Cláudio Castro, Flávio Bolsonaro, Wladimir e Clarissa Garotinho promovem carreata em Campos de apoio à reeleição de Jair Bolsonaro na próxima quarta (Montagem: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)
A carreata sairá da avenida José Carlos Pereira Pinto, passará pelo HGG, pelas avenidas Zuza Mota e Tancredo Neves, subirá a Ponte Rosinha e seguirá pelas ruas Formosa, 13 de Maio, Saldanha Marinho até a avenida Pelinca, onde para na praça Gil Vianna, para discursos em apoio a Bolsonaro de um trio elétrico. Idealizadora do evento, programado para durar duas horas, Clarissa convida todos os apoiadores do presidente na cidade para participarem. Caso Bolsonaro se reeleja, a parlamentar em fim de mandato trabalha politicamente para integrar o Governo Federal.
CARREATA DE LULA — Neste sábado (22), quem virá a Campos participar de outra carreata, mas em apoio à candidatura do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), será o ex-senador Lindbergh Farias, deputado federal eleito mais votado pelo PT no RJ em 2 de outubro. Organizado pelo diretório do PT em Campos, o ato tem saída marcada para às 10h da manhã, na praça da Igreja Santo Antônio, em Guarus.
O evento em apoio a Lula em Campos contará com a presença também de lideranças políticas locais, como a deputada estadual eleita pelo PT e vice-prefeita de São João da Barra, Carla Machado. Além de secretários e vereadores do governo Wladimir, liberados para apoiarem o petista no 2º turno presidencial.
Lindbergh, por Lula; Clarissa e Flávio, por Bolsonaro; farão carreatas em Campos no sábado e quarta (Montagem: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)
Em frase atribuída ao ex-presidente Getúlio Vargas: “Campos é o espelho do Brasil”. E o país dividido entre o ex-presidente Lula da Silva (PT) e o presidente Jair Bolsonaro (PL) será refletido em duas carreatas na cidade, antes da urna de 30 de outubro. Neste sábado (22), a partir das 10h da manhã, será a vez do evento petista, com a presença do ex-senador e deputado federal eleito Lindbergh Farias, mais votado do PT no RJ. Na quarta (26), a partir das 11h da manhã, será a vez do evento bolsonarista, com a presença do senador Flávio Bolsonaro (PL), mais votado no RJ em 2018 e filho 01 do capitão.
Organizada pelo PT de Campos, a carreata de Lula em Campos amanhã terá, além de Lindbergh, a participação de lideranças políticas locais, como a deputada estadual eleita e ex-prefeita de SJB, Carla Machado (PT). Organizada pela deputada federal Clarissa Garotinho (União), que convidou e hoje confirmou a presença de Flávio, a carreata de Bolsonaro em Campos na quarta tem a presença prevista do prefeito Wladimir Garotinho (sem partido). Clarissa, sua irmã, disse que ele vai liderar o evento.
Wladimir, com Clarissa entre eles, recebe Bolsonaro na pista do aeroporto Bartolomeu Lisandro, em 31 de janeiro deste ano, em visita a Campos e região do presidente, a quem o prefeito declarou hoje seu voto no 2º turno de 30 de outubro (Foto: Supcom)
Acabou o suspense: o prefeito Wladimir Garotinho (sem partido) declarou hoje seu voto ao presidente Jair Bolsonaro (PL) no 2º turno de 30 de outubro. Cobrado em faixas pela população nas ruas de Campos, após a cidade dar ao capitão 58,01% dos seus votos válidos no 1º turno de 2 de outubro, Wladimir admitiu que essa vontade majoritária do campista pesou na sua definição. Como o pedido pessoal do governador reeleito Cláudio Castro (PL), seu aliado político e em obras importantes no município, para que apoiasse Bolsonaro. Além do apoio ao presidente por parte da sua irmã, a deputada federal Clarissa Garotinho (União), que também trouxe recursos a Campos.
