OAB-RJ endossa Guru na questão do direito à informação pública em Campos

Acompanhado do tesoureiro da OAB-RJ e diretor de apoio às sub-sessões do interior, Luciano Bandeira, o presidente da OAB-Campos, Carlos Fernando Monteiro, o Guru, fe uma visita à Folha, antes de ambos cumprirem agenda da entidade em São João da Barra e no Fórum de Campos. O assunto em pauta foi o artigo publicado aqui, em 23 de maio último, e depois reproduzido na versão impressa da Folha, por seu articulista e blogueiro José Paes Neto, no qual este, também advogado e diretor geral do Observatório de Controle do Setor Público, disse se preocupar com “o distanciamento e a posição omissa que a OAB-Campos vem tomando com relação aos assuntos de interesse da sociedade campista”. A referência crítica seu deu àquilo que Guru antes externara aqui, em 21 de maio, atendendo democraticamente à solicitação dos leitores do blog, por um posicionamento da entidade acerca  do parecer da Procuradoria do Município que indeferiu aqui, em 15 de maio, o pedido de informação do vereador e advogado Marcão (PT), com base na lei federal 12.527 (conheça-a aqui), sobre as compras sem licitação de material didático feitas pela Prefeitura de Campos à empresa Expoente (relembre o caso aqui), relativas a 2011 e 2012, no valor conjunto de quase R$ 18 milhões.

Guru e Luciano Bandeira, depois de falarem à Folha, foram inaugurar a nova sala do advogado em São João da Barra (foto: divulgação)
Guru e Luciano Bandeira, depois de falarem à Folha, foram inaugurar a nova sala do advogado em São João da Barra (foto: divulgação)

Falando em nome da OAB de Campos e do Estado do Rio, Bandeira disse não enxergar nenhuma omissão da entidade no caso:

— A OAB, além da política classista, tem um papel histórico, do qual muito nos orgulhamos, de luta também pela defesa do estado democrático de direito, inclusive na resistência cidadã à própria ditadura militar brasileira (1964/85). Em questões mais recentes, como na luta pela defesa dos royalties aos municípios e Estado produtores de petróleo, ou no combate à pedofilia, a OAB de Campos estava lá. Lógico que a Ordem, em todas as suas esferas, defende o conceito de acesso à informação pública, garantido em lei federal. Muito embora,entenda que é uma lei que funciona no conjunto com outras, que devem também ser observadas, dependendo de cada caso. O que a OAB não faz, nem pode ou deve fazer, é política partidária. Não digo que seja este o caso, mas deve se estar atento também aos princípios legais que o poder público use para negar, pontualmente, um pedido de informação. Se o pedido atende aos preceitos da lei, ou não, cabe ao Judiciário decidir, exatamente o que está acontecendo no caso. Nele, não houve violação às prerrogativas do advogado, quando, aí sim, teríamos a obrigação, inclusive, de integrar o pólo ativo da demanda. Ademais, o colega advogado não procurou a OAB, no sentido de obter seu apoio de maneira formal, antes de fazer seu pleito. Conceitualmente, repito, a OAB é favorável ao direito à informação pública. Mas as coisas têm andado no ritmo  previamente ditado pela legislação existente. Como disse o presidente nacional da Ordem, Marcus Vinícius Furtado, em seu discurso de posse: “A ideologia da OAB é a Constituição”. E tanto por parte dos demandantes, quanto do poder público municipal, com a questão sendo levada à decisão do poder Judiciário, a Constituição está sendo respeitada. Não temos, portanto, porque intervir.

Ao garantir que não existe, ainda, nenhum procedimento administrativo na OAB-Campos visando a eventual punição de José Paes por aquilo que escreveu, mas somente um pedido de esclarecimento, que os conselheiros da Ordem entenderam ser necessário, para que o advogado e articulista aponte onde estariam as “omissões” da entidade no caso, Guru ressaltou que ele não externou nenhuma posição favorável ou contrária ao pedido de informação, se atendo a identificar as bases legais usadas tanto por quem o fez, quanto por quem o negou. No entanto, ressalvou:

—  O fato de estar dentro da lei quem solicita informação pública, não significa dizer que está necessariamente fora da lei quem o nega. Tanto assim que a desembargadora Tereza Cristina Gaulia negou no TJ (Tribunal de Justiça) a liminar no pedido de informação de Marcão (fato noticiado aqui, em primeira mão na blogosfera goitacá, pelo próprio Zé Paes). Logicamente, que ela ainda vai julgar o mérito do pedido do mandado de segurança impetrado pelo vereador de oposição. Mas o fato de indeferir a liminar é um claro indicativo de que a negativa, por parte da Procuradoria de Campos, não foi feita dissociada de princípio jurídico. Quem vai decidir é quem de direito: o Poder Judiciário, não a OAB.

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Quer saber das últimas novidades da GAP?

