Suspeita de Covid-19 em idoso de 83 anos morto em São Francisco de Itabapoana

 

 

Um idoso de 83 anos, que deu entrada em estado grave no Hospital Municipal Manoel Carola (HMMC) na noite deste domingo, 22, veio a óbito logo em seguida. A secretaria municipal de Saúde de São Francisco de Itabapoana (SFI) notificou esse e outro caso como suspeito de coronavírus. O outro caso é de uma mulher de 42 anos, que foi atendida no mesmo hospital também na noite deste domingo. Mas, como não tinha sintomas graves, foi orientada a ficar em isolamento domiciliar.

Tanto a mulher que foi liberada para voltar pra casa e o idoso que veio a óbito foram testados para a Covid-19. Os exames serão encaminhados para o Laboratório Central Noel Nutels (Lacen), laboratório referenciado da secretaria estadual de Saúde, no município do Rio de Janeiro.

Com esses dois pacientes, já são três os casos suspeitos no município. O primeiro foi o de uma mulher de 44 anos que foi atendida no Hospital Manoel Carola neste sábado, à noite. E está em isolamento domiciliar.

Em São João da Barra, município vizinho de São Francisco, o fato do Porto do Açu continuar funcionando tem sido bastante questionado pela população.

Veja a nota divulgada pelo secretário de Saúde são franciscano, Sebastião Campista:

 

NOTA OFICIAL

 

A Secretária Municipal de Saúde, vem a público informar que, na presente data, foram notificados dois casos suspeitos para o novo coronavirus COVID -19 no Município de São Francisco de Itabapoana/RJ.

Os pacientes foram atendidos e avaliados no Hospital Municipal Manoel Carola. O primeiro um homem com 83 (oitenta e três) anos, foi admitido em estado grave e evoluiu a óbito. O segundo, uma mulher de 42 (quarenta e dois anos), encontra-se com indicação de ISOLAMENTO DOMICILIAR.

Foi realizada a coleta do material para envio para testagem no Laboratório Central Noel Nutels – LACEN, no Município do Rio de Janeiro.

Até o presente momento, no Município de São Francisco de Itabapoana, foram notificados 3 (três) casos suspeitos e NENHUMA CONFIRMAÇÃO.

A Secretária Municipal de Itabapoana insiste no pedido a população para que permaneçam em suas residências.

São Francisco de Itabapoana, 22 de Março de 2020.

Sebastião Tavares Campista Filho

Secretário Municipal de Saúde

 

Notícia publicada inicialmente aqui, pelo Portal V Notícia

 

Governo anuncia Centro de Combate à Covid-19 na Beneficência Portuguesa

 

Prédio novo da beneficência Portuguesa vai abrigar Centro de Combate ao Coronavírus de Campos

 

O prédio novo do Hospital da Beneficência Portuguesa abrigará o Centro de Combate ao Coronavírus (CCC) de Campos. O anúncio foi feito no final da tarde de hoje, em vídeo do prefeito Rafael Diniz (Cidadania) nas redes sociais. Mas só deve começar a funcionar na próxima sexta-feira (27). Podem chegar a 107 leitos: com equipamentos e médicos do município, 47 leitos de UTI, todos com respiradores, para atender aos casos mais graves. E outros 60 de clínica médica, destinados aos casos moderados, também com respiradores para estabilização dos pacientes. Os doentes com sintomas leves serão encaminhados para isolamento domiciliar. Sem nenhum caso confimado até a noite deste domingo, há 15 casos suspeitos da Covid-19 no município. Com cinco graves: dois na UTI do Hospital Ferreira Machado, dois na UTI do Hospital da Unimed, inclusive uma criança, e um na UTI do Hospital Dr. Beda.

Depois da queda de braço de 7 meses com os hospitais da rede conveniada, cuja complementação municipal à tabela SUS não paga voluntariamente desde julho, a Prefeitura de Campos recorreu a um hospital conveniado para tentar enfrentar a pandemia da Covid-19. Os diretores dos hospitais conveniados de Campos sempre alegaram que oferecem um serviço mais eficiente e menos dispendioso que o da rede pública municipal. Atuando nesta, a maioria da categoria médica de Campos parece ter vencido outra queda de braço com o governo Rafael, no qual já haviam feito uma greve em agosto do ano passado.

Após retomarem a greve em 18 de fevereiro, na semana do carnaval, os médicos da Saúde Pública de Campos decidiram e assembleia voltar ao trabalho na última segunda (16), por conta da pandemia do coronavírus, na véspera do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro (TJ-RJ) determinar (aqui) na terça (17) que o fizessem. Mas a categoria vinha alegando falta de equipamentos de proteção individual (EPIs) para tratar dos pacientes da Covid-19. Que tem taxa de infecção de até 40% nos profissionais de saúde, mesmo quando devidamente protegidos.

Coincidência ou não, após a divulgação de áudios alarmistas na noite de ontem (confira e ouça aqui), em redes de WhatsApp, por uma das poucas médicas de Campos que não atua na rede pública municipal, o governo anunciou hoje o Centro de Combate ao Coronavírus na Beneficência Portuguesa. A ideia já vinha sendo discutida há 15 dias, foi divulgada hoje, mas só deve começar a funcionar na sexta.

