Rafael Diniz — Graças ao “desvairado que não coube em si”

Diretor de teatro, carnavelsco, turismólogo e poeta Antonio Roberto de Góis Cavalcanti, o Kapi
Diretor de teatro, turismólogo e poeta Antonio Roberto de Góis Cavalcanti, o Kapi

 

 

Advogado e vereador Rafael Diniz
Advogado e vereador Rafael Diniz

“O desvairado que não coube em si”

Por Rafael Diniz

 

Há pouco mais de um mês, a cidade de Campos perdeu um dos grandes nomes responsáveis pelo fomento de sua vida cultural: Antônio Roberto de Góis Cavalcanti. Kapi, como carinhosamente era conhecido, foi diretor de teatro, ator, poeta, carnavalesco e turismólogo, acumulando em seu vasto currículo mais de 100 peças encenadas. Em seus trabalhos, o amante de Fernando Pessoa e Carlos Drummond de Andrade buscava sempre valorizar elementos culturais e turísticos da região. No premiado poema “Goya Tacá Amopi”, Kapi transforma em verso seu lamento ante toda a sorte de maus tratos que subjugaram os habitantes que viveram nessas terras, os filhos da “planície goytacá”— desde os indígenas, até os nossos atuais concidadãos — e um chamado para um “tomar de rédeas” do povo campista na condução dos rumos de nossa História.

Artista politicamente comprometido com seu entorno, Kapi foi um defensor da popularização da arte. Criticava o fato da cena cultural campista não receber os incentivos financeiros necessários para o seu definitivo desabrochar e amadurecimento. Em sua última entrevista ao canal Plena TV (aqui), do Grupo Folha, Kapi queixou-se do parco orçamento destinado ao Fundo de Cultura do município, pasta que possui o encargo de estimular o desenvolvimento artístico e cultural em nossa cidade, cujo valor para o ano de 2015 não se sobrepõe ao valor gasto com um único show promovido durante o verão na Praia de Farol de São Tomé. “A cidade que não respeita e que não ama o seu artista, não merece existir”, sentenciou Kapi, neste último bate papo.

Como cidadão campista que sou, agradeço a Kapi pelos inestimáveis serviços prestados a esta cidade, ao fazer de sua genialidade artística um impulso de crescimento de nossa comunidade. Importante destacar que recebi com muito orgulho a confiança depositada por ele, quando este afirmou que acreditava no trabalho que venho desempenhando, como continuidade ao trabalho já iniciado anteriormente pelo meu avô e depois pelo meu pai. Com o incentivo das palavras de Kapi, sinto aumentar ainda mais a responsabilidade moral que carrego comigo de lutar pelo desenvolvimento da cultura de nossa cidade.

Aproveito para parabenizar o Grupo Folha pela iniciativa da entrevista e, em especial, o jornalista Aluysinho Barbosa pela excelente condução da mesma. Se não podemos ter Kapi para sempre entre nós, ao menos teremos eternizadas suas ultimas palavras, imagens e, principalmente, seus exemplos em defesa de Campos e de nossa cultura.

 

Publicado hoje na Folha da Manhã

 

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Crítica de cinema — Rascunho de bom cinema

De olhos bem abertos

 

 

Entre abelhas

 

Mateusinho 3Entre abelhas — As abelhas estão sumindo das colmeias, e ninguém sabe para aonde vão. O que lhe acontece a Bruno, o personagem de Fábio Porchat em “Entre abelhas” é diferente: ele passa a não enxergar às pessoas, embora saiba que elas estão lá.

O paralelismo que tenta estabelecer o filme, para justificar o título, parte assim de uma associação imprecisa. Seria um problema menor, que poderia ser atribuído a um capricho dos roteiristas (o próprio Porchat e o diretor Ian SBF) em tentar ornamentar o filme com uma alegoria que lhe forneça sustento ‘artístico’. A questão é, justamente, que tirando a premissa básica da história (sujeito que não enxerga pessoas) todo o resto é enfeite argumental. A partir do instante em que o Bruno suspeita ter um problema, o roteiro se dedicará a mostrar, primeiro, algumas situações que confirmem a sua ‘doença’. Depois, virão as tentativas de entender o porquê isso lhe está acontecendo, ajudado pela mãe (Irene Ravache, a melhor artista do filme).  Entretanto, as limitações de Porchat e SBF aparecem logo, a partir do instante em que não conseguem fazer a história avançar, e assim, na tentativa de rechear o filme com minutos, criam uma subtrama que não chega a lugar nenhum — o amigo que se envolve com uma amante supostamente grávida dele.

O estilo tragicômico alterna situações de comédia (Luis Lobianco utilizado como ‘porquinho da India’ pela mãe de Bruno na tentativa de descobrir o problema do seu filho) com cenas dramáticas que revelam um Porchat pronto para descolar a etiqueta de humorista e se adentrar em outras categorias interpretativas. Infelizmente, a direção de Ian SBF não conseguiu maneirar em duas obsessões muito presentes nas realizações nacionais: as alusões sexuais e os palavrões. Os diretores brasileiros deveriam entender que não estão obrigados a colocar nas suas obras tudo aquilo que a Globo proíbe nas suas novelas.

O último ato do filme é resolvido de forma tão abrupta quanto uma festa com hora marcada para finalizar. O final, embora ‘aberto’ (outra moda contemporânea) fornece algumas pistas para que o espectador possa interpretar o que lhe aconteceu a Bruno, especialmente ao se reparar na música dos créditos finais. Mas o desfecho chega ao público antes que este possa criar alguma empatia com os envolvidos.

Porém, todos os defeitos no roteiro e na direção acima apontados se originam de uma nobre decisão, que é a de fazer um tipo de cinema diferente daquilo que hoje se realiza no Brasil. A despeito do sucesso e a popularidade de ‘Porta dos Fundos’, os autores assumiram o risco de se afastar daquele formato e daquele humor e apresentar uma comédia dramática, o que evidentemente traz conseqüências (por exemplo, com uma semana de exibição, uma parcela dos espectadores acharam que iam assistir um esquete prolongado de PdF, e saíram do cinema desapontados. Mas isto é problema do  espectador, não do filme).

Encarar uma história fantástica como a proposta em “Entre Abelhas” requer perícia na direção e no roteiro, dado que esse gênero está sempre desafiando os limites da lógica e da verossimilhança (um grande exemplo de filme fantástico bem realizado é “Feitiço do Tempo” de Harold Ramis, aquele onde o personagem de Bill Murray devia viver sempre um mesmo dia que se repetia eternamente). Enfrentar esse desafio, e ainda por cima evitar a tentação de trasladar automaticamente um sucesso para um outro formato, é uma decisão que merece ser aplaudida, embora a ousadia tenha alcançado apenas para fazer um filme aceitável. Tomara que “Entre Abelhas” seja o ensaio do grande filme fantástico brasileiro que ainda está a ser realizado.

 

Mateusinho viu

 

Publicado hoje na Folha Dois

 

Confira o trailer do filme:

 

 

 

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Maioria dos campistas não vê progresso na cidade governada por Rosinha

Info Pro4 08-05-15
(Infográfico de Eliabe de Souza, o Cássio Jr. — clique na imagem para ampliá-la)

 

 

Por Aluysio Abreu Barbosa e Arnaldo Neto

 

Numa pesquisa onde 54% da população não aprovam a maneira como seu município tem sido administrado, 57,5% não confiam na pessoa da sua prefeita, 65,5% não querem votar em nenhum candidato por ela apoiado na hora de sucedê-la, talvez porque 50,2% creiam que sua governante não cumpriu a maior parte (30%) ou nada do que prometeu (12%) na última eleição, qual seria a sensação coletiva: a cidade está progredindo, parada ou regredindo? Segundo a consulta do instituto Pro4, realizada em abril com entrevistas detalhadas junto a 426 pessoas, 58,9% dos campistas acham que Campos está parada, enquanto estaria regredindo para 12,4% e progredindo apenas para 9,4% da população — expressivos 19,20% não souberam ou quiseram responder. Em outras palavras, na tradução lógica dos números, menos de um em cada 10 campistas acreditam que a cidade está melhorando sob o governo dos Garotinho.

Mas na investigação da causa dessa sensação majoritária de estagnação da cidade, a pesquisa coloca a prefeita Rosinha Garotinho (PR) dividindo parcialmente a culpa, aos olhos do povo campista, com outra governante reeleita e enfrentando sua pior crise de popularidade: a presidente da República Dilma Rousseff (PT). Se Rosinha nunca esteve tão mal na aprovação popular, desde que assumiu o governo de Campos pela primeira vez, em 2009, quando entregou seu diploma de prefeita nas mãos do marido Anthony Garotinho (PR), o mesmo se pode dizer de Dilma, desde que esta sucedeu seu “padrinho” Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na presidência, em 2011.

Entre o eleitorado goitacá, 33,1% atribuem ao governo Rosinha, enquanto 28,9% ao governo Dilma, a razão do ritmo de desenvolvimento que enxergam hoje em sua cidade. Para outros 9,9%, a causa seriam os royalties do petróleo, ao passo que 1,9% identificam o Porto do Açu e 26,3% não souberam ou quiserem responder.

A traçar perfil do eleitor, como fez em todos os outros dados da pesquisa Pro4 revelados anteriormente pela Folha nesta série de reportagens iniciada no último domingo (03/05), o antigarotismo aparece mais uma vez cristalizado entre quem tem maior estuda mais e ganha melhor. Entre quem tem curso superior, 67,5% acham que Campos está parada, enquanto no extrato por renda o maior percentual dos que vêem a cidade regredindo (21,4%) apareça com quem ganha mais de cinco salários mínimos.