Quer saber as últimas novidades da GAP, empresa acusada em mídia nacional de falsificação de documentos e lavagem de dinheiro, além das suas relações suspeitas com o deputado federal e pré-candidato ao governador Anthony Matheus, o Garotinho, seu PR e o governo da prefeita Rosinha? Então leia abaixo os blogueiros da Folha José Paes Neto e Gustavo Matheus…


Observatório disponibiliza íntegra do edital para escolha da sucessora da GAP

Por José Paes, em 12-06-2013 – 21h23

Como divulgado aqui pelo jornalista Gustavo Matheus, hoje, em nome do Observatório de controle do setor público de Campos, estive da comissão de licitação da Prefeitura de Campos, para obter o edital da licitação que definirá a sucessora da empresa GAP, prestando o serviço de locação de ambulâncias.

O edital, que estima o valor do contrato em cerca de R$ 28.000.000,00 (vinte e oito milhões de reais), já está disponível no blog do Observatório, que pode ser acessado aqui.

Importante esclarecer, desde já, até mesmo para evitar críticas despropositadas, que o Observatório não tem como objetivo inviabilizar a nova licitação, mas apenas dar transparência ao processo, possibilitando que os cidadãos campistas tenham a oportunidade de tomar conhecimento dos seus termos.

Dessa forma, eventuais inconsistências e/ou irregularidades poderão ser apontadas, bem como questionamentos e dúvidas apresentados,  garantindo-se, dessa forma, a lisura do processo licitatório.

A divulgação do edital, outrossim, também serve para estimular o debate sobre a melhor a maneira de gerir as ambulâncias: Se através de empresa terceirizada ou se pela própria prefeitura, através de pessoal e veículos próprios.

O Observatório fará uma análise criteriosa dos termos do edital da licitação e nos próximos dias apresentará maiores considerações sobre o assunto.


Posto que explodiu em Caxias é do empresário Fernando Trabach, o homem da GAP

Por Gustavo Matheus, em 13-06-2013 – 10h43

Fernando Trabach - Reprodução
Fernando Trabach - Reprodução

O posto Metta, que explodiu na noite desta quarta na rodovia Washington Luís, faz parte da rede de empresas do empresário Fernando Trabach, suspeito de ter criado o “fantasma” George Augusto Pereira, que fechou negócios milionários com diversos órgãos públicos.

Bruno Gonzales - Extra
Bruno Gonzales - Extra

O posto fica localizado ao lado da empresa Sinnal Visual Rio Comunicações e Produções, que tem como sócios a mulher e o filho do empresário. Segundos agentes da Delegacia Fazendária, que investiga Trabach, a GAP Comércio e Serviços Especiais, empresa investigada pela DelFaz que já foi visitada por agentes, fica num terreno atrás do posto.

Leia mais: Extra

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Léo “Lamparão” Santos — Talento que Campos adotou e ganhou o mundo na porrada

Em torno do campeão, seu belo troféu em cristal do TUF-Brasil 2 e as luvas que usou na luta final, Aluysio Abreu Barbosa, o professor de jiu-jísu Felipe Carneiro e Gustavo Matheus (foto de Silésio Corrêa)
Em torno do campeão, seu belo troféu em cristal do TUF-Brasil 2 e as luvas que usou na luta final, Aluysio Abreu Barbosa, o professor de jiu-jítsu Filipe Carneiro e Gustavo Matheus (foto de Silésio Corrêa)

“Naquele momento que só quem já lutou conhece, no qual você questiona por um instante sua própria capacidade de vencer, onde ou em que busca força para seguir lutando e se superar?”. À indagação feita pelo blogueiro a Léo “Lamparão” Santos, carioca, mas campista por adoção dele e da cidade, o campeão do TUF-Brasil 2, realizado em Fortaleza, que lhe abriu as portas da frente ao Ultimate Fighting Championship (UFC), maior evento de artes-marciais mistas (MMA) do planeta,  respondeu:

— Nem eu sei. Só sei que está dentro de mim. É uma coisa só minha. Quando preciso, ela está lá.

Elevado à condição de celebridade desde que venceu, no segundo assalto, com um katagatame (golpe de sufocamento do  jiu-jitsu, também presente no judô) no segundo assalto da luta final contra o striker William Patolino, na noite do último sábado, com trasmissão ao vivo pela Rede Globo e em todo o mundo, em canais por assinatura, Léo deu na tarde de hoje uma entrevista exclusiva para o jornalista Gustavo Matheus e este seu colega, cuja íntegra será publicada no próximo domingo, dia 16, na edição impressa da Folha e depois no blog do Gustavo. Entre outras coisas, o lutador falou das suas expectativas para estrear no UFC, em luta ainda não marcada, contra adversário também não definido, mas que deve acontecer ainda neste ano de 2013. Revelou também que, embora tenha vencido o TUF-Brasil como peso meio-médio, ele deve descer para a categoria dos leves, na qual se sente mais à vontade.

Admitindo que o jiu-jítsu e a luta de solo serão sempre seus carros chefes, Léo diz que quem está no UFC não pode evitar a trocação em pé, na qual ele vem treinando bastante a parte de boxe e muay thay, para evoluir cada vez mais, sem se descuidar também do wrestling (lutas greco-romana e olímpica), fundamental para derrubar e não ser derrubado pelo adversário, que é o ponto forte, sobretudo, dos lutadores estadunidenses. Embora sonhe em um dia entrar no seleto rol dos fora-de-série no esporte, no qual ele coloca acima de todos o brasileiro Anderson Silva, campeão dos médios, até hoje invicto no UFC, o “Lamparão bom de briga”, no bom e velho “campistês” da Baixada da Égua de José Cândido de Carvalho, no qual fez questão de se anunciar ao mundo, logo após vencer o TUF, foi humilde ao destacar aquilo que entende ser sua maior virtude:

— Sou um esforçado!