— Desde o início de fevereiro, a Prefeitura de Campos, através da Vigilância em Saúde, vem se planejando para o enfrentamento ao coronavírus. Já adotamos diversas medidas, como os vários decretos publicados para evitar aglomerações, garantindo o isolamento social, que é o mais importante neste momento. Adquirimos e já recebemos uma grande remessa de EPIs para os profissionais da área da saúde e estabelecemos as unidades referenciadas para o atendimento inicial. Toda a equipe do Gabinete de Crise vem se empenhando para adotar as medidas necessárias, em contato constante com o Ministério Público. Lamentamos que quando a união é importante, algumas pessoas se valem de um momento delicado para espalhar fake news, disseminando pânico entre as pessoas — disse Rafael hoje, em referência aos vários aúdios gravados e divulgados ontem.

A Diretora da Vigilância em Saúde da Secretaria Municipal de Saúde de Campos, a infectologista Andreya Moreira, ressaltou que o CCC será destinado a pacientes com estado de saúde de moderado a grave, com diagnóstico da doença confirmado por exame. A Prefeitura de Campos recebe do Governo do Estado os kits para a realização da testagem e mantém o atendimento inicial nas unidades de referência: Unidades Pré-Hospitalares (UPHs) de Guarus, São José (Goitacazes) e de Travessão e UPA (Unidade de Pronto Atendimento).

 

Covid-19 — Wladimir pede ao RJ respiradores mecânicos para UPA de Campos

 

Wladimir Garotinho no Folha no Ar 1ª edição, da Folha FM 98,3 (Foto: Genilson Pessanha – Folha da Manhã)

 

Pré-candidato a prefeito de Campos, o deputado federal Wladimir Garotinho (PSD-RJ) solicitou à Secretaria de Estado de Saúde (SES) respiradores em caráter de urgência para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) em Campos, que atualmente contra com um aparelho. Eles são necessárias para estabilizar casos de insuficiência respiratória, que acomete os pacientes mais graves da Covid-19.

— Atualmente a UPA de Campos possui apenas um respirador e que o número de pacientes que a procuram vem aumentando substancialmente. E tendo as autoridades de saúde previsto que a curva de infectados vai crescer nos próximos dias, é necessário que mais unidades tenham equipamentos primordiais para salvar vidas —  disse Wladimir.

De acordo com o boletim divulgado pela SES neste sábado (21/03), já foram confirmados 119 casos e três óbito pelo novo coronavírus no Estado do Rio de Janeiro. Em Campos não há casos confirmados do covid-19, sendo que 14 casos estão sendo investigados pela Vigilância em Saúde. Destes, quatro pacientes estão internados em estado grave. Os demais encontram-se em isolamento domiciliar.

Em recente live nas redes sociais, Wladimir fez um apelo à população para seguir às normas de segurança preconizadas pelo ministério da Saúde:

— Os governos têm feito a parte deles, mas é necessária a participação de todos nós para que possamos nos prevenir contra o coronavírus, que infelizmente está se propagando. A melhor coisa que temos que fazer neste momento é ficar dentro de casa.

Com informações da assessoria do deputado

 

“A referência de Caio Vianna é o governo Arnaldo Vianna”

 

“A soma de Arnaldo mais Caio resulta em vitória”. A aliança com seu pai, rompida no pleito a prefeito de 2016, é aposta do filho como pré-candidato do PDT a prefeito nas eleições municipais de outubro deste ano, quatro anos depois. Nesta entrevista por e-mail, respondida mesmo após a morte da sua avó materna na sexta (20), Caio Vianna foi da pandemia da Covid-19 ao compromisso histórico do seu partido com a Educação Pública. Admitiu que sua rejeição “insignificante” pode ajudá-lo em um eventual segundo turno contra o deputado federal Wladimir Garotinho (PSD) ou o prefeito Rafael Diniz (Cidadania). Disse que “não há perda ou racha” com o deputado estadual Rodrigo Bacellar (SD), mas afirmou estar fora do que classificou como “negociata”. Chamou de “irrelevante” a questão do afastamento de Campos entre as eleições, justificando ter “que viajar ao encontro dos meus clientes para sobreviver”. Rebateu as críticas de Gil Vianna (PSL), seu vice em 2016, dizendo que o deputado estadual “tornou-se Socialista com Romário e foi para a extrema-direita com Bolsonaro”. Admitiu que “a folha de pagamento do servidor e a Saúde serão desafios gigantescos” ao prefeito de Campos. Diante disso, ressalvou não empunhar “bandeira de salvador da pátria”. E levantou a sua: “a referência de Caio Vianna é o governo Arnaldo Vianna”.

 

(Foto: Rodrigo Silveira – Folha da Manhã)

 

Folha da Manhã – Na sua avaliação como Campos, Norte Fluminense, Estado do Rio e Brasil estão reagindo ao avanço do coronavírus? Como essa pandemia pode afetar o ano eleitoral? Seu pai, como médico de carreira brilhante e político experiente, faz alguma avaliação?

