Chefe de estado é aplaudida e tem nome gritado pela torcida em jogo da Copa

Angela Merkel e Dilma Rousseff
Angela Merkel e Dilma Rousseff

 

 

 

 

Saudada pela torcida, a chanceler alemã acenou às arquibancadas da Fonte Nova (foto: Getty Images)
Saudada pela torcida, a chanceler alemã acenou às arquibancadas da Fonte Nova (foto: Getty Images)

 

A chefe de estado que tem sua seleção entre as principais favoritas para ganhar a Copa do Mundo, presente no jogo de estreia do seu time, sendo efusivamente aplaudida e tendo o nome gritado pela torcida. Bem, se esse era o sonho da presidente Dilma Rousseff e do PT, não deve ter sido fácil assistir à sua realização ontem, dentro do Brasil, por Angela Merkel (veja aqui). Anunciada oficialmente pelo sistema de som e com sua imagem transmitida ao vivo no telão da Fonte Nova, em Salvador, a chanceler alemã foi calorosamente saudada pela torcida de baianos, alemães e portugueses, antes de assistir à sua seleção, mesmo poupando o craque Bastian Schweinsteiger, aplicar uma goleada de 4 a 0 sobre Portugal de Cristiano Ronaldo.

Governador Jaques Vagner (PT) e sua esposa, antes do primeiro ser vaiado e da segunda responder com gestos obscenos, no carnaval de Salvador (foto de Fred Pontes)
Governador Jaques Vagner (PT) e sua esposa, antes do primeiro ser vaiado e da segunda responder com gestos obscenos, no carnaval de Salvador (foto de Fred Pontes)

Curiosamente, o contraponto com as vaias e xingamentos que Dilma recebeu da torcida paulista na abertura da Copa (relembre aqui), pode se tornar ainda mais constrangedor na comparação com a acolhida popular recebida por Merkel, se levado em consideração que a Bahia é governada pelo petista Jaques Wagner, também vaiado por uma multidão, por cerca de cinco minutos, no último carnaval de rua de Salvador (conheça o caso aqui). Ele estava num camarote, com sua esposa Fátima Mendonça, que reagiu aos apupos dos foliões e populares com o dedo erguido em gesto obsceno.

Mas os contrastes entre Merkel e Dilma não param aí. Em 2012, após visitar a Alemanha e publicamente dar conselhos aos europeus sobre como gerir sua crise econômica, além de criticar os países ricos de estarem causando um “tsunami monetário” com suas políticas expansionistas, a presidente brasileira foi respondida duramente (relembre aqui) pela chanceler da principal potência econômica da Europa, em entrevista à conceituada revista alemã Manager-Magazin:

— Essa senhora vem à Alemanha nos dizer o que temos que fazer? Ora, a Alemanha vai bem, obrigado, apesar de tudo. Mas eu vou aproveitar para dar um conselho a ela… antes de vir aqui reclamar das nossas políticas econômicas, por que ela não diminui os gastos do governo dela e diminui os juros que são exorbitantes no Brasil? Se eu posso emprestar dinheiro a juros baixos e o meu povo pode ganhar juros absurdos lá no país dela, não vou ser eu que direi ao meu povo para não fazer isso. Ela que torne a especulação no país dela menos atraente.

Bem, pelo menos na guerra de câmbio na popularidade com a torcida brasileira, Merkel parece ter dado sobre Dilma a mesma goleada que sua seleção aplicou ontem sobre Portugal. Após o jogo, a chanceler foi ao vestiário parabenizar os jogadores alemães pela vitória, sendo novamente recebida com entusiasmo. Alguns craques chegaram a aproveitar para fazer e divulgar nas redes sociais algumas selfies com sua governante, conhecida em seu país e na Europa como entusiasta do futebol.