Com seu esforço, e talento, o campeão conquistou uma cidade cortada por um rio em sua tentativa de conquistar o mundo.

Campos no peito ao ter erguida sua mão pelo árbitro Mário Yamazaki como campeão do TUF-Brasil
Campos no peito ao ter erguida sua mão pelo árbitro Mário Yamazaki como campeão do TUF-Brasil

Abaixo, nos últimos instantes do segundo round, a vitória semeada e colhida pela técnica de solo do “Lamparão”…

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Saber quantos contratados da Sáude há em Campos é caso de Justiça

Depois do vereador Marcão (PT) ter negada a liminar (aqui) do seu pedido de mandado de segurança (aqui) no Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro (TJ-RJ), que ainda analisará o mérito da questão na busca de informação sobre as relações entre a Prefeitura de Campos e a empresa Expoente (relembre o caso aqui), fornecedora de material didático ao ensino público do município, quem também ingressou na Justiça para obrigar o governo Rosinha (PR) a cumprir a lei federal 12.527 (conheça-a aqui), de acesso à informação pública, foi o advogado José Paes Neto, diretor geral do Observatório de Controle do Setor Público. A bem da verdade, quem de fato entrou contra o secretário de Administração de Rosinha, Fábio Ribeiro, para requerer a obtenção da listagem completa de todos os enfermeiros e cirurgiões dentistas que prestam serviço ao município, foi o advogado Paulo Roberto Pereira Paes Filho, irmão de Zé Paes e seu sócio no escritório de advocacia que representa profissionais da saúde aprovados em concurso público, mas ainda não convocados a trabalhar, enquanto a Prefeitura contrata terceirizados, cuja dependência do emprego pode ser utilizada nos processos eleitorais.

Diferente de Marcão, que teve seus pedidos negados primeiro na Câmara e depois pela própria Prefeitura, antes de fazê-lo à pessoa da prefeita no TJ, foro necessário por se tratar de chefe do executivo municipal, o escritório Paes&Paes fez o seu na primeira instância, onde o processo nº 00117337-04, referente ao pedido de mandado de segurança, também com pedido de liminar, deu entrada no último dia 6 de junho, na 3ª Vara Cível de Campos, atendida em rodízio de juízes, dada a ausência presente de titular. Antes de recorrer à Justiça para ter acesso à informação pública resguardado em lei federal a qualquer cidadão, os advogados dos profissionais de saúde concursados tentaram fazê-lo diretamente na secretaria municipal de Administração, no último dia 18 de março, refazendo-o ainda junto à secretaria de Saúde, em 23 de março,  mas os mesmos seriam negados pelo governo Rosinha, como Zé Paes noticiou aqui.

Abaixo, a entrada do pedido de mandado de segurança na 3ª Vara Cível da comarca goitacá, com o objetivo de assegurar acesso a informações que deveriam ser públicas, seguido da sua íntegra…

Zé Paes - pedido de mandado de segurança

Reprodução de Eliabe de Souza, o Cássio Jr.
Reprodução de Eliabe de Souza, o Cássio Jr.
Reprodução de Eliabe de Souza, o Cássio Jr.
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Aberta temporada de críticas a Dilma, até no PT…


Dilma já sofre críticas dentro do PT

Por Saulo Pessanha, em 12-06-2013 – 6h22

Alberto Cantalice, vice-presidente nacional do PT, critica a “falta de diálogo” de Dilma Rousseff com a população e movimentos sociais. Para ele, houve retrocesso em relação à gestão Lula. “A Presidência fica muito na defensiva, não é proativa”, diz.

Em outras manifestações, no Twitter, Cantalice atribui a queda de popularidade da petista à “péssima comunicação do governo”. Para ele, a Secom (Secretaria de Comunicação) de Dilma “sofre de falta de foco”. E mais: “Em matéria de Comunicação e Comunicações, estamos muito mal!”.

Fonte: Painel (Folha de S. Paulo)

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Por Alexandre e Anthony, o PT que deixa Lindbergh por Pezão


Prefeito do PT deixa Lindbergh de lado e prepara ato de apoio ao PMDB

Por Alexandre Bastos, em 11-06-2013 – 1h35

Logo depois da vitória de Rodrigo e de Axel Grael, Pezão foi a Niterói cumprimentar a dupla que ajudou a eleger – Foto: Divulgação
Logo depois da vitória de Rodrigo e de Axel Grael, Pezão foi a Niterói cumprimentar a dupla que ajudou a eleger – Foto: Divulgação

Do Dia Online:

Anota aí: 11 de junho deverá virar feriado estadual por se transformar no dia em que o PT do Rio rachou para apoiar a pré-candidatura de Luiz Fernando Pezão (PMDB) contra a do senador petista Lindbergh Farias. Está marcada para hoje, às 12h30, no gabinete do prefeito de Niterói, Rodrigo Neves (PT), reunião com os outros dez administradores municipais eleitos pelo partido no estado. Na pauta: a importância da manutenção da aliança PT-PMDB. Simples assim.