 

(Infográfico de Eliabe de Souza, o Cássio Jr. — clique na imagem para ampliá-la)
(Infográfico de Eliabe de Souza, o Cássio Jr. — clique na imagem para ampliá-la)

 

Governista e oposição comentam números

Os dados da pesquisa Pro4 divulgados na edição de ontem apontam que a maioria dos entrevistados acredita que Rosinha não cumpre promessas de campanha. O vereador Abdu Neme (PR), discorda, fala de obras realizadas, mas acredita que a rejeição à prefeita indicada pela mesma sondagem seja “reflexo de uma conjuntura nacional, na qual nenhum político é bem avaliado atualmente”. Por outro lado, Rafael Diniz (PPS) aponta que a Rosinha não proporcionou melhorias nas áreas de Saúde e Educação, entre outras, que eram tão criticadas pelo seu grupo político antes de ganhar a eleição de 2008.

Vereador da base governista, Abdu Neme avalia que a crise nacional e aumento de impostos, apontados como problemas de nível nacional, influenciam na sondagem.  “Essa pesquisa mede um momento. Não é só a prefeita de Campos, é no Brasil que nenhum político é bem avaliado. Agora, dizer que a prefeita não cumpre nada do que prometeu, eu discordo”, disse Abdu.

Rafael Diniz não acredita que seja uma questão nacional. Para o vereador, a população percebe que existem falhas na administração e vê que os compromissos não foram cumpridos. “Ao invés de cumprir com o que prometeu, diminuindo a máquina administrativa, aumentou e inchou ainda mais, gerando gastos e mais gastos. Essa má administração, falta de compromisso e respeito com cidadão, tudo isso leva à rejeição”, resumiu Diniz.

 

Vereadores Abdu Neme (PR) e Rafael Diniz (PPS)
Vereadores Abdu Neme (PR) e Rafael Diniz (PPS)

 

Publicado hoje na Folha da Manhã

 

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Fundação Municipal dos Esportes entre Neném e Garotinhos

Vereador Luiz Alberto Neném
Vereador Luiz Alberto Neném

 

“Venho recebendo em meu gabinete várias denúncias de irregularidades na Fundação (Municipal do Espotes, FME). Não estou contra o governo Rosinha (Garotinho, PR) e nem contra o secretário Pampa (presidente da FME). Estou a favor dos atletas e do esporte de Campos. Fui eleito com a bandeira do esporte e não posso, enquanto vereador, abrir mão do meu papel de fiscalizar”. Foi o que disse hoje Luiz Alberto Neném (PTB), vereador da base governista, que nas última sessões na Câmara tem adotado um tom mais crítico quanto ao governo municipal, sobretudo em relação à FME.

Neném foi vice do ex-presidente da FME Magno Prisco, o Maguinho, ex-atleta e empresário, durante todo o primeiro mandato de Rosinha, saindo só no período de desincompatibilização fixado em lei para se candidatar, e vencer, a eleição para vereador em 2012. No segundo mandato da prefeita, a partir de 2013, quando a FME passou a ser presidida por Pampa, ex-jogador de vôlei e campeão olímpico pelo Brasil em 1992, começou um processo de afastamento do vereador com sua antiga pasta, que agora ameaça a relação com o próprio governo. Atleta amador e empresário, Neném não poupa comparações entre a sua gestão com Magno Prisco na FME e a atual, sob comando de Pampa:

— Do início de 2009 ao fim de 2012, a Fundação recebeu R$ 14,485 milhões. Em 2013 e 2014, a Fundação já recebeu R$ 14,645 milhões de dinheiro público, cerca de R$ 180 mil a mais, na metade do tempo. Isso sem contar esses quatro primeiros meses de 2015, cujos gastos ainda não tive acesso. Mas o que foi feito nessa nova gestão? O que trouxe de novidade em relação ao que Maguinho e eu fizemos? Melhorou o esporte no município?

Cobrado por uma exemplificação que justificasse seus questionamentos, Neném citou o caso da Associação Brasil Olímpico. Segundo o vereador, ela foi criada em dezembro de 2013 e em abril de 2014 teve um convênio no valor de R$ 5,7 milhões firmado com a FME, com prazo até dezembro de 2016:

— Sob a presidência de Maguinho, a Fundação só firmava convênios anuais, que só seriam renovados, ou não, após ter um atestado de regularidade enviado pela secretaria de Controle. Até para evitar problemas e irregularidades com o dinheiro público, nunca fizemos convênios fora desses termos. E agora, como esse convênio vai até dezembro de 2016, quem fiscaliza se está tudo correndo corretamente? Ou fica para o próximo prefeito fiscalizar?

Neném foi um dos 11 vereadores que, em outubro do ano passado, logo após a derrota do então deputado federal Anthony Garotinho (PR) no primeiro e segundo turnos da eleição a governador, ameaçaram sair do governo e formar um bloco “independente”, mas depois não foram além da bravata. Relembre o caso aqui e aqui.

