Contra Fred de bigode, quem é mais fácil de tomar gol: Camarões ou Flamengo?

Fred “Bigode Grosso” quer resgatar sua força como Sansão
Fred “Bigode Grosso” quer resgatar sua força como Sansão

 

Às vésperas do Fla-Flu de 12 de maio, vencido pelo Tricolor por 2 a o e um gol seu, Fred exibiu um bigode para homenagear o pai, Seu Juarez. Pois desde os treinos de ontem, o atacante voltou a exibir sua capilaridade facial, provavelmente para tentar espantar a má fase e finalmente achar o caminho do gol, como fez na Copa das Confederações de 2013, após primeiras atuações individuais apagadas e igualmente questionadas. Agora, na Copa do Mundo, o jogo de hoje para ser a pedida ideal para Fred, assim como toda a Seleção Brasileira, destravar e reencontrar seu melhor futebol. Afinal, pior do que Camarões neste Mundial, só mesmo o Flamengo no Brasileirão.

 

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Definido, Chile é o melhor adversário para o Brasil nas oitavas

Companheiros no Barcelona, os jovens craques Sánchez e Neymar devem agora estar em lados opostos nas oitavas de final da Copa do Mundo
Companheiros no Barcelona, os jovens craques Sánchez e Neymar devem agora ficar em lados opostos nas oitavas de final da Copa do Mundo

Se o Brasil fizer valer seu franco favoritismo daqui a pouco, contra a desacreditada seleção de Camarões, e confirmar o primeiro lugar do Grupo A, já tem definido seu adversário nas oitavas de final: o Chile,  que acabou de perder por 2 a o para a Holanda, no Itaquerão, ficando com a segunda vaga do Grupo B. Por certo, será um adversário difícil. É uma equipe muito equilibrada e bem treinada pelo argentino Jorge Sampaoli. Sua torcida, como a argentina, tem comparecido aos estádios em número e animação capaz de rivalizar com a brasileira. E a grande estrela da companhia é o atacante Alexis Sánchez, que antes de disputar uma vaga as quartas com o time de Neymar, já concorria com o craque brasileiro por uma vaga de titular no time do Barcelona.

Todavia, além do Chile ser freguês de carteirinha do Brasil nas Copas (2 x 4 em 1962, 1 x 4 em 98, e 0 x 3 em 2010), qual torcedor, jogador ou treinador do país da Copa (mesmo Felipão, fora do “caô” para a imprensa) preferia encarar a Holanda, liderada pelo grande craque deste Mundial até aqui: o atacante Arjen Robben?

Para ganhar a moral necessária e embalar na fase eliminatória, diante da possibilidade de depois pegar Itália ou Uruguai nas quartas de final, Alemanha ou França na semifinal, e Argentina ou Holanda na final do Maracanã, o Chile é adversário ideal para a Seleção Brasileira decolar de vez a partir das oitavas. Lógico que, tal como hoje contra Camarões, o time da casa precisa fazer sua parte e vencer. E, se não for pedir demais, também convencer.

 

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Brasil tem sua última hora de acertar para quando não poderá mais errar

A Seleção Brasileira que mais vezes entrou em campo neste séc. 21. Em pé: Paulinho, David Luiz, Júlio César, Fred e Thiago Silva. Agachados: Neymar, Daniel Alves, Oscar, Marcelo, Hulk e Luiz Gustavo

 

Júlio César, Daniel Alves, Thiago Silva, David Luiz e Marcelo; Luiz Gustavo, Paulinho e Oscar; Hulk, Fred e Neymar. Esta é a escalação da Seleção Brasileira que mais vezes se repetiu neste séc. 21, incluídas as Copas de 2002 (da conquista do Penta), 2006 e 2010. Mesmo sem ter convencido nos dois primeiros jogos desta Copa de 2014, é o mesmo time que Luiz Felipe Scolari manda a campo hoje, às 17h, no estádio Mané Garrincha, em Brasília, para fazer o último jogo da fase de grupos. Seu adversário será uma seleção de Camarões já desclassificada e com currículo desabonador:  quase não viajou ao Brasil por conta de uma discussão sobre prêmios, perdeu de 1 a 0 (descontados dois gols legítimos anulados) para o México e por 4 a 0 para a Croácia, teve jogadores do próprio time se agredindo dentro de campo, teve a investigação de manipulação de resultado para esse jogo contra o Brasil anunciada previamente pela própria Fifa (aqui), e não confirmou a escalação do seu principal nome, o atacante Samuel Eto’o.