Nas palavras do prefeito niteroiense, a reunião de hoje será para “o fortalecimento da integração dos prefeitos do PT no diálogo com os governos federal e estadual.”

O prefeito que já deixou claro considerar inoportuna a pré-candidatura de Lindbergh faz questão de dizer que a reunião não tem cunho político. Difícil vai ser explicar isso para o presidente regional do PT, Jorge Florêncio, que só soube da reunião ontem à noite, pelo DIA. “Como ele (Rodrigo) convoca os prefeitos sem comunicar à regional? É grave, é um desrespeito à direção regional. Será que ele quer agora substituir o partido? Ele está sendo desrespeitoso com o partido”, reagiu Florêncio. Ao comentar a pauta da reunião, Florêncio respirou fundo e disse apenas que prefere ver o que vai acontecer para depois decidir o que fazer.

Estão convidados para a reunião de hoje os prefeitos de Angra dos Reis, Cantagalo, Conceição de Macabu, Maricá, Miguel Pereira, Paracambi, Paraty, Pinheiral, São Pedro D’Aldeia e São Sebastião do Alto. O de São Pedro D’Aldeia, Chumbinho, disse ontem que vai. “Meu partido é São Pedro D’Aldeia. Quem entrar de sola para ajudar a cidade, eu estou junto”, entregou.

Prefeitos petistas dão uma rasteira em Lindbergh

Por Anthony Matheus, em 12-06-2013 – 13h22

Manchete de O Dia; acima, o senador Lindbergh que parece dizer: "O que é isso, companheiros?"
Manchete de O Dia; acima, o senador Lindbergh que parece dizer: "O que é isso, companheiros?"

O prefeito de Niterói, Rodrigo Neves (PT) é o líder do boicote à candidatura de Lindbergh Farias ao governo do Rio. Ontem juntou outros nove prefeitos petistas fluminenses e todos se posicionaram a favor da candidatura de Pezão, traindo Lindbergh. Vale lembrar que o PT tem 11 prefeitos no Estado do Rio, só um, Quaquá, de Maricá, não participou porque estava passeando na Itália, às custas do dinheiro público. Mas como Quaquá joga no time de Zé Dirceu, que apóia Lindbergh, é provável que não participasse da traição coletiva. Sérgio Cabral conseguiu cooptar os prefeitos petistas. Tá feia a coisa para Lindbergh.

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Com inscrições abertas, Festival de Poesia de S. Fidélis oferece R$ 17 mil em prêmios

O amigo e poeta Artur Gomes enviou por e-mail e o blog divulga em prosa, para todos os navegantes em verso, o regulamento do V Festival Aberto de Poesia de São Fidélis, que oferece R$ 17 mil em premiação. As inscrições já estão abertas e seguem até 23 de agosto…

V Festival Aberto de Poesia Falada de São Fidélis.
20 e 21 de Setembro de 2013.
O IV festival Aberto de Poesia Falada de São Fidélis, organizado pela Prefeitura Municipal de São Fidélis através da Secretaria de Cultura e Turismo, tem por finalidade não só valorizar os poetas fidelenses, sustentando o topônimo ‘’Cidade Poema’’, como também promover o intercambio e entrosamento entre poetas da região e do país reunindo pessoas de idades variadas num grande espetáculo artístico e cultural, que objetivará divulgando positivamente a poesia e amor as letras.
Regulamento
Da realização – O festival será realizado nos dias 20 e 21 de setembro de 2013, na quadra de Esportes “Prefeito Humberto Lusitano Maia”, Centro.
Horário – inicio às 21hrs.
Da participação- Poderão participar do Festival, poetas brasileiros residentes ou não no país, com idade mínima de 14 anos. A modalidade é livre bem como o tema, não sendo consideradas participantes inscrições de trovas.
Das apresentações/inscrição (Normas) – Cada concorrente poderá participar com no máximo 03 (três) trabalhos, apresentando-os digitados em papel A4, 05 (cinco) vias cada um, em Times New Romam  corpo 12. Junto com a(s) referida (s) via(s) também deverá ser enviado no mesmo envelope 01 (um) CD em arquivo world, contendo o(s) referidos(s) trabalho(s).
Dentro desse (o qual deverá ser identificado através de um pseudônimo), colocar outro, menor, fechado com o(s) título(s) do(s) poema(s) e pseudônimo, contendo dentro, em papel A4, a identificação do concorrente com nome e endereço completos, telefone, assinatura e e-mail.
As inscrições só poderão ser feitas via Correios e terão que ser postadas até o dia 23 de agosto do ano em curso impreterivelmente. Quaisquer trabalhos postados após a data prevista serão desconsiderados bem como os que não atenderem às regras supracitadas.
Endereço para postagem.
Secretaria Municipal de Cultura e Turismo – “Cidade Poema”.
Praça Guilherme Tito de Azevedo, 135 – Centro.
Cep: 28400-000.
São Fidélis – RJ.
Referindo se ainda às regras:
. O trabalho classificado e premiado poderá ser publicado de acordo com a organização do festival.
. Os autores classificados e/ou premiados, a partir de sua inscrição, estarão automaticamente autorizando a publicação do(s) seu(s) trabalho(s) de acordo com a organização do evento e suas necessidades.
. Serão selecionados por uma banca examinadora qualificada, 35 (trinta e cinco) trabalhos inscritos a serem apresentados com interpretação, no dia 20, sendo 20 (vinte) poemas oriundos de endereços diversos e 15 (quinze) de autores residentes em São Fidélis.
. Ainda no dia 20/09, dos 35 (trinta e cinco) poemas apresentados, 15 (quinze) serão escolhidos para a grande final no dia 21/09, quando serão conhecidos os 3 (três) primeiros colocados, o melhor interprete e a menção honrosa de interpretação.
. Estarão em julgamento os quesitos
– Conteúdo poético;
– Estruturação no textual;
– Interpretação;
– Interação – poesia/intérprete/público.
Nenhuma divulgação relacionada a não realização do evento devera se levada em consideração, exceto em caso de ocorrência de calamidades ou similares, o que levara a organização a se responsabilizar por avisar em oportuno ao(s) participante(s).
Os 35 (trinta e cincos) trabalhos classificados deverão ser apresentados com seus intérpretes, sendo de inteira e única responsabilidade do concorrente providenciar a indicação dos mesmos, caso contrário, a desclassificação do poema será automática, subindo os da sequência de classificação, ex.: 36, 37, 38…
A leitura do poema não será contada como interpretação.
. Vale ressaltar que o quesito interpretação estará em julgamento nos 2 dias de Festival.
Da premiação
1º lugar: R$ 5.000,00 (cinco mil reais) +troféu
2º lugar: R$ 4.000,00 (quatro mil reais) +troféu
3º lugar: R$ 3.000,00 (três mil reais) +troféu
Melhor interprete: R$ 3.000,00 (três mil reais) +troféu
Menção Honrosa: R$ 2.000,00 (dois mil reais) +certificado
Maiores informações:
– Tel.: (22) 2758.6829, segunda a sexta-feira. Das 8 às 17 horas.
– E-mail: culturaturismo.sf@hotmail.com