 

Leia mais sobre o assunto amanhã na edição impressa da Folha

 

 

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Maioria acha que Rosinha não cumpre promessas da eleição

(Infográfico de Eliabe de Souza, o Cássio Jr. — clique na imagem para ampliá-la)
(Infográfico de Eliabe de Souza, o Cássio Jr. — clique na imagem para ampliá-la)

 

 

Por Aluysio Abreu Barbosa e Mário Sérgio Junior

 

Como a Folha tem revelado numa série de matérias iniciada no domingo, com base em pesquisa realizada pelo instituto Pro4 no mês de abril, ouvindo 426 pessoas, a prefeita Rosinha Garotinho (PR) e seu governo enfrentam sua pior avaliação popular desde que ela assumiu a Prefeitura de Campos pela primeira vez, em 2009. Entre os campistas, 54% não aprovam a maneira como o município tem sido administrado, 57,5% não confiam na prefeita, 65,5% não votariam em 2016 no candidato apoiado por ela e 66,7% acham que o(a) próximo(a) prefeito(a) terá que mudar totalmente (33,8%) ou muita coisa (32,9%) em relação a governo atual. Ainda assim, em outro levantamento da consulta, Rosinha não foi tão mal: para 33,8% do povo ela estaria cumprindo a maior parte do que prometeu em campanha.

O percentual é o mais alto no questionário, completo pelos 12% que acham que Rosinha está cumprindo tudo, pelos 30% que acreditam que a prefeita não cumpre a maior parte, os 20,2% que disseram que ela não cumpriu nada, e os 4% não souberam ou não quiseram responder. Todavia, quando somados os percentuais positivos, os 45,8% que vêem o cumprimento de tudo ou da maior parte é inferior aos 50,2% cuja opinião negativa é de que a prefeita descumpriu tudo ou a maior parte das suas promessas.

Além do maior equilíbrio nos números, mesmo que na soma a avaliação popular negativa do governo supere mais uma vez a positiva, a questão do cumprimento ou não das promessas trouxe também uma pequena alteração no perfil do eleitor. Sempre fixado em renda mais baixa, a avaliação positiva de Rosinha subiu um pouco de patamar: quem mais acredita no cumprimento da maior parte das promessas (50,7%) têm renda familiar de dois a cinco salários mínimos. Já entre quem ganha até um salário, uma curiosidade: entre eles está tanto quem mais enxerga cumprimento integral das promessas (19,8%), quanto o maior número daqueles para quem a prefeita não está cumprindo nada: 22%.

Já quando a questão é escolaridade, repete-se uma impressão há tempos disseminada, mas agora confirmada por extenso detalhamento em números: quanto mais se estuda, menos se vota nos Garotinho. Verdadeiro bastião do antigarotismo em Campos, aqueles que têm curso superior mais uma vez lideram entre quem acha que a prefeita não está cumprindo nada (37,5%) ou descumprindo a maior parte (iguais 37,5%) das suas promessas. Na ponta oposta, os maiores percentuais de quem acha que Rosinha está cumprindo tudo (21,2%) ou a maior parte (47,5%) do que prometeu em campanha, estão respectivamente localizados entre escolaridades até a 4ª série e até a 8ª do ensino fundamental.

 

Info Pro4 07-05-15 (2)
(Infográfico de Eliabe de Souza, o Cássio Jr. — clique na imagem para ampliá-la)

 

Visões diferentes sobre a voz das ruas

Enquanto para o deputado federal Paulo Feijó (PR) o resultado da pesquisa Pro4, que mostrou que para a maioria dos campistas o próximo prefeito de Campos terá que mudar totalmente em relação à atual, é reflexo do descontentamento fruto da crise nacional, o ex-deputado estadual Roberto Henriques (PSD) disse que a população campista está amadurecida para não aceitar a atual gestão nem para voltar ao passado.

Segundo o instituto Pro4, para 33,8% da população, o próximo prefeito de Campos terá mudar totalmente em relação à atual, enquanto 32,9% acham necessário mudar muita coisa, 18,3% defendem poucas mudanças e apenas 11,3% querem a continuidade do que hoje está. Do total de 33,8% que exigem mudança total do próximo governante de Campos em relação ao casal atual, 50% ganham acima de cinco salários mínimos, ao passo que 57,5% têm curso superior. Já entre quem quer poucas mudanças, os maiores percentuais se dão na ponta oposta: 31,8% entre aqueles que têm até o 4º ano do ensino fundamental, enquanto chega aos 50% em quem declarou não possuir nenhuma renda.

Segundo Feijó, a prefeita Rosinha Garotinho (PR) está atenta e vai trabalhar em cima dos indicativos. “Por conta dessa crise sem precedente, que afeta não só o município como também toda a esfera nacional, pouca gente está satisfeita. Então acredito que Campos esteja refletindo esse descontentamento. Mas a prefeita com certeza vai estar atenta a isso e vai trabalhar em cima desses indicativos para melhorar cada vez mais”, disse.

Já Henriques pontuou que a população “não irá querer ao modelo do passado e também não irá querer continuar com o mesmo modelo”, no próximo pleito. “Penso que a população está amadurecida para não cair em conversa afiada de pessoas que estão na oposição ao governo atual, mas não de governos anteriores. A população vai querer ir além, não aceitar o presente e não voltar ao passado. Torcemos para que o povo de Campos encontre um bom caminho. Porque não adianta mudar apenas o gestor, tem que mudar o modelo de gestão”, opinou.