Caio Vianna – Neste momento é importante saber como cada morador desta cidade está reagindo à proliferação do coronavírus. Porque a conduta individual, seguindo todas as orientações dos profissionais médicos, será determinante para conter esta doença. As pessoas terão que adotar novos hábitos, se recolher, praticar o isolamento social, coisas atípicas para o brasileiro, que é um povo festivo e caloroso. Quanto à rede pública de saúde, no Brasil inteiro o SUS está em condições inadequadas para enfrentar este quadro. Em 2019, a PEC do Teto dos Gastos impôs uma redução de R$ 20,19 bilhões para a Saúde Pública. Nos municípios a situação é de calamidade. Em Campos, por exemplo, apesar da Prefeitura gastar mais de R$ 700 milhões com a saúde, profissionais reclamam da falta de material e insumos básicos para trabalhar. Até recentemente os médicos estavam em greve. Voltaram a trabalhar sensibilizados com a situação dos pacientes diante da pandemia. Tenho conversado muito com meu pai sobre esta situação e concordamos em um ponto: a rede pública de saúde de Campos atualmente não tem como suportar uma grande demanda de pacientes infectados. Neste momento, no Irã morre uma pessoa a cada 10 minutos por conta do coronavírus. A Itália, um país de primeiro mundo, está em pânico. No mundo já são mais de 9.800 mortos. Imagina esse vírus proliferado em Campos! No que se refere ao processo eleitoral, esta pandemia que deverá atingir o pico no Brasil entre abril e maio, vai reforçar junto ao eleitorado a percepção de que a saúde é o principal tema a ser debatido. Volto a destacar: em Campos, no governo Arnaldo, a população vivenciou um sistema de saúde plena. Hoje a cidade sente falta do Programa Saúde da Família, que foi referência nacional no governo Arnaldo e promovia o atendimento preventivo, e das condições que existiam tanto no HGG quanto no Ferreira Machado. Diante desta precarização da Saúde Pública, é preciso reforçar: seguir as orientações quanto à prevenção, é o melhor caminho.

 

Folha – Se comparada com o prefeito Rafael Diniz (Cidadania) e o deputado federal Wladimir Garotinho (PSD), que herda a resistência ao pai Anthony Garotinho (sem partido), sua rejeição em tese mais baixa seria favorável em um eventual enfrentamento no segundo turno a prefeito de Campos contra um deles. É a sua tática? Antes, como trabalhar para chegar lá?

Caio – A democracia não permite escolher adversários. Quem define este campo de enfrentamento é o voto popular. É fato que as pesquisas demonstram que o índice de rejeição ao meu nome é insignificante, mas respeito todo e qualquer oponente. Estamos preparados para debater as questões mais relevantes para este momento delicado que o município atravessa. E minha tática, com toda franqueza, continua sendo a mesma: conversar com as pessoas, não criar falsas expectativas, expressar os desafios que teremos pela frente e conclamar a cidade para um grande pacto visando reencontrar os caminhos que devolva a Campos sua vocação de vanguarda. Fomos a primeira cidade da América Latina a ter luz elétrica, esta cidade teve uma grande importância na campanha abolicionista e um presidente da República brilhante, que foi Nilo Peçanha. Já elegemos governadores. Campos, portanto, não é uma cidade derrotada. Esta cidade tem brio e pessoas capacitadas para superar grandes desafios. E a grande força motora deste município é o campo popular, a massa de consumo, a mão de obra que gera riqueza e os empreendedores que estão aqui, mesmo diante do cenário de incerteza. Pela história e a capacidade de resistência de Campos, eu acredito na minha cidade.

 

Folha – Na eleição a prefeito de 2016, você mostrou habilidade na costura das alianças eleitorais, disputando a Prefeitura, além do seu PDT, com apoio de PSB, PSDC, PSC, PMN e PEN. Quatro anos depois, além do PL e do PV, está tentando outra legenda?

Caio – O momento é de conversa. Estamos dialogando com vários partidos, mas esses diálogos são programáticos. As legendas estão formando suas nominatas para a disputa de vagas no Legislativo, de forma que o quadro de alianças na eleição majoritária estará muito mais definido a partir de abril. Teremos muitas surpresas. Todas as pessoas, agentes políticos e instituições comprometidas com o desenvolvido social e econômico deste município são bem vindos a este projeto.

 

Folha – A se confirmar a aliança com o PL, espera ter também o apoio de Marcão Gomes, deputado federal pelo partido e um dos maiores aliados de Rafael?

Caio – O PL, por meio do diretório regional, chegou à conclusão que vai caminhar com o nosso projeto. Marcão Gomes está deputado pelo partido e desejava levar a legenda para a base de apoio ao prefeito Rafael Diniz. A decisão pessoal dele, no entanto, é continuar apoiando o Rafael Diniz, seu aliado.

 

Folha – Ainda sobre alianças, que perda seu racha com o deputado estadual Rodrigo Bacellar (SD), que leva consigo o apoio do presidente da Alerj, André Ceciliano (PT), pode trazer?

Caio – Não há perda ou racha. Como falei, estamos em períodos de conversas. Neste momento a política local é movida por fluxos e refluxos. Sempre tratei pessoalmente desta questão envolvendo alianças. Nunca deleguei esta tarefa a ninguém. E todo entendimento continuará sendo programático e sedimentado em projetos.

 

Folha – A cisão com Rodrigo se deu por que ele queria indicar seu pré-candidato a vice, além da disputa entre PDT e SD como destino do vereador Igor Pereira (atual PSB), líder do G-7? Se cedesse, todos fossem candidatos e eleitos, você poderia se tornar refém do deputado?