— O governador Cláudio Castro me pediu para manifestar meu voto em Bolsonaro no 2º turno. Ele foi parceiro de Campos desde os primeiros meses da nossa administração, quando aportou recursos estaduais para que honrássemos a folha de pagamento do servidor, deixada em atraso pelo governo passado, sem dinheiro no caixa. Foi com essa parceria que reabrimos também o Restaurante Popular em Campos, fizemos a reforma do HGG, retomamos as obras no Parque Saraiva e na Vila dos Pescadores no Farol. E temos obras já licitadas, que ainda terão início, no Bairro Legal na Vila Manhães, Vila Menezes, Parque Novo Mundo, Santa Clara e Rio Branco. Não posso também ignorar que mais de 58% dos campistas deram seus votos a Bolsonaro no 1º turno, no qual ele já estaria eleito presidente pela cidade. Minha irmã Clarissa, como deputada, consegui trazer junto ao governo Bolsonaro, com emendas dela e do Orçamento quase R$ 100 milhões de recursos ao município, com o qual custeamos o novo Hemocentro. Mas sou um democrata e os secretários e vereadores do governo que pensam diferente e votarão em Lula, estarão livres para se manifestarem — disse Wladimir.
Deputada estadual eleita pelo PT e ex-prefeita por quatro mandatos em São João da Barra, Carla Machado é a convidada para fechar a semana do Folha no Ar desta sexta (21), ao vivo a partir das 7h10, na Folha FM 98,3. Ela falará da sua renúncia como prefeita de SJB, da sua relação com a Câmara Municipal com maioria de oposição e avaliará a atuação da sucessora, a prefeita Carla Caputi (sem partido).
Carla Machado também analisará as eleições a deputados, que participou e venceu à Alerj, senador e governador do RJ, assim como o cenário político de Campos, que tem seu irmão Fred Machado (Cidadania) como vereador. Por fim, a parlamentar petista projetará o 2º turno de 30 de outubro, no Norte Fluminense e no país, entre o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o presidente Jair Bolsonaro (PL).
Quem quiser participar ao vivo do Folha no Ar desta sexta pode fazê-lo com comentários em tempo real, no streaming do programa. Seu link será disponibilizado alguns minutos antes do início, na página da Folha FM 98,3 no Facebook.
Se a abstenção deve definir o 2º turno de 30 de outubro, daqui a exatos 11 dias, a instituto Quaest Pesquisa e Consultoria foi o primeiro no Brasil a projetar as eleições presidenciais a partir da introdução do modelo “likely voter” (“provável eleitor”), no qual o compromisso com o ato de votar conta sobre a intenção de voto. A partir deste filtro, a pesquisa Quaest divulgada hoje deu ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) 53% das intenções de votos válidos, contra 47% do presidente Jair Bolsonaro (PL). São os mesmos números da Quaest de 13 de outubro, o que revela tendência de estabilidade nos últimos sete dias. A não ser na rejeição, onde Bolsonaro conseguiu tirar 4 pontos na última semana.
A diferença de 6 pontos de Lula para Bolsonaro nos votos válidos filtrados pelo “likely voter” cai para 5 pontos na consulta estimulada. Na qual o ex-presidente tem 47% de intenções de voto, contra 42% do capitão, com 6% de branco e nulo e 5% de indecisos. Mas com tendência de oscilação para baixo em 2 pontos de Lula, que tinha 49% na consulta estimulada da Quaest em 13 de outubro, e de oscilação para cima em 1 ponto de Bolsonaro, que tinha 41% há sete dias. A margem de erro da pesquisa é de 2 pontos para mais ou menos.
(Infográfico: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)
DEFINIÇÃO DO VOTO — Além da abstenção, o que deve definir a eleição são os 11% de eleitores (6% de branco e nulo + 5% de indecisos) que até aqui não optaram por Lula ou Bolsonaro. Que terão muita dificuldade de tirar votos um do outro. Segundo a Quaest, a intenção de voto é definitiva para 93% dos brasileiros cadastrados a votar em 30 de outubro, índice que sobe a 94% entre os eleitores do petista e para 97% entre os eleitores do capitão.