 

Deputado federal Paulo Feijó (PR) e o suplente de estadual Roberto Henriques (PSD)
Deputado federal Paulo Feijó (PR) e o suplente de estadual Roberto Henriques (PSD)

 

Publicado hoje na Folha da Manhã

 

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Artigo da capa da Folha — Servidor de Campos entre a cruz e a espada

cruz e espada

 

 

José Paes
José Paes, advogado, blogueiro, diretor-geral do Observatório Social de Campos, escreve na Folha às quintas

Entre a cruz e a espada

Por José Paes Neto

 

A questão da ausência de reajuste para os servidores públicos municipais é algo difícil de entender. O Governo, com ou sem a anuência do Sindicato, colocou os servidores, como bem dito pelo Vereador Marcão Gomes, em recente artigo publicado (aqui) nesse mesmo espaço da Folha, entre a cruz e a espada: ou revisão anual dos vencimentos ou implantação do plano de cargos e salários, que já deveria estar implementado faz mais de uma década.

Ocorre que ambos — revisão e plano de cargos — são direitos dos servidores e não podem ser alvo de negociata. Não se pode coagir o servidor, ao argumento de que na falta de opção sobre um ou outro direito, se ficará sem os dois. A situação é assustadora. Seria como se numa empresa privada em crise, se exigisse do funcionário que optasse entre salário e décimo terceiro ou qualquer outro direito trabalhista, que como o próprio nome já diz, são direitos, nesse caso, irrenunciáveis.

O servidor não precisa – no caso em questão, nem poderia – optar entre um ou outro, pois ambos os direitos lhe são garantidos pela Constituição e por outras leis.

Importante esclarecer que, não se está falando aqui de reajuste, mas de revisão geral e anual dos vencimentos, direito previsto na Constituição Federal e que não pode ser suprimido, com ou sem anuência de Sindicato ou Câmara Municipal.

O Plano de cargos e salários já existe há mais de uma década. Quando a vaca estava bem gorda, esse governo e os anteriores optaram por ignorá-lo, empregando o dinheiro em shows milionários, em sambódromos, loteamento da máquina pública com apadrinhados políticos, dentre inúmeras outras atrocidades administrativas. Agora, quando as vacas estão pra lá de magras, utilizam a falta de recurso para negociarem o inegociável, dando com uma mão e tirando com a outra.

Importante salientar que, os professores serão os maiores prejudicados por essa manobra do Executivo, pois o seu plano de cargos e salários já está implementado. Assim sendo, ficarão, ao menos pelo que parece, sem reajuste algum.

Enfim, mais uma vez, quem pagará o pato por anos de descaso administrativo será o servidor público municipal, concursado, de carreira, que já perdeu o seu plano de saúde, o vale transporte e agora ficará sem reajuste. Enquanto isso, os apadrinhados do governo por lá permanecem. Não fique em dúvida servidor, entre a cruz e a espada, opte pelos seus direitos, lute por eles.

 

Publicado aqui no Blog do Zé Paes e republicado hoje na capa da Folha da Manhã

 

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Messi paira sobre os demais e dá a vitória ao Barcelona sobre o Bayer

Messi, hoje, em mais uma tarde de gênio da bola
Messi, hoje, em mais uma tarde de gênio da bola

 

 

Pela semifinal da Liga dos Campeões da Europa, Barcelona 3 x 0 Bayer de Munique, dois gols de Leo Messi, um de Neymar Jr., em belo passe do argentino. O segundo de Messi e do jogo foi gol de antologia, arrematado com um uma cavadinha de pé direito pelo gênio canhoto, após dois dribles em sequência que deixaram Jérôme Boateng, zagueiro alemão de origem ganesa, estatelado no chão.

Num Camp Nou no qual desfilaram hoje outros artesãos da bola, como o alemão Bastian Schweinsteiger e o espanhol Andrés Iniesta, Messi fez, mais uma vez, a diferença. Já escrevi (aqui) que desde que o francês Zinédine Zidane se aposentou, em 2006, o camisa 10 do Barcelona e da Argentina é o melhor jogador do mundo. E tenho dito!

 

Com a devida compaixão pela coluna cervical de Boateng, confira a nova obra de arte esculpida pelo gênio argentino:

 

 

 

 

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Crítica de cinema — Campos de solidões

Bagdá Café

 

7Solidões (6)

 

Mateusinho 47Solidões – Em “Samba da bênção”, Vinícius de Moraes afirmou que “a vida é a arte do encontro, embora haja tanto desencontro pela vida”. Encontros, reencontros e desencontros formam memórias e histórias com as quais esbarramos diariamente e perdemos de vista. O cineasta campista Carlos Alberto Bisogno as trouxe à cena, em reflexões sobre passado, presente, futuro, morte e vida com o filme “7Solidões”, lançado em Campos na última semana, que será exibido novamente hoje, no Cineclube Goitacá (confira aqui). Diretor e roteirista, Bisogno ofereceu, em seu primeiro longa-metragem, a oportunidade de pensar, remexer, remoer e revirar fatos e sentimentos diversos e adversos.