V Festival Aberto de Poesia Falada de São Fidélis

20 e 21 de Setembro de 2013

O IV festival Aberto de Poesia Falada de São Fidélis, organizado pela Prefeitura Municipal de São Fidélis através da Secretaria de Cultura e Turismo, tem por finalidade não só valorizar os poetas fidelenses, sustentando o topônimo ‘’Cidade Poema’’, como também promover o intercambio e entrosamento entre poetas da região e do país reunindo pessoas de idades variadas num grande espetáculo artístico e cultural, que objetivará divulgando positivamente a poesia e amor as letras.

Regulamento

Da realização – O festival será realizado nos dias 20 e 21 de setembro de 2013, na quadra de Esportes “Prefeito Humberto Lusitano Maia”, Centro.

Horário – inicio às 21hrs.

Da participação- Poderão participar do Festival, poetas brasileiros residentes ou não no país, com idade mínima de 14 anos. A modalidade é livre bem como o tema, não sendo consideradas participantes inscrições de trovas.

Das apresentações/inscrição (Normas) – Cada concorrente poderá participar com no máximo 03 (três) trabalhos, apresentando-os digitados em papel A4, 05 (cinco) vias cada um, em Times New Romam  corpo 12. Junto com a(s) referida (s) via(s) também deverá ser enviado no mesmo envelope 01 (um) CD em arquivo world, contendo o(s) referidos(s) trabalho(s).

Dentro desse (o qual deverá ser identificado através de um pseudônimo), colocar outro, menor, fechado com o(s) título(s) do(s) poema(s) e pseudônimo, contendo dentro, em papel A4, a identificação do concorrente com nome e endereço completos, telefone, assinatura e e-mail.

As inscrições só poderão ser feitas via Correios e terão que ser postadas até o dia 23 de agosto do ano em curso impreterivelmente. Quaisquer trabalhos postados após a data prevista serão desconsiderados bem como os que não atenderem às regras supracitadas.

Endereço para postagem.

Secretaria Municipal de Cultura e Turismo – “Cidade Poema”.

Praça Guilherme Tito de Azevedo, 135 – Centro.

Cep: 28400-000.

São Fidélis – RJ.

Referindo se ainda às regras:

. O trabalho classificado e premiado poderá ser publicado de acordo com a organização do festival.

. Os autores classificados e/ou premiados, a partir de sua inscrição, estarão automaticamente autorizando a publicação do(s) seu(s) trabalho(s) de acordo com a organização do evento e suas necessidades.

. Serão selecionados por uma banca examinadora qualificada, 35 (trinta e cinco) trabalhos inscritos a serem apresentados com interpretação, no dia 20, sendo 20 (vinte) poemas oriundos de endereços diversos e 15 (quinze) de autores residentes em São Fidélis.

. Ainda no dia 20/09, dos 35 (trinta e cinco) poemas apresentados, 15 (quinze) serão escolhidos para a grande final no dia 21/09, quando serão conhecidos os 3 (três) primeiros colocados, o melhor interprete e a menção honrosa de interpretação.

. Estarão em julgamento os quesitos

– Conteúdo poético;

– Estruturação no textual;

– Interpretação;

– Interação – poesia/intérprete/público.