 

Angela Merkel após o jogo, no vestiário com os jogadores da seleção alemã (fotografia © Twitter Steffen Seibert)
Angela Merkel após o jogo, no vestiário com os jogadores da seleção alemã (fotografia © Twitter Steffen Seibert)

 

Angela Merkel no selfie do atacante Lukas Podolski
Angela Merkel no selfie do atacante Lukas Podolski

 

 

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Maradona chama Thiago Silva e David Luiz de fenômenos, mas espera mais de Neymar


 

 

Na estreia do Brasil diante da Croácia, Neymar foi um dos destaques da equipe de Luiz Felipe Scolari. O atacante do Barcelona fez um belo gol de esquerda quando a seleção brasileira passava por apuros, empatando o duelo. Depois, Neymar converteu um pênalti e virou a partida, encaminhando a primeira vitória do time anfitrião do Mundial. Mas a atuação do ex-santista ainda não convenceu Diego Armando Maradona. Em entrevista exclusiva concedida a Juan Pablo Sorín, repórter dos canais ESPN, El Pibe analisou a estreia do Brasil na Copa. Além disso, Maradona classificou David Luiz e Thiago Silva como ‘dois fenômenos’ do futebol mundial:

— Contra a Croácia, me parece que Marcelo e Daniel Alves não estavam nos seus melhores dias. Creio que Thiago Silva e David Luiz são dois fenômenos. Dos últimos jogadores brasileiros que saíram, eles parecem dois jogadores sensacionais, me encantam, eu gostaria de treiná-los. Me parece que o Brasil pode melhorar. Acredito que o Neymar pode jogar muito melhor. Oxalá que o Brasil possa jogar a final contra nós.

Diego Maradona também comentou a estreia da Argentina na Copa do Mundo. A eterna rival brasileira encontrou dificuldades neste domingo, mas passou pela Bósnia por 2 a 1, no Maracanã. Maradona apontou os pontos nos quais a equipe pode melhorar, e falou sobre a atuação de Lionel Messi, autor do gol do triunfo:

— Os passes (da Argentina) não eram os característicos…mas ganhar é bom. Creio que a Argentina melhorando a saída (de bola)…melhorar a saída é fundamental para dar um respiro a Lionel Messi. Hoje a Argentina não teve a velocidade e a precisão que necessita Leo para encarar (os adversários), ser muito mais pulsante e chegar muito mais lúcido. Mas a Argentina, seguramente, melhorará.

O astro do futebol mundial também comentou o nível até agora da Copa do Mundo do Brasil. Diego Armando Maradona se mostrou surpreso e satisfeito com a competição:

— O Mundial até agora está me encantando. Estamos vendo um Mundial onde as equipes nos surpreendem, atacando, como demonstrou a Croácia, a Costa Rica contra o Uruguai. Um Mundial com muitos gols.

 

Fonte: ESPN

 

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Hitler e a torcida brasileira

Favoritos ao primeiro lugar de seus grupos, assim como ao título, caso confirmem as previsões, Brasil e Alemanha só se cruzariam nas semifinais da Copa do Mundo, mais precisamente em 8 de julho, às 17h, em Belo Horizonte, no Mineirão. Quer isso aconteça ou não, desde que Hans Staden caiu prisioneiros dos tupinambás no séc. 16 (veja aqui), já se deram muitos outros cruzamentos entre tupiniquins e germânicos. Na tribo goitacá, por exemplo, não tem muito tempo, fez sucesso na taba virtual a montagem de um vídeo de Adolf Hitler, encarnado visceralmente pelo ator Bruno Ganz, no necessário filme “A Queda — As Últimas Horas de Hitler” (2004), do diretor Oliver Hirschbiegel. Aproveitando algumas cenas em que Hitler perde o contato com a realidade em acessos de fúria e depressão, diante da iminência da derrota (a)final, as legendas em português ao áudio em alemão foram alteradas para colocar o deputado federal Anthony Garotinho (PR) falando pela boca do ditador da Alemanha Nazista.

