Hitler e a torcida brasileira
Favoritos ao primeiro lugar de seus grupos, assim como ao título, caso confirmem as previsões, Brasil e Alemanha só se cruzariam nas semifinais da Copa do Mundo, mais precisamente em 8 de julho, às 17h, em Belo Horizonte, no Mineirão. Quer isso aconteça ou não, desde que Hans Staden caiu prisioneiros dos tupinambás no séc. 16 (veja aqui), já se deram muitos outros cruzamentos entre tupiniquins e germânicos. Na tribo goitacá, por exemplo, não tem muito tempo, fez sucesso na taba virtual a montagem de um vídeo de Adolf Hitler, encarnado visceralmente pelo ator Bruno Ganz, no necessário filme “A Queda — As Últimas Horas de Hitler” (2004), do diretor Oliver Hirschbiegel. Aproveitando algumas cenas em que Hitler perde o contato com a realidade em acessos de fúria e depressão, diante da iminência da derrota (a)final, as legendas em português ao áudio em alemão foram alteradas para colocar o deputado federal Anthony Garotinho (PR) falando pela boca do ditador da Alemanha Nazista.
Assim como foi feita aquela analogia entre alguns aspectos de Hitler e Garotinho, não é necessário esforço para fazê-lo também entre o último e outro conhecido político. A prioridade às ações assistenciais (ou assistencialistas?) como alicerce de uma política popular (ou populista?), o inchaço e a ocupação desavexados da máquina do estado, as constantes denúncias de superfaturamento nas obras públicas, os pífios desempenhos em saúde e educação, a promiscuidade entre público e privado, os indícios de manipulação dos instrumentos da Justiça, a pretensão messiânica da liderança, a catequese fundamentalista dos liderados, a incapacidade de conviver pacificamente com qualquer mídia que não seja chapa branca, a demonização do contradito e do contraditor, o maniqueísmo fascista que só admite o “conosco” ou o “contra nós”, são algumas das características que o ex-governador do Rio comunga, por exemplo, com um certo ex-presidente do Brasil.
Difícil crer, portanto, em coincidência quando um gaiato teve uma ideia muito parecida, mesmo sem provavelmente conhecer nada de Campos, ao decidir usar o polêmico episódio do “Ei, Dilma, vai tomar no c(…)!” e a democracia irrefreável das redes sociais para divulgar uma outra montagem, com as mesmas cenas do filme “A Queda”. Por anacronismo ideológico, talvez não faça o mesmo sucesso por aqui do que a montagem anterior, mas enquanto não se cumpre a previsão de violência eleitoral feita aqui por Lula, da Copa até as eleições de outubro (e novembro), e ainda dá para rir mais do que chorar, confira abaixo o resultado hilário da nova montagem:














