OPOSIÇÃO!!! (À mentira)


Aqui, o deputado federal Anthony Matheus, o Garotinho (PR), afirmou que se trata de “mais uma tentativa de golpe” a ação do Ministério Público Eleitoral (MPE) que pediu a cassação do registro da candidatura de Rosinha Garotinho (PR), já indeferido no TRE, mas cujo recurso aguarda julgamento do TSE, ou do seu novo diploma de prefeita, caso consiga concorrer e se reeleger, como indicam todas as pesquisas. Tudo por conta da desnecessária pintura dos semáforos públicos, com dinheiro público, na cor particular da campanha de Rosinha. No seu já manjado (e carcomido) estilo de tentar se defender atacando a tudo e a todos, Anthony reproduziu parte da capa da Folha, em sua edição de ontem (dia 29), para depois classificar o jornal como “de oposição”. Na dúvida se a conclusão do deputado se dá por eliminação, a partir da admissão tácita de que o outro único diário impresso da cidade pertence de fato à situação, como reza o entendimento de direito quase unânime do campista, fica uma certeza, intelegível a todos as pessoas normais, em pleno gozo das suas faculdades mentais: ser independente, necessariamente, não significa ser oposto.

Ao fim e ao cabo, vale a pena conferir aqui, no “Sob licença poética”, uma veraz definição de Anthony Matheus feita por seu próprio sobrinho…

Diante do espelho

Na edição do última sexta, esta coluna ressalvou que o destempero característico do fazer político do deputado Anthony Garotinho (PR), no lugar de ser permeado pelos exemplos de fidalguia e equilíbrio que seu grupo possa produzir, acaba ao contrário moldando estes. E, via de regra, a toada tende a ser mais agressiva na mesma proporção da incapacidade de responder com argumentos lógicos a uma situação adversa, mesmo quando esta é causada pela irresponsabilidade das ações do próprio grupo.

Pintar os semáforos públicos de Campos com a cor rosácea que toda cidade associa ao interesse particular da campanha pela reeleição de Rosinha Garotinho (PR), foi um erro. Mas erro ainda pior, por não mostrar nada ter sido aprendido, foi o advogado da prefeita, também ex-procurador geral do município, ter usado seu blog para tentar atacar a imprensa que antes noticiou a pintura rosácea, como depois a ação do Ministério Público, até certo ponto previsível, no sentido de cassar o registro de Rosinha, caso seja concedido pelo TSE, ou seu diploma, caso consiga se candidatar e eleger.

Até se entende que todo o jurídico de Rosinha, conhecendo-se quem está por trás de todas as ações do grupo, esteja sofrendo uma tremenda pressão, com mais esse revés jurídico, causado pela promiscuidade entre público e privado que tantos problemas na Justiça já gerou aos Garotinho. Mas pretender atacar a Folha, que se limitou a cumprir seu papel constitucional de noticiar um fato pelo qual foi informada por e-mail, pela própria assessoria do Ministério Público Eleitoral, é misturar um pouco demais as cores.

Até se entende que alguém, talvez por pressão, talvez por não ter outra alternativa lógica, seja forçado a atacar quando deveria defender, a investir contra um jornal pelo qual procurado três vezes sem dar retorno, ou quando a parcialidade parece ser denunciada enquanto se mira o próprio reflexo no espelho. Diante dele, como se sabe, os lados tendem mesmo a ficar invertidos, mas as cores, até para os que padecem de daltonismo, costumam ser sempre as mesmas.


Publicado na edição de hoje da coluna Ponto Final, da Folha da Manhã.

Postes rosáceos preto no branco

Aqui, em seu blog, o ex-procurador geral do município, ora advogado da prefeita Rosinha Garotinho (PR), Francisco de Assis Pessanha Filho, reagiu com “indignação, repulsa e redpúdio”, mas não se sabe muito bem contra o que: se ao Ministério Público Eleitoral (MPE) ter ingressado com uma ação na Justiça Eleitoral, pedindo que o registro de candidatura de Rosinha, se concedido, seja cassado, assim como seu diploma de prefeita, caso consiga concorrer e se reeleger, por conta da pintura de semáforos públicos, com dinheiro público, com a cor particular da campanha eleitoral da sua cliente; ou se ao simples fato da Folha ter cumprido seu papel constitucional de noticiar o episódio, após ser dele informada por e-mail enviado pela própria assessoria do MPE.