Com a vaga às oitavas de final praticamente assegurada, o Brasil não poderia ter chance melhor para tentar ganhar confiança no próprio futebol e da torcida, antes de entrar na fase eliminatória. Apesar da novidade de hoje ser a volta do atacante Hulk ao time, após ter sentido um incômodo na coxa esquerda (aqui) que o tirou do empate sem gols contra o México (aqui), os titulares mais questionados por analistas brasileiros e estrangeiros têm sido o centroavante Fred e o o segundo volante Paulinho. Contra o atacante do Fluminense, pesam não só o jejum de gols, como a falta de mobilidade. Por sua vez, ao volante do Tottenham se cobra eficiência na transição da defesa ao ataque, além de servir como opção de homem surpresa na área adversária. Mas o fato é que, atrapalhados por contusões desde a conquista da Copa das Confederações de 2013, Fred e Paulinho não vieram de boas fases em seus clubes.

Tetracampeão brasileiro em 1994, o ex-jogador Raí chegou a sugerir (aqui) a substituição de Paulinho pelo reserva Fernandinho, além da escalação de Neymar como falso 9, barrando Fred. Dos maiores atacantes do futebol inglês em seus tempos de jogador, o hoje comentarista da BBC Alan Shearer chegou a dizer (aqui): “Fred está puxando o time para baixo e estou impressionado por ele ter jogado como titular nas duas partidas do Brasil. Ele não se mexe, não ajuda o time e o Brasil parece estar jogando com 10 o tempo todo. Ele não pode ser o centroavante de uma Seleção Brasileira num Mundial”. Foi duramente respondido em entrevista coletiva no sábado, na qual o lateral-direito Daniel Alves defendeu Fred e chamou de  “babaca” e “antiético” o comentário do capitão inglês na Copa de 1998.

Se Fred e Paulinho precisam aproveitar a chance, o mesmo não é diferente para o próprio Daniel e seu companheiro na lateral-esquerda Marcelo, que até evoluíram do primeiro para o segundo jogo, mas ainda estão distantes do futebol que apresentam, respectivamente, no Barcelona e Real Madri. Oscar, que foi o melhor jogador brasileiro na vitória de 3 a 1 sobre a Croácia, não chegou a jogar mal contra o México, mas não voltou a brilhar. Guardadas as proporções devidas, o próprio Neymar também não conseguiu ser decisivo contra os mexicanos, como foi contra os croatas. Sem que Júlio César ainda tenha sido testado de verdade, quem está bem até aqui é a turma da defesa: os caros (e seguros) zagueiros Thiago Silva e David Luiz, e o incansável primeiro volante Luiz Gustavo.

Pressionados pela responsabilidade de jogar uma Copa do Mundo em casa, num ano de eleição presidencial projetado em calendário de “pátria de chuteiras” pelos donos do poder, a Seleção Brasileira mais vezes titular neste séc. 21 terá hoje à frente seu adversário mais fraco nesta primeira fase, para confirmar a liderança no Grupo A , enquanto México e Croácia se enfrentam no mesmo horário. Se o futebol brasileiro fluir e os gols saírem naturalmente, de preferência com um ou mais de Fred, o time pode embalar nos jogos eliminatórios. E o caminho não será fácil! Antes de enfrentar Camarões, já saberá se pegará Chile ou Holanda (que definem o Grupo B antes, às 13h) pelas oitavas. Nas quartas, poderá ter que encarar um campeão do mundo: Itália ou Uruguai. Nas semifinais, também há chance real de cruzamento com Alemanha ou França. Depois, a possibilidade que mais encanta (e assusta) é a Argentina, numa final em pleno Maracanã.

Mas em Copa, só existe um jogo: o próximo. Com obrigação de vitória e expectativa por uma boa atuação, ele é daqui a pouco, contra Camarões. Tudo correndo bem dentro de campo, o pior que poderia acontecer fora dele é a ressurreição do clima de “já ganhou”.

Se o Brasil já cometeu muitas falhas, inclusive consigo mesmo, ao sediar esta Copa, o fato é que sua Seleção de futebol terá hoje a última chance de acertar para quando não poderá mais errar.

 

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Ilíadas nos campos da Copa

No salto mortal, Klose comemorou o gol em seu primeiro toque na bola, que empatou o jogo para a Alemanha e igualou seu atacante a Ronaldo como o maior artilheiro de todas as Copas (foto: Reuters)
No salto mortal, Klose comemorou o gol em seu primeiro toque na bola, que empatou o jogo para a Alemanha e igualou o recorde de Ronaldo como maior artilheiro de todas as Copas (foto: Reuters)

 

Tecnicamente, esta Copa teve até aqui três grandes jogos: o Espanha 1 x 5 Holanda (dia 13), o Inglaterra 1 x  2 Itália (14) e o Alemanha 4 x 0  Portugal (16), todos na primeira rodada.

Encerrada hoje a segunda rodada, tivemos nela os dois jogos mais épicos do Mundial: o Uruguai 2 x 1 Inglaterra (16) e o Alemanha 2 x 2 Gana de ontem.

Por jogo técnico, entenda-se aquele definido na qualidade de um time, na habilidade de seus jogadores.

Por épico, aquele de maior dramaticidade, onde as chuteiras parecem ser estar amarradas não com cadarços, mas às veias das pernas de cada jogador, como heróis clássicos a compor uma Ilíada.