Caio – Esse tipo de negociata que você relata não é projeto de cidade. É um projeto de poder que exclui a sociedade. Estou fora!

 

Folha – Após o racha, Rodrigo convidou o juiz aposentado Pedro Henrique Alves para ser pré-candidato a prefeito pelo SD. Que, em entrevista à Folha (aqui) no último domingo, disse estar analisando. Como uma entrada dele no jogo, com apoio de Ceciliano, alteraria o tabuleiro?

Caio – Só tem uma força que altera o tabuleiro no processo eleitoral de Campos: o eleitor. Todas as pessoas citadas, as conheço e respeito, mas o poder do voto é que define. No que se refere ao nosso projeto, o processo eleitoral com qualquer concorrente será o mesmo: uma cidade mergulhada em crise, uma população em busca de soluções e muitos desafios. E a sociedade está cada vez mais contundente em suas cobranças e criteriosas em suas escolhas.

 

 

(Foto: Genilson Pessanha – Folha da Manhã)

 

 

Folha – Na eleição de 2016, a perda (aqui) de apoio do seu pai, o ex-prefeito Arnaldo Vianna (PDT), foi considerada decisiva não só na sua queda nas intenções de voto que chegou a liderar (aqui) em pesquisas, como na definição do pleito ainda no 1º turno. Concorda? Por quê?

Caio – Na verdade, a recomposição de forças locais em 2016 provocou uma definição de votos indecisos a partir dos 15 dias que antecederam a eleição. Nós começamos aquele pleito com 0,3% e chegamos a liderar as intenções de votos. Um feito extraordinário. Chegou um determinado momento que nossa intenção de votos, na verdade, estacionou e houve uma disrupção de votos indecisos em favor de Rafael, que acabou definindo sua eleição no primeiro turno. A opção do meu pai teve, de fato, alguma influência na migração desses votos. Mas o importante que estamos todos juntos e unidos neste momento histórico para a nossa cidade. Tenho a real dimensão da responsabilidade de carregar as grandes expectativas, não apenas do meu pai, mas de milhares de pessoas. Minha principal aliança é com o povo.

 

Folha – Arnaldo se mantém muito popular no município que governou por sete anos, até 2004. Qual é a importância desse recall positivo à sua pré-candidatura? O que você agrega a essa base, vindo das candidaturas a prefeito de 2016 e de deputado federal, em 2018?

Caio – Tenho muito orgulho por meu pai ser um político querido, avaliado como o melhor prefeito desta cidade. É sinal de que acertou mais do que errou. Isso soma. A experiência de 2016 e 2018, quando começamos uma campanha praticamente faltando 21 dias para o pleito, e ainda ficamos como primeiro suplente do PDT, agora demonstrará que a soma de Arnaldo mais Caio resulta em vitória.

 

Folha – Algo questionado na sua relação com Campos é o afastamento físico do município no período entre as eleições. Em entrevista ao vivo no Folha no Ar 1ª edição, da Folha FM 98,3, em 09 de abril do ano passado, o próprio Arnaldo criticou esse aspecto. Como você vê?

Caio – Eu não sei a que período estão se referindo. Ao contrário do que muitos pensam, o povo é muito bem informado. As pessoas circulam, conversam, me encontram e chegam a contar piadas em relação a essas insinuações. Não vivo de política. Trabalho com programação de sistemas, tenho clientes fora da cidade e da mesma forma que um deputado tem que ficar boa parte da semana fora do seu domicílio para exercer mandato, em algumas circunstâncias tenho que viajar ao encontro dos meus clientes para sobreviver. Mas posso lhe assegurar: vivo em Campos e respiro esta cidade 24 horas por dia. Imagine se fosse petroleiro e trabalhasse embarcado, como muitos trabalhadores. O que não iriam dizer? Essa é uma discussão irrelevante.

 

Folha – “Pré-candidatíssimo” a prefeito em 2020 e seu vice na chapa de 2016, o deputado estadual Gil Vianna (PSL) fez críticas a você (aqui) no Folha no Ar de 27 de janeiro deste ano. Além da questão da residência, questionou seu currículo e sua disposição de trabalho. Como encarou?

Caio – Criticar é um direito dele. Gil já falou muitas coisas. Quando esteve ao lado de João Peixoto falava de um jeito, depois ao lado da ex-prefeita Rosinha Garotinho falava de outra maneira mais dócil, até tornar-se feroz. Depois tratou uma coisa com Rafael e veio ser vice em minha chapa. Até recentemente estava na bancada ligada ao presidente Jair Bolsonaro na Alerj. Agora não sei de que lado está. Em toda sua trajetória, Gil é uma metamorfose ideológica. É muito volátil: foi Democrata Cristão com João Peixoto, passou pelo Partido da República (hoje PL) com Garotinho, tornou-se Socialista com Romário e foi para a extrema-direita com Bolsonaro. Pelo visto ainda não se encontrou. Eu continuo Caio Vianna, morando em Campos, filiado ao PDT, onde milito desde os 16 anos de idade.

 

Folha – Rafael sofreu muitas críticas porque, diferente do que prometeu em campanha, suspendeu Restaurante Popular, Cheque-Cidadão e Passagem Social. Com um orçamento estimado para 2021 em R$ 1,7 bilhão, antes de sofrer os graves efeitos da crise econômica mundial do coronavírus, e uma folha de pagamento de pessoal de cerca de R$ 1,1 bilhão, seria possível retomar esses programas sociais? Como? 

