há quatro anos, ninguém sabia o que iria acontecer, com a queda do barril de petróleo, forçando-nos a readequar o plano de governo. A oposição é vazia! São acusações pelas acusações, para confundir a opinião pública. Mas a sociedade, vide o que acontece hoje em Brasília, já está sabendo diferenciar isso.
“Independentes” – Acho que estão esperando para que lado a coisa vai pender. Está igual a meteorologia: espera para ver se vai chover, se vai dar sol, para ver que roupa vai usar.
Vir de vice – Não sei avaliar. É uma definição para o grupo. Isso estaria atrelado a quem for indicado como candidato a prefeito. Será inteligente a complementação de perfis numa mesma chapa. Somos hoje oito pré-candidatos, todos preparados para exercer uma candidatura a prefeito e vice. Saindo a definição de prefeito e vice, todos têm que se comprometer a apoiá-los, assim como as propostas discutidas.
Vice – Pela lógica da complementação, a experiência que adquiri no Fundecam (três anos e meio) e, sobretudo, na Agricultura, capilarizaram meu nome no interior. Se seu for candidato a prefeito, o ideal é que o vice fosse alguém com capilaridade na “pedra” (área central).
Fogueira das vaidades – Não vejo isso em nosso grupo, em nossos pré-candidatos. Vejo pessoas com vontade de trabalho, de acertar, a partir das visões e experiências diferentes. Cheguei agora (29 de março, quando foram anunciadas as prévias) e a receptividade, o tratamento das pessoas, é muito bom. A proposta é tratar as coisas com transparência e chamar para o debate, chamando a sociedade, para ouvi-la. Eu, particularmente, não tenho vaidade nenhuma. Acho que a oposição é que está muito envaidecida. Se sustentam na crítica pela crítica, tendo como alvo nossa liderança, que é o Garotinho, mas não na discussão dos nossos problemas. Temos problemas? Lógico! Mas como revolvê-los? Só a política do antagonismo não leva a nada.
Experiência administrativa – O poder de investimento que tínhamos com os royalties não vai voltar mais. Quem pode alavancar o desenvolvimento da cidade é o setor privado, na cidade e no campo. Você não pode fazer uma pessoa se transformar num empreendedor, mas pode criar o meio para quem é empreendedor aparecer naturalmente. Esse é o nosso desafio!

Publicado hoje (21/04) na Folha da Manhã