(Infográfico: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)
POR QUE VOTAR EM LULA OU BOLSONARO? — Apesar de muito cristalizados, os motivos do eleitor para votar em Lula e Bolsonaro são diferentes. Para os que votarão no petista, o principal motivo para 54% é elegê-lo presidente, enquanto para 41% é tirar o atual presidente do poder. Já para os que votarão no capitão, há um empate exato no principal motivo: para 48% é reelegê-lo, enquanto para outros iguais 48% é impedir que o PT volte ao poder.
(Infográfico: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)
ELEIÇÃO DO MEDO — Segundo a nova pesquisa Quaest, 52% dos brasileiros acreditam que Lula merece voltar a ser presidente, enquanto 44% acham que não. Já 49% acham que Bolsonaro merece um segundo mandato de presidente, enquanto 48% acreditam que não. Confirmando os analistas que veem o medo como sentimento definidor desta eleição, 43% dos eleitores têm mais medo da continuidade do capitão, enquanto outros iguais 43% têm mais medo da volta do PT ao poder.
(Infográfico: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)
BOLSONARO MELHORA NA REJEIÇÃO — Qualquer eleição de 2º turno no mundo é definida pela rejeição. E, embora Bolsonaro ainda a lidere, com 46% dos brasileiros que não votariam nele de maneira nenhuma, ele tinha 50% na Quaest de 13 de outubro. Em outras palavras, conseguiu diminuir 4 pontos no índice negativo só nos últimos sete dias. Lula tem hoje 43% de brasileiros que não votaraiam nele de maneira nenhuma. Após oscilar 1 ponto para cima sobre os 42% que tinha há uma semana, o petista está hoje em empate técnico com o capitão na rejeição. O que, artimeticamente, torna qualquer resultado final possível.
(Infográfico: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)
Contratada pelo banco Genial, a pesquisa Quaest foi feita entre domingo (16), dia do debate da Band, e terça (18). E ouviu 2.000 eleitores presencialmente.
William Passos, geógrafo com especialização doutoral em Estatística no IBGE
ANÁLISE DO ESPECIALISTA — “Os números divulgados pela Quaest de hoje, a antepenúltima pesquisa do instituto antes da urna, acedem o sinal de alerta para a campanha lulista e depositam esperança nos corações bolsonaristas. Faltando apenas 11 dias para o 2º turno, Bolsonaro conseguiu reduzir a rejeição para dentro da margem de erro de 2 pontos para mais ou para menos, passando a empatar tecnicamente com Lula. Agora a desvantagem da rejeição é apenas numérica, de 3 pontos: 43% a 46%, ainda em favor de Lula. Na estimulada, o atual presidente também conseguiu reduzir a desvantagem para apenas 5 pontos. Lula, que vem liderando as pesquisas de intenção de ponta a ponta desde o ano passado, e já liderava em 2018, vê, neste momento, sua vantagem reduzida a apenas 5 pontos na consulta estimulada: 47% a 42%. E a apenas 6 pontos nos votos válidos no filtro do ‘likely voter’, de 53% a 47% entre os eleitores com maior probabilidade de irem às urnas”, advertiu geógrafo William Passos, com especialização doutoral em Estatística do Setor Público, da População e do Território na Escola Nacional de Ciências Estatísticas (Ence) do IBGE.
Eleitores declarados, respectivamente, do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e do presidente Jair Bolsonaro (PL) no 2º turno de 30 de outubro, os advogados Carlos Alexandre de Azevedo Campos e Fábio Bastos são os convidados do Folha no Ar desta quinta, ao vivo a partir das 7h10 da manhã, na Folha FM 98,3. Eles analisarão as eleições a deputados da região, senador e governador do RJ, assim como sua correlação ao pleito da nova Mesa Diretora da Câmara de Campos, que tem que ser realizada até 15 de dezembro.