Caio – O grande pecado de Rafael foi criar falsas expectativas, o que o levou, posteriormente, a ser devastado pela frustração coletiva. Inegavelmente, a cidade neste momento necessita retomar seus programas sociais, só que isso não será um passe de mágica. Tenho dito e volto a repetir: a sociedade neste município terá que estabelecer um grande pacto político visando a retomada. Muito mais importante ou tão importante quanto a eleição do próximo prefeito, será a eleição da Câmara de Vereadores e a atuação dos deputados. O prefeito terá que ficar conectado com a base parlamentar local, principalmente em Brasília, porque os deputados serão a conexão com o governo federal e importantes no aporte de emendas parlamentares quando município precisa arrecadar. A folha de pagamento do servidor e a saúde serão desafios gigantescos. Por isso, não se pode chegar aqui empunhando bandeira de salvador da pátria, porque seria o ápice da irresponsabilidade. Mas a referência de Caio Vianna é o governo Arnaldo Vianna, seja no âmbito da política social, com o servidor ou na gestão da saúde.

 

Folha – Por enquanto, está mantido para 29 de abril o julgamento da partilha dos royalties no Supremo Tribunal Federal (STF). Que, se valer como aprovada no Congresso em 2012, vai piorar muito a situação econômica de Campos, já combalida pela queda das receitas do petróleo. Fala-se que Wladimir estaria esperando a decisão para definir sua pré-candidatura. E você o tem criticado por isso. Há saída financeira ao município? Qual?

Caio – Só um esclarecimento: não critico o deputado Wladimir por questões envolvendo decisão sobre a disputa eleitoral. Apenas tenho dito que serei candidato com royalties ou sem royalties do petróleo, até porque a cidade terá que ter um prefeito e não quero governar apenas nas horas mais confortáveis. Neste momento é preciso saber onde cada um de nós será mais útil para servir a cidade. Saídas para uma crise existem, mas elas estão associadas também a fatores externos. É um erro considerar que Campos é uma ilha isolada do mundo. Somos um município com a economia mais globalizada do que muitos pensam. Uma oscilação negativa no preço do barril do petróleo interfere diretamente em nossas vidas financeiras. É curioso, mas o humor da monarquia saudita mexe no nosso bolso. Mas o que devemos buscar o quanto antes é o desapego dos royalties, diversificando a economia. A era do petróleo dá sinais de esgotamento. Temos que nos preparar para um próximo ciclo expansivo buscando novos caminhos, atuando como grande centro logístico do Porto do Açu, criando zonas especiais de negócios, atraindo investidores para fomentar regiões turísticas como o Imbé, Rio Preto, Lagoa de Cima e chamar o segmento acadêmico e universitário para repensar nosso modelo de desenvolvimento. No estágio mais imediato, temos que fazer o orçamento da Prefeitura circular dentro do município, promovendo o fluxo interno de renda. Os formatos de licitações devem contemplar empresas locais. Tenho conversado muito com o prefeito de Niterói, Rodrigo Neves, um amigo e aliado que tem raízes em Campos. Niterói atualmente é a cidade que tem a melhor gestão no Estado do Rio de Janeiro. Tenho também conversado com muitos secretários do governo estadual. Campos precisa se redefinir dentro de um novo contexto econômico e social.

 

Folha – Ao assumir a Prefeitura em março de 1998, Arnaldo pegou o incremento nas receitas do petróleo a partir da lei 9.478/1997, que foram crescendo até o auge em maio de 2008, com o barril do petróleo a US$ 139, mantendo o preço acima dos US$ 100 até 2014. De lá para cá foi ladeira abaixo, também pela diminuição da produção dos campos maduros. Como retomar os tempos das vacas gordas do seu pai, Mocaiber e Rosinha? O que ficou deles para Campos? 

Caio – Você só esqueceu de dizer que o orçamento do último ano do governo Arnaldo Vianna foi de R$ 600 milhões (R$ 1,4 bilhão hoje, em valores corrigidos pelo IPCA). Foi com este orçamento, por exemplo, que ele construiu o Hospital Geral de Guarus, asfaltou estradas vicinais, promoveu uma saúde de qualidade, criou o Vale-Alimentação, fomentou os clubes da Terceira Idade, criou o programa Novo Mundo Rural, Fundecam, criou o programa de Bolsas Universitárias, Navegar É Preciso, Programa do Leitinho, Meninos do Amanhã, iniciou o programa de Casas Populares só para citar alguns. Hoje, só a saúde consome mais de R$ 700 milhões. E o que temos na saúde? Pergunte à população. Se quiser, posso enumerar a quantidade de projetos mantidos com o orçamento da época. Arnaldo deixou um grande legado para esta cidade.

 

Folha – A Educação Pública é uma bandeira histórica do PDT de Leonel Brizola e Darcy Ribeiro. Você recentemente filiou ao partido o professor Alexandre Lourenço, pré-candidato a vereador, com a chancela do deputado federal pedetista Chico D’Ângelo, muito ligado à UFF de Niterói. Como enxerga o setor no município?