Assim como foi feita aquela analogia entre alguns aspectos de Hitler e Garotinho, não é necessário esforço para fazê-lo também entre o último e outro conhecido político. A prioridade às ações assistenciais (ou assistencialistas?) como alicerce de uma política popular (ou populista?), o inchaço e a ocupação desavexados da máquina do estado, as constantes denúncias de superfaturamento nas obras públicas, os pífios desempenhos em saúde e educação, a promiscuidade entre público e privado, os indícios de manipulação dos instrumentos da Justiça, a pretensão messiânica da liderança, a catequese fundamentalista dos liderados, a incapacidade de conviver pacificamente com qualquer mídia que não seja chapa branca, a demonização do contradito e do contraditor, o maniqueísmo fascista que só admite o “conosco” ou o “contra nós”, são algumas das características que o ex-governador do Rio comunga, por exemplo, com um certo ex-presidente do Brasil.

Difícil crer, portanto, em coincidência quando um gaiato teve uma ideia muito parecida, mesmo sem provavelmente conhecer nada de Campos, ao decidir usar o polêmico episódio do “Ei, Dilma, vai tomar no c(…)!” e a democracia irrefreável das redes sociais para divulgar uma outra montagem, com as mesmas cenas do filme “A Queda”. Por anacronismo ideológico, talvez não faça o mesmo sucesso por aqui do que a montagem anterior, mas enquanto não se cumpre a previsão de violência eleitoral feita aqui por Lula, da Copa até as eleições de outubro (e novembro), e ainda dá para rir mais do que chorar, confira abaixo o resultado hilário da nova montagem:

 

 

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“Ei, Dilma, vai tomar no c(…)!” — Foi constrangedor? Foi. Mas era para ser

Jornalista Renato Maurício Prado
Jornalista Renato Maurício Prado

A voz da arquibancada sempre foi chula

Por Renato Maurício Prado

Vou mexer num vespeiro, mas não consigo mais ficar lendo e ouvindo tanta bobagem calado. Após os já famosos coros grosseiros contra a presidenta (como ela gosta de ser chamada) Dilma Rousseff, no jogo de abertura da Copa do Mundo, no Itaquerão, vozes puritanas começam a surgir de todos os lados, defendendo uma utopia. Em resumo, dizem o seguinte: protestar, tudo bem, mas não com ofensas tão pesadas contra uma mãe, avó e principal mandatária política do país.

Ora bolas, quando a voz da arquibancada foi educada ou preocupada em não ferir susceptibilidades? Desde que me entendo por gente (e bota tempo nisso) os coros cantados nos estádios (ou arenas, como preferem os “modernos”) sempre rugiram os mais ofensivos e obscenos cânticos de provocação ou louvação — sim, até para elogiar e exaltar, palavrões são usados e bem-vindos. Exemplo: “PQP, é o melhor goleiro do Brasil”, como a torcida do Flamengo saudava o seu, hoje em dia encarcerado, ídolo Bruno.

Por que com Dilma seria diferente? Foi constrangedor? Foi. Eu mesmo me senti assim. Mas era pra ser. Esse é o intuito do torcedor quando reunido em massa e coro numa arquibancada.

Nesses momentos, em que há séculos as mães dos árbitros são chamadas de putas sem que ninguém (nem os próprios juízes) se ofenda, não há decoro, cuidados ou piedade.

Dias após à trágica morte do talentoso atacante Denner, do Vasco da Gama (num acidente de carro, na Lagoa), disputou-se um clássico com o Flamengo e, com o Maracanã entupido de tanta gente, a torcida rubro-negra entoava, simplesmente, o seguinte:

“Ei, você aí, o Denner já morreu, só falta o Valdir”!

Valdir Bigode era o centroavante do time da colina. Mas não pensem que a crueldade e a grosseria são exclusivas dos fãs do Mais Querido. Nos tempos em que o atual goleiro da seleção Júlio César atuava no Flamengo, as torcidas rivais o saudavam com duas musiquinhas alusivas ao fato de Suzana Werner, sua esposa, ter sido antes namorada de Ronaldo Fenômeno:

1) “Ô Júlio César, como é que é, o Ronaldinho já … sua mulher”!