Produtor de curtas-metragens de ficção, como “Efígie” (2009), “Vertigem” (2010) e “Neve Negra” (2011) – nos quais, sobrepondo-se a diálogos quase inexistentes, imagens, trilha sonora e atuação são os meios utilizados para orientar o espectador e fazê-lo entender as histórias –, o cineasta faz novas opções e envereda por caminhos que se afastam brevemente de seu ritmo usual de criação e desenvolvimento de trabalhos audiovisuais.

Em “7Solidões”, o roteirista e diretor, timidamente, abre maior espaço para trocas verbais entre os personagens, que, na maior parte do tempo, ficam aquém das expectativas criadas pelas belas construções imagéticas e textuais — nas sequências narradas por Orávio de Campos Soares — do longa-metragem.

Marca do trabalho do diretor, o elenco de “7Solidões” é formado por atores campistas, privilegiando tanto artistas consagrados, como Orávio e Adriana Medeiros, quanto mais novos, como Rudá Sanchéz (cuja atuação com Adriana, no papel de mãe do jovem, se sobrepõe às demais cenas em que aparece devido à boa sintonia entre ambos) e Maria Clara Oliveira. O enredo é desenvolvido a partir das memórias de um homem, que recorda momentos da juventude, ao lado de amigos e namorada, e da infância, com os pais. No entanto, as lembranças surgem, conforme afirma o personagem, não da maneira exata como aconteceram, mas da forma como ele as sentia. Amor, abandono, traições e revelações conduzem a história e consolidam o roteiro, junto a opções fotográficas e opções musicais adequadas à ficção.

Constituído por um texto narrado em off e imagens com tons levemente envelhecidos que dão um interessante aspecto de passado ao longa-metragem, o começo do filme resulta em uma experiência intensa e introspectiva. Os primeiros minutos são um mergulho profundo e reflexivo em questões existenciais, tais como os trechos finais, que unem bons textos, fotografia e trilha, sendo estes responsáveis por capturar a alma do público. No entanto, o ritmo se perde no momento em que entram em cena os jovens, com diálogos aparentemente improvisados e desconexos.

Além da pouca interação do núcleo com a proposta do filme, outro ponto que deve ser considerado é o período em que se passa a juventude do protagonista. No retorno à infância e à adolescência, os personagens vivem, possível e respectivamente, entre as décadas 50 e 70. No entanto, certos detalhes trazem a sensação de confusão ao espectador: em sequências que representam a segunda fase da vida do homem, aparecem, na cena filmada em uma sala, equipamentos eletrônicos — celular e notebook — que remetem aos dias de hoje, e não aos anos passados.

Nessas passagens, nasce a dúvida sobre a compreensão do roteiro, e a cenografia, que deve ajudar a ambientar e orientar o público, falha em seu intento ao confundir quem assiste ao filme. A despeito do deslize técnico, “7Solidões” é uma oportunidade não só de apreciar uma boa produção local, mas também de analisar e mergulhar em aspectos relacionados à vida, à história e à morte.

 

Mateusinho viu

 

Publicado hoje na Folha Dois

 

Confira o trailer do filme:

 

 

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Maior parte dos campistas quer mudança total de Rosinha em 2016

(Infográfico de Eliabe de Souza, o Cássio Jr. — clique na imagem para ampliá-la)
(Infográfico de Eliabe de Souza, o Cássio Jr. — clique na imagem para ampliá-la)

 

 

Por Aluysio Abreu Barbosa e Arnaldo Neto

 

Em suas edições de domingo (03/05 — confira aqui) e ontem (05/05 — confira aqui) a Folha revelou que, segundo pesquisa do instituto Pro4 feita em abril com 426 entrevistados, 54% dos campistas não aprovam a maneira como Rosinha Garotinho (PR) vem administrando o município, 57,5% não confiam na prefeita e 65,5% não votariam no candidato apoiado por ela à sua sucessão em 2016. Diante desses números, desnecessário dizer que a maioria quer mudanças, mas qual o tamanho delas? Para 33,8% da população, o próximo prefeito de Campos terá mudar totalmente em relação à atual, enquanto 32,9% acham necessário mudar muita coisa, 18,3% defendem poucas mudanças e apenas 11,3% querem a continuidade do que hoje está.

Aprofundando-se um pouco mais no detalhamento desses números, é possível perceber que o eleitorado com maior renda e escolaridade encabeça o antigarotismo no município. Do total de 33,8% que exigem mudança total do próximo governante de Campos em relação ao casal atual, 50% ganham acima de cinco salários mínimos, ao passo que 57,5% têm curso superior. Já entre quem quer poucas mudanças, os maiores percentuais se dão na ponta oposta: 31,8% entre aqueles que têm até o 4º ano do ensino fundamental, enquanto chega aos 50% em quem declarou não possuir nenhuma renda.