Caio – A educação sempre foi uma grande referência nos governos do PDT, com Leonel Brizola e Darcy Ribeiro no Estado do Rio, e agora em Sobral, no interior do Ceará, considerado modelo para o país. Defendermos a educação pública de qualidade e o ensino em tempo integral, resgatando valores culturais nas comunidades, com atuação de animadores culturais, que prefiro definir como fomentadores da cultura. Não se faz uma boa escola sem material humano. Devemos encontrar caminhos para o nosso modelo de educação pública. No governo Arnaldo, só para lembrar, a educação municipal foi premiada pelo ministério da Educação com a Medalha Anísio Teixeira, pelos bons resultados. Nesse contexto professor Alexandre, Luciano D’Ângelo, o deputado Chico D’Ângelo, Professora Odete Rocha, Hélio Coelho, Sileno Martinho e outras cabeças que pensam a educação como instrumento de desenvolvimento, são pessoas com as quais queremos contar.

 

Pàgina 2 da edição de hoje (22) da Folha da Manhã

 

 

Página 3 da edição de hoje (22) da Folha da Manhã

 

Com 15 casos suspeitos da Covid-19 em Campos, atritos entre médicos e governo

 

(Arte: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)

 

Sem nenhum caso confirmado oficialmente, já são 15 os suspeitos de infecção por Covid-19 em Campos. Todos, segundo o poder público municipal, submetidos a testes e esperando resultado. Cinco deles estão em estado grave, inclusive o mais recente: uma jovem de 19 anos que deu entrada ontem (21) na UPH de Ururaí e foi internada na UTI do Hospital Ferreira Machado (HFM). Lá já estava mais um paciente suspeito de infecção pelo novo coronavírus. Na rede particular, outros dois estão na UTI do Hospital da Unimed, incluindo uma criança, enquanto o quinto caso suspeito está na UTI do Hospital Dr. Beda.

 

Áudios com denúncias

Em uma série de áudios viralizados também na noite de ontem nas redes sociais, a médica dermatologista Ana Maria Pellegrini Nahn denunciou que a jovem internada na UTI do HFM seria um caso confirmado de Covid-19.  E que o poder público municipal não teria kits para fazer o exame. Chefe da Vigilância de Saúde, a médica epidemiologista Andreya Moreira reafirmou que todos os casos suspeitos foram testados e aguardam resultado. Inclusive a da jovem internada como 15º suspeita, embora o seu caso, segundo Andreya, indique uma pneumonia de origem bacteriana, não de coronavírus.

 

Kits de teste e hospitais de campanha

A chefe de Vigilância da Saúde também informou que o município ainda tem 20 dos 30 kits de teste enviados pelo Governo do Estado. Em seus áudios no WhatsApp, a médica Ana Maria Pellegrini sugeriu ainda que fossem montados dois hospitais de campanha para atender aos casos suspeitos e confirmados da Covid-19. Na verdade, a ideia é do presidente do Sindicato dos Médicos de Campos (Simec), José Roberto Crespo, divulgada pelo blog (confira aqui) desde quinta (19).

 

Reunião com MP

Segundo Andreya, a ideia dos hospitais de campanha não pode ir à frente, nem teria acolhida do ministério da Saúde, enquanto Campos não tiver nenhum caso confirmado de coronavírus. Profissionais de saúde alegam, no entanto, que os pacientes com suspeita da Covid-19 internados nos hospitais da rede pública e privada poderiam contaminar outros pacientes, internados por outras enfermidades. Ana Maria Pellegrini, com outros dois médicos, representando colegas da categoria reunidos em grupo de WhatsApp, se reuniram no início da madrugada de hoje com o promotor de Tutela Coletiva Marcelo Lessa. Procurado, o membro do Ministério Público confirmou, nem negou o encontro.

 

Proteção aos profissionais

Outro ponto bastante questionado é o equipamento de proteção individual (EPI) aos profissionais da Saúde Pública de Campos. Tanto Andreya, quanto o secretário municipal de Saúde, Abdu Neme, garantem que há máscaras e luvas disponíveis, assim como óculos e máscaras de proteção. E que o restante destes itens, assim como os aventais impermeáveis, já teriam sido adquiridos e devem chegar na próxima semana. Vereador de oposição e egresso de uma família de médicos, Álvaro Oliveira (SD) tem feito cobranças neste sentido ao governo Rafael Diniz (Cidadania).

 

Temor de infecção

Na sexta (20), o Conselho Regional de Medicina do Estado do Rio de Janeiro (Cremerj) publicou uma resolução que determina que médicos não atendam pacientes suspeitos de coronavírus, se não tiverem seus EPI à disposição. Estudos da pandemia da Covid-19 na China e na Itália indicam que a infecção dos médicos e enfermeiros que lidam com pacientes da Covid-19 pode chegar a até 40%. Embora ninguém admita publicamente, isso vem gerando temor na categoria. Que, em Campos, trava desde o ano passado uma queda de braço com o governo municipal.

 

TJ determinou volta ao trabalho

Antes da ameaça do coronavírus, os médicos da Saúde Pública de Campos alegaram descumprimento do acordo que acabou com a greve da categoria (relembre aqui) em agosto do ano passado, para retomar a paralisação em 18 de fevereiro deste ano, na semana do carnaval. E só voltaram ao trabalho (aqui) em assembleia na última segunda (16), por conta da pandemia da Covid-19,  véspera do presidente do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro (TJ-RJ), desembargador Cláudio de Mello Tavares, determinar que o fizessem, pelo mesmo motivo.