Nenhuma divulgação relacionada a não realização do evento devera se levada em consideração, exceto em caso de ocorrência de calamidades ou similares, o que levara a organização a se responsabilizar por avisar em oportuno ao(s) participante(s).

Os 35 (trinta e cincos) trabalhos classificados deverão ser apresentados com seus intérpretes, sendo de inteira e única responsabilidade do concorrente providenciar a indicação dos mesmos, caso contrário, a desclassificação do poema será automática, subindo os da sequência de classificação, ex.: 36, 37, 38…

A leitura do poema não será contada como interpretação.

. Vale ressaltar que o quesito interpretação estará em julgamento nos 2 dias de Festival.

Da premiação

1º lugar: R$ 5.000,00 (cinco mil reais) +troféu

2º lugar: R$ 4.000,00 (quatro mil reais) +troféu

3º lugar: R$ 3.000,00 (três mil reais) +troféu

Melhor interprete: R$ 3.000,00 (três mil reais) +troféu

Menção Honrosa: R$ 2.000,00 (dois mil reais) +certificado

Maiores informações:

– Tel.: (22) 2758.6829, segunda a sexta-feira. Das 8 às 17 horas.

– E-mail: culturaturismo.sf@hotmail.com

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Procuradoria Eleitoral denuncia Neco, Rosa e Carla por formação de quadrilha

PRE denuncia Neco e Carla Machado por “formação de quadrilha”

Por Cilênio Tavares, em 11-06-2013 – 13h42

Através de sua assessoria, a Procuradoria Regional Eleitoral do Estado do Rio (2ª Região) informa que o órgão denunciou o prefeito de São João da Barra, José Amaro de Souza, o Neco, e a ex-prefeita Carla Machado, por formação de quadrilha.

Abaixo, a íntegra da nota enviada pelo órgão:

“A Procuradoria Regional Eleitoral (PRE/RJ) denunciou o prefeito de São João da Barra, José Amaro de Souza, o Neco, sua antecessora Carla Machado, o vice-prefeito Alexandre Rosa e outros quatro políticos por formação de quadrilha e corrupção eleitoral. Os crimes foram cometidos durante a campanha para a eleição de 2012, quando eles se uniram para oferecer vantagens indevidas a candidatos da oposição em troca de seu apoio. Os outros denunciados pelo procurador regional eleitoral Maurício da Rocha Ribeiro foram os vereadores Alex Firme (líder do governo) e Elísio Rodrigues e os candidatos não eleitos a vereador Renato Thimóteo e Alex Valentim.

“A denúncia foi protocolada nesta 2ª feira (10) no Tribunal Regional Eleitoral (TRE/RJ). A acusação se baseou em investigações que incluíram buscas e apreensões e as prisões dos políticos na Operação Machadada, em outubro passado, às vésperas do primeiro turno.

“Na denúncia, a PRE narra que a quadrilha liderada pela ex-prefeita ofereceu dinheiro, cargos na Prefeitura ou participação em suas futuras licitações para políticos adversários desistirem de suas candidaturas, garantindo a seu grupo político uma maior base na Câmara Municipal. Um dos casos de cooptação foi tentado pelos vereadores Alex Firme e Elísio Rodrigues na residência da então prefeita. Já José Amaro foi responsável pela tentativa de cooptação de outro político local.

“Os crimes cometidos pela quadrilha foram ordenados pela ex-prefeita, mas tiveram o aval do atual prefeito José Amaro, pois algumas promessas para obter apoio seriam cumpridas no governo dele’, afirma o procurador regional eleitoral Maurício da Rocha Ribeiro. ‘Foi uma ação coordenada com a pretensão de aniquilar a oposição local’.”

Atualização às 20h23: Aquiaqui, os jornalistas Alexandre Bastos e Suzy Monteiro, respectivamente, deram mais detalhes sobre a denúncia da PRE, inclusive com a versão do vice-prefeito sanjoanense Alexandre Rosa (PMDB) e de Paulo Ramalho, advogado da ex-prefeita Carla Machado (PMDB).

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Fantasma de operação em Campos gera atenuantes prévias em ataques de desespero

“Cabral e Pezão podem ter o mandado cassado pelo TSE”. Como esta é a manchete de hoje de O Diário, improvável até mesmo ao jornal que a esmagadora maioria dos seus leitores e não leitores afirmam só existir para ecoar os interesses do deputado federal Anthony Matheus, o Garotinho (PR), só posso supor que o Gustavo Matheus pode ter mesmo razão, quando afirmou aqui que uma operação da Polícia Civil está prestes a desembarcar na cidade, atrás dos malfeitos do governo Rosinha, em moldes semelhantes ao que fez a Polícia Federal na “Telhado de Vidro” do governo Alexandre Mocaiber.

Segundo o raciocínio do Gustavo, externado aqui e não desprovido de lógica, Anthony Matheus, o Garotinho, ciente de todas as irregularidades que estariam sendo praticadas no governo da esposa, diante da queda por maturação dos frutos de uma temida investigação sobre elas, estaria antecipando sua “defesa” com ataques à Polícia Civil, como fez aqui, em seu blog, assim como tudo indica ser agora, nos ataques um tanto desesperados, típicos de qualquer animal quando acuado, contra o governador Sérgio Cabral (PMDB) e o vice Luiz Fernando Pezão (PMDB).