Sobre Uruguai e Inglaterra, no qual o artilheiro Luisito Suárez saiu de uma astroscopia no joelho, há menos de um mês, para resgatar com dois gols a mística da Celeste, já escrevi aqui.

Ontem, foi o dia de uma Alemanha favorita na teoria e no campo encontrar uma igual na Gana, melhor seleção africana nesta Copa.

Após um primeiro tempo disputado, mas sem gols, Mario Götze completou de cabeça um cruzamento da direita para abrir o placar e a expectativa por outra goleada alemã.

Ledo engano!

Para provar a igualdade entre aqueles homens de pele pálida e retinta em busca da mesma glória, foi também no arremate preciso de um cruzamento pela direita que Andre Ayew empatou o jogo.

De igual para igual, os ganeses provaram que poderiam ser superiores, depois que Philipp Lahm perdeu a bola no meio e Asamoah Gyan recebeu um passe em profundidade para entrar na área, tocando na saída de Manuel Neuer.

Quando tudo parecia perdido, no fracasso de mais um favorito, os alemães foram buscar suas esperanças no banco de reservas. Seu craque Bastian Schweinsteiger e seu veterano atacante Miroslav Klose entraram em campo.

Na primeira jogada de Schweinsteiger, uma trama pela esquerda do ataque germânico gerou um escanteio.

Cobrado, após um desvio no primeiro pau, Klose aproveitou a oportunidade para completar de pé direito e se tornar o maior artilheiro de todas as Copas, com 15 gols, igualando o recorde do brasileiro Ronaldo.

Na celebração daquele homem maduro de 36 anos, o salto mortal do moleque que acabara de conquistar a imortalidade nos campos.

Homens brancos e negros iguais no placar, no talento, na entrega, na glória vermelha de sangue não derramado dos irmãos Boateng, Jérôme da Alemanha e Kevin-Prince de Gana, filhos da África como todos os homens.

 

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Felipão reforça o ataque (contra o técnico da Holanda)

Felipão na  coletiva hoje (foto de Ricardo Matsukawa - Terra)
Felipão atacou o treinador holandês Van Gaal na coletiva hoje (foto de Ricardo Matsukawa – Terra)

 

Por Anderson Regio, Celso Paiva e Fábio de Mello Castanho

O técnico Luiz Felipe Scolari não demorou para responder as declarações dadas pelo técnico da Holanda, Louis Van Gaal, que atacou o fato da Seleção Brasileira jogar depois de Holanda x Chile, marcado para as 13h, já sabendo o resultado da partida e o possível adversário que enfrentará nas oitavas de final. Apesar de não dizer o nome, Felipão deu diversas dicas que se dirigia especificamente a Van Gaal.

“Primeiro tenho que pensar em ganhar amanhã (contra Camarões). Quero falar isso, porque alguns se manifestam dizendo de escolher o resultado, ou são burras ou mal intencionadas, se perdemos não classificamos.  A gente não vai escolher adversário. A Fifa que escolheu as datas e os horários. Parem de endeusar A, B ou C. Porque são contrários a nós”, disse Felipão.

O treinador foi mais longe e lembrou o tempo em que Van Gaal dirigiu o ex-meia Rivaldo no Barcelona. Os dois tiveram uma rixa e o ex-jogador brasileiro sempre disse que o treinador o prejudicou na equipe catal. “Estou conhecendo as pessoas agora. Através do que imaginava não conhecer. Principalmente o que o Rivaldo me falava”.

Em entrevista dada à Revista ESPN, Rivaldo falou sobre como era sua relação com o atual treinador da seleção holandesa. “Van Gaal é um grande treinador, mas não aceitava opinião. Tem que ser a opinião dele. E como eu estava muito bem na época, batia de frente. Quando ganhava, era o esquema tático dele. Quando perdia, era culpa dos jogadores. Quando me chamavam para ir à imprensa, jogava a responsabilidade para ele. Dava alguma confusão. Uma vez ele brigou comigo por 20 segundos de atraso, até mostrou o relógio. Parava treino para eu colocar a camisa para dentro. Aí eu ia à imprensa e chutava o balde”.

Felipão voltou a falar do assunto na pergunta seguinte. Mesmo a indagação sendo sobre a equipe de Camarões, ele aproveitou para alfinetar novamente. “Quando dizem que o Brasil pode escolher, expressam e manifestam um mal estar de desprezo a Camarões. Fico chateado com isso, perdeu um de 1 a 0 para o Méxino e outro de 4, quando ficou com um a menos e mexeu no time com o intuito de virar o resultado porque tinha uma chance. Alguns treinadores não entendem ou são mal intencionados”.