Carlos Alexandre e Fábio também projetarão a disputa presidencial entre Lula e Bolsonaro nas urnas presidenciais daqui a dois domingos, entre pesquisas, debates, ameaças ao Poder Judiciário e a disputa pelo apoio do prefeito Wladimir. Quem quiser participar ao vivo do Folha no Ar desta quinta pode fazê-lo com comentários em tempo real, no streaming do programa. Seu link será disponibilizado alguns minutos antes do início, na página da Folha FM 98,3 no Facebook.
Prefeito Wladimir disse hoje que não vai se encontrar com o deputado federal mais votado do PT no RJ, Lindbergh Farias, que vem à cidade no sábado para carreata de Lula (Montagem: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)
O prefeito Wladimir Garotinho (sem partido) não vai se encontrar neste sábado (22) com o deputado federal eleito Lindbergh Farias, mais votado do PT no estado do Rio em 2 de outubro. A informação vinha sendo aventada pelos partidos de esquerda locais, que pediram em carta o apoio de Wladimir a Lula, mas foi negada hoje de manhã pelo próprio prefeito. E, no início da tarde, pelo prórpio Lindbergh, que disse ao blog: “Se ele negou o encontro, negou um encontro que eu não pedi”. O prefeito ainda não explicitou seu apoio no 2º turno presidencial de 30 de outubro, que é disputado dentro do seu grupo entre apoiadores de Bolsonaro e Lula.
Lindbergh tem viagem programada a Campos no próximo sábado, quando comandará uma carreata em apoio a Lula nas ruas da cidade que deu a Bolsonaro, nas urnas do 1º turno, 58,01% dos votos válidos. O encontro do deputado petista com Wladimir, negado hoje por ambos, vinha sendo costurado entre a presidente do PT em Campos, a professora e ex-vereadora Odisséia Carvalho, e o secretário municipal de Educação, professor Marcelo Feres.
Segundo Feres informou ao blog, pelo fato dele ter manifestado nas redes sociais seu voto no 1º turno presidencial em Lula, Odisséia o procurou na manhã de ontem (18). E pediu que ele intermediasse um encontro do prefeito com representantes da Frente Ampla de Partidos Progressistas de Campos dos Goytacazes, que assinam a carta pedindo o apoio a Lula. Mas como a carta ainda não estaria pronta, ele não chegou a falar com Wladimir. Mesmo que este venha a manifestar apoio a Bolsonaro, seus secretários e vereadores que apoiam Lula terão liberdade para fazê-lo.
Bolsonaro, Clarissa, Wladimir, Wainer e Lula (Montagem: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)
Quem o prefeito Wladimir Garotinho vai apoiar, daqui a exatos 11 dias, no 2º turno presidencial de 30 de outubro? O presidente Jair Bolsonaro (PL) ou o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT)? Ou ficará oficialmente neutro? Enquanto o próprio Wladimir não se posiciona, nomes de peso do seu grupo político se manifestam. Foram os casos da deputada federal Clarissa Garotinho (União), irmã do prefeito e apoiadora de Bolsonaro; e do secretário municipal de Administração, professor Wainer Teixeira, apoiador de Lula.
Enquanto a manifestação de Wladimir não vem, confira abaixo as manifestações que Clarissa e Wainer enviaram ao blog:
Deputada federal Clarissa Garotinho
Clarissa Garotinho — “É importante Wladimir declarar apoio ao Bolsonaro. Até por uma questão de justiça! Campos recebeu a visita de seis ministros de Estado. O governo federal liberou quase R$ 100 milhões em emendas parlamentares minhas, que estão possibilitando investimentos importantes, como o novo pronto socorro do hospital Ferreira Machado, o novo hemocentro da cidade, a reforma do Camelódromo, o mutirão da saúde, reformas de creches e UBS. Isso, além de obras de infraestrutura importantes que estão sendo liberadas. Já passou o tempo em que as pessoas se satisfaziam com a neutralidade. A política hoje exige posicionamento. E espero que Wladimir tenha. A população está cobrando”.