De qualquer maneira, a repórter da Folha e blogueira Suzy Monteiro, que ontem tentou entrar em contato com Francisco nada menos que três vezes, por celular, mensagem de celular e e-mail, misteriosamente sem obter nenhuma resposta, publicou aqui a verdade sobre os acontecimentos, distorcidos pela parcialidade manifesta com uma agressividade estranha à pessoa do advogado, mas até compreensível, pela enorme pressão que ele deve estar sofrendo dos seus clientes, mais uma vez às voltas com a Justiça pela habitual promiscuidade das suas relações entre público e privado, numa bobagem de mau gosto, irresponsável e absolutamente evitável, mas cujas consequência podem ser muito sérias, como poderia prever qualquer um que não seja daltônico em relação aos fatos.

Abaixo, as transcrições das postagens do advogado dos Garotinho e da jornalista da Folha…

INDIGNAÇÃO, REPULSA E REPÚDIO

Ao ler dois jornais hoje pela manhã, fui surpreendido com uma notícia que, na qualidade de Advogado da Coligação e da Candidata Rosinha Garotinho, deveria ser o primeiro a saber: o Ministério Público Eleitoral de Campos dos Goytacazes ajuizou com uma ação contra a Prefeita Rosinha Garotinho em razão da pintura de 40 postes.

Pois bem, a defesa da Prefeita será apresentada em juízo, os argumentos defensivos serão lá explicitados e caberá à Justiça Eleitoral decidir se houve dolo na ação da EMUT e se a pintura de 40 postes na cor “roxo paixão”, por menos de 48 horas, terá o condão de influenciar na eleição.

Aqui se registra a INDIGNAÇÃO, REPULSA E REPÚDIO do uso eleitoreiro de ações judicias!

A Coligação e a Prefeita sequer foram citadas da ação e parte da imprensa, sabidamente de oposição, já tem ciência do seu manejo.

Alguém cuidou de prestigiar a imprensa com notícia privilegiada, e esse alguém responderá por isso, haja vista que todas as medidas judicias serão tomadas.

É inconcebível que uma ação ajuizada pelo imparcial Ministério Público Eleitoral de Campos dos Goytacazes, isento fiscal da lei, ganhe eco em parte da imprensa, antes mesmo que os maiores interessados, pelo menos em tese, sejam sequer citados.

Espero que as palavras aqui lançadas não sejam distorcidas. Não se mostra INDIGNAÇÃO, REPULSA E REPÚDIO pela divulgação da notícia, que está inserida no poder/dever da imprensa em divulgar fatos, mesmo que de forma parcial.

A INDIGNAÇÃO, REPULSA E REPÚDIO se dá pelo privilégio de informação, antecipando aquilo que sequer as partes têm conhecimento e pelo claro intuito politiqueiro na divulgação do uso de ações judicias.

Alguém, sabe-se lá quem, quase que numa subserviência escrava, andou dando “satisfação” a parte da imprensa sobre demandas judiciais de forma prematura.

Esperemos a palavra final da Justiça Eleitoral, tanto quanto a pintura dos postes, quanto a subserviência escrava à parte da imprensa.

Para não deixar dúvidas: preto no branco

Por suzy, em 29-09-2012 – 13h39

Advogado de Rosinha, o ex-procurador geral do município Francisco de Assis Pessanha Filho fez um “desabafo” hoje em seu blog a respeito da ação movida pelo MP Eleitoral contra Rosinha e seu vice, Dr Chicão, no caso da infeliz ideia dos semáforos roxo paixão para uns, rosáceos para outros.

Dr. Francisco falou que foi surpreendido com a notícia através dos jornais e acrescentou que “alguém cuidou de prestigiar a imprensa sabidamente de oposição”.

Só para esclarecer, a nota veio da assessoria do Ministério Público Estadual, como todas as outras, destinada à imprensa. Se a imprensa de “situação” não abre email, é um problema. Deles.