A coisa não é muito diferente nos dados levantados pelo Pro4 e revelados anteriormente na Folha. Entre quem ganha acima de cinco mínimos, 71,4% não aprovam como Rosinha tem governado, 78,6% não confiam nela e 92,9% declararam que votarão em alguém da oposição na eleição majoritária de 2016. Já entre aqueles que tiveram acesso à educação universitária, 82,5% não aprovam a administração rosácea, 87,5% não confiam na prefeita e 90% declararam que não votarão no candidato apoiado por ela quando chegar o momento de sucedê-la.

Na avaliação clássica de governo, a situação atual de Rosinha não aparece muito melhor. Descartados os 31,9% de regular, a gestão da prefeita de Campos hoje acumula 39,7% de ruim (13,4%) e péssimo (26,3%), diante de apenas 26,3% de bom (22,8%) e ótimo (3,5%). E os resultados do Pro4 foram um pouco mais brandos do que os obtidos na pesquisa do instituto Pappel, feita no mesmo período de abril, que ouviu 910 campistas para registrar 43% de ruim (11,72%) e péssimo(31,28%), contra somente 19,9% de bom (15,5%) e ótimo (4,4%), enquanto 37,08% avaliam o governo na neutralidade do regular.

À parte suas diferenças, pelo que há de comum nos números das duas pesquisas, quatro entre cada 10 campistas hoje consideram o governo Rosinha ruim ou péssimo.

 

(Infográfico de Eliabe de Souza, o Cássio Jr. — clique na imagem para ampliá-la)
(Infográfico de Eliabe de Souza, o Cássio Jr. — clique na imagem para ampliá-la)

 

Deputados divergem opiniões sobre pesquisa

A desaprovação à maneira de governar e a falta de confiança na prefeita Rosinha (PR), como apontou a pesquisa do instituto Pro4, em dados divulgados na edição de ontem, é avaliada de forma distinta entre políticos da região com mandato na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj). Papinha (PP) considera o resultado como fruto de erros da administração. Já Bruno Dauaire (PR) se ateve a informação divulgada na coluna Ponto Final, na qual 92,9% dos eleitores campistas que ganham mais de cinco salários votariam em um candidato da oposição. Na avaliação do republicano, é um dado que compromete toda pesquisa.

Para Papinha, os dados evidenciam o sentimento de mudança, mediante o descontentamento com a atual gestão em Campos. “Isso é resultado de obras paradas, mau atendimento na saúde, os índices ruins no Ideb. O Nepal sofreu um terremoto terrível e estima-se cerca de R$ 10 bilhões para reconstrução do país. Campos teve mais de R$ 15 bilhões de 2009 pra cá e a gente não vê mudança”, avaliou o deputado do PP.

Por outro lado, Dauaire mostra desconfiança com os números. “Quando se tem em uma pesquisa que 92,9% vão votar no candidato da oposição, com a experiência que tenho em campanhas, são números que jamais se confirmariam. Isso me causa estranheza para avaliar qualquer outro dado na pesquisa”, resumiu Bruno.

 

Deputados estaduais Bruno Dauaire (PR) e Papinha (PP)
Deputados estaduais Bruno Dauaire (PR) e Papinha (PP)

 

Publicado hoje na Folha da Manhã

 

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“Projeto criminoso de poder” do PT é tão comunista quanto quem nunca leu Marx

Marx charge

 

 

Historiador Marco Antonio Villa
Historiador Marco Antonio Villa

O PT e seu projeto de poder

Por Marco Antônio Villa

 

Na política é indispensável, ao enfrentar um adversário, conhecê-lo. O petismo, nos últimos tempos, foi transformado em algo que nunca foi. Ora é bolivariano, ora comunista, ora populista, ora — para os mais exaltados e néscios — bolivariano-comunista-populista. Puras e cristalinas bobagens.

O “bolivarianismo” nunca passou de um amontoado mal articulado de chavões esquerdistas associados à velha retórica caudilhesca latino-americana. Não é possível sequer imaginar Simón Bolívar como um marxista avant la lettre. Basta ler as páginas devastadoras que Karl Marx dedicou ao “libertador da América”: o venezuelano nada mais foi do que um representante das oligarquias que desejavam se libertar do jugo espanhol. E só. Quando Hugo Chávez transformou Bolívar em símbolo anti-imperialista e ideólogo da sua revolução, o fez no momento que a crise do socialismo real tinha chegado ao seu ponto máximo e não havia mais nenhuma condição de ter como referência o velho marxismo-leninismo. Outros movimentos na América Latina já tinham realizado esta imersão na história nacional, mais como fachada, como os montoneros, na Argentina, e os sandinistas, na Nicarágua. A extensão do conceito, vá lá, “bolivarianismo” à Bolívia — um país com maioria de população indígena e com uma história recente fundada, para o bem ou para o mal, na Revolução de 1952 — serve somente ao discurso panfletário. A simples comparação das duas constituições (venezuelana e boliviana) demonstra claramente as distinções.