2) “Ô Júlio César, seu veadinho, sua mulher já deu o … pro Ronaldinho”!

Edificante, não? Mas, infelizmente, é assim que a banda toca nos campos de futebol. Que o digam as poucas mulheres que se aventuram na arbitragem. São sempre chamadas em coro de gostosas, piranhas etc. Perguntem a bandeirinha Ana Paula Oliveira como a tratava a torcida do Botafogo, após cometer dois erros graves contra o Glorioso…

Duvido que qualquer um dos agora indignados já não tenha disparado impropérios dos mais vulgares, num jogo de futebol, pouco se importando se ao seu lado havia senhoras ou crianças.

Como costumava dizer o saudoso, genial (e genioso) colunista Zózimo Barroso do Amaral, “o mais refinado gentleman se transforma no mais sórdido canalha, ao sentar a bunda numa arquibancada”.

Num estádio, até criancinhas se divertem, dizendo “nomes feios”, na maioria das vezes sem nem saber direito o que eles significam.

Eu e minha mulher mesmo fomos surpreendidos quando levamos pela primeira vez ao Maracanã a nossa filha Luiza, então com oito anos.

Bastou um momento de distração e a pequerrucha, com sua vozinha inocente, desandou a acompanhar, a plenos pulmões, o coro que vinha da arquibancada. E era o seguinte:

“Por…, Car…, VTNC, quem manda nessa M… é a torcida do Urubu”!

Pois é… Por isso, cara presidenta, não dá pra chiar. Quem está na chuva é pra se molhar, diriam os mais velhos. Ou, “não sabe brincar, não desce pro play”, como preferem os mais jovens.

Com a onda de insatisfação popular — e não apenas de “riquinhos”, como tentam distorcer (que o digam as manifestações, onde o palavreado é tão chulo quanto no futebol) — é melhor evitar aglomerações. Nas ruas e nos campos.

Qual a diferença?

Quando jogam sapatos, tortas, ovos etc piores nos políticos lá de fora, aplaudimos, dizendo: se fizessem isso aqui, não haveria tanta sem-vergonhice…

 

Fonte: Blog do Renato Maurício Prado

 

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Copa do Mundo até Irã 0 x 0 Nigéria: “Mas estava indo tão bem!!!…”

Inesquecível personagem de Brandão Filho, Seu Sandoval Quaresma, após prometer sair-se bem, mas estragar tudo ao final de cada resposta, ouvia do professor Raimundo, do mestre dos mestres Chico Anysio: “Mas estava indo tão bem!!!...”
Inesquecível personagem de Brandão Filho, Seu Sandoval Quaresma, após prometer sair-se bem, mas estragar tudo ao final de cada resposta, ouvia do professor Raimundo, criação do mestre dos mestres Chico Anysio: “Mas estava indo tão bem!!!…”

 

Estava tudo muito bom, tudo muito bem. Doze jogos disputados, dois excelentes (Holanda 5 x 1 Espanha e Itália 2 x 1 Inglaterra), nenhum deles ruins, algumas atuações individuais e lances de antologia, e 40 gols marcados, numa média de 3,3 por partida. Até a sempre conservadora Fifa chegou a dizer que estava sendo a “Copa do ataque”. Até que veio o Irã e Nigéria, encerrado agora há pouco, sem gols, em Curitiba — primeiro 0 a 0 desta Copa, baixando sua média de gols para 3,1.

Do futebol iraniano, pouco se pode dizer. Quanto a Nigéria, triste ver um futebol que nos anos 1990 encantou o mundo com a brilhante geração de Okocha, Kanu e Amokachi, campeã olímpica em Atlanta 1996, após bater o Brasil na semifinal e a Argentina na disputa do ouro, chegar a essa indigência técnica de hoje.

