Críticas a Wladimir e à “covardia” dos 5% da oposição

 

Frederico Barbosa Lemos, Wladimir Garotinho e Marquiho Bacellar (Montagem: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)

 

 

Nota 9,5 a Francimara em SFI

“Digo sem medo de errar: Francimara (Barbosa Lemos, SD) merece nota 9,5 (pelo seu 1º ano e meio do segundo governo em São Francisco de Itabapoana). A saúde do município hoje se tornou um espelho para a região, atendendo 90% da demanda. Com o tomógrafo, zeramos a fila de espera. Agora foi licitado o mamógrafo para entregar à população. Saímos do último lugar do Ideb (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica) para 31º entre os 92 municípios do RJ”. Foi o que disse na manhã de ontem, ao programa Folha no Ar, o marido da prefeita, Frederico Barbosa Lemos (SD), ex-prefeito de SFI e pré-candidato a deputado estadual.

 

 

“Marquinho é o presidente”

Ao comentar a situação tranquila entre Executivo e Legislativo em SFI, onde o governo tem 12 dos 13 vereadores, Frederico fez críticas à situação de beligerância entre poderes vivida hoje em Campos e São João da Barra. “Não me cabe julgar Wladimir (Garotinho, sem partido) em Campos, e a ex-prefeita Carla (Machado, atual PT), em São João da Barra. Mas tenho certeza que faltou diálogo. Esticou demais a corda, com uma eleição de (presidente da) Câmara (de Campos, em 15 de fevereiro) antes do prazo. Pagaram para ver. E vamos dar a César o que é de César: Marquinho Bacellar (SD) é o novo presidente da Câmara de Campos”.

 

“Remanejamento de 5% é covardia”

Apesar de reconhecer a vitória de Marquinho Bacellar na eleição (depois anulada) a presidente da Câmara, como a atuação do deputado estadual Rodrigo Bacellar (PL), Frederico foi crítico à tentativa arquitetada pelos Bacellar, nos Legislativos de Campos e SJB, de emparedar os prefeitos Wladimir e Carla Caputi (sem partido) com apenas 5% de remanejamento no Orçamento, a partir de 2023. “No meu entender, 5% é covardia. Tudo tem que ter um consenso: se não dá 40%, dá 30%, dá 20% (de remanejamento), independente de quem esteja sentado na cadeira (de prefeito). Que a Câmara não consiga engessar o Poder Executivo”.

 

“Sou único independente à Alerj”

Ao falar sobre a sua pré-candidatura a deputado estadual pelo SD, Frederico traçou sua meta eleitoral, depois que o partido homologar em convenção seu nome à disputa de uma vaga na Alerj. Ele projetou que, com 25 mil votos, conseguiria se eleger em outubro. E disse que trabalhará para tentar fazer 12 mil em São Francisco e 10 mil em Campos. “Estou construindo ainda o nosso projeto. Mas digo sem medo de errar: sou o único pré-candidato (a deputado estadual) da região independente. Em Campos principalmente. Sou o único (da região à Alerj) que não está ligado a nenhum grupo político”.

 

(Montagem: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)

 

Lula e Bolsonaro no 2º turno?

Na parte final da entrevista de Frederico de ontem ao Folha no Ar, ele apostou no segundo turno presidencial. Sobretudo após ser lembrado pela bancada do programa que, na segunda (11), a pesquisa BTG/FSD foi a terceira na sequência do mês de julho a projetar a existência do segundo turno, em 30 de outubro, entre o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o presidente Jair Bolsonaro (PL). Após as pesquisas de maio e junho, sobretudo as Datafolha dos dois meses, indicarem a possibilidade de Lula fechar a fatura presidencial ainda no primeiro turno, em julho a Genial/Quest, a PoderData e a BTG/PSB projetaram o segundo turno.

 

(Infográfico: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)

 

Números de julho a presidente

Feita de 29 de junho a 2 de julho, a pesquisa Genial/Quaest induzida — com a apresentação dos nomes dos presidenciáves — deu 45% de intenções de voto a Lula e 31%, a Bolsonaro, no primeiro turno. E a vitória do petista no segundo turno por 53% a 34%. Feita de 3 a 5 de julho, a PoderData induzida deu 44% de intenções de voto a Lula e 36%, a Bolsonaro, no primeiro turno. E a vitória do petista no segundo turno por 50% a 38%. Divulgada na segunda-feira e feita de 8 a 10 de julho, a BTG/Pactual induzida deu 41% a Lula e 32%, a Bolsonaro, no primeiro turno. E a vitória do petista no segundo turno por 53% a 37%.

 

(Infográfico: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)

 

No que 13 e 22 se nivelam

Quem trabalha com análise de pesquisas eleitorais pode observar fenômeno curioso. Que revela semelhança entre bolsonaristas e lulopetistas, a despeito das muitas diferenças. Todas as pesquisas que dão vantagem de Lula, sobretudo as de maio e junho que apontavam sua eleição ainda no primeiro turno, são questionadas em atos de fé bolsonaristas. Com as três pesquisas mais recentes de julho, que projetam o segundo turno, muitos lulopetistas agora reagem religiosamente, também questionando a ciência estatística. Aos abduzidos na polarização Lula/Bolsonaro, sua paixão irracional vale mais que a lógica fria dos números.

 

Em julho de 2021, enquanto pitava um grafite contratado em muro particular na rua Conselheiro Otaviano, o artista plástico Andinho Ide foi ameaçado com um revólver por um bolsonarista de Campos. O grafite foi apagado por bolsonaristas (Foto: Instragram)

 

No que não há nivelamento

No que não há nivelamento, o país se consternou com a morte a tiros do guarda civil petista Marcelo Arruda, na festa dos seus 50 anos com Lula de tema. Marcelo foi assassinado a tiros no seu aniversário pelo invasor bolsonarista José Guaranho, agente penal federal, ferido a tiros na reação. O fato se deu na noite de sábado (9), em Foz do Iguaçu (PR). Em Campos, por sorte, tragédia muito parecida não aconteceu em 31 de julho de 2021. Contratado para trabalho de grafite crítico a Bolsonaro pelo proprietário de um muro da Conselheiro Otaviano, o artista plástico Andinho Ide teve uma arma apontada contra ele na rua por um bolsonarista goitacá.

 

Publicado hoje na Folha da Manhã.

 

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