Secretário de Administração Wainer Teixeira
Wainer Teixeira — “Votarei em Lula e participarei ativamente da campanha nesses últimos dias. A minha escolha se deu com análise distante do acirramento das posições que marcaram estas eleições, tendo me norteado por parâmetros objetivos, por avaliação dos perfis dos candidatos, e o que sustentaram em campanha. É uma decisão amadurecida após o 1º turno, sob muita reflexão, pesando aspectos de uma candidatura e outra, cruzando esses pontos com valores que defendo. Minha trajetória é a do humanismo solidário, do cuidar de pessoas, da inclusão, atenção e emancipação social. Defendo a valorização da Educação como uma força formadora de cidadãos e transformadora da sociedade. Respeito e incentivo a Ciência, Inovação e Tecnologia, ao fazer e saber acadêmico. Entendo como inegociáveis a democracia, a independência dos Poderes e a Constituição Federal e rejeito toda e qualquer agressão a esse princípio. Por isso, o meu voto é Lula para presidente, desejando que o processo eleitoral se conclua de forma democrática, que o resultado das urnas seja respeitado, e que o Brasil possa seguir em frente, convivendo com posições divergentes de forma republicana e civilizada”.
Lula da Silva, Wladimir Garotinho e Jair Bolsonaro (Montagem: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)
Wladimir com Bolsonaro ou Lula?
Quem o prefeito Wladimir Garotinho (sem partido), vai apoiar no 2º turno presidencial de 30 de outubro, daqui a exatos 11 dias? Após Campos dar ao presidente Jair Bolsonaro (PL) 58,01% dos seus votos válidos nas urnas do 1º turno de 2 de outubro, contra 34,16% do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), faixas surgiram na cidade na semana seguinte. E cobravam: “Prefeito Wladimir, cadê o apoio a Bolsonaro? Se posicione. Não esqueceremos”. Reativo a cobranças, numa característica que difere seu governo positivamente do antecessor, do ex-prefeito Rafael Diniz (Cidadania), Wladimir deve se posicionar ainda esta semana.
Capitão dos Garotinho e Bacellar?
Na sua família, Wladimir hoje é o único que reúne mandato e perspectiva de mantê-lo. Mesmo que ainda falte muito para 2024. E, no seu grupo político a lista dos que já declararam apoio a Bolsonaro no 2º turno é grande. Além dos pais, os ex-governadores Anthony e Rosinha Garotinho (União); a irmã, a deputada federal Clarissa Garotinho (União); e aliados como o deputado estadual reeleito Bruno Dauaire (União) e o atual presidente da Câmara de Campos, Fábio Ribeiro (PSD). Sem contar boa parte do grupo de oposição, liderado pelo deputado estadual reeleito e secretário estadual de Governo reconduzido, Rodrigo Bacellar (PL).
Clarissa quer Wladimir com Bolsonaro
Clarissa, inclusive, em evento em apoio a Bolsonaro em Campos, na última sexta (14), deu como certo o apoio do irmão à tentativa de reeleição do presidente. “Sei que muita gente tem cobrado uma postura do prefeito Wladimir, meu irmão. Hoje eu trago um abraço do meu pai, da minha mãe, que têm feito lives de apoio ao presidente. E meu irmão me disse que vai declarar apoio, que vai fazer um ato organizado por ele em apoio a Bolsonaro” disse a deputada bolsonarista, que tentou e não conseguiu se eleger em 2 de outubro ao Senado. Cargo em que Bolsonaro declarou voto ao (ainda) deputado federal Daniel Silveira (PTB).
Pedido de Castro ou neutralidade?