 

“Muita gente vai morrer”

Em um dos seus áudios viralizados ontem no WhatsApp, a médica Ana Maria Pellegrini, que não é servidora municipal, afirmou:

— É muito tarde já, essas medidas tinham que ser tomadas muito antes. Mas o prefeito não se sensibilizou. E fica aí o recado a vocês, para na próxima eleição vocês pensarem bem em quem vocês vão aí estar dando apoio. E valorizem os médicos porque a gente vai estar conseguindo diminuir aí o número de mortos. Mas muita gente vai morrer. Os hospitais particulares vão ter falta de leito também. Eles não vão conseguir atender nem a demanda deles.

Ouça o aúdio da médica:

 

 

 

“Muito áudio irresponsável”

No final da noite de ontem, o prefeito Rafael Diniz gravou e veiculou nas redes sociais um vídeo, no qual acusou “muita fake news acontecendo, muito áudio irresponsável”:

 

 

 

Oposição cobra Abdu Neme e Fred Machado

Hoje de manhã, o vereador de oposição Álvaro Oliveira gravou e veiculou um vídeo nas redes sociais sobre o caso. Nele, cobrou uma posição pública do secretário de Saúde de Campos, Abdu Neme, e do presidente da Câmara Municipal, vereador Fred Machado (Cidadania), a quem solicitou a manutenção virtual dos trabalhos do Legislativo, fechado aqui na sexta (20). Assista abaixo:

 

 

Covid-19 — Proibido funcionamento de templos religiosos em Campos, SF, SJB e SFI

 

 

A 2ª Promotoria de Tutela Coletiva do Ministério Público da comarca, por meio do promotor estadual Marcelo Lessa Bastos, recomendou na noite de hoje (21) que seja proibido o funcionamento de “igrejas, templos, capelas, terreiros, e outras casas de culto, de qualquer credo religioso”.  A medida visa conter a aglomeração de pessoas que impulsiona a expansão da Covid-19 na região, e vale para Campos, São Fidélis, São João da Barra e São Francisco de Itabapoana. Os quatro municípios já contabilizam 28 casos suspeitos da doença, número que se expandirá em escala geométrica sem o isolamento da população em suas casas.

Em meio à pandemia do novo coronavírus, líderes religiosos nacionais como o pastor Silas Malafaia, da Assembleia de Deus, e o autointitulado bispo Edir Macedo, da Igreja Universal do Reino de Deus, demonstraram não ter compromisso com a sociedade. Recentemente, os dois insistiram em manter seus cultos e a vida dos seus fiéis em risco, para continuar a arrecadar seus dízimos. Mais responsável, desde ontem (20) o bispo diocesano Dom Roberto Ferrería Paz suspendeu por conta própria (confira aqui) a realização das missas católicas em Campos.

Diante do descaso com a vida humana de determinadas autoridades religiosas, prevalecem as instituições do poder laico. “No caso de descumprimento (…) exercendo seu poder de  polícia, inclusive, se necessário, determinando a interdição do local, com a cassação de seu alvará de funcionamento, sem prejuízo da prisão em flagrante do responsável pelo culto ou aglomeração de fieis de qualquer natureza, em qualquer espaço, público ou privado, por crime contra a saúde pública, apresentando-o a autoridade policial e apreendendo os instrumentos sonoros porventura utilizados para a prática do culto ou evento religioso”, recomendou o promotor de Campos.

Confira abaixo a recomendação do Ministério Público, que usa o poder dos municípios como emissores dos alvarás de funcionamento dos templos religiosos. Para impor a Saúde Pública a quem nunca leu o Novo Testamento: “Recomendo, irmãos, que tomem cuidado com aqueles que causam divisões e põem obstáculos ao ensino que vocês têm recebido. Afastem-se deles. Pois essas pessoas não estão servindo a Cristo, nosso Senhor, mas a seus próprios apetites. Mediante palavras suaves e bajulação, enganam o coração dos ingênuos” (Carta de Paulo aos Romanos 16:17-18).

 

 

 

 

 

Campos já tem casos 14 suspeitos da Covid-19, quatro em estado grave

 

(Arte: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)

 

Sem nenhum caso ainda confirmado, Campos contabiliza agora 14 casos suspeitos da Covid-19. Ontem (20), eram 11 (aqui). Hoje (21), mais cedo subiram (aqui) para 13 suspeitos de contaminação pela pandemia do novo coronavírus. Um deles deu entrada na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) estadual de Guarus e outro, em hospital particular.

O caso mais recente também buscou atendimento na UPA de Guarus. Do total de 14 suspeitos, quatro tinham doenças pré-existentes e estão em estado grave, internados em UTIs. Um está na do Hospital Ferreira Machado, outro na do Hospital Dr. Beda e os outros dois, na do Hospital da Unimed. Entres estes, está uma crianca.

 

Extra compara Pedro Henrique a prefeito de Campos com Witzel a governador

 

Em entrevista à Folha da Manhã (confira aqui) no último domingo (15), o juiz aposentado Pedro Henrique Alves deixou claro estar pensando seriamente no convite, feito (aqui) no dia 9 pelo deputado estadual Rodrigo Bacellar (SD), para disputar a prefeito de Campos. Hoje (21), a jornalista Berenice Seara, do jornal carioca Extra, não só disse que ele aceitou o convite, como comparou o magistrado campista ao governador Wilson Wiztel (PSC), que era juiz federal antes de entrar e vencer na eleição majoritária estadual de 2018.