O treinador, porém, não quis dizer o nome quando foi questionado mais claramente a quem se referia. “Vocês sabem quem é”, disse. A declaração de Van Gaal foi dita horas antes da entrevista de Scolari. “A Fifa antes de todos os jogos carrega a bandeira do Fair Play, de fazer um jogo justo, essas coisas, mas usa esses truques. Não é Fair Play”, afirmou o técnico. “Acho o mesmo que você, imagino. É ridículo”, respondeu Van Gaal a um jornalista quando indagado sobre a decisão do Grupo A ser depois do Grupo B da Copa do Mundo.

Van Gaal disse ainda que espera que o Brasil mostre ética no duelo contra Camarões. “Vamos nos focar na vitória amanhã contra o Chile e não nos afetará o que o Brasil vai fazer depois. Presumo que vão fazer seu dever esportivo. Mas é sempre um motivo de discussão. Por que isso? É uma pergunta justa”.

 

Fonte: Terra

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De Paris, Repórteres Sem Fronteiras condena “propaganda de Estado” na “lista negra” do PT

Enquanto alguns se omitem e calam, outros põem o dedo na ferida e a boca no trombone. Transcrita daqui, confira a postagem abaixo:

 

Repórteres sem fronteiras 1

 

Após dezoito agressões contra jornalistas desde o início do Mundial, o vice-presidente do Partido dos Trabalhadores acusou uma dezena de jornalistas e humoristas de propagar o ódio.

A tensão entre o governo e os jornalistas da oposição acaba de subir de tom. Num artigo publicado a 16 de junho de 2014 no site do Partido dos Trabalhadores (PT), atualmente no poder, o vice-presidente do partido Alberto Cantalice estabelece uma lista negra de jornalistas designados como os “pitbulls da grande mídia”. Para o dirigente petista, o ódio de Reinaldo Azevedo, Arnaldo Jabor, Demétrio Magnoli, Guilherme Fiúza, Augusto Nunes Diogo Mainardi, Lobão e dos humoristas Danilo Gentili e Marcelo Madureira contra as medidas progressistas dos governos Lula e Rousseff se tornou ainda mais evidente desde o começo do Mundial, que esperam que fracasse.

Esses “inimigos da pátria” não demoraram em responder. O jornalista Demétrio Magnoli denunciou em Globo um artigo “calunioso” e uma ação de propaganda por parte do PT. Magnoli se mostra preocupado pelo fato de um político do partido no poder convidar à “caça” dos jornalistas opositores “na rua”. Já Reinaldo Azevedo, da revista Vejaafirmou sua intenção de processar Alberto Cantalice por “difamação”.

Repórteres sem Fronteiras expressa sua inquietação pelas graves acusações dirigidas contra os jornalistas provenientes de um alto cargo do PT”, declara Camille Soulier, responsável da seção Américas da organização. “Não ignoramos o contexto polarizado da mídia, que pode exagerar o descontentamento geral. No entanto, as dificuldades sentidas pelo PT não justificam o recurso à propaganda de Estado.”

Essas acusações foram lançadas num clima social tenso, com a multiplicação de movimentos populares contra as despesas do governo com a Copa do Mundo. A polícia militar tem respondido através da força e alguns jornalistas foram agredidos. No total, a Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (ABRAJI) já contabilizou 17 agressões de jornalistas no âmbito de manifestações desde a abertura do Mundial. Entre as vítimas, contam-se correspondentes daCNN e de agências internacionais, como a Reuters e a Associated Press, assim como jornalistas da mídia local ou profissionais independentes. Karinny de Magalhães, jornalista e ativista do coletivo Mídia NINJA, foi detida e espancada até desmaiar.

Aos 17 casos citados se juntou a detenção arbitrária de Vera Araújo, do diário O Globo, no passado dia 15 de junho, elevando para 18 o número de abusos. A jornalista estava filmando a detenção de um turista argentino e acabou também sendo presa. Uma investigação foi aberta contra o policial militar responsável pela detenção.

O Brasil se situa no 111º lugar em 180 países na última Classificação Mundial da Liberdade de Imprensa, elaborada por Repórteres sem Fronteiras. Por ocasião da Copa do Mundo de futebol, a organização lançou uma campanha para sensibilizar o público sobre a situação da liberdade de informação nos países participantes. Acompanhe as fichas dos jogos de Repórteres sem Fronteiras.

 

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As melhores cantadas da Copa — para evitar!!!… Rs

Quem está solteiro e quiser testar a sorte na Pelinca ou na Princesa Isabel, durante as comemorações dos jogos do Brasil na Copa — e se depois de Camarões, não houver o que comemorar, é melhor desistir —, o comediante Marcos Castro dá bons exemplos: das cantadas que você deve evitar!!!… Rs

Confira abaixo…

 

 

 

 

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Artigo do domingo — NÓS pelo BEM de quem?

Nós contra eles

 

Seja por nacionalidade, etnia, política, religião, ideologia, orientação sexual, ou mesmo futebol, não há nada mais perigoso na vida coletiva do que o “Nós contra Eles”. Quem, diabos, determina quem são o “Nós”? Quais interesses humanos segregam do outro lado o “Eles”?