O PT nunca foi bolivariano. O percurso dos seus líderes (Lula e Chávez) é muito diferente e as histórias de cada país são processos absolutamente distintos. Basta recordar que Chávez chegou ao poder precedido por uma tentativa fracassada de golpe de Estado e com a desmoralização das instituições democráticas, especialmente durante a segunda presidência Carlos Andrés Pérez. Lula venceu as eleições de outubro de 2002 em um país que tinha obtido a estabilização econômica com o Plano Real (1994) e em plena vigência do Estado Democrático de Direito. E nos 12 anos do poder petista não houve um ataque frontal às liberdades de expressão e de imprensa como foi realizado por Chávez — sem que isso signifique que o petismo morra de amores pelos artigos 5º, 7º e 220º da nossa Constituição. Também o choque com frações da elite venezuelana por aqui não ocorreu. No Brasil houve cooptação: os milionários empréstimos do BNDES serviram para soldar a aliança do petismo com o grande capital, e não para combatê-lo.

O petismo impôs seu “projeto criminoso de poder” — gosto sempre de citar esta expressão do ministro Celso de Mello — sem que tivesse necessidade de tomar pela força o Estado. O processo clássico das revoluções socialistas do século XX não ocorreu. O “assalto ao céu” preconizado por Marx —tendo como referência a Comuna de Paris (1871) — foi transmutado numa operação paulatina de controle da máquina estatal no sentido mais amplo, o atrelamento da máquina sindical, dos movimentos sociais, dos artistas, intelectuais, jornalistas, funcionando como uma correia de transmissão do petismo. O domínio dos setores fundamentais do Estado deu ao partido recursos e poder nunca vistos na história brasileira. E a estrutura leninista — só a estrutura, não a ação — possibilitou um grau de eficácia que resistiu aos escândalos do mensalão, às inúmeras acusações de corrupção das gestões Lula-Dilma e, ao menos até o momento, ao petrolão.

Se, no seu início, o PT flertou com o socialismo, logo o partido — e suas lideranças — se adaptaram à dolce vita do capitalismo tupiniquim. Já nos anos 1980, prefeituras petistas estiveram envolvidas em mazelas. Quando Lula chegou ao Palácio do Planalto, o partido só tinha de socialista o vermelho da bandeira e a estrela. A prática governamental foi de defesa e incentivo do capitalismo. Em momento algum se falou em socialização dos meios de produção, em partido único, em transformar o marxismo-leninismo em ideologia de Estado, nada disso. Como falar em marxismo se Lula sequer leu uma página de Marx? Transformar Lula em Lênin é uma piada. Brasília não é Petrogrado. Aqui, o Cruzador Aurora são as burras do Estado.

Considerar o PT um partido comunista revela absoluto desconhecimento político e histórico. É servir comida requentada como se fosse um prato novo, recém-preparado. Não passa de conceder sentido histórico ao rançoso discurso da Guerra Fria. O Muro de Berlim caiu em 1989 mas tem gente em Pindorama que ainda não recebeu a notícia. Ao retirar do baú da História o anticomunismo primário, passam a exigir soluções fora do contexto legal como a intervenção militar travestida com um manto constitucional — outra sandice, basta ler o artigo 142 da Constituição.

O projeto criminoso de poder foi aperfeiçoado no exercício da Presidência da República. Não tem parentesco com o populismo varguista, muito menos com o peronismo ou cardenismo. É um mix original que associa pitadas de caudilhismo, com resquícios da ideologia socialista no discurso — não na prática —, um partido centralizado e a velha desfaçatez tupiniquim no trato da coisa pública, tão brasileira como a caipirinha — que seu líder tanto aprecia.

O desafio dos democratas é combater o petismo utilizando todos os instrumentos legais. Para isso, é necessário conhecer o adversário e abandonar conceituações primárias que não dão conta do objeto. E tendo como prioridade a mobilização da sociedade civil. Sem ela, o país não muda. Pior: teremos a permanência deste governo antidemocrático, antipopular e antinacional por muitos anos.

 

Publicado aqui em oglobo.com

 

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Convites que valem a pena atender

Dois convites enviados por e-mail, vindos de três professores. O primeiro é de Jefferson Manhães de Azevedo, diretor do campus Campos-Centro do Instituto Federal Fluminense (IFF), que junto com Nélio Artiles, da Faculdade de Medicina de Campos (FMC), tomará posse do Fórum Interinstitucional de Dirigentes do Ensino Superior de Campos, às 10h da manhã da próxima quinta, dia 7, no auditório Miguel Ramalho do IFF.  O segundo convite vem de Aristides Soffiati, meu capitão, que lança dois livros na Universidade Federal Fluminense (UFF) em Campos, às 17h30 da próxima sexta, dia 8, em evento que o blog o já havia antecipado aqui.

Mais que professores, se pode haver algo maior, tratam-se de homens com serviços prestados à comunidade. Não por outro motivo, vale a pena atender e divulgar seus convites:

 

convite Nélio Artiles e Jeffinho

 

 

Convite Soffiati

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