Sobre a Copa do Mundo, fica a torcida para que outra seleção africana, a Gana de Muntari e Asamoah Gyan, faça contra os EUA de Dempsey e Bradley um jogo capaz de retomar o bom nível  que o torneio vinha mantendo no Brasil. Afinal, depois do Irã e Nigéria, quem estava acompanhando o Mundial ficou com a sensação presa na garganta daquele famoso bordão do Chico Anysio, na saudosa “Escolinha do Professor Raimundo”, cujo personagem Sandoval Quaresma, interpretado por Brandão Filho, sempre se saía bem no início das respostas e deixava uma má impressão no final, ouvia do mestre: “Mas estava indo tão bem!!!…”

 

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Sem seu craque, Alemanha goleia Portugal na melhor estreia de um favorito à Copa

Abraçado com sua equipe após balançar as redes portuguesas, Müller foi o nome do jogo (foto de Odd Andersen - AFP)
Abraçado com sua equipe após balançar as redes portuguesas, Müller foi o nome do jogo (foto de Odd Andersen – AFP)

 

Bem, Cristiano Ronaldo jogou, mas Schweinsteiger, não. E não fez a menos diferença para que o segundo observasse do banco sua Alemanha golear Portugal por 4 a 0. O motivo? Simples: Portugal tem um time nada mais que mediano, que depende do taleto de um craque. E o melhor do mundo em 2013, como já ocorreu com todos os melhores do mundo anteriores, hoje não brilhou.

Já a Alemanha tem um time acima da média, fruto de uma geração muito talentosa, cujos líderes em Campos, como Schweinsteiger, vem sendo preparados desde a Copa de 2006, sediada naquele país. Talvez o único senão dessa seleção seja seus inexplicáveis titubeios nos momentos cruciais, como demonstrou nas Copas do Mundo em 2006 e 2010, além da Eurocopas de 2008 e 2012, em contraste à principal característica do ethos germânico desde a Antiguidade, em quaisquer atividades humanas: sua determinação.

Contra uma seleção de Portugal estupidamente desfalcada pela expulsão do brasileiro naturalizado Pepe, quem vacilou hoje não foi a Alemanha. Com boas atuações de Özil, Gotze, Khedira, Hummels e Kroos, o destaque acabou sendo o atacante Tomas Müller. Além de não se intimidar fisicamente com as habituais panes mentais de Pepe, expulso após dar-lhe uma cabeçada, Müller se movimentou o tempo inteiro na função de falso centroavante, saindo de campo como autêntico goleador. Balançou as redes portuguesas três vezes e empatou com o francês Karim Benzema (relembre aqui) como artilheiro, até aqui, da Copa do Mundo. Candidato a superar o recorde de Ronaldo como maior goleador de todos as Copas, o veterano Klose se limitou, como Schweinsteiger, a observar e aplaudir do banco sua equipe confirmar em campo a condição de forte candidata ao título.

Das quatro seleções apontadas como favoritas pela maioria da crônica esportiva, antes da Copa começar, essa primeira atuação da Alemanha foi bem mais convincente do que a do Brasil (3 a 1 sobre a Croácia), da Argentina (2 a 1 contra a Bósnia) e, certamente, do que a da Espanha — esta, ainda mais humilhada pelos 5 a 1 impostos pela Holanda, do que foi hoje o time de Cristiano Ronaldo. E, não custa lembrar, poupado mesmo que já tivesse condição de jogar (confira aqui), Schweinsteiger ainda não estreou.

 

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Messi ontem teve um lance de gênio. O que farão hoje Schweinsteiger e Cristiano Ronaldo?

Se não se pode dizer que Lionel Messi tenha jogado bem ontem, no Argentina 2 x 1 Bósnia em pleno Maracanã, pelo menos no gol da vitória, o argentino deu uma pequena mostra da sua genialidade. Num dos seus típicos lances, driblando em penetração diagonal rumo a à área adversária, até a conclusão precisa de perna esquerda. Foi o suficiente para os argentinos que lotavam o Maraca transformá-lo numa versão Monumental da Bombonera, até que a Bósnia descontasse com Ibesevic, já perto do fim da partida.