Ouvido hoje, Pedro Henrique garantiu que ainda não se definiu. Mas revelou estar recebendo muito apoio de seus conterrâneos para aceitar. No SD pelo qual se lançaria, sua decisão é esperada para a próxima semana. O blog recebeu a informação de que ele teria recebido hoje a ligação de Witzel, por conta das notas hoje de Berencie.  Informação que o juiz aposentado negou, embora admita já ter conversado com o ex-colega de magistratura, sobre a possibilidade da pré-candidatura a prefeito.

Se Pedro Henrique aceitar o convite e tiver o apoio de Witzel, a quem elogiou bastante em sua entrevista à Folha, isso enfraqueceria a pretensão empresário Marcelo Mérida, presidente municipal do PSC e pré-candidato pelo partido a prefeito de Campos. Assim como o deputado federal Wladimir Garotinho (PSD), que em 10 de fevereiro revelou (relembre aqui) ao programa Folha no Ar 1ª edição, da Folha FM 98,3, que contava com a apoio do PSC em sua pré-candidatura à Prefeitura.

 

Bolsonaro e a Covid-19: “Não será uma gripezinha que vai me derrubar, tá ok?”

 

Jair Bolsonaro hoje, ao ser questionado pela imprensa porque não mostra seu teste negativo para a Covid-19, que infectou 22 outras pessoas que viajaram com ele aos EUA: “Não será uma gripezinha que vai me derrubar, tá ok?”.

Veremos quantos a “gripezinha” vai matar no Brasil.

 

 

Solidariedade em tempos de Covid-19 encurta a distância para dias melhores

 

Em tempo de pandemia da Covid-19, solidariedade eleva a humanidade em elevador de prédio do Pq. Tamandaré

A pandemia da Covid-19 talvez seja o maior teste para a humanidade desde a II Guerra (1939/1945), quando as democracias liberais e o comunismo soviético se uniram para derrubar à bala a extrema-direita nazifascista. Tanto lá, quanto agora, exemplos de solidariedade serviram para preservar vidas. Dos judeus, ciganos, homossexuais, intelectuais e artistas perseguidos há 80 anos. Ou das pessoas idosas que hoje são alvo preferencial à letalidade do novo coronavírus.

Em grupo de WhatsApp de moradores de um condomínio vertical do Pq. Tamandaré, um morador postou a foto de cartaz colado no elevador do prédio da filha, que mora na Tijuca, na cidade do Rio. Nele, vários condôminos se disponibilizaram para fazer compras aos vizinhos idosos, grupo de maior risco de morte se infectados pela Covid-19. E o exemplo inspirou outro casal de Campos, que hoje fez o mesmo no elevador do seu edifício.

São as Alines, Rogérios, Danis, Wills, Sandras, Anas, Vinis, Lés, Thiagos e Pollyanas pelos quais caminha o melhor da humanidade. E encurtam a distância que nos separa de dias melhores.

 

Cartaz da solidariedade em prédio da Tijuca, que gerou solidariedade na planície goitacá

 

Campos fecha comércio a partir de 2ª e decreta estado de emergência na Saúde

 

 

O município de Campos vai decretar emergência na sua Saúde Pública e, a partir da próxima segunda (23), terá que fechar as portas de todo o comércio, à exceção de farmácias, supermercados, padarias, açougues, hortifrutis, quitandas, peixarias, postos de combustível e bancos. As portas dos demais estabelecimentos terão que ficar fechadas, no mínimo, até 5 de abril. O pico da doença em Campos é projetado para 20 de abril. Hoje, o ministro Luiz Henrique Mandetta admitiu que, no final do próximo mês, o sistema de saúde do Brasil entrará em colapso. A queda, segundo ele, só ocorrerá em setembro.

Dentro dessse contexto, a decisão do prefeito Rafael Diniz (Cidadania) foi tomada hoje (20). E é um passo mais radical no enfrentamento à pandemia da Covid-19, com objetivo de tentar achatar a curva de expansão da nova doença. Que teve quatro novos casos suspeitos em Campos nas últimas 24 horas: dos sete de ontem (relembre aqui) para os 11 de hoje (confira aqui), ainda que nenhum tenha sido ainda confirmado. Confira abaixo a publicação em Diário Oficial do decreto de emergência na Saúde Pública e de fechamento do comércio:

 

 

 

Sem nenhum caso confirmado, Campos tem 11 suspeitos da Covid-19

 

 

(Arte: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)

 

Sem nenhum caso confirmado, Campos tinha sete suspeitos da Covid-19 até ontem (19). Hoje são 10. Destes três novos suspeitos, um está internado no Hospital Ferreira Machado (HFM), um no Hospital  Dr. Beda e dois no hospital da Unimed. Um destes, é uma criança. Assim que forem divulgados mais detalhes sobre esses três novos suspeitos, serão atualizados aqui. Para conhecer toda a estrutura que o Sistema Único de Saúde (SUS) tem no município para enfrentar a ameaça da pandemia do novo coronavírus, saiba tudo aqui.