Ao fim e ao cabo, parece ser mesmo aquilo que antecipou aqui o jornalista Ricardo André Vasconcelos, ex-secretário de Comunicação de Anthony Matheus, o Garotinho, no primeiro governo municipal deste em Campos, e mesmo antes disso profundo conhecedor pessoal do modus operandi do político da Lapa:

— Na esteira das investigações das estripulias do fantasma da GAP, não será surpresa se outras materializações metafísicas baixarem no terreiro dos malfeitos da planície goitacá em forma de sócios de empreiteiras e fornecedores. Orações, velas e vibrações devem ser direcionadas ao antigo Cesec. Caixas de Rivotril também são bem-vindas.

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Prêmio Nobel da Paz: “Dar dinheiro aos pobres mascara a miséria”

Muhamammad Yunus: “Dar dinheiro para os pobres mascara a miséria”

Por Sérgio Mendes, 10-06-2013 – 16h27

Para o prêmio Nobel da Paz de 2006, o estímulo ao empreendedorismo é mais eficaz para resolver a pobreza do que programas assistencialistas, como o Bolsa Família

Inovador

O prêmio Nobel Muhammad Yunus, fotografado na semana passada em São Paulo. Ele tentou, mas não conseguiu trazer seu banco ao Brasil durante o governo Lula

(Foto: Marcelo Min/Fotogarrafa/ÉPOCA)

O economista Muhammad Yunus, prêmio Nobel da Paz em 2006, foi um visionário ao apostar na concessão de microcrédito e no empreendedorismo para reduzir a miséria em Bangladesh, onde ele nasceu e vive até hoje. Fundador do Grameen Bank, em 1976, e autor do livro O banqueiro dos pobres (Ed. Ática), Yunus contribuiu de forma decisiva para popularizar o microcrédito em todo o mundo. Segundo ele, o empreendedorismo é uma solução mais eficaz do que programas assistencialistas, como o Bolsa Família, para reduzir a pobreza. “Dar dinheiro para os pobres não é uma solução para a miséria”, diz. “É uma forma de mascarar o problema.”

Afastado do Grameen há dois anos, Yunus agora se dedica a outros negócios sociais, como uma companhia que vende painéis de energia solar de baixo custo, uma escola de enfermagem e um hospital oftalmológico. Na semana passada, ele esteve no Brasil para anunciar o lançamento de um fundo local de investimento em negócios sociais e participar da abertura do ciclo de eventos do Movimento Empreenda, promovido pela Editora Globo, que edita ÉPOCA. Nesta entrevista, ele fala sobre sua tentativa frustrada de abrir uma base do Grameen no Brasil durante o governo Lula, sobre a tentativa do governo de Bangladesh de desacreditá-lo e de estatizar o banco e sobre os empreendimentos em que está envolvido.

Muhammad Yunus: “Todos somos empreendedores”

ÉPOCA – O senhor foi o criador da ideia de que é possível resolver o problema da miséria por meio do microcrédito e do estímulo ao empreendedorismo. Em sua opinião, essa é uma solução mais eficaz do que o governo dar dinheiro às pessoas, como acontece no Brasil, com o Bolsa Família?

Muhammad Yunus – Dar dinheiro não é uma solução. É uma forma de mascarar o problema. Você deixa de ver o problema, porque as pessoas conseguem sobreviver, comer, se divertir. Parece que está tudo bem, mas não está, porque o dinheiro não é delas. Então, a doa­ção de dinheiro é uma solução temporária e não permanente. Para termos uma solução permanente, as pessoas têm de cuidar de si mesmas. Só assim elas podem se tornar agentes ativas de mudança. As crianças de uma família que depende de subsídios crescem acreditando que não precisam trabalhar, que podem sobreviver sem ter de se esforçar para melhorar de vida. Essa não é uma solução permanente para o problema da miséria.

ÉPOCA – Alguns anos atrás, o senhor esteve com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva no Brasil, quando ele estava no governo, e falou sobre seus planos de trazer o Grameen ao país. Por que a ideia não avançou?

Yunus – Na época, ele demonstrou um grande entusiasmo pela ideia, mas não deu sequência. Seu pessoal, que deveria nos contatar depois, não deu continuidade ao projeto.

ÉPOCA – Talvez ele tenha imaginado que o Grameen pudesse fazer sombra ao Bolsa Família…

Yunus – Não sei a razão. Chegamos a ter um encontro com o Banco do Brasil, que também demonstrou interesse na ideia. Eles têm um programa de microcrédito, querem fazer algo, mas nada de concreto aconteceu até agora. Eles não fecharam questão em relação a isso. A gente continua a conversar, mas talvez eles estejam ocupados com outras coisas. “Não somos máquinas de fazer dinheiro. Temos outras dimensões, voltadas para o coletivo”

ÉPOCA – Hoje, o senhor não está mais à frente do Grameen. O que aconteceu?

Yunus – Aposentei-me e saí do banco há dois anos. Continuo envolvido em outros negócios sociais que criei, em paralelo ao Grameen Bank. O Grameen e o microcrédito se tornaram muito populares. Todo mundo queria conhecer o assunto, fazer críticas, procurar respostas. Então, não tinha oportunidade de falar sobre os demais negócios sociais. Agora, posso me dedicar mais a eles.