Bem, mas ainda que se esperasse mais, Messi nos brindou com um lance de gênio. Veremos o que o alemão Bastian Schweinsteiger e o português Cristiano Ronaldo, também jogadores de exceção, nos reservam para o embate entre suas seleções, na Fonte Nova, em Salvador, no jogo válido pelo Grupo G, que se incia daqui a apenas três minutos.

Para inspirar alemães, portugueses e todas as demais nacionalidade de jogadores reunidos no Brasil, em tantas cruzadas pessoais pelo Graal do futebol, acompanhemos em resumo abaixo, numa bela edição em vídeo, tudo que Messi tentou e errou ontem, até condensar todo acerto com o qual os deuses da bola bafejaram de nascença sua perna canhota, num único lance capital:

 

 

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Tricampeão Caju alerta à manipulação de resultados para garantir o Hexa

Paulo Cezar Caju, tricampeão pelo Brasil em 1970
Paulo Cezar Caju, tricampeão pelo Brasil em 1970

 

Fora isso, acho bom a arbitragem abrir o olho, ainda mais após essa notícia sobre uma possível manipulação de resultados investigada pela Interpol (leia aqui). México e Croácia já foram prejudicados, qual será o próximo?

 

Fonte: Blog do Paulo Cezar Caju

 

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Antes de ser xingada no Itaquerão, Dilma comparou a Copa com desastre aéreo?

Jornalista Artur Xexéo
Jornalista Artur Xexéo

 

O discurso

Em mais um de seus momentos de grande oratória, a presidente Dilma disse que não terá “contemplação” com os baderneiros nas manifestações de rua. No mesmo discurso, ensinou que nós “temos que torcer por eles, igual a gente faz no avião”. “Eles” são os jogadores da seleção. O avião… bem, Dilma diz que tem medo de avião e que torce para que ele não caia. Vem cá, que imagem é essa? Dilma está comparando a Copa do Mundo com um desastre de avião? Isso antes mesmo de ouvir os xingamentos no Itaquerão?

 

Fonte: Blog do Xéxeo

 

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Com novo visual louro, Neymar poderia ser confundido com a tal “elite branca”???

No mesmo treino dos titulares, hoje, na Granja Comary, que trouxe como surpresa negativa o incômodo sentido por Hulk na coxa esquerda, transformando-o em dúvida para o jogo contra o México (confira aqui), a outra novidade do dia da Seleção Brasileira foi bem mai leve: os novos cabelos de Neymar e Daniel Alves. Companheiros no Barcelona e na Seleção Brasileira, o atacante descoloriu os cabelos, deixando-os louros, enquanto o lateral-direito optou pelo tom grisalho.

Diante do novo visual, como perguntar (ainda) não ofende, fica a dúvida: será que algum desavisado defensor do governo Dilma que não reconhecesse Neymar em sua nova versão alourada, poderia confundi-lo como um infame integrante da tal  “elite branca”???…

Risos à parte, da cretinice do esteriótipo, jamais da irreverência do craque, tire você suas conclusões:

 

Não se sabe se Neymar conseguiu ver Marta Suplicy na área vip do Itaquerão, na última quinta, mas os cabelos... (foto  de Gaspar Nóbrega - VIPCOMM)
Não se sabe se Neymar conseguiu ver Marta Suplicy na área vip do Itaquerão, na última quinta, mas os cabelos… (foto de Gaspar Nóbrega – VIPCOMM)

 

Daniel Alves e seu novo tom grisalho (foto de Gaspar Nóbrega - VIPCOMM)
Daniel Alves e seu novo tom grisalho (foto de Gaspar Nóbrega – VIPCOMM)

 

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Outro mico da Copa — França e Honduras sem hinos em jogo com auxílio eletrônico

Mesmo perfilada, seleção da França ficou sem hino (foto: EFE)
Mesmo perfilada, seleção da França ficou sem hino (foto: EFE)

 

Tão sangrento em sua letra, quanto belo, a Marselhesa, hino nacional da França, é um dos mais conhecidos e admirados no mundo. Já quanto o hino de Honduras, admito não sem algum constrangimento, nunca ouvi falar. O fato é que nenhum dos dois pôde ser executado hoje, antes do confronto entre as seleções nacionais dos dois países, válida pelo Grupo E da Copa do Mundo, na nova Arena do Beira-Rio, em Porto Alegre (RS). O motivo? Por enquanto, ninguém sabe!