Além da família, consta que o próprio governador Cláudio Castro (PL), reeleito no 1º turno, teria pedido pessoalmente a Wladimir o apoio a Bolsonaro no 2º turno. No entanto, pedidos também têm vindo na direção contrária. Presidente da Alerj, o deputado estadual André Ceciliano (PT) — outro que disputou e perdeu a única vaga fluminense ao Senado, na qual Romário (PL) se reelegeu — pediu ao prefeito de Campos que apoiasse Lula. Ou, no máximo, que ficasse neutro. Menos afoito do que seus pais e irmã, essa neutralidade cumpriria também a função estratégica de boia aos Garotinho e ao município, caso o PT volte ao Governo Federal.
Lindbergh reforça esquerda goitacá
O pedido pelo apoio de Wladimir a Lula, que se contentaria com a neutralidade do prefeito, foi feito também em carta da Frente Ampla de Partidos Progressistas de Campos dos Goytacazes. Que deve ser reforçado pessoalmente no próximo sábado (22) pelo deputado federal eleito Lindbergh Farias, mais votado do PT no estado do Rio. Ele virá também para liderar uma carreata na cidade pela eleição de Lula. O encontro entre Lindbergh com Wladimir está sendo costurado pelo secretário municipal de Educação, professor Marcelo Feres. Mas corre o risco de não acontecer, ou se tornar inócuo, se o prefeito anunciar antes seu apoio a Bolsonaro.
Secretários e vereadores com Lula
Mesmo que Wladimir declare apoio a Bolsonaro, uma coisa é certa: ele vai liberar secretários e vereadores governistas simpáticos a Lula. A lista também não é pequena. Além de Feres, vão de 13 os secretários Wainer Teixeira (Administração), Auxiliadora Freitas (Fundação Cultural Jornalista Oswaldo Lima), Rodrigo Carvalho (Desenvolvimento Humano e Social), Rodrigo Carneiro (Atenção Básica em Saúde) e Marcelo Neves (Petróleo e Gás). Mais os vereadores Juninho Virgílio (União) e Leon Gomes (PDT). Primo de Juninho, o ex-vereador Thiago Virgílio (União) também vai “lular”. E deve assumir a secretaria de Governo em dezembro.
Erros e acertos das pesquisas
As pesquisas eleitorais são hoje alvo dos bolsonaristas entre congressistas e eleitores. Tentam resumir todas aos institutos Datafolha e Ipec (antigo Ibope), contratados pela Globo. Cujos levantamentos divulgados na véspera da urna de 2 de outubro ficaram bem próximos ao resultado de Lula. Que, com 48,43% dos votos válidos, só não levou em turno único por menos de 1,5 ponto. Mas Datafolha, Ipec e outros institutos realmente subestimaram, fora da margem de erro, os 43,20% dos votos válidos de Bolsonaro. O que validaria um país com armas liberadas e pesquisas restritas para quem, entre estas, ignora as que acertaram no alvo.
A pesquisa que mais acertou
Pesquisa que mais acertou no 1º turno, ficando a desprezível 1,8 ponto do resultado total das urnas, o Instituto MDA Pesquisa divulgou na segunda (17) sua primeira consulta ao 2º turno. Que deu Lula na liderança, como todas as demais pesquisas, com 53,5% dos votos válidos, contra 46,5 % de Bolsonaro. A diferença de 7 pontos oscilou a 6,3 pontos na consulta estimulada. Contando os brancos e nulos, o petista tem 48,1%, contra 41,8% do capitão. Com o voto definido a 95,1% dos eleitores de Bolsonaro, a 94,2% dos eleitores de Lula e a 79,3% dos que disseram que votarão em branco ou nulo, há muito pouca margem para alteração.
Integrantes do governo municipal Wladimir Garotinho (sem partido) e eleitores declarados, respectivamente, do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e do presidente Jair Bolsonaro (PL) no 2º turno de 30 de outubro, a presidente da Fundação Cultural Jornalista Oswaldo Lima, Auxiliadora Freitas, e o vice-prefeito Frederico Paes são os convidados do Folha no Ar desta quarta, ao vivo a partir das 7h10 da manhã, na Folha FM 98,3.