ÉPOCA – Como o senhor vê a tentativa do governo de Bangladesh de estatizar o Grameen Bank?

Yunus – Eles estão tentando assumir o controle, mas os tomadores de empréstimos, que são os controladores do banco, com 95% do capital, resistem. Até o momento, o governo não teve sucesso em sua iniciativa, mas há muito apoio internacional para mantê-lo sob o controle dos tomadores de empréstimos.

ÉPOCA – Como o senhor recebe as acusações de que cometeu irregularidades na gestão do banco?

Yunus – É muito triste. O governo queria me tirar de lá e buscava pretextos para isso. Essas acusações não foram provadas por ninguém. Eles fizeram uma auditoria no meu Imposto de Renda, para buscar irregularidades. Não acharam nada. Paguei cada centavo que tinha de pagar. Depois, disseram que tirei dinheiro do Grameen para financiar outros negócios sociais. Em toda a minha vida, e ainda hoje, nunca tive uma única ação de uma companhia criada por mim, em Bangladesh ou em outro lugar. Criei muitas empresas, mas todas foram criadas para resolver problemas sociais.

ÉPOCA – Qual sua avaliação dos resultados obtidos pelo Grameen Bank em Bangladesh?

Yunus – O Grameen foi muito bem. Hoje, 37 anos depois de sua criação, ele se espalhou por todo o país. Temos 8,5 milhões de tomadores de empréstimos, 97% dos quais são mulheres. O banco empresta cerca de US$ 1,5 bilhão, e a inadimplência é de apenas 3%. Tentamos garantir também que as crianças das famílias dos tomadores de crédito frequentem a escola e não sejam analfabetas como seus pais – e fomos bem-sucedidos nisso. Elas concluíram o ensino básico, seguiram no ensino médio e algumas foram para a faculdade. Além do microcrédito, o Grameen oferece também empréstimos para a educação, para cobrir os custos do ensino superior e evitar o abandono de cursos por falta de recursos para pagar as mensalidades. A taxa de juro do microcrédito é de 20% ao ano; e a de empréstimos para educação, de 5%. O estudante só começa a pagar depois de se formar e conseguir um emprego. Hoje, há centenas de milhares de crianças que estão na escola e na faculdade com o apoio do Grameen. Elas se tornam médicos, engenheiros e seguem outras carreiras.

ÉPOCA – O senhor disse que hoje está envolvido com outros negócios sociais. Que negócios são esses?

Yunus – Em 1997, criamos uma companhia de telefone que levou o celular a 260 mil pessoas de baixa renda, em mais de 50 mil comunidades da zona rural. Temos também uma empresa de eletricidade, que já levou a energia solar a mais de 1 milhão de casas. Esses são negócios sociais autossustentáveis. O governo tentou criar obstáculos para o desenvolvimento dessas empresas, mas elas se desenvolveram bem e começaram a investir em novos negócios sociais. Temos ainda uma escola para formar enfermeiras e um hospital de olhos, além de uma empresa criada em parceria com a Danone, em 2006. Essa empresa, a Grameen Danone, produz iogurtes com muitos nutrientes que faltavam à dieta das crianças da zona rural de Bangladesh. Eles são vendidos no varejo por um preço acessível de US$ 0,14 o copo de 60 gramas. Segundo o presidente executivo da Danone, Emmanuel Faber, o desenvolvimento desse iogurte vendido a preços populares foi o maior desafio de inovação que a companhia já teve.

ÉPOCA – O que distingue esses negócios de um negócio tradicional ou de uma ONG?

Yunus – A principal diferença é que, num empreendimento social, os donos criam o negócio para resolver um problema. O lucro é um meio, não o fim. Os donos decidem, desde o princípio, que nunca receberão dividendos. Ele recebe um pró-labore, como em qualquer empresa. Mas é um negócio sem fins lucrativos, criado para resolver problemas sociais, como se fosse uma organização não governamental (ONG). A diferença é que os negócios sociais são autossustentáveis e têm o dinamismo e a eficiência dos negócios tradicionais. Os negócios convencionais são feitos para gerar lucro aos acionistas, não para resolver o problema de alguém.

ÉPOCA – Mas eles não resolvem problemas com seus produtos e serviços?

Yunus – Talvez sim, talvez não. Há certos produtos, como o tabaco, que não resolvem problema algum. Eles criam um problema.

ÉPOCA – Uma rede de fast-food não resolve um problema ao vender um sanduíche por um preço acessível?

Yunus – Se o produto causa males à saúde, ela cria e não resolve um problema. Um negócio social não quer prejudicar ninguém. Os negócios tradicionais têm o objetivo de maximizar o lucro. São voltados para o ganho individual, para o acúmulo individual de riqueza. Não somos máquinas de fazer dinheiro. Somos mais que isso. Temos outras dimensões. Há uma dimensão que não é voltada para nós mesmos, mas para os outros, para o coletivo – e os negócios tradicionais não atendem essa outra dimensão. O modelo atual do capitalismo não é suficiente para nos satisfazer como seres humanos, porque não contempla todas as nossas dimensões.

Fonte: Época online

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