Revoltados com mais esse mico ridiculamente desnecessário por parte da organização do país da Copa, os franceses presentes ao estádio, que neste exato momento vêem seu time voltar para o segundo tempo com o placar de 1 a 0, um pouco antes haviam entoado das arquibancadas, no gogó, o hino criado por Claude Joseph Rouget de Lisle, em 1792, para simbolizar a Revolução Francesa.

Para provar como seria ridiculamente fácil resolver a situação, contando apenas com um laptop conectado por modem, que poderia ser linkado em segundos a qualquer sistema de som, o blog disponibiliza abaixo os dois hinos. Serve para que se ouça mais uma vez a revolucionária Marselhesa, assim como para finalmente se conhecer a música da pátria hondurenha. Confira:

 

 


Atualização às 17h52: O árbitro brasileiro Sandro Meira Ricci acabou de soprar o apito final do França 3 x 0 Honduras. Mais do que pela arbitragem correta, ele entrará para a história como o primeiro juiz a ter a decisão contraposta pelo tira teima eletrônico da Fifa, exposto num telão para todo o estádio. No caso, felizmente, o brasileiro acertou a difícil decisão, numa bola que o atacante francês Karin Benzema cabeceou numa trave e foi de encontro à outra, quando o goleiro hondurenho Valladares tirou a bola que já tinha cruzado por poucos centímetros a linha do gol. Irônico que justamente no primeiro jogo com a interferência do tão desejado auxílio do recurso eletrônico, tenha se iniciado com uma falha tão rudimentar e desrespeitosa quanto a ausência dos hinos das duas seleções visitantes. Autor dos três gols da partida, Benzema, que não tem nada a ver com isso, é agora o artilheiro da Copa.

 

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Hulk sente coxa esquerda, sai do treino e é dúvida contra o México

Hulk falou sobre sua condição física em coletiva na Granja Comar (foto de Leandro Canônico)
Hulk falou sobre sua condição física em coletiva na Granja Comar (foto de Leandro Canônico)

 

O atacante Hulk deixou o treino deste domingo, em Teresópolis, mais cedo por conta de um incômodo na parte posterior da coxa esquerda. Na coletiva de imprensa, apesar de afirmar que “dá para jogar”, ele preferiu não cravar sua escalação na partida de terça-feira, contra o México, no Castelão:

Após sentir a parte posterior da coxa esquerda, Hulk abandonou o coletivo e foi para o banco, sem esconder a preocuação (foto: Mowa Press)
Após sentir a parte posterior da coxa esquerda, Hulk abandonou o coletivo e foi para o banco, sem esconder a preocuação (foto: Mowa Press)

— Dá pra jogar, em Copa do Mundo temos que enfrentar tudo, e espero que não seja nada demais. Tive duas finalizações e senti um incômodo. Saí por precaução e espero não ter problema. Quem vai decidir é o Felipão. Quero jogar todos os jogos. Vou tratar para poder chegar na terça e poder entrar em campo para ajudar a Seleção — afirmou o jogador.

Hulk revelou que sentiu o incômodo em dois momentos: quando levantou a perna e no momento em que marcou um dos gols do coletivo deste domingo (clique e assista). Apesar de estar na delegação que vai embarcar para Fortaleza, o jogador afirmou que ainda terá uma conversa com o treinador da Seleção.

