O que Anthony Garotinho e Caio Vianna têm conversado tanto?

Divulgado aqui, na coluna “Ponto Final” de ontem (16) o hábito do ex-candidato a prefeito de Campos Caio Vianna (PDT) de visistar semanalmente o prédio da empresa “Palavra de Paz”, no Rio de Janeiro, de propriedade do ex-governador Anthony Garotinho (PR), foi confirmado por quem atua a soldo, desde a eleição de 2016, para fazer a ponte entre os dois políticos. Num site que tem nessa aliança sua função e fonte de renda, embora a informação tenha sido negada, acabou confirmada numa tentativa de defesa pouco inteligente: “há uma tentativa de criminalizar qualquer pessoa que tenha contato com o ex-governador ou pessoas próximas”.
Por certo não há crime no simples fato de Caio se encontrar com Garotinho. Até porque a aliança entre os dois, desde o pleito do ano passado, não é nenhum segredo. Todos os integrantes do grupo garotista, não é de hoje, falam abertamente que, no caso de uma improvável nova eleição a prefeito de Campos, o candidato de Garotinho será Caio.
Mas, se a dúvida houvesse das reuniões semanais no “Palavra de Paz”, talvez fosse o caso de se requisitar as imagens do sistema de câmeras no prédio onde funciona a empresa de Garotinho. Recentemente, isso foi feito pelo Grupo de Apoio à Promotoria (GAP), no pedido do Ministério Público Eleitoral (MPE) deferido pela Jutiça. Em 17 de março, o GAP esteve em dois endereços do “Palavra de Paz” e no próprio efidício no Rio onde reside Garotinho, para apreensão das imagens das câmeras.
O objetivo era saber se Garotinho havia se reunido com o ex-deputado estadual e ex-chefe de Polícia Civil Álvaro Lins. Velhos conhecidos, os dois foram condenados pela Justiça Federal do Rio por formação de quadrilha armada, durante o governo estadual Rosinha Garotinho (2003/07). Como o “Ponto Final” revelou aqui, em 12 de março deste ano, cinco dias antes da operação do GAP, Lins teria sido contratado por Garotinho para levantar informações sobre o delegado federal Paulo Cassiano, o promotor estadual de Justiça Leandro Manhães e o juiz Ralph Manhães, que estão à frente da operação Chequinho.
A informação da fonte da coluna de opinião da Folha foi confirmada depois pelo reportagem de O Globo. Ao cobrir a operação do GAP em 17 de março, o jornal carioca escreveu aqui: “A contratação de Lins foi veiculada pelo jornal ‘Folha da Manhã’ e, segundo O Globo apurou, foi confirmada a investigadores por duas fontes diferentes”.
Confirmadas e citadas por O Globo, as fontes da Folha que antes sinalizaram a nova parceria entre Garotinho e Lins são tão fidedignas quanto as que mais recentemente informaram das reuniões semanais entre Garotinho e Caio. A nervosa negação pública desses encontros, mesmo quando convertida em admissão numa tentativa tosca de defesa, é que deixa uma pulga atrás da orelha: por que tanto medo da revelação desses encontros? E, afinal, o que Garotinho e Caio têm conversado tanto?
Na dúvida, para quem ainda não leu, ou precisa ser relembrado, fica a advertência feita pelo ex-prefeito Arnaldo Vianna (PMDB), pai de Caio e aliado convertido em desafeto por Garotinho. Em entrevista à Folha publicada em 16 de abril, Domingo de Páscoa, Arnaldo falou aqui sobre a aliança entre seu único filho e seu maior inimigo político:
— Eu prefiro acreditar que isso não vai prosperar. É o coração do pai falando. Mas se prosperar, eu vou lamentar muito. Torcer e rezar para o futuro do meu filho. Porque ele será massacrado pelo Garotinho. Garotinho tem essa prática.








Alien: Covenant – Na última quinta (11), entrou em cartaz nos cinemas de Campos o filme “Alien: Covenant”. É o oitavo filme da série cinematográfica aberta há 38 anos pelo mesmo diretor do atual, o inglês Ridley Scott. E o filme mais recente se passa antes de “Alien — O oitavo passageiro”, filmado em 1979. Se ficou complicado, a linha do tempo se embaralha ainda mais na lembrança de quem cresceu com a popular franquia que faz dos humanos hospedeiros para parir o monstro alienígena que sai matando a todos (ou quase) no decorrer de cada filme.