Auxiliadora e Frederico analisarão as eleições a deputados da região, senador e governador do RJ, assim como sua correlação ao pleito da nova Mesa Diretora da Câmara Municipal de Campos, que tem que ser realizada até 15 de dezembro. E projetarão a disputa presidencial entre Lula e Bolsonaro nas urnas presidenciais daqui a dois domingos, entre pesquisa, debates e a disputa pelo apoio do prefeito Wladimir.
Quem quiser participar ao vivo do Folha no Ar desta quarta pode fazê-lo com comentários em tempo real, no streaming do programa. Seu link será disponibilizado alguns minutos antes do início, na página da Folha FM 98,3 no Facebook.
Lula da Silva, Wladimir Garotinho e Jair Bolsonaro (Montagem: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)
Quem o prefeito Wladimir Garotinho (sem partido) vai apoiar no 2º turno presidencial de 30 de outubro, daqui a exatos 12 dias? Cobrado por sua posição em faixas espalhadas pela cidade que governa e deu ao presidente Jair Bolsonaro (PL) 58,01% dos seus votos válidos nas urnas do 1º turno de 2 de outubro, contra 34,16% do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Wladimir deve definir sua posição esta semana.
No último dia 7, faixa em Campos cobrava o apoio de Wladimir ao presidente Bolsonaro no 2º turno (Foto: Reprodução)
Entre os integrantes do seu grupo político que já anunciaram apoio ao presidente Jair Bolsonaro (PL), a lista é grande: seus pais, o ex-governadores Anthony e Rosinha Garotinho (União); sua irmã, a deputada federal Clarissa Garotinho (União); e outros aliados próximos, como o deputado estadual reeleito Bruno Dauaire (União), e o presidente da Câmara de Campos, vereador Fábio Ribeiro (PSD).
Em evento bolsonrista da última sexta no Automóvel Clube Fluminense, Clarissa anunciou o apoio do irmão à reeleição do presidente Jair Bolsonaro no 2º turno. Mas Wladimir ainda não se posicionou oficialmente (Foto: Rodrigo Silveira/Folha da Manhã)
— Sei que muita gente tem cobrado uma postura do prefeito Wladimir, meu irmão. Hoje eu trago um abraço do meu pai, da minha mãe, que têm feito lives de apoio ao presidente. E meu irmão me disse que vai declarar apoio, que vai fazer um ato organizado por ele em apoio a Bolsonaro — disse a deputada bolsonarista, que tentou e não conseguiu se eleger em 2 de outubro ao Senado. Cargo em que Bolsonaro declarou voto ao deputado federal Daniel Silveira (PTB), mesmo com sua candidatura a senador indeferida pela Justiça Eleitoral.
PEDIDOS DE CASTRO E CECILIANO — Além da família, consta que outro aliado de peso, o governador Cláudio Castro (PL), reeleito no 1º turno, teria pedido pessoalmente a Wladimir o apoio no 2º turno a Bolsonaro. No entanto, pedidos também têm vindo na direção contrária. Presidente da Alerj, o deputado estadual André Ceciliano (PT), pediu ao prefeito de Campos que apoiasse Lula ou, no máximo, ficasse oficialmente neutro. É o que também pedem partidos de esquerda de Campos, em carta aberta a Wladimir.
O pedido da Frente Ampla de Partidos Progressistas de Campos dos Goytacazes deve ser reforçado pessoalmente neste sábado (22), pelo deputado federal eleito Lindbergh Farias, mais votado do PT no estado do Rio. Seu encontro com Wladimir está sendo costurado pelo secretário municipal de Educação, professor Marcelo Feres.
Qualquer que seja a posição do prefeito, uma coisa é considerada certa. Mesmo que declare apoio a Bolsonaro, ele vai liberar seus secretários e vereadores da base simpáticos a Lula a apoiarem quem quiserem.