Tão certo quanto todos se imaginam o “Nós”, jamais o “Eles”, é o fato da primeira pessoa do plural se pretender sempre conjugada em defesa do “Bem”, oposta ao “Mal” que só espreita na coletividade sorrateira da terceira pessoa, pela inexistência de uma trigésima quinta.

Primeiro a deixar registro de uma crença fundamentada nos conceitos de bem (Ahura Mazda) e mal (Angra Mayniu) foi o profeta persa Zaratustra, que teria vivido no séc. VI a.C., segundo a tradição. Não por outro motivo, quando propôs a superação do bem e do mal, para que do homem se fizesse o super-homem, ser adequado às novas prerrogativas morais da civilização industrial do séc. XIX, o filósofo alemão W. F. Nietzsche (1844/1900) o fez em seu “Assim falou Zaratustra”, a partir da releitura da figura histórica.

Como a filosofia de Nietzsche, com endosso da sua irmã, acabou sendo usada para tentar justificar pela ciência o nazismo (corruptela de nacional-socialismo) na Alemanha, num saldo final de mais de 60 milhões de mortos na II Guerra Mundial (1939/45), o grande problema talvez não esteja nos conceitos, mas em quem os utiliza — e para justificar quais ações. Como traziam inscrito nas fivelas dos seus cintos os soldados da SS alemã que executaram seis milhões de seres humanos em campos de extermínio pela Europa: “Gott mit uns” (“Deus conosco”).

Enquanto, graças a Deus, não atingimos o mesmo nível de hipocrisia, é quase certo que se pensaram como “Nós” e do “Bem” as mais de 60 mil pessoas que em coro xingaram a presidente Dilma Rousseff na abertura da Copa, durante o Brasil 3×1 Croácia, nas arquibancadas do Itaquerão (relembre aqui). Na dúvida, certo inteiro é que o mesmo coro de xingamento a Dilma não foi entoado ali pela primeira vez, tendo sido criado e repetido desde as manifestações de rua em junho de 2013, com farto registro em áudio e vídeo na democracia irrefreável das redes sociais (confira aqui).

Mas e daí? Contra os “Eles” em coro do “Mal”, provavelmente também se viram como “Nós” pelo “Bem” muitos dos que ecoaram o discurso de Lula. Apesar da falta de coragem para acompanhar Dilma no Itaquerão com que ele “presenteou” seu time do coração, o ex-presidente depois quis posar de cavaleiro em defesa da donzela, atribuindo os xingamentos a uma suposta “elite branca” (recorde aqui).

Menos mal que tanto Lula, quanto quem se prestou a fazer-lhe claque, tenham sido rapidamente expostos ao ridículo pelo ministro Gilberto Carvalho (veja aqui). Mesmo falando diante de blogueiros chapa branca e militantes do PT, ele testemunhou menos de uma semana após o ocorrido: “no Itaquerão não tinha só elite branca, não. Não fui para o jogo, mas estive ao lado [do Itaquerão], numa escola (…) fui e voltei de metrô. Não tinha só elite no metrô. Tinha muito moleque gritando palavrão dentro do metrô que não tinha nada a ver com elite branca”.

Certamente, quem se dá o trabalho de ler as pesquisas além dos seus números totalizados, percebe que o percentual de eleitores de Dilma, à parte sua tendência generalizada de queda (relembre aqui e aqui), diminui na exata proporção em que aumenta o nível socioeconômico e de escolaridade das regiões e dos entrevistados. Mas seja na maioria dos métodos assistenciais (ou assistencialistas?) de um governo popular (ou populista?), não é diferente do que Lula também fez no Brasil. Tampouco, para usar um exemplo local, do que a prefeita Rosinha faz em Campos, ou do que o deputado federal Garotinho pretende voltar a fazer no Estado do Rio.

E neste sentido, não deixa de ser antropologicamente irônico observar quem se pensa “Nós” em nome do “Bem”, ao se opor aos Garotinho em Campos e no Estado, sem atentar ao limite lógico ultrapassado ao defender um governo federal que opera em diapasão moral, político e persecutório muito parecido. É o oxímoro cada vez mais anacrônico de se julgar Garotinho e Rosinha como o “Eles” do “Mal”, pelos mesmos supostos motivos que se busca enxergar Lula e Dilma como o “Nós” pelo “Bem”.

A elaboração pública de listas negras, por exemplo, reunindo jornalistas e opinadores de diferentes matizes ideológicos, que tenham em comum a “petulância” de criticar um governo de qualquer esfera, é fascismo aqui, é fascismo no Rio, é fascismo em Brasília, é fascismo em nossa casa, no estádio ou na rua. N’ELE reside todo o MAL que deveria ser combatido por qualquer “Nós” com pretensão de “Bem” e sem a dúvida das aspas.