Dr. Francisco foi procurado por mim às 19h58 (por celular), às 20h01 (por mensagem para celular) e às 20h43 (por email). Além disso, verifiquei por várias vezes o blog dele, onde se expressa algumas vezes. De qualquer forma, foi utilizada aspas da prefeita sobre o assunto que ela comentou em entrevista ao programa Folha no Ar, na última quarta-feira, dia 26.

A regra de ouvir “o outro lado” é a oportunidade de defesa, mas, em respeito ao leitor, matéria não pode esperar ou deixar de ser publicada se o outro lado não for encontrado.

Rafael Diniz também adere ao Campos Ficha Limpa

Além da prefeita sanjoanense Carla Machado (aqui), quem também se integrou hoje oficialmente ao Movimento Campos Ficha Limpa foi Rafael Diniz (PPS), filho do ex-deputado estadual e ex-vereador Sérgio Diniz, de quem se diz ter sido o último político a se eleger em Campos sem apelar ao fisiologismo, em 2000, portanto 12 anos atrás. Candidato estreante à Câmara de Campos, Rafael tem sido uma das grandes revelações desta campanha, aparecendo com razoáveis chances numa nominata com o PPL, que traz para a disputa nomes de peso como o vereador Nelson Nahim. De fato, o crescimento de Rafael, cuja base das intenções de voto se assenta  sobre a chamada “pedra” (as 98ª e 99ª Zonas Eleitorais), contando com o engajamento, sobretudo, de jovens de classe média como ele, tem conseguido incomodar muita gente, inclusive quem, pelos sucessivos fracassos políticos no PT e na maior instituição de ensino de Campos, tende a encarar todo sucesso alheio como ofensa pessoal.

Diferente de quem foi virtualmente aposentado ao rastro da sujeira deixado pelas próprias práticas, na política partidária e educacional, o compromisso público de Rafael com o Campos Ficha Limpa endossa aquilo que todos seus eleitores esperam da atuação política deste jovem, se eleja ou não em 7 de outubro. Abaixo, a foto que ele mesmo divulgou na democracia irrefreável das redes sociais…

Para quem não é otário

Dia desses, falando sobre sexo, política, moral & mídia, para ilustrar uma das tantas manifestações da democracia irrefreável das redes sociais, lembrei aqui de uma das definições do saudoso Leonel Brizola sobre o PT. Quando o partido ainda praticava sua raivosa e irracional oposição, mesmo diante de avanços inquestionáveis implementados por Fernando Henrique Cardoso, como o Real e a Lei de Responsabilidade Fiscal, que possibilitariam ao país a estabilidade econômica herdada e mantida por Lula, o velho líder gaúcho, não sem motivos, chamava o PT de “UDN de macacão”.

Logicamente, isso foi bem antes dos trajes de metalúrgico serem substituídos pelos ternos italianos, e que explodisse em 2005 o escândalo do Mensalão, hoje em rumoroso julgamento no Supremo, lançando os petistas numa contradição moral que já dura sete anos, até divertida de ser observada por quem está de fora, mas ainda hoje sem solução. De qualquer maneira, não deixa de ser igualmente irônico que, na manhã deste sábado, este blogueiro tenha tropeçado em outra das incontáveis manifestações análogas que pululam diariamente nas redes sociais, trazendo mais uma definição de Brizola sobre o PT, ideal para quem não é, nem admite mais ser tratado como otário por corruptos que se pretendem ideologicamente justificados.