Confira abaixo, na íntegra, a carta em que os partidos de esquerda de Campos pedem o apoio de Wladimir a Lula:
“Campos dos Goytacazes, 17 de Outubro de 2022.
Ilmo. Sr. Wladimir Garotinho Prefeito Municipal de Campos dos Goytacazes
Neste momento crítico da história brasileira, a Frente Ampla de Partidos Progressistas de Campos dos Goytacazes demonstra preocupação com a expressiva votação no primeiro turno obtida pelo candidato Jair Bolsonaro em nossa cidade. Campos é um polo universitário. Isto fica demonstrado pela presença da Universidade Estadual do Norte Fluminense Darcy Ribeiro (Uenf), a Universidade Federal Fluminense (UFF) e o Instituto Federal Fluminense (IFF). É urgente que a cidade se torne também de educação pública no ensino fundamental, médio, creches e oferta de formação continuada para população. Certamente a melhoria destes indicadores teria impacto direto sobre acesso a melhores empregos e no desenvolvimento no Norte Fluminense.
Por esta razão contamos com o compromisso da gestão municipal no intuito de apoiar o candidato Luís Inácio Lula da Silva, do Partido dos Trabalhadores, em prol da união de forças políticas em defesa da democracia, na esperança de ter um governo para todas e todos os brasileiros.
No atual cenário, esta será uma responsabilidade decisiva para a vida do povo das nossas atuais e futuras gerações. O atual governo teve um desastroso desempenho socioeconômico, ao longo destes 4 anos, afetando drasticamente o bem-estar da população brasileira, a política de saúde foi lamentável durante a pandemia, e a má gestão elevou o patamar de mortes por Covid-19 a quase 700 mil óbitos. Parte destes óbitos poderia ter sido evitada.
O presidente, ainda nesse contexto, não manifestou consideração com as famílias que perderam seus entes queridos pela Covid-19. Não houve avanço na política educacional, ocasionando retrocesso no aprendizado de crianças e adolescentes, principalmente durante a pandemia e principalmente entre as famílias mais vulneráveis. Por fim, o atual presidente tenta repetidas vezes intimidar com ameaças à democracia, agredindo o judiciário, provocando um clima de profunda instabilidade e o grande risco de um colapso institucional.
Em resumo, é neste cenário de contradição entre democracia e regime autoritário devemos explicitar lealdade para com o povo campista. É fundamental que o governo municipal se manifeste a favor da democracia.
Este momento é decisivo e por isto, convocamos a sociedade e o município a celebrar a liberdade das nossas diferenças para reconhecer no ex-presidente Lula a única liderança capaz de derrotar o atraso maior representado pelo atual governo.
Neste momento a nossa escolha deve ser o lado certo da história. A democracia, a fraternidade, o respeito a todas as religiões, a luta por uma sociedade mais justa.
Cordialmente, Frente Ampla dos Partidos Progressistas de Campos dos Goytacazes”
Eleitores declarados, respectivamente, do presidente Jair Bolsonaro (PL) e do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no 2º turno, o industrial tucano Geraldo Hayen Coutinho e o professor petista Luciano D’Ângelo são os convidados do Folha no Ar desta terça, ao vivo a partir das 7h10 da manhã, na Folha FM 98,3.
Geraldo e Luciano analisarão as eleições a deputados da região, senador e governador do RJ, assim como sua correlação ao pleito da nova Mesa Diretora da Câmara Municipal de Campos, que tem que ser realizada até 15 de dezembro. E, entre pesquisas e debates, projetarão a disputa presidencial entre Lula e Bolsonaro nas urnas de 30 de outubro, daqui a dois domingos.
Quem quiser participar ao vivo do Folha no Ar desta terça pode fazê-lo com comentários em tempo real, no streaming do programa. Seu link será disponibilizado alguns minutos antes do início, na página da Folha FM 98,3 no Facebook.