Enquanto isso, a Seleção Brasileira joga de novo amanhã, contra a pior Camarões de todas as Copas, investigada pela suspeita de manipulação de resultado manifesta previamente pela própria Fifa (leia aqui). Sem precisar disso ou de simulações de pênalti, dá para Neymar e cia. (haverá companhia?) ganharem o jogo e a moral necessária para encarar a fase eliminatória e daí embalar.

Dá também para chegar à final do Maracanã, como podem fazê-lo quatro ou cinco outras seleções. Mas nesta reedição presente e paisana da “pátria de chuteiras” militar de 1970, a única coisa que não dá, mesmo em quem nem era nascido, é deixar de sentir saudade do futebol de Pelé, Gérson, Tostão, Jairzinho, Rivelino, Clodoaldo e Carlos Alberto Torres. Mas é só disso!

De resto, mais do que as estultices regurgitadas num coro de arquibancada ou nas bravatas de um ex-presidente sem noção do prefixo, o que deveria ecoar é a advertência do pensador Samuel Johnson (1709/84), cuja Inglaterra já foi até desclassificada:“O patriotismo é o último refúgio dos canalhas”. Neste Brasil em ano de Copa e eleições, oxalá ele não seja o primeiro. Pelo BEM de todos NÓS!

 

Publicado hoje na edição impressa da Folha.

 

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Após “guerra de garrafas” em BH, argentinos podem chegar a 200 mil em Porto Alegre

Se ontem à tarde Lionel Messi resolveu o jogo difícil contra o Irã no Mineirão (aqui), fora dele as autoridades de segurança pública brasileira tiveram a prova de que terão muito a fazer para evitar enfrentamento físico de torcedores, como o registrado entre argentinos e brasileiros na madrugada anterior, na Savassi, bairro boêmio de Belo Horizonte (BH). No Rio, o Maracanã já foi invadido duas vezes por torcedores: argentinos no Argentina 2×1 Bósnia do último dia 15, e chilenos no Chile 2×0 Espanha do dia 18. E ontem o diário esportivo Olé anunciou que 200 mil hermanos se deslocarão para Porto Alegre na próxima quarta, dia 25, onde a Argentina decidirá no Beira Rio a liderança do Grupo F contra a Nigéria. Apenas 2o mil desse 1/5 de milhão de argentinos iria com ingressos à capital gaúcha, que fica a 1.472 km de Buenos Aires.

No entanto, o subcomandante geral da Brigada Militar de Porto Alegre, Coronel Silanus Mello, disse não acreditar nos números noticiados pela mídia argentina:

— Não acreditamos em mais de 50 mil, aproximadamente. Sabemos que entre 16 e 20 mil estão com ingressos comprados. Vamos agir para manter a tranquilidade que temos até agora. Tivemos uma grande movimentação de torcedores em Holanda e Austrália e não houve um foco sequer de confusão. Nem todo argentino é problemático. Temos um planejamento que não será alterado. Não vamos generalizar a torcida argentina. A imensa maioria sabe se comportar muito bem. A preocupação é em relação a um grupo, os chamados barra bravas, que se conseguirem entrar no Brasil, vamos estar atentos.

Assista abaixo o vídeo do confronto na madrugada de ontem, entre argentinos e brasileiros, mas ruas de Belo Horizonte:

 

 

 

 

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Argentina 1×0 Irã — Por seleção ou clube, o melhor do mundo é Lionel Messi

Messi x Irã
Já nos descontos do jogo duro contra o Irã, Messi deu a vitória a a classificação a Argentina

 

Com mais de 80% da posse de bola durante o jogo, mas ainda assim com as duas melhores chances de gol produzidas pelo Irã, a Argentina só se salvou hoje de um vexame do Mineirão por conta de um único lance de gênio. Mesmo sem jogar bem, como todo seu time, aos 46 do segundo tempo, Lionel Messi fez o que sempre faz: cortou o marcador da direita para a esquerda, soltou sua canhota e decidiu a partida, num chute em diagonal e curva precisas de fora da área.

Se todos sabem que Messi só corta para a esquerda, é conhecimento tão inútil quanto foi para os marcadores de Garrincha (Bicampeão em 1958 e 62, além de 66) saber que só poderiam ser driblados pela direita de quem os transformaria sem dó em “João”. A diferença é que, como sempre foi com o ponta do Botafogo e da Seleção Brasileira, o argentino tem sido pela sua seleção, pelos menos nos dois jogos desta Copa, tão decisivo quanto sempre foi jogando pela Barcelona, ou talvez ainda mais, considerada a última temporada não tão brilhante do clube catalão. No Brasil, depois de ter definido a vitória de 2 a 1 sobre a Bósnia (relembre aqui), Messi garantiu agora há pouco contra o Irã não só o jogo, mas a classificação da Argentina às oitavas de final.

Certo de que o técnico Alejandro Sabella tem muitas coisas a acertar para ver confirmado na prática do campo o favoritismo argentino creditado por todos os teóricos do planeta. Já com a Copa iniciada, foi mais uma vez visível a inconsistência coletiva entre tantos talentos individuais do meio para frente, sempre aberta ao sustos pela mediocridade dos jogadores de defesa, com exceção do goleiro Romero, cuja boa atuação hoje foi igualmente decisiva em pelo menos três defesas salvadoras.