Além da ação na Justiça Eleitoral, MP tem recurso aceito contra Rosinha no STJ

Ontem o dia não foi nada bom para a prefeita Rosinha Garotinho (PR) na esfera jurídica. Além do pedido feito pelo Ministério Público Eleitoral para a cassação do registro da sua candidatura, já indeferido pelo TRE e com recurso aguardando ser julgado no TSE, além da cassação do seu diploma de prefeita, caso concorra e se reeleja, como indicam todas as pesquisas, também ontem o Superior Tribunal de Justiça (STJ) acatou recurso do Ministério Público para que ela possa responder por uma ação de improbidade administrativa movida contra sua gestão como governadora do Estado. Garimpada pela Gianna Barcellos, que anunciou aqui sua lamentável despedida da lida blogueira, a informação foi por ela divulgada aqui, no facebook, sendo repercutida aqui na blogofera goitacá, pela Branca, do “Florence, apague a luz…”

Postada aqui, a íntegra da nota do STJ segue transcrita abaixo…

Ex-governadora do Rio de Janeiro vai responder por ação de improbidade administrativa

O ministro Napoleão Nunes Maia Filho, do Superior Tribunal de Justiça, aceitou o recurso do Ministério Público do Rio Janeiro que pede o andamento de ação por improbidade administrativa contra a ex-governadora do estado, Rosinha Garotinho.

O Ministério Público recorreu ao STJ depois que o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro decidiu extinguir o processo contra Rosinha Garotinho por entender que ela, como governadora, não está sujeita à Lei de Improbidade Administrativa, mas sim à lei que trata de crimes de responsabilidade.

Na decisão, o ministro Napoleão Nunes Maia Filho aplicou o entendimento do Superior Tribunal de Justiça, de que, com exceção do presidente da República, os políticos podem ser processados com base na Lei de Improbidade Administrativa.

Atualização às 13h09: Aqui, em seu feliz retorno à lida blogueira, a Gianna Barcelos fez uma atualização das pendências jurídicas do casal Garotinho. Em sua também feliz adesão à batalha na blogosfera contra Ctrl+C/Ctrl+V sem crédito à fonte original, Gianna ainda alertou que a primeira repercussão do seu alerta no face sobre a decisão mais recente do STJ contrária a Rosinha, foi feita aqui, pelo ZCarlos do “ComTexto Livre”.

Sinal vermelho para postes “rosáceos” — MPRJ quer cassação do registro da chapa de Rosinha

Por alexandre bastos, em 28-09-2012 – 19h55

A Assessoria de Comunicação Social do Ministério Público-RJ enviou nota informando que o MPRJ requer cassação do registro de Rosinha Garotinho (PR) e de seu vice, Chicão Oliveira (PP), por abuso de poder político e conduta vedada. O motivo é a pintura dos semáforos de rosáceo. Confira a nota:

A Promotoria Eleitoral de Campos dos Goytacazes ajuizou ação de representação por conduta vedada a agentes públicos em face da Prefeita da Cidade, Rosângela Rosinha Garotinho, e do Vice-Prefeito, Francisco Arthur Oliveira, após semáforos do Município terem sido pintados de cor rosácea, semelhante à usada pela candidata em sua campanha à reeleição. A Promotoria requer a cassação do registro, se for deferido, ou do diploma, se eleitos, além da aplicação da multa prevista na Lei 9.504/97. A requerimento da Promotoria, a 99ª Zona Eleitoral notificou os candidatos para desfazerem a pintura.

De acordo com a representação, a ordem para a pintura partiu da Empresa Municipal de Transportes (EMUT), que também consta como representada, assim como seu presidente, Álvaro Henrique de Souza Oliveira, irmão de Francisco Arthur. De acordo com a ação, entre os dias 21 e 24 de setembro, elementos de sustentação de diversos semáforos situados nos principais cruzamentos da cidade foram pintados de “cor rosácea, assaz semelhante – se não for idêntica – à tonalidade utilizada como símbolo da campanha eleitoral dos dois primeiros representados”. Fotografias foram enviadas ao Ministério Público por fiscais da 100ª Zona Eleitoral. “A similitude das cores, independentemente do nome que se lhes queira dar, salta aos olhos e está a revelar a utilização de bens públicos para a realização de propaganda eleitoral, ainda que disfarçada, dos dois primeiros representados. Até mesmo servidores da EMUT, bem como os seus equipamentos, foram utilizados para a consecução da malfadada pintura”, narra trecho da ação.

O texto da representação destaca que a cor rosa é um dos principais signos da campanha de Rosinha e de seu vice, que concorrem à reeleição pela Coligação Campos de Todos Nós. No texto, a Promotoria menciona que a cor está presente em adesivos, placas, microfone, automóvel, roupas, estética do sítio eletrônico, entre outros. “Tudo é e deve ser rosáceo, ou no mínimo lembrar a referida tonalidade, para a fixação das pretensas candidaturas dos dois primeiros representados no imaginário popular e formar a convicção do eleitorado, como se infere do sítio eletrônico”, informa a Promotoria.

Entre os argumentos defendidos pela Promotoria está o fato de a pintura acontecer às vésperas da eleição e da mobilização denominada “Sábado Rosa”, marcada para o dia seguinte ao do início da pintura. Além disso, a Legislação de Trânsito Brasileira prevê que os elementos de sustentação devem ostentar cores neutras e foscas, diferente da opção atual feita pelo Executivo de Campos. A Promotoria ressalta ainda que a utilização de bens públicos para realização de propaganda eleitoral configura abuso de poder político, o que desequilibra a disputa eleitoral.

Conforme estabelece o artigo 73, inciso I, da Lei 9.504/97, é proibido a agentes públicos ceder ou usar, em benefício de candidato, partido político ou coligação, bens móveis ou imóveis pertencentes à administração pública.

A candidatura de Rosinha e de Francisco Arthur ainda está sub judice. Depois de impugnação de suas candidaturas pela Promotoria Eleitoral, a Justiça Eleitoral indeferiu os registros, mas eles recorreram da decisão.


Publicado aqui, no Blog do Bastos.

Além da campanha de Fred, Carla levanta amanhã em Campos a bandeira do Ficha Limpa

Depois dos candidatos à Prefeitura de Campos, Erik Schunk (Psol), Makhoul Moussallem (PT) e José Geraldo (PRP), terem aderido oficialmente ao Movimento Campos Ficha Limpa, amanhã, no Calçadão do Centro de Campos, por volta das 14h, será a vez da prefeita sanjoanense Carla Machado (PMDB) também subescrever o abaixo-assinado que pede aqui a definição do TSE, até antes do pleito de 7 de outubro, sobre a validade (ou não) dos votos destinados aos demais candidatos que seguem em campanha, mesmo com seus registros indeferidos pelo TRE: a prefeita Rosinha Garotinho (PR) e o ex Arnaldo Vianna (PDT).

Além de caminhar com aparente folga para eleger seu sucessor na Prefeitura de  São João da Barra, segundo indicam todas as pesquisas, inclusive a última, do GPP, divulgada aqui, que deu a Neco (PMDB) 46,6% (contra 28,5% de Betinho Dauaire, do PR), Carla tem cruzado constantemente a BR 356 para trabalhar também na campanha do irmão Fred Machado (PSD) à Câmara de Campos. Tido como um dos candidatos com mais chance de se eleger vereador pela coligação proporcional campista entre PMDB e PSB, ao lado de Nildo Cardoso (do primeiro partido) e Jorginho Virgílio (da segunda legenda), caso Fred consiga se reeleger, com ele sua irmã terá fincado definitivamente o pé do seu grupo político na cidade de Anthony Garotinho (PR), seu figadal desafeto. Neste sentido, diferente do deputado federal, condenado pela mesma Lei da Ficha Limpa que fez o TRE indeferir o registro da candidatura de Rosinha (PR), a adesão oficial da prefeita de São João da Barra ao movimento moralizante, nascido dentro sociedade civil  de Campos, não deixa de ser um indicativo do compromisso público de deixar pegadas mais limpas.

A vida não é Fla-Flu

Ninguém que conseguir somar dois mais dois e reconhecer o quatro como resultado final da equação pode ser capaz de ignorar que a prefeita Rosinha Garotinho (PR) caminha para uma vitória eleitoral consagradora, em turno único, na (re)eleição de daqui a 10 dias. Qualquer um que se mostrar cego a essa tendência inequívoca, endossada por todas as pesquisas, estará desrespeitando a premissa de um dos maiores políticos da história desta República, Ulysses Guimarães: “Nunca subestime o fato, sua excelência, o fato!”.

Bem verdade que enquanto o ministro do TSE Marco Aurélio de Mello não se pronunciar sobre o recurso da prefeita, que pede a aceitação do registro da sua candidatura, indeferido pelo TRE em 23 de agosto, as dúvidas permanecerão sobre a confirmação (ou não) da previsível reeleição de 7 de outubro. Até que isso aconteça (ou não), o fato é que os votos dados a Rosinha, por mais numerosos que sejam, permanecerão tão inválidos quanto os dados ao ex-prefeito Arnaldo Vianna (PDT), também indeferido, na última quarta, pelo mesmo TRE.

Também não é mentira que os fatos que levaram Rosinha a ser enquadrada na saneadora Lei da Ficha Limpa, ainda mais popular no Brasil do que em Campos é a sua prefeita, são diferentes dos que levaram ao novo indeferimento de Arnaldo, como o competente advogado Francisco de Assis Pessanha Filho, jurisconsulto da primeira, ressalvou em seu blog (aqui). Data vênia, enquanto não sair nenhuma nova decisão do TSE, discutir isso é debater sobre a distinção dos crimes entre dois condenados à mesma pena.

Todavia, ao discordar desta coluna de opinião com ironia e elegância, Francisco expõe, por contraposição, o principal defeito do líder do grupo político que representa: o deputado federal Anthony Garotinho (PR). Quem conhece um pouco de política de Campos, ou de resto, sobre relações de família (célula política humana mais básica), não pode deixar de se impressionar com o trabalho competente, mas desprovido de qualquer noção ética, ao qual Garotinho tem se dedicado, talvez ainda com mais afinco que à reeleição da esposa, no sentido de tentar prejudicar aqueles que considera seus principais opositores.

Mais ainda do que a vereadora petista Odisséia Carvalho, ou do que a Fred Machado (PSD), candidato estreante à Câmara de Campos e irmão da prefeita sanjoanense Carla Machado (PMDB), assusta tudo que Garotinho vem fazendo contra seu próprio irmão, vereador Nelson Nahim (PPL). Além de roubar cabos eleitorais ao custo de cargos na Prefeitura, de injetar recursos nas candidaturas governistas nos redutos de Nahim, Garotinho chegou até a oferecer um acordo a Toninho Vianna (PPL), enquanto fiscal de renda municipal, só para tentar enfraquecer a nominata do irmão.

Quem conhece um pouco Garotinho, sabe que ele não se contentará com a reeleição em primeiro turno de Rosinha, nem mesmo se ela conseguir vencer também a batalha jurídica para assumir seu mandato, se junto com isso ele não expuser, na Praça São Salvador das metáforas, as cabeças políticas de Arnaldo, de Odisséia, de Fred (junto com uma orelha decepada de Carla), do seu próprio irmão e de quem mais se atrever a cruzar o seu caminho.

Enquanto Garotinho continuar agindo assim, e nada indica que mudará, ditando o comportamento do seu grupo político, por mais exemplos de fidalguia que este possa também produzir, ele pode vencer agora, pode vencer também amanhã, mas estará perenemente aberto ao risco do Fluminense, que viu sair de si um filho mais popular e com mais conquistas nos campos chamado Flamengo. Por mais épico que seja o exemplo do futebol, a política não precisa ser reduzida a um Fla x Flu. Nem a vida!


Publicado na edição de hoje da coluna Ponto Final, da Folha da Manhã.

Francisco e Nahim descartam envolvimento do Executivo e Legislativo de Campos na operação da PF

Nelson Nahim e Francisco de Assis Pessanha Filho
Nelson Nahim e Francisco de Assis Pessanha Filho

Pelo menos pelo que se sabe até o presente momento, não há ninguém do Executivo ou Legislativo locais envolvido na Operação Arreica, da Polícia Federal e do Ministério Público Estadual, deflagrada na manhã de hoje, em Campos, Araruama, Silva Jardim e Casemiro de Abreu, por crime eleitoral e formação de quadrilha. Foi o que revelaram ao blog, agora há pouco, o advogado da prefeita Rosinha Garotinho (PR) e ex-procurador geral do município, Francisco de Assis Pessanha Filho, e o presidente da Câmara Nelson Nahim.

Francisco disse não ter conhecimento que ninguém da Prefeitura ou do grupo político de Garotinho esteja envolvido. Por sua vez, Nahim disse o mesmo sobre o Legislativo de Campos, mas não sem parabenizar a operação:

— Ações como essa, dos órgãos de fiscalização eleitoral, são muito importantes. É inconcebível, pelo nível de democracia em que hoje vivemos, que alguém ainda queria se valer do abuso do poder econômico para ter ganho eleitoral. E tanto pior quando isso envolve o dinheiro público, desviado daquele que deveria ser seu único fim: atender as demandas da população. Aplaudo a iniciativa! Mas ao mesmo tempo lamento que homens públicos estejam envolvidos em coisas dessa natureza. São esses maus exemplos isolados que acabam denegrindo a imagem de todos políticos.

Aqui, o site G1, deu maiores informações sobre a operação:

Segundo o delegado da Delegacia de Polícia Federal de Macaé, RJ, responsável pelas apreensões na região, Elias Escobar, a operação tem o objetivo de desarticular a organização criminosa que vem dilapidando os cofres públicos.

De acordo com o delegado, os mandados de busca e apreensão são de coletas de provas e todo o material apreendido será encaminhado para a Delegacia da PF, em Macaé. Ainda segundo ele, oito mandados foram expedidos: dois em Casimiro de Abreu, dois em Campos e quatro em Araruama. Os nomes dos envolvidos não foram divulgados.

Em Campos, os dois mandados de busca e apreensão foram cumpridos no distrito de Guarus pelo delegado da Polícia Federal, Paulo Cassiano. Os trabalhos foram feitos logo no início da manhã e já foram encerrados, segundo Paulo Cassiano.

Em Silva Jardim, a operação desarticulou um esquema de compra de votos nas eleições. Três vereadores da cidade, candidatos à reeleição, entre eles o presidente da Câmara , e três secretárias da Prefeitura, foram afastados do cargo nesta quinta-feira (27).

Prefeitos e vereadores estão entre os investigados pela PF na Operação Arreica

Apurados agora pelo repórter da Folha Thiago Andrade, o blog publica acima a nota e, abaixo, a foto da Operação Arreica, montada após um ano de investigação, por crimes eleitorais e formação de quadrilha, deflagrada hoje em Campos, Silva Jardim, Araruama e Casemiro de Abreu. Prefeitos e vereadores dos quatro municípios estão entre os investigados. Segundo o jornalista apurou junto à assessoria da PF, maiores informações não podem ser dadas por enquanto, já que novas diligências podem ser feitas e o sigilo é ainda necessário.

Parte do material apreendido hoje pela PF
Parte do material apreendido hoje pela PF

Operação da PF por compra de voto em Campos e outros municípios

A Polícia Federal e o Ministério Público do Rio de Janeiro (MP-RJ) desencadearam no início da manhã de hoje  uma operação para recolher provas e produtos resultantes de crimes como captação de voto ilegal, fraude eleitoral, fraude em licitação, formação de quadrilha e peculato (quando o servidor público se apropria de bens em função do cargo). Os investigados são, dentre outros, vereadores e prefeitos. A ação acontece em Campos, Araruama, Silva Jardim e Casimiro de Abreu.

A Operação Arreica, como foi batizada, conta com 133 policiais para cumprir 34 mandados de busca e apreensão. Entre os alvos da investigação estão vereadores e prefeitos que ainda não tiveram suas cidades reveladas para não comprometer a ação. Até o momento não há informações sobre apreensões ou prisões. Dois mandados de busca e apreensão foram cumpridos em Guarus. Outros seis mandados foram expedidos sendo  dois em Casimiro de Abreu, e quatro em Araruama. Os nomes dos envolvidos não foram divulgados.


Publicado aqui, na Folha Online.

Atualização às 19h59: Aqui, desde 7h57, portanto 1h28 antes da Folha Online, o portal G1 já havia noticiado a operação, sendo linkado aqui, pelo político e atento blogueiro Sérgio Mendes, em seu “Estou procurando o que fazer”, primeio a repercutir a notícia na blogosfera goitacá.