— Vamos conversar e ver o que será melhor para a Seleção. Sou um jogador que procurar ajudar ao máximo. Pedi a Deus para não ter contusão. Claro que preocupa, mas estamos nas mãos de ótimos profissionais.

Questionado sobre os momentos que viveu na Seleção, principalmente quando foi questionado durante a Copa das Confederações, Hulk não pensou duas vezes.

— Isso é fruto de trabalho. Não caí de paraquedas. Trabalhei muito para chegar aqui. Fui aposta do Dunga, do Mano e depois do Felipão. Não foi fácil. Cheguei questionado e hoje tenho a confiança de todos. Ocupei o meu espaço, fiz o meu trabalho e fui feliz.

Confira os principais trechos da coletiva:

Brasil no Nordeste

—  Quando o Brasil joga no Nordeste é sempre festa. Tudo começou no Nordeste, na Copa das Confederações, quando o hino foi cantado por todo mundo. Queria parabenizar o torcedor de São Paulo, que nos ajudou muito na estreia. Isso também vai acontecer no Nordeste.

Característica do povo nordestino

— Não levo por esse lado (de o povo do Nordeste ser engraçado). Não fazemos graça para ninguém. O Brasil nem sempre joga por lá. Além disso, os jogadores que atuam no Brasil e fazem parte da Seleção jogam no Rio, em São Paulo ou no Sul. Quem jogar no Nordeste, muitos são ídolos por lá. Nordestino torce com o coração. Mesmo assim, eles são apaixonados por esses jogadores.

Limite para entrar em campo 

— Quando vê que não dá mesmo. Tratando de Copa do Mundo tem que enfrentar qualquer problema. Não pode fazer loucuras. Estou me sentindo bem, com a cabeça focada no jogo.

México

— O México é uma grande seleção. Vimos o último jogo deles. Estamos nos preparando para poder enfrentá-los. Não podemos falar como pra não entregar o jogo. Chama atenção o coletivo do México. Tem o Giovanni dos Santos, que sempre admirei.

Preconceito 

— Infelizmente o nordestino ainda sofre um pouco de preconceito. É duro, mas é verdade. No caso do Rivaldo, eu que sempre fui admirador dele, deveriam ter mais respeito. Para mim foi um dos melhores da Copa e não teve seu papel reconhecido.

Reconhecimento

— Acho que a situação é de ter saído muito cedo. Passaram a conhecer meu trabalho através da Seleção. Fui um pouco questionado por não ter sido reconhecido antes. E pude dar a volta por cima. Serve de inspiração.

Neymar

— Somos conscientes de que hoje a estrela da Seleção é o Neymar. Para nós é um dos melhores do mundo. Vem mostrando isso. A gente sabe, o forte da Seleção é o coletivo. Depois sobressai a individualidade de cada um.

Olimpíadas de 2012

— A final foi frustrante. Estava lá. Foi muito triste (NR: o Brasil perdeu por 2 a 1 para os mexicanos, em Wembley).

Final no Maracanã

— Com certeza está guardada, e se Deus quiser vou chegar ao Maracanã e mostrar. Eram sete degraus, subimos um e agora temos mais seis.

Cabelos de Neymar e Daniel Alves 

— Eu particularmente gostei. Ficou bacana, ficou legal. Acho que foi por vontade própria mesmo. Mas eu achei legal.

Goleada da Holanda sobre a Espanha

— Fica mais como aprendizado de que no futebol não tem jogo fácil, jogo já ganho. Ninguém imaginava que a Holanda faria cinco na Espanha. Tem que entrar concentrado. Levamos isso como exemplo.

Hulk na coletiva de agora há pouco ((foto de Heuler Andrey - Mowa Press)
Hulk na coletiva de agora há pouco ((foto de Heuler Andrey – Mowa Press)

 

*Participam da cobertura Alexandre Lozetti, Chris Mussi, Leandro Canônico, Márcio Iannacca, Martín Fernandez, Richard Souza e Thiago Correia 

 

Fonte: Globo.com

 

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