Mas independente do destino coletivo dos hermanos no Brasil, bem como das eleições individuais da Fifa, seja atuando por clube ou seleção, ninguém mais tem o direito de duvidar: desde que o francês Zinedine Zidane se aposentou na Copa de 2006, o maior gênio do futebol mundial ainda é Lionel Messi.

 

 

 

 

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Fifa teme manipulação de resultado no Brasil x Camarões

Ralf Mutschke,diretor de segurança da Fifa e ex-agente da Interpol (foto: AFP)
Ralf Mutschke,diretor de segurança da Fifa e ex-agente da Interpol (foto: AFP)

 

Para o diretor de segurança da Fifa e chefe da entidade para o combate à manipulação de resultados, o jogo da próxima segunda-feira entre Brasil e Camarões, em Brasília, tem mais riscos do que os de abertura, contra a Croácia, e da final da Copa do Mundo. Ralf Mutschke disse, na manhã desta sexta-feira, no Maracanã, que todos os jogos do Mundial são acompanhados pela equipe do Sistema de Detecção Prévia (EWS, da sigla em inglês) e explicou as razões do cuidado.

— Olhamos todos os critérios para apontar um nível de risco maior do que o jogo de abertura e o da final. É um jogo mais vulnerável porque implica em classificação, diferença de gols, envolvendo uma seleção já eliminada — explicou.

Mutschke disse que a equipe do EWS discutiu sobre os resultados de Camarões e o comportamento dos jogadores, inclusive com o Grupo de Estudos Técnicos da Fifa (TSG, da sigla em inglês), que faz os relatórios técnicos e táticos da Copa do Mundo. Ele admitiu que a seleção africana teve conflitos por premiação, brigas durante o jogo com o México, mas negou a existência de uma investigação em curso.

— Temos uma hotline para denúncias de árbitros e jogadores. Nenhum registro foi feito durante a Copa do Mundo, até o momento — acrescentou.

Mutschke disse ainda que o futebol é um esporte ameaçado pelos fraudadores.

— O futebol está sendo ameaçado pela manipulação, pelo crime organizado. Eles (os criminosos) tentam se infiltrar. É importante proteger a integridade e a credibilidade do jogo. Os jogadores, além de artistas, são vítimas — justificou.

Ex-policial da Interpol com 33 anos de experiência em investigações de crimes internacionais, Mutschke informou que a Fifa assinou um contrato de dez anos com a Interpol para trabalhar conjuntamente no combate à manipulação e à fraude. Em apenas dois anos no cargo, 192 das 209 federações nacionais filiadas à Fifa nas seis confederações continentais já receberam cursos, folhetos explicativos e orientação. Só no Brasil, este ano, aconteceram três reuniões prévias antes da Copa do Mundo com os chefes de segurança das 32 seleções participantes do megaevento.

— Estabelecemos essa estratégia de tolerância zero. Estamos examinando cada denúncia de manipulação de resultados.

A maior dificuldade, segundo o dirigente, é a legislação de um sem número de países que ainda não prevê punição na área criminal. Perguntado se conhecia o escândalo da Máfia do Apito, que, em 2005, anulou apenas 11 jogos do Campeonato Brasileiro da Série A de um total de 40 contaminados, ele respondeu.

— Há cada vez mais gente do crime organizado infiltrada e tentando fraudar os resultados do futebol porque não há risco de prisão para eles. A legislação de muitos países não prevê. Há muitas pessoas tentando fraudar o mercado de apostas porque a punição penal muitas vezes não acontece. Por isso, aumenta a responsabilidade de cada federação, cada confederação e associação membra (da Fifa). Precisamos educar as federações para que digam não à manipulação.

O sistema de combate à manipulação é feito de análises com base em ações de inteligência, jogadores, partidas de alto risco e árbitros. Há o monitoramento de apostas em tempo real pela EWS (Early Warning System), com exame forense de padrões de apostas suspeitas. Até o TSG colabora com análises em tempo real sobre táticas e comportamento anormal de jogadores.

— Quando algo é observado, discutimos entre nós os comportamentos e decidimos se devemos apresentar alguma denúncia — acrescentou Mutschke.

De 15 de maio a 11 de junho (véspera da abertura da Copa), 89 partidas internacionais foram analisadas pelo grupo que faz parte do EWS e nenhuma, segundo Mutschke, apresentou comportamento anormal dentro de campo ou no mercado de apostas:

— Eu penso que não haver indícios de alguma movimentação (anormal) não significa que não hajam situações que pareçam bizarras, estranhas. Sempre acompanhamos os indícios e podemos dar uma olhada mais de perto — concluiu.

 

Fonte: Globo.com

 

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Até aqui, França, Alemanha, Chile e Costa Rica são os melhores da Copa

França 5x1 Suíça
Apesar de ter craques como Pogba e Benzema (que hoje marcou um gol, teve outro anulado após o apito final e perdeu um pênalti), a coletividade é a maior virtude do futebol da França, cujos cinco gols de hoje sobre a Suíça saíram de cinco jogadores diferentes (foto de Sergei Grits – AP Photo)

 

Antes da Copa, a crônica esportiva mundial foi quase unânime ao apontar quatro favoritos a conquistá-la: Espanha, Alemanha, Brasil e Argentina. Um dia antes do Mundial começar, analisando as possibilidades de quem corria por fora, escrevi aqui: “Sinceramente, se tivesse que apostar em ‘surpresa’ nesse torneio curto, de no máximo sete jogos, sendo os último quatro eliminatórios (perdeu, volta para casa), empilharia minhas fichas sobre a França”.

Bem, se os 3 a 0 na estreia francesa diante de Honduras não queriam dizer lá muita coisa, dada a fraqueza do adversário, a convincente goleada de 5 a 2 emplacada agora há pouco sobre a Suíça, cabeça de chave do Grupo E, coloca a França entre os times “grandes” que apresentaram o melhor futebol até agora nesta Copa. Ao seu lado, a Alemanha fará seu segundo jogo amanhã, contra a Gana, após a sapatada de 4 a 0 que aplicou na estreia contra Portugal de Cristiano Ronaldo.

Entre os times “médios”, o Chile foi o mais consistente, com vitórias contra a Austrália (3 a 1) e a Espanha (2 a o). Em pontos conquistados (seis), foi uma atuação igual à da Costa Rica, que saiu das equipes consideradas “pequenas”, com pouca tradição, para se tornar a grande surpresa. Mas considerado o nível dos adversários superados, Uruguai (3 a 1) e hoje Itália (1 a 0, o fato é que a seleção do pequeno país da América Central, tradição às favas, é a de melhor desempenho até agora na Copa.

Diante de uma Inglaterra sem nada a perder e determinada a cumprir bom papel na despedida, será interessante ver a Costa Rica já como franco atiradora revelada. Mas nada mudará sua conquista às oitavas de final, num “Grupo da Morte” contra três campeões do mundo, com um deles (a Inglaterra) já eliminado e os outros dois (Itália e Uruguai) com uma briga de foice no escuro marcada, na próxima terça (24/06), na disputa pela segunda vaga. E isso nem o mais otimista costarriquenho poderia projetar antes da Copa começar.

Todavia, confirmem ou desmintam previsões, há surpresas e surpresas. Se a França é uma surpresa com chances de brigar pelo título — embora provavelmente vá encarar a Alemanha nas quartas de final —, quase ninguém enxergaria essa mesma envergadura no Chile, ou, sobretudo, na Costa Rica. Se conseguisse chegar às semifinais, como só fez quando sediou a Copa em 1962, o desempenho chileno já poderia ser considerado tão épico quanto o resgate dos seus 33 mineiros da mina de San José. Quanto a Costa Rica, embora possa encontrar um acesso em tese menos difícil às quartas de final, por pegar nas oitavas um adversário vindo do Grupo C, o mais fraco da Copa, ninguém em sã consciência projetaria nada além disso.

Chile e Costa Rica ainda pertencem àquela categoria de surpresa capaz de eliminar um ou mais favoritos à Copa, mas não vencê-la.

Falando nos favoritos, e quanto aos demais? Antes de perder para o Chile, a Espanha já havia sido humilhada na goleada de 5 a 1, e só espera cumprir tabela contra a Austrália para voltar para casa. A Argentina mostrou pouco contra a Bósnia, além de um único lance genial de Messi, mas terá excelente chance amanhã, contra o fraco Irã, de ganhar mais confiança na competição. Já o Brasil, embora tenha conseguido bater uma Croácia sem Mandzukic e com a ajuda capital do juiz, depois ficou no empate sem gols contra o México.Como los hermanos diante da seleção dos aiatolás, o time de Felipão terá a pior Camarões de todas as Copas para tentar inspirar confiança por algo além da sua defesa.

Merecem também análises a Holanda, que empolgou na goleada sobre a Espanha, mas ficou devendo nos sofridos 3 a 2 sobre a Austrália, e a Bélgica, que todos apostavam como possível surpresa, mas suou em sua estreia para virar de 2 a 1 em cima da Argélia. Com nível real abaixo do seu primeiro jogo, bem como acima do segundo, os holandeses têm cancha para voos mais altos, nem que seja para bater mais uma vez na trave. Quanto à Bélgica, até pela juventude da sua talentosa geração, seu teto nesta Copa talvez ainda seja o mesmo do Chile: uma semifinal estaria bom demais.

Por fim, Itália e Uruguai. Além da expectativa por um dos grandes jogos da Mundial, qualquer um que na terça passar às oitavas, não duvide, leitor: deve ser